quinta-feira, 2 de julho de 2026

As coligações API Cabas Garandi e PAI - Terra Ranka enviam uma carta aberta à CEDEAO, explanando a realidade política guineense.

Por  PAIGC 2023  2 Julho 2026



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Os partidos da oposição na Guiné-Bissau acusaram hoje a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) de parcialidade e ainda de legitimar a revisão da Constituição do país feita por militares que assumiram o poder desde novembro.

Grupo de 38 moçambicanos legais agredido em ataques xenófobos na África do Sul... Seis mulheres, uma delas grávida, no grupo de 38 moçambicanos legais que foi agredido e obrigado a sair das suas casas na África do Sul. Uma mulher deu à luz na missão de repatriamento que a acolheu.

ESTELA SILVA/LUSA O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reconheceu o agravamento da xenofobia na África do Sul  Por  Agência Lusa   02 jul. 2026

O Presidente moçambicano disse esta quinta-feira que 38 cidadãos moçambicanos residentes legalmente na África do Sul foram agredidos e expulsos das suas casas em ataques xenófobos, enquanto o Governo prossegue o repatriamento dos nacionais afetados.

“Em Benoni Town, na província de KwaZulu-Natal, tivemos 38 cidadãos moçambicanos que foram agredidos e obrigados a abandonar as suas casas. E estes já não são aqueles que estão lá ilegalmente. São os moçambicanos que estão lá legalmente”, disse o Presidente da República, Daniel Chapo, em resposta a perguntas de jornalistas.

Entre os cidadãos agredidos contam-se “seis mulheres, uma das quais em estado de gravidez”, referiu o chefe do Estado moçambicano, acrescentando que o grupo era composto por residentes em situação migratória regular.

O Gabinete de Informação de Moçambique informou esta quinta-feira, em comunicado, que prossegue o processo de assistência e repatriamento de cidadãos moçambicanos afetados pelos atos de xenofobia registados em várias províncias da África do Sul.

Segundo o documento, o Alto Comissariado de Moçambique em Pretória repatriou na quarta-feira 287 cidadãos moçambicanos, dos 336 inicialmente acolhidos nas suas instalações, permanecendo atualmente sob assistência consular outros 63 cidadãos provenientes de Joanesburgo e da província de North West, cujo repatriamento está em preparação.

O gabinete acrescenta que uma cidadã moçambicana, encaminhada pela polícia sul-africana para o Alto Comissariado, deu à luz nas instalações da missão diplomática, tendo sido posteriormente transferida para o Hospital Steve Biko, onde permanece sob cuidados médicos.

“O Alto Comissariado prestou a devida assistência à mãe e ao recém-nascido”, refere.

Na província de KwaZulu-Natal, o Consulado de Moçambique em Durban repatriou 60 cidadãos através do posto fronteiriço da Ponta do Ouro, enquanto, na província de Limpopo, 67 moçambicanos continuam sob assistência consular na esquadra de Groblersdal, aguardando a conclusão da triagem para posterior repatriamento.

“As missões diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul continuam a acompanhar a situação e a prestar assistência aos cidadãos afetados”, acrescenta.

Os episódios de violência contra estrangeiros levaram o Governo moçambicano a reforçar a assistência consular e as operações de repatriamento dos cidadãos afetados, mantendo o acompanhamento da situação através das representações diplomáticas e consulares na África do Sul.

O antigo Presidente moçambicano Armando Guebuza considerou esta quinta-feira a xenofobia na África do Sul um momento de “turbulência” para o continente, pedindo união na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para acabar com a crise.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reconheceu na quarta-feira o agravamento da xenofobia na África do Sul, na sequência de incidentes violentos envolvendo cidadãos moçambicanos, e garantiu existirem condições logísticas para o repatriamento e acolhimento das vítimas.


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Atos de violência e intimidação registados durante as manifestações anti-imigrantes ocorridas esta terça-feira no país.

Portugal: Quatro detidos e cerca de 4 toneladas de droga apreendidas em Setúbal... Na mesma ação, foram apreendidas duas embarcações e 10 jerricãs, quatro deles ainda com combustível no seu interior. As autoridades apuraram também que um dos detidos se encontra em processo de expulsão do território nacional.

© GNR    Por  Notícias ao Minuto   02/07/2026 

Quatro homens foram detidos e cerca de quatro toneladas de droga e duas embarcações foram apreendidas, no passado sábado, pela Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) através do Destacamento de Controlo Costeiro de Lisboa da Guarda Nacional Republicana.

Em comunicado enviado às redações esta quinta-feira, a GNR detalha que apreendeu duas embarcações de fibra, 101 fardos de haxixe e 10 jerricãs na madrugada do dia 27 de junho. Os quatro homens, com idades compreendidas entre os 26 e os 66 anos, também foram detidos nessa altura.

Entretanto, na noite de ontem, o Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (SIVICC) detetou uma embarcação de alta velocidade (EAV) a navegar em direcção à barra de Setúbal. 

"Através da monitorização permanente dos movimentos da embarcação, identificou-se um transbordo de carga entre esta embarcação e duas outras, o que indiciava a prática do crime de tráfico de estupefacientes", indica a mesma missiva.

Nesse sentido, a Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras levou a cabo uma "acção concertada" entre as suas componentes marítima, terrestre e aérea, acabando por interceptar uma das embarcações. Um dos ocupantes foi detido e o produto estupefaciente e combustível no seu interior foram apreendidos.

Segundo a GNR, a segunda embarcação "tentou a fuga, mas os meios projectados conseguiram interceptar a mesma junto à península de Tróia, deter os seus tripulantes e apreender a embarcação, o produto estupefaciente e o combustível no seu interior".

Ao todo, nesta ação, foram apreendidas duas embarcações de fibra, 101 fardos de haxixe (estimando-se 40 kg por cada fardo, estima-se que a quantidade total seja de quatro toneladas) e 10 jerricãs, quatro deles ainda com combustível no seu interior.

