domingo, 28 de junho de 2026

Acordo com Israel acabará com poder armado do Hezbollah, defende partido... O partido cristão Forças Libanesas, inimigo declarado do movimento xiita libanês Hezbollah, defendeu hoje o acordo entre o Líbano e Israel, afirmando que vai acabar com o poder armado do grupo no sul do país.

© KAWANT HAJU / AFP via Getty Images     Por  LUSA  28/06/2026 

O líder das Forças Libanesas, Samir Geagea, declarou que o acordo é o "passo político mais importante dado pelo Estado libanês em meio século", segundo um comunicado divulgado pela Agência Nacional de Notícias libanesa (NNA) e citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

Geagea afirmou que o objetivo do acordo é "tirar o Líbano e o povo libanês da situação trágica e das suas repercussões provocadas pelos sucessivos movimentos de 'resistência' no sul", numa clara referência ao Hezbollah.

"Este acordo-quadro não se limita à retirada dos israelitas do Líbano, permitindo que a população do sul regresse às suas casas e aldeias. Além disso, uma vez implementado, fechará definitivamente a ferida aberta no nosso sul, que afetou todos os libaneses", disse.

"Esta ferida aberta, ao contrário do que alegam as várias fações da chamada 'resistência', não contribuiu em nada para a causa palestiniana e destruiu repetidamente o Líbano", acrescentou.

As declarações do político surgem numa altura de grande polarização no país mediterrânico na sequência da assinatura, na passada sexta-feira, em Washington, do acordo negociado pelo Presidente libanês, Josef Aoun, em conjunto com o primeiro-ministro, Nawaf Salam.

O documento estipula que as Forças Armadas libanesas assumirão gradualmente o controlo de "zonas piloto" no sul do Líbano, como um passo preliminar para uma retirada gradual de Israel. A saída gradual das forças israelitas é condicionada ao desarmamento das milícias do pró-iraniano Hezbollah.

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, criticou duramente as autoridades libanesas no sábado, acusando-as de ultrapassarem "linhas vermelhas" com a assinatura do acordo, que descreveu como "uma humilhação, uma desgraça e uma rendição da soberania".

No mesmo dia, o presidente do parlamento do Líbano, Nahib Berri, lamentou que o pacto tenha desencadeado uma agitação interna e apelou à calma do povo libanês.

Desde 02 de março, pelo menos 4.240 pessoas morreram e cerca de 12.200 ficaram feridas nos ataques israelitas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde libanês. Os ataques obrigaram ainda à deslocação de mais de um milhão de pessoas.

Israel e o Hezbollah iniciaram desta vez os combates no seguimento da guerra no enclave palestiniano da Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.

Netanyahu diz levar "muito a sério" declarações de Erdogan contra Israel... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que leva "muito a sério" as declarações do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, contra Israel e garantiu que transmitirá as suas preocupações aos Estados Unidos.

© Getty Images/Ilia YEFIMOVICH/AFP      Por  LUSA    28/06/2026 

"Raramente passa um dia sem que Erdogan exija a destruição do Estado de Israel, levamos essas palavras muito a sério porque, se há algo que aprendemos com a história do nosso povo, é que quando alguém diz que nos pretende destruir, é preciso levá-lo a sério", afirmou Netanyahu, segundo declarações recolhidas pelo canal israelita 12.

"Chamaremos a atenção dos nossos amigos norte-americanos para estas palavras, não as estamos a ignorar", acrescentou o líder israelita.

Nos últimos anos, as hostilidades entre as autoridades de Israel e da Turquia têm vindo a aumentar, com trocas de acusações entre altos responsáveis de ambos os governos relativamente aos massacres em Gaza e às deficiências democráticas ou ao tratamento dado aos curdos.

Além disso, o Governo de Israel aprovou hoje o reconhecimento do genocídio arménio, durante o qual, entre 1915 e 1923, cerca de 1,5 milhões de arménios morreram às mãos do Império Otomano, segundo anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, que irá agora submeter esse reconhecimento ao parlamento para ratificação.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, negou que o reconhecimento constitua uma retaliação contra a Turquia, embora na imprensa local a medida tenha sido interpretada como um ato de reprovação.


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O exército israelita aprovou hoje a continuidade das operações militares no sul do Líbano, tendo feito novos ataques nesta região já depois do acordo anunciado entre os dois países.

Guiné Equatorial "não deveria fazer parte" da CPLP, dizem analistas... Analistas entrevistados pela Lusa no âmbito dos 30 anos da CPLP afirmaram que a Guiné Equatorial desrespeita os estatutos comunitários, mas integrar a organização legitimou o regime da família Obiang e permitiu ao país cessar o seu isolamento internacional.

© Lusa    28/06/2026 

"A Guiné Equatorial não está em condição de fazer parte de um organismo que se define pelos valores que as constituições dos outros países procuram elevar", afirmou Elísio Macamo, professor moçambicano numa universidade na Suíça.

"Aquele país, do ponto de vista de valores e de princípios, não deveria fazer parte desta Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP]", acrescentou o académico.

Para Tutu Alicante, ativista equato-guineense no exílio por ser 'persona non grata' no seu país, "aderir à CPLP ajudou a legitimar o regime da Guiné Equatorial", liderado pelo chefe de Estado, Teodoro Obiang, desde 1976. 

Além disso, na opinião do advogado que vive nos Estados Unidos da América, a família Obiang usou a organização para quebrar o isolamento internacional do regime.

No entanto, segundo o ativista, a Guiné Equatorial não cumpriu parte das tarefas que tinha aquando da sua adesão, segundo o roteiro que lhe foi imposto pela CPLP, como o investimento da língua portuguesa no país e a abolição da pena de morte.

"O português ainda não é falado nas ruas, exceto por uma pequena minoria de pessoas que conseguiu ir estudar para o Brasil, para Portugal ou talvez até para Angola", indicou.

Sobre a pena de morte, "embora o Governo tenha aprovado uma moratória no código civil, a pena continua a existir nos códigos militares", explicou Tutu Alicante.

"O que o Governo faz, se quer aplicar a pena de morte, é julgar civis através de tribunais militares. Além disso, muitos presos continuam a ser torturados até à morte e a desaparecer na prisão", salientou.

Em termos sociais, o advogado referiu que as pessoas desejavam que a CPLP ajudasse a impulsionar a criação de instituições democráticas, assim como o acesso à educação, saúde, entre outros aspetos, mas que isso acabou por não acontecer.

Para Tutu Alicante, "os cidadãos comuns na Guiné Equatorial não viram qualquer impacto com a adesão do país à CPLP".

