quarta-feira, 29 de abril de 2026

Cuba: Havana rejeita acusações sobre acolher inimigos de Washington... O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano afirmou hoje que os Estados Unidos inventam pretextos "fracos e falaciosos" quando acusam Cuba de facilitar a presença no território de militares e serviços de inteligência de adversários de Washington.

© ADALBERTO ROQUE / AFP via Getty Images    Por LUSA  29/04/2026 

"Cuba é um país pacífico que não agride outros, não permite que o seu território seja usado contra outros e tem um historial limpo contra o terrorismo, o crime organizado internacional e a violência", escreveu Bruno Rodríguez nas redes sociais.

As declarações do ministro cubano surgem após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter afirmado que Cuba permitia a presença de bases militares e serviços de inteligência dos adversários dos Estados Unidos (EUA) a 90 milhas (145 quilómetros) do seu território.

Rubio fez essas declarações numa entrevista à Fox News e garantiu que a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, não tolerará esse tipo de ações.

As declarações do secretário de Estado norte-americano foram divulgadas no mesmo dia em que o Senado rejeitou uma proposta dos democratas para limitar as possíveis operações militares que Trump possa ordenar contra Havana.

A este respeito, o chefe da diplomacia cubana classificou hoje como absurdo que o Departamento de Estado dos EUA alegue que Cuba, um "país em desenvolvimento, relativamente pequeno e submetido a uma guerra económica brutal", represente "uma ameaça para a maior potência militar, tecnológica e económica do mundo".

O ministro cubano salientou que esses argumentos já são "conhecidos pelo governo norte-americano e pelas suas agências de segurança e defesa".

A troca de acusações surge num momento em que os Estados Unidos planeiam realizar testes de sistemas não tripulados que utilizam inteligência artificial (IA) esta semana em Key West, uma ilha no sul do estado da Florida situada a apenas 150 quilómetros de Cuba.

Os exercícios militares, segundo publicou o Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) na rede social X, inscrevem-se no âmbito dos trabalhos para estabelecer as bases do novo Comando de Guerra Autónoma do Comando Sul (SAWC, na sigla em inglês), anunciado na semana passada.

O Exército norte-americano ordenou, a 21 de abril, a criação de uma força de guerra autónoma baseada em IA que apoiará as atividades do Southcom na América Central, América do Sul e nas Caraíbas, com o objetivo de desmantelar redes de narcotráfico.

O exercício militar denominado FLEX 2026, organizado pela Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos em Key West, servirá como um ensaio para integrar inteligência artificial, sistemas não tripulados e forças tradicionais em operações marítimas, informou o Southcom no X.

As manobras, centradas no combate às ameaças na região, fazem parte de uma estratégia mais ampla para a implantação de plataformas autónomas e semiautónomas em cenários reais, no meio de tensões com Cuba.

A administração Trump intensificou a pressão sobre Havana nos últimos meses com um bloqueio petrolífero e o apelo à procura de um acordo, centrado em reformas económicas e políticas.

A ilha das Caraíbas sofre com cortes de água e energia devido às sanções impostas pelos EUA e à interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela.

Trump já garantiu que, após a guerra com o Irão, vai virar a sua atenção para Cuba, prometendo "um novo amanhecer" para a ilha durante um discurso num evento da Turning Points USA na semana passada.

Os democratas argumentaram que a resolução sobre os poderes de guerra também era necessária para evitar que Trump lançasse uma campanha militar contra o país.

"Os Estados Unidos e Cuba precisam de encontrar uma forma de coexistir pacificamente", apontou o senador Peter Welch, democrata do Vermont.

Os democratas tentaram montar uma oposição política às ações militares de Trump forçando a votação através da Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que tinha como objetivo afirmar o poder do Congresso sobre a declaração de guerra.


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O Pentágono estima que a guerra contra o Irão tenha custado aos Estados Unidos cerca de 25 mil milhões de dólares (21,3 mil milhões de euros), sobretudo em munições, indicou hoje um alto responsável do Departamento de Defesa.

Foi realizada, nesta quarta-feira (29.04), na Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau, a abertura da Experiência Cultural Chinesa, uma iniciativa que visa promover o intercâmbio cultural e reforçar os laços de cooperação entre os dois povos.

Governo inaugura nova sede do Instituto Marítimo e Portuário e reforça compromisso com a economia azul

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações

Hoje, 29 de abril, 2026, o Governo da Guiné-Bissau inaugurou a nova sede do Instituto Marítimo e Portuário (IMP), numa cerimónia presidida por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té.

Sob liderança do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, este momento marca um passo firme na modernização do setor marítimo e na afirmação da economia azul como prioridade nacional.

O Ministro Florentino Mendes Pereira destacou que o IMP deve ser o “cérebro técnico” da política marítima, capaz de transformar o potencial do mar em empregos, investimentos e crescimento económico.

👉 O mar não é apenas fronteira.

