sexta-feira, 10 de julho de 2026

FERNANDO DIAS ADVERTE MILITARES SOBRE EVENTUAL RESPONSABILIZAÇÃO POR ALEGADO GOLPE DE ESTADO

Por: Assana Sambú  JORNAL ODEMOCRATA 10/07/2026  

Fernando Dias da Costa, candidato às eleições presidenciais de novembro de 2025, advertiu o Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança e da Ordem Pública de que os seus membros poderão vir a responder judicialmente, no futuro, pelo alegado golpe de Estado de 26 de novembro do ano passado, que terá resultado na anulação das eleições gerais.

“O Comando Militar fez um golpe de Estado. Hoje, o vosso Governo e o vosso tribunal querem prender Domingos Simões Pereira, acusando-o de tentativa de golpe de Estado. Mas foi o próprio Comando Militar que protagonizou o golpe que anulou as eleições presidenciais. Por isso, não podiam admitir esta manobra de prender Domingos”, afirmou o político.

Dias da Costa advertiu ainda que as medidas atualmente adotadas poderão abrir caminho para que os próprios membros do Comando Militar sejam julgados, no futuro, pelos acontecimentos de 26 de novembro de 2025, que culminaram na anulação do processo eleitoral.

“Julgamento de Domingos Simões Pereira tem motivação política”, diz Fernando Dias

O candidato presidencial fez estas declarações através de um vídeo publicado na quinta-feira, 9 de julho, na sua página oficial na rede social Facebook, reagindo às informações sobre a tentativa de prisão do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

A reação surge após a decisão do juiz de instrução criminal de voltar a convocar Domingos Simões Pereira para uma audição na manhã desta sexta-feira, 10 de julho, sessão durante a qual poderá ser apreciada a aplicação da medida de prisão preventiva.

Na sua comunicação, Fernando Dias da Costa denunciou o que considera ser uma tentativa de encarcerar Domingos Simões Pereira com base em alegações de envolvimento numa suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025.

“Falou-se de uma tentativa de golpe em que um dos suspeitos terá afirmado que Domingos lhe telefonou. O que ouvimos de Alexandre é que ele pretendia enganar Domingos para obter dinheiro, mas este acabou por perceber a situação, não acreditou na história e recusou entregar qualquer quantia”, declarou.

O dirigente político questionou igualmente o tribunal e o Comando Militar sobre a alegada existência dos 300 milhões de francos CFA que, segundo as acusações, teriam sido disponibilizados por Domingos Simões Pereira para financiar a tentativa de golpe de Estado.

“Todos ouvimos o suspeito afirmar publicamente que não recebeu qualquer dinheiro de Domingos Simões Pereira, porque este descobriu a alegada fraude e recusou entregar-lhe qualquer montante”, sublinhou.

Fernando Dias da Costa apelou ainda aos juristas responsáveis pela condução do processo para que atuem com rigor, lembrando que o caso continua em fase de investigação.

Dirigindo-se aos militares, aconselhou-os a não permitirem a sua instrumentalização por interesses políticos nem a aceitarem qualquer ação que possa conduzir ao julgamento ou prisão de Domingos Simões Pereira por motivações políticas.

“Esta vontade de prender Domingos está ligada a questões políticas. Por isso, os militares devem afastar os políticos dos quartéis e não permitir a sua instrumentalização”, alertou.

O político defendeu que qualquer disputa política deve ser resolvida através da força do voto popular e não por meio da intervenção militar.

“Se alguém acredita que tem força política, deve enfrentar Domingos através do apoio do povo e não recorrendo aos militares ou às armas para combater adversários políticos”, afirmou.

Por fim, considerou que os militares estão a ser utilizados contra os interesses da população e questionou as razões para a atuação contra o líder do PAIGC.

“Não compreenderam que estão a ser usados e que estão a agir contra o povo. O que é que Domingos vos fez? Hoje, Domingos, enquanto civil, está a ser julgado num tribunal militar, contrariamente ao que a lei prevê”, criticou.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Israel diz estar preparado para retomar ofensiva contra Irão... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje que as Forças Armadas estão "em alerta e preparadas" para retomar a ofensiva contra o Irão, após os recentes ataques iranianos contra alvos norte-americanos.

© Nick Paleologos / SOOC / AFP via Getty Images      Por  LUSA   09/07/2026 

Durante uma cerimónia de graduação de cadetes, Katz afirmou que Israel está preparado para voltar a demonstrar a sua "superioridade aérea" e lançar novos ataques contra o Irão para eliminar as ameaças existentes.

"Se for necessário regressar, regressaremos com ainda mais força", assegurou o ministro, citado pelo jornal The Times of Israel.

As declarações surgem depois de os Estados Unidos terem lançado várias vagas de ataques aéreos contra o Irão entre terça-feira e hoje, alegando responder a ataques iranianos contra embarcações no estreito de Ormuz.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra interesses norte-americanos em vários países da região.

Os confrontos intensificaram as acusações mútuas de violação do memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão em junho e aumentaram os receios de um colapso do cessar-fogo acordado em abril, do qual Israel também é signatário.

Katz reiterou igualmente que Israel manterá a presença militar no Líbano, apesar dos apelos internacionais para uma retirada e das declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, admitindo essa possibilidade.

"Não pedimos autorização a ninguém para entrar no Líbano e não precisamos da autorização de ninguém para permanecer no Líbano", afirmou Katz, acrescentando que Israel tem o "direito e o dever" de proteger os habitantes da Galileia e os cidadãos israelitas das ameaças do movimento xiita Hezbollah.

Apesar do acordo preliminar de cessar-fogo, Israel continua a realizar operações militares no sul do Líbano.


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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje que as tropas do seu país vão permanecer no Líbano, após o Presidente norte-americano ter dito na quarta-feira que acreditava na saída dos israelitas do território libanês.

Senegal: Conselho Constitucional anula votação dos deputados sobre revisão da Constituição

Por  Radio TV Bantaba 

O Conselho Constitucional do Senegal anulou o processo de revisão constitucional relativo à Lei n.º 18/2026, aprovada pela Assembleia Nacional, por considerar que o procedimento parlamentar esteve marcado por irregularidades.

