quinta-feira, 26 de março de 2026

Á𝗨𝗦𝗧𝗥𝗜𝗔 𝗔𝗕𝗥𝗘 𝗣𝗘𝗟𝗔 𝗣𝗥𝗜𝗠𝗘𝗜𝗥𝗔 𝗩𝗘𝗭 𝗢 𝗖𝗢𝗡𝗦𝗨𝗟𝗔𝗗𝗢 𝗡𝗔 𝗚𝗨𝗜𝗡É-𝗕𝗜𝗦𝗦𝗔𝗨

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Alfredo Handem, que já desempenha funções de Cônsul Honorário da Suíça na Guiné-Bissau, foi nomeado para o mesmo cargo ao serviço da Áustria.

Esta é a primeira vez que a Áustria abre um consulado no país, marcando um passo que diz importante na cooperação entre os dois Estados.

A cerimónia de abertura foi marcada com a presença do enviado especial das autoridades austríacas, o antigo ministro da Defesa (Herbert Schneiber, e a Embaixadora do país para a África, residente no Senegal, Úrsula Fahringer.

A diplomata destacou que a abertura do consulado vem reforçar a cooperação entre a Áustria e a Guiné-Bissau, abrindo novas oportunidades para os dois países.

Rádio Jovem Bissau

França nega pressões e diz que optou por não convidar África do Sul para G7... A França garantiu hoje que o convite ao Quénia em vez de à África do Sul para a cimeira do G7 não resulta de qualquer pressão, mas sim de uma escolha, devido ao encontro Africa Forward, em maio.

© Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images    Por  LUSA  26/03/2026 

"No que diz respeito ao G7, optámos por convidar o Quénia para Evian, tendo em conta o trabalho que estamos a realizar em conjunto para preparar a cimeira Africa Forward, em maio", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, numa conferência de imprensa citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

As declarações do chefe da diplomacia francesa surgem no mesmo dia em que a África do Sul criticou não ter sido convidada para o encontro, considerando que isso aconteceu devido a pressões dos Estados Unidos da América, país com quem a África do Sul tem tido relações tensas desde que Donald Trump é Presidente.

"Não cedemos a nenhuma pressão, mas fizemos uma escolha coerente com a nossa decisão de realizar um G7 restrito e focado em questões geoeconómicas", acrescentou o governante francês, concluindo: "Sempre contámos com a África do Sul e respeitamos o importante papel que desempenha nos assuntos internacionais".

O encontro Africa Forward, que se realiza em Nairobi em maio, deverá ter como tema central da agenda a resposta da Europa e de África à guerra no Médio Oriente, apesar de ter sido marcada antes do conflito, e está prevista a participação dos Presidentes de França e do Quénia.


Esta manhã, a África do Sul tinha confirmado que não iria à cimeira do grupo das sete nações mais industrializadas do mundo, que se realiza na cidade francesa de Evian, em junho.

"Ficámos a saber que, devido a pressões contínuas, a França teve de retirar o convite à África do Sul para participar no G7", declarou à AFP o porta-voz da Presidência sul-africana, Vincent Magwenya.

"Dizem-nos que os americanos ameaçaram boicotar a cimeira do G7 se a África do Sul fosse convidada", acrescentou.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, boicotou a cimeira do G20 organizada em Joanesburgo em novembro e, desde então, excluiu a África do Sul dos trabalhos do grupo, cuja presidência rotativa este ano é assegurada pelos Estados Unidos.

Foi o Presidente francês, Emmanuel Macron, durante a cimeira do G20 na África do Sul, que convidou pessoalmente Cyril Ramaphosa para participar na cimeira do G7, que decorrerá de 15 a 17 de junho em Evian, França, recorda Pretória.

Os trabalhos em cimeiras do grupo, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, e representação da União Europeia, são regularmente alargados a países convidados, como aconteceu este ano com o Brasil, com a Índia e com a Coreia do Sul.

A decisão de deixar de convidar o chefe de Estado sul-africano "não terá impacto na solidez e na estreita relação bilateral que mantemos com a França", referiu o porta-voz.

"A relação diplomática entre os Estados Unidos e a África do Sul existia antes da administração Trump e sobreviverá ao atual mandato da Casa Branca", acrescentou Vincent Magwenya, por isso "independentemente de todos estes desenvolvimentos, a África do Sul continua empenhada em manter um diálogo construtivo com os Estados Unidos".

As relações bilaterais dos Estados Unidos e da África do Sul encontram-se degradadas desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca.

Os Estados Unidos criticam a África do Sul pela queixa de genocídio apresentada contra Israel perante a Justiça internacional, devido à guerra em Gaza, e por uma alegada perseguição dos 'afrikaners', descendentes de colonos europeus.

Teerão reduz idade mínima para integrar milícia Bassidj para 12 anos... As autoridades do Irão decidiram baixar para 12 anos a idade mínima exigida para integrar as milícias Bassidj, voluntários que patrulham as ruas do país, anunciou hoje um responsável iraniano num discurso transmitido pela televisão.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   26/03/2026 

Esta medida justifica-se porque "todos desejam contribuir para a frente de resistência formada contra o tirano mundial [expressão utilizada pelo poder iraniano para designar os Estados Unidos]" e "temos um número muito elevado de voluntários entre os jovens", justificou Rahim Nadali, responsável por uma ala da Guarda Revolucionária em Teerão, que controla a força paramilitar voluntária. 

Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, desencadeada por uma ofensiva militar de grande escala dos Estados Unidos e de Israel, as forças de segurança iranianas têm multiplicado os postos de controlo em Teerão, a fim de impedir qualquer manifestação contra a República Islâmica.

Esses controlos reforçados são conduzidos pelos Bassidj, a "força de mobilização" paramilitar composta por voluntários que se estimam em cerca de 600.000 em todo o país.