É oportunidade. É riqueza. É futuro.

Com esta nova sede, o Governo reforça a sua capacidade de:

✔ Regular com autoridade

✔ Fiscalizar com rigor

✔ Planear com visão estratégica

✔ Servir melhor os cidadãos e investidores

A economia azul não é um slogan — é uma urgência estratégica.

O Ministério dos Transportes reafirma o seu compromisso com reformas, eficiência e resultados concretos para todos os guineenses.

Associações dos Pescadores e Bideiras de peixe em Conferência de Imprensa para anunciar a redução de preço do pescado


PESCADORES ARTESANAIS ANUNCIAM REDUÇÃO DO PREÇO DO PEIXE NA GUINÉ-BISSAU

As duas associações de pescadores artesanais anunciaram a redução dos preços do peixe no mercado nacional, na sequência do acordo firmado com o Governo de Transição. 

O anúncio foi feito esta quarta-feira, durante uma cerimónia denominada “Cumprimento do Acordo”, após o memorando do entendimento com o Ministério das Pescas, que visa a diminuição dos preços dos produtos da pesca.

O presidente da Associação Nacional dos Profissionais da Pesca Artesanal, Abulai Leni, garantiu que todo o trabalho foi realizado para assegurar o cumprimento dos preços estabelecidos.

A iniciativa foi também saudada pela Cooperativa das Mulheres Bideiras Transformadoras do Porto de Alto Bandim. A presidente da organização, Ama Camará, destacou a importância da medida para as vendedeiras e para os consumidores, sublinhando que a redução dos preços poderá contribuir para melhorar o acesso ao peixe.

Por sua vez, o secretário de Comunicação da Associação de Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES), Ernesto Gino Correia, alertou que a organização irá fiscalizar os preços nos mercados, de forma a garantir benefícios para os consumidores.

Recorde-se que o Governo havia assinado um memorando com pescadores artesanais e vendedeiras de peixe para reduzir o preço do pescado. A medida visa tornar o peixe mais acessível e melhorar a segurança alimentar na Guiné-Bissau.

O presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Roberto Vieira, presidiu a abertura do exercício de manipulação de dispositivos de coleta, centrado na identificação de dificuldades operacionais no terreno.

Desfile militar na Rússia sem tanques e mísseis: "Terrorismo ucraniano"... A Presidência da Rússia justificou hoje a ausência de armamento no tradicional desfile de 09 de maio, em Moscovo, devido ao agravamento do que classificou como "terrorismo ucraniano".

© Lusa   29/04/2026 

Nesse dia, a Rússia assinala a tomada da cidade de Berlim em 1945 pelo Exército Vermelho, as forças da ex-União Soviética, e a derrota da Alemanha nazi.  

No próximo mês de maio, o desfile que evoca a vitória vai apresentar um "formato reduzido" e será a primeira vez desde 2007 que a parada militar vai decorrer sem carros de combate, peças de artilharia e mísseis. 

"No contexto da ameaça terrorista, é evidente que estão a ser tomados todos os tipos de medidas para minimizar os riscos", disse hoje o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.

Por outro lado, Peskov afirmou que "o regime" de Kyiv está a perder terreno no campo de batalha e que atualmente está "totalmente envolvido em atividades terroristas".

"Não esqueçamos que, quaisquer que sejam as circunstâncias, o ano passado foi um aniversário significativo", disse, referindo-se ao facto de em 2025 ter sido assinalado o 80.º aniversário da derrota das tropas nazis pelo Exército Vermelho.

O Ministério da Defesa russo anunciou a decisão na terça-feira, justificando a medida com a atual situação operacional na Ucrânia.

O comunicado acrescentou que os soldados e alunos das escolas militares vão desfilar na Praça Vermelha, e que está a ser organizada uma demonstração da Força Aérea.

A imprensa independente russa no estrangeiro acredita que o verdadeiro motivo da decisão seja o desenvolvimento de mísseis de longo alcance por parte da Ucrânia e o facto de os drones poderem atingir alvos localizados a mais de mil quilómetros de distância.

O desfile militar realiza-se anualmente no "Dia da Vitória" (09 de maio), o feriado mais importante na Rússia e que voltou a ser assinalado a partir de 1995, quatro anos após o colapso da União Soviética.



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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou hoje a utilização de mísseis de longo alcance contra a Rússia, afirmando que Kyiv tem capacidade para atingir alvos até 1.500 quilómetros.

Portugal teve 3.237 casos de violência sexual e 494 de violação em 2024... Portugal registou, em 2024, 3.237 casos de violência sexual, sendo 494 de violação, estando a meio da tabela dos 27 Estados-membros, com a França à cabeça e o Chipre com os números mais baixos, divulga hoje o Eurostat.

© Lusa   29/04/2026 

De acordo com os dados do serviço de estatística da União Europeia (UE), os crimes de violência sexual subiram, em Portugal, de 3.218 em 2023 para 3.237 em 2024 e os especificamente de violação de 494 para 543.