A decisão representa uma importante reviravolta na atual crise institucional senegalesa e trava a entrada em vigor do texto aprovado pelos deputados. Constitui também uma vitória jurídica significativa para o poder executivo.

A anulação surge na sequência de um recurso apresentado pela Presidência da República. Na segunda-feira, 6 de julho de 2026, às 11h40, o advogado Cheikh Ahmadou Ndiaye, em representação do chefe de Estado, entregou formalmente no Conselho Constitucional um recurso de inconstitucionalidade, contestando a legalidade dos trabalhos realizados pela Assembleia Nacional.

O executivo alegou ter havido uma «violação do procedimento de revisão constitucional» da Lei n.º 18/2026, aprovada pelo Parlamento a 29 de junho de 2026.

Perante o impasse institucional, o Presidente da República declarou a urgência do processo e pediu ao Conselho Constitucional que analisasse o recurso no prazo máximo de oito dias.

O processo foi registado com o número 6/C/26 pelo chefe da Secretaria do Conselho Constitucional, El Hadji Macky Barro.

Para sustentar as alegadas irregularidades cometidas durante o processo parlamentar, a Presidência apresentou vários documentos e elementos de prova, incluindo correspondência oficial, relatórios sobre alterações ao texto, autos de oficiais de justiça e dispositivos USB contendo as gravações áudio e vídeo integrais dos debates realizados durante a sessão plenária de 29 de junho de 2026.

Ao anular o processo de revisão constitucional, o Conselho Constitucional deu razão às objeções apresentadas pela Presidência da República

TRIBUNAL MILITAR SUPERIOR NOTIFICA DSP PARA COMPARECER

O Tribunal Militar Superior notifica Domingos Simões Pereira líder do PAIGC e da Coligação PAI-TERRA para comparecer na sexta-feira (10.07) nessa instância judicial.

O mandado de notificação com a indicação do processo n° 01/2025 não avança pormenores, mas pelas informações apuradas por Notabana, indicam que, o político estará rolado entre a espada e parede. 

@ Lai Baldé  09.07.2026

SÃO TOMÉ: Governo de São Tomé admite dificuldades para pagar salários... O Governo são-tomense admitiu que tem tido dificuldades financeiras para o pagamento de salários aos funcionários, face ao aumento do preço dos combustíveis, mas assegurou que os salários de junho deverão ser pagos até sexta-feira.

© Lusa    09/07/2026 

O ministro da Economia e Finanças, Gareth Guadalupe, que falava hoje em conferência de imprensa, referiu que as dificuldades financeiras têm sido maiores desde o ajuste salarial efetuado no último trimestre do ano passado, que aumentou as despesas com o salário, sem a efetiva garantia do aumento das receitas.

"A situação torna-se muito mais difícil ainda, quando para além de pagar os salários que já aumentaram para toda a administração pública e que cria muita pressão ao nível da tesouraria, quando nós temos um aumento vertiginoso dos preços dos combustíveis", sublinhou o ministro das Finanças.

Uma situação que segundo o governante se agravou desde o início da Guerra no Médio Oriente, em que o executivo gastava cerca de 6,5 milhões de euros para compra de combustíveis, mas passou a gastar 11 milhões de euros na penúltima compra e cerca de 18 milhões de euros na última compra efetuada em junho.

"O grande problema está em ter dinheiro disponível para fazer esses mesmos pagamentos [...] as pessoas têm que entender que esta crise que vivemos hoje não tem a ver só com o aumento do preço, tem a ver também com a disponibilidade da quantidade", disse o ministro.

Gareth Guadalupe admitiu que o executivo decidiu atrasar o pagamento dos salários para garantir a compra do combustível que é a base para o fornecimento de energia e o funcionamento da economia, sobretudo no setor privado.

"Se nós não temos o combustível para o país funcionar, nós não temos só os assalariados públicos sem salários, como toda a atividade económica privada deixa de existir porque nós não temos combustível", justificou.

No entanto, o ministro são-tomense disse que os salários de junho começaram a ser pagos desde a semana passada, priorizando os setores da saúde e educação e os funcionários da Região Autónoma do Príncipe, prevendo-se concluir o pagamento até sexta-feira.

Apesar das dificuldades de receitas, o ministro assegurou que o Governo vai iniciar o pagamento do subsídio de férias aos funcionários públicos a partir de julho, prevendo que todos os setores sejam pagos faseadamente até novembro.

Segundo Gareth Guadalupe, para aliviar as despesas com os combustíveis e o esforço financeiro do Estado a solução passará pela aposta nas energias renováveis, garantindo pelo menos 10 megawatts até setembro.

GUINÉ-BISSAU BENEFICIA DE PERDÃO DE DIVIDA DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA NO VALOR DE 6.344.060.000 FCFA

Por ang.gw  09/07/2026  

(ANG) – A Guiné-Bissau beneficiou hoje de perdão de uma divida contraída com a República Popular da China, no valor de 6.344.060.000(Seis bilhões e trezentos e quarenta e quatro milhões e sessenta mil Francos cfa) FCFA.

Em declarações à imprensa, após a assinatura do acordo para o efeito, o Primeiro-ministro Ilídio vieira Té agradeceu a República Popular da China pelo gesto, e destacou que o perdão da dívida permitiu o abaixamento do nível da dívida externa perante o PIB de 89 para 74 por cento.

“É bom que a população guineense saiba que, anteriormente, a divida externa do país estava estimado em 89 por cento do PIB, mas com este perdão que o país alcançou da China, graças ao esforço deste Governo, a nossa divida externa reduziu-se agora para 74 por cento do PIB”, disse o PM.

Ilídio Té,disse que  o Governo está a trabalhar  para que até 2027 a divida externa do país possa  reduzir até pelo menos 69 por cento do PIB.

Vieira Té disse que o  país pode pedir emprestado mais dinheiro, mas que o maior problema é ter a capacidade de pagar essas dividas, atempadamente, para continuar a merecer a confiança dos parceiros de desenvolvimento.

“Acho que, se continuarmos nesse caminho, o país pode continuar a respirar, e terá a credibilidade de continuar a solicitar empréstimos com objetividade e impactos na vida da população guineense”, disse  Té.