Segundo Nadali, "muitos jovens e adolescentes querem participar" nessas missões confiadas aos bassidjs, que consistem em "recolher dados de segurança e realizar patrulhas operacionais".

A milícia Bassidj foi criada em 1979 pelo antigo líder supremo, o 'ayatollah' Ruhollah Khomeini, e atua como uma unidade de segurança interna, focada na monitorização da moralidade pública e repressão de protestos.

O chefe desta força paramilitar, Gholamreza Soleimani, foi morto num ataque que matou também o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, mortes que foram confirmadas por Teerão a 18 de março.

Na primeira semana do conflito, o exército israelita disse ter atingido um complexo militar em Teerão da milícia Bassidj, mas também bases da Guarda Revolucionária, nomeadamente da força de elite Qods, um ramo do exército ideológico da República Islâmica que é responsável pelas operações externas e auxilia a nível operativo e militar grupos apoiados pelo Irão, como o Hamas, na Faixa de Gaza, e o movimento xiita libanês Hezbollah.

Irão aplaude grande onda de ataques do Hezbollah "numa só noite"... O Irão aplaudiu hoje o lançamento pelo movimento xiita libanês Hezbollah de até 87 ataques "numa só noite" contra alvos do Exército israelita, em retaliação à ofensiva ao Líbano iniciada por Israel a 02 de março.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images     Por LUSA   26/03/2026 

"Antes do início da guerra, disse numa entrevista que o Hezbollah estava mais vivo que nunca; hoje, as operações-relâmpago e os contínuos ataques de elevada qualidade, que infligiram pesadas perdas aos meios e às forças do inimigo sionista, provam-no", afirmou o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, numa mensagem publicada nas redes sociais.

Qalibaf acrescentou ser por isso que "o Hezbollah é o orgulho do Islão".

"Saibam que vos espera um sem-fim de surpresas, portanto, ponham-se em guarda", afirmou, sem pormenorizar.

As autoridades libanesas elevaram o número de mortos para quase 1.100, em consequência da onda de bombardeamentos e operações terrestres lançadas por Israel em resposta aos disparos de foguetes pelo Hezbollah, em retaliação pelo assassínio do ex-líder supremo do Irão Ali Khamenei, durante a ofensiva conjunta lançada a 28 de fevereiro com os Estados Unidos contra a República Islâmica.

Israel já tinha efetuado nos últimos meses dezenas de ataques aéreos ao Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que estava a atuar contra as atividades do Hezbollah, pelo que não estava a violar o acordo.

No entanto, tanto as autoridades libanesas como o movimento xiita libanês pró-iraniano denunciaram tais ações, também condenadas pela ONU.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que "os Estados Unidos apoiaram o bloqueio israelita" à Faixa de Gaza, "cortando a ajuda" humanitária sob o pretexto da segurança, ao mesmo tempo que "condenam o Irão por se defender no estreito de Ormuz".

"Dois pesos e duas medidas: os crimes de Israel são aceitáveis, ao passo que a defesa do Irão contra os agressores é condenada. O Direito Internacional não é um instrumento de conveniência", sublinhou o chefe da diplomacia da República Islâmica numa mensagem divulgada nas redes sociais.

Na quarta-feira, o Ministério da Saúde do Líbano anunciou que os ataques israelitas fizeram 1.094 mortos desde o início da guerra, mais de 3.000 feridos e mais de um milhão de deslocados, o que corresponde a mais de um sexto da população.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do programa nuclear, que afirmou destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos, incluindo Khamenei, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.

A 23 de março, a organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi precisado.


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O presidente ucraniano anunciou hoje ter chegado à Arábia Saudita, em que Kyiv espera concluir acordos para a venda de drones militares com vários países do Golfo.


UE acusa Rússia de "ajudar Irão a atacar" interesses norte-americanos... A chefe da diplomacia europeia acusou hoje a Rússia de fornecer informações militares ao Irão que estarão a ser usadas para atacar forças e interesses norte-americanos no Médio Oriente.

© Getty Images     Por  LUSA   26/03/2026 

"Estamos a ver que a Rússia está a ajudar o Irão com informações para visar americanos, para matar americanos", afirmou Kaja Kallas aos jornalistas, à margem de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, em Cernay-la-Ville, perto de Paris.

A responsável europeia disse que Moscovo estará também a fornecer drones a Teerão, permitindo-lhe atacar países vizinhos e bases militares dos Estados Unidos na região.

Kallas defendeu que Washington deve aumentar a pressão sobre a Rússia, caso pretenda alcançar uma solução para o conflito no Médio Oriente.

"Se os Estados Unidos querem que a guerra termine, devem também pressionar a Rússia para que não possa ajudar o Irão nesse sentido", afirmou.

A alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança considerou que os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente estão "muito interligados" e acusou Moscovo de aproveitar o atual contexto internacional para reforçar uma posição estratégica.

Kallas alertou que a subida dos preços do petróleo está a proporcionar novas receitas à Rússia, facilitando o financiamento da guerra na Ucrânia.

No mesmo contexto, a UE admitiu reforçar a presença no Médio Oriente, nomeadamente através da expansão de missões navais como a operação Aspides, atualmente centrada no mar Vermelho.

A situação no Líbano foi também abordada, com Bruxelas a destacar o impacto humanitário do conflito entre Israel e o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah, que já terá provocado mais de um milhão de deslocados.

Kallas reiterou a necessidade de apoiar o Governo libanês nos esforços para o desarmamento do Hezbollah e defendeu uma resposta internacional coordenada para evitar uma escalada regional.

A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido) prossegue na sexta-feira com a presença do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Validados 118 novos planetas fora do sistema solar com IA... Uma nova ferramenta de inteligência artificial ajudou uma equipa de astrónomos a validar 118 novos exoplanetas (planetas fora do sistema solar), noticiou na quarta-feira a agência de notícias espanhola EFE.