Mais tarde, as autoridades apuraram que um dos detidos se encontra em processo de expulsão do território nacional. Este e os outros três homens detidos vão apresentados ao Tribunal Judicial de Setúbal ainda esta quinta-feira para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

"Além dos meios do Destacamento de Controlo Costeiro de Lisboa, esta acção contou ainda com meios do Destacamento de Vigilância Aérea e do Destacamento de Vigilância Móvel", esclarece a GNR, que garante que vai manter a "vigilância permanente da costa portuguesa, reforçando o dispositivo operacional com vista à prevenção e ao combate da criminalidade transfronteiriça, nomeadamente o tráfico de estupefacientes e outras atividades ilícitas associadas à utilização da via marítima".


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Um homem, de 22 anos, foi detido pela GNR, em Beja, por suspeitas de tráfico de droga, tendo sido apreendidas mil doses de heroína, revelou hoje aquela força de segurança.

"Paciência de Trump não é ilimitada. Irão deve cumprir obrigações"... O embaixador norte-americano junto da ONU avisou hoje o Irão que a "paciência do Presidente Donald Trump não é ilimitada" e garantiu que Washington não permitirá que a república islâmica continue a manter a economia mundial refém.

© ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP via Getty Images    Por LUSA   02/07/2026 

"O Irão não pode, e nós não podemos permitir, que mantenha a economia mundial como refém. Muitos civis inocentes em todo o mundo estão a ser afetados", disse Mike Waltz numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, referindo que a agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) constatou, esta semana, que o encerramento do Estreito de Ormuz pelo Irão terá efeitos duradouros em 61 economias em desenvolvimento.

Waltz afirmou que o regime iraniano impediu a passagem de todos os navios pelo Estreito de Ormuz, independentemente de transportarem "fertilizantes para agricultores na África, ajuda humanitária para o Sudão, combustível para o Japão ou se estavam ou não envolvidos no conflito".

O Irão deve cessar os seus ataques contra os países vizinhos e deixar essa via navegável internacional aberta para todos, apelou o diplomata norte-americano

"Não posso enfatizar o suficiente a possibilidade de uma oportunidade transformadora e positiva real para a nação e povo do Irão, mas a paciência do Presidente Trump não é ilimitada. O mundo não pode continuar a sofrer, o Irão deve cumprir as suas obrigações perante este Conselho (...) e o mundo deve responsabilizar este regime", acrescentou.

Apesar das conquistas e acordos diplomáticos, incluindo um memorando de entendimento assinado há duas semanas entre Teerão e Washington, "o Irão ainda não demonstrou ao mundo um nível básico de decência e respeito", argumentou Waltz, contestando o argumento de que o Irão retaliou apenas contra alvos militares.

O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se hoje de emergência a pedido do Bahrein, para abordar os ataques iranianos contra o seu país,

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid al Zayani, desde 28 de fevereiro - data em que os EUA e Israel lançaram uma guerra contra o Irão - o seu país sofreu um total de 808 ataques iranianos, que envolveram 203 mísseis balísticos e 605 drones armados.  

Por sua vez, o embaixador iraniano junto da ONU, Amir Saeid Iravani, acusou o homólogo norte-americano de recorrer a mentiras e desinformação contra o Irão, "numa tentativa desesperada de justificar os atos ilegais de agressão dos EUA".

Em plena negociação, e juntamente com o regime israelita, os Estados Unidos "traíram a diplomacia duas vezes" e lançaram duas guerras de agressão contra o Irão, em flagrante violação da Carta da ONU e do direito internacional, afirmou o diplomata iraniano.

"O Irão é a principal vítima das guerras de agressão lançadas pelos Estados Unidos e pelo regime israelita. Os papéis de vítima e agressor não devem ser invertidos", enfatizou Iravani.  

O diplomata também rejeitou as imputações feitas pelo representante do Bahrein e alguns membros do Conselho, acusando-os de não abordarem a causa principal da crise atual e de ignorarem a "agressão ilegal cometida contra o Irão". 

"Os vossos dois pesos e duas medidas e comportamento hipócrita estão a privar-vos de qualquer credibilidade para dar lições aos outros", criticou.

Amir Saeid Iravani disse também que a presença de bases militares norte-americanas e a interferência estrangeira na região do Golfo Pérsico só resultam em insegurança. 

"A prioridade deve ser a plena implementação do memorando de entendimento e a continuação das negociações para um acordo abrangente", defendeu, enfatizando que o Conselho de Segurança deve apoiar esse processo, incentivar o pleno cumprimento do acordo e "abster-se de ações provocativas que possam prejudicar a diplomacia ou agravar ainda mais as tensões".

A reunião de hoje ocorre em plena ronda de negociações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos no Qatar para abordar a execução do memorando de entendimento assinado no passado dia 17 de junho.


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O Bahrein exigiu hoje que Teerão acabe imediatamente com os ataques contra o seu território, pedindo ao Conselho de Segurança da ONU um mecanismo eficaz para monitorizar a aplicação do memorando de entendimento iraniano-americano e para garantir a responsabilização.

"Rússia receberá uma resposta pelo ataque de hoje a Kyiv; não há dúvida"... O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu hoje responder ao ataque em grande escala lançado durante a madrugada pelas forças russas contra Kyiv, que provocou pelo menos 21 mortos e 85 feridos.

© Benjamin Girette/Bloomberg via Getty Images   Por LUSA  02/07/2026 

"A Rússia receberá uma resposta pelo ataque de hoje a Kyiv; não há dúvida disso", assegurou Zelensky durante uma visita ao bairro de Darnytsia, uma das zonas da capital ucraniana atingida pelos bombardeamentos, citado pela agência de notícias RBC.

Segundo o chefe de Estado ucraniano, a Rússia lançou cerca de 500 drones e mais de 70 mísseis balísticos contra a Ucrânia, tendo a maioria dos projéteis sido direcionada para Kyiv, no que classificou como um dos maiores ataques desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

Moscovo afirmou que os alvos escolhidos eram exclusivamente de natureza militar e justificou a operação como uma resposta aos recentes ataques ucranianos de longo alcance contra infraestruturas energéticas e industriais em território russo.

