terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Conselho da Paz? "A ONU nunca me ajudou com todas as guerras que resolvi"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, justificou hoje a criação do Conselho da Paz, uma organização destinada a pôr fim aos conflitos internacionais, acusando a ONU de nunca o ter ajudado a resolver qualquer guerra.

Por  LUSA  20/01/2026

"A cabámos de criar o Conselho da Paz, que penso que será incrível. Gostava que a ONU pudesse fazer mais. Gostava que não precisássemos de um Conselho da Paz, mas, com todas as guerras que resolvi, a ONU nunca me ajudou em nenhuma delas", declarou o líder norte-americano, numa conferência de imprensa na Casa Branca para assinalar o primeiro aniversário do seu segundo mandato.

Apesar das críticas, Trump afirmou que quer "deixar que a ONU continue a existir porque o seu potencial é demasiado grande".

Na próxima quinta-feira está previsto que presida à cerimónia de fundação do Conselho da Paz, durante o Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.

Inicialmente concebido para supervisionar a implementação do cessar-fogo na Faixa de Gaza, Trump quer "expandir os seus poderes e competir com o Conselho de Segurança da ONU".

Segundo meios de comunicação social norte-americanos, os países que desejem um lugar permanente no Conselho da Paz deverão contribuir com cerca de mil milhões de dólares (850 milhões de euros), embora o líder norte-americano seja o único com poder de veto.

Dezenas de líderes internacionais foram convidados para integrarem o Conselho da Paz, mas o Presidente francês, Emmanuel Macron, recusou, o que levou Trump a ameaçar impor tarifas sobre vinhos e champanhes do seu país e, hoje na sala de imprensa da Casa Branca, declinou uma proposta para uma reunião do G7 (grupo das setes maiores economias mundiais) em Paris.

"Não, não faria isso. Porque, sabem, o Emmanuel não vai ficar lá muito tempo. É meu amigo. É bom tipo. Gosto do Macron, mas não vai ficar lá muito tempo, como sabem", observou.

Nos últimos dias, Trump ameaçou igualmente impor tarifas à França e aos outros países europeus que partiram em defesa da Gronelândia, que Washington deseja anexar.

Macron, cujo mandato termina em 2027, propôs ao homólogo norte-americano que se realizasse uma cimeira do G7 em Paris na próxima quinta-feira, para a qual poderia convidar também representantes da Rússia, da Ucrânia, da Dinamarca e da Síria.

O próprio Trump publicou na sua rede social Truth Social uma mensagem privada de Macron, na qual o convidava a fazer uma escala em Paris depois de participar no Fórum de Davos para abordar várias frentes de crise e conflito, incluindo a Gronelândia.

"Meu amigo, estamos em total acordo sobre a questão da Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irão. Não percebo o que está a fazer na Gronelândia", escreveu o líder francês na mensagem revelada depois por Trump.

Sobre as suas ambições no território autónomo dinamarquês, rejeitadas pelos principais aliados europeus de Washington na NATO e das autoridades autónomas da ilha, o líder da Casa Branca argumentou hoje que, quando falar com os representantes de Nuuk, "ficarão encantados" com o seu projeto.

Questionado sobre até onde poderá ir para tomar a Gronelândia, respondeu apenas: "Vocês vão descobrir".

O Presidente dos Estados Unidos afirmou acreditar que o seu projeto será "muito positivo para todos", deixando também a mensagem para os países da Aliança Atlântica de que "ninguém fez mais pela NATO" do que ele próprio.

Ainda sobre a Gronelândia, desvalorizou a possibilidade de retaliação por parte da Europa, onde vários líderes nacionais e da União Europeia (UE) sugeriram que poderiam optar por suspender o acordo comercial assinado com Washington entre junho e agosto do ano passado ou utilizar o instrumento anticoerção, também conhecido como "bazuca" comercial.

"Olhem, eles querem [o acordo). Eles precisam mesmo deste acordo connosco. Precisam mesmo. Eles lutaram muito para o conseguir, por isso duvido, mas veremos o que acontece", comentou, antes da sua viagem esta noite para Davos, onde são aguardados encontros com líderes europeus e onde espera que "as coisas vão correr muito bem".

Durante 80 minutos em que se dedicou a apresentar o que considera serem os seus feitos no primeiro ano do segundo mandato, Donald Trump voltou a afirmar que resolveu oito guerras e reivindicou para si o Prémio Nobel da Paz de 2025 que lhe foi oferecido pela opositora Venezuelana María Corina Machado, apesar de o comité norueguês não o ter reconhecido.

"Perdi muito respeito pela Noruega e acredito firmemente que a Noruega controla o Prémio Nobel", declarou, um dia depois de ter escrito ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, que não se sentia "obrigado a pensar apenas na paz" depois de ter sido excluído do Prémio Nobel, que é atribuído por um comité nomeado pelo parlamento.

"Vocês precisam de compreender que acabei oito guerras", repetiu o Presidente norte-americano aos jornalistas na Casa Branca, quando questionado sobre a carta ao líder norueguês, adicionando que não o fez pelo Nobel, mas para "salvar muitas vidas", e que é isso que o move para "resolver a guerra com a Rússia e a Ucrânia".

O líder republicano deixou ainda uma palavra sobre a Síria, dirigindo o seu apoio a Presidente de transição, Ahmad al-Shara, cujas tropas governamentais têm estado envolvidas nas últimas semanas em confrontos com as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos e aliadas de Washington no combate ao grupo terrorista Estado Islâmico.

"Está a trabalhar muito, muito, o Presidente da Síria. Um homem forte, um homem duro com um historial bastante brutal. Mas não se pode colocar um santo lá para fazer o trabalho", afirmou sobre al-Sharaa, que hoje anunciou uma trégua temporária com as FDS, durante a qual será negociada a integração das regiões controladas pela aliança dos curdos sírios e dos seus combatentes no Estado central.