"Para nós, qualquer coisa como trazer o Papa, acolher conferências internacionais e agora liderar ou presidir à CPLP é o tipo de coisa que faz os equato-guineenses duvidar da seriedade de uma organização", salientou, quando questionado sobre a possibilidade de o seu país presidir a organização lusófona.

Referindo que "Obiang pagou dinheiro para pertencer" à CPLP, o advogado considera que se a Guiné Equatorial assumir a presidência isso "retira legitimidade à própria organização".

Nesse seguimento, o sociólogo cabo-verdiano Redy Lima declarou que "a CPLP é tão moribunda que não é o facto de a Guiné Equatorial estar na presidência que vai mudar alguma coisa". 

O analista cabo-verdiano disse achar que a sua integração no bloco se deveu "a dinheiro" e que, já que faz parte da comunidade, é legítimo que a possa presidir, mas realçou que isso dará uma má imagem da organização.

Para Liberato Moniz, académico são-tomense, esse seria "um ponto muito negativo" e "talvez mesmo um dos pontos principais para o descrédito final da CPLP".

"Se vier a coordenar os trabalhos, isso quer dizer que as pessoas não estão verdadeiramente preocupadas com a CPLP, mas sim com o aproveitamento que cada um pode tirar da organização", refletiu o presidente da Universidade Lusíada de São Tomé e Príncipe.

O especialista brasileiro em História das Relações Internacionais Adriano de Freixo declarou que a pertença da Guiné Equatorial à CPLP é mais interessante para o país do que para a organização em si, pois permitiu-lhe "quebrar o seu isolamento internacional".

O historiador recordou o episódio em que escolas de samba, no Brasil, foram financiadas pela Guiné Equatorial, numa estratégia que classificou de "processo de limpeza de imagem".

Já o politólogo angolano Almeida Henriques defende que a rotatividade deve ser respeitada. 

"Não podemos olhar a Guiné Equatorial como se fosse um obstáculo", declarou, apesar de reconhecer que a organização precisa de criar "mecanismos de controlo sobre o cumprimento" dos compromissos de adesão.

Para o português Fernando Jorge Cardoso, as coisas devem ser vistas noutra perspetiva: "Podemos legitimar um regime ao admitir que ele entre dentro de uma organização, mas também podemos levar a que esse regime fique obrigado a um conjunto de regras a que não está habituado".

Além disso, prosseguiu, "a razão pela qual não há um efeito mais positivo relativamente a uma maior abertura, e uma melhoria da situação política na Guiné Equatorial, é o facto de alguns membros fundadores da CPLP - Angola, Guiné-Bissau e Moçambique - terem 'telhados de vidro'" e não querem ser confrontados com os seus próprios défices democráticos.

A CPLP, que assinala 30 anos em 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. 


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O politólogo angolano Almeida Henriques declarou hoje à Lusa que, ao contrário do que considera em relação à Guiné Equatorial, a Guiné-Bissau não reúne condições para fazer parte da CPLP.

OMS: Onda de calor na Europa matou 1.300 pessoas desde 21 de junho... O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse hoje que foram registadas desde 21 de junho "mais de 1300 mortes adicionais" relacionadas com as ondas de calor na Europa.

© Lusa    28/06/2026 

"Foram registadas mais de 1.300 mortes adicionais desde 21 de junho relacionadas com as temperaturas elevadas na Europa", declarou hoje, no X, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Tedros assinalou que o continente europeu é o que regista o mais rápido aquecimento, duas vezes mais do que a média global.

"Neste momento, 150 milhões de pessoas vivem sob calor extremo, centenas de pessoas morreram, as escolas estão fechadas e as redes elétricas estão a ser postas à prova", acrescentou.

O responsável frisou que este tipo de fenómeno ocorria, antigamente, uma vez a cada geração, mas acontece atualmente quase de ano a ano, num contexto em que as casas na Europa, bem como os locais de trabalho e as escolas não foram preparadas para este tipo de temperaturas.

Pelo menos 191 milhões de habitantes deverão enfrentar temperaturas superiores a 35 graus celsius (ºC), segundo cálculos da AFP, um número ligeiramente inferior ao de sábado.

No sábado, os recordes históricos absolutos continuaram a acumular-se: 37 °C na Dinamarca, 41,5 °C na Alemanha, onde também foi registado um novo recorde de temperatura noturna na noite de sábado para domingo: 29,4 °C em Kubschütz (oeste), contra os 27,2 °C registados em agosto de 2003.

Hoje, a República Checa registou um novo recorde, com 41,1 °C, valor registado em Doksany, a norte de Praga.

Em Berlim, a polícia tenciona voltar a utilizar canhões de água para ajudar os habitantes da capital a refrescarem-se.

Em França, o alerta vermelho já se aplica apenas a dois departamentos do leste do país, estando previsto o seu levantamento para as 20:00 horas.

As ondas de calor repetidas são um indicador inequívoco das alterações climáticas, causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis pelos seres humanos.

Estudos sugerem que a poluição altera a trajetória e a velocidade da corrente de jato (jet stream) atmosférica, que atravessa o continente de oeste para leste. Estas alterações podem favorecer a formação de sistemas de alta pressão que estagnam sobre a Europa, como a atual "cúpula de calor".

"Esta sucessão de eventos (...) explica por que razão a Europa está a aquecer mais rapidamente do que outras regiões do mundo durante o verão", afirmou à AFP, a especialista em oceanos e clima e professora da Universidade de Bremen (Alemanha), Marilena Oltmanns.

O aumento da temperatura também afeta os mares, levando a um empobrecimento da sua biodiversidade.


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As autoridades francesas divulgaram hoje um primeiro balanço sobre as vítimas associadas ao calor extremo no país e registaram 1.000 mortes a mais do que o habitual desde quarta-feira, coincidindo com a metade da onda de calor.

IRAQUE: Polícia iraquiana detém 47 políticos por suspeitas de corrupção... As autoridades iraquianas detiveram hoje 47 políticos no âmbito de uma operação contra a corrupção iniciada pelo primeiro-ministro Ali al-Zaidi e entre os detidos estão membros do parlamento.

© Ameer Al-Mohammedawi/picture alliance via Getty Images     Por LUSA  28/06/2026 

De acordo com altos responsáveis governamentais, ouvidos pela agência de notícias estatal INA, os suspeitos detidos são membros do parlamento e outros políticos, nomeadamente do ministério do Petróleo, e as detenções tiveram como base "confissões do vice-ministro do Petróleo do Iraque, Adnan al-Jumaili".

Um dos detidos por suspeitas de corrupção é Muthanna al Samarrai, líder da aliança sunita Azm no parlamento iraquiano, uma das principais figuras de coordenação entre os bloco políticos sunitas do Iraque e ex-candidato à presidência do parlamento.