Na sequência do ataque, Zelensky voltou a insistir na necessidade de reforçar a defesa antiaérea da Ucrânia.

"O fornecimento de equipamento de defesa aérea à Ucrânia é uma prioridade absoluta e crucial", escreveu o líder ucraniano nas redes sociais.

Zelensky reiterou igualmente o interesse de Kyiv em celebrar um acordo de licenciamento com os Estados Unidos para fabricar, em território ucraniano, mísseis destinados ao sistema de defesa antiaérea Patriot.

"Estas são as medidas que podem travar esta guerra e prevenir ataques como este", afirmou Zelensky.


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A ONU condenou hoje os bombardeamentos russos contra Kyiv e a normalização do assassínio de civis, num momento em que o número de mortes civis aumentou 40% em comparação com 2025.

Trump veste-se de médico e ataca celebridades em novo vídeo de IA. Veja... Donald Trump voltou a utilizar a Inteligência Artificial desta vez para criticar várias celebridades de Hollywood, que já se mostraram publicamente contra as suas políticas. No vídeo, o presidente norte-americano aborda a "Síndrome de Loucura devido a Trump", apresentando um plano para a sua 'cura'.

© @realDonaldTrump/Truth Social    Por  Notícias ao Minuto   02/07/2026 

O presidente dos Estados Unidos voltou a usar a Inteligência Artificial (IA) para atacar os seus críticos e desta vez, decidiu ir atrás de algumas das estrelas mais conhecidas de Hollywood. 

Num vídeo de 1:30, Donald Trump aparece com uma bata de médico e um estetoscópio à volta do pescoço

“Você ou alguém que conhece foi diagnosticado com TDS?”, questiona o chefe de Estado no vídeo, referindo-se ao “Trump Derangement Syndrone” que, em português pode ser traduzido para algo como “Síndrome de Loucura devido a Trump”.

“Os sintomas podem ser impiedosos, mas felizmente eu sou o doutor Trump e tenho um plano de tratamento”, continua a versão gerada por IA do presidente norte-americano, passando depois a palavra a alguns dos seus “pacientes”.

A primeira a aparecer é a atriz e comediante Rosie O’Donnel que, através da ferramenta de inteligência artificial diz sofrer de TPS há já “uma década”, mas que, agora, sob o tratamento de Trump consegue “ver alguns resultados”.

O discurso é repetido, de forma semelhante, por deepfakes de John Leguizamo e Whoopi Goldberg, antes de regressar a Donald Trump.

“Não tinha a certeza se ia conseguir ajudar algumas destas pessoas. Já estavam tão perdidas que não podia ter a certeza”, diz a imagem de Trump, enquanto uma música de tom triste toca no fundo.

Depois, é seguido pelo ator Edward Norton, que, pela voz da IA afirma que a TPS afetou a sua vida, e o seu trabalho: “Mal me reconheço. Precisava de ajuda”.

Logo de seguida, é a vez do lendário ator de Hollywood Robert De Niro, e, por fim, Julia Roberts.

O vídeo termina com Donald Trump a dizer que “o tratamento é simples: desligar as fake news e rezar”. “E se alguma vez se sentir ansioso bebam uma coca-cola zero como eu e vão notar numa diferença significativa nas vossas vidas”, conclui.

Ao longo do seu segundo mandato, Donald Trump tem acusado várias pessoas de sofrerem deste síndrome, tendo mesmo chegado ao ponto de alegar, durante uma conferência de imprensa na Sala Oval, que tinha ouvido que “era mesmo uma doença”.

O termo, segundo o The Independent, é uma variação de “Bush Derangement Syndrome” utilizado pela primeira vez pelo colunista Charles Krauthammer em 2003. A síndrome era descrita pelo mesmo como um “aparecimento agudo de paranóia em pessoas, de resto normais, em reação às políticas, à presidência - ou melhor, à própria existência - de George W. Bush”.

4 de Julho de 2026 - UCCLA estará presente no MIMO Festival em Guimarães

UCCLA estará presente no MIMO Festival em Guimarães

A cidade de Guimarães recebe, até 5 de julho, o MIMO Festival, um dos mais relevantes festivais internacionais dedicados à música e à cultura, que faz da música uma ponte entre culturas, territórios e gerações. O Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, marcará presença no Fórum de Ideias, que terá lugar no próximo dia 4 de julho, às 12 horas.

Subordinado ao tema “Representantes institucionais e agentes culturais do universo lusófono - A Música move o mundo lusófono”, o Fórum de Ideias terá início às 11 horas e reunirá representantes institucionais, agentes culturais e personalidades de diferentes geografias do espaço lusófono para refletirem sobre o papel da música enquanto instrumento de aproximação entre povos, culturas e territórios. O Fórum de Ideias decorrerá no Centro Internacional de Artes José de Guimarães.

A edição de 2026 do MIMO organiza-se em dois momentos complementares: o MIMO Festival de Cinema, dedicado exclusivamente a filmes sobre música, e o MIMO Festival, que integra uma programação internacional de concertos, fóruns de ideias, workshops e outras experiências culturais. Ao longo dos dias, Guimarães transforma-se num palco aberto à criação artística, ao diálogo intercultural e ao encontro entre públicos de diferentes gerações.

Nesta edição, o festival ocupa alguns dos mais emblemáticos espaços da cidade, nomeadamente o centro histórico classificado como Património Mundial da UNESCO e a Colina Sagrada, integrando locais como o Campo de São Mamede e o Paço dos Duques de Bragança. Igrejas, praças, largos e equipamentos culturais acolherão concertos, cinema, debates, oficinas, roteiros culturais e atividades dirigidas a públicos de todas as idades.

A entrada em todas as atividades é gratuita.

