terça-feira, 27 de janeiro de 2026

𝗝𝗔𝗡𝗨Á𝗥𝗜𝗢 𝗕𝗜𝗔𝗚𝗨Ê 𝗗𝗘𝗡𝗨𝗡𝗖𝗜𝗔 𝗙𝗔𝗟𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗖𝗢𝗠𝗣𝗘𝗡𝗦𝗔ÇÃ𝗢 𝗔𝗢𝗦 𝗙𝗔𝗠𝗜𝗟𝗜𝗔𝗥𝗘𝗦 𝗗𝗢𝗦 𝗠𝗔𝗥𝗜𝗡𝗛𝗘𝗜𝗥𝗢𝗦 𝗠𝗢𝗥𝗧𝗢𝗦 𝗘𝗠 𝟮𝟬𝟮𝟱

Por: Rádio Jovem

O Secretário-regional da organização não governamental, Amigos Irmãos dos Homens do Mar (AIRHOMAR) denunciou que os familiares dos três marinheiros nacionais morto no alto mar ao longo de 2025, até ao momento, não receberam qualquer tipo de indemnização.

Em declarações  esta terça-feira à Rádio Jovem, durante o balanço das atividades da organização referentes ao ano de 2025, o secretário-geral da AIRHOMAR, Januário José Biaguê, classificou a situação como “lamentável” e revelou que os marinheiros faleceram em pleno exercício da atividade marítima, o que, no seu entender, demonstra a fragilidade da proteção social e laboral dos trabalhadores guineenses do setor marítimo.

Durante a mesma entrevista, Januário José Biaguê revelou ainda a existência de um desconto de 18% nos salários à cada marinheiro, alegadamente imposto pelas autoridades marítimas do Senegal, situação que considera abusiva e prejudicial aos rendimentos dos trabalhadores.

Para o secretário-geral da AIRHOMAR, 2025 foi um “ano negativo” para os marinheiros guineenses, marcado por mortes, precariedade laboral, falta de indemnizações e violações dos direitos dos trabalhadores do mar.

Por outro lado, o dirigente apela às autoridades nacionais para uma intervenção urgente junto dos países parceiros e das entidades competentes, no sentido de garantir melhores condições de trabalho, proteção social e respeito pelos direitos dos marinheiros guineenses.

COMUNICADO DO CONSELHO DE MINISTROS: Governo delibera sobre saúde pública, microfinança e procede a novas nomeações

O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau reuniu-se esta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, em sessão ordinária, no Salão Nobre General Umaro Sissoco Embaló, do Gabinete do Primeiro-Ministro, em Bissau, sob a presidência do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té.

No capítulo das Informações Gerais, o Ministro da Economia, Plano e Integração Regional apresentou uma exposição sobre o Relatório Anual de Registo de Empresas e Licenciamento de Atividades Económicas, referente ao ano de 2025.

A Ministra das Pescas e Economia Marítima destacou as consequências negativas do atual processo de fabrico local de farinha e óleo de peixe, à base de sardinela e etmalosa na Guiné-Bissau, tendo igualmente apresentado o Plano Anual de Gestão dos Recursos Halieúticos para o ano de 2026.

Por sua vez, o Ministro da Saúde Pública anunciou o lançamento do projeto de introdução da vacina contra o paludismo na região sanitária de Gabú, com o objetivo de garantir a prevenção e proteção das crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 59 meses. O governante prestou ainda esclarecimentos sobre a intenção de implementação do processo de vacinação contra a Hepatite B. Na sequência destas informações, e por razões de ordem técnica, o Conselho de Ministros deliberou a proibição da importação, distribuição e utilização, no território nacional, da referida vacina, por se tratar de um produto em fase experimental/teste, até que sejam reunidas todas as garantias científicas, sanitárias e regulamentares exigidas pelas autoridades competentes.

Na parte Deliberativa, o Conselho de Ministros aprovou a Proposta de Lei relativa à Regulamentação da Microfinança.

No capítulo das Nomeações, foi autorizada, por despacho do Primeiro-Ministro, a movimentação de pessoal dirigente da Administração Pública. No Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadu Ciren Djabi foi nomeado Diretor-Geral da Agência de Poupança e Microcrédito. No Ministério da Administração Territorial e Poder Local, Queba Djaita foi nomeado Diretor-Geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE). Já no Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Nadilé Jean Pereira Lima Banjaqui assumiu o cargo de Diretor-Geral de Viação e Transportes Terrestres.

Em consequência destas nomeações, o Conselho de Ministros deu por finda a comissão de serviço, nos mesmos cargos, dos anteriores titulares.

Bissau, 27 de janeiro de 2026.




Número de baixas na guerra da Ucrânia atingirá 2 milhões em 2026... O total de soldados russos e ucranianos mortos, feridos ou desaparecidos desde o início da guerra na Ucrânia deverá, ao ritmo atual, atingir dois milhões na primavera de 2026, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Por LUSA

Um estudo do CSIS divulgado hoje indica que quase 1,2 milhões de soldados russos e cerca de 600.000 soldados ucranianos morreram, ficaram feridos ou estão desaparecidos, desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O número total de baixas de ambos os países ronda assim 1,8 milhões, e previsivelmente atingirá os 2 milhões este ano, refere o estudo.

Segundo o CSIS, nenhuma grande potência sofreu um número de baixas ou mortes sequer próximo destes números em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial, o que, considera, demonstra o declínio da Rússia como potência.

"Estão a pagar um preço extraordinário por ganhos mínimos", aponta o centro.

Esta última contagem é divulgada após as reuniões entre ucranianos e russos na sexta e no sábado em Abu Dhabi, com mediação norte-americana, para avançar para um acordo que ponha fim ao conflito.

Ambas as partes esperam realizar novas reuniões com este mesmo formato tripartido nos próximos dias.

O estudo do CSIS também assinala uma notável lentidão dos avanços das forças russas no campo de batalha, citando, por exemplo, a ofensiva em Pokrovsk (Donetsk), onde os russos conquistaram território a uma velocidade média de 70 metros por dia.

Desde janeiro de 2024, a Rússia teria conquistado menos de 1,5% do território ucraniano.