Em 2024, foram feitas queixas às autoridades portuguesas de, 2.331 casos de violência sexual e 374 de violações.

França, com 96.654 queixas de violência sexual e 45.288 de violações, ocupava em 2024 o primeiro lugar da tabela seguida pela Alemanha (54.361 e 14.266) e a Suécia (21.207 e 9.309).

O menor número de casos foi registado em Chipre (58 de violência sexual e 48 de violação), Malta (141 e 78) e Lituânia (167 e 86, respetivamente).

As queixas de violência sexual reportadas na UE atingiram, em 2024, os 256.302 casos, um aumento homólogo de 5% nestes crimes e de 7% só nos de violação, segundo os dados mais recentes hoje divulgados pelo Eurostat.

Em relação aos homicídios voluntários, Portugal estava, no ano de referência, no 15.º lugar da UE, com 72 casos registados, um número abaixo dos 92 de 2014.

França (882), Alemanha (694) e Espanha (349) foram os que mais crimes deste tipo assinalados, estando o Luxemburgo (dois), Malta (cinco) e Chipre (nove) no extremo oposto da tabela.

O número de homicídios voluntários na UE apresentou, uma ligeira subida de 1% para 3.953 entre 2023 e 2024, registando-se uma quebra de 11% face aos 4.448 de 2014.


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As queixas de violência sexual reportadas na União Europeia (UE) atingiram, em 2024, os 256.302 casos, um aumento homólogo de 5% nestes crimes e de 7% só nos de violação, segundo os dados mais recentes hoje divulgados pelo Eurostat.

Presidente norte-americano recomenda a iranianos que sejam "inteligentes"... O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje que os iranianos "precisam ser mais inteligentes e depressa", enquanto as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão estão completamente paralisadas há vários dias.

© Getty Images   Por  LUSA  29/04/2026 

"O Irão não se consegue organizar. Não sabem como chegar a um acordo" sobre a questão nuclear, afirmou o líder dos Estados Unidos na rede social Truth Social.

A mesma publicação incluía uma fotomontagem do presidente norte-americano de óculos escuros, fato e gravata preta, segurando uma espingarda de assalto num cenário de guerra e com a legenda: "Chega de tentar ser bonzinho".

Os esforços para pôr fim à guerra no Médio Oriente estão hoje num impasse. Os Estados Unidos manifestaram ceticismo em relação a uma nova proposta de Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz, que está praticamente paralisado.

De acordo com um artigo do portal norte-americano Axios - divulgado pela agência de notícias oficial iraniana IRNA - a proposta iraniana visava reabrir o estreito de Ormuz e terminar a guerra, negociando a questão nuclear apenas numa fase posterior.

Entretanto, a questão nuclear continua a ser central para os Estados Unidos e para Israel, nomeadamente porque não querem que o Irão tenha armas nucleares.

Hoje, o Wall Street Journal divulgou, citando responsáveis norte-americanos, que o presidente Trump instruiu os seus conselheiros para se prepararem para um bloqueio prolongado ao Irão.

De acordo com estas fontes, Donald Trump indicou, principalmente durante uma reunião de crise na segunda-feira, que queria continuar a pressionar a economia iraniana e as suas exportações de petróleo, bloqueando as suas infraestruturas portuárias.

O chefe de Estado dos EUA "acredita que as suas outras opções - retomar os bombardeamentos ou retirar-se do conflito - apresentavam mais riscos do que manter o bloqueio", disseram estas autoridades ao WSJ.

O conflito no Médio Oriente foi iniciado em 28 de fevereiro com os ataques de Israel e dos Estados Unidos da América ao Irão, que retaliou sobre países vizinhos aliados de Washington e encerrou a navegação, nomeadamente de petroleiros, no estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico. As negociações de paz entre as partes encontram-se atualmente paralisadas.


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As autoridades do Irão executaram 21 pessoas e detiveram mais de 4.000 por motivos políticos ou relacionados com a segurança nacional desde o início da guerra em 28 de fevereiro, denunciou hoje a ONU.

Duelo de elegância: Melania e Camilla brilham em jantar na Casa Branca... Melania Trump e a rainha Camilla deram nas vistas com os looks escolhidos para o jantar de Estado na Casa Branca desta terça-feira à noite. O protocolo exigia vestidos formais e as duas fizeram jus ao dress code.

© Getty Images  Por  Notícias ao Minuto  29/04/2026 

Melania Trump e a rainha Camilla deram nas vistas com os looks escolhidos para o jantar de Estado na Casa Branca desta terça-feira à noite. 

Os reis britânicos, Carlos III e Camilla, recorde-se, estão a fazer uma visita oficial aos Estados Unidos da América de quatro dias e este encontro tem sido marcado por momentos importantes como o passado evento. 