Programação do MIMO Festival - https://www.uccla.pt/sites/default/files/2026-06/MIMO-Guimaraes_Programacao_Completa.pdf 

Sobre o MIMO Festival

Criado no Brasil há mais de duas décadas, o MIMO Festival afirma-se como um dos principais festivais internacionais de música e cultura, promovendo o encontro entre diferentes linguagens artísticas, culturas e públicos.

Em 2026, o festival celebra 10 anos de edições em Portugal, inaugurando um novo capítulo em Guimarães. Ao longo da sua história, realizou mais de 65 edições em 14 cidades, reuniu um público superior a dois milhões de pessoas e contou com a participação de mais de quatro mil músicos, mantendo como princípio essencial o acesso gratuito à cultura.

Ao longo do seu percurso, o MIMO passou por cidades brasileiras como Olinda, Recife, Paraty, Ouro Preto, Tiradentes, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Portugal, iniciou a sua presença em 2016, em Amarante, consolidando desde então uma forte ligação ao território português e reforçando a circulação cultural entre Brasil e Europa.

Ao longo da sua trajetória, o festival percorreu cidades brasileiras como Olinda, Recife, Paraty, Ouro Preto, Tiradentes, Rio de Janeiro e São Paulo, e iniciou a sua presença internacional em 2016, em Amarante (Portugal), estabelecendo uma relação sólida e contínua com o território português. Ao completar uma década em Portugal, o MIMO amplia sua atuação e reafirma o seu compromisso com a circulação cultural entre Brasil e Europa.

Como refere Lu Araújo, idealizadora e diretora do festival: “Realizar um festival gratuito com essa dimensão nos dias de hoje é um ato de resistência e compromisso com a cultura. Acreditamos na arte como ferramenta de transformação social - e é isso que nos move.”

Site do MIMO Festival: https://mimofestival.com/2026/guimaraes/

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

Avenida da Índia n.º 110, 1300-300 Lisboa, Portugal | Tel. +351 218 172 950 | 

uccla@uccla.pt | www.uccla.pt Facebook Linkedin | Youtube | Instagram | Twitter |ISSUU

@Faladepapagaio

Um desentendimento entre vendedores da Feira de Crintim de Bandim tem gerado preocupação entre os comerciantes... Alguns apelam aos colegas que abandonaram os seus espaços de venda para regressarem, enquanto vendedores ao interior do recinto, afirmam que não existem condições adequadas para retomarem as suas atividades dentro do mercado, alegando falta de organização, segurança e infraestruturas.

Técnicos estagiários do Hospital Nacional Simão Mendes suspendem greve por duas semanas

Por  RDN Guiné Bissau

BISSAU, 2 jul 2026 (RDN) - Os técnicos estagiários do Hospital Nacional Simão Mendes decidiram suspender, por um período de duas semanas, a paralisação que vinham a cumprir, concedendo um voto de confiança ao Governo de Transição.

O anúncio foi feito esta quinta-feira à RDN pelo coordenador do coletivo, Amadu Baldé, que explicou que a decisão resulta do entendimento alcançado com o executivo, no âmbito das negociações em curso.

Amadu Baldé apelou a todos os técnicos estagiários para regressarem aos seus postos de trabalho, afirmando que a suspensão da greve visa salvaguardar o interesse da população, enquanto prosseguem as conversações com o Governo.

Os técnicos estagiários reivindicam a integração na função pública e o pagamento dos subsídios em atraso.

Jovem morre electrocutado após tocar em poste de iluminação pública no bairro de Bôr, em Bissau

Por  RDN Guiné Bissau 

Bissau, 2 Jul 2026 (RDN) - Um jovem morreu electrocutado na madrugada desta quinta-feira, após entrar em contacto com um poste de iluminação pública no bairro de Bôr, junto à entrada da clínica local, em Bissau.

Segundo relatos de moradores, a vítima, alegadamente técnico do Hospital Militar, regressava a casa quando tocou no poste, que, de acordo com a população, apresentava descargas eléctricas há cerca de dois anos. O jovem morreu no local.

Indignados, os moradores acusam a Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) de negligência, alegando que a empresa já havia sido alertada, por diversas vezes, para o perigo que o poste representava.

Os residentes denunciam ainda a existência de outro poste em risco iminente de queda na mesma zona e exigem uma intervenção urgente da EAGB para evitar novos acidentes.

A RDN apurou que, na sequência do acidente, a EAGB deslocou uma equipa técnica ao local, que já iniciou os trabalhos para eliminar o risco e reforçar a segurança da população.

Ataque russo massivo fez pelo menos 13 mortos em Kyiv... Pelo menos 13 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas num ataque maciço lançado hoje pelas forças russas contra Kiev, de acordo com um novo balanço provisório do serviço de emergências da Ucrânia.

© Getty Images    POR LUSA   02/07/2026 

Um balanço anterior das autoridades locais dava conta de oito mortos e 34 feridos.

O presidente da Câmara de Kyiv, Vitali Klichko, indicou na plataforma de mensagens Telegram que se registaram danos materiais em edifícios residenciais e outras infraestruturas civis em cinco áreas da capital. Além disso, estimou que 70 pessoas foram já hospitalizadas.

A Rússia atacou a capital ucraniana esta madrugada com várias salvas de drones e mísseis. As explosões dos impactos e das interceções por parte das defesas aéreas ucranianas ressoaram por toda a cidade nas primeiras horas do dia.

Na quarta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou que a Rússia estava a preparar um ataque maciço e pediu à população que não ignorasse os alarmes antiaéreos e se dirigisse para os abrigos assim que as sirenes soassem.

A Rússia ataca a Ucrânia há vários dias com um número invulgarmente baixo de drones e mísseis, o que levou alguns observadores a suspeitar que estivesse a acumular armamento para lançar outro grande ataque como o de hoje.


