segunda-feira, 11 de maio de 2026

IRÃO: EUA vão receber "uma lição" em caso de agressão a Irão... O principal negociador do Irão, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou hoje que as forças do país estão prontas para "dar uma lição" em caso de agressão norte-americana, após Donald Trump afirmar que o cessar-fogo está em risco.

© Majid Saeedi/Getty Images     Por  LUSA   11/05/2026 

"As nossas forças armadas estão prontas para retaliar e dar uma lição" em caso de agressão, escreveu o presidente do parlamento iraniano na plataforma X. 

"Estamos preparados para qualquer eventualidade; serão surpreendidos", adiantou. 

A trégua na guerra, iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, está no seu ponto mais crítico depois de o próprio Trump ter considerado no domingo que a resposta de Teerão à proposta de paz de Washington era "completamente inaceitável". 

O Paquistão, país mediador nas negociações, confirmou ter recebido a resposta iraniana à última proposta norte-americana, em plena escalada das hostilidades de Teerão, que incluíram no domingo um ataque com um drone contra um navio comercial em águas do Qatar. 

Desde o início da ofensiva israelo-americana, o Irão mantém sob ameaça militar o estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra, fazendo disparar os preços internacionais. 

Depois do fracasso da única ronda negocial formal, em Islamabad em 11 de abril, os Estados Unidos impuseram pelo seu lado um bloqueio naval aos portos iranianos, como uma tentativa de asfixiar a economia da República Islâmica.   

Trump descreveu hoje a última proposta de paz do Irão como lixo e alertou que o cessar-fogo em vigor se encontra sob "respiração assistida", enquanto pondera o recomeço das operações militares no estreito de Ormuz. 

"Neste momento, o cessar-fogo ainda está em vigor, mas é incrivelmente frágil, diria eu. O mais frágil que já esteve. E digo isto depois de ler o lixo que nos enviaram. Ainda nem acabei de ler", disse o governante aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, referindo-se à última proposta de Teerão. 

O líder norte-americano afirmou que, ao ler o texto iraniano, sentiu que estava a "perder tempo" e, por isso, considerou que o cessar-fogo em vigor desde 08 de abril se encontra reduzido à condição de "respiração assistida", como um médico que diz "o seu ente querido tem exatamente 1% de hipóteses de sobreviver". 

Anteriormente, Donald Trump disse, durante uma entrevista telefónica com a Fox News, que estava a considerar relançar a operação "Projeto Liberdade", que visa garantir proteção a centenas de navios comerciais retidos pelo bloqueio iraniano no estreito de Ormuz, e que foi brevemente implementada na semana passada. 

O político republicano insistiu que a sua administração tem "um plano", que consiste em garantir que a República Islâmica nunca obtenha uma arma nuclear, e criticou que este compromisso estivesse omisso na resposta de Teerão. 

Donald Trump admitiu no entanto, em resposta a uma questão da imprensa na Casa Branca, que uma solução diplomática continua a ser "muito possível", apesar do impasse negocial. 


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O secretário-geral da ONU alertou hoje que seria catastrófico se os ataques no Médio Oriente voltassem, depois do Presidente norte-americano ter afirmado que o cessar-fogo com o Irão é "incrivelmente frágil".

BRASIL: Forte explosão destrói casas e faz vários feridos em São Paulo... Uma explosão atingiu várias casas no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. O incidente terá sido provocado por uma fuga de gás.

© Reprodução/Globo/CBN     Notícias ao Minuto   11/05/2026 

Uma forte explosão atingiu várias casas no bairro do Jaguaré, localizado entre as zonas norte e oeste de São Paulo, no Brasil. O incidente terá sido provocado por uma fuga de gás.

A porta-voz do Corpo de Bombeiros disse aos meios de comunicação no local que a equipa estima que cerca de dez casas tenham sido atingidas pela explosão e que 3 vítimas foram resgatadas e estão bem.

Cães farejadores foram acionados para auxiliar nas buscas por possíveis vítimas soterradas.

A zona foi isolada, devido ao risco de fuga de gás. Focos de incêndio surgiram na área afetada pela explosão.

Segundo a Polícia Militar, equipas da Comgás, a maior distribuidora de gás natural do Brasil, realizavam uma manutenção no sistema de gás canalizado quando ocorreu a explosão. 

Netanyahu denuncia "falência moral" da UE após sanções a colonos... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou hoje a União Europeia (UE) de "falência moral" após a decisão do bloco de sancionar os colonos israelitas extremistas culpados de violência contra palestinianos na Cisjordânia ocupada.

© Ilia YEFIMOVICH / AFP via Getty Images      Por LUSA  11/05/2026 

"Enquanto Israel e os Estados Unidos fazem o 'trabalho sujo' da Europa, lutando pela civilização contra os fanáticos 'jihadistas' no Irão e noutros lugares, a União Europeia revelou a sua falência moral ao traçar um paralelo falso entre os cidadãos israelitas e os terroristas do Hamas", frisou o primeiro-ministro, citado num comunicado do seu gabinete. 

Sete colonos extremistas ou suas organizações são alvos dessas sanções, assim como 12 elementos do movimento islamita palestiniano Hamas, que também foram incluídos no acordo político da UE sobre estas sanções.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel já tinha condenado o acordo da UE para sancionar colonos extremistas.

