quinta-feira, 26 de março de 2026

Cientistas testam tratamento mais eficaz contra cancro com menos doses de quimioterapia

Por  sicnoticias.pt   

O tratamento permite "destruir potentemente as células tumorais, minimizando a toxicidade sistémica", disse a líder do estudo (ainda em fase de testes), Ana Espinosa, investigadora do Instituto de Ciência de Materiais de Madrid (ICMM), citada na notícia da Europa Press.

O estudo liderado pelo ICMM foi realizado em células tumorais de cancro da mama, fora do corpo humano ou organismo vivo, mas pode ser alargado a qualquer tipo de cancro, segundo a Europa Press.

De acordo com a mesma fonte, os investigadores testaram pela primeira vez um tratamento trimodal, que combina três ações simultâneas contra o cancro.

Para a descoberta, os investigadores recorreram a um medicamento utilizado em quimioterapia (tratamento contra o cancro), o doxorrubicina, com a aplicação, em simultâneo, de duas formas diferentes de calor.

Estas duas formas diferentes de calor potenciam a ação do medicamento, sendo estas: um campo magnético que produz calor (hipertermia magnética) e a radiação infravermelha próxima, que também gera calor.

Segundo a investigação, a utilização de terapias contra o cancro que combinam dois tipos de hipertermia (tratamentos baseados no calor) com quimioterapia permite reduzir as doses de doxorrubicina.

"O tratamento funciona como uma armadilha de calor para eliminar as células cancerígenas", referiu a investigadora, indicando que as células cancerígenas são sensíveis ao calor.

A utilização de cada técnica em separado não permite atingir com segurança a temperatura necessária para eliminar as células cancerígenas, de acordo com o estudo realizado em colaboração com o instituto de investigação IMDEA Nanociencia (Espanha), o Instituto Curie (França) e o Instituto de Cerâmica e Vidro (Espanha).

O estudo que teve como principal foco demonstrar o potencial do tratamento trimodal, segundo a Europa Press.

"Conseguimos atingir uma taxa de morte celular de até 70% em 72 horas, o que representa um aumento significativo da eficácia em comparação com os tratamentos individuais", disse Ana Espinosa.

A investigação, publicada na revista científica Advanced NanoBiomed Research, "abre uma promissora via terapêutica, ainda em fase inicial", de acordo a Europa Press.

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