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A conversa teve lugar em 30 de junho e o respetivo conteúdo foi divulgado esta quinta-feira pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês

Mais de 10 mil detidos em cinco dias: EUA intensificam caça a imigrantes para deportação

Alex Pretti a ser pulverizado com gás-pimenta @(CNN) 

As detenções ocorreram durante controlos de imigração, inspeções de trânsito e operações nas vias públicas

Os serviços de imigração norte-americanos detiveram mais de 10.000 pessoas em cinco dias, duplicando o ritmo de detenções registadas no início do ano, no âmbito de uma estratégia para intensificar a aplicação das leis de imigração.

Segundo o New York Times esta quarta-feira, que cita documentos internos e entrevistas com funcionários federais, a direção do Serviço de Imigração e Controlo Aduaneiro (ICE) ordenou recentemente aos seus responsáveis regionais para redobrarem os esforços para localizar e deter imigrantes passíveis de deportação.

As detenções ocorreram durante controlos de imigração, inspeções de trânsito e operações nas vias públicas.

O número de detenções passou de cerca de 1.000 por dia no início deste ano para cerca de 2.000 por dia, uma meta que, segundo três funcionários citados pelo jornal, foi transmitida aos agentes a pedido da Casa Branca.

Um deles alertou, no entanto, que não é claro por quanto tempo esse nível de atividade poderá ser mantido.

Ao contrário de operações anteriores amplamente divulgadas em cidades como Chicago ou Los Angeles, o recente aumento das detenções tem ocorrido de forma mais discreta, sem grandes mobilizações públicas, depois de a Administração do Presidente Donald Trump ter alterado a estratégia, na sequência das críticas suscitadas por operações de grande impacto nos meses anteriores, referiu o jornal.

O aumento das detenções ocorre enquanto Trump insiste em acelerar a política de deportações em larga escala, uma das principais promessas do segundo mandato.

A ofensiva em matéria de imigração coincide ainda com decisões recentes do Supremo Tribunal, que ampliaram a margem de manobra do Executivo nesta matéria, embora tenham limitado a tentativa de pôr fim à cidadania por nascimento para filhos de imigrantes indocumentados e visitantes temporários.

Guerra na Ucrânia já causou mais de 2 milhões de vítimas... A guerra causada pela invasão russa da Ucrânia já causou mais de dois milhões de vítimas russas e ucranianas, juntando mortos, feridos e desaparecidos, segundo um estudo divulgado na quarta-feira nos EUA.

© SERGEY BOBOK/AFP via Getty Images    Por  LUSA   02/07/2026

Os russos foram quem sofreram as perdas mais pesadas, com entre 400 mil a 450 mil mortos, entre 1,4 milhões de vítimas nas suas fileiras, desde o início da invasão, há quatro anos, avançou o Center for Strategic and International Studies (CSIS, Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais).

Os militares ucranianos, por seu lado, já perderam 125 mil efetivos. E entre 525 mil e 625 mil dos seus soldados foram feridos.

O número de mortes russas é mais do quádruplo das sofridas pelos militares dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial, considerando todos os conflitos em que estiveram envolvidos, e mais de nove vezes o número de mortes sofridas pelos russos, considerando os mesmos termos de comparação.


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A capital ucraniana foi o principal alvo da ofensiva russa, que também atingiu outras regiões do país e provocou dezenas de feridos.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

No Relatório Mundial de Doações da Charities Aid Foundation (CAF) de 2026, a Nigéria foi oficialmente classificada como a nação mais generosa do mundo.

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 A Nigéria foi oficialmente classificada como a nação mais generosa do mundo na edição mais recente do Relatório Mundial de Doações (World Giving Report) da Charities Aid Foundation (CAF).

Os principais destaques do estudo incluem:

Porcentagem de doação: Os nigerianos doam uma média de \(2,8\%\) de sua renda para caridade, causas religiosas ou pessoas necessitadas.

Metodologia: O ranking é baseado em pesquisas com mais de 60.000 pessoas em 105 países e exclui dinheiro doado a familiares e amigos.

Contexto regional: A liderança no ranking é impulsionada pela cultura comunitária e pela solidariedade, que se mantêm fortes mesmo em meio a severas crises de custo de vida e inflação.

Panorama global: A Charities Aid Foundation (CAF) observou que a maioria dos países no topo da lista está concentrada na África e na Ásia, onde dar é visto como uma norma comunitária e não como uma exceção.

Você pode acompanhar os dados completos e explorar outras análises de generosidade ao redor do globo diretamente na plataforma da World Giving Report.

@Relatório Mundial de Doações da Charities Aid Foundation (CAF) 

Parlamento israelita começa a limitar uso de altifalantes nas mesquitas... O Parlamento israelita, a Knesset, aprovou hoje numa primeira leitura um projeto de lei promovido pelo partido de extrema-direita do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que endurece as restrições para uso de altifalantes nas mesquitas.

© Reuters    Por LUSA  01/07/2026 

A medida é considerada pelos seus opositores como uma tentativa de discriminar a minoria muçulmana do país.

A câmara aprovou com 50 votos a favor e 36 contra uma iniciativa legislativa apresentada pelo deputado Zvika Fogel, da formação de extrema-direita Otzma Yehudit (Poder Judaico), que exigiria às mesquitas ter obter permissões para utilizar altifalantes, e autorizava a Polícia a entrar nesses templos para deter eventuais infrações e aplicar multas administrativas em caso de incumprimento, que variam entre 10.000 e 50.000 xéquios (2.900 a 4.400 euros, respetivamente).

Os defensores do projeto de lei, que ainda terá de passar por debates em comissão da especialidade e outras três votações antes de se tornar lei, insistem que se trata de travar o "ruído excessivo", dado que os muçulmanos utilizam altifalantes nas mesquitas para realizar a chamada para a oração cinco vezes por dia.

De facto, Fogel garantiu perante o plenário que a sua proposta não é uma "questão política".

"Assim como a lei se aplica a salas de eventos, empresas privadas, fábricas e locais de culto de todos os tipos, também deve ser aplicada aqui com a mesma severidade", considerou.