© Shutterstock   Por LUSA  26/03/2026 

"Conseguimos validar 118 novos planetas e mais de 2.000 candidatos a planetas de alta qualidade, quase 1.000 deles totalmente novos", disse a líder da pesquisa, Marina Lafarga Magro, investigadora na Universidade de Warwick, no Reino Unido, citada na notícia da EFE.

A nova ferramenta de inteligência artificial "Raven" analisa os dados do Satélite de Rastreio de Exoplanetas em Trânsito (sigla em inglês, TESS) da agência espacial norte-americana NASA.

De seguida, o sistema Raven determina se as variações na luz das estrelas (sinais) são causadas por planetas ou por outros fenómenos.

Segundo a pesquisa, dos 118 planetas validados, 31 foram detetados recentemente, sendo que o sistema Raven consegue gerir todo o processo de deteção, ao contrário das ferramentas atuais, que se concentram apenas em partes específicas.

"Isto representa uma das amostras mais bem caracterizadas de planetas próximos e vai ajudar-nos a identificar os sistemas mais promissores para estudos futuros", disse Marina Lafarga Magro.

Na pesquisa liderada por investigadores da Universidade de Warwick, o foco foi encontrar planetas que orbitam perto das suas estrelas, completando uma órbita em menos de 16 dias.

Entre os corpos recentemente validados, estão planetas de período ultracurto, ou seja, que orbitam as suas estrelas em menos de 24 horas.

As populações de planetas do "deserto de Neptuno", uma região onde é raro encontrar planetas fora do sistema solar com o tamanho de Neptuno, também fazem parte da lista de validações com o sistema Raven, segundo os dados da pesquisa publicada na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Nas validações com a ferramenta de inteligência artificial, estão ainda os sistemas multiplanetários (semelhantes ao Sistema Solar), até então desconhecidos, segundo a pesquisa.

De acordo com um comunicado de imprensa da Universidade de Warwick, nas missões para identificar planetas fora do sistema solar encontram-se milhares de candidatos, mas confirmar quais os sinais que são reais continua a ser um "grande desafio" com os métodos atuais.

O sistema Raven foi usado na observação de mais 2,2 milhões de estrelas recolhidas durante os primeiros quatro anos de funcionamento do TESS, que foi lançado para espaço em 2018.

9 medicamentos que deve evitar tomar ao mesmo tempo que o ibuprofeno... Apesar de ser um dos anti-inflamatórios mais vendidos, o ibuprofeno acarreta os seus riscos, sobretudo se conjugado com outros medicamentos. Um artigo do Newsweek destaca nove situações às quais deverá estar atento.

© Shutterstock   Noticiasaominuto.com  26/03/2026 

O ibuprofeno é um dos analgésicos e anti-inflamatórios mais usados. Apesar de ser eficaz no tratamento das dores de cabeça, dores musculares e febre, não está isento de riscos, especialmente quando combinado com outras substâncias. Estas interações poderão aumentar a probabilidade de efeitos secundários, como sangramento do estômago, danos ao nível dos rins e redução na eficácia do medicamento.

Conforme sublinha um artigo do Newsweek, a Doctronic destaca uma lista de nove coisas que deverá evitar enquanto toma ibuprofeno. 

1. Ibuprofeno e anticoagulantes

A combinação de ibuprofeno com medicamentos para tornar o sangue mais fino, neste caso os anticoagulantes, pode aumentar o risco de sangramento. 

O ibuprofeno em si pode irritar a mucosa estomacal e afetar a função das plaquetas que auxiliam na coagulação sanguínea. Quando combinado com anticoagulantes, este efeito pode revelar-se perigoso. 

Entre os sintomas de sangramento estão hematomas incomuns, fezes com sangue ou sangramento prolongado em cortes.

2. Ibuprofeno e outros AINE

Tomar ibuprofeno juntamente com outros anti-inflamatórios não esteroides (AINE), como aspirina, pode aumentar o risco de problemas gastrointestinais, como úlceras e sangramento.

Há também um risco mais elevado dos rins serem afetados, sobretudo quando usado com frequência ou em doses elevadas. Evite tomar estas duas substâncias ao mesmo tempo, a não ser que seja recomendado pelo seu médico a fazê-lo. 

3. Ibuprofeno e medicamentos para pressão arterial

O ibuprofeno poderá influenciar a eficácia de determinados medicamentos para a pressão arterial. Tal poderá levar ao aumento da pressão arterial ou à redução da função renal. 

Pessoas com diagnóstico de hipertensão devem medir a pressão arterial regularmente e consultar o médico antes de recorrer ao ibuprofeno.

4. Ibuprofeno e lítio

O ibuprofeno pode aumentar os níveis de lítio no sangue, podendo resultar num quadro de toxicidade por lítio. Os sintomas de toxicidade incluem tremores, confusão, náuseas e batimentos cardíacos irregulares.

5. Ibuprofeno e metotrexato

Usado para o tratamento do cancro e de doenças autoimunes, a toxicidade do metotrexato pode aumentar quando combinado com a toma de ibuprofeno.

6. Ibuprofeno e ISRS

Os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), normalmente prescritos para depressão, podem aumentar o risco de sangramento quando combinados com ibuprofeno. Isto acontece porque ambos os medicamentos afetam a função das plaquetas. 

Fique atento a sinais como sangramentos nas gengivas, sangramento do nariz ou hematomas incomuns.

7. Ibuprofeno e suplementos como ginkgo biloba e alho

Alguns suplementos, como é o caso do ginkgo biloba e alho, possuem propriedades anticoagulantes. Quando tomados com ibuprofeno podem aumentar o risco de sangramento.

8. Ibuprofeno e corticosteroides

A combinação de ibuprofeno com corticosteroides poderá aumentar o risco de úlceras e sangramento. Ambos os medicamentos tendem a irritar o trato gastrointestinal.