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O Presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, rejeitou hoje participar ao lado da Rússia num denominado "Conselho da Paz", para o qual foi convidado pelo chefe de Estado norte-americano,

Declaração de Presidente de transição na fortaleza Amura…


Edifícios da ONU em Jerusalém Oriental demolidos por Israel... Israel demoliu hoje edifícios dentro do complexo da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) em Jerusalém Oriental, testemunhou um fotógrafo da Agência France Presse.

Por LUSA 

Os edifícios foram demolidos pelas escavadoras deslocadas para o local.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel disse que o complexo não tem imunidade, e que a demolição foi realizada de acordo com as "leis israelitas e internacionais".

Um funcionário da agência das Nações Unidas acusou Israel de ter cometido "uma grave violação do direito internacional", bem como dos privilégios e imunidades da ONU.

As autoridades israelitas acusaram os responsáveis da agência de participar no ataque do Hamas, a 07 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.


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A televisão estatal do Irão foi hackeada no domingo, com a programação a ser substituída por mensagens pró-protestos e contra o governo. Durante o ataque, foram emitidos dois vídeos do príncipe herdeiro do Irão, a apoiar o movimento e mensagens de motivação para continuar as manifestações.


Número de mortos no descarrilamento em Espanha sobe para 41... Foram localizados três corpos entre os destroços do comboio Alvia e deverão ser retirados nas próximas horas.

Por sicnoticias.pt 

O número de mortos no acidente de comboio em Adamuz, Córdova, Espanha, subiu para 41, disseram à agência de notícias espanhola EFE fontes próximas da investigação.

A vítima mais recente foi encontrada sob os destroços do comboio Iryo, cujos três últimos vagões descarrilaram, provocando o acidente ao colidirem com a frente do comboio Alvia, como confirmou o Governo Regional da Andaluzia.

O Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, confirmou que três corpos foram localizados entre os destroços do comboio Alvia e deverão ser retirados nas próximas horas.

Durante toda a noite, as equipas técnicas e de socorro mobilizadas para o acidente ferroviário continuaram os seus trabalhos, concentrando-se na instalação de uma grua de grandes dimensões para levantar os vagões destruídos do Alvia.

Trinta e nove feridos continuam hospitalizados, 13 dos quais - um deles menor de idade - estão na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).

Dois portugueses que estiveram envolvidos no acidente e estão bem, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Sánchez promete investigação "com transparência"

O acidente ocorreu pelas 19:45 de domingo (18:45 em Lisboa), no município de Adamuzm, na província de Córdova, e envolveu dois comboios de alta velocidade, um da empresa privada Iryo (que tinha saído de Málaga e tinha como destino Madrid), e outro da empresa pública Renfe (que seguia em sentido contrário, de Madrid para Huelva.

Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via onde circulava o comboio da Renfe, num local conhecido como o apeadeiro de Adamuz, onde existe uma subestação de manutenção da linha e um ponto de mudança de agulhas.

Os dois primeiros vagões do comboio da Renfe foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.

O Governo espanhol decretou três dias de luto nacional, de hoje a quinta-feira.

O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, prometeu tornar públicas, "com transparência e claridade", as conclusões da investigação do acidente, que qualificou como "uma tragédia" que deixa "dor em toda a Espanha".

Trump confirma convite a Vladimir Putin para integrar Conselho de Paz... O presidente norte-americano confirmou ter convidado o homólogo russo, Vladimir Putin, para integrar o Conselho de Paz, uma organização que pretende criar para trabalhar na resolução de conflitos em todo o mundo, em concorrência com a ONU.

Por LUSA 

"Sim, foi convidado", disse na segunda-feira Trump a um jornalista na Florida, quando este perguntou se convidou o líder russo para integrar a organização, onde a taxa de entrada para um lugar permanente será de mil milhões de dólares (857 milhões de euros).

"O Presidente Putin recebeu um convite para integrar o Conselho de Paz por vias diplomáticas", declarou anteriormente o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, numa conferência de imprensa diária.

Peskov disse que a Rússia pretende "esclarecer todos os pormenores" da proposta com os Estados Unidos, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Trump divulgou na sexta-feira a composição do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, a que vai presidir, e que inclui o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, e o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair.

O enviado especial norte-americano Steve Witkoff também fará parte do órgão, assim como o genro de Trump, Jared Kushner, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

Sabe-se ainda que Trump convidou o rei Abdullah II da Jordânia, os presidentes turco, Recep Tayyip Erdogan, e argentino, Javier Milei, e os primeiros-ministros paquistanês, Shehbaz Sharif, e indiano, Narendra Modi.

O conselho faz parte da segunda fase do plano de paz de Trump, que prevê a formação de uma administração de tecnocratas em Gaza e o desarmamento do grupo extremista Hamas, que governa o enclave palestiniano desde 2007.

A Casa Branca disse que durante o Fórum de Davos na Suíça, em que Trump participa ao longo desta a semana, será revelada mais informação sobre os países que vão integrar a Força Internacional de Estabilização para Gaza.

Trata-se de um contingente da ONU destinado a garantir a segurança e a desmilitarização de Gaza, tal como estipula o plano de paz de Trump.

O plano destina-se a pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas iniciada em outubro de 2023, após um ataque do grupo extremista em solo israelita, que causou dezenas de milhares de mortos e a destruição do território.


Leia Também"Atividade planeada". Aviões militares de EUA e Canadá chegam "em breve"

Aeronaves do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) vão chegar à Gronelândia "em breve" para participar em "atividades há muito planeadas" no território autónomo dinamarquês, anunciou hoje esta força conjunta dos EUA e Canadá.