A operação ainda decorre, o governo iraquiano ainda não emitiu um comunicado oficial e as buscas estão a ser feitas em Bagdade, capital do Iraque, e noutras províncias, acrescentou ainda a agência INA.

Na capital, as forças de segurança foram mobilizadas para a Zona Verde, um enclave de segurança no centro da cidade que alberga as embaixadas estrangeiras e onde muitos altos funcionários e figuras políticas residem.

O combate à corrupção tem sido uma das bandeiras do primeiro-ministro Ali al-Zaidi, eleito em maio deste ano, e esta operação acontece no mesmo dia em que o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, chegou a Bagdade, e antes de o primeiro-ministro iraquiano viajar para Washington para se encontrar com o presidente norte-americano, Donald Trump.


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As forças de segurança do Iraque foram mobilizadas hoje na Zona Verde, um enclave de segurança no centro de Bagdade que alberga as embaixada estrangeiras, numa operação contra "figuras políticas", disse um responsável.

Um morto em ataque ucraniano a refinaria russa. 2 feridos em Kyiv... Uma pessoa morreu durante um ataque com drones ucranianos a uma refinaria em Krasnodar, no sul da Rússia, na última noite, durante a qual também a Rússia lançou diversos ataques sobre a Ucrânia, nomeadamente Kyiv, informaram diversas autoridades.

© Getty Images      Por  LUSA   28/06/2026 

A queda dos destroços de um drone ucraniano na refinaria da empresa Slaviansk ECO, na região de Krasnodar, com uma capacidade de processamento superior a quatro milhões de toneladas por ano, causou um incêndio que danificou as linhas elétricas na zona, informou uma célula de crise criada no local do ataque.

Mais tarde, as autoridades confirmaram que do incidente resultou uma vítima mortal e um ferido, além de várias casas danificadas.

Na sua conta do Telegram, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou hoje, em que se assinala o "Dia da Constituição" da Ucrânia, que foram atacadas durante a noite duas refinarias de petróleo na Rússia, uma na região de Krasnodar, a cerca de 300 quilómetros da linha da frente, e outra na região de Yaroslavl, a cerca de 700 quilómetros da fronteira entre a Rússia e a Ucrânia.

"Continuamos com as nossas operações, que enfraquecem a capacidade da Rússia de prosseguir com esta guerra", acrescentou, salientando que cada ataque ucraniano "de longo alcance reduz os recursos que alimentam a máquina de guerra russa e representa mais um passo em direção à paz".

Esta não é a primeira vez que Kiev ataca a refinaria Slaviansk ECO em Krasnodar, que no passado teve de encerrar temporariamente as suas operações devido às consequências dos ataques inimigos.

No total, durante a noite foram abatidos mais de 200 drones inimigos, de acordo com o comunicado do Ministério da Defesa russo.

Pelo seu lado, a Força Aérea ucraniana informou que, na noite de sábado para domingo, a Rússia lançou um ataque com oito mísseis de diferentes tipos e 142 drones distintos.

Segundo um comunicado da Força Aérea da Ucrânia no seu canal do Telegram, 132 dos seus alvos --- 125 drones e sete mísseis --- foram abatidos ou repelidos.

Entre os alvos do ataque russo figurou Kiev, onde houve dois feridos, segundo informou o jornal da capital, The Kyiv Independent, que citou como fonte as autoridades locais.


Presidente do INE, Roberto Vieira, dirige mensagem de reconhecimento a recenseadores e controladores do RGPH4

O Presidente do Instituto Nacional de Estatística, INE, Roberto Vieira, dirigiu uma declaração pública de reconhecimento aos Agentes Recenseadores e Controladores que estiveram envolvidos em todo o processo do IV Recenseamento Geral da População e Habitação, RGPH4.

Na sua mensagem, o Presidente do INE enalteceu o profissionalismo, a dedicação e o sacrifício das equipas de terreno que percorreram o país, de norte a sul, para garantir que “ninguém ficasse de fora” do censo 2026.

Israel bombardeou hoje Líbano (2 dias após assinatura de acordo de paz)... Um avião de combate de Israel bombardeou hoje o sul do Líbano, dois dias após a assinatura de um acordo entre os dois países para uma "paz duradoura" que o Hezbollah já avisou que "não será aplicado".

© Lusa     28/06/2026 

Segundo a agência AFP, que cita a Agência Nacional de Informação do Líbano (ANI), este domingo, um avião de combate israelita bombardeou as imediações das localidades de Deir Seryan e Taybeh.

A AFP avança que também hoje, o deputado do Hezbollah, Hassan Fadlallah, declarou que o acordo assinado na sexta-feira entre o Líbano e Israel, sob mediação dos Estados Unidos, "não será aplicado", alertando para o risco de um "conflito interno".

No sábado, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, conversou por telefone com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurando-lhe que o Estado libanês "assumirá as suas responsabilidades" na implementação do acordo, que condiciona a retirada israelita do país ao desarmamento do movimento xiita.

O Hezbollah, refere a AFP, opôs-se firmemente ao acordo, que estabelece como objetivo uma "paz e segurança duradouras" entre os dois países, tecnicamente em estado de guerra há várias décadas.

Para o líder do Hezbollah, Naïm Qassem, aquele acordo é um "erro grave", apontando que o texto é "humilhante, vergonhoso e representativo de uma renúncia à soberania".

Qassem acusou ainda as autoridades libanesas de "legitimarem a continuação da ocupação" israelita.

"O acordo nunca verá a luz do dia e não será aplicado. O nosso dedo permanecerá no gatilho, continuaremos o nosso caminho de resistência para alcançar os nossos objetivos e exerceremos o nosso direito legítimo de defender o nosso povo", afirmou Hassan Fadlallah durante uma cerimónia comemorativa.

Segundo o deputado, o que as autoridades fizeram "equivale a uma sedição destinada a mergulhar o país no caos e a deslocar o conflito, passando de um conflito com o inimigo para um conflito interno".

Entretanto, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, indicou no sábado que ordenou às tropas israelitas para que "se preparassem para uma permanência prolongada" no sul do Líbano, que ocupam desde março.

No sábado, uma pessoa morreu num ataque aéreo israelita contra a localidade de Nabatiyé al-Fawqa, também no sul do Líbano, segundo o Ministério da Saúde libanês.

"Guiné-Bissau não reúne condições para estar na CPLP"... O politólogo angolano Almeida Henriques declarou hoje à Lusa que, ao contrário do que considera em relação à Guiné Equatorial, a Guiné-Bissau não reúne condições para fazer parte da CPLP.

© Lusa    28/06/2026 

"Eu penso que, contrariamente à Guiné Equatorial, para mim a Guiné-Bissau não reúne condições para acolher a organização", declarou à Lusa, por telefone, o especialista em estudos em Segurança e Militares.