"Israel apoiou, apoia e continuará a apoiar o direito dos judeus de se estabelecerem no coração da nossa pátria", afirmou Gideon Saar, na rede social X, referindo-se ao território ocupado por Israel desde 1967.

A ONG israelita Paz Agora divulgou uma lista que inclui quatro organizações associadas a colonos e três líderes de colonatos judaicos na Cisjordânia, "ligados à violência e à pilhagem" contra os habitantes palestinianos.

Além da política Daniella Weiss, fundadora da organização de extrema-direita Nachala, a UE tem como alvo os movimentos de defesa dos colonatos Amana e Regavim, bem como o grupo paramilitar Hashomer Yosh e ainda os dois responsáveis destes dois últimos, segundo a Paz Agora.

A Regavim, que se concentra em exercer pressão política e jurídica sobre o Estado israelita para demolir estruturas palestinianas, foi cofundada em 2006 pelo atual ministro das Finanças, o ultrarradical nacionalista Bezalel Smotrich.

O ministro das Finanças, que também supervisiona assuntos civis na Cisjordânia, criticou que "a hipocrisia europeia está a atingir níveis sem precedentes" e que "ninguém obrigará Israel a seguir uma política de suicídio nacional".

A chefe da diplomacia de Bruxelas, Kaja Kallas, observou que a proposta de sanções contra colonos violentos "já estava em discussão há algum tempo", mas que o anterior Governo húngaro, chefiado por Viktor Orbán, a tinha vetado.

A Cisjordânia, um território palestiniano assolado pela violência diária, está ocupada por Israel desde 1967.

Segundo dados das Nações Unidas, entre 07 de outubro de 2023, data dos ataques do Hamas e começo da guerra na Faixa de Gaza, e 23 de abril de 2026, 1.088 palestinianos, dos quais pelo menos 238 eram crianças, foram mortos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental.

Deste total, 42 morreram nos primeiros quatro meses de 2026, 13 por colonos, 30 por forças israelitas e um por ambos.

As deslocações forçadas atingiram mais de 40 mil habitantes nos últimos três anos, de acordo com dados da agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), organização proibida por Israel.


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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que planeia reduzir "a zero" a ajuda militar que Israel recebe dos Estados Unidos (EUA) num prazo de dez anos.

Trump não se arrepende de ter retirado os EUA da OMS: "Estou contente"... Donald Trump afirmou hoje que não se arrepende se ter retirado o seu país da Organização Mundial de Saúde (OMS), quando um surto do hantavírus obrigou a repatriar 18 passageiros do paquete MV Hondius para os EUA.

© Jim WATSON / AFP via Getty Images   Por LUSA  11/05/2026 

Questionado pelos jornalistas, na Sala Oval, se a atualidade o faziam repensar a saída da OMS, Trump respondeu: "Não. Estou contente".

Reiterou as críticas à OMS pela gestão da pandemia do covid-19 alegadas pelo seu governo para sair da organização, concluída em janeiro.

"Estávamos a pagar 500 milhões de dólares por ano, o que é muito dinheiro, mas não nos estavam a tratar bem. Estavam a fazer diagnósticos errados, queixou-se.

Insistiu ainda em que o vírus do Covid-19 "saiu de Wuhan", acrescentando, sem provas, que os peritos da OMS "negaram-se a dizê-lo porque estavam controlados pela China".

Sobre o surto do hantavírus, Trump disse que espera "que tudo corra bem".

As autoridades sanitárias do país asseguraram hoje que o risco de hantavírus "para o público continua a ser mui, muito baixo".

Dos 18 passageiros (17 dos EUA e um britânico residente em EUA), dois foram transferidos para Atlanta, para "receber mais avaliação e atenção", 15 estão em quarentena na Universidade de Nebraska e outro, que deu positivo ao vírus, continua na unidade de biocontenção desta universidade.


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A Organização Mundial da Saúde (OMS) assumiu hoje que havia "muita preocupação" com as pessoas que estavam no navio com um surto de hantavírus e que mais dias no cruzeiro poderia ter criado uma "situação difícil".

ONU: Florestas perderam 41 milhões de hectares numa década... A superfície florestal mundial reduziu-se em mais de 41 milhões de hectares, cerca de 1%, entre 2015 e 2025, com a América do Sul (-4,61%) e África (-4,28%) a registarem as perdas mais significativas.

© Lusa   11/05/2026 

O ritmo de perda, de 4,12 milhões de hectares por ano, é superior ao do período de 2000 a 2015, quando se perderam anualmente 3,68 milhões de hectares, mas inferior à de 1900 a 2000, quando se chegou aos 10,7 milhões de hectares. 

A redução na última década incluiu a perda de 16 milhões de hectares de florestas primárias, aquelas sem vestígios evidentes de atividade humana e que são de enorme importância para a biodiversidade, segundo o Relatório sobre os Objetivos Florestais Globais 2026, divulgado hoje durante o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, que está a decorrer em Nova Iorque até sexta-feira.

O documento, que avalia a implementação dos seis Objetivos Globais para as Florestas e 26 metas associadas (Plano Estratégico 2017-2030 adotado pela ONU), destaca três mensagens principais: o progresso é evidente, mas insuficiente; as florestas são fundamentais para o desenvolvimento sustentável; e a experiência demonstra que é possível avançar através da inovação, do investimento e da cooperação.

