terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Número de baixas na guerra da Ucrânia atingirá 2 milhões em 2026... O total de soldados russos e ucranianos mortos, feridos ou desaparecidos desde o início da guerra na Ucrânia deverá, ao ritmo atual, atingir dois milhões na primavera de 2026, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Por LUSA

Um estudo do CSIS divulgado hoje indica que quase 1,2 milhões de soldados russos e cerca de 600.000 soldados ucranianos morreram, ficaram feridos ou estão desaparecidos, desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O número total de baixas de ambos os países ronda assim 1,8 milhões, e previsivelmente atingirá os 2 milhões este ano, refere o estudo.

Segundo o CSIS, nenhuma grande potência sofreu um número de baixas ou mortes sequer próximo destes números em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial, o que, considera, demonstra o declínio da Rússia como potência.

"Estão a pagar um preço extraordinário por ganhos mínimos", aponta o centro.

Esta última contagem é divulgada após as reuniões entre ucranianos e russos na sexta e no sábado em Abu Dhabi, com mediação norte-americana, para avançar para um acordo que ponha fim ao conflito.

Ambas as partes esperam realizar novas reuniões com este mesmo formato tripartido nos próximos dias.

O estudo do CSIS também assinala uma notável lentidão dos avanços das forças russas no campo de batalha, citando, por exemplo, a ofensiva em Pokrovsk (Donetsk), onde os russos conquistaram território a uma velocidade média de 70 metros por dia.

Desde janeiro de 2024, a Rússia teria conquistado menos de 1,5% do território ucraniano.

O CSIS alerta ainda para uma deterioração sustentada da economia russa, com uma queda da produção industrial e dados de inflação que permanecem elevados.

"A Rússia está a tornar-se numa potência económica de segunda ou terceira categoria", afirma o estudo.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  


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O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Andri Sibiga, esclareceu hoje que, além da questão territorial, o controlo da central nuclear de Zaporijia está pendente nas negociações de paz entre Kyiv e a Rússia.


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