sábado, 13 de junho de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia denuncia ataque ucraniano contra oficina da central de Zaporijia... A Rússia denunciou um ataque ucraniano ocorrido hoje contra a oficina de transportes da central nuclear de Zaporijia, situada no leste da Ucrânia, mas sob controlo de Moscovo, um incidente que será comunicado à agência nuclear da ONU.

© Reuters     Por  LUSA   13/06/2026 

A central reportou na manhã de hoje um ataque das Forças Armadas da Ucrânia à oficina de transportes que causou danos materiais significativos, afetando três viaturas, bombas de combustível e janelas do edifício.

Não há registos de feridos nem evidências de perigo radiológico, para já.

A última vez que a oficina de transportes foi atacada foi a 31 de maio, quando seis autocarros e dois veículos Gazelle foram destruídos.

As Forças Armadas da Ucrânia não se pronunciaram sobre o incidente na maior central nuclear da Europa, que tem sido alvo de ataques aéreos e onde são constantemente trocadas acusações de ataques diretos entre a Rússia e a Ucrânia.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), tem vindo a alertar para o enorme perigo que representam estes incidentes desde o início da invasão russa da Ucrânia.

Enquanto aguardava um pronunciamento sobre este último ataque, a AIEA confirmou hoje que a central nuclear foi reconectada à rede elétrica esta manhã, a sua principal fonte de energia, após o décimo nono apagão na noite de quarta-feira devido a danos relacionados com o conflito.

Como é habitual, esta desconexão obrigou a central a utilizar geradores a diesel de emergência para fornecer a eletricidade necessária para arrefecer os seus seis reatores desligados.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (aliança do Atlântico Norte).

Estas condições para solucionar o conflito - constantes do plano de paz apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump - são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que exige um cessar-fogo antes de entabular negociações de paz com Moscovo e que os aliados europeus lhe forneçam sólidas garantias de que não voltará a ser alvo de ataque.

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