9. Ibuprofeno e certos medicamentos para controlo da glicemia

O ibuprofeno poderá afetar o controlo da glicemia nas pessoas que tomam medicamentos para a diabetes, como insulina. Este pode potencializar ou reduzir o efeito dos medicamento, levando a níveis instáveis de açúcar no sangue.

Tal como já referido anteriormente, se se enquadrar em algumas destas situações, consulte sempre o seu médico antes de tomar ibuprofeno.

Cientistas testam tratamento mais eficaz contra cancro com menos doses de quimioterapia

Por  sicnoticias.pt   

O tratamento permite "destruir potentemente as células tumorais, minimizando a toxicidade sistémica", disse a líder do estudo (ainda em fase de testes), Ana Espinosa, investigadora do Instituto de Ciência de Materiais de Madrid (ICMM), citada na notícia da Europa Press.

O estudo liderado pelo ICMM foi realizado em células tumorais de cancro da mama, fora do corpo humano ou organismo vivo, mas pode ser alargado a qualquer tipo de cancro, segundo a Europa Press.

De acordo com a mesma fonte, os investigadores testaram pela primeira vez um tratamento trimodal, que combina três ações simultâneas contra o cancro.

Para a descoberta, os investigadores recorreram a um medicamento utilizado em quimioterapia (tratamento contra o cancro), o doxorrubicina, com a aplicação, em simultâneo, de duas formas diferentes de calor.

Estas duas formas diferentes de calor potenciam a ação do medicamento, sendo estas: um campo magnético que produz calor (hipertermia magnética) e a radiação infravermelha próxima, que também gera calor.

Segundo a investigação, a utilização de terapias contra o cancro que combinam dois tipos de hipertermia (tratamentos baseados no calor) com quimioterapia permite reduzir as doses de doxorrubicina.

"O tratamento funciona como uma armadilha de calor para eliminar as células cancerígenas", referiu a investigadora, indicando que as células cancerígenas são sensíveis ao calor.

A utilização de cada técnica em separado não permite atingir com segurança a temperatura necessária para eliminar as células cancerígenas, de acordo com o estudo realizado em colaboração com o instituto de investigação IMDEA Nanociencia (Espanha), o Instituto Curie (França) e o Instituto de Cerâmica e Vidro (Espanha).

O estudo que teve como principal foco demonstrar o potencial do tratamento trimodal, segundo a Europa Press.

"Conseguimos atingir uma taxa de morte celular de até 70% em 72 horas, o que representa um aumento significativo da eficácia em comparação com os tratamentos individuais", disse Ana Espinosa.

A investigação, publicada na revista científica Advanced NanoBiomed Research, "abre uma promissora via terapêutica, ainda em fase inicial", de acordo a Europa Press.

Irão? "Eles estão a negociar, mas têm medo de o dizer", garante Trump... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a liderança do Irão está a negociar um acordo de cessar-fogo, mas que o nega publicamente por receio de "ser assassinada pelos seus".

© Lusa   26/03/2026

"Eles (líderes iranianos) estão a negociar, querem mesmo chegar a um acordo. Mas têm medo de o dizer, porque acham que, caso contrário, serão mortos pelos seus", declarou Donald Trump na quarta-feira perante deputados republicanos do Congresso durante o jantar anual do Comité Nacional Republicano, em Washington. 

Desde início dos ataques israelo-norte-americanos contra o Irão, a 28 de fevereiro, foram eliminados alguns dos principais dirigentes da República Islâmica, incluindo o Líder Supremo 'Ayatollah' Ali Khamenei, sendo declarado como sucessor deste o filho Mojtaba Khamenei, que não é visto em público há várias semanas, alimentando rumores sobre o seu estado de saúde.  

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano declarou na quarta-feira que abrir negociações de paz com os Estados Unidos nesta fase seria reconhecer uma derrota e avisou que a República Islâmica prefere "continuar a resistir".

Na primeira reação oficial de Teerão à oferta de conversações por parte de Washington, Abbas Araqchi disse, na televisão estatal, que a República Islâmica "não planeia nenhuma negociação" sobre o conflito desencadeado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

O Irão pretende "terminar a guerra nos próprios termos" e criar condições "para que nunca mais se repita", adiantou.

Em resposta aos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel em solo iraniano, Teerão lançou ondas de mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do abastecimento mundial de petróleo bruto. 

Pouco antes das declarações do governante iraniano, a Casa Branca avisou que os Estados Unidos poderão "desencadear o inferno" caso o Irão cometa um "erro de cálculo" e se recuse a reconhecer a derrota militar.

O Irão "será atingido com mais força do que nunca", ameaçou a porta-voz da presidência norte-americana, que insistiu na existência de contactos diplomáticos com Teerão para pôr fim à guerra.

"As negociações continuam. São produtivas, como disse o Presidente [Donald Trump] e vão continuar a sê-lo", afirmou Karoline Leavitt sobre a iniciativa de diálogo de Washington, até agora negada por Teerão.

A estação pública Press TV já tinha noticiado que Teerão rejeitou uma proposta de 15 pontos do líder norte-americano para terminar a guerra, embora citando um responsável iraniano não identificado.

Depois disso, surgiram várias mensagens do Irão em tom de desafio à Casa Branca. 

No seu discurso em Washington, Trump queixou-se da cobertura mediática da guerra, em particular de notícias e análises que questionam a sua visão triunfalista sobre o conflito, que já se arrasta há quase um mês.