Segundo a análise do politólogo, a Guiné-Bissau precisa de maior reorganização política e de mais "respeito pelos valores democráticos" e, nesse seguimento, essa nação lusófona não "responde aos anseios atuais" da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tendo como base a perspetiva da instituição.

Questionado sobre o porquê de não considerar que Bissau deva fazer parte da comunidade, respondeu que a "própria estrutura política nacional [da Guiné-Bissau] ainda não é consolidada" e isso, considerou, faz com "internamente não haja um ambiente favorável que possa corresponder aos interesses importantíssimos da CPLP".

O professor de Geopolítica e Geoestratégia explicou que, de forma contrária ao que aconteceu na Guiné-Bissau - em particular após o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025 - e apesar dos dados repressivos conhecidos sobre a Guiné Equatorial, o que é facto é que o Presidente euato-guineense, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, tem concorrido e vencido as eleições e a vontade do povo deve ser respeitada.

"O golpe de Estado é um elemento condenável para qualquer sociedade política democrática. O golpe de Estado é condenável", acrescentou.

Sobre o facto de Obiang estar à frente do país desde 1979, refletiu que "o tempo que um governante fica no poder depende da vontade do povo".

"Se a soberania reside no povo, eu não encontro cidadão do mundo capaz de colocar em causa a vontade popular", acrescentou.

Sobre a possibilidade de a Guiné Equatorial poder vir a assumir a próxima presidência da CPLP, reiterou a mensagem deixada pelo chefe de Estado angolano, João Lourenço, em junho do ano passado em Lisboa, aquando da sua presença como orador no EurAfrican Forum: "A rotatividade deve ser respeitada", apesar de esta possibilidade estar a criar uma cisão dentro da organização.

A CPLP, constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste assinala os seus 30 anos em 17 de julho.

Ataques do Irão no Golfo são "sabotagem" à paz, diz presidente do Líbano... O Presidente do Líbano considerou que os ataques do Irão contra o Kuwait e no Bahrein na manhã de hoje "enquadram-se numa sabotagem" aos esforços internacionais para "pôr fim à guerra" na região.

© Markus Lenhardt/picture alliance via Getty Images   Por LUSA    28/06/2026 

Segundo a agência espanhola Efe, Joseph Aoun, na sua conta oficial da rede X, afirmou que "os ataques enquadram-se numa sabotagem de todos os esforços e iniciativas regionais e internacionais destinados a pôr fim à guerra e a conter as tensões".

Para o chefe de Estado líbio, a atitude iraniana "exige uma ação urgente por parte dos patrocinadores do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, bem como da comunidade internacional, para pôr termo a estes ataques e evitar uma nova escalada na região".

Aqueles ataques, cita a Efe, foram classificadas como "atos de escalada que constituem uma flagrante violação da soberania dos Estados", além de representarem uma ameaça para o Médio Oriente.

O Presidente apelou igualmente ao "diálogo e à via diplomática como único caminho para resolver os diferendos e preservar a segurança regional".

O Bahrein e o Kuwait anunciaram hoje que intercetaram mísseis e drones lançados pelo Irão durante a madrugada contra os seus territórios, na sequência dos novos ataques dos Estados Unidos realizados no sábado contra o país persa.

O Governo do Bahrein apelou mesmo a uma "ação internacional" para travar "as agressões iranianas".

Estes novos lançamentos iranianos ocorreram após os bombardeamentos norte-americanos de sábado contra múltiplos objetivos militares no Irão, em resposta ao ataque de um drone atribuído a Teerão contra um navio petroleiro que navegava no estreito de Ormuz.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que os bombardeamentos de sábado ocorreram na sequência dos ataques norte-americanos de sexta-feira, em resposta a uma ação iraniana anterior contra o navio M/V Ever Lovely.

Por sua vez, o Irão voltou a acusar os Estados Unidos de violarem novamente o memorando de entendimento assinado entre ambos os países e reafirmou a sua determinação em responder militarmente a qualquer agressão.


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A União Europeia (UE) condenou no sábado à noite os últimos ataques iranianos contra o Bahrein e pediu ao Irão para "cumprir plenamente" o memorando de entendimento para pôr fim à guerra assinado na semana passada com os Estados Unidos.

sábado, 27 de junho de 2026

Ucrânia faz novo ataque a infraestrutura energética próxima de Moscovo... O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) indicou hoje que fez um novo ataque com drones contra uma estação de bombagem de petróleo na localidade russa de Vtorovo, uma infraestrutura "que abastece Moscovo de combustível".

© Getty Images     Por LUSA   27/06/2026 

"Os combatentes da unidade 'Alfa do SBU' atiraram golpes certeiros contra a estação de produção e controlo de Vtorovo", situada a cerca de 200 quilómetros de Moscovo, informa o SBU na sua conta da rede social do Telegram.

A agência de segurança nacional da Ucrânia sublinha que informações preliminares dão conta que "os drones da SBU atingiram as instalações técnicas do complexo, tendo-se seguido uma detonação".

Segundo a agência, o SBU identificou o alvo do seu ataque como um "nó logístico fundamental para o transporte de produtos petrolíferos leves para os portos de exportação e para os consumidores nacionais" da Rússia.

"O anterior ataque com drones da SBU contra Vtorovo ocorreu em 10 de junho deste ano", sublinhou a SBU, salientando que "cada instalação atacada representa uma redução dos recursos para a guerra e um custo mais elevado que o Kremlin é obrigado a suportar para continuar com a agressão" contra a Ucrânia.

A SBU refere ainda que a Rússia "deve sofrer as consequências da sua agressão não só no campo de batalha, mas também no seu próprio orçamento, logística e receitas de exportação".

Entretanto, num comunicado hoje divulgado, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou a conquista de uma nova localidade na região ucraniana de Dnipropetrovsk, o que permitirá acelerar o avanço do Grupo Leste nesta região.

Segundo o comunicado militar, trata-se da aldeia de Novoakeliuvate, situada na margem esquerda do rio Haichur e próxima de uma estrada e de uma linha férrea.

As forças russas estão, há vários meses, a expandir gradualmente o seu controlo sobre essa zona ucraniana, tendo, no início da semana, também dado conta da captura da aldeia de Ivolzhanske, na região de Sumi.

CMP // EA

Lusa/Fim

Bahrein afirma ter sido atacado pelo Irão em pleno cessar-fogo... O governo do Bahrein indicou hoje que foi atacado por "vários drones iranianos", numa clara violação ao memorando de entendimento assinado entre o Irão e Estados Unidos, apesar de Teerão ter assegurado que o alvo eram "bases norte-americanas".