As análises indicam que já foram atingidas sete metas, 17 foram parcialmente atingidas e duas estão claramente atrasadas: o aumento da área florestal (a meta é de 3%) e a erradicação da pobreza extrema entre as pessoas que dependem das florestas, uma situação particularmente preocupante na África Subsariana.

Feito a partir de relatórios voluntários submetidos por 48 países e de dados de organizações internacionais como a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os avanços mais positivos mencionados no documento referem-se a áreas como as florestas protegidas, a gestão florestal sustentável e a cooperação internacional.

A área de floresta protegida cresceu para quase 20%, embora o ritmo de expansão tenha diminuído, passando de uma média de 10 milhões de hectares por ano entre 2000 e 2015 para quatro milhões de hectares entre 2015 e 2025.

O relatório identifica "desafios persistentes", como a contínua perda e degradação das florestas, as pressões relacionadas com o clima e a escassez de financiamento.

O financiamento global para a gestão florestal sustentável, estimado em 84 mil milhões de dólares em 2023, "continua muito abaixo do nível necessário de 300 mil milhões de dólares anuais até 2030".

Cerca de 90% do financiamento atual provém de fundos públicos nacionais e menos de 4% de ajuda ao desenvolvimento. A participação do setor privado é limitada, sublinha o relatório.

O Secretariado do Fórum propõe, entre as áreas prioritárias de ação, a interrupção da desflorestação e a reversão da perda florestal, a promoção do acesso aos mercados e à capacitação técnica das pessoas que dependem das florestas para o seu sustento, acabar com a lacuna de financiamento para a gestão florestal sustentável, e reforçar a governação florestal e a melhoria das parcerias intersetoriais.

Recomenda ainda mais combate à extração ilegal de madeira e ao comércio associado.

O relatório inclui vários exemplos de boas práticas, como o aumento da área florestal com planos de gestão sustentável de longo prazo no Brasil, que possibilitou a produção de mais de 2,15 milhões de metros cúbicos de madeira com origem garantida e rastreabilidade completa.

Ou a criação, em 2021, na China, dos seus primeiros cinco parques nacionais, num total de 230.000 quilómetros quadrados.

As florestas cobrem 32% da superfície terrestre, cerca de 4.140 milhões de hectares.

Cinco países representam 54% destas florestas: Rússia (20%), Brasil (12%), Canadá (9%), Estados Unidos (7%) e China (5%).

As florestas do planeta armazenam 172 toneladas de carbono por hectare e albergam 80% das espécies de anfíbios, 75% das espécies de aves e 68% das espécies de mamíferos, segundo dados da ONU.

BRASIL: Mais de 40% dos brasileiros convivem com crime organizado onde moram... Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que 41,2% dos brasileiros afirmam reconhecer a presença de fações criminosas ou milícias na freguesia onde moram.

© Lusa  11/05/2026 

Segundo o relatório "Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança", divulgado no domingo, a presença do crime organizado "não apenas amplia a vitimização, mas interfere nas regras de convivência, altera sociabilidades e restringe a confiança nas instituições". 

A pesquisa indica que cerca de 68,7 milhões de pessoas convivem diretamente com o poder territorial exercido por essas organizações criminosas.

Destaca ainda que, embora a perceção da presença das fações seja maior nas capitais e nos grandes centros urbanos, a expansão dos grupos criminosos "passou a operar por difusão territorial, capilarização e interiorização".

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, fações como o Comando Vermelho, nascida no Rio de Janeiro, e Primeiro Comando da Capital (PCC), nascida em São Paulo, expandiram a sua atuação na última década para cidades médias e pequenas.

Para essa expansão, valem-se de "rotas logísticas, alianças com grupos locais, dinâmicas prisionais e inserção em mercados ilícitos e lícitos", observa a organização não-governamental (ONG) no relatório. 

"Esse resultado reforça a ideia de que a circulação da violência armada não obedece a uma hierarquia simples de porte urbano: ela é forte nas grandes cidades, mas também alcança com intensidade cidades médias-grandes e, em certa medida, municípios pequenos", frisou.

Encomendada pela ONG, a pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha com pessoas de 16 anos ou mais, em 09 e 10 de março, em 137 cidades, com 2.004 entrevistas presenciais e margem de erro de dois pontos percentuais. 

A maioria dos entrevistados que reconhecem a presença dos grupos criminosos nas suas freguesias, ou seja, 61,4%, reconhecem que a atuação das fações não é invisível. 

Essa percentagem representa "cerca de 42,2 milhões de pessoas vivendo em contextos nos quais o crime organizado é percebido como força que regula a vida local", segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

A pesquisa também mostrou que o medo da violência altera a rotina de 57% dos inquiridos e afeta mais intensamente mulheres e população de baixo rendimento, as chamadas classes D e E.

A pesquisa identificou ainda que 59,6% dos brasileiros inquiridos afirmaram ter medo de sofrer agressão física por suas escolhas políticas ou partidárias, o que representa seis em cada dez pessoas e aproximadamente 99,4 milhões da população. 

O relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que o medo de ser agredido fisicamente pela sua escolha política ou partidária, que era de 68% em 2022, agora é de quase 60%.

A organização não governamental destaca que os resultados de 2026 parecem indicar que não se está perante "uma dissipação do medo", uma vez que os índices "permanecem muito elevados", mas "sim para uma acomodação em patamar elevado do medo da violência, depois de um momento excecionalmente tensionado em 2022".  