O Embaixador da República Popular da China acreditado na Guiné-Bissau Yang Renhou disse que a assinatura do acordo de perdão da divida que a Guiné-Bissau contraiu com a China, fez-se  no quadro  de implementação de medidas de cooperação com  a África, proposta pelo Presidente Chinês Xi Jinping, durante a Cimeira de Pequim, em 2024.

Renhou acrescentou que o  acto demonstra a amizade profunda, cultivada entre a China e  Guiné-Bissau.

O diplomata chinês disse acreditar que o acordo vai ajudar  a melhorar algumas dificuldades que  a Guiné-Bissau enfrenta.

“A China e  Guiné-Bissau, construíram histórias de amizade durante longos anos, por isso a China está sempre desposto, a apoiar a pátria de Amílcar Cabral, para alcançar o desenvolvimento”, disse Yang Renhou.

ANG/LLA//SG

PAIGC exige libertação imediata de Domingos Simões Pereira e denuncia “perseguição política e judicial”

@PAIGC 2023

𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 - 𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘  𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢

A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online no dia 9 de julho de 2026, sob a presidência do camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do Partido, a fim de se debruçar exclusivamente sobre os últimos desenvolvimentos relacionados com a perseguição política ao Presidente do Partido e também Presidente da Assembleia Nacional Popular, camarada Domingos Simões Pereira.

Desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025 que o Presidente Domingos Simões Pereira se encontra privado da sua liberdade. Encarcerado na II Esquadra durante 64 dias, e depois transferido para sua casa, num regime denominado de  “residência vigiada”, mas que de facto não passa de um sequestro, o Presidente Domingos Simões Pereira tem sido vítima de todo o tipo de arbitrariedades, com implicações profundas na sua vida e na de toda a sua família.

As autoridades de facto passaram os últimos oito meses a tentar fabricar um processo judicial desprovido de qualquer credibilidade para justificar a restrição da liberdade imposta ao Presidente Domingos Simões Pereira. A acusação finalmente encontrada foi a da sua alegada participação numa pretensa tentativa de golpe de Estado, em Outubro de 2025. Não deixa de ser caricato que aqueles que consumaram um golpe de Estado estejam tão determinados a perseguir e a tentar condenar um cidadão por alegada tentativa de golpe de Estado.

Sob a capa de um pretenso processo judicial, assistimos de forma sistemática a violações grosseiras das leis, como por exemplo, o julgamento do Presidente da Assembleia Nacional Popular num Tribunal Militar; a substituição coerciva de juízes do Tribunal Militar Superior que se recusaram a cumprir ordens superiores; a criação, de facto, de um tribunal ad hoc, violando o princípio de juiz natural; o indeferimento pelo Supremo Tribunal de Justiça de um incidente de inconstitucionalidade, invocando a Constituição da República adoptada pelo Conselho Nacional de Transição, que o Comando Militar diz querer levar a referendum para a sua entrada em vigor; pressões fortes sobre os magistrados; afastamento coercivo do Juiz de Instrução Criminal e a sua substituição por um dos principais autores dessa coerção, etc. Hoje, está mais do que claro que toda esta manipulação da justiça visa apenas legitimar à posteriori a privação de liberdade do Presidente Domingos Simões Pereira, mesmo que para o efeito seja necessário violar princípios, leis e regras. 

O objetivo deste regime, que continua a ser dirigido à distância por Umaro Sissoko Embalo, é claro: afastar o Presidente Domingos Simões Pereira da vida política e, eventualmente, eliminá-lo fisicamente. Por um lado, Umaro Sissoko Embalo não perdoa o facto do Presidente do PAIGC, impedido de concorrer às eleições presidenciais de 23 de novembro de 2025, ter tido, com o seu inequívoco apoio, um papel fundamental na vitória logo à primeira volta do candidato Fernando Dias da Costa nessas eleições. Por outro lado, no seu mísero calculismo político, Umaro Sissoko Embalo acredita que o afastamento da vida política de Domingos Simões Pereira, pela via judicial, ou através da sua eliminação física, aumentaria a probabilidade de finalmente vencer as próximas eleições presidenciais, em que ainda sonha poder concorrer.    

Perante todos estes factos, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Reiterar a exigência de libertação imediata e incondicional do Presidente do PAIGC e da Assembleia Nacional Popular, Camarada Domingos Simões Pereira, a fim de retomar plenamente a sua vida pessoal, social e política;

2. Repudiar a terrível perseguição política e judicial de que o Presidente Domingos Simões Pereira tem sido alvo e responsabilizar o regime por tudo quanto possa vir a acontecer à sua vida ou à sua integridade física; 

3. Manifestar, em nome dos militantes e simpatizantes do Partido, a nossa solidariedade com o Presidente Domingos Simões Pereira e a sua família nestes momentos difíceis da sua vida; 

4. Renovar a confiança política no camarada Domingos Simões Pereira, enquanto Presidente do PAIGC, para continuar a dirigir o Partido, como tem sabiamente feito até aqui;

5. Apelar a todas as organizações internacionais e regionais, particularmente a União Africana e a CEDEAO, a continuarem a acompanhar a situação política do país, fazendo respeitar as decisões tomadas na Cimeira de Abuja;

6. Convidar, mais uma vez, o Comando Militar a um diálogo sério e construtivo com as forças políticas representativas da sociedade guineense, tendo em vista encontrar soluções para a saída da crise política e o retorno à normalidade constitucional;

7. Apelar à população a manter-se mobilizada na luta pela defesa da democracia e pelo respeito dos direitos humanos e dos princípios basilares do Estado de Direito Democrático.  

Bissau, 9 de julho de 2026.

A Comissão Permanente

MOÇAMBIQUE: Líder da oposição moçambicana admite realização de três eleições num dia... O presidente do partido Podemos, Albino Forquilha, líder da oposição moçambicana, disse hoje não ver problema na realização de três eleições num único dia, possibilidade em estudo pela comissão eleitoral, argumentando que os motivos financeiros apontados são plausíveis.

© Lusa   09/07/2026 

"Não via isso como um grande problema", disse o líder do partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), em Maputo, à margem do encerramento do Projeto PROPAZ, iniciativa de promoção da paz e reconciliação nacional, implementado por um consórcio constituído pelo CISP --Sviluppo dei Popoli, Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), LeMuSiCa -- Levante-se Mulher e Siga o seu Caminho e Associação IVERCA.