O dress code era "white tie", o nível mais elevado e formal de vestuário e algo raro de acontecer na Casa Branca. A última vez foi durante a visita da rainha Isabel II aos EUA em 2007.

Os homens deveriam usar fraque preto, colete e gravata borboleta branca. Já às mulheres era exigido que escolhessem vestidos longos de noite, e os membros da realeza estariam autorizados a usar tiara. 

O look da rainha Camilla Parker Bowles 

A rainha usou um vestido de noite rosa, de mangas compridas, desenhado pela estilista Fiona Clare, com uma barra evasê e aplicações de pérolas brilhantes no corpete.

Camilla completou o look com uma carteira prateada, pulseiras da mesma cor e um colar de ametista e diamantes que não deixou ninguém indiferente. Esta peça foi um presente da ex-Duquesa de Kent à rainha Vitória e posteriormente passado para a Rainha Mary.

Carlos usou um fraque preto com colete e gravata borboleta branca, que combinou com uma faixa azul.

O look de Melania Trump

Conhecida por andar sempre elegante, Melania Trump fez jus ao seu bom gosto. A mulher do presidente americano brilhou com um vestido estruturado rosa claro da Dior Haute Couture. A peça tinha a cintura marcada e decote de um ombro só. A primeira-dama combinou o look com luvas de ópera off-white e brincos prateados. Trump usou um fraque preto com colete branco e gravata borboleta branca.

Carlos III usa o humor em discurso no Congresso

Antes do jantar de Estado, Carlos III discursou durante 20 minutos no Congresso onde fez várias piadas. 

O monarca brincou com a relação dos dois países, citou Oscar Wilde e deixou bem claro que não estava ali para reconquistar a América para a coroa britânica.  

Veja as imagens em detalhe.⇓ 


Ucrânia: 6.000 milhões do pacote de apoio de 90 mil milhões é para drones... A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje que seis dos 90 mil milhões de euros emprestados à Ucrânia se destinam a comprar drones.

© GINTS IVUSKANS/AFP via Getty Images    Por LUSA  29/04/2026 

"O primeiro pacote de defesa incidirá sobre drones provenientes e destinados à Ucrânia, num valor de cerca de seis mil milhões de euros", disse Ursula von der Leyen, num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França).

Depois do financiamento de 90 mil milhões ter sido desbloqueado, Von der Leyen referiu que a primeira metade, 45 mil milhões euros, será desembolsada este trimestre, dois terços dos quais se destinam à defesa ucraniana.

"Enquanto a Rússia duplica a sua agressão, a Europa duplica o apoio à Ucrânia", salientou.

A UE deu o aval ao empréstimo à Ucrânia após a Hungria ter levantado um veto de dois meses, imposto pelo antigo primeiro-ministro eurocético e nacionalista Viktor Orbán ter sido derrotado nas urnas, no dia 12.

terça-feira, 28 de abril de 2026

UNIÃO EUROPEIA condena descarga de cereais ucranianos em Israel e avisa para sanções... A União Europeia condenou hoje a descarga de cereais ucranianos por um navio da "frota fantasma" russa em Israel e avisou que, "se necessário", sancionará "indivíduos e entidades em países terceiros" para atingir o esforço de guerra de Moscovo.

© Kristian Tuxen Ladegaard Berg/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por LUSA  28/04/2026 

Numa declaração enviada à agência espanhola Europa Press, o porta-voz do Serviço Europeu para a Ação Externa, Anouar El Anouni, indicou que já foram feitos contactos com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel para expressar condenação pela descarga de cereais ucranianos roubados no porto de Haifa.

"Condenamos todas as ações que contribuem para o financiamento do esforço de guerra ilegal da Rússia, para iludir as sanções da União Europeia (UE), e continuamos preparados para responder a estas ações, acrescentando à lista indivíduos e entidades em países terceiros, se necessário", disse o porta-voz comunitário.

El Anouni acrescentou que a UE "tomou conhecimento" de relatos de que um navio da chamada "frota fantasma" russa, transportando cereais ucranianos roubados, foi autorizado a descarregar no porto de Haifa, "apesar de contactos prévios entre as autoridades ucranianas e israelitas sobre o assunto".

O porta-voz comunitário disse que a UE "mantém-se firme" no seu apoio a Kiev e na "pressão sobre a Rússia" até que ponha fim à "sua guerra de agressão", iniciada com a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Como exemplo, apontou a aprovação final do empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e do vigésimo pacote de sanções contra Moscovo.

Apesar da ameaça a Israel, qualquer medida de política externa, como a imposição de sanções, exige a unanimidade dos 27 Estados-membros do bloco europeu, uma tarefa complexa quando diz respeito a Israel, como sucedeu na semana passada, quando não se chegou a acordo para suspender o Acordo de Associação bilateral, proposto por Espanha.