Ben Gvir, por sua vez, celebrou o resultado da votação e denunciou que os residentes em zonas próximas de mesquitas têm sofrido com aquele ruído excessivo durante anos. "Durante anos e anos reinou a anarquia. A governação começa pelo ruído", afirmou, segundo o 'The Jerusalem Post'.

Já os opositores ao projeto de lei, que incluem partidos da oposição e formações árabes, denunciam que a iniciativa é dirigida, na prática, a cidadãos árabes e muçulmanos e atenta contra a liberdade religiosa e de culto.

Neste sentido, o presidente do partido árabe-israelita Lista Árabe Unida, Mansur Abbas, chamou a proposta de "racista e antirreligiosa" e lamentou que uma formação como o Shas (ultra-ortodoxo) tenha aderido a ela.

"É muito dececionante e condenável. Esperávamos que um partido religioso agisse de acordo com o espírito do versículo: 'Não maltratarás o estrangeiro nem o oprimirás, porque também fostes estrangeiros na terra do Egito'", afirmou em declarações recolhidas pelo portal de notícias Ynet.


Milhões de americanos com 60 anos ou mais estão presos a dívidas estudantis, acumulando um saldo médio superior a $42.000. Com a aposentadoria chegando, muitos são forçados a continuar trabalhando para quitar os empréstimos ou correm o risco de ter seus benefícios da Previdência Social penhorados

A ALA DA UNTG LIDERADA POR LAUREANO DA COSTA EXIGE ATUALIZAÇÃO SALARIAL E DEFENDE INDEPENDENCIA SINDICAL NA GUINÉ-BISSAU

 Rádio Sol Mansi   01/06/2026 

Uma das direções da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), liderada por Laureano Pereira, exigiu esta quarta-feira ao Estado da Guiné-Bissau, a atualização da tabela salarial dos trabalhadores.

A exigência foi apresentada na sessão de abertura da primeira Assembleia-Geral Integrante da Federação das Organizações dos Trabalhadores Marítimos da Guiné-Bissau, realizada em Bissau

Em representação de Laureano Pereira, Eusébio Có defendeu que o futuro lider da Federação deve manter a independência da organização sindical, caso pretenda exercer um sindicalismo sério e credível Segundo afirmou, os sindicatos devem manter distância do Governo, considerando que a ideia de que "o Governo é parceiro do sindicato" não passa de uma simples camuflagem. RD

Por sua vez, o técnico do Gabinete Jurídico do Ministério das Pescas, Nosolino Mendonça, em representação do ministro da tutela, recordou que, no âmbito do Acordo de Parcena no domínio das Pescas entre a União Europeia e a República da Guiné-Bissau, cada embarcação autorizada a pescar ao abrigo do protocolo, é obrigado a empregar marinheiros guineenses a bordo.

Eusébio Có apelou ainda aos parceiros para que cumpram na prática, os compromissos assumidos e implementem os acordos assinados, em benefício dos trabalhadores do setor marítimo.

Refira-se que apenas um candidato concorreu à liderança da Federação das Organizações dos Trabalhadores Maritimos da Guiné-Bissau, cuja eleição deverá decorrer ainda hoje no âmbito desta assembleia-geral.

FORÇAS ARMADAS ANUNCIAM REALIZAÇÃO DE EXECÍCIOS MILITARES PARA QUINTA-FEIRA NA ESCOLA DE FORMAÇÃO MILITAR EM CUMERÉ

Por Rádio Sol Mansi  01.07.2026 

O Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) informou que irá realizar, na quinta-feira, 2 de julho, um exercício militar no Centro de Formação Militar "General Biaguê Clussé Na N'Tan", localizado na Secção de Cumeré, Setor de Nhacra.

De acordo com um comunicado divulgado pela Assessoria de Imprensa do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), durante o exercício serão utilizados materiais exclusivamente destinados ao treino e à preparação combativa das tropas, não representando qualquer ameaça para a população.

Face à movimentação militar prevista, o EMGFA apela aos residentes da Secção de Cumeré, do Setor de Nhacra e das localidades vizinhas para que mantenham a calma e a tranquilidade, sublinhando que a atividade faz parte do programa regular de capacitação operacional das Forças Armadas.

A instituição reafirma o seu compromisso permanente com a defesa da integridade territorial da Guiné-Bissau, a proteção da soberania nacional e a garantia da segurança da população.

terça-feira, 30 de junho de 2026

África do Sul: Pelo menos 51 moçambicanos com casas queimadas em ataques... Manifestantes sul-africanos incendiaram hoje residências de pelo menos 51 moçambicanos e saquearam os seus bens na sequência dos ataques xenófobos naquele país vizinho, com as autoridades a tentarem repatriar as vítimas.

© Lusa    30/06/2026 

"Pelo menos 51 cidadãos moçambicanos viram as suas residências incendiadas e perderam todos os seus bens na região de Mamelodi, em Pretória, no contexto da escalada de tensão associada ao dia 30 de junho, data apontada por grupos anti-imigração na República da África do Sul como prazo para a saída de cidadãos estrangeiros em situação migratória irregular", lê-se num comunicado do Gabinete de Informação de Moçambique (Gabinfo), divulgado hoje.

Segundo o órgão estatal, as vítimas encontram-se sob proteção policial, estando já em curso diligências para o seu repatriamento a Moçambique, apontando ainda que continuam a ser reportados casos de intimidação e agressões contra cidadãos moçambicanos na região de Durban e outras áreas adjacentes daquele país africano, "obrigando muitos a abandonar temporariamente as suas residências"

"O dia foi marcado por um ambiente de elevada tensão, reforço das medidas de segurança pública e manifestações localizadas em várias províncias daquele país", refere o Gabinfo.

Manifestantes anti-imigração sul-africanos deram até 30 de junho, terça-feira, para todos os estrangeiros abandonarem o país e o Governo da África do Sul anunciou nos últimos dias restrições às políticas migratórias e o reforço da segurança.