Novo ataque russo deixa parte de Kiev sem luz, água e aquecimento... Este é o terceiro grande ataque russo contra infraestruturas energéticas de Kiev desde 9 de janeiro, data em que um outro bombardeamento com mísseis e drones deixou grande parte da cidade sem luz durante quase três dias.

Por sicnoticias.pt 

Um novo ataque maciço russo contra infraestruturas energéticas ucranianas deixou esta terça-feira parte de Kiev sem eletricidade, água e aquecimento, numa altura em que as temperaturas na capital rondam os 12 graus negativos.

Segundo informaram o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klichkó, e o chefe da administração militar da região da capital, Timur Tkachenko, a margem oriental do rio Dniepre - que divide a cidade em duas - foi a mais afetada pelo bombardeamento.

Durante as primeiras horas da madrugada, antes de os responsáveis divulgarem os primeiros balanços, a Força Aérea ucraniana já tinha alertado, através do seu canal no Telegram, que veículos aéreos não tripulados ("drones") e mísseis balísticos se dirigiam para a capital.

Este é o terceiro grande ataque russo contra infraestruturas energéticas de Kiev desde 9 de janeiro, data em que um outro bombardeamento com mísseis e drones deixou grande parte da cidade sem luz nem aquecimento durante quase três dias, precisamente no início da vaga de frio que ainda se mantém.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou repetidamente nos últimos dias para a preparação de um novo ataque russo em larga escala contra o sistema energético da Ucrânia, com o objetivo de agravar a crise de fornecimento em plena vaga de frio, após os danos causados por bombardeamentos anteriores.

Na semana passada, a Ucrânia recebeu um carregamento significativo de mísseis antiaéreos para reforçar as suas defesas e responder com maior eficácia aos ataques russos.

Cheias em Moçambique fizeram 112 vítimas mortais. 11 mil casas destruídas... O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 112, continuando três pessoas desaparecidos, além de 99 pessoas feridas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Por LUSA 

De acordo com a base de dados do INGD, com números de 01 de outubro a 19 de janeiro, abrangendo já o atual período de cheias generalizadas no país, foram afetadas até ao momento 645.781 pessoas, equivalente a 122.863 famílias, com 11.233 casas parcialmente destruídas e 4.883 totalmente destruídas, agravando o balanço anterior.

Até sexta-feira era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique, avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional.

Dos 80 centros de acomodação abertos desde o início da época das chuvas, 69 permanecem ativos, com 70.488 pessoas, das 55.722 que já tiveram de ser retiradas das áreas evacuadas, segundo os mesmos dados do INGD.

Foram afetadas ainda 56 unidades sanitárias e 44 casas de culto, além de 306 escolas, sete pontes, 27 aquedutos, 2.515 quilómetros de estrada danificados e 155 postes de eletricidade tombados.

O registo do INGD aponta ainda para 165.841 hectares de área agrícola afetados, dos quais 73.695 hectares dados como perdidos, afetando 111.535 agricultores, além da morte de 38.770 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

O Governo moçambicano estima que 40% da província de Gaza está submersa, devido às fortes cheias dos últimos dias, e que vários distritos de Maputo estão inundados, além da total destruição de, pelo menos, 152 quilómetros de estradas nacionais.

As autoridades moçambicanas montaram segunda-feira um centro de coordenação nacional, liderado pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, no aeroporto de Xai-Xai, província de Gaza.

Hoje prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, tejadilhos de carros ou na copa das árvores, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas, quase ininterruptas desde há vários dias, e que estão a obrigar as barragens, incluindo dos países vizinhos, a aumentar fortemente as descargas, por falta de capacidade.

Estão envolvidos nestas operações, condicionadas pelo estado do tempo, seis helicópteros e quatro aeronaves.

Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.

Taiwan quer adquirir mais de 200 mil "drones" através de orçamento de Defesa... Taiwan pretende adquirir mais de 200 mil veículos aéreos não tripulados ("drones") através de um orçamento especial de Defesa no valor de 1,25 biliões de dólares taiwaneses (cerca de 33.893 milhões de euros), noticiou hoje a imprensa local.

Por LUSA 

Durante uma sessão de esclarecimento realizada na segunda-feira com os deputados, o Ministério da Defesa Nacional (MDN) de Taiwan revelou sete categorias de armamento previstas neste plano, concebido para reforçar as capacidades defensivas da ilha face à crescente pressão militar da China.

O projeto prevê a compra de aproximadamente 200 mil veículos aéreos não tripulados -- incluindo "drones" costeiros de vigilância e reconhecimento, bem como "drones" de ataque --, mais de mil embarcações não tripuladas, munições "vagueantes" como o modelo Altius-700M e diversos sistemas "antidrones".

A formação de uma vasta frota de "drones" tornou-se uma das prioridades para a defesa de Taiwan, que vê na experiência ucraniana um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada para fazer face a uma eventual agressão de Pequim.

Entre os armamentos que Taiwan pretende adquirir contam-se ainda 82 sistemas lançadores de foguetes múltiplos HIMARS, acompanhados de 1.203 contentores com projéteis de precisão e 420 mísseis táticos, bem como artilharia autopropulsionada -- 60 obuses M109A7 -- e mísseis antitanque, entre os quais 1.050 Javelin e 1.545 TOW-2B.

Estas aquisições seriam financiadas através de um orçamento especial anunciado no ano passado pelo líder de Taiwan, William Lai, para vigorar entre 2026 e 2033, com o objetivo de consolidar umas forças armadas capazes de "defender permanentemente" o "Taiwan democrático" face à "ameaça chinesa".

Os fundos serviriam ainda para apoiar o desenvolvimento do denominado "Escudo de Taiwan" (T-Dome), um sistema de defesa aérea em camadas, anunciado por Lai a 10 de outubro, inspirado na "Cúpula de Ferro" (Iron Dome) de Israel e na "Cúpula Dourada" (Golden Dome) proposta pelos Estados Unidos.