Leia Também: Exército de Israel anuncia vaga de ataques "em grande escala" contra Irão

O Exército de Israel comunicou hoje ter concluído uma vaga de ataques "em grande escala" contra vários alvos no Irão, sem fornecer mais detalhes.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Proteção da Pesca e dos Ecossistemas em Cacheu e Buba 🌿... A FAO está empenhada em reforçar a fiscalização da pesca artesanal nas rias de Cacheu e Buba para combater a pesca ilegal e proteger os ecossistemas marinhos e florestais e promover a pesca sustentável

O Ateliê terminar com a  criação  e fortalecimento de Células de Fiscalização Participativa e Capacitação das equipas com instrumentos jurídicos e planos de gestão, monitorização das atividades de pesca artesanal.

Esta iniciativa promove uma gestão sustentável dos recursos pesqueiros, vital para a economia e segurança alimentar do país.

Por FAO Guiné-Bissau

Merz diz que Kyiv já não precisa de mísseis Taurus, mas de dinheiro... O chanceler alemão afirmou hoje que a Ucrânia não precisa de mísseis Taurus produzidos na Alemanha, porque já fabrica esse tipo de armamento, lamentando a ausência de apoio financeiro da UE devido ao veto da Hungria.

© Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images    Por LUSA  25/03/2026 

"Atualmente, a Ucrânia possui o seu próprio arsenal de armas de longo alcance, armas que eles próprios produzem, em parte com a nossa ajuda, e que são muito mais eficazes do que o número relativamente reduzido de mísseis de cruzeiro Taurus que poderíamos ter fornecido", declarou Friedrich Merz, durante uma sessão de perguntas na câmara baixa do parlamento, o Bundestag. 

"A Ucrânia está hoje mais bem armada que nunca", declarou o chefe do Governo alemão, respondendo a uma pergunta do deputado do Partido Verde, Robin Wagener, sobre quando é que o Governo alemão ia decidir sobre o envio de mísseis Taurus para a Ucrânia, algo que Merz defendeu quando era líder da oposição.

"Eu disse isso numa altura em que presumia que as Forças Armadas alemãs tinham mísseis de cruzeiro Taurus totalmente operacionais suficientes nos seus arsenais para abastecer a Ucrânia", observou Merz, dando a entender que essas armas alemãs tinham deixado de ter interesse para Kiev.

O chanceler reconheceu que a Ucrânia necessita é de apoio financeiro, que, para já e devido ao veto da Hungria, a UE não pode prestar.

Em dezembro, os líderes da UE acordaram financiar a Ucrânia com um empréstimo de 90 mil milhões de euros; contudo, a Hungria, que no final do ano aprovou a medida, decidiu vetar.

Merz afirmou que o país invadido pela Rússia "enfrenta graves dificuldades financeiras" e lamentou que a Hungria se recuse a cooperar e simplesmente exerça o direito de veto.

"Espero que possamos resolver este problema a médio prazo, mas é extremamente difícil", comentou o chanceler alemão, sublinhando que "é algo inédito" na história da UE que os parceiros europeus não consigam agir devido à oposição de um único país.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - depois do desmoronamento da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já causou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO.

Estas condições - constantes do plano de paz apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para solucionar o conflito - são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que exige um cessar-fogo incondicional de 30 dias antes de entabular negociações de paz com Moscovo e que os aliados europeus lhe forneçam sólidas garantias de que não voltará a ser alvo de ataque.


Leia Também: Ucrânia reivindica ataque com drones a terminal petrolífero na Rússia

O Estado-Maior ucraniano reivindicou hoje um ataque com drones que provocou um incêndio no terminal portuário de Ust-Luga, na região russa de Leninegrado.

Fontes do Pentágono confirmam envio de mais militares para Médio Oriente... Fontes do Pentágono confirmaram hoje o envio de elementos de uma divisão aerotransportada e de uma brigada de combate para o Médio Oriente, no âmbito da guerra com o Irão, avançou a agência de notícias Europa Press.

© Wikimedia Commons   Por LUSA   25/03/2026 

"Podemos confirmar que elementos do quartel-general da 82ª Divisão Aerotransportada, algumas equipas de apoio da divisão e a 1ª Brigada de Combate serão enviados para a área de responsabilidade do Comando Central dos EUA", disseram fontes do Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono), citadas pela agência de notícias espanhola Europa Press. 

As mesmas fontes escusaram-se, no entanto, a fornecer "pormenores adicionais", como a dimensão deste envio, alegando preocupações com a "segurança operacional".

A confirmação foi feita depois de a imprensa norte-americana ter avançado que a decisão deve abranger entre 1.000 e 2.000 soldados, embora refira que isto não implica colocar tropas terrestres no Irão, mas sim mantê-las a postos.

Segundo os jornais The New York Times e The Washington Post, as autoridades norte-americanas estão a considerar o envio da Força de Resposta Imediata (uma unidade de resposta de emergência do Exército norte-americano) para o Médio Oriente para apoiar a Operação "Fúria Épica".

A televisão Fox News noticiou ainda que o comandante desta divisão, Brandon Tegtmeier, já recebeu ordens para se deslocar para a região, com vários voos preparados na Base Aérea de Pope, na Carolina do Norte.

Em resposta a estas informações, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, sublinhou que Teerão está a acompanhar de perto "todos os movimentos dos EUA" no Médio Oriente, e, "especialmente, o envio de tropas".

As autoridades iranianas confirmaram, na sua última contagem, mais de 1.500 mortes resultantes da ofensiva israelo-americana, embora a organização não-governamental norte-americana Ativistas dos Direitos Humanos no Irão tenha elevado o número para mais de 3.000 pessoas.

Entre os mortos estão figuras proeminentes como o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmail Khatib, respetivamente, além de oficiais de alta patente das Forças Armadas e de outras agências de segurança.

A ofensiva foi lançada no dia 28 de fevereiro, quando estavam a decorrer negociações entre os Estados Unidos e o Irão para alcançar um novo acordo sobre a política nuclear da República Islâmica.

Teerão respondeu atacando território israelita e infraestruturas de apoio aos norte-americanos no Médio Oriente, incluindo bases militares.

Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau: ABERTURA DE VAGAS PARA ATOS CONSULARES

Por   Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau

Informamos os nossos utentes que as vagas para os agendamentos de atos consulares (autenticações, cartão de cidadão, passaporte) para as próximas semanas serão abertas na quinta-feira, 26 de março, às 11h, hora de Bissau.

Deverá recorrer à plataforma https://agendamentos.mne.gov.pt/pt/login , utilizada em toda a rede consular portuguesa e que constitui a ÚNICA forma de agendamento.

⚠ Reiteramos que o agendamento é gratuito e que não é permitido efetuar mais do que um agendamento para cada ato durante o mesmo período. Pode consultar a tabela dos emolumentos consulares em https://bissau.embaixadaportugal.mne.gov.pt/.../tabela-de... .

ℹ Lembramos que os cidadãos portugueses deverão agendar com recurso exclusivo à chave móvel digital para autenticações e renovações de cartão de cidadão ou de passaporte, para o que poderão encontrar instruções no site da Embaixada (em https://bissau.embaixadaportugal.mne.gov.pt/.../agendamen... ).

🚫 Mais informamos que os agendamentos irregulares serão cancelados, sendo as suas vagas disponibilizadas para novos utentes.

Tabela de Emolumentos Consulares

EUA nunca deixaram de partilhar "informações secretas" com a Ucrânia... Moscovo afirmou hoje que Washington nunca atendeu ao seu pedido para cessar de partilhar informações secretas com a Ucrânia para ataques a território russo, entre denúncias de que Moscovo estará a fornecer dados semelhantes ao Irão.

© Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  25/03/2026 

"No âmbito dos contactos disponíveis, transmitimos regularmente aos representantes norte-americanos a inadmissibilidade de fornecer ao regime de Kyiv informações secretas", declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, numa conferência de imprensa transmitida pela televisão estatal russa.

Zakharova indicou que o Exército ucraniano utiliza essa informação "para realizar ataques de longo alcance, com armas fornecidas pelos países do Ocidente, contra território russo e, claro está, alvos civis".

"Vemo-nos obrigados a reconhecer que, em resposta aos nossos protestos, a parte norte-americana, por norma, dá respostas vagas ou simplesmente permanece em silêncio. Por isso, abordamos a questão periodicamente", concluiu, sobre a guerra russa em curso na Ucrânia desde fevereiro de 2022, data em que a Rússia iniciou a invasão do país vizinho.

No início de março, circularam rumores de que a Rússia estaria a fornecer ao Irão informações dos serviços secretos sobre a localização de forças norte-americanas, o que permitiu à República Islâmica lançar ataques precisos contra os seus agressores.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inicialmente desvalorizou os rumores, mas depois admitiu que Moscovo está a ajudar "um bocadinho" Teerão.

Pouco depois, o enviado de Trump para negociações com a Rússia, Steve Witkoff, declarou à imprensa que a parte russa lhe tinha comunicado que não era verdade que partilhasse tais informações com o Irão.

Por seu lado, o Kremlin negou alegadas negociações com Washington para cessar simultaneamente a partilha de informações secretas com a Ucrânia e o Irão.

Na passada segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os seus serviços secretos militares (GUR) têm "provas irrefutáveis de que os russos continuam a fornecer informações secretas ao regime iraniano".

Zelensky assegurou ainda ter informação de que a Rússia está a ajudar os iranianos a produzir drones que têm sido utilizados contra países terceiros no âmbito das suas campanhas de bombardeamentos.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.

A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou a 23 de março o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis - incluindo 217 crianças -, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi precisado.


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O Departamento de Defesa norte-americano anunciou hoje um acordo com fabricantes da indústria de defesa para acelerar a produção de mísseis, inserido no programa "Arsenal da Liberdade", que prevê aumentar a capacidade militar do país.


Teerão diz ter visado com mísseis porta-aviões dos EUA... O Irão disse hoje ter visado com mísseis um porta-aviões norte-americano, obrigando-o a "mudar de posição", quando Washington diz ter um plano de paz e países terceiros promovem esforços diplomáticos para sair da escalada militar.

© JACK GUEZ / AFP via Getty Images    Por LUSA   25/03/2026 

Em comunicado, a Marinha iraniana afirmou que os disparos de mísseis obrigaram o porta-aviões "Abraham Lincoln", destacado no Golfo, "a mudar de posição". 

"Assim que esta frota hostil entrar no alcance dos nossos sistemas de mísseis, será alvo de ataques poderosos", alertou o comandante da Marinha, almirante Shahram Irani, em comunicado.

As forças armadas dos Estados Unidos (EUA) ainda não confirmaram o ataque iraniano.

O anúncio, que acompanha uma forte troca de ataques entre Israel e Irão na região, ocorre numa altura em que surgem iniciativas para pôr fim a uma guerra que se prolonga há quase um mês.

O embaixador do Irão no Paquistão negou qualquer conversação com Washington.

"Ao contrário do que [o Presidente dos EUA, Donald] Trump afirma -- até agora, não houve negociações, diretas ou indiretas, entre os dois países", disse Reza Amiri Moghadam, que considerou "natural que os países amigos estejam sempre envolvidos em consultas com ambas as partes".

A imprensa iraniana ridicularizou hoje o que classificou de "mentiras" do Presidente dos EUA, com o diário conservador Javan a exibi-lo na primeira página com o nariz de Pinóquio.

Na terça-feira, Donald Trump assegurou que estavam em curso discussões para pôr fim ao conflito, com o seu enviado Steve Witkoff, o seu genro Jared Kushner, o vice-presidente, JD Vance, e o chefe da diplomacia, Marco Rubio.

Do lado iraniano, a República Islâmica tem negado quaisquer discussões.