"Se os fatores económicos ou a força económica que nós temos não é suficiente ou tem sido muito deficitária para suportar essas eleições, mas também o momento em que temos que colocar o povo a pensar na governação, não sempre nas eleições, mas na governação, está [sendo] prejudicado neste momento por termos eleições muito seguidas, não vejo problema que sejam feitas no mesmo dia", acrescentou o político.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) moçambicana aprovou um orçamento de 72,6 milhões de meticais (um milhão de euros) para 2026, para iniciar a preparação do próximo ciclo eleitoral, admitindo estudar a realização de três eleições num único dia.

"Eu não ia ver problema nisso, salvo se alguém me fundamentar os benefícios e prejuízos de realizar ou não realizar como se está a propor", comentou ainda o político, indicando no modelo atual o país leva muito tempo a refletir sobre o processo eleitoral, atrasando a concentração em outros setores que garantem o desenvolvimento nacional.

"Se colocarmos isto, os custos financeiros de duas eleições [autárquicas e gerais], eu penso que é razoável, a não ser que me apresente razões, mesmo que fundamentem, de não organizarmos isso no mesmo dia. Porque, se eu tiver feito a minha campanha para as três eleições, para as quatro, mesmo que sejam quatro, eu preciso apenas de confiar e colocar o meu voto", concluiu o político.

Já o líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM, quarta força parlamentar), Lutero Simango, disse que não cabe à CNE a responsabilidade de avançar com propostas para alterar a lei eleitoral, mas fazer cumprir com o calendário, que atualmente prevê eleições autárquicas em 2028 e gerais (presidenciais, legislativas e provinciais) em 2029.

"Essa proposta francamente ainda não recebi, em nenhum momento estive numa sessão a debater esta proposta, mas a verdade é que temos um calendário eleitoral e esse calendário deve ser cumprido, não vai ser alterado, porque parto do princípio que o legislador quando quer fazer revisão de uma lei, nunca o faz para o seu próprio benefício, mas para aplicação de outros", reagiu Simango.

O político rejeitou os motivos financeiros alegados, recordando que os processos democráticos exigem dinheiro.

"Para este mandato nós vamos cumprir com o calendário eleitoral e sempre será assim. Não se pode, de alguma forma, juntar eleições locais com eleições gerais. É uma prática mundial e acontece em muitos países e Moçambique não vai alterar ordem e procedimentos já existentes. Não vai haver nenhuma alteração do calendário eleitoral", disse Simango.

Governo iraniano acusa países da NATO de parcialidade na ofensiva... O Governo iraniano disse hoje que os países da NATO "não foram imparciais" durante a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

© Getty Images      Por  LUSA   09/07/2026 

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghei, afirmou que as "repetidas admissões" do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, sobre a "cumplicidade deliberada da Europa na guerra de agressão dos EUA e Israel contra o Irão apenas confirmam, mais uma vez, que não foram imparciais nesta agressão brutal e ilegal".

"Aqueles que cederam os seus territórios, bases militares e infraestruturas para viabilizar a agressão não podem fugir à responsabilidade pela sua contribuição para uma agressão não provocada e às suas graves consequências", afirmou Baghei numa mensagem publicada nas redes sociais.

O porta-voz iraniano afirmou que a "constante autossatisfação" de Rutte em relação à "participação numa guerra ilegal" não "reflete força", mas antes "revela a mentalidade servil de um cortesão bajulador que acredita que a adulação pode apagar o desprezo de um rei".

"Aos olhos de Washington, uma organização ineficaz não se pode tornar eficaz através da lisonja, nem um tal elogio manipulador poderá alguma vez restaurar o respeito próprio e a integridade pessoal do bajulador", concluiu, numa declaração contra Rutte após os seus últimos comentários sobre a ofensiva.

O secretário-geral da NATO defendeu os últimos bombardeamentos dos EUA no Irão na quarta-feira, descrevendo-os como "absolutamente necessários".

"Acredito que aquilo que se passou ontem à noite [terça-feira] foi absolutamente necessário", disse numa aparição conjunta com o Presidente norte-americano, Donald Trump, durante a cimeira da NATO em Ancara, na Turquia.

Os Estados Unidos lançaram várias vagas de ataques aéreos contra o Irão entre terça-feira e hoje, alegando que estão a agir em resposta aos ataques iranianos contra navios no estreito de Ormuz.

Teerão exige que a passagem pelo estreito seja coordenada com as forças norte-americanas até que seja alcançado um acordo de paz definitivo para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, desencadeado pela ofensiva conjunta dos EUA e Israel.

Em resposta a estes ataques, o Irão lançou mísseis e drones contra interesses norte-americanos em vários países da região, quando surgem acusações mútuas de violações do memorando de entendimento e alertas sobre um possível colapso do cessar-fogo acordado em 08 de abril, do qual Israel é também signatário.


Leia Também: Irão revela imagens do complexo de Ali Khamenei em ruínas após ataques

A televisão estatal iraniana partilhou imagens do que diz ser o complexo de Ali Khamenei após os ataques dos Estados Unidos e Israel: "Divulgação de imagens inéditas da Husseiniyah [espaço de culto e reunião dos muçulmanos xiitas] do Imã Khamenei, na residência do líder, após os cobardes ataques americanos", descreveu.

Cheias provocadas por Maysak na China libertam 900 serpentes, incluindo cobras venenosas

Por  dnoticias.pt  09 jul 2026 

As autoridades da região chinesa de Guangxi reforçaram as reservas de antiveneno depois de as inundações causadas pelo tufão Maysak terem permitido a fuga de cerca de 900 serpentes, incluindo cobras venenosas, de uma exploração de répteis.

A cidade de Nanning, capital provincial, anunciou nas suas contas oficiais nas redes sociais o aumento das reservas de antiveneno destinadas ao Hospital Popular de Hengzhou e o envio para aquela unidade de profissionais de saúde especializados no tratamento deste tipo de mordeduras e dos casos mais graves.

As autoridades intensificaram igualmente as patrulhas na zona inundada de Yunbiao, onde se localiza a exploração afetada, e instalaram postos médicos de emergência, além de criarem um canal prioritário para atender vítimas de mordeduras, reduzindo o tempo de espera, uma vez que a rapidez no tratamento pode ser decisiva para salvar vidas.