Contudo, os dois principais partidos da oposição -- o Kuomintang (KMT) e o Partido Popular de Taiwan (PPT) --, favoráveis a uma maior aproximação entre Taipé e Pequim, têm bloqueado a tramitação do orçamento graças à maioria legislativa que detêm, acusando ainda o Governo de falta de transparência no plano de despesas.

Pequim considera Taiwan como "parte inalienável" do território chinês e não exclui o uso da força para recuperar o seu controlo, uma posição rejeitada pelo Executivo de Taipé, que defende que apenas os 23 milhões de taiwaneses têm o direito de decidir o seu futuro político.


Leia Também: China opõe-se a acordos com "implicações soberanas" entre os EUA e Taiwan

Cheias em Moçambique - UCCLA manifesta solidariedade

A UCCLA manifesta a sua solidariedade para com o povo de Moçambique, na sequência das intensas chuvas que têm assolado diversas regiões do país, provocando vítimas mortais, desaparecidos, deslocados e significativos danos materiais, com impactos graves nas comunidades, nas infraestruturas e nas condições de vida das populações afetadas.

Neste momento particularmente difícil, a UCCLA endereça as suas mais sentidas condolências às famílias enlutadas e expressa total solidariedade para com todos os moçambicanos, reafirmando o seu compromisso de cooperação e solidariedade no seio da comunidade lusófona, desejando uma rápida recuperação das zonas afetadas e o restabelecimento das condições de segurança e bem-estar das populações.

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Governo justifica pagamento presencial de salários na Função Pública como medida de combate a irregularidades

Bissau – O Governo da Guiné-Bissau esclareceu que o pagamento presencial dos salários aos funcionários públicos não constitui uma medida inédita e visa, sobretudo, combater irregularidades persistentes na Administração Pública, incluindo a existência de funcionários-fantasma e esquemas organizados de desvio de fundos do Estado.

Em comunicado divulgado pelo Gabinete de Imprensa e Comunicação do Gabinete do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, o Executivo sublinha que, em ocasiões anteriores, o pagamento presencial revelou-se eficaz para expor práticas irregulares que se mantiveram ao longo do tempo, nomeadamente a presença de funcionários inscritos nos quadros do Estado que auferem salários sem exercerem qualquer função efetiva.

Segundo o documento, o Primeiro-Ministro tem realizado, em diversas ocasiões, visitas não anunciadas a ministérios e instituições públicas sob tutela do Estado, com o objetivo de verificar a assiduidade dos funcionários pagos pelo erário público. Nessas deslocações, Ilídio Vieira Té entrou nos gabinetes, questionou a ausência de trabalhadores e alertou para a necessidade de cumprimento das obrigações funcionais, numa postura pedagógica que, contudo, se revelou desgastante ao longo do tempo.

Medida resulta de uma situação estrutural grave

O Governo de Inclusão explica que a decisão de retomar o pagamento presencial resulta da constatação de uma situação estrutural grave no funcionamento da Administração Pública, que exige correções imediatas.

As autoridades identificaram a existência de funcionários-fantasma em determinados ministérios, que recebem salários sem nunca comparecerem ao local de trabalho. Em alguns casos, apurou-se que esses funcionários se encontram mesmo fora do país.

Foram igualmente detetadas situações de funcionários que residem no estrangeiro há vários anos e que, apesar disso, continuam a beneficiar regularmente do pagamento dos seus vencimentos.

Redes organizadas de fraude ao Estado

O comunicado revela ainda a existência de redes de conivência triangular em várias instituições públicas, envolvendo o funcionário ausente, elementos do respetivo ministério e agentes ligados aos serviços financeiros. Estas redes permitiriam a manutenção fraudulenta dos pagamentos, sendo que, em muitos casos, os montantes indevidamente recebidos são posteriormente repartidos entre os membros do esquema.

Perante esta realidade, o Governo decidiu implementar mecanismos excecionais de verificação com o objetivo de identificar quem exerce efetivamente funções na Administração Pública, eliminar os funcionários-fantasma e desmantelar eventuais esquemas organizados de desvio de fundos públicos associados à massa salarial do Estado.

O Executivo sublinha que esta medida integra um esforço mais amplo de saneamento das finanças públicas, reforço da transparência e promoção da responsabilização administrativa, com vista a garantir uma gestão mais rigorosa e eficiente dos recursos do Estado.

@RTB

domingo, 18 de janeiro de 2026

Diomaye Faye e Sonko celebram vitória no Senegal com mensagem de gratidão e orgulho.🇸🇳‼️

O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, e o primeiro ministro Ousmane Sonko celebraram com entusiasmo a recente vitória no país. Em declaração pública, ambos expressaram alegria e emoção, ressaltando a importância da fé, da união e do trabalho coletivo para o resultado alcançado.

"Todo destino pertence a Allah", afirmaram, em mensagem dirigida ao povo senegalês, agradecendo pelo apoio e pela confiança recebida ao longo do processo. A declaração reforça o tom de gratidão e orgulho nacional diante da conquista.

Acidente em Espanha: Governo confirma 21 mortos e 30 feridos graves... O Governo de Espanha confirmou pelo menos 21 mortos e 30 feridos graves no acidente ferroviário de domingo à noite em Córdoba, no sul do país, mas admitiu que o número de vítimas mortais pode ser maior.

Por LUSA 18/01/2026

"Há 21 mortos confirmados oficialmente neste momento, mas não podemos dar esse número como definitivo", disse o ministro dos Transportes, Óscar Puente, numa conferência de imprensa em Madrid.

Segundo o ministro, que falava pouco antes da 01:00 da madrugada (meia-noite em Lisboa) todos os feridos foram já atendidos e 30 foram hospitalizados.