O Gabinfo avança ainda que continuam a registar-se incidentes isolados de agressão, intimidação e deslocações forçadas de cidadãos estrangeiros, embora, reconhece, a violência generalizada temida pelas autoridades "não se tenha materializado à escala prevista".

As manifestações ocorreram em Joanesburgo, Pretória, Cabo Ocidental, North West e KwaZulu-Natal, com forte presença policial, indica a fonte, descrevendo que em várias cidades, os estabelecimentos comerciais permaneceram encerrados e os transportes públicos funcionaram de forma condicionada, quando as missões diplomáticas de Moçambique acompanham a situação e continuam a prestar assistência às vítimas.

Ainda hoje, o antigo estadista moçambicano Joaquim Chissano instou aos cidadãos nacionais para legalizarem a documentação como condição primordial para a trabalhar ou viver na vizinha África do Sul, assegurando a disponibilidade do Governo para apoiar no processo.

"Posso aconselhar aqueles moçambicanos que realmente pensem em recomeçar as suas vidas, mesmo se tiverem que voltar à África do Sul, mas que se possam legalizar e o Estado está pronto para ajudar nisso (...) com passaporte e negociações com o Governo [sul-africano]", disse Joaquim Chissano.

O antigo Presidente moçambicano criticou a violência pelos manifestantes, apesar de reconhecer a legitimidade das exigências, até porque, explicou, as mesmas estão em vigor em Moçambique.

Na terça-feira, o Governo moçambicano admitiu desafios relativos ao repatriamento e reintegração de cidadãos nacionais vítimas de xenofobia na vizinha África do Sul, quando nove moçambicanos já foram mortos e 738 repatriados devido aos ataques.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul. Inúmeras comunidades de imigrantes foram repatriadas pelos próprios países, como Moçambique ou a Nigéria, e a África do Sul foi alvo de críticas internacionais por xenofobia. Os incidentes mais graves dos últimos tempos ocorreram no final de 2019, com 18 estrangeiros mortos, segundo dados da organização Human Rights Watch.

Moçambique tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul. A Presidência indicou, em comunicado, que "milhares" já regressaram ao país face à violência.


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O encerramento do prazo estipulado por manifestantes para a saída de estrangeiros sem documentos provocou saques, vandalismo e a reação da polícia com balas de borracha e veículos táticos

Negociações entre Cuba e EUA "não mostram qualquer progresso"... O Governo cubano afirmou hoje não existir qualquer progresso nas negociações entre Havana e Washington, num momento em que os Estados Unidos continuam a pressionar a ilha com sanções.

© Lusa    30/06/2026 

"As negociações entre os governos de Cuba e dos Estados Unidos não mostram qualquer progresso", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, em conferência de imprensa. 

Havana "continua disposta ao diálogo e a uma solução pacífica [para resolver] as divergências" com Washington, reiterou.

"Estamos dispostos ao diálogo, sem ilusões, sabendo que a atitude dos Estados Unidos e do Departamento de Estado (...) deve ser analisada à luz dos factos e dos atos, e os atos são o bloqueio energético e as medidas adicionais do bloqueio", acrescentou Rodríguez.

O ministro anunciou ter pedido a realização de um debate a 07 de julho na Assembleia-geral das Nações Unidas sobre as sanções norte-americanas.

O debate não deverá ser seguido de uma votação.

"Cuba denunciará as ações agressivas do governo norte-americano contra o nosso país, nomeadamente a ameaça de uma agressão militar direta", acrescentou o chefe da diplomacia cubana.

"É urgente, pois a agressão multidimensional do governo norte-americano contra Cuba já está em curso e está a intensificar-se", sublinhou.

As relações entre os Estados Unidos e Cuba tornaram-se consideravelmente tensas desde o início do ano, nomeadamente desde que Washington capturou o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Havana, e suspendeu a comercialização de petróleo da Venezuela para Cuba.

Washington promulgou, desde então, novas sanções contra empresas e dirigentes cubanos.

O Presidente norte-americano considerou que a ilha, situada a cerca de 150 quilómetros da costa da Flórida (sudeste), representa "uma ameaça extraordinária" para a segurança dos Estados Unidos.

Donald Trump ameaçou por diversas vezes que deseja assumir o controlo da ilha e vários membros da sua administração, como o vice-presidente, JD Vance, referiram que a atenção de Washington vai recair sobre Havana depois de terminado o conflito com o Irão.

Cuba atravessa uma profunda crise energética desde meados de 2024, agravada desde janeiro pelo bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos, uma medida considerada pelas Nações Unidas como contrária ao direito internacional e que paralisou quase totalmente a sua economia. 

Para tentar remediar a crise económica, Havana adotou, a 18 de junho, um pacote de medidas sem precedentes a favor da economia de mercado, o que representa uma revolução no modelo económico da ilha desde a adoção do comunismo há quase 70 anos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano precisou ainda que no próximo dia 27 de outubro terá lugar a votação do projeto de resolução que pede ao fim do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, como já é tradição na Assembleia-geral da ONU.

A votação desta resolução não vinculativa contra as sanções dos Estados Unidos a Cuba já se realizou em 33 ocasiões anteriores e, nos últimos anos, tem contado com um apoio praticamente unânime da comunidade internacional. 


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A Prisoners Defenders declarou hoje ter documentado mais de 175 novos presos políticos em Cuba no primeiro semestre de 2026, dos quais 114 foram encarcerados por exercerem direitos de reunião, associação e liberdade de expressão.

Irão nega acesso dos inspetores da ONU a instalações nucleares... As autoridades iranianas reiteraram hoje que o acesso dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) às instalações nucleares atingidas por ataques dos Estados Unidos e de Israel "continua bloqueado".

© Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images   Por LUSA    30/06/2026 

Em declarações divulgadas pela estação de televisão IRIB, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, dirigiu duras críticas à agência da ONU e ao seu diretor-geral, Rafael Grossi. 