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela ainda que 40,1% dos entrevistados afirmaram ter sofrido pelo menos uma situação de violência ou crime nos últimos 12 meses no país.

Segundo o estudo, "a insegurança, no Brasil, ultrapassa a condição de perceção episódica e assume a forma de um clima social persistente".


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Uma mulher foi morta pelo marido no dia do próprio casamento, que aconteceu no sábado, em Campinas, no Brasil. Na véspera, a vítima tinha celebrado a união com o guarda municipal, numa troca de mensagens com uma familiar: "Quem diria que um dia me casaria."

MINISTROS DA CEDEAO COMPROMETEM-SE COM INTEGRAÇÃO DAS FRONTEIRAS E LIVRE CIRCULAÇÃO NA REGIÃO

Por  Rádio Sol Mansi   11 05 2026 

Os ministros responsáveis pelo Interior, Imigração e Gestão de Fronteiras dos Estados-membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO ) reafirmaram o compromisso com uma governação harmonizada da migração e uma gestão integrada das fronteiras na África Ocidental.

Segundo o gabinete de comunicação da mesma organização, a decisão foi tomada durante a reunião do Diálogo sobre Migração para a África Ocidental (MIDWA), realizada no dia 29 de abril de 2026, em Abidjan, sob coordenação da Comissão da CEDEAO, através da Direção de Livre Circulação de Pessoas, Migração e Turismo.

O encontro de alto nível contou com o apoio da Organização Internacional para as Migrações e serviu para validar recomendações estratégicas desenvolvidas ao longo dos últimos dois anos, no âmbito do Programa FMM II, relacionadas com a gestão de fronteiras, recolha de dados migratórios e impactos das alterações climáticas na migração.

Entre os principais resultados alcançados está o endosso formal da Estratégia e do Plano de Ação para a Gestão de Fronteiras. 

Os ministros concordaram igualmente com a criação de uma plataforma integrada destinada a interligar os Sistemas de Informação de Gestão de Fronteiras, com o objetivo de reforçar o armazenamento de dados e melhorar a interoperabilidade entre os países da sub-região.

Outro ponto considerado fundamental foi o compromisso assumido pelos Estados-membros para garantir a aceitação mútua do Cartão de Identidade Biométrico Nacional da CEDEAO em todas as fronteiras aéreas, terrestres e marítimas até dezembro de 2026, medida vista como essencial para facilitar a livre circulação de pessoas no espaço comunitário.

⚡🇬🇼 Gabú: Foi realizado entrega certificados a 25 jovens formados em eletricidade e energia solar

Por Radio TV Bantaba 

Vinte e cinco jovens de diferentes comunidades da região de Gabú celebraram a conclusão de uma formação profissional nas áreas de Eletricidade, Instalação e Manutenção de Painéis Solares e Eletrobombas, promovida pelo centro DIVUTEC ao longo de três meses.

Mais do que a entrega de certificados, a cerimónia simbolizou novas oportunidades, sonhos reforçados e caminhos abertos para os participantes, que agora possuem competências técnicas capazes de transformar as suas vidas e contribuir para o desenvolvimento das suas comunidades.

Além da componente técnica em eletricidade, os formandos beneficiaram também de uma formação complementar de 10 dias nas áreas de empreendedorismo, sustentabilidade e género, encerrada no mesmo dia da cerimónia.

A iniciativa permitiu fortalecer não apenas as capacidades profissionais dos jovens, mas também a consciência social, a autonomia e o espírito empreendedor, incentivando a criação de iniciativas sustentáveis nas comunidades locais.

A cerimónia contou com a presença de representantes de associações, organizações da sociedade civil, familiares e outras personalidades da região, que testemunharam com orgulho esta importante conquista juvenil.

O apoio das famílias e da comunidade foi apontado como fundamental ao longo do percurso formativo, reforçando a ideia de que investir na juventude significa investir num futuro mais digno e sustentável para todos.

Hoje, estes jovens levam consigo não apenas certificados, mas também esperança, responsabilidade e determinação para construir um futuro melhor através do trabalho, do conhecimento e do empreendedorismo.

ASAD 

ZELENSKY: "Não houve silêncio" na frente apesar de cessar-fogo, diz Zelensky... O presidente ucraniano afirmou hoje que os combates com o Exército russo continuaram apesar do cessar-fogo de três dias mediado pelos Estados Unidos, acusando Moscovo de não querer o fim de quatro anos de guerra.

© Ukrinform/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   11/05/2026 

"Hoje, não houve silêncio na frente, houve combates. Testemunhámos tudo", declarou Volodymyr Zelensky na mensagem noturna ao país, nas últimas horas da trégua. 

"Constatámos também que a Rússia não tem qualquer intenção de pôr fim a esta guerra. Infelizmente, está a preparar novos ataques", lamentou.

Russos e ucranianos acusaram-se mutuamente de violar o cessar-fogo anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, entre sábado e hoje.

Zelensky afirmou ainda que o seu principal negociador, Rustem Umerov, o informou sobre recentes reuniões "políticas e tecnológicas" nos Estados Unidos.

"É evidente que é a guerra no Irão que está atualmente a atrair a maior atenção dos Estados Unidos, mas também lá existe apoio do povo norte-americano para o fim desta guerra na Europa", sublinhou.

As negociações entre a Rússia e a Ucrânia não produziram, até agora, resultados e foram relegadas para segundo plano pelo conflito no Médio Oriente.