O CSIS alerta ainda para uma deterioração sustentada da economia russa, com uma queda da produção industrial e dados de inflação que permanecem elevados.

"A Rússia está a tornar-se numa potência económica de segunda ou terceira categoria", afirma o estudo.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  


Leia Também: Controlo da central de Zaporijia pendente de negociações com Rússia

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Andri Sibiga, esclareceu hoje que, além da questão territorial, o controlo da central nuclear de Zaporijia está pendente nas negociações de paz entre Kyiv e a Rússia.


PM, Ilídio Vieira Té perante delegação de PAIGC: “CASO DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA É DA RESPONSABILIDADE DOS TRIBUNAIS COMPETENTES”

Por  odemocratagb.com

Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, afirmou esta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, que o Alto Comando Militar já ordenou a libertação de todos os prisioneiros sob sua custódia. O governante esclareceu ainda que o caso de Domingos Simões Pereira (DSP) “não está nem esteve sob alçada militar”, sendo “uma matéria da exclusiva responsabilidade dos tribunais competentes”.

A posição foi divulgada em nota do Gabinete de Imprensa do Primeiro-ministro, que relata o encontro realizado na segunda‑feira, 26 de janeiro, entre Ilídio Vieira Té e uma delegação de veteranos do PAIGC, acompanhados de dirigentes de outras formações políticas.

Encontro focado na reconciliação e na estabilidade durante a transição

A reunião, facilitada por Joana Cobde Nhanca, líder do Movimento Social Democrata, teve como propósito promover a paz, a reconciliação nacional e a estabilidade política neste período de transição.

Segundo apurou O Democrata, este foi o segundo encontro entre o Primeiro‑ministro e os veteranos do PAIGC — o primeiro aconteceu a 16 de janeiro — ambos realizados na Prematura, com a presença de diversas personalidades políticas.

Entre os participantes estiveram Joana Cobde Nhanca, Manuel dos Santos (Manecas), Ana Maria Soares e Iaia Maria Turé. Também marcou presença o antigo líder da Resistência da Guiné-Bissau (RGB), Salvador Tchongo, acompanhado por uma pessoa não identificada.

Governo reafirma abertura ao diálogo

De acordo com a nota oficial, o Primeiro-ministro reiterou que todos os líderes políticos têm a responsabilidade de contribuir para o entendimento nacional e para compromissos justos e responsáveis.

Ilídio Vieira Té assegurou a “total disponibilidade do governo para um diálogo construtivo que sirva os interesses nacionais” e informou que transmitirá as preocupações dos veteranos ao Presidente da República de Transição e ao Alto Comando Militar.

O governante apelou ainda à serenidade e advertiu para o impacto negativo das redes sociais na coesão social, sublinhando que “a liberdade de expressão não deve ser confundida com libertinagem”. Criticou igualmente “ataques irresponsáveis” que, segundo afirmou, “apenas denigrem a imagem do país”, destacando sinais de evolução positiva em relação ao passado recente.

Veteranos pedem reconciliação e alertam para impacto político da detenção de DSP

Durante o encontro, o veterano Manuel dos Santos (Manecas) salientou que, embora seja “do PAIGC até à morte”, coloca a Guiné-Bissau acima de qualquer partido. Recordou que as eleições já têm data marcada e pediu o início das atividades políticas “num clima de reconciliação”.

Defendeu ainda a normalização institucional como condição essencial para atrair investimentos e sublinhou que a reconciliação nacional é indispensável ao progresso.

Segundo Manecas, o prolongamento da detenção de Domingos Simões Pereira “deteriora politicamente” a situação do líder do PAIGC.

“A conversa franca é o único caminho”, diz promotora da iniciativa

Joana Cobde Nhanca agradeceu a abertura demonstrada pelo governo e afirmou que a iniciativa resulta do dever histórico dos veteranos de promover o diálogo e evitar a radicalização da juventude.

A seu ver, “o entendimento só é possível através da conversa franca, do reconhecimento dos erros do passado e da necessidade de pôr gelo no coração”.

A veterana Ana Maria Soares apelou à libertação dos detidos, rejeitou qualquer cenário de confronto entre guineenses e reforçou que, havendo culpa formada, cabe exclusivamente aos tribunais julgar.


Leia Também:  PM diz que Simões Pereira continua detido por ordens da Justiça

O primeiro-ministro do governo de transição na Guiné-Bissau afirmou hoje que o opositor Domingos Simões Pereira continua detido por ordens da Justiça e não dos militares autores do golpe de Estado de novembro passado.


Patrice Trovoada nomeado enviado especial da União Africana à Guiné... O antigo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, foi nomeado enviado especial da União Africana à Guiné-Bissau para conduzir as negociações para o restabelecimento da ordem constitucional

Por  LUSA 

A nomeação foi comunicada a Patrice Trovoada numa carta assinada pelo presidente da comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, datada de 23 de janeiro e a que a Lusa teve hoje acesso.

Na carta, o presidente da comissão informa Patrice Trovoada de que o nomeou com o propósito de apoiar os esforços da organização para restaurar a ordem constitucional no país africano.

O presidente da comissão escreve que "as qualidades profissionais e pessoais" de Patrice Trovoada dão-lhe "a confiança de que vai exercer o seu mandato eficazmente".

Mahmoud Ali Youssouf deseja ainda ao enviado especial sucesso nesta "importante tarefa" e assegura todo o apoio por parte da União Africana.

A Guiné-Bissau é membro da União Africana, mas está suspensa desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, quando os militares tomaram o poder e foi interrompido o processo eleitoral para a escolha de novo Presidente da República e dos deputados da Assembleia Nacional Popular.

O país está a ser governado há dois meses por um Alto-Comando Militar, que nomeou Presidente da República de Transição o general Horta Inta-a.

O parlamento foi substituído por um Conselho Nacional de Transição que aprovou a revisão da Constituição do país atribuindo mais poderes ao Presidente da República.

O Presidente em exercício convocou novas eleições gerais, presidenciais e legislativas, para 06 de dezembro.

As organizações internacionais de que a Guiné-Bissau faz parte têm exigido o regresso à normalidade constitucional com um período curto de transição e um Governo inclusivo em que estejam representadas as diferentes sensibilidades políticas do país.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) já enviou duas missões a Bissau, sem que sejam conhecidos resultados das mesmas.