Também não se chegou a acordo sobre a aplicação de medidas comerciais, que apenas exigem uma maioria qualificada, depois de países como a Alemanha e a Itália considerarem que era inapropriado sancionar Israel, alegando que também prejudicaria os seus cidadãos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia convocou hoje o embaixador israelita em Kiev para entregar uma nota de protesto.

O Governo ucraniano condenou a "contínua chegada a Israel de produtos agrícolas exportados ilegalmente pela Rússia a partir dos territórios temporariamente ocupados" durante a guerra.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, lamentou pelo seu lado a inação de Israel, sublinhando que as autoridades "não podem desconhecer os navios que chegam aos portos do país ou que carga transportam" e que, "em qualquer país normal", a compra de mercadorias roubadas acarreta responsabilidade legal.

Pouco antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, também criticou que "é difícil compreender a falta de uma resposta adequada de Israel ao legítimo pedido da Ucrânia".

O seu homólogo israelita, Gideon Saar, argumentou que Kiev "não apresentou qualquer prova para sustentar" as acusações contra os navios russos e "nem sequer solicitou assistência jurídica", criticando o facto de a Ucrânia ter recorrido aos meios de comunicação social e às redes sociais antes de abordar a questão bilateralmente.

"Sacrifício"? Reino Unido convoca embaixador do Irão em Londres... O Reino Unido convocou hoje o embaixador do Irão em Londres após a difusão de um apelo aos cidadãos iranianos residentes no território britânico para que "se sacrifiquem pela pátria".

© Lusa  28/04/2026 

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros responsável pelo Médio Oriente, Hamish Falconer, "deixou claro que tais atos e declarações eram totalmente inaceitáveis e que a embaixada deveria cessar qualquer comunicação suscetível de ser interpretada como um incitamento à violência no Reino Unido ou no estrangeiro", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico num comunicado.

Numa mensagem publicada a 15 de abril na sua conta da rede social Telegram, o consulado iraniano em Londres tinha apelado aos seus "compatriotas residentes no Reino Unido" para que se juntassem a uma campanha lançada pelas autoridades iranianas, batizada de "sacrificar-se pela pátria".

No Irão, por exemplo, a campanha levou dezenas de pessoas a formarem correntes humanas para proteger as centrais elétricas do país face aos ataques de Israel e dos Estados Unidos, de acordo com imagens divulgadas por meios de comunicação social estatais no início de abril.

A mensagem publicada apelava aos cidadãos iranianos em Londres para que se unissem "para expressar a sua solidariedade, lealdade e orgulho nacional", inscrevendo-se para participar nesta campanha, com um 'link' que remetia para o site do consulado.

O Reino Unido acolhe uma importante diáspora iraniana e Londres tem sido palco de manifestações de opositores às autoridades em Teerão desde o início do conflito, desencadeado por uma ofensiva israelo-americana em 28 de fevereiro.

Os serviços secretos britânicos alertam regularmente para as ações e ameaças das autoridades iranianas contra os opositores residentes no Reino Unido.

Além disso, a polícia está a investigar um grupo denominado Harakat al-Yamin al-Islamiyya (Hayi), suspeito de ser pró-Irão, que reivindicou incêndios e tentativas de incêndio recentes contra locais ligados à comunidade judaica em Londres e contra as instalações da televisão em língua persa Iran International, classificada como organização terrorista por Teerão.

Desde o ataque a ambulâncias de voluntários judeus em Londres a 23 de março, já foram detidas 26 pessoas no âmbito da investigação pela unidade de combate ao terrorismo a uma série de ataques contra instalações ligadas à comunidade judaica.

Oito suspeitos foram acusados de crimes relacionados com fogo posto e uma pessoa já foi condenada.

Entretanto, a polícia está a investigar um vídeo divulgado nas redes sociais na sexta-feira, no qual se alegava que a embaixada de Israel seria alvo de um ataque com drones transportando "substâncias perigosas".


Leia Também: Katz diz que Líbano está a receber "o mesmo tratamento de Gaza"

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, declarou hoje que o sul do Líbano "está a receber o mesmo tratamento de Gaza", após o exército reivindicar a destruição de túneis do grupo xiita Hezbollah na localidade de Qantara.

IMP CANCELA SUSPENSÃO PARCIAL DO TRANSPORTE MARÍTIMO ENTRE BISSAU E BOLAMA

Rádio Sol Mansi  28.04.2026
O Instituto Marítimo-Portuário da Guiné-Bissau anunciou o cancelamento da suspensão do transporte fluvial de passageiros na rota Bissau–Bolama–Bissau, mas apenas para embarcações autorizadas e que apresentem condições de segurança.

A decisão foi tomada esta terça-feira, após as preocupações levantadas pela população de Bolama na sequência da suspensão temporária aplicada devido ao recente incidente marítimo envolvendo uma piroga que ficou encalhada numa banca de areia perto do Ilhéu das Areias, conhecido como “Djiu di Arca”.