© Lusa    27/06/2026 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Bahrein avançou que foi hoje atacado "por vários drones iranianos", no que considerou ser uma "violação flagrante da sua soberania, uma ameaça à segurança dos seus cidadãos e residentes e uma clara violação das normas e convenções internacionais que proíbem atacar alvos civis e aterrorizar pessoas inocentes".

Em comunicado, o MNE responsabilizou "exclusivamente Teerão por minar os esforços de paz" e reiterou que essa paz "não se constrói através da intimidação, que a segurança não se conquista através da agressão e que a determinação do Bahrein é mais forte do que qualquer ameaça".

O governo do Bahrein reivindicou o "direito pleno e legítimo de defender a sua soberania, segurança e estabilidade, em conformidade com o direito internacional" e instou o Conselho de Segurança da ONU a "cumprir as suas responsabilidades para garantir a aplicação da resolução e exigir que o agressor responda pelos atos".

"Apesar de se ter comprometido a cessar definitivamente as operações militares e a respeitar a soberania dos estados da região ao abrigo do memorando de entendimento de Islamabad, assinado a 17 de junho de 2026, a sua agressão traiçoeira revela o seu desrespeito pela comunidade internacional e pelos seus próprios compromissos", refere ainda o MNE do Bahrein.

A agência espanhola EFE dá conta que constatou localmente que os alarmes destinados a alertar a população para um potencial ataque não foram ativados.

Por sua vez, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou hoje ter atacado posições das forças norte-americanas perto do estreito de Ormuz, o que agravou as tensões na região numa altura em que decorrem as negociações para se chegar a um acordo de paz definitivo.

A Guarda denunciou que Washington violou o memorando de entendimento assinado no passado dia 17 de junho entre ambas as partes para pôr fim à guerra e reabrir o estreito de Ormuz.

Na sexta-feira à noite, o exército norte-americano bombardeou instalações militares iranianas na costa sul do país, em retaliação ao ataque realizado por Teerão na quinta-feira contra um navio mercante, com bandeira de Singapura, quando saía do estreito de Ormuz, ao largo da costa de Omã.

A Guarda Revolucionária afirmou que a ofensiva iraniana de quinta-feira se deveu ao facto de o navio estar a navegar por uma rota não autorizada no estreito de Ormuz.

O ataque de quinta-feira do Irão contra o navio mercante foi a primeira ação militar registada na zona desde a assinatura do memorando, o que, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), "violou claramente o cessar-fogo" e "comprometeu a liberdade de navegação" no estratégico estreito de Ormuz.

O Bahrein e o Irão romperam relações diplomáticas em 2016, embora a tensão regional tenha escalado na sequência dos ataques de Teerão contra a pequena ilha do Golfo Pérsico desde 28 de fevereiro passado - data em que os Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva militar contra o Irão - por acolher a quinta frota norte-americana em Manama.


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Teerão considerou hoje que os ataques norte-americanos na véspera contra o seu território constituíam uma "violação flagrante" do protocolo de acordo concluído com os EUA para acabar com a guerra no Médio Oriente.

Zelensky confirma utilização de mísseis Flamingo pela Ucrânia... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou hoje que as Forças Armadas da Ucrânia utilizaram os mísseis de cruzeiro Flamingo contra uma fábrica do complexo militar industrial da Rússia em Volgogrado, a cerca de 400 quilómetros da fronteira russo-ucraniana.

© Lusa    27/06/2026 

"Esta noite, os mísseis FP-5 'Flamingo' atingiram com sucesso a fábrica 'Titan-Barikady' em Volgogrado", indicou Zelenski na sua conta do Telegram.

"Trata-se de um grande complexo industrial onde o inimigo fabrica sistemas de artilharia e equipamento militar especializado, em particular componentes de lançadores de mísseis destinados a atacar a nossa população", acrescentou o chefe de Estado ucraniano.

Zelensky precisou que, com o impacto dos Flamingo, ocorreu "um incêndio no recinto da fábrica".

"Cada instalação de defesa russa que participe na guerra contra a Ucrânia é um alvo legítimo para as nossas sanções de longo alcance", afirmou Zelensky, que se mostrou grato aos responsáveis por esse desenvolvimento tecnológico e militar ucraniano.

"O alcance geográfico das sanções ucranianas de longo alcance está-se a expandir constantemente. E é precisamente a nossa pressão que, dia após dia, estabelece as bases para que, finalmente, haja uma paz digna", destacou Zelensky.

Previamente, o assessor do ministério da Defesa ucraniano, Serguí Sternenko, tinha indicado no Telegram que mísseis 'Flamingo' atingiram "uma das instalações-chave do complexo militar-industrial russo em Volgogrado".

Sternenko indicou que o objetivo do ataque foi o "Centro Federal de Pesquisa e Produção 'Titan-Barikady'" da Rússia, onde são produzidos lançadores de mísseis e sistemas de artilharia.

Entretanto, a Força Aérea da Ucrânia anunciou que derrubou na noite de sexta-feira para hoje 113 drones num ataque noturno russo que deixou apenas na cidade de Zaporijia, no leste ucraniano, nove feridos, incluindo duas crianças.

Segundo informou o Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia na sua conta no Facebook, em Zaporijia houve nove feridos devido ao ataque noturno que a Rússia lançou contra o território ucraniano, um bombardeamento durante o qual as forças russas utilizaram 129 drones de diferentes tipos, de acordo com o relatório da Força Aérea publicado no Telegram.

No ataque, ocorreram 13 impactos de drones em sete pontos do país invadido pela Rússia, enquanto noutros três locais foram registados danos causados pela queda de destroços de aeronaves não tripuladas abatidas pela Força Aérea ucraniana.

Em Zaporijia, segundo os serviços de emergência, "o ataque inimigo causou grandes estragos na infraestrutura civil da cidade".

Irão ataca posições dos EUA em resposta a "agressão" de Washington... A Guarda Revolucionária do Irão informou hoje que as suas forças navais atacaram "vários pontos" onde o Exército dos Estados Unidos estava "posicionado", como resposta ao ataque de Washington a instalações iranianas, após acusar Teerão de violar pré-acordo.

© Adam Bilal/Anadolu via Getty Images    Por LUSA   27/06/2026 

"Em resposta à agressão, a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica atacou vários locais onde o exército terrorista norte-americano estava acantonado na região", informou o braço militar iraniano, em declarações recolhidas pela cadeia de televisão pública iraniana, IRIB.

A Guarda Revolucionária garantiu que a Casa Branca violou o artigo cinco do pré-acordo de paz alcançado na semana passada e destacou que os ataques dos Estados Unidos "receberam a resposta necessária". "Continuará a ser assim", acrescentaram, se os ataques continuarem.

"Se a infração se repetir, a nossa resposta será mais contundente", concluiu.