Segundo a imprensa dos EUA e Israel, Washington propôs ao Irão um plano de paz em 15 pontos através do Paquistão, com boas relações com ambos os lados.

Segundo três fontes não identificadas citadas pela televisão israelita Channel 12, os Estados Unidos defendem um cessar-fogo de um mês para Teerão considerar as suas exigências.

Cinco dos 15 pontos dizem respeito ao programa nuclear iraniano, outros ao abandono do apoio aos aliados regionais do Irão, como o Hezbollah do Líbano ou o Hamas palestiniano. O plano também insiste na reabertura do Estreito de Ormuz à navegação.

Em troca, o Irão obteria o levantamento das sanções internacionais e apoio ao seu programa nuclear civil. Isto representa uma inversão em relação às declarações de Donald Trump no início de março, que exigiam uma "capitulação incondicional" por parte do Irão.

O Irão afirmou entretanto que "navios não hostis" podem agora "beneficiar de uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz", segundo a Organização Marítima Internacional (OMI).

Quase 20% da produção mundial de hidrocarbonetos passa por este estreito estratégico, cujo quase total bloqueio de Teerão nas últimas semanas fez disparar os preços do petróleo e abrandou a atividade em todo o mundo.

Apesar da troca de mensagens, os confrontos prosseguem e a imprensa norte-americana dá conta do envio de uma unidade de elite de paraquedistas como reforço para o Médio Oriente.

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje ter atacado o norte e centro de Israel, incluindo a área de Telavive.

Imagens da agência francesa AFP captaram rastos de foguetes a atravessar a cidade costeira de Netanya, enquanto sirenes de alerta soavam em grande parte do centro do país.

Bases militares dos EUA no Kuwait, Jordânia e Bahrein foram alvos de ataques iranianos. No Kuwait, um ataque com drone incendiou um depósito de combustível no aeroporto internacional do emirado, segundo a Autoridade de Aviação Civil.

Os países do Golfo Pérsico apelaram ao Irão para que cessasse imediatamente os seus ataques aos seus territórios e pagasse reparações, durante um debate em Genebra perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Por sua vez, o exército israelita voltou a anunciar ataques em Teerão.

Israel continua também a sua ofensiva no Líbano, onde pelo menos nove pessoas foram mortas durante a noite em três ataques ao sul, considerado por Israel como um reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah, segundo a agência oficial de notícias libanesa Ani.

O exército israelita ordenou que os residentes de sete bairros nos subúrbios do sul de Beirute, outro reduto do Hezbollah já quase deserto, se retirassem em antecipação a novas operações.

Desde que o Líbano foi sujeito a uma nova guerra no seu território, após ataques do grupo xiita Hezbollah a Israel a 02 de março, os ataques israelitas mataram mais de 1.000 pessoas e deslocaram mais de um milhão, segundo as autoridades libanesas.


Leia Também: Jordânia denuncia ataque iraniano com cinco mísseis nas últimas 24 horas

As Forças Armadas da Jordânia denunciaram hoje que o Irão atacou o país com cinco mísseis e um drone nas últimas 24 horas, tendo neutralizado quatro desses mísseis.


O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, recebeu esta quarta-feira (25.03) no seu Gabinete de Trabalho na Primatura, o Ministro da Administração Territorial e poder Local, Ministro do Interior, Ministro da Energia, Presidente da Câmara Municipal de Bissau e governadores regionais.

Durante o encontro foram abordadas questões remoções de postos de venda de combustíveis sem autorização, a campanha de comercialização de castanha de caju, abastecimento e os preços do pescado e da carne.

𝗚𝗨𝗜𝗡𝗘́-𝗕𝗜𝗦𝗦𝗔𝗨 𝗘𝗠 𝗥𝗜𝗦𝗖𝗢 𝗗𝗘 𝗣𝗘𝗥𝗗𝗘𝗥 𝗜𝗡𝗩𝗘𝗦𝗧𝗜𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗗𝗢 𝗕𝗔𝗗 𝗣𝗢𝗥 𝗙𝗔𝗟𝗛𝗔 𝗡𝗔 𝗔𝗨𝗗𝗜𝗧𝗢𝗥𝗜𝗔 𝗗𝗘 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗔𝗦

 
Radio TV Bantaba 

Atrasos na auditoria de contas podem levar à suspensão do financiamento de vários projetos do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) na Guiné-Bissau. 

O alerta foi deixado esta quarta-feira (25-03-2026), em Bissau, pelo Diretor-Geral Adjunto da instituição, Joseph Ribeiro, na abertura da reunião de revisão da carteira de investimentos.

Em causa está o incumprimento de prazos na entrega de relatórios, uma falha que coloca em risco projetos financiados pelo Banco no país. Ribeiro sublinhou que a transparência e a prestação de contas são pilares inegociáveis para a manutenção dos desembolsos.

Do lado do executivo, o Ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadu Muntaga Djaló, reconheceu os baixos níveis de execução e os entraves nas instituições nacionais. Contudo, o governante sublinhou a necessidade de maior rapidez e eficácia, tanto das equipas da Guiné-Bissau como do próprio Banco.

RDN


Reforço das parcerias estratégicas no compromisso com a conservação: IBAP capacita forças de segurança para operações mais seguras e eficazes em Bubaque

  IBAP - Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas 

O IBAP promoveu, durante 4 dias (19 a 22 de março de 2026), uma ação de formação em Bubaque dirigida às forças e segurança, no âmbito do fortalecimento das parcerias estratégicas essenciais à conservação da biodiversidade na Guiné-Bissau.

Esta iniciativa insere-se no compromisso do IBAP em trabalhar de forma integrada com os seus parceiros, reconhecendo o papel fundamental das forças de segurança na proteção dos recursos naturais e na fiscalização das áreas protegidas.