Segundo a nota do Instituto Marítimo-Portuário, à qual a Rádio Sol Mansi teve acesso, a suspensão tinha como objetivo impedir a circulação de pirogas e canoas sem autorização e sem condições adequadas de segurança para o transporte de passageiros.

No entanto, após encontros com a Administração Local, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) e representantes da sociedade civil local, a autoridade marítima decidiu aliviar a medida apenas para aquela travessia.

O Instituto refora que apenas poderão continuar a operar as embarcações devidamente autorizadas e que cumpram as normas de segurança marítima exigidas.

RÚSSIA: Quase 3.000 mulheres assassinadas na Rússia por violência de género... Cerca de 3.000 mulheres foram assassinadas na Rússia entre 2022 e 2024 devido a violência de género, noticiou hoje o portal digital opositor russo The Insider.

© Getty Images   Por  LUSA   28/04/2026 

A publicação 'online' especializada em investigações jornalísticas, verificação de factos e análise política, com uma equipa editorial espalhada pelo mundo, obteve este número com base em relatórios de ativistas dos direitos humanos e dados apresentados pelo país na ONU.

Outro relatório, apresentado pela organização não-governamental independente Algoritmo da Luz, situou em 2.284 o número de mulheres assassinadas por violência de género entre 2022 e 2023, sendo que 2.123 delas foram mortas pelos companheiros.

Segundo a ONG, os números mantiveram-se estacionários desde 2011, com um pico durante os anos da pandemia da covid-19 e consequentes confinamentos, quando sofreram um aumento de mais de 70%.

"As mulheres têm maior probabilidade de desistir das denúncias e menor probabilidade de as apresentar. Já não confiam no sistema. Temem que a divulgação do abuso leve ao assédio [da vítima]", disse a The Insider uma ativista que solicitou o anonimato.

O Governo russo censura e persegue organizações sem fins lucrativos e abrigos para vítimas que tentam sensibilizar a sociedade e a classe política para os maus-tratos às mulheres por parte dos maridos e familiares.

Os ativistas alertaram que o problema se agravou com a guerra russa na Ucrânia, iniciada com a invasão do país em fevereiro de 2022, uma vez que muitos combatentes voltam da frente ucraniana com transtornos pós-traumáticos que exteriorizam através da violência.

Além disso, muitos deles são agressores condenados que se livraram de cumprir penas de prisão, alistando-se no Exército russo e reincidiram depois nos mesmos crimes.

O jornal digital The Insider relatou numerosos casos de reincidência devido à ausência de legislação punitiva para casos de violência doméstica e de género.

Muitas vezes, apesar de dezenas de queixas de diferentes pessoas, a polícia apenas conversa com o agressor para tentar dissuadi-lo de voltar a agredir.

Os especialistas citados pelo portal concordaram que os dados oficiais não refletem a verdadeira dimensão do problema na Rússia e sublinharam que na legislação do país nem sequer existe uma definição oficial do que constitui este tipo de agressão.

Por exemplo, o Ministério do Interior não inclui nos relatórios de violência doméstica casos de agressões contra mulheres cometidas por companheiros com quem não estejam legalmente casadas e exclui também as situações resolvidas sem decisão judicial.

As regiões com os mais elevados índices de violência de género são as do Norte do Cáucaso: Chechénia, Daguestão e Inguchétia.

As mulheres enfrentam ali uma cultura completamente patriarcal, na qual são generalizados os crimes de honra, em que, em colaboração com as forças de segurança regionais, as mulheres são perseguidas, inclusive fora do país, para serem assassinadas.

No final de março, o senador russo e presidente da comissão de legislação do Senado russo, Andrei Klishas, justificou a ausência de legislação na Rússia para penalizar a violência doméstica argumentando que tal atenta contra a família tradicional.

Em 2017, o Presidente russo, Vladimir Putin, despenalizou parcialmente a violência doméstica, reduzindo-a a uma infração administrativa se não tiver consequências graves e se tratar de um primeiro delito.


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A Ucrânia abateu mais de 33 mil drones russos de vários tipos em março, um valor mensal recorde desde o início da invasão há mais de quatro anos, anunciou hoje o ministro da Defesa ucraniano.

ONG alerta para ameaças à tolerância étnica e religiosa na Guiné-Bissau... O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, defendeu hoje que apesar da tolerância étnica e religiosa ser um facto no país, o discurso de ódio e a instabilidade político-governativa "podem abrir espaços para radicalização".

Por LUSARadio TV Bantaba     28/04/2026 

O responsável falava hoje durante a conferência: "Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento na Guiné-Bissau" organizada, num hotel de Bissau, pela Liga dos Direitos Humanos e o instituto português Marquês de Valle Flor.

O encontro, transmitido pelos órgãos de comunicação social guineenses, juntou diplomatas, entre os quais o embaixador de Portugal em Bissau, Miguel Silvestre, representantes de organismos internacionais, líderes religiosos e organizações locais que atuam na defesa dos Direitos Humanos.