A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) anunciou, também, o envio de uma missão ao país lusófono, sem adiantar datas.

A inovação americana está a abrir novas portas no ensino de línguas!... No American Corner Bissau, Yara Baldé, funcionária do Gabinete de Ligação dos EUA, conduziu uma sessão inspiradora sobre «O poder da inteligência artificial (IA) na aprendizagem de línguas».

Os participantes descobriram ferramentas de IA de ponta desenvolvidas por educadores americanos e exploraram formas criativas de melhorar a aprendizagem de línguas. A discussão animada e a participação ativa mostraram o potencial empolgante da IA para professores e alunos locais.

@Representação da Embaixada dos Estados Unidos em Bissau

Governo da Suécia quer permitir penas de prisão a partir dos 13 anos... Violência relacionada com o crime organizado aumentou no país, alimentada por disputas entre gangues que recrutam menores de 15 anos para realizar atentados bombistas e tiroteios.

Por sicnoticias.pt 

O Governo sueco anunciou na segunda-feira que vai apresentar um projeto de lei para reduzir a idade de responsabilidade penal de 15 para 13 anos para crimes graves, abrindo caminho para penas de prisão em certos casos.

Diversas autoridades, incluindo a polícia, funcionários do sistema prisional e procuradores, opõem-se à proposta.

O ministro da Justiça sueco, Gunnar Strommer, defendeu que não se trata de uma "redução geral da idade de responsabilidade criminal".

"Trata-se de reduzi-la para os crimes mais graves, como homicídio, tentativa de homicídio, atentado bombista qualificado, crimes com armas e violação, todos com agravantes", acrescentou Strommer em conferência de imprensa.

A Suécia tem lutado há mais de uma década para conter o aumento da violência relacionada com o crime organizado, alimentada principalmente por disputas entre gangues e lutas pelo controlo do mercado de drogas.

Estas redes estão a recrutar um número crescente de menores de 15 anos para realizar atentados bombistas e tiroteios, que não enfrentam penas de prisão se forem apanhados.

Uma sondagem encomendada pelo Governo em janeiro de 2025 propunha a redução da idade de responsabilidade criminal para os 14 anos.

No entanto, em setembro, o governo anunciou a sua intenção de a reduzir para 13 anos e enviou o projeto de lei a 126 autoridades e organizações para que apresentassem as suas considerações.

A maioria dos inquiridos criticou a proposta ou opôs-se categoricamente à mesma.

A polícia argumentou que a redução da idade de responsabilidade criminal poderia levar ao "envolvimento de crianças muito mais novas do que as atuais em redes criminosas".

Outros salientaram que o sistema prisional não está equipado para lidar com jovens delinquentes e que isso poderia infringir os direitos das crianças.

"Estamos numa situação de emergência. As medidas que tomarmos devem refletir a gravidade da situação", alertou o ministro da Justiça na segunda-feira.

Esta alteração seria introduzida a título temporário, inicialmente por um período limitado de cinco anos, explicou.

O projeto de lei será primeiro submetido ao conselho legislativo sueco, que analisa os projetos de lei que o Governo pretende apresentar.

Strommer prevê que a legislação entre em vigor no verão.

Estudo alerta: Mundo não está preparado para aumento do calor extremo... Quase 3,8 mil milhões de pessoas poderão estar expostas ao calor extremo até 2050, um desafio que afeta sobretudo as regiões tropicais, mas que também terá impacto nas atuais regiões temperadas, que também terão de se adaptar.

Por  LUSA 

Os cientistas, que publicaram as suas descobertas na revista Nature Sustainability, estudaram as consequências de diferentes cenários de aquecimento no número de pessoas que poderão vir a experimentar temperaturas consideradas demasiado altas ou muito baixas no futuro.

De acordo com estas projeções, a população que irá experimentar condições de calor extremo deverá "quase duplicar" até 2050 se as temperaturas globais subirem 2°C acima dos níveis pré-industriais. Isto afetaria 3,79 mil milhões de pessoas, o dobro do número em 2010.

Mas a maior parte dos efeitos deverá ser sentida nesta década, à medida que o mundo se aproxima do limite de aquecimento de 1,5°C, apontou à agência France-Presse (AFP) Jesus Lizana, da Universidade de Oxford, principal autor do estudo.

"A necessidade de adaptação ao calor extremo é mais urgente do que se estimava anteriormente", enfatizou. "Novas infraestruturas precisam de ser construídas nos próximos anos, como sistemas de arrefecimento passivo ou ar condicionado sustentável", acrescentou.

A exposição prolongada ao calor extremo, muitas vezes chamado de "assassino silencioso", pode sobrecarregar a capacidade de adaptação do organismo, causando tonturas, dores de cabeça ou mesmo a morte.

A procura de energia para refrigeração aumentaria drasticamente nos países em desenvolvimento, que enfrentariam as consequências mais graves para a saúde.

Índia, Filipinas e Bangladesh estariam entre os países com maior número de pessoas afetadas.

A alteração mais significativa das temperaturas que exige alguma forma de refrigeração, ar condicionado ou ventoinhas, afetaria os países tropicais e equatoriais, particularmente em África.

Mas o Laos e o Brasil também estão entre as nações mais afetadas, juntamente com a República Centro-Africana, a Nigéria e o Sudão do Sul.

"Os mais desfavorecidos são também os que mais vão sofrer com esta tendência de aumento dos dias quentes", sublinhou Radhika Khosla, coautora do estudo.

Mas os países mais ricos, que atualmente gozam de um clima temperado, "também enfrentam um grande problema - mesmo que muitos deles ainda não se apercebam disso".

Embora o Canadá, a Rússia e a Finlândia possam observar uma diminuição do número de dias que requerem aquecimento, também irão sofrer um aumento, ainda que moderado, do número de dias mais quentes, para os quais não estão preparados.

"Os países ricos não podem simplesmente esperar e assumir que tudo vai correr bem. Em muitos casos, estão perigosamente impreparados para o calor que se avizinha nos próximos anos", alertou Jesus Lizana.