A formação centrou-se no reforço das competências técnicas em navegação, orientação e uso de tecnologias de apoio à fiscalização, bem como em operações de busca e salvamento. A abordagem combinou sessões teóricas com exercícios práticos, permitindo aos participantes aplicar diretamente os conhecimentos adquiridos no terreno.

Principais conteúdos abordados:

• Utilização de GPS: princípios básicos, configuração e aplicação prática na localização de posições

• Navegação marítima: técnicas essenciais para uma deslocação segura em ambiente marinho

• Leitura de cartas náuticas: interpretação de mapas, símbolos, profundidades e identificação de rotas seguras

• Rosa dos ventos: orientação geográfica aplicada ao terreno e à navegação

• Uso de drones: ferramentas de apoio à fiscalização, vigilância e operações de busca e salvamento

Ao investir na capacitação das forças de segurança, o IBAP consolida uma colaboração estratégica fundamental para garantir maior eficiência e segurança no cumprimento das missões de conservação.

Esta ação reafirma a importância de uma abordagem colaborativa e coordenada, onde a partilha de conhecimentos e o fortalecimento institucional contribuem diretamente para a preservação sustentável dos ecossistemas do país.

Financiado no quadro do Projeto Blue Bijagos.

PRCM   BioGuinea Foundation

OIM: Recorde de 900 migrantes mortos ou desaparecidos no Mar Vermelho em 2025... Pelo menos 900 migrantes foram mortos ou desapareceram no Mar Vermelho em 2025, sendo este ano o "mais mortífero de sempre" para a Rota Oriental, anunciou hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

© Lusa   25/03/2026 

"O ano de 2025 foi o mais mortífero de sempre registado na rota migratória do Leste, [que liga o Corno de África à Península Arábica], com 922 pessoas mortas ou desaparecidas, o dobro do ano anterior", declarou a chefe de missão da OIM no Djibuti, Tanja Pacifico, acrescentando que "a maioria das vítimas era originária da Etiópia".

Todos os anos, dezenas de milhares de migrantes do Corno de África, muitas vezes provenientes da Etiópia e da Somália, percorrem esta "Rota Oriental" para tentarem chegar aos países do Golfo, que são ricos em petróleo, fugindo, assim, de conflitos, catástrofes naturais e das perspetivas económicas desfavoráveis dos seus países.

A maioria dos migrantes tenta a travessia a partir do Djibuti.

A Etiópia, o segundo país mais populoso do continente africano e com cerca de 130 milhões de habitantes, tem mais de 40% da sua população a viver abaixo do limiar da pobreza, segundo o Banco Mundial (BM).

O país africano é palco de conflitos armados nas duas regiões mais populosas e acaba de sair de uma sangrenta guerra civil na região do Tigray (norte), que causou mais de 600 mil mortos entre 2020 e 2022, de acordo com uma estimativa da União Africana (UA), considerada subestimada por vários especialistas.

Cerca de 1.300 pessoas morreram de fome e por falta de medicamentos em campos de deslocados em todo o Tigray desde o fim da guerra, disse, na segunda-feira, um responsável local citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Segundo a agência das Nações Unidas, o crescimento económico previsto para 2026 na Etiópia, de cerca de 10%, "poderá reduzir alguns movimentos migratórios pela Rota Oriental", mas a inflação, em torno dos 10% em fevereiro, é "suscetível de comprometer os progressos económicos e de continuar a alimentar as pressões migratórias".

Entre aqueles que conseguem completar a travessia, muitos ficam retidos no Iémen, o país mais pobre da Península Arábica, assolado por uma guerra civil há quase 10 anos, onde tentam sobreviver em condições difíceis. Alguns migrantes que ficam retidos neste país preferem voltar para trás.

DINAMARCA: Primeira-ministra dinamarquesa demite-se horas após vencer eleições... A primeira-ministra da Dinamarca demitiu-se horas depois de ter vencido as eleições legislativas na Dinamarca, avançou a agência Reuters. A coligação encabeçada por Mette Frederiksen não obteve maioria absoluta.

© Nichlas Pollier/Bloomberg via Getty Images   Noticiasaominuto.com  25/03/2026 

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, demitiu-se, esta quarta-feira, horas depois de ter vencido as eleições legislativas com uma curta margem e não tendo obtido maioria absoluta.

Recorde-se que a coligação de esquerda de Frederiksen ganhou as eleições legislativas dinamarquesas com 48% dos votos, dependendo assim dos centristas para alcançar uma maioria

De acordo com a Reuters, que cita um comunicado do Palácio Real, a primeira-ministra apresentou a sua demissão ao governo do rei.

Agora, seguir-se-ão negociações que poderão ser longas e difíceis para determinar quem irá formar o próximo governo, se Frederiksen ou outro líder partidário.

De notar que Mette Frederiksen convocou as eleições em fevereiro, vários meses antes do necessário, aparentemente na esperança de que a sua imagem de firmeza na crise da Gronelândia perante os Estados Unidos reforçasse a sua votação. 

No seu segundo mandato, o seu apoio diminuiu com o aumento do custo de vida, algo que, juntamente com as pensões e um possível imposto sobre as grandes fortunas, tem sido um tema importante da campanha. 

A social-democrata de centro-esquerda, de 48 anos, é conhecida pelo seu forte apoio à Ucrânia e pela sua abordagem restritiva à imigração, dando continuidade a uma tradição na política dinamarquesa que já dura há duas décadas. 

Procurando contrariar a pressão da direita e apontando para um possível aumento da imigração devido à guerra com o Irão, Frederiksen anunciou este mês propostas que incluem um potencial "travão de emergência" para o asilo e controlos mais apertados sobre os criminosos sem residência legal.

O seu governo já tinha divulgado um plano para permitir a deportação de estrangeiros que foram condenados a pelo menos um ano de prisão por crimes graves.    

O governo tripartido de Frederiksen foi o primeiro em décadas a abranger todo o espetro político.