No seu discurso, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos destacou que apesar de não existirem, neste momento, casos concretos de radicalismo e extremismo violento, o país enfrenta desafios que devem ser levados em conta.

"Apesar da nossa rica tradição de tolerância étnica e religiosa, enfrentámos desafios internos que não podem ser ignorados", disse Bubacar Turé apontando para a instabilidade político-governativa e o aumento do discurso de ódio.

O dirigente da Liga dos Direitos Humanos notou que esses fenómenos "podem fragilizar a coesão social e abrir espaços a dinâmicas de radicalização" que, disse, podem ainda ser aceleradas pela "crise de confiança" dos cidadãos nas instituições.

Bubacar Turé considerou que a Guiné-Bissau precisa de um "dialogo sério, franco e inclusivo" para promover a reconquista da confiança e de prevenção em vez de respostas securitárias.

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos apontou para as estatísticas para afirmar que o radicalismo e extremismo violento causaram a morte, em 2025, a cerca de 23.900 pessoas em várias regiões da África.

Bubacar Turé citou o caso concreto do Mali para condenar os recentes ataques de grupos jihadistas que, disse, causaram a morte de várias pessoas entre as quais o ministro da Defesa daquele país, Sadio Camará.

Turé aproveitou para expressar a sua condenação aos ataques de jihadistas no Mali e ainda para apresentar condolências às autoridades pela morte nos ataques do ministro da Defesa maliano, Sadio Camará.

No mesmo evento, o embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, Miguel Silvestre salientou que apesar de a Guiné-Bissau ser "um país marcado notavelmente pela resiliência sociocultural e pelo secretismo religioso", a tolerância deve ser protegida "e não ser dado como dado garantido".


Leia Também: Governo aprova Lei do Ordenamento Territorial, reforça cooperação com a Guiné e autoriza sistema de controlo do caju

Bissau, 28 de abril de 2026 – O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau aprovou hoje, em sessão ordinária realizada no Salão Nobre do Gabinete do Primeiro-Ministro, importantes medidas legislativas, institucionais e económicas, com destaque para a aprovação da proposta de Lei do Ordenamento Territorial e Urbano, a autorização do sistema de monitorização do escoamento do caju e o relançamento da cooperação bilateral com a República da Guiné.

Governo aprova Lei do Ordenamento Territorial, reforça cooperação com a Guiné e autoriza sistema de controlo do caju

 Radio TV Bantaba

Bissau, 28 de abril de 2026 – O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau aprovou hoje, em sessão ordinária realizada no Salão Nobre do Gabinete do Primeiro-Ministro, importantes medidas legislativas, institucionais e económicas, com destaque para a aprovação da proposta de Lei do Ordenamento Territorial e Urbano, a autorização do sistema de monitorização do escoamento do caju e o relançamento da cooperação bilateral com a República da Guiné.

A reunião foi presidida pelo Presidente da República de Transição, Horta Inta-a, e contou com a participação do Governo liderado pelo Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té.

Cooperação estratégica com a Guiné ganha novo impulso.

No capítulo das informações gerais, o Chefe do Governo apresentou os resultados da sua recente visita oficial à República da Guiné, classificando-os como globalmente positivos. Segundo o Executivo, a deslocação permitiu relançar as relações históricas de amizade e cooperação entre os dois países.

Entre os principais resultados alcançados, destaca-se o consenso para a reativação, a curto prazo, da Comissão Mista Guiné/Guiné-Bissau, que deverá estruturar a cooperação bilateral em cinco eixos prioritários:

• Energia, infraestruturas e integração económica.

• Segurança e cooperação fronteiriça

• Recursos naturais e mineração

• Juventude, cultura e desporto

• Ordenamento do território e reforma institucional

Na vertente deliberativa, o Conselho de Ministros aprovou, com alterações, a Proposta de Lei do Ordenamento Territorial e Urbano, considerada um instrumento estruturante para o desenvolvimento equilibrado do país.

Para assegurar a qualidade técnica e a harmonização intersectorial do diploma, foi criada uma Comissão Interministerial composta por seis ministérios-chave, com mandato para introduzir melhorias adicionais ao texto antes da sua submissão final.

Governo aposta no controlo do setor do caju

Ainda no domínio económico, o Executivo autorizou a implementação do Sistema Integrado para Monitorar o Escoamento e Exportação da Castanha de Caju (SICOM), incorporando ajustes resultantes do debate governamental.

Esta medida insere-se na estratégia de reforço da transparência, combate ao contrabando e melhor organização da principal fileira de exportação do país.

Nomeações reforçam setores estratégicos:

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência ao movimento de dirigentes da Administração Pública, a formalizar por despacho do Primeiro-Ministro.