"A conselhamos Grossi a cumprir as suas funções com mais responsabilidade, em vez de se envolver em propaganda eleitoral", afirmou Baghaei, referindo-se à candidatura do diplomata argentino ao cargo de secretário-geral da ONU.

O memorando de entendimento assinado em 17 de junho por Estados Unidos e Irão, que suspendeu as hostilidades mais de três meses após o início do conflito entre os dois lados, estipula que Teerão não irá desenvolver armas nucleares.

O texto prevê também o estabelecimento de um mecanismo para processar os 'stocks' iranianos de urânio altamente enriquecido, "no mínimo, por um método de diluição no local sob a supervisão da AIEA".

Ao abrigo do memorando, as partes têm, a partir da assinatura do documento, 60 dias para negociar um acordo de paz definitivo.

O diretor da AEIA alertou na sexta-feira para a necessidade um sistema de verificação "muito robusto" e "o mais rapidamente possível" no Irão para garantir que o país não está a desenvolver armas nucleares.

"Acredito que o objetivo deste acordo é garantir que não há desenvolvimento de armas nucleares no Irão. O Governo iraniano afirmou muito claramente que não é essa a sua intenção", disse Grossi em conferência de imprensa no Japão, advertindo, no entanto, que "as intenções não bastam".

Antes dos primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel, na chamada guerra dos 12 dias contra a República Islâmica em junho do ano passado, a AIEA calculava que o Irão possuía cerca de 440 quilogramas de urânio enriquecido a 60%, um nível próximo dos 90% necessários para o fabrico de uma bomba.

Desde então, o destino destes 'stocks' permanece incerto, uma vez que as autoridades iranianas negam o acesso dos inspetores aos locais bombardeados.

Teerão tem sempre negado também o objetivo de desenvolvimento de armas atómicas, mantendo-se inflexível quanto ao seu direito de prosseguir um programa nuclear civil.

Depois de suspenderem a cooperação com a AIEA em julho de 2025, as autoridades iranianas concordaram em setembro com o regresso dos inspetores, que visitaram o Irão nos últimos meses, embora sem acesso aos locais bombardeados.

Segundo Rafael Grossi, a AIEA "mal começou" as discussões com o Irão sobre o futuro do seu 'stock' de urânio enriquecido.

Uma alternativa à diluição no local seria retirar o urânio enriquecido do Irão, sugeriu, opção também apoiada por Washington mas recusada por Teerão.

As negociações entre Irão e Estados Unidos, que têm sido mediadas pelo Paquistão com apoio de outros países do Médio Oriente, estão centradas no programa nuclear iraniano e no futuro do estreito de Ormuz, bem como no levantamento das sanções contra a República Islâmica e dos seus bens congelados no exterior.

O diálogo foi ameaçado nos últimos dias por ataques de ambos os lados, bem como pela continuação da ofensiva de Israel contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano, país abrangido pela trégua por exigência de Teerão.


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O Bahrein, Kuwait, Omã, Arábia Saudita, Qatar e os Emirados Árabes Unidos juntaram-se aos Estados Unidos na imposição de novas sanções contra o movimento xiita Hezbollah, que afetam cinco empresas e 16 pessoas envolvidas na estrutura financeira.

Tropas ficarão no Líbano enquanto Hezbollah ameaçar Israel, diz Netanyahu... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reiterou hoje, durante uma visita à zona controlada por Israel no sul do Líbano, que o exército permanecerá no local enquanto o movimento xiita Hezbollah ameaçar Telavive.

© Amos Ben Gershom/GPO via Getty Images   Por LUSA     30/06/2026 

"A nossa posição é clara: não sairemos do sul do Líbano enquanto a ameaça não desaparecer e enquanto o Hezbollah, armado, estiver presente aqui e nos ameaçar. Permaneceremos aqui", disse Netanyahu às tropas israelitas destacadas no sul do Líbano, de acordo com um vídeo divulgado pelo seu gabinete. 

"Dizemos ao Irão e ao Hezbollah: saiam daqui, já não têm lugar aqui. Há dois Estados soberanos que querem viver em paz, restabelecer uma realidade de segurança e prosperidade, tanto para os habitantes do norte de Israel como para os habitantes do Líbano", prosseguiu o governante israelita.

As declarações de Netanyahu surgem um dia depois do ministro da Defesa, Israel Katz, ter avisado que a ocupação israelita no Líbano era de "longo prazo", sublinhando que as forças de Telavive não se retirarão até que o Hezbollah, um aliado do regime iraniano, seja desarmado.

Na sexta-feira, Beirute e Telavive assinaram em Washington um acordo-quadro que prevê que o exército libanês restabeleça a sua "autoridade soberana efetiva em todo o território libanês, sob reserva do desarmamento verificado dos grupos armados não estatais".

Na prática, estipula que as forças armadas libanesas assumirão gradualmente o controlo de "zonas piloto" no sul do Líbano, como um passo preliminar para uma retirada gradual das tropas israelitas, que, durante, este conflito, expandiram as posições militares que já ocupavam no país.

O acordo-quadro prevê ainda a formação de grupos de trabalho conjuntos para concluir as negociações sobre um acordo permanente, bem como o compromisso do Líbano em exercer a plena soberania sobre todo o território e desarmar grupos armados não estatais, sobretudo o Hezbollah, que, além de se opor a estas conversações diretas, recusa entregar as suas armadas enquanto persistir a ameaça israelita.

O Líbano foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho desde o conflito anterior.

Desde 02 de março, pelo menos 4.247 pessoas morreram e cerca de 12.200 ficaram feridas, segundo a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que causaram também acima de um milhão de deslocados.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão, em fevereiro passado.


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Israel reforçou hoje o sistema de defesa antiaérea, após vários testes balísticos para melhorar as capacidades militares do país, com operações na Faixa de Gaza e no Líbano, apesar dos acordos de cessar-fogo.