Contudo, o anúncio deste cessar-fogo tinha gerado alguma esperança quanto a um reinício das conversações de paz.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após o desmoronamento da União Soviética - e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kyiv têm visado alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia - além da península da Crimeia anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO.

Estas condições para solucionar o conflito - constantes do plano de paz apresentado por Donald Trump - são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que exige um cessar-fogo antes de entabular negociações de paz com Moscovo e que os aliados europeus lhe forneçam sólidas garantias de que não voltará a ser alvo de ataque.


IRÃO: Proposta iraniana "estúpida". Trump pondera retomar operações em Ormuz... O presidente norte-americano, Donald Trump, descreveu hoje a última proposta de paz do Irão como lixo e alertou que o cessar-fogo em vigor se encontra sob "respiração assistida", enquanto pondera o recomeço das operações militares no estreito de Ormuz.

© Getty Images    Por LUSA  11/05/2026 

"Neste momento, o cessar-fogo ainda está em vigor, mas é incrivelmente frágil, diria eu. O mais frágil que já esteve. E digo isto depois de ler o lixo que nos enviaram. Ainda nem acabei de ler", disse o governante aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, referindo-se à última proposta de Teerão.

O líder norte-americano afirmou que, ao ler o texto iraniano, sentiu que estava a "perder tempo" e, por isso, considerou que o cessar-fogo em vigor desde 08 de abril se encontra reduzido à condição de "respiração assistida", como um médico que diz "o seu ente querido tem exatamente 1% de hipóteses de sobreviver".

Anteriormente, Donald Trump disse, durante uma entrevista telefónica com a Fox News, que estava a considerar relançar a operação "Projeto Liberdade", que visa garantir proteção a centenas de navios comerciais retidos pelo bloqueio iraniano no estreito de Ormuz, e que foi brevemente implementada na semana passada.

"Querem negociar e apresentam-nos uma proposta estúpida, uma proposta estúpida, e ninguém a aceitaria. Só Obama [antigo presidente norte-americano] a teria aceitado", disse, aludindo ao seu antecessor democrata.

O político republicano insistiu que a sua administração tem "um plano", que consiste em garantir que a República Islâmica nunca obtenha uma arma nuclear, e criticou que este compromisso estivesse omisso na resposta de Teerão.

Donald Trump admitiu no entanto, em resposta a uma questão da imprensa na Casa Branca, que uma solução diplomática continua a ser "muito possível", apesar do impasse negocial.

"Teremos uma vitória completa. Já tivemos, em teoria, uma vitória completa do ponto de vista militar", declarou.

A trégua na guerra, iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, está no seu ponto mais crítico depois de o próprio Trump ter considerado no domingo que a resposta de Teerão à proposta de paz de Washington era "completamente inaceitável".

O Paquistão, país mediador nas negociações, confirmou ter recebido a resposta iraniana à última proposta norte-americana, em plena escalada das hostilidades de Teerão, que incluíram no domingo um ataque com um drone contra um navio comercial em águas do Qatar.

Desde o início da ofensiva israelo-americana, o Irão mantém sob ameaça militar o estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra, fazendo disparar os preços internacionais.

Depois do fracasso da única ronda negocial formal, em Islamabad em 11 de abril, os Estados Unidos impuseram pelo seu lado um bloqueio naval aos portos iranianos, como uma tentativa de asfixiar a economia da República Islâmica.

Como resposta à crise energética, que atinge também os seus índices de popularidade interna antes das eleições intercalares de novembro, Donald Trump indicou hoje a intenção de suspender o imposto federal sobre a gasolina.

Respondendo a uma pergunta de um jornalista na Casa Branca, o Presidente norte-americano afirmou que iria suspender o imposto "durante o tempo que for necessário", referindo que se trata de "uma pequena percentagem", mas que "ainda é dinheiro".

Esta medida requer a aprovação do Congresso, onde o Partido Republicano detém uma maioria escassa.

O senador republicano Josh Hawley, do Missouri, reagiu às declarações do líder norte-americano, anunciando que iria apresentar um projeto de lei ainda hoje e a congressista Anna Paulina Luna, da Florida e também republicana, planeia fazer o mesmo "esta semana".

Nos postos de abastecimento de combustível norte-americanos, a gasolina comum é agora vendida a uma média de 4,52 dólares (3,38 euros) por galão (3,78 litros), quando antes da guerra custava cerca de três dólares.

De acordo com dados oficiais, o imposto federal atual é de 18,4 cêntimos de dólar por galão de gasolina e 24,4 cêntimos de dólar por galão de gasóleo.

Os 50 estados acrescentam os seus próprios impostos, que variam consideravelmente. Em média, equivalem a 29 cêntimos de dólar por galão de gasolina.

A Casa Branca já anunciou várias medidas para limitar o aumento dos preços, incluindo a suspensão temporária das sanções ao petróleo russo e a facilitação do transporte marítimo de combustível entre portos norte-americanos.


Leia Também: Teerão volta a discutir conversações de paz após rejeição de Trump

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano voltou hoje a falar com os homólogos saudita e egípcio sobre as conversações de paz com os Estados Unidos depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter rejeitado a última proposta de Teerão.