Sismo no noroeste da China obriga mais de 20 mil pessoas a sair de casa preventivamente... As primeiras inspeções após o abalo revelaram o aparecimento de fendas em edifícios, pelo que os residentes em zonas de maior risco foram retirados.

Por sicnoticias.pt 

Mais de 20 mil pessoas foram retiradas na sequência do terramoto de magnitude 5,5 que abalou na segunda-feira a província de Gansu (noroeste da China), apesar de não haver registo de vítimas mortais.

O sismo registou-se na vila de Diebu -- prefeitura autónoma tibetana de Gannan -- às 14:56 (06:56, em Lisboa), a uma profundidade de 10 quilómetros, com epicentro localizado nas coordenadas 34,06 graus de latitude norte e 103,25 graus de longitude este, segundo o Centro de Redes Sismológicas da China.

As primeiras inspeções após o abalo revelaram o aparecimento de fendas em edifícios, pelo que se organizou o realojamento dos residentes em zonas de maior risco enquanto se avalia a extensão completa dos danos, avançaram as autoridades locais citadas pela agência noticiosa oficial Xinhua.

O fornecimento de energia e água, assim como as comunicações, não foi afetado, de acordo com as mesmas fontes.

Para a zona afetada deslocaram-se cerca de 350 elementos de equipas de emergência, resgate e técnicos em prevenção de desastres, enquanto os organismos estatais de gestão de emergências ativaram o nível IV de resposta.

Utilizadores das redes sociais em localidades próximas afirmaram ter sentido o abalo, embora não tenham sido divulgadas imagens de danos significativos.

A província de Gansu, situada no oeste do país, encontra-se numa das zonas sísmicas mais ativas da China, devido à fricção entre as placas tectónicas euro-asiática e indiana, especialmente em áreas próximas aos Himalaias e ao planalto tibetano.

O oeste chinês, que inclui também regiões como Xinjiang, Qinghai e o Tibete, regista frequentemente movimentos sísmicos de magnitude média, embora o impacto costume ser limitado devido à baixa densidade populacional em amplas zonas montanhosas.

Em dezembro de 2023, um forte terramoto de magnitude 6,2 em Gansu e na vizinha província de Qinghai causou mais de 150 mortos e avultados danos materiais, num dos sismos mais mortíferos registados na China nos últimos anos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Primeiro-ministro sueco defende criação de "NATO europeia"... O primeiro-ministro sueco defendeu a opção de se criar uma NATO europeia, em resposta às dúvidas suscitadas pela intenção declarada dos Estados Unidos de assumirem o controlo da Gronelândia, território semiautónomo da Dinamarca.

Por LUSA 

"Há quem, quando pensa na NATO, pense nos Estados Unidos, mas eu penso Dinamarca, Finlândia, Noruega, nos três Estados bálticos, na Polónia, Alemanha e Reino Unido. Toda a nossa parte do mundo está ligada por uma estreita cooperação no âmbito da NATO. Queremos construir a nossa NATO europeia", afirmou Ulf Kristersson numa entrevista à televisão pública sueca STV, transmitida na noite de domingo.

O chefe do Governo sueco defendeu assim a necessidade de "assumir e reforçar o controlo" da Suécia". 

"Vamos fazê-lo, entre outras formas, através dos países da NATO", indicou, lembrando que a Aliança Atlântica é composta por 32 países aliados. 

"Todos os países aliados estão convencidos de que o Artigo 5, o de 'todos por um e um por todos', continua a ser muito, muito forte. Todos gostaríamos de uns Estados Unidos cujas ações fossem diferentes", acrescentou.

Durante a entrevista, o dirigente escandinavo lembrou que a Suécia tem participado "em todas as discussões, também na Europa, que dizem respeito ao armamento nuclear" - Estocolmo não dispõe dele -, desde que o país aderiu à NATO.

Kristersson não quis avançar pormenores concretos, mas confirmou que estão em curso conversações sobre a capacidade nuclear com as potências nucleares europeias, França e Reino Unido.


Leia Também: Rutte diz que UE não se conseguirá defender sem EUA: "Continuem a sonhar"

O secretário-geral da NATO considerou hoje que a Europa não se conseguiria defender sem os Estados Unidos, salientando que o desenvolvimento de uma Defesa autónoma no continente necessitaria de um investimento de 10% do PIB por Estado-membro.



Há um massacre em curso no Irão? Em apenas dois dias terão morrido 30 mil pessoas... Sabe-se pouco sobre os protestos no Irão, mas as últimas informações apontam que o número de mortos seja 10 vezes superior ao avançado pelo Governo iraniano. Apesar das restrições na internet, muitos são os vídeos que circulam nas redes sociais.

Por  Sicnoticias.pt

O número de mortos nas manifestações no Irão pode ser 10 vezes superior ao avançado pelo Governo. Em apenas dois dias terão morrido pelo menos 30 mil pessoas na repressão aos protestos. A confirmar-se, este será um dos massacres mais mortais da história.

Cerca de 30 mil pessoas podem ter sido mortas nas ruas do Irão durante os dias 8 e 9 de janeiro, segundo dados avançados pela revista Time, que vão ao encontro dos divulgados pela Iran International, uma página independente ligada à oposição.

Informação que contradiz os dados oficiais divulgados pelo Governo iraniano, que dão conta de 3.100 mortos.

A falta de acesso à informação faz com que seja difícil confirmar estes números. Os relatos são escassos, mas os que surgem são dramáticos. O diretor de um hospital oftalmológico em Teerão diz que só no dia 9 de janeiro foram atendidas cerca de 1.000 pessoas.

Trump tem ameaçado Teerão com uma intervenção desde o início dos protestos, e na semana passada anunciou o envio de uma gigante frota para o país.

Em contrapartida, as autoridades iranianas responderam que estão mais prontas do que nunca para um ataque e colocaram até um cartaz numa praça central de Teerão onde pode ler-se: "Quem semeia ventos, colhe tempestades".

Entretanto, o filho do Presidente do Irão, que é também conselheiro do Governo, pediu o fim das restrições à internet. Yousef Pezeshkian considera que manter o bloqueio vai criar ainda mais insatisfação e diz que a divulgação das imagens que demonstram a violência da repressão é algo que as autoridades iranianas terão de enfrentar mais cedo ou mais tarde.