No terreno, as tarefas centram-se agora exclusivamente no "levantamento dos cadáveres", disse Óscar Puente.

O ministro disse não haver ainda uma explicação para o acidente, que envolveu dois comboios de alta velocidade e que será necessário esperar pelo resultado da investigação, a cargo de uma comissão especializada e competente para estes casos.

Óscar Puente qualificou o acidente, "numa reta", como "tremendamente estranho", revelando que a via foi totalmente renovada recentemente, em trabalhos que terminaram em maio passado, e que também o comboio que descarrilou inicialmente era "praticamente novo" e tem cerca de quatro anos.

 O acidente ocorreu por volta das 19:45, quando algumas composições de um comboio da empresa privada Iryo, que ligava Málaga a Madrid, descarrilaram e invadiram outra via, num momento em passava outro comboio, em sentido contrário, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.

Sempre segundo o ministro, o choque com os vagões que descarrilaram fez "sair disparadas" da via as duas primeiras carruagens do comboio Alvia, da Renfe, onde seguia a maioria das vítimas mortais.

No comboio da Iryo viajavam 317 pessoas, segundo a empresa, e no da Renfe iam cerca de 200, com as primeiras carruagens, as duas que saltaram dos carris, a levarem 37 pessoas, segundo o ministro.

O acidente ocorreu no município de Adamuz (Córdoba), na região da Andaluzia.

O Governo regional da Andaluzia acionou o plano autonómico de emergências de proteção civil e o executivo central de Espanha enviou para o local 37 militares da Unidade Militar de Emergências (UME), uma estrutura das forças armadas especializada em situações de catástrofe.

A empresa pública Adif, que gere as infraestruturas ferroviárias em Espanha, anunciou que os comboios de alta velocidade entre Madrid e Córdoba, Sevilha, Málaga, Granada e Huelva (todas cidades na Andaluzia) estão suspensas e assim se manterão durante todo o dia de segunda-feira, pelo menos.

Esta noite, permanecerão abertas as estações de Atocha (Madrid), Córdoba e Sevilha, assim como as de Málaga e Huelva (origem e destino dos comboios envolvidos no acidente), onde foram preparados espaços para atender e acolher familiares das vítimas que o possam necessitar", acrescentou a Adif, num comunicado.


Leia Também: Presidente da Comissão Europeia transmite condolências a Espanha

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou hoje condolências às famílias das vítimas do acidente com dois comboios de alta velocidade em Córdoba, estendendo a sua solidariedade ao povo espanhol.


Países da UE reúnem-se em Bruxelas para preparar resposta às ameaças de Trump... A UE convocou uma reunião de emergência dos embaixadores dos Estados-membros, para este domingo, em Bruxelas. Os 27 países querem coordenar a resposta à ameaça de Trump em impor mais tarifas aos países que não apoiarem o plano norte americano de anexação da Gronelândia.

Por Sicnoticias 

A União Europeia promete uma reação concentrada e coordenada a uma ameaça que não tem precedentes na história da relação entre os Estados Unidos e a Europa. Os embaixadores dos Estados-membros foram convocados para uma reunião de emergência, em Bruxelas este domingo.

Os líderes europeus reagiram à ameaça de Donald Trump de impor mais tarifas aos países que não apoiarem o plano norte americano de anexação da Gronelândia.

"O que podemos dizer é que a União Europeia (UE) será sempre muito firme na defesa do Direito Internacional, seja onde for. E claro, começando pelo território dos Estados-membros da UE", afirma António Costa, presidente do Conselho Europeu, acrescentando que "por agora, estou a coordenar uma resposta conjunta dos Estados-membros da UE sobre esse tema".

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defende que o futuro da Gronelândia deve ser decidido apenas pelos habitantes da ilha e pela Dinamarca. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, diz que a intimidação e as ameaças não vão funcionar e que são "intoleráveis".

O governo holandês vai mais longe e fala em chantagem por parte de Washington.

No entanto, Donald Trump insiste que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia mesmo contra a vontade da maioria da população que se continua a manifestar contra a possibilidade de uma anexação americana.

A Gronelândia é um território autónomo da Dinamarca, no Ártico, que tem recursos naturais significativos e uma enorme importância estratégica.


O secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, Scott Bessent, mostrou-se convicto de que a Europa acabará por reconhecer que a anexação da Gronelândia, reivindicada pelo Presidente norte-americano Donald Trump, é a melhor decisão possível.


África do Sul declara situação de catástrofe nacional devido às chuvas... A África do Sul declarou hoje "situação de catástrofe nacional" devido às chuvas torrenciais e inundações que causaram a morte de pelo menos 30 pessoas na parte norte do país, danificaram milhares de casas e destruíram estradas e pontes.

Por Noticiasaominuto.com 

A declaração foi feita pelo chefe do Centro Nacional de Gestão de Catástrofes e anunciada pelo Governo e permite que o executivo nacional coordene a resposta à catástrofe.

O maior impacto das chuvas torrenciais registou-se nas províncias do norte de Limpopo e Mpumalanga, onde ocorreram as mortes.

O Ministério da Governança Cooperativa e Assuntos Tradicionais da África do Sul disse que pelo menos três outras províncias também foram afetadas pelo mau tempo.

Partes da África do Sul, bem como os países vizinhos Moçambique e Zimbábue, sofreram chuvas fortes durante semanas, o que resultou em graves inundações no centro e sul de Moçambique e no norte da África do Sul.

Mais de 100 pessoas morreram nos três países desde o início das chuvas no final do ano passado.

As inundações no norte da África do Sul causaram o encerramento do Parque Nacional Kruger e a retirada de centenas de turistas e funcionários de acampamentos inundados para outras partes do parque.