ONU: Bloqueio do transporte de fertilizantes arrisca crise humanitária... O chefe do grupo de trabalho da ONU para facilitar o tráfego de matérias-primas através do estreito de Ormuz alertou hoje que o bloqueio do transporte de fertilizantes pode provocar dentro de algumas semanas uma "grave crise humanitária".

© Lusa    11/05/2026 

"Temos algumas semanas para evitar o que será provavelmente uma grave crise humanitária. Podemos assistir a uma crise que mergulhará mais 45 milhões de pessoas na fome", afirmou o português Jorge Moreira da Silva numa entrevista à agência de notícias France-Presse (AFP).

O secretário-geral da ONU, António Guterres, criou em março um grupo de trabalho, liderado pelo diretor-executivo do Gabinete das Nações Unidas para os Serviços de Apoio a Projetos (UNOPS), Jorge Moreira da Silva, com o objetivo de implementar um mecanismo que permita a passagem de fertilizantes e matérias-primas relacionadas, tais como amoníaco, enxofre e ureia.

As exportações que habitualmente transitam por esta passagem estratégica do comércio marítimo mundial destinam-se geralmente ao Brasil, à China, à Índia e ao continente africano.

Jorge Moreira da Silva afirmou ter contactado mais de 100 países para angariar, nomeadamente, o apoio dos Estados-Membros da ONU a este mecanismo.

No entanto, as partes envolvidas no conflito --- Estados Unidos, Irão e países do Golfo --- ainda não estão convencidas.

"O problema é que a época de sementeira não espera", sublinhou Jorge Moreira da Silva, uma vez que algumas sementeiras terminam dentro de algumas semanas nos países africanos.

O português, que foi nomeado diretor-executivo do UNOPS em março de 2023, estima que a passagem de cinco navios carregados com fertilizantes e matérias-primas relacionadas por dia permitiria evitar uma crise para os agricultores.

"É uma questão de tempo. Se não atacarmos rapidamente a origem da crise, teremos de gerir as consequências com ajuda humanitária", continuou.

Em caso de acordo, o mecanismo poderia estar operacional em sete dias, afirmou o responsável da ONU.

Mas mesmo que o estreito de Ormuz reabrisse imediatamente, seriam necessários, segundo o representante, três a quatro meses para um regresso à normalidade.

Apesar de os preços dos alimentos ainda não terem disparado, Moreira da Silva assinalou um "forte aumento" do custo dos fertilizantes que, de acordo com os especialistas, provocará automaticamente uma queda na produtividade agrícola, seguida de uma subida vertiginosa dos preços dos alimentos.

"Não podemos hesitar sobre o que é possível e urgente: permitir a passagem de fertilizantes através do estreito e, assim, minimizar o risco de uma grave insegurança alimentar mundial", insistiu.

O Irão bloqueia há vários meses o estreito de Ormuz, por onde normalmente transita um terço dos fertilizantes mundiais, em retaliação à guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel a 28 de fevereiro.


Leia Também: Guterres alerta para impacto da guerra do Irão numa África endividada

O secretário-geral da ONU alertou hoje em Nairóbi que África está a ser gravemente afetada pela guerra no Irão, sobretudo porque muitos países estão asfixiados pela dívida.

domingo, 10 de maio de 2026

Resposta do Irão à proposta dos EUA "é totalmente inaceitável", diz Trump... O Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou hoje a resposta do Irão à mais recente proposta dos Estados Unidos (EUA) para terminar a guerra no Médio Oriente, numa declaração feita na sua plataforma Truth Social.

© Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg via Getty Images       Por  LUSA   10/05/2026 

"Acabei de ler a resposta dos chamados 'representantes' do Irão. Não gosto nada - É totalmente inaceitável [escrito em maiúsculas]! Agradeço a vossa atenção a este assunto", escreveu na sua rede social, sem adiantar mais pormenores sobre a recusa.

O chefe de Estado norte-americano voltou a recorrer à escrita em letras maiúsculas, como faz frequentemente para enfatizar a mensagem.

Noutra mensagem publicada duas horas antes, Trump acusou o Irão de se "rir dos EUA há décadas" e prometeu que tal situação não vai continuar por muito mais tempo.

Criticou ainda os anteriores presidentes norte-americanos democratas Barack Obama e Joe Biden por terem apoiado e beneficiado economicamente o Irão.

"O Irão tem vindo a enganar os Estados Unidos e o resto do mundo há 47 anos. Eles gozam com o nosso país, que agora recuperou a sua grandeza, mas não vão rir por muito mais tempo!", afirmou.

Na mensagem, Trump elencou os motivos: "Os iranianos têm-nos vindo a enganar, mantendo-nos à espera, matando o nosso povo com as suas bombas à beira da estrada, destruindo protestos e, recentemente, exterminando 42.000 manifestantes inocentes e desarmados, e rindo do nosso país", escreveu.

Referiu ainda que Barack Obama "não só foi benevolente para com os iranianos, como foi fantástico, passando efetivamente para o lado deles, abandonando Israel e todos os outros aliados, e dando ao Irão uma nova oportunidade de vida significativa e muito poderosa".

"Centenas de milhares de milhões de dólares e 1,7 mil milhões de dólares em dinheiro vivo, transportados de avião para Teerão, foram-lhes entregues numa bandeja de prata. Todos os bancos em Washington D.C., Virgínia e Maryland foram esvaziados --- era tanto dinheiro que, quando chegou, os bandidos iranianos não faziam ideia do que fazer com ele. Nunca tinham visto dinheiro assim, e nunca mais verão", afirmou ainda Donald Trump na mensagem.