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O porta-aviões USS Abraham Lincoln chegou ao Médio Oriente, intensificando a presença militar dos Estados Unidos na região face às crescentes tensões com o Irão, confirmou hoje o Comando Central das Forças Armadas norte-americanas (CENTCOM).


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Os Emirados Árabes Unidos (EAU) não permitirão que futuros ataques contra o Irão sejam lançados a partir do seu território, declarou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Abu Dhabi.


Hamas denuncia escalada de bombardeamentos e ações israelitas... O movimento radical palestiniano Hamas, autor dos ataques de 07 de outubro de 2023, em Israel, denunciou hoje que o exército israelita intensificou os bombardeamentos e incursões militares na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo em vigor.

Por LUSA 

Apesar do cessar-fogo acordado entre as partes e em vigor desde 10 de outubro de 2025, sob o patrocínio de Estados Unidos da América, Egito, Qatar, Turquia e Arábia Saudita, o grupo armado palestiniano reclama que Israel viola constantemente a trégua, "deixando centenas de mártires e milhares de feridos devido aos ataques aéreos e de artilharia, demolições e disparos".

"A ocupação continua a guerra e o assédio apesar das reuniões e conversações sobre a paz, o [futuro] Conselho, as mediações, os encontros. Não parou o derramamento de sangue do nosso povo em Gaza nem a destruição do que resta, numa operação de limpeza étnica à vista de todo o mundo", disse o porta-voz do Hamas, Hazem Qasem.

O mesmo responsável palestiniano acrescentou que os ataques israelitas acontecem no meio de uma onda de frio extremo no enclave -- que já fez também dezenas de mortos -, pois existem restrições à entrada de ajuda humanitária.

O que para o Hamas são violações do cessar-fogo para Israel são ações específicas dirigidas a alvos "terroristas", que implicam a "ameaça" às suas tropas, estacionadas na denominada "linha amarela", em cerca de 53% daquele território palestiniano.

O Hamas condenou recentemente a inclusão do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no Conselho da Paz, promovido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e que integra mais de 50 chefes de Estado ou de Governo de todo o mundo.

O acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza constituiu a primeira fase do plano de paz proposto pelo Presidente norte-americano.

Esta fase da trégua envolveu a retirada parcial do exército israelita para a denominada "linha amarela" demarcada pelos Estados Unidos, linha divisória entre Israel e a Faixa de Gaza, a libertação de 20 reféns vivos em posse do Hamas e de 1.968 prisioneiros palestinianos.

O cessar-fogo visa pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.

No entanto, desde 10 de outubro de 2025, mais de 466 palestinianos foram mortos por fogo israelita na Faixa de Gaza, segundo as autoridades locais, e a segunda fase do plano, agora em curso, continua a ser marcada por mortes quase diárias de palestinianos em ataques israelitas.

A retaliação de Israel ao ataque de 2023 do Hamas fez, até agora, em Gaza, mais de 71.500 mortos - entre os quais mais de 20.000 crianças - e mais de 172.000 feridos, na maioria civis, segundo números atualizados (com as vítimas das violações do cessar-fogo por Israel) pelas autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

Detenção de Simões Pereira na Guiné-Bissau é "ilegalidade"... O economista guineense Carlos Lopes classificou hoje a detenção do opositor Domingos Simões Pereira e outros, na Guiné-Bissau, como uma ilegalidade que deve ser contestada em qualquer fórum internacional.

Por LUSA 

"Penso que a prisão de Domingos Simões Pereira e de outros se trata de uma ilegalidade, tem de ser posta em causa em qualquer fórum internacional e espero que a libertação dele e dos outros presos políticos na Guiné-Bissau ocorra o mais depressa possível", referiu à Lusa, na cidade da Praia, Cabo Verde.

Segundo referiu, tal prisão trata-se de "uma afronta moral, por se tratar não só de uma ilegalidade, mas também de uma privação de liberdade" sem justificação, "nem a nível oficial".

Carlos Lopes recordou que participou com Simões Pereira no projeto Terra Ranka, apresentado à comunidade internacional, demonstrando que "havia grande possibilidade de mobilização de recursos para desenvolver a Guiné-Bissau", mas que "infelizmente não pôde ser levado a cabo".

Agraciado, hoje, com o prémio Amílcar Cabral pela Universidade de Cabo Verde (UniCV), o economista foi questionado pela plateia e referiu que a Guiné-Bissau é um de "16 países africanos que organizaram eleições nos últimos três anos excluindo os opositores".

A Guiné-Bissau espelha também outra tendência: "um crescimento muito alto e, muitas vezes, em países que são extremamente mal governados. E é o caso da Guiné-Bissau. Temos um crescimento que anda à volta dos 4% por ano", com acesso a crédito através do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), que o Estado pode transformar "em viagens privadas de um Presidente. E o PIB cresce". 

"O crescimento é baseado pura e simplesmente num consumo que não tem nada de transformador", explicou.

"O Governo da Guiné-Bissau tem uma qualidade tão medíocre, é de uma afronta a todos os princípios institucionais básicos que não merece muita consideração", acrescentou, lamentando a falta de atenção dada ao seu país na arena global.

África é rica em juventude, mas, segundo Carlos Lopes, são jovens que dão prioridade a objetivos imediatos, algo que pode ser aproveitado por derivas autoritárias, porque, fazer política "para longo prazo, concebida com racionalidade, não mobiliza os jovens" como aquilo que desejam imediatamente.

O economista guineense, antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), foi uma das mais recentes vozes a pedir a libertação de Domingos Simões Pereira.

Na sexta-feira, o Presidente angolano, João Lourenço, exigiu a "libertação incondicional" do presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), detido na sequência do golpe militar de 26 de novembro de 2025, na Guiné-Bissau, um dia antes da divulgação dos resultados eleitorais das eleições de 23 de novembro.

Também na última semana, o Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, apelou à liberdade para os presos políticos na Guiné-Bissau, "sobretudo de Domingos Simões Pereira", defendendo diálogo para garantir a democracia.

Os militares têm respondido, classificando os apelos como "ingerências externas" nas questões políticas guineenses.

Simões Pereira está detido e incomunicável desde o dia do golpe, sem acusação formada.


