© ATTA KENARE / AFP via Getty Images Por LUSA 10/07/2026
Na declaração final de uma cimeira em Ancara, Turquia, os chefes de Estado e de Governo da NATO abordaram o conflito no Médio Oriente com uma breve menção numa única frase.
"Os aliados reiteram que o Irão nunca deve ter uma arma nuclear e apelam ao Irão para respeitar plenamente a liberdade de navegação no estreito de Ormuz", afirmaram, na declaração, divulgada na quarta-feira.
Pouco depois, numa conferência de imprensa, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte reafirmou que os 32 aliados da NATO concordam que "nunca deve alcançar uma capacidade nuclear".
"Obviamente, o Irão está fora do território da NATO, mas isso não significa que a NATO nunca possa intervir. Se for necessário, a NATO está sempre disposta a assumir qualquer papel", afirmou Rutte.
Em resposta, a Embaixada do Irão em Ancara rejeitou "categoricamente as acusações infundadas e politicamente motivadas", que disse estarem na declaração na NATO.
Numa mensagem na rede social X, Teerão acrescentou que a NATO "não tem autoridade para dar lições ao Irão ou prescrever soluções para a paz e a segurança regional", tendo "apoiado e facilitado atos de agressão contra o povo iraniano".
O Estado persa sublinhou que o seu programa nuclear "é inteiramente pacífico", enquanto "parte do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, sempre insistiu que as armas nucleares não têm lugar na sua doutrina de defesa".
Teerão enfatizou ainda que tem desempenhado consistentemente "um papel responsável na manutenção da segurança marítima", tanto no Estreito de Ormuz como no Golfo Pérsico em geral.
O Irão afirmou que "a principal fonte de insegurança na região" são "as intervenções militares ilegais, as ações provocatórias e as políticas desestabilizadoras de atores externos".
O comunicado sustenta que os EUA e "o regime terrorista israelita" foram os que "bombardearam a mesa das negociações e deram prioridade à agressão em detrimento da diplomacia".
Embora não fosse um dos principais temas da agenda, a guerra no Médio Oriente invadiu a cimeira depois de o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ter anunciado o fim das negociações com Teerão na quarta-feira.
As forças armadas norte-americanas lançaram uma série de ataques contra alvos iranianos, em retaliação por ataques contra três navios mercantes em águas próximas de Omã.
No dia seguinte, o Irão bombardeou alvos norte-americanos em vários países árabes, como a Jordânia e o Kuwait, depois de os EUA terem anunciado a conclusão de uma série de 90 ataques contra Teerão.
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Cerimónias fúnebres do ex-líder supremo do Irão, Ali Khamenei, decorreram durante sete dias, em cinco cidades do Irão e Iraque, e terminaram na cidade santa de Mashad.


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