A primeira-ministra da província de Limpopo disse que o mau tempo causou cerca de 240 milhões de dólares em danos na sua região, com muitas casas e edifícios completamente destruídos.

Mais de 100 pessoas morreram em inundações no ano passado na província de Cabo Oriental, no sul da África do Sul, enquanto mais de 400 morreram em inundações na província de KwaZulu-Natal em 2022.

Maus presságios! Os 7 tipos de sonhos que nunca deve ignorar... Nalguns casos, os sonhos podem ser somente reflexos simples da imaginação, mas noutras situações chegam a ser considerados presságios. Alguns sonhos e pesadelos podem carregar mensagens importantes que não devem ser ignoradas. Descubra alguns sinais de alerta.

Por  Noticiasaominuto.com 

Já acordou sobressaltado depois de alguns sonhos mais conturbados? Há sonhos que são presságios e não devem ser ignorados. Embora pareça uma questão astrológica, este tema não se prende com astrologia, mas sim com vivências do dia a dia.

O corpo emite todos os sinais de alertas, mas cabe a cada indivíduo saber descodificá-los.

Sinais ou reações anormais do corpo a determinados pensamentos podem trazer demasiadas preocupações para o quotidiano, por isso, a Dream Dictionary apresenta algumas ferramentas para simplificar a interpretação dos sonhos. E estes não pode mesmo continuar a ignorar, podem ser "avisos de maus presságios", descrevem.

Sonhar com dentes

De acordo com estes especialistas do sono, sonhar com dentes é dos sonhos mais comuns, porém dos mais perturbadores.

Geralmente estes pesadelos retratam "dentes arrancados, ausência inexplicável, dentes a partir ou simplesmente a cair".

Em livros de sonhos do antigo Egito, alguns especialistas diziam que os "sonhos com dentes conectavam as pessoas que sonhavam a perdas pessoais, ansiedade, morte de entes queridos ou grandes mudanças de vida".

Acidentes

Este tipo de sonhos não significa que vá sofrer uma acidente de viação, mas pode estar relacionado com elementos psíquicos ligados a este tipo de problemas ou somente receio de que possam acontecer no futuro.

Geralmente este tipo de sonhos traduz preocupações "associadas ao passado, mas que se podem refletir no futuro", explicam.

Mordidas de Cobra

Nem todas as cobras são consideradas um mau presságio, na verdade, às vezes aparecem como "símbolos de cura interior ou renascimento".

mas se em algum momento do sonho a cobra morder ou atacar alguém durante o sonho, o significado pode ser ligeiramente diferente.

Na verdade, não são os sonhos que fazem a previsão, o cérebro é que emite todos os sinais, com base em preocupações e coisas aparentemente irrelevantes do dia a dia que, afinal, não são assim tão irrelevantes.

A natureza enigmática e enganosa da cobra pode assustar, mas o importante é que se centre na sua realidade e perceba o que lhe pode estar a causar preocupações.

Ratos

Este animal representa geralmente sinais de negligencia. De acordo com estes especialistas, "os únicos sonhos bons com ratos são quando eles aparecem mortos pela pessoa que está a sonhar ou quando fogem de casa".

E à semelhança de uma praga de ratos, este tipo de sonhos também representa sinais de "problemas extremamente difíceis de identificar e eliminar". 

Baratas

Esta pode ser "uma mensagem do seu inconsciente para investigar a sua sombra pessoal", referem. Por norma, está associado ao lado sombrio da personalidade de alguém, bem como aos seus impulsos e "comportamentos que estão provavelmente a ser ridicularizados na sua mente".

Uma criança em perigo

É como nos filmes de terror, sejam animais ou crianças, estas duas opções nunca combinam bem e revelam sempre sinais de perigo.

Neste caso, nos sonhos quando há uma criança em perigo, geralmente reflete "a criança interior de quem está a sonhar". Estes especialistas sublinham que "crescer não é fácil", mas crescer com traumas de infância pode ser ainda mais preocupante e pode chegar a "atrapalhar o nosso desenvolvimento para nos tornarmos adultos totalmente integrados".

Perante uma situação destas, se conseguir estabelecer alguma consciência durante o sonho interagir de alguma forma com essa criança faça o que os especialistas recomendam:

Crie um diálogo ativo com a criança

Volte para a época do trauma ou que estava magoado

Diga coisas acolhedoras e que ofereçam tranquilidade

Medite com os pensamentos em torno do tempo em que era criança

Assegure que tudo ficará bem

Pratique meditação e visualização criativa

Desastres naturais

A mãe natureza aparece com força nos sonhos e isso pode representar um aviso de "uma ameaça inconsciente ou externa que causará estragos na sua vida", rematam os especialistas.

Oposição fora da futura Assembleia Legislativa após eleições no Benim... O bloco presidencial do Benim conquistou todos os assentos nas eleições legislativas da semana passada, relegando a oposição para fora da futura assembleia, segundo os resultados provisórios anunciados no sábado à noite pela Comissão Eleitoral Nacional.

Por  LUSA 

Um mês após uma tentativa frustrada de golpe de Estado, os benimenses foram às urnas em 11 de janeiro para as eleições legislativas e locais.

A taxa de participação foi de 36,73% (contra 37% em 2023), de acordo com a Comissão Eleitoral Nacional Autónoma (CENA).

Apenas dois partidos políticos da aliança presidencial conseguiram reunir 20% dos votos em cada um dos 24 círculos eleitorais para poderem ter assento na Assembleia Legislativa, conforme exige o código eleitoral.

Trata-se da União Progressista Renascida (UP-R), que lidera com 41,15% dos votos e obtém 60 assentos, seguida pelo Bloco Republicano (BR), que obtém 36,64% dos votos e 49 assentos.