Esta troca de declarações aconteceu horas depois de as forças do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) terem atacado instalações no Irão, como resposta ao navio atingido por um míssil na passada quinta-feira junto à costa de Omã.

Relativamente à resposta dos Estados Unidos, meios iranianos, incluindo a agência de notícias IRNA e a televisão estatal IRIB, noticiaram que houve várias explosões no porto de Sirik, uma localidade da província de Hormozgão, junto ao estreito de Ormuz, que também abriga uma base militar.

A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou na quinta-feira que um cargueiro foi danificado por um projétil de origem desconhecida no estreito.

A reabertura imediata do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos produtos petrolíferos mundiais antes da guerra, está incluída no memorando de entendimento assinado na semana passada por Washington e Teerão, que levou à suspensão das hostilidades e abertura de negociações de paz.

Como resultado do ataque contra o cargueiro, a Organização Marítima Internacional (OMI) suspendeu o seu plano que estava em execução para retirar cerca de 11 mil tripulantes retidos no Golfo Pérsico desde o bloqueio imposto no estreito de Ormuz, como resposta à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro contra a Republica Islâmica.

O plano permitiu a retirada de 115 navios com cerca de 2.500 tripulantes do Golfo Pérsico desde terça-feira, informou na sexta-feira a OMI.

O Irão, por sua vez, insistiu na sexta-feira que os navios que transitam pelo estreito de Ormuz devem seguir as rotas estabelecidas pela República Islâmica.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), organismo criado pelo Irão para gerir o tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, alertou em comunicado que "a navegação de embarcações fora das rotas designadas não está coberta pela Garantia de Trânsito Seguro".

Ao abrigo do memorando, Estados Unidos e Irão vão prosseguir negociações com vista a alcançar um acordo de paz definitivo, centradas no futuro do estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano, bem como no levantamento das sanções contra a República Islâmica e dos seus bens congelados no exterior.

O diálogo encontra-se porém ameaçado pela continuação da ofensiva de Israel contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano, país abrangido pela trégua por exigência de Teerão.


Leia Também: Vance avisa que EUA vão responder a qualquer ataque do Irão com violência

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, avisou na sexta-feira que os Estados Unidos vão responder a qualquer ataque do Irão com violência, após as forças norte-americanas terem atingido alvos iranianos.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Governo reforça combate ao paludismo com distribuição de 1,5 milhão de mosquiteiros

Por: Natcha Mário M’Bundé  odemocratagb.com  26/06/2026.  

Ministro da Saúde Pública, Comodoro Quinhin Nantote, afirmou que o paludismo continua a ser uma das principais causas de doença e morte no país, afetando sobretudo crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas.

Quinhin Nantote fez estas declarações na sexta-feira, 26 de junho de 2026, durante o lançamento oficial da 6.ª campanha nacional de distribuição de redes mosquiteiras impregnadas de longa duração.

A distribuição decorrerá em todo o território nacional, com exceção do Setor Autónomo de Bissau, onde a implementação acontecerá numa fase posterior.

A campanha prevê a distribuição de cerca de um milhão e meio de mosquiteiros em todo o país, assegurando uma cobertura média de um mosquiteiro para cada duas pessoas, com vista à proteção das famílias, especialmente das crianças menores de cinco anos e das mulheres grávidas, grupos mais vulneráveis à doença.

A iniciativa conta com o apoio financeiro e técnico de parceiros como o Fundo Global/PNUD, a Roll Back Malaria (RBM), a Aliança de Prevenção do Paludismo (AMP), a Comissão de Coordenação Multissectorial (CCM), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o UNICEF, entre outros, refletindo um compromisso conjunto no reforço do sistema de saúde e na proteção das populações.

No seu discurso, Nantote sublinhou que a campanha representa mais do que uma simples distribuição de mosquiteiros, constituindo também um compromisso do Governo da Guiné-Bissau com a proteção da vida, o bem-estar das populações e o fortalecimento do sistema de saúde.

“Ao disponibilizar gratuitamente mosquiteiros impregnados às famílias guineenses, estamos a investir na prevenção, na redução das despesas com a doença e na construção de comunidades mais saudáveis e produtivas”, destacou.

O governante apelou às famílias para utilizarem corretamente as redes e dormirem protegidas todas as noites, sublinhando que “um mosquiteiro só salva vidas quando é efetivamente utilizado”.

Nantote agradeceu ainda aos parceiros técnicos e financeiros, nomeadamente o Fundo Global, OMS, CCM, PNUD, UNICEF e todos aqueles que continuam a apoiar a Guiné-Bissau na luta contra o paludismo.

O ministro reafirmou a determinação do Governo em continuar a investir na prevenção e no controlo da doença, em parceria com as comunidades, com vista à cobertura universal e à redução da sua incidência.

Por sua vez, Sandra Martins, em representação do representante do UNICEF, Inoussa Kabouré, afirmou que, todos os anos, cerca de 4.300 crianças menores de cinco anos morrem no país devido a doenças evitáveis.

“Em cada dez mortes de crianças, o paludismo é responsável por uma parte significativa e representa metade das consultas e hospitalizações no país”, disse.

Sandra Martins destacou ainda que, nos últimos 20 anos, a Guiné-Bissau registou progressos importantes, com o aumento da percentagem de crianças que dormem sob redes mosquiteiras de 39% para 94%. No mesmo período, 13.374 crianças menores de cinco anos foram vacinadas em regiões de alta prevalência.

“O desafio ainda não está superado. Estes progressos encorajam-nos, mas também reforçam a urgência de continuar a agir com determinação, até que cada criança esteja protegida e tenha oportunidade de sobreviver e prosperar”, afirmou.

Na ocasião, sublinhou que, atualmente, cerca de 84% da população utiliza redes mosquiteiras.

“Mudar o rumo e a história de cada criança neste país exige uma ação coletiva, coordenada e urgente”, reforçou.

O UNICEF reiterou o seu compromisso em continuar a apoiar o Governo da Guiné-Bissau, garantindo que todas as crianças tenham as condições necessárias para desenvolver o seu potencial, com o direito à saúde e ao desenvolvimento plenamente assegurado.

Xiitas assinalam Ashura na cidade santa de Kerbala sob forte segurança... Os muçulmanos xiitas assinalam hoje a Ashura, o dia mais sagrado desta corrente do Islão, na cidade santa de Kerbala e noutras zonas do Iraque, sob fortes medidas de segurança e com elevadas temperaturas.

© Getty Images   Por  LUSA   26/06/2026 

As celebrações ocorrem após o acordo provisório para o fim da guerra entre os Estados Unidos e o Irão, país de maioria xiita.