Várias pessoas relataram até ao momento terem sido mordidas por serpentes e, segundo o jornal Beijing News, uma mulher residente em Yunbiao morreu na segunda-feira devido a uma mordedura.

As autoridades de saúde recorreram ainda a altifalantes, a grupos na aplicação de mensagens WeChat e a ações porta a porta para aconselhar os residentes a limitarem ao máximo as deslocações noturnas e a evitarem zonas com vegetação densa, valas, bermas e áreas inundadas, onde é mais provável encontrarem répteis.

O tufão Maysak, o décimo da temporada e o primeiro a atingir a China este ano, provocou pelo menos 39 mortos e nove desaparecidos em Guangxi, onde as chuvas torrenciais causaram inundações e a rutura de vários reservatórios na cidade de Nanning.

A fuga das serpentes ocorreu precisamente devido à rutura da barragem de Liulan, em Hengzhou, que sofreu duas brechas principais, com uma extensão total de cerca de 50 metros, permitindo a libertação de um grande volume de água para as zonas situadas a jusante.

Kiev atingiu unidades industriais russas com drones de longo alcance... A Ucrânia atacou, esta quinta-feira, depósitos de petróleo na região russa de Tver, situada ao longo do rio Volga, e na região de Stavropol, no Cáucaso, informaram as autoridades locais da Rússia.

Foto: Mykola Synelnykov/AFP  Por  JN/Agências  9 de julho, 2026 

O governador interino da região russa de Tver, Vitaly Korolyov, disse, através das redes sociais, que na última noite ardeu um armazém da empresa Tverskaya Neftebaza, na sequência de um ataque com drones ucranianos.

O mesmo responsável acrescentou que estão em curso esforços para coordenar ações que visem mitigar as consequências e garantir que a instalação petrolífera continue a operar.

Segundo Korolyov, os bombeiros contiveram as chamas não se tendo registado vítimas civis.

Entretanto, o governador da região caucasiana de Stavropol, Vladimir Vladimirov, relatou um incêndio numa instalação industrial na cidade de Vyazniki, distrito de Shpakovsky.

De acordo com as últimas informações prestadas por fontes oficiais locais, as chamas atingiram tanques de armazenamento de combustível.

Em resposta e os civis foram retirados das zonas de residência situadas perto da fábrica atingida pelo ataque atribuído à Ucrânia.

Na região de Rostov, no sul da Rússia, dois navios-tanque na Baía de Taganrog foram atacados e sofreram "danos mecânicos", segundo o governador local, Yuri Slyusar.

No total, mais de 20 drones ucranianos foram abatidos durante a noite na região de Rostov.

Hoje, o Ministério da Defesa russo reportou o abate de 73 drones ucranianos sobre 11 regiões russas, a península anexada da Crimeia e o Mar de Azov.

Interpol detém 5.800 pessoas e apreende 300 milhões de dólares em operação mundial contra fraude... Cerca de 5.800 pessoas foram detidas e cerca de 300 milhões de dólares (262,45 milhões de euros) apreendidos no âmbito de uma operação mundial de combate à fraude com manipulação psicológica, anunciou hoje a Interpol.

Por  RTP  9 Julho 2026  

A operação, realizada entre janeiro e abril, que envolveu forças policiais de 97 países, visou especialmente os esquemas fraudulentos que se aproveitam da confiança das pessoas para obter dinheiro ou informações confidenciais.

Trata-se, por exemplo, do desvio de e-mails profissionais, da `sextorsão`, de fraudes sentimentais online, da usurpação de identidade ou de fraudes relacionadas com investimentos, detalhou num comunicado a Interpol, que coordenou esta ação denominada "First Light 2026".

O número muito elevado de vítimas identificadas (142.000) "salienta até que ponto" este tipo de fraude "se tornou uma ameaça transnacional de grande dimensão, afetando indivíduos, empresas e governos", assinala a Interpol.

A organização internacional de polícia criminal sediada em Lyon relata, por exemplo, ter detido 82 pessoas em Eswatini (antiga Suazilândia) e "desmantelado uma rede criminosa que geria jogos de azar online ilegais e lavava dinheiro" proveniente de fraudes "sofisticadas por usurpação de identidade".

A operação levou ainda à apreensão de "uma réplica realista de uma esquadra de polícia brasileira, com uniformes falsos": "fazendo-se passar pela Polícia Federal do Brasil através de videochamadas, os burlões convenciam as vítimas de que estas eram alvo de um crime, levando-as a transferir fundos para os colocar `em segurança`, fundos esses que eram posteriormente desviados".

Outro caso citado: uma empresa de comercialização de matérias-primas sediada em Singapura, alvo de criminosos que se faziam passar por um fornecedor; ou também, em Macau, falsos funcionários públicos que convenceram uma vítima a transferir dinheiro sob o pretexto de uma investigação por fraude, tendo sido detidos pouco antes de esta lhes transferir cerca de 372.000 dólares norte-americanos (325.440 euros).

RÚSSIA: Serguei Lavrov garante apoio militar da Rússia aos estados do Sahel... O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, reuniu-se em Niamei com os chefes da diplomacia do Mali, Burkina Faso e Níger, a quem assegurou a continuação do apoio militar de Moscovo, segundo comunicado conjunto.

© REUTERS/Evgenia Novozhenina/Pool      Por LUSA   09/07/2026 

Membros da Aliança dos Estados do Sahel (AES), o Mali, o Níger e o Burkina Faso são governados por regimes militares que chegaram ao poder através de golpes de estado entre 2020 e 2023 e que se afastaram da antiga potência colonial francesa para se aproximarem da Rússia.

Os três países abandonaram a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) --- que consideram subordinada à França --- e formaram a AES.

De acordo com um comunicado conjunto hoje publicado, Serguei Lavrov e os chefes da diplomacia dos três países da confederação realizaram na quarta-feira uma segunda ronda de consultas de "alto nível" em Niamei, capital do Níger, que "tinha como objetivo consolidar ainda mais as excelentes relações de amizade, solidariedade e cooperação que unem a AES e a Rússia".