Na atual Assembleia Legislativa, o bloco presidencial possui 81 dos 109 assentos.

O principal partido da oposição, os Democratas, perdeu os seus 28 assentos e não entrará no hemiciclo.

Embora tenha obtido 16,16% dos votos, não conseguiu atingir o limiar de 20% dos votos em cada um dos 24 círculos eleitorais, condição indispensável para entrar no parlamento.

Estas eleições legislativas foram as únicas em que o principal partido da oposição foi autorizado a participar e não apresentou candidatos às eleições municipais, realizadas em simultâneo, e também se candidatará às eleições presidenciais de abril próximo, por não ter um número suficiente de apoios.

O presidente do Benim, Patrice Talon, deixará o cargo em abril, após dois mandatos de cinco anos, em conformidade com a Constituição, e o seu sucessor e ministro das Finanças, Romuald Wadagni, é o grande favorito para lhe suceder.

Wadagni terá apenas um adversário, o opositor Paul Hounkpè, das Forças Cauris para um Benim Emergente (FCBE), considerado moderado.

11 milhões de eleitores escolhem hoje sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa... Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República muito disputadas e com recorde de 11 candidatos.

Por  Noticiasaominuto.com 

As mesas de voto abrem às 08h00 e encerram às 19h00, em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horários.

De acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 03 de janeiro.

Desses, 218.481 dos votantes recenseados no território nacional, incluindo Marcelo Rebelo de Sousa, inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que aconteceu no passado domingo.

A 11.ª eleição para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974 conta com um número recorde de candidatos (11).

São eles, de acordo com a ordem no boletim de voto, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), o músico Manuel João Vieira, Catarina Martins (apoiada pelo BE), João Cotrim Figueiredo (apoiado pela IL), o pintor Humberto Correia, António José Seguro (apoiado pelo PS), Luís Marques Mendes (apoiado por PSD e CDS-PP), André Ventura (apoiado pelo Chega), António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo.

O boletim de voto conta ainda com os nomes de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais - qualquer voto num dos três será considerado nulo.

Estas eleições presidenciais, as mais disputadas de sempre em número de candidatos, mas também a acreditar nas sondagens, procuram inverter o crescimento da abstenção, que em 2021 atingiu o maior valor de sempre.

Há cinco anos, 60,76% dos inscritos não votaram nas eleições que reelegeram Marcelo Rebelo de Sousa, realizadas no momento mais grave da propagação da covid-19 em Portugal.

O baixo número de votantes resultou também do recenseamento eleitoral automático dos emigrantes com cartão de cidadão válido, que decorreu de uma mudança à lei, feita em 2018.

Em 2021, dos 1.549.380 inscritos no estrangeiro, apenas 29.153 votaram, meros 1,88%. A 'gigante' taxa de abstenção lá fora, de 98,12%, contrastou com a registada em território nacional, que foi de 54,55%.

Se algum candidato obtiver mais de 50% dos votos expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.

Esta é a 11.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).

sábado, 17 de janeiro de 2026

👉🏾O general Mamadi Doumbouya, que liderou o golpe militar de 2021, tomou hoje posse como Presidente da Guiné-Conacri, terminando as suas funções de chefe do Governo de transição após mais de quatro anos.

A cerimónia de posse, que durou várias horas, decorreu num estádio na capital Conacri perante 50 mil pessoas.

Doumbouya, que venceu as eleições a 28 de dezembro com 86,72% dos votos, fez o juramento de posse sobre a nova Constituição, aprovada por referendo durante o período de transição, em setembro de 2025.

"Juro perante Deus e perante o povo da Guiné respeitar e assegurar o rigoroso respeito pela Constituição, pelas leis e pelas decisões dos tribunais", declarou, com a mão direita erguida. 

(LUSA)

Trump vai taxar oito países que se opõem ao controlo da Gronelândia... O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse hoje que irá cobrar uma taxa de importação de 10%, a partir de fevereiro, sobre mercadorias de oito países europeus, devido à oposição ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia.

Por LUSA 

Trump disse numa publicação nas redes sociais que a Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia enfrentarão a tarifa, que seria elevada para 25% a 01 de junho, se não for assinado um acordo para a "compra completa e total da Gronelândia" pelos Estados Unidos.

Entretanto, centenas de pessoas na capital da Gronelândia enfrentaram hoje temperaturas próximas de zero, chuva e ruas geladas para marchar em apoio da sua autogovernação, face às ameaças de uma tomada de poder pelos Estados Unidos.

Os groenlandeses agitavam as suas bandeiras nacionais vermelhas e brancas e ouviam canções tradicionais enquanto caminhavam pelo pequeno centro de Nuuk.

Alguns transportavam cartazes com mensagens como "Nós moldámos o nosso futuro", "A Gronelândia não está à venda" e "A Gronelândia já é grande". Foram acompanhados por milhares de outras pessoas em manifestações por todo o reino dinamarquês.

Trump insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território semiautónomo da Dinamarca, membro da NATO, e disse no início desta semana que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos americanas seria inaceitável.


Leia Também: Gronelândia. Ministra dinamarquesa junta-se aos protestos: "Ameaça real"

Milhares de pessoas juntaram-se hoje no centro de Copenhaga para uma marcha de protesto que terminou em frente à embaixada dos Estados Unidos para exigirem que os norte-americanos recuem nas ameaças de compra ou tomada pela força da Gronelândia.


Delcy Rodríguez afasta aliado de Maduro. "Novas responsabilidades"... A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a demissão do ministro da Indústria, Alex Saab, um aliado próximo do Presidente Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos em 03 de janeiro.

Por  LUSA 17/01/2026

Numa mensagem publicada na sexta-feira na plataforma Telegram, Rodríguez explicou a mudança com planos para uma fusão entre o Ministério das Indústrias e Produção Nacional e o Ministério do Comércio Nacional.