Leia Também: África pode contribuir para multilateralismo diferente na atual rutura

O economista guineense Carlos Lopes disse hoje na cidade da Praia, Cabo Verde, que África pode contribuir ativamente para construir um multilateralismo diferente do que aquele que historicamente penalizou o continente, perante a atual rutura da ordem internacional.


Leia Também: O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira, recebeu em audiência a Coordenadora Residente das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Geneviève Boutin.

O encontro que contou com a presença da Secretária de Estado da Cooperação Internacional e das Comunidades, Fatumata Jau, serviu para o Chefe da Diplomacia e a Coordenadora Residente das Nações Unidas avaliarem a situação dos projetos em curso no país, financiados pela organização


Greenpeace contesta UE por troca de gás russo por norte-americano... A organização não-governamental (ONG) ambientalista Greenpeace contestou hoje a substituição na União Europeia (UE) das importações de gás russo por norte-americano, considerando que ambos os países são liderados por autocratas.

Por  LUSA 

Num protesto organizado junto à sede do Conselho da UE, a Greenpeace contesta os planos do bloco "para substituir o gás russo por gás dos EUA", alertando que "corre o risco de desenvolver dependências perigosas de outros autocratas como [o Presidente dos EUA] Donald Trump se os combustíveis russos forem substituídos por outras importações, em vez de passar a utilizar 100% de energia renovável".

A UE comprometeu-se a importar 750 mil milhões de dólares (cerca de 720 mil milhões de euros) em produtos energéticos dos EUA como parte de um acordo para evitar a imposição de tarifas adicionais pela Casa Branca a importações do bloco europeu.

Os 27 adotaram hoje formalmente a proibição das importações do gás da Rússia que decorrerá gradualmente até à proibição total 2027 e prevê sanções a infratores.

Com os votos contra da Hungria e República Checa e a abstenção da Bulgária, o Conselho da UE decidiu que as importações pelos Estados-membros de gás canalizado russo serão reduzidas gradualmente até à proibição no início de 2027 e as de gás natural liquefeito (GNL) ficarão interditas no outono desse ano.

Na sequência da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e da utilização da energia como arma, os líderes da UE acordaram, na Declaração de Versalhes de março de 2022, eliminar gradualmente a dependência dos combustíveis fósseis russos o mais rapidamente possível. Consequentemente, as importações de gás e petróleo da Rússia para a UE diminuíram significativamente nos últimos anos.

No entanto, segundo dados de Bruxelas, embora as importações de petróleo tenham caído para menos de 3% em 2025, em resultado do atual regime de sanções, o gás russo ainda representaram cerca de 13% das importações do bloco em 2025, num valor superior a 15 mil milhões de euros por ano.

Importações de gás russo estão formalmente proibidas na UE... A União Europeia (UE) adotou hoje formalmente a proibição das importações do gás da Rússia que decorrerá gradualmente até 2027 e prevê sanções a infratores.

Por  LUSA 

Com os votos contra da Hungria e República Checa e a abstenção da Bulgária, o Conselho da UE decidiu que as importações pelos Estados-membros de gás canalizado russo serão reduzidas gradualmente até à proibição no início de 2027 e as de gás natural liquefeito (GNL) ficarão interditas no outono desse ano.

A proibição das compras de gás à Rússia começa a aplicar-se dentro de seis semanas e contempla um período de transição para os contratos existentes após o qual os 27 Estados-membros terão de verificar onde é produzido o gás que importarem.

Segundo um comunicado do Conselho, o incumprimento das novas regras pode resultar em sanções máximas de, pelo menos, 2,5 milhões de euros para pessoas singulares e, pelo menos, 40 milhões de euros para empresas, ou seja, pelo menos 3,5% do volume de negócios anual total da empresa a nível mundial, ou 300% do volume de negócios estimado da transação.

Até 01 de março de 2026, os países da UE devem preparar planos nacionais para diversificar o abastecimento de gás e identificar potenciais desafios na substituição do gás russo.

Para tal, as empresas serão obrigadas a notificar as autoridades e a Comissão Europeia sobre quaisquer contratos de gás russo ainda em vigor.

Os Estados-membros que ainda importam petróleo russo também terão de apresentar planos de diversificação, uma vez que o executivo comunitário planeia apresentar uma proposta semelhante visando o petróleo.

Na sequência da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e da utilização da energia como arma, os líderes da UE acordaram, na Declaração de Versalhes de março de 2022, eliminar gradualmente a dependência dos combustíveis fósseis russos o mais rapidamente possível. Consequentemente, as importações de gás e petróleo da Rússia para a UE diminuíram significativamente nos últimos anos.

No entanto, segundo dados de Bruxelas, embora as importações de petróleo tenham caído para menos de 3% em 2025, em resultado do atual regime de sanções, o gás russo ainda representaram cerca de 13% das importações do bloco em 2025, num valor superior a 15 mil milhões de euros por ano.

O Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, presidi à cerimónia de celebração do Dia Internacional das Alfândegas, sob o lema: “Uma alfândega que protege a sociedade pela sua vigilância e engajamento”.

EUA: Nova Iorque abre centros de aquecimento após declarar estado de emergência... A cidade não registava níveis de frio e neve tão intensos há pelo menos oito anos, levando as autoridades a reforçar os alertas à população.

Por sicnoticias.pt

Em Nova Iorque, foi declarado o estado de emergência devido à forte tempestade de neve e gelo que está a atingir grande parte dos Estados Unidos. As autoridades locais estão a abrir centros de aquecimento para apoiar a população mais vulnerável, numa altura em que o frio intenso está a provocar fortes perturbações no quotidiano da cidade.

De acordo com a correspondente da SIC, Marta Moreira, já se acumularam cerca de 30 centímetros de neve, prevendo-se ainda a queda de mais 10 centímetros ao longo das próximas horas.

Este agravamento das condições meteorológicas tem afetado significativamente a rotina dos nova-iorquinos, com várias lojas encerradas e limitações nos transportes públicos. As autoridades apelam à população para que permaneça em casa e evite deslocações desnecessárias.

Apesar das recomendações, algumas pessoas deslocaram-se aos parques da cidade para aproveitar a neve de forma recreativa. No entanto, os responsáveis reforçam que as condições atmosféricas continuam a ser perigosas.