Durante o encontro, ambas as partes "reafirmaram a sua vontade comum de continuar a reforçar a sua cooperação nos domínios político, diplomático, de segurança, económico e social" e manifestaram igualmente a sua satisfação relativamente à "intensificação da sua cooperação militar e técnico-militar", tendo a Rússia "confirmado a sua vontade de continuar a apoiar o reforço das capacidades operacionais das forças armadas dos estados-membros da AES", refere o comunicado.

Esta ronda ocorre mais de um ano após a primeira, organizada a 01 de abril de 2025 em Moscovo.

A Rússia e a sua empresa privada de mercenários Wagner, que está a ser integrada no Africa Corps, estão a ajudar os países da AES a combater os grupos jihadistas que causaram dezenas de milhares de mortos na maior parte dos seus territórios.

Moscovo também assinou acordos de defesa com os três países, aos quais forneceu equipamento militar.

A Rússia coopera igualmente com a AES nos setores da energia e da mineração.


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Seul e Kyiv acordaram hoje respeitar a "livre vontade" dos dois soldados norte-coreanos capturados pela Ucrânia na guerra com a Rússia, face ao aparente desejo destes de serem transferidos para a Coreia do Sul.



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A Rússia classificou hoje de "irresponsáveis" os compromissos assumidos pela NATO em favor da Ucrânia na sua última cimeira na Turquia, acusando ainda os estados europeus de se prepararem "para um conflito armado" com Moscovo.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Trump ameaça atacar infraestruturas civis iranianas e tomar ilha de Kharg... O Presidente norte-americano ameaçou hoje atacar novamente o Irão pelo segundo dia consecutivo, visando nomeadamente infraestruturas civis, e tomar a ilha de Kharg, um importante polo petrolífero iraniano.

© Lusa    08/07/2026 

"Vamos atacá-los com força esta noite", disse Donald Trump perante a imprensa em Ancara, por ocasião da cimeira da NATO, quando questionado sobre o reinício dos ataques norte-americanos contra o Irão.

Se for necessário, adiantou o líder republicano, os Estados Unidos destruirão as centrais elétricas e as instalações de dessalinização do Irão, e ameaçou tomar o controlo da ilha de Kharg, atacada na terça-feira, uma vez que "não há nada que [os iranianos] possam fazer a esse respeito".

OMS: Cancro vai afetar uma em cada cinco pessoas ao longo da vida... Uma em cada cinco pessoas pode vir a ter cancro ao longo da vida, estima a Organização Mundial da Saúde (OMS) num relatório sobre a doença que atingiu mais de 20 milhões de pessoas em 2024.

© Reuters      Por LUSA   08/07/2026 

"O cancro afetará uma em cada cinco pessoas ao longo da vida e atingirá quase todos nós", alerta o documento da Agência Internacional para a Pesquisa do Cancro da OMS, que refere que 20,6 milhões de pessoas num mundo receberam um diagnóstico positivo em 2024, número que deve aumentar para os 35 milhões até 2050.

"Quando se considera os impactos de um diagnóstico de cancro nos familiares próximos, aproximadamente 92% de todas as pessoas no mundo serão afetadas pelo cancro pelo menos uma vez na vida", refere a agência especializada da OMS.

O relatório realça ainda que, a nível global, a experiência vivida pelas pessoas com a doença é "extremamente desigual", com as hipóteses de sobrevivência a dependerem mais do país onde o doente vive e da sua condição económica do que do estádio do cancro.

A OMS exemplifica com novas estimativas sobre a sobrevivência ao cancro da mama e ao cancro infantil, apontando que, nos países de rendimento elevado, onde são diagnosticados precocemente, a sobrevivência a cinco anos ultrapassa agora os 85%, enquanto nos países de baixo rendimento desce para menos de 30%.

Além disso, o cancro é cada vez mais um fator determinante da mortalidade prematura e apenas 12 países estão no bom caminho para atingir a meta de redução em um terço neste indicador até 2030, com 48 países a registarem mesmo taxas crescentes ligadas ao aumento da carga da doença.

Apesar destes dados, a OMS reconhece que foram alcançados alguns progressos na prevenção, como no controlo do tabagismo, que registou uma redução de 27% na prevalência do consumo de tabaco.

Quanto ao cancro do colo do útero, a introdução de esquemas de vacinação com dose única possibilitou um "progresso significativo" para se alcançar as metas para a sua eliminação, com 85% dos países a integrarem a vacina nos seus programas nacionais, realça o documento, alertando que, apesar desta evolução, ainda se verifica uma "lacuna substancial" na sua implementação.

Agência Internacional para a Pesquisa do Cancro salienta também que, no que se refere ao cancro da mama, os resultados alcançados "variam drasticamente" a nível global, com a sobrevivência a ultrapassar os 85% nos países de rendimento elevado, mas a atingir apenas 40% em muitos países de rendimento baixo e médio.

O relatório indica ainda que apenas 39% dos países incluem um pacote mínimo de tratamento do cancro na cobertura universal de saúde que disponibilizam aos cidadãos, o que significa que uma grande parte da população mundial ainda não tem acesso a cuidados básicos contra a doença.

"Mesmo quando o tratamento está disponível, pode permanecer inacessível e fora do alcance em países de baixo e médio rendimento, onde os elevados custos diretos causam dificuldades financeiras catastróficas e contribuem para elevadas taxas de abandono do tratamento, atingindo os 90% em alguns contextos", avisa a OMS.

A "renovada agenda global" da OMS, que reconhece que a maioria das pessoas diagnosticadas com cancro viverá com a doença, em vez de ser curada, faz um apelo global para que se trabalhe ativamente para promover a saúde, garantir proteções sociais e reduzir o estigma da doença.

Avança com sete recomendações, como reforçar o controlo do cancro na cobertura universal de saúde, robustecer as capacidades dos sistemas para a prestação de serviços oncológicos abrangentes e integrados, melhorar a promoção da saúde a nível comunitário e reforçar as medidas de proteção social.


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Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto validaram uma estratégia para criar vacinas contra o cancro colorretal, revelou hoje a instituição.

Ucrânia: Eurodeputados saúdam reformas de Kyiv com vista à adesão à UE... O Parlamento Europeu congratulou-se hoje com os progressos da Ucrânia nas reformas exigidas no processo de adesão à União Europeia (UE), destacando os avanços no Estado de direito e no combate à corrupção.

