© Getty Images Por LUSA 26/03/2026
"Estamos a ver que a Rússia está a ajudar o Irão com informações para visar americanos, para matar americanos", afirmou Kaja Kallas aos jornalistas, à margem de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, em Cernay-la-Ville, perto de Paris.
A responsável europeia disse que Moscovo estará também a fornecer drones a Teerão, permitindo-lhe atacar países vizinhos e bases militares dos Estados Unidos na região.
Kallas defendeu que Washington deve aumentar a pressão sobre a Rússia, caso pretenda alcançar uma solução para o conflito no Médio Oriente.
"Se os Estados Unidos querem que a guerra termine, devem também pressionar a Rússia para que não possa ajudar o Irão nesse sentido", afirmou.
A alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança considerou que os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente estão "muito interligados" e acusou Moscovo de aproveitar o atual contexto internacional para reforçar uma posição estratégica.
Kallas alertou que a subida dos preços do petróleo está a proporcionar novas receitas à Rússia, facilitando o financiamento da guerra na Ucrânia.
No mesmo contexto, a UE admitiu reforçar a presença no Médio Oriente, nomeadamente através da expansão de missões navais como a operação Aspides, atualmente centrada no mar Vermelho.
A situação no Líbano foi também abordada, com Bruxelas a destacar o impacto humanitário do conflito entre Israel e o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah, que já terá provocado mais de um milhão de deslocados.
Kallas reiterou a necessidade de apoiar o Governo libanês nos esforços para o desarmamento do Hezbollah e defendeu uma resposta internacional coordenada para evitar uma escalada regional.
A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido) prossegue na sexta-feira com a presença do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

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