Durante a manhã realizou-se o ritual de 'Tuwairij', uma cerimónia que reuniu centenas de milhares de pessoas e na qual os peregrinos correram em lágrimas em direção ao santuário do imã Hussein, em Kerbala, seguindo depois para o santuário de Al Abbas bin Ali, após a oração do meio-dia do décimo dia do mês islâmico de Muharram, que assinala a Ashura.

Com temperaturas a rondar os 42 graus Celsius, os fiéis concluíram o ritual na cidade santa, no âmbito de um plano governamental reforçado com medidas de segurança, bem como com "procedimentos especiais para gerir os transportes e as multidões, incluindo a organização das operações de embarque e desembarque após o termo das cerimónias", informou a agência noticiosa oficial iraquiana INA.

As ruas e bairros de Kerbala exibiam bandeiras negras de luto em casas e edifícios, enquanto as procissões percorriam a cidade distribuindo comida e bebidas aos peregrinos vindos de várias regiões do Iraque e do estrangeiro.

Muitos habitantes de Kerbala abriram igualmente as portas das suas casas para acolher os visitantes e oferecer-lhes hospitalidade como sinal de respeito e apreço.

Um dos aspetos mais destacados deste ano foi o dispositivo de segurança e de apoio logístico, descrito pelo Governo como "amplo e sem precedentes", que envolveu todos os ministérios, organismos e instituições do Estado iraquiano para garantir a circulação dos peregrinos e a prestação de serviços.

Paralelamente, foi igualmente ativado um plano especial para facilitar o regresso dos visitantes de Kerbala a Bagdade e às restantes províncias do país.

O diretor-geral da Companhia Geral de Transporte de Passageiros e Delegações, Karim Kadhim Hassan, afirmou à INA que foram colocados em circulação 100 autocarros na rota de Bagdade e 150 na rota de Kerbala, representando um aumento de 25% face aos anos anteriores, devido à previsão de um maior número de peregrinos.

O ministro da Saúde do Iraque, Abdulhusein al-Mussawi, deslocou-se a Kerbala para acompanhar diretamente, a partir do Hospital Cirúrgico Especializado al-Safeer, as cerimónias de 'Tuwairij', com o objetivo de garantir a prestação de cuidados médicos e serviços de ambulância aos peregrinos, segundo a INA.

Neste contexto, um coronel do Comando Conjunto de Operações iraquiano explicou que mais de 60 mil elementos das forças de segurança participaram no dispositivo destinado a proteger as cerimónias do décimo dia de Muharram.

O oficial, que solicitou anonimato, afirmou à agência noticiosa espanhola EFE que não foi registado qualquer incidente que comprometesse a segurança durante as celebrações, apesar da participação de milhões de pessoas de diferentes idades e nacionalidades.

Em 2019, Kerbala foi palco da mais mortífera debandada de peregrinos registada na cidade santa, da qual resultaram 31 mortos e cerca de uma centena de feridos.

A Ashura assinala a morte do imã Hussein, neto do profeta Maomé, na batalha de Kerbala, no ano 680.

Este acontecimento constitui o mais importante dia de luto para os muçulmanos xiitas, que evocam a sua morte através de procissões religiosas, sermões e rituais de luto marcados pelo choro, durante os quais alguns fiéis se autoflagelam ou provocam ferimentos na cabeça com espadas ou facas.

Israel reclama sete mortes de membros do Hezbollah no sul do Líbano... O exército israelita reivindicou hoje a morte de sete alegados elementos do grupo xiita Hezbollah no sul do Líbano, acusando-os de transportar armas perto de posições militares de Israel, apesar do cessar-fogo em vigor.

© MAHMOUD ZAYYAT/AFP via Getty Images    Por LUSA   26/06/2026 

"Os terroristas levaram as armas para uma estrutura na zona de Manzala, usada como posto de combate e observação", relatou o exército em comunicado, alegando que os visados se preparavam para atacar os soldados israelitas.

O memorando de entendimento, acordado na semana passada entre Estados Unidos e Irão para suspender a guerra, lançada em 28 de fevereiro pela ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, estipula "o termo imediato e permanente das operações militares em todas as frentes", incluindo o Líbano.

O texto prevê também que a integridade territorial libanesa deve ser garantida, referindo-se à presença no sul do país de tropas de Israel, que tem expressado oposição ao acordo de paz com Teerão e à retirada militar do país vizinho.

Apesar da trégua, Israel realiza ataques quase diariamente contra alegados alvos do Hezbollah e justifica a sua ocupação no país vizinho como medida de segurança para proteger o seu território da ameaça representada pelo grupo xiita libanês, aliado do Irão.

O chefe do Governo israelita, Benjamin Netanyahu, recusou na quarta-feira a retirada das tropas de Israel do sul do Líbano enquanto estiver à frente do Governo e o seu ministro da Defesa insistiu que esta presença militar vai prosseguir, "mesmo que haja uma exigência" dos Estados Unidos.

O Irão tem por sua vez alertado reiteradamente que as negociações com vista a um acordo de paz definitivo com Washington estão ameaçadas pela continuação dos ataques israelitas no Líbano.

Delegações do Líbano e de Israel prosseguiram esta semana negociações diretas de paz em Washington, que no entanto têm merecido oposição do Hezbollah, tal como as iniciativas das autoridades de Beirute com vista ao seu desarmamento, enquanto o país estiver sob ataque de Israel.

Estas negociações produziram um cessar-fogo a partir de 17 de abril, que no entanto nunca foi respeitado.

Após uma reunião na quinta-feira no Bahrein, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e os países do Conselho de Cooperação do Golfo defenderam que a soberania do Líbano não pode ser garantida "enquanto os grupos armados não estatais mantiverem capacidades militares" e exigiram o seu desarmamento completo, referindo-se ao Hezbollah.

Em reação, o Presidente do Líbano, Joseph Aoun, expressou hoje gratidão pelo apelo dos países do Golfo Pérsico e do chefe da diplomacia norte-americana "para alargar a soberania do Estado libanês a todo o seu território e para que as armas permaneçam exclusivamente nas mãos de instituições legítimas".

Contudo, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, apelou hoje ao Irão para que continue a apoiar o grupo libanês

"Obrigado, Irão. Continuaremos ao vosso lado. Queremos que permaneçam connosco e que continuemos unidos, porque ficou demonstrado que a vossa força, aliada à força dos combatentes em terra, contribui para criar o equilíbrio necessário para avançarmos rumo a uma nova etapa", declarou Qassem num discurso por ocasião de uma data religiosa.

O clérigo xiita referiu-se à "derrota do projeto israelita, como passo preliminar para a expulsão da entidade israelita".