© Reuters    Por   LUSA    08/07/2026 

Na sessão plenária da assembleia europeia, a decorrer esta semana na cidade francesa de Estrasburgo, os eurodeputados aprovaram uma resolução sobre os progressos da Ucrânia no âmbito do processo de candidatura à adesão à UE, com 460 votos a favor, 136 contra e 59 abstenções.

Na resolução, os eurodeputados congratularam-se com a abertura do primeiro grupo de capítulos fundamentais das negociações de adesão, no passado mês de junho, e manifestaram expectativa de que os grupos de capítulos seguintes sejam abertos em breve.

O Parlamento Europeu apelou a "um debate construtivo sobre a forma de promover avanços na integração europeia da Ucrânia, tendo simultaneamente em conta os interesses estratégicos da UE", indicou a instituição em comunicado, no qual é defendido que os Estados-membros devem considerar a dinâmica nos países candidatos e as tentativas da Rússia de "minar o apoio público à adesão à UE".

Os eurodeputados elogiaram os "esforços extraordinários" da Ucrânia para reforçar as instituições democráticas e salvaguardar a separação de poderes durante a guerra, saudando os progressos realizados na reforma judicial e no combate à corrupção.

"Uma base sólida para o Estado de direito permitirá a transparência e a responsabilização nos processos de reconstrução e recuperação económica, melhorando o clima de investimento e a confiança dos parceiros internacionais", indicou a resolução aprovada no hemiciclo.

O Parlamento Europeu pediu ainda apoio para uma "nova dinâmica no campo de batalha" e apelou ao aumento da pressão sobre a economia de guerra russa, na sequência da declaração dos líderes do bloco das principais economias mundiais (G7) sobre a Ucrânia, conhecida em junho deste ano.

Depois da primeira parcela de 3,2 mil milhões de euros concedida pela UE ao abrigo do empréstimo de apoio à Ucrânia, os eurodeputados defenderam um apoio financeiro plurianual e previsível da União para ajudar o país a cobrir despesas de recuperação e defesa "sem incerteza anual".

Também hoje, numa outra resolução, o Parlamento Europeu destacou os "progressos constantes" da Moldova no processo de reformas relacionadas com a adesão à UE, apesar dos desafios internos e externos enfrentados pelo país, incluindo a "persistente interferência hostil da Rússia nos assuntos internos do país".

Segundo o Parlamento Europeu, o início formal das negociações com a Moldova, também em junho deste ano, demonstra que a UE "reconhece e recompensa" os progressos concretos alcançados pelo país, defendendo que o processo de adesão não deve ser bloqueado ou atrasado por questões bilaterais.

Kiev e Chisinau apresentaram o pedido de adesão à UE pouco tempo depois do início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. Os dois países receberam o estatuto de países candidatos em junho desse mesmo ano.


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Os chefes de Estado e de Governo da NATO reiteraram hoje o seu "apoio inabalável" à Ucrânia e anunciaram um financiamento de 70 mil milhões de euros este ano, comprometendo-se a manter níveis "pelo menos equivalentes" em 2027.

Advogado de Domingos Simões Pereira fala à imprensa após a audição do líder do PAIGC no Tribunal Militar

Guiné-Bissau: Audiência acabou e "DSP" volta para casa

Por  Rádio Capital Fm 

Após ser ouvido cerca de quatro horas esta quarta-feira (08.07), no Tribunal Militar Superior, Domingos Simões Pereira (DSP) voltou para a sua residência no bairro de Luanda, em Bissau, apurou a Rádio Capital FM junto de fontes que estão a acompanhar o processo.

As fortes possibilidades que existiam de devolver Simões Pereira às celas não se efetivaram, após a audição conduzida pelo juiz Mamadu Embaló, que os advogados de "DSP" afirmam ser "primo" de Umaro Sissoco Embaló, antigo Presidente da República.

"Domingos Simões Pereira respondeu a todas as questões que lhe foram colocadas. A audiência foi muito tensa e é preciso espelhar isso, que é natural. Entretanto, a audiência terminou como devia. Não saímos com a aplicação de nenhuma medida [de coação] e vamos aguardar o despacho do juiz, que poderá pronunciar-se nas próximas horas ou nos próximos dias", revelou aos jornalistas, Roberto Indeque, porta-voz do coletivo de advogados de Simões Pereira.

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) é acusado pela Promotoria do Tribunal Militar Superior de suposto envolvimento na "tentativa de golpe de Estado" em outubro de 2025.

Alemanha diz que ataques dos EUA foram apropriados... A investida dos Estados Unidos ao Irão hoje de madrugada em retaliação pelos ataques a navios mercantes no estreito de Ormuz foi considerada uma "resposta apropriada" pela Alemanha, enquanto os países árabes criticaram Teerão por agredir Estados vizinhos.

© OZAN KOSE/AFP via Getty Images       Por  LUSA   08/07/2026 

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, manifestou compreensão pelos ataques dos EUA no sul do Irão, afirmando, em entrevista à televisão NDR, de Ancara - onde está a acompanhar o chanceler alemão, Friedrich Merz, na cimeira da NATO - que o Irão deve "perceber agora que é necessário negociar seriamente e que novos ataques militares são apropriados".

Na sua opinião, Teerão ainda não compreendeu "que deve renunciar às suas armas nucleares e que tem agora a oportunidade de terminar esta guerra, negociando de forma razoável e cessando os seus ataques".

O Irão está a atacar o Kuwait e o Bahrein, países que "na realidade não têm qualquer conflito com o Irão", criticou.

Wadephul reiterou ainda que o estreito de Ormuz "deve permanecer livre e acessível ao tráfego marítimo internacional", apontando ser o Irão que, "em grande medida, está a impedir isto".

Os EUA lançaram ataques contra o Irão esta madrugada de quarta-feira, horas depois de terem revogado uma licença que autorizava a venda de petróleo iraniano em retaliação pelo que consideraram ataques de Teerão a navios no estreito de Ormuz.

O Irão retaliou com ataques ao Bahrein e ao Kuwait, o que levou a uma condenação dos países árabes e do Golfo Pérsico.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio condenou veementemente o "ataque pecaminoso" contra o Kuwait e o Bahrein e reafirmou rejeitar por completo ações que contrariem "a segurança e a soberania dos países irmãos e ameacem a segurança e a estabilidade da região".