No sábado, cinco pessoas foram encontradas mortas. As autoridades estão a investigar se as mortes estão relacionadas com o frio extremo e a tempestade de neve que tem atingido o país.

Entretanto, foram já abertos dez centros de aquecimento distribuídos pelos cinco bairros de Nova Iorque, sobretudo destinados à população em situação de sem-abrigo.

Há pelo menos oito anos que a cidade não enfrentava um episódio de frio e neve desta intensidade, o que leva as autoridades a apelarem a uma cautela redobrada.

Pelo menos 17 mil voos cancelados

A tempestade está a afetar não só Nova Iorque, mas também várias outras cidades e estados norte-americanos.

As aulas desta segunda-feira foram canceladas em diversas localidades, milhares de casas estão sem energia elétrica e os supermercados registam prateleiras vazias, devido ao receio de escassez de alimentos caso a tempestade se prolongue.

Em todo o país, cerca de 17 mil voos foram cancelados, e estima-se que dois terços da população dos Estados Unidos estejam a ser afetados por este fenómeno meteorológico extremo.

Canadá não vai assinar acordo comercial com a China após ameaças de Trump... O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou hoje que não tem qualquer intenção de assinar um acordo de comércio livre com a China, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado impor tarifas de 100% se assinasse.

Por  LUSA 

"De acordo com o USMCA [acordo comercial trilateral que inclui o México, o Canadá e os Estados Unidos], estamos empenhados em não procurar acordos de comércio livre com economias não de mercado sem notificação prévia. Não temos qualquer intenção de o fazer com a China ou qualquer outra economia não de mercado", explicou hoje Carney à imprensa, citado pela agência Efe.

As suas declarações surgem um dia depois de Trump ter afirmado nas redes sociais que, se o Canadá concordar com um acordo de comércio livre com a China, irá impor "uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadianos que entrem nos Estados Unidos".

Carney especificou que o objetivo dos acordos assinados durante a sua recente visita a Pequim é "corrigir alguns problemas que surgiram nos últimos anos" no comércio com o gigante asiático em setores como a agricultura, as pescas e os veículos elétricos.

O líder canadiano salientou ainda que Otava acabara de concordar com uma quota anual máxima de 49.000 de automóveis elétricos para entrar no Canadá com tarifas reduzidas.

"Isto está totalmente de acordo com o acordo USMCA, com as nossas obrigações, que respeitamos profundamente ao abrigo deste acordo", acrescentou o primeiro-ministro canadiano.

Questionado hoje na televisão sobre a razão pela qual Trump, que há menos de dez dias tinha manifestado apoio a um acordo entre o Canadá e a China, atacou subitamente Otava, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, pareceu aludir ao recente discurso de Carney no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.

"Não tenho a certeza do que o primeiro-ministro Carney está a fazer, além de tentar parecer virtuoso aos seus amigos globalistas em Davos. Não creio que esteja a fazer o melhor pelo povo canadiano", disse Bessent em entrevista à ABC, também citada pela agência Efe.

No seu discurso em Davos, Carney afirmou que as potências médias devem trabalhar em conjunto para resistir à intimidação e à coerção económica das grandes potências.

Embora nunca tenha mencionado Trump nominalmente, muitos analistas sugerem que as suas palavras podem ter irritado o presidente norte-americano.

Por sua vez, Bessent enfatizou à ABC que Otava é obrigada a cumprir o USMCA e manifestou apoio à imposição de tarifas de 100% sobre o Canadá caso o país vizinho se torne "uma porta de entrada para os chineses inundarem os Estados Unidos com os seus produtos baratos".

Congelar pão pode trazer benefícios (inesperados) para a saúde... Há quem compre o pão em quantidade e o guarde no congelador de maneira a evitar desperdício alimentar e a prolongar o seu tempo de vida. Mas sabia que isto pode trazer benefícios para a saúde? Especialistas revelaram ao Huffington Post quais.

Por noticiasaominuto.com 

O pão é um dos alimentos chave para muitas pessoas, mas sabia que a forma como o guarda pode influenciar os benefícios para a saúde?

Talvez faça parte do grupo que guarda o pão à temperatura ambiente ou mesmo no frigorífico (prática pouco recomendada, uma vez que o deixa mais seco), no entanto, o recomendado é colocar o pão no congelador. 

Para além de evitar desperdício alimentar, uma vez que o pão dura mais tempo quando armazenado desta forma, congelá-lo pode trazer benefícios significativos para a saúde intestinal, para os níveis de açúcar no sangue e digestão. Tal acontece por causa de uma alteração natural no amigo através de um processo chamado retrogradação.

A ciência que explica a retrogradação do pão

O amido é um tipo de carboidrato encontrado em alimentos como o pão, batatas e grãos, absorvendo humidade e formando uma espécie de gelatina quando cozinhado com água.

A nível molecular, o amido é composto por dois polímeros de glicose: amilose e amilopectina.

Segundo o que a nutricionista Avery Zenker revelou ao jornal Huffington Post, o calor do cozimento rompe as ligações de hidrogénio que mantêm as moléculas de amido compactadas numa estrutura cristalina, permitindo que a amilose e a amilopectina se tornem mais acessíveis às enzimas digestivas.

À medida que o pão arrefece após ser cozinhado, estes amidos começam a reorganizar-se. "Durante a retrogradação, algumas moléculas de amido realinham-se e formam novas estruturas cristalinas que são mais difíceis para o corpo digerir e absorver, daí o nome 'amido resistente'", notou a nutricionista. 

A quantidade de amido resistente que se forma no pão pode variar, dependendo de fatores como o tipo de trigo, o modo como o pão é processado, os ingredientes utilizados e o método de cozimento.

Benefícios de amido resistente para a saúde

As mudanças de temperaturas a que o pão é sujeito - antes e depois de ser congelado - leva a que o pão produza uma resposta glicémica maior do que o congelado.

Um estudo apurou que torrar o pão depois de congelá-lo e descongelá-lo reduz ainda mais a resposta da glicose. Como o amido resistente não é absorvido pela corrente sanguínea, acaba por fazer pouco efeito no açúcar no sangue, algo positivo para as pessoas com diabetes tipo 2.