O apoio de Teerão a milícias no Médio Oriente bem como o seu arsenal de mísseis balísticos e drones são temas omissos no memorando de entendimento assinado com Washington e os países do Golfo pediram na quinta-feira que seja incluído nas negociações que vão prosseguir nas próximas semanas.

O Líbano foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho desde o conflito anterior.

Desde 02 de março, pelo menos 4.230 pessoas morreram e 12.179 ficaram feridas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que causaram também acima de um milhão de deslocados.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.  


Leia Também: Hezbollah pediu a retirada incondicional de Israel do Líbano

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, disse hoje que o acordo entre o Irão e os Estados Unidos foi uma "declaração de derrota" para Washington e Israel, e exigiu a retirada "incondicional" das forças israelitas do Líbano.

Rússia nega escassez de combustíveis apesar do aumento da procura... O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, reconheceu hoje que a procura de gasolina e gasóleo no país aumentou entre 20% e 30% nas últimas semanas, mas negou escassez de combustíveis.

© RAMIL SITDIKOV/POOL/AFP via Getty Images   Por  LUSA   26/06/2026 

"Há um aumento expressivo das compras, o que elevou artificialmente a procura em 20% a 30%", afirmou Novak, citado pela agência de notícias russa TASS.

Embora as autoridades russas aleguem que a situação está controlada e que as restrições ao abastecimento de veículos afectaram 20 regiões, os órgãos de imprensa independentes referem que foram impostas limitações de fornecimento em 53 regiões da Rússia.

"As cadeias logísticas do sistema estão a ser reestruturadas para satisfazer a procura. A estabilização do mercado vai levar algum tempo", disse Novak.

Devido aos constantes ataques de drones e mísseis ucranianos contra as infraestruturas energéticas e as redes logísticas da Rússia, têm sido reportadas falhas no abastecimento de hidrocarbonetos em todo o país desde o final de maio.

A primeira região afetada foi a Península da Crimeia - território anexado pela Rússia -, onde na quinta-feira se registaram cortes de energia.

No entanto, as autoridades russas declararam que a situação é de normalidade e que, em muitos casos, o pico da procura é artificial e motivado pelo pânico.


Leia Também: Crimeia declara estado de emergência para colmatar escassez de energia

As autoridades russas nomeadas por Moscovo na Crimeia declararam hoje o estado de emergência na península anexada, após recentes ataques aéreos ucranianos que provocaram uma grave escassez de combustível e de eletricidade.

CHINA: Pequena aeronave colide com maior arranha-céus de Pequim... Não é para já conhecido o número de eventuais vítimas da colisão da pequena aeronave com o maior arranha céus de Pequim, na China. Os destroços caíram ao longo de vários metros e as pessoas nas proximidades foram retiradas do local. Veja abaixo as imagens.

© visegrad24/ X (antigo Twitter)    Notícias ao Minuto com Lusa   26/06/2026 

Um pequena aeronave colidiu, esta sexta-feira, com o maior arranha-céus de Pequim, na China, o que causou pânico nas ruas devido à queda de destroços.

Segundo a publicação chinesa South China Morning Post (SCMP), não é para já conhecido o número de vítimas ou quantas pessoas seguiam na aeronave. São também desconhecidas as causas da colisão.

Várias imagens nas redes sociais mostram o prédio de 109 andares atingido. Há um dos vídeos divulgados que mostra, segundo escreve a publicação The New York Times (NYT), o que parece ser a parte de trás da pequena aeronave a cair por dezenas de andares.

O prédio Citic Tower (também conhecido como China Zun) fica na zona financeira da capital chinesa, no distrito de Chaoyang, que estava também repleta de carros. Esta zona, sublinhe-se, tem vários dos edifícios mais emblemáticos da capital chinesa, entre os quais a sede da televisão estatal CCTV.

O NYT aponta ainda que havia uma forte presença policial nas ruas e que as autoridades estão ainda a cortar a circulação de trânsito.

Até ao momento, as autoridades chinesas não divulgaram informações sobre eventuais vítimas nem apresentaram uma versão oficial sobre as circunstâncias do incidente, ocorrido numa das zonas de maior atividade empresarial de Pequim.

Desconhece-se também se a aeronave efetuava um voo privado, comercial ou de outro tipo, bem como se o embate no edifício resultou de uma avaria, de perda de controlo ou de outras causas.

Veja na galeria e nas imagens abaixo o prédio após a colisão:

Uma pessoa que foi retirada do local contou ao SCMP que as autoridades foram céleres na evacuação do local. "Saí sem o meu cartão de identificação e sem a minha mala", contou esta mulher identificada por Lin.

Segundo o que uma outra pessoa contou à mesma publicação, ouviu um grande estrondo por volta das por volta das 17h40 locais (10h40 em Portugal continental), mas sem ver a colisão.

O China Zun domina a linha do horizonte do distrito financeiro de Pequim e é um dos edifícios mais emblemáticos da capital chinesa. O arranha-céus foi inaugurado em 2018 e pode ser visto através de toda a cidade. Tem 528 metros de altura.

Três anos após a inauguração, em 2021, a China proibiu a construção de novos arranha-céus com mais de 500 metros de altura e passou a limitar de forma "rigorosa" os edifícios com mais de 250 metros, devido a preocupações relacionadas com a segurança estrutural destas construções e com as dificuldades de alguns promotores em atrair arrendatários.

Desde 1 de maio que a capital chinesa está 'livre' de drones, estando os residentes proibidos de comprar, alugar ou pilotar drones sem autorização do governo em toda a vasta jurisdição da cidade.

FILIPINAS: Sismo de magnitude 6,4 atinge ilha no sul das Filipinas... Abalo de 6,4 na escala de Richter foi sentido em Mindanao, nos sul das Filipinas. Terremoto aconteceu a uma profundidade de 29 quilómetros. Tremor acontece duas semanas depois de um sismo mais forte atingir a mesma ilha, causando cerca de 40 mortes.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com  26/06/2026 

Um sismo de magnitude 6,4 na escala de Richter atingiu Mindanau, a segunda maior ilha das Filipinas. Para já ainda não é conhecido o número de vítimas.

A informação é avançada pelo Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ), que, citado pela Reuters, dá ainda conta de que o epicentro aconteceu a 29 quilómetros de profundidade.

Note-se que há duas semanas um sismo atingiu a mesma ilha, causando cerca de 40 mortos. Na altura o sismo foi de 7,8 na escala de Richter, tendo milhares de pessoas sido afetadas.

O forte tremor de então ativou o alerta de tsunami noutros países como Japão, Indonésia, Malásia e até mesmo em ilhas remotas do Pacífico como Vanuatu e Nauru.

O arquipélago filipino situa-se sobre o chamado "Anel de Fogo" do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica onde se registam anualmente cerca de sete mil terramotos, a maioria de intensidade moderada.