Também a Jordânia condenou a "agressão brutal" do Irão ao Estado do Kuwait, afirmando que se trata de "uma violação flagrante da sua soberania e de uma grave escalada para a sua estabilidade e segurança territorial, além de uma violação expressa do direito internacional e da Carta da ONU".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Jordânia sublinhou a sua total solidariedade para com o Kuwait e ofereceu o seu apoio a "todas as medidas que o país tomar para proteger a sua soberania e a segurança dos seus cidadãos".

Nos Emirados Arábes Unidos, o conselheiro diplomático do Presidente e porta-voz não oficial do Governo para os assuntos externos, Anwar Gargash, afirmou que os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) não podem ser "alvo da oscilação do Irão entre a escalada e o caminho da prudência, da estabilidade e da paz".

"Os ataques iranianos contra navios comerciais do Qatar e da Arábia Saudita no estreito de Ormuz e as repetidas agressões contra as nações irmãs do Bahrein e do Kuwait são um claro indício de que Teerão continua incapaz de cumprir as exigências da desescalada e virar a página da guerra", declarou.

Pouco antes, o Kuwait tinha condenado os ataques contra o seu território e manifestado "a sua mais veemente condenação, nos termos mais severos", aos "repetidos atos criminosos de agressão do Irão", contra os quais "se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias".

O fogo cruzado aconteceu durante o funeral, que dura há vários dias, do líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, morto a 28 de fevereiro, nos primeiros momentos da guerra.

O funeral, que termina na quinta-feira, deveria ser um período de menor tensão -- embora os participantes tenham pedido repetidamente o assassinato de Trump e do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

As negociações para chegar a um acordo final deveriam recomeçar após o enterro e concentrar-se nas questões mais difíceis, incluindo a reabertura total do estreito e a suspensão do programa nuclear de Teerão.

Embora os novos ataques coloquem este cenário em dúvida, nenhum dos países formalizou ainda o abandono das negociações.


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Várias pessoas ficaram feridas na sequência de um tiroteio numa escola secundária em Schongau, na Alemanha. O suspeito foi detido.

Tomar paracetamol e ibuprofeno ao mesmo tempo? Farmacêutico responde... Será que deve tomar paracetamol ou ibuprofeno? É uma dúvida comum e tudo está relacionado com o pretende tratar. Contudo, será que os pode tomar ao mesmo tempo? Um farmacêutico esclarece. Olhe que a resposta pode surpreender.

© Shutterstock    Por  noticiasaominuto.com   08/07/2026 

Muitas vezes a dúvida está em tomar paracetamol ou ibuprofeno. A verdade é que têm diferentes formas de atuar e a escolha deve prender-se com os sintomas e o problema que quer tratar. Contudo, já pensou se pode tomar os dois ao mesmo tempo? É seguro? Será que vale a pena?

Paracetamol e ibuprofeno juntos?

Abbas Kanani é farmacêutico e ao The Mirror revelou se pode ou não tomar estes dois medicamentos em simultâneo, se é algo que pode trazer benefícios. A verdade é que sim. Ao terem efeitos diferentes, pode acabar por ser vantajoso, dependendo dos casos e do que está a sentir.

“O que a maioria das pessoas não percebe é que pode tomar os dois medicamentos juntos quando estiver a sentir-se particularmente indisposto”, começa por dizer o especialista.

“Se sentir que um não é suficiente, pode tomar ibuprofeno em conjunto com paracetamol, pode tomá-los juntos. Muitas pessoas não sabem que não é um ou o outro, mas sim que é possível combiná-los porque funcionam de maneiras diferente”, continua.

A diferença entre paracetamol e ibuprofeno

O farmacêutico revelou ainda quais são as principais diferenças e as situações que o devem fazer tomar ou em detrimento do outro. “O paracetamol provavelmente é mais eficaz para baixar a febre, então tem quase como um efeito duplo: livra-se da dor de cabeça e baixa a temperatura."

Por outro lado, o ibuprofeno tem as suas vantagens “Se sente que tem mais dores no corpo, e esse é o seu principal sintoma, então o ibuprofeno provavelmente é um pouco melhor, já que é um anti-inflamatório.” Alertou ainda para o facto de algumas pessoas serem alérgicas ao tipo de medicamento que o ibuprofeno pertence.

Farmacêutica deixa alerta: Erro ao tomar medicamentos pode ser perigoso

A farmacêutica Anum, aqui citada pelo Mirror, revelou que muitas pessoas acabam por partir medicamentos, reduzi-los a pó ou até por retirar o conteúdo de cápsulas quando não existe qualquer indicação para fazê-lo.

Desta forma, poderá estar a comprometer a eficácia dos fármacos e até corre o risco de trazer alguns problemas de saúde mais tarde. Assim, os medicamentos devem ser tomados segundo as indicações que são dadas tanto pelos médicos como pelos que aparecem nas bulas informativas.

“Sabia que triturar comprimidos ou abrir cápsulas e ingerir apenas o pó pode ser perigoso? Nem todos os comprimidos podem ser triturados e nem todas as cápsulas podem ser abertas”, começou por dizer Anum num vídeo partilhado nas suas redes sociais.

"Alguns medicamentos são de liberação modificada, portanto, se esmagar ou abrir as cápsulas, poderá afetar o perfil de libertação do fármaco, o que significa que pode não durar tanto tempo e pode aumentar o risco de efeitos colaterais”, continua.

Alguns medicamentos em cápsula acabam por proteger o estômago e também proteger o próprio medicamento do ácido que se encontra no estômago. "Não deve mexer no revestimento. Mais preocupante ainda é que alguns comprimidos e cápsulas podem ser irritantes e prejudiciais se foram tocados depois de triturados.”

Assim, qualquer modificação que faça aos comprimidos convém falar primeiro com o seu médico para perceber se tal é possível e de não está a comprometer o efeito ou a trazer alguns riscos desnecessários.


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Quando faz um refogado, é provável que descasque alho e cebola. Para onde vão as cascas? Se respondeu para o lixo, o melhor é pensar duas vezes. Estes dois ingredientes podem ser combinados de uma forma que nunca pensou antes. Saiba tudo.