A "nova entidade" será chefiada por Luis Antonio Villegas, que desempenhava as funções de ministro do Comércio Nacional desde que tinha sido nomeado por Maduro, em fevereiro de 2024.

"Agradeço ao meu colega Alex Saab pelos serviços prestados à nação; ele vai agora assumir novas responsabilidades", disse Delcy Rodríguez sobre o dirigente, um venezuelano nascido na Colômbia.

Preso em 2020, em Cabo Verde, Saab foi mais tarde extraditado para os Estados Unidos, onde foi acusado de criar um esquema para desviar ajuda alimentar em benefício de Maduro e do Governo de Caracas.

O empresário, nascido em Barranquilla, na Colômbia, e de ascendência libanesa, foi trocado em dezembro de 2023 por dez norte-americanos presos na Venezuela, através de um indulto assinado pelo então presidente dos EUA Joe Biden.

Em março de 2024, os tribunais norte-americanos rejeitaram as acusações contra Saab.

Em dezembro de 2024, Saab foi nomeado ministro da Indústria. Antes da nomeação, desempenhava as funções de presidente do Centro Internacional de Investimento Produtivo da Venezuela.

Também na sexta-feira, Rodríguez nomeou três novos ministros para as tutelas da Comunicação e Informação, dos Transportes e do Eco-socialismo.

O vice-almirante Aníbal Coronado é o novo ministro dos Transportes, enquanto Freddy Ñáñez irá "promover políticas públicas para a proteção da Mãe Terra (Pachamama) e de todas as questões ambientais", disse a chefe de Estado.

O filósofo e escritor Miguel Pérez Pirela é o novo ministro para a Comunicação e Informação. "A sua formação académica, experiência e convicção continuarão a fortalecer a luta pela comunicação em defesa da verdade na Venezuela", argumentou Rodríguez.

Desde que assumiu a presidência interina, após a captura do presidente Nicolás Maduro durante o ataque militar norte-americano na Venezuela, em 03 de janeiro, Rodríguez iniciou um processo 'exploratório' para retomar as relações com os Estados Unidos.

O Governo interino, que Trump alega estar sob proteção de Washington, concordou em enviar milhões de barris de crude para os EUA para venda e abriu a indústria petrolífera ao investimento estrangeiro com o apoio do executivo republicano.

Em 03 de janeiro, as forças militares norte-americanas atacaram Caracas e três regiões próximas da capital, capturando Maduro e Flores, que foram levados para Nova Iorque, onde serão julgados por acusações relacionadas com narcoterrorismo.

A então vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina dois dias após o ataque, por ordem do Supremo Tribunal de Justiça.

Ativistas convocam protestos nos EUA contra Trump no aniversário da tomada de posse... Sob o lema "Free America Walkout" ("América Livre nas Ruas", numa tradução livre para português), as ações estão marcadas para a tarde de terça-feira (dia 20) em dezenas de cidades dos Estados Unidos.

  SIC Notícias/ Com Lusa 17/01/2026

Vários grupos de ativistas convocaram para 20 de janeiro uma jornada nacional de protestos contra Donald Trump, de forma a assinalar o primeiro aniversário da tomada de posse do Presidente norte-americano com marchas de repúdio por todo o país.

Sob o lema "Free America Walkout" ("América Livre nas Ruas", numa tradução livre para português), as ações estão marcadas para a tarde de terça-feira (dia 20) em dezenas de cidades dos Estados Unidos, incluindo Los Angeles, São Francisco, Nova Iorque, Seattle, Dallas, Las Vegas, Portland, Tucson, Salt Lake City, Houston, Minneapolis, Oklahoma e Detroit.

Os organizadores pedem às pessoas que saiam do trabalho, das escolas e dos serviços e comércio para marchar nas ruas a partir das 14:00 locais, "porque uma América livre começa no momento em que deixamos de cooperar".

As rusgas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) são um dos principais motivos dos protestos, depois de pelo menos nove pessoas terem sido abatidas a tiro por agentes desta agência federal. A morte mais recente foi a da cidadã norte-americana Renee Good, a 07 de janeiro em Minneapolis, que motivou manifestações em várias cidades.

"A 20 de janeiro, vamos juntar-nos em todo o país para protestar contra o fascismo", declarou Emiliana Guereca, presidente da organização Women's March Foundation, num comunicado sobre a iniciativa.

"As nossas crianças estão a olhar para nós. O mundo está a olhar para nós. A História está a olhar para nós", afirmou, acrescentando: "O que fizermos agora vai decidir se vão herdar medo ou liberdade".

A Women's March, organização criada para protestar a primeira eleição de Donald Trump, em 2016, é a principal organizadora das marchas.

Entre os parceiros que vão coordenar as ações no terreno está também o movimento 50501, cujo nome representa "50 Protests, 50 States, One Movement" ("50 protestos, 50 estados, um Movimento").

Este grupo tem sido um dos mais ativos a mobilizar manifestantes contra Donald Trump desde que o Presidente republicano regressou à Casa Branca e tomou posse para um segundo mandato, há um ano.

"2025 foi um ano de marchas que provaram a nossa força coletiva", salientaram os organizadores no 'website' dedicado à jornada de protesto.

"O regime MAGA [Make America Great Again] já sinalizou que um segundo mandato significa uma onda mais profunda e mais aberta de misoginia, racismo, xenofobia e violência que o primeiro", destacaram ainda os promotores.

"Este momento exige um empenho redobrado do nosso movimento", frisaram.

As marchas pretendem ser pacíficas e apropriadas para famílias, segundo as descrições em vários eventos, como o de Burbank no condado de Los Angeles.

O site da ação da Women's March contabiliza 451 eventos de protesto marcados para os próximos dias.