A imprensa estatal iraniana avançou hoje que o Irão transmitiu a sua resposta à mais recente proposta dos Estados Unidos para terminar a guerra no Médio Oriente, através do Paquistão, que está a fazer a mediação.

Segundo uma fonte próxima das negociações citada pela agência IRNA, "de acordo com o plano proposto, a fase atual das negociações está focada exclusivamente na cessação das hostilidades na região".

A ISNA, uma outra agência de notícias do Irão, noticiou posteriormente que a resposta iraniana se centra no "fim da guerra e na segurança marítima".

"O eixo principal da resposta do Irão à proposta dos EUA é 'o fim da guerra e a segurança marítima' no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz", escreveu a ISNA na sua conta na plataforma Telegram.

As propostas norte-americanas eram uma resposta a uma proposta anterior, com 14 pontos, apresentada pelo Irão na semana passada.

Teerão tinha anteriormente insistido que as negociações deveriam focar-se, numa primeira fase, num acordo de paz e no fim do bloqueio no estreito de Ormuz, adiando qualquer negociação sobre o seu programa nuclear para uma fase posterior.

Um cessar-fogo mediado pelo Paquistão está em vigor desde 08 de abril, depois de Estados Unidos e Israel terem iniciado ataques contra o Irão, em 28 de fevereiro.

Teerão retaliou com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo, e atacando vários países do Golfo Pérsico.

Irão e EUA realizaram uma reunião de alto nível em Islamabad a 11 e 12 de abril, mas não conseguiram chegar a um acordo para terminar o conflito e desde então não chegaram a um consenso para retomar as conversações. No entanto, ambos os lados continuaram a trocar mensagens e propostas.

Zelensky preparado para encontro com Putin e confirma troca de prisioneiros... O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse hoje que está preparado para reunir-se com o líder do Kremlin (presidência russa), faltando encontrar o formato adequado, e confirmou que está a ser preparada uma nova troca de prisioneiros.

© Lusa   10/05/2026 

"Agora o próprio Putin (o Presidente russo) afirma que finalmente está pronto para reuniões reais. Empurrámo-lo um pouco nessa direção e nós próprios estamos há muito tempo preparados; falta encontrar um formato", disse Zelensky no seu habitual discurso diário à nação. 

Zelensky falava depois de o homólogo russo, Vladimir Putin, ter dito no sábado que a guerra na Ucrânia "está a chegar ao fim", criticando os países ocidentais pelo seu apoio a Kiev, e manifestando disponibilidade para encontrar-se com o homólogo ucraniano.

No discurso de hoje, Volodymyr Zelensky afirmou também que já está a ser preparada uma nova troca de prisioneiros com a Rússia, com a mediação dos Estados Unidos.

"A troca de prisioneiros -1.000 por 1.000- está a ser preparada e deve ser realizada. Os americanos assumiram a responsabilidade de a garantir", disse o Presidente ucraniano, precisando que o quartel-general de Coordenação da Ucrânia entregou à parte russa as listas desses prisioneiros de guerra.

Zelensky frisou que a Ucrânia espera que a parte norte-americana "desempenhe um papel ativo para garantir o seu cumprimento".

A troca de prisioneiros foi anunciada na sexta-feira pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, como parte de um acordo temporário de cessar-fogo, e Putin tinha dito que esperava receber a proposta da Ucrânia.

Sobre o cessar-fogo de três dias que deveria vigorar desde sexta-feira, os dois lados acusaram-se mutuamente no sábado de violações e essas acusações continuaram hoje.

O Presidente ucraniano afirmou hoje que a Rússia está a realizar ataques na linha da frente, em violação do cessar-fogo de três dias, com ataques a vários pontos do país.

Por seu lado, o ministro russo da Defesa acusou a Ucrânia de "16.071 violações" nas últimas 24 horas, incluindo milhares de ataques com recurso a drones.


Leia Também: Resposta a plano de paz dos EUA inclui controlo iraniano do estreito de Ormuz

A resposta do Irão à proposta de paz dos Estados Unidos inclui o levantamento das sanções económicas sobre a República Islâmica, o fim do bloqueio imposto por Washington aos portos iranianos e a gestão iraniana do estreito de Ormuz.

sábado, 9 de maio de 2026

OPERAÇÃO DE COMBATE À CRIMINALIDADE

Por Radio TV Bantaba

A Polícia de Ordem Pública (POP), através do Comando da Zona Centro de Bissau, realizou, no dia 05 de maio de 2026, uma operação no Bairro de Bandim, Zona 7, na cidade de Bissau, em coordenação com o Departamento de Informação Policial e Investigação Criminal (DIPIC) e a Esquadra local.

A ação teve como principal objetivo o combate à criminalidade, com foco no desmantelamento de práticas ilícitas, nomeadamente assaltos, roubos, tráfico de estupefacientes e outras atividades criminosas que ameaçam a segurança pública.

No decurso da operação, foram identificados cidadãos nacionais e estrangeiros suspeitos de envolvimento em atos criminosos, tendo sido adotadas as medidas legais cabíveis.

A POP reafirma o seu compromisso com a preservação da ordem, da tranquilidade e da segurança dos cidadãos.

POP

Putin acredita que o conflito na Ucrânia está "a chegar ao fim"... Sobre um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o presidente russo afirmou que isso só será possível depois de estar firmado um acordo de paz duradouro.