"O amido resistente atrasa a absorção de outros carboidratos na corrente sanguínea", revelou Zenker. "Como menos carboidratos dos alimentos são absorvidos, o impacto no açúcar no sangue é atenuado, reduzindo os picos de glicose e insulina. Isso contribui para um nível constante de energia ao longo do dia, ajudando a prevenir quedas bruscas de açúcar e promovendo a sensação de saciedade", completa.

Para além disto, destacam-se ainda benefícios para a saúde intestinal, uma vez que o amido resistente chega intacto ao cólon, onde vai alimentando as bactérias intestinais. 

Há ainda evidências de que o amido resistente pode promover a sensação de saciedade. "Indiretamente, o amido resistente pode impactar a saciedade e o açúcar no sangue, aumentando a produção de GLP-1 no intestino", afirmou a nutricionista. 

Benefícios não se aplicam apenas ao pão...

Para além do pão, existem outros alimentos que adquirem amido resistente quando são levados ao frigorífico. É o caso do arroz, da massa e das batatas. 

A nutricionista Sarah Glinski recomendou que alimentos como as batatas devem ser guardados no frigorífico até três dias, descartando a congelação uma vez que pode afetar o sabor. 

Já em relação ao arroz e a massa, a escolha deverá ser feita consoante a perspetiva de consumo, uma vez que no congelador poderão durar até três meses.


Existem alguns sinais de alerta que pode indicar que os seus rins não estão a funcionar da melhor forma. O melhor é perceber o que está a acontecer para evitar problemas mais tarde.


Um novo estudo revela que a vitamina B1, comum em muitos alimentos, pode influenciar a frequência com que as pessoas vão à casa de banho. A pesquisa foi realizada por investigadores da LUM University, que analisaram dados genéticos e de saúde de mais de 268 mil pessoas.

Após morte pelo ICE, Clinton e Obama instam americanos a manifestarem-se... O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton instou os norte-americanos a manifestarem-se, denunciando as "cenas horríveis" em Minneapolis, onde duas pessoas foram mortas pela polícia.

Por  LUSA 

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton instou os norte-americanos a manifestarem-se, denunciando as "cenas horríveis" em Minneapolis, onde duas pessoas foram

"Cabe a todos nós que acreditamos na promessa da democracia norte-americana manifestarmo-nos", disse no domingo o ex-líder democrata, acusando o Governo do Presidente Donald Trump de mentir sobre as duas mortes.

Também o antigo presidente norte-americano Barack Obama já tinha reagido, considerando a morte de mais um cidadão norte-americano por agentes da polícia anti-imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) uma "tragédia desoladora" e apelando a uma reação face ao que considera serem ataques perpetrados contra os valores fundamentais dos Estados Unidos.

"Cabe a cada cidadão levantar-se contra a injustiça, de proteger as nossas liberdades fundamentais, e responsabilizar o nosso Governo", refere Barack Obama, num comunicado citado pela agência de notícias France Presse, no qual acusa a Administração de Donald Trump de estar "ansiosa por agravar a situação".

Agentes da ICE mataram no sábado de manhã um homem na cidade de Minneapolis, estado do Minnesota (centro-norte).

Mais tarde ficou a saber-se que se tratava de Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, um enfermeiro de cuidados intensivos da Administração de Veteranos, departamento governamental que lida com assuntos dos antigos militares.

Alex Pretti era um cidadão norte-americano, nascido no estado do Illinois (centro). Tal como Renee Good, morta em 07 de janeiro, Pretti não tinha antecedentes criminais e a família contou à agência de notícias Associated Press (AP) que nunca tinha tido interações com a polícia, excetuando algumas multas de trânsito.

Entretanto, as autoridades federais norte-americanas anunciaram que o agente que matou a tiro Pretti tem oito anos de experiência na Patrulha Fronteiriça dos Estados Unidos (USBP, na sigla em inglês) e "possui vasta formação como agente de segurança em campos de tiro e como agente especializado no uso de armas não letais".

Um alto funcionário da USBP, Greg Bovino, numa conferência de imprensa em Minneapolis no sábado, referiu que o tiroteio aconteceu às 09:05 (15:05 em Lisboa), quando agentes realizavam uma operação contra um "imigrante indocumentado", chamado José Huerta Chuma, que "tinha antecedentes de violência doméstica e perturbação da ordem pública".

Durante a operação, "um homem aproximou-se dos agentes da patrulha fronteiriça com uma pistola semiautomática de nove milímetros, os agentes tentaram desarmá-lo, mas este resistiu violentamente", relatou Bovino, acrescentando que, "temendo pela sua vida e dos seus companheiros, um agente disparou em legitima defesa".

Vários vídeos analisados pela AP, que mostram um agente ICE a disparar contra Pretti, após uma altercação de cerca de 30 segundos, contradizem essa versão.

Nos vídeos, o cidadão é visto apenas com um telemóvel na mão, descreve a agência. Durante a luta, os agentes descobriram que ele estava na posse de uma pistola semiautomática de 9 mm e abriram fogo com vários tiros.

De acordo com a família, o enfermeiro possuía uma arma, para a qual tinha licença de porte oculto no Minnesota, mas nunca o viram a usá-la.

A tensão no estado de Minnesota e os protestos aumentaram após a morte, em 07 de janeiro, de Renee Good, cidadã norte-americana de 37 anos e mãe de três filhos, que foi baleada por um agente da ICE quando conduzia, embora o Governo de Donald Trump a acuse de "terrorismo interno".

Além disso, a detenção de vários menores, entre eles uma criança de 5 anos que permanece detida com o pai num centro de detenção em San Antonio, Texas (sul), aumentou a indignação de muitos cidadãos, que acusam a ICE de abuso.

O presidente da Câmara de Minneapolis, Jacob Frey, o chefe da polícia local, Brian O'Hara, e o governador do Minnesota, o democrata Tim Walz, já pediram ao Presidente norte-americano para pôr fim às operações na cidade.


Leia Também: Trump atribui mortes pelo ICE em Minneapolis a "caos de democratas"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu a morte a tiro de dois cidadãos norte-americanos, pela polícia anti-imigração este mês em Minneapolis, ao "caos provocado pelos democratas".