© Mikhail METZEL / POOL / AFP via Getty Images     Notícias ao Minuto    09/05/2026 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acredita que o conflito na Ucrânia está perto do fim.

"Acho que o assunto está a chegar ao fim", afirmou Putin aos jornalistas  após a Rússia realizar o desfile do Dia da Vitória mais discreto dos últimos anos.

A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 desencadeou a crise mais grave nas relações entre a Rússia e o Ocidente desde a Crise dos Mísseis de Cuba em 1962, quando muitos temiam que o mundo estivesse à beira de uma guerra nuclear.

Questionado sobre se estaria disposto a dialogar com os líderes europeus, o presidente russo disse que a figura da sua preferência seria o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder.

"Para mim, pessoalmente, o ex-chanceler da República Federal da Alemanha, Sr. Schröder, é preferível", respondeu Putin, que acrescentou que um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky só será possível depois de estar firmado um acordo de paz duradouro.

Nenhum líder internacional participou hoje do desfile do Dia da Vitória. 

O ministro da Defesa russo, Andréi Beloúsov, foi o encarregado de comandar a parada, que coincide com o quinto ano de guerra na Ucrânia.

Como é tradição, Beloúsov subiu ao pódio para informar o comandante supremo das Forças Armadas, Putin, de que as tropas estavam preparadas para começar a marcha que transcorreu sem armamento pesado pela primeira vez desde 2007, devido ao que o Kremlin denomina ameaça terrorista ucraniana.

O desfile, marcado pela ausência de equipamentos militares e que durou 45 minutos, foi confortado 'in extremis' pela entrada em vigor de uma trégua de três dias anunciada na véspera pelo Presidente dos EUA.

Ameaças de ataques de drones ucranianos para perturbar as cerimónias que marcam a vitória soviética contra a Alemanha nazi e de ataques russos em represália contra o centro de Kyiv pairaram nos dias anteriores.

O desfile ocorreu sob alta segurança.


Leia Também: Moscovo e Kyiv acusam-se mutuamente de violações de cessar-fogo

A Ucrânia e a Rússia acusaram-se hoje mutuamente de violar um cessar-fogo de três dias negociado pelos Estados Unidos e anunciado na sexta-feira pelo Presidente norte-americano.

Hoje só boas notícias desta vez no Parque Nacional de Cantanhez! 🎉🌿 ...Dois elefantes registados no Parque Nacional de Cantanhez! 🐘🐘

Por: Américo Sanha, Adjunto conservador do PNC.   IBAP - Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas   

A natureza celebra connosco: mais registos positivos da fauna e sinais claros de que a biodiversidade continua viva e forte. 

Dois elefantes registados no Parque Nacional de Cantanhez! 🐘🐘

Uma câmera trap instalada no corredor ecológico de Balana, captou recentemente dois elefantes no Parque Nacional de Cantanhez (PNC). As imagens mostram um dos indivíduos com um dente partido.

O registo, feito durante ações de monitorização da fauna, confirma a presença contínua desta espécie emblemática na região e representa um sinal positivo para a conservação da biodiversidade na Guiné-Bissau. 

O corredor de Balana mantém-se essencial para a circulação da fauna selvagem, mesmo sob pressão da desflorestação e das atividades humanas. As câmeras trap continuam a ser uma ferramenta importante para o estudo e proteção dos animais no seu habitat natural. 📸🐾

A direção do Parque reforça o compromisso de proteger a vida selvagem e promover a convivência entre comunidades e  natureza.


Ucrânia celebra Dia da Europa com convicção de já ser "parte da família"... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que a Ucrânia celebra o Dia da Europa com a sincera convicção de já fazer parte inseparável da família europeia.

© Emmanuele Contini/NurPhoto via Getty Images     Por  LUSA   09/05/2026 

"Hoje é o Dia da Europa. E a Ucrânia celebra-o não de maneira formal nem com 'slogans', mas plenamente consciente de que já somos uma parte inseparável da família europeia", escreveu Zelensky numa mensagem nas redes sociais.

"Estamos a defender a Ucrânia, a nossa independência, o nosso futuro; e ao fazê-lo, na Ucrânia estamos a defender a nossa Europa. Uma Europa da qual a Ucrânia fez e continuará a fazer parte", acrescentou.

Acrescentou que desde os primeiros dias da guerra em grande escala até hoje, a Europa tem estado ao lado da Ucrânia, não por caridade, mas como uma decisão tomada pelos europeus de "estar ao lado dos valentes e dos fortes, dos ucranianos que lutam hoje pela paz e por uma verdadeira proteção contra a tirania, não apenas para si próprios, mas para todo o continente".

"E inevitavelmente defenderemos o nosso Estado, o nosso povo e o nosso direito de escolher livremente o nosso futuro: um futuro na Europa", afirmou.

O Dia da Europa assinala-se hoje, evocando a declaração de Robert Schuman, em 1950, na qual apresentou as bases fundadoras da União Europeia.


Leia Também: Pelo menos 5 mortos em ataque russo, anunciam autoridades ucranianas

As autoridades regionais e a Força Aérea ucraniana disseram hoje que a Rússia atacou na noite de sexta-feira o território ucraniano com um míssil balístico Iskander-M e 43 aparelhos não tripulados, causando pelo menos cinco mortos.