Para o Conselho de Administração da PETROGUIN, empresa nacional do setor petrolífero, foram designados:

• Presidente: Florentino Fernando Dias

• Vogais: Augusto Gomes, Pedro da Costa, Ildefonso José Semedo e Fatumata Binta Djaló

No Ministério da Juventude, Cultura e Desportos, foi nomeado:

• Diretor-Geral dos Desportos: Mário Imbana

Com estas decisões, cessam funções os anteriores titulares dos referidos cargos.

A sessão do Conselho de Ministros reafirma a orientação do Governo para a consolidação institucional, o reforço da cooperação regional e a modernização dos principais setores económicos da Guiné-Bissau.

"Irão acaba de nos informar que está em estado de colapso", diz Trump... O presidente norte-americano afirmou hoje que o Irão transmitiu ter entrado em "estado de colapso" e pediu a Washington para levantar urgentemente o bloqueio naval aos portos iranianos, enquanto resolve supostos problemas de liderança.

© Brendan SMIALOWSKI / AFP via Getty Images   Por LUSA   28/04/2026 

"O Irão acaba de nos informar que está em estado de colapso. Querem que abramos o estreito de Ormuz o mais rapidamente possível, enquanto tentam resolver a situação de liderança (o que acredito que conseguirão fazer!)", escreveu Donald Trump na sua rede social.

O líder norte-americano, que já tinha apontado em várias ocasiões uma alegada divisão entre a ala moderada e a linha dura na liderança iraniana, não especificou quem foi o autor da mensagem de Teerão a Washington.

Esta comunicação de Trump surgiu no mesmo dia em que foram divulgadas notícias sobre a insatisfação do líder norte-americano com o novo plano de Teerão para retomar as conversações de paz e reabrir o estreito de Ormuz, que mantém sob bloqueio parcial há quase dois meses, embora adiando o diálogo sobre o programa nuclear da República Islâmica.

A cadeia televisiva norte-americana CNN indicou, citando fontes próximas do processo, que Trump transmitiu, durante uma reunião realizada no dia anterior com os conselheiros de segurança nacional, não estar inclinado a aceitar o plano de Teerão, que também insta Washington a suspender o bloqueio naval imposto aos portos iranianos.

O conflito, iniciado com uma ofensiva aérea israelo-americana em 28 de fevereiro contra o Irão, está interrompido por um cessar-fogo precário e as tentativas da mediação do Paquistão em aproximar Washington e Teerão em negociações de paz não produziram ainda resultados.

No sábado, Trump cancelou à última hora uma viagem dos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner para Islamabad para uma nova sessão de diálogo com o Irão, que, no entanto, nunca confirmou o encontro, apesar da presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, na capital paquistanesa.

As partes já tinham estado reunidas no Paquistão em 11 de abril e, em resposta ao fracasso dessa ronda negocial, Trump ordenou um bloqueio naval aos portos iranianos, procurando asfixiar a economia da República Islâmica.

No centro das discussões, está o futuro do estreito de Ormuz e bloqueio naval norte-americano, o programa nuclear e de enriquecimento de urânio do Irão, bem como a produção de mísseis de longo alcance e apoio a milícias no Médio Oriente e ainda o descongelamento de ativos iranianos.


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Um professor do Wisconsin, nos Estados Unidos, foi afastado do cargo depois de ter feito comentários controversos onde referiu não estar "impressionado com os recentes assassinos de presidentes", fazendo ainda referência aos quatro homens que assassinaram os presidentes Abraham Lincoln, James A. Garfield, William McKinley e John F. Kennedy.

PR angolano exonera chefe da Casa Militar e nomeia ministro da Defesa... O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou hoje Francisco Pereira Furtado do seu cargo como chefe da Casa Militar da Presidência da República, nomeando para o substituir o atual ministro da Defesa, João Ernesto dos Santos.

© Lusa   28/04/2026 

João Ernesto dos Santos "Liberdade", general na reforma e membro do Bureau Político do MPLA (partido no poder em Angola desde 1975), ocupava o cargo de ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria desde setembro de 2022.

A sua carreira inclui funções como adido de defesa em Adis Abeba (Etiópia) junto da União Africana, em Harare (Zimbabué) e em Maputo (Moçambique), tendo sido igualmente diretor nacional de Relações Internacionais do Ministério da Defesa.

Francisco Pereira Furtado, general na reforma e antigo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas entre 2006 e 2010, chefiava a Casa Militar desde setembro de 2022.

Antes disso, havia sido nomeado ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República em maio de 2021, em substituição de Pedro Sebastião, que exerceu essas funções durante três anos e sete meses. 

O decreto presidencial não indica o substituto de João Ernesto dos Santos na pasta da Defesa Nacional.

Desemprego em Cabo Verde desceu para 4,9% no segundo semestre de 2025... A taxa de desemprego em Cabo Verde desceu para 4,9% no segundo semestre de 2025, menos 2,4 pontos percentuais do que no período homólogo, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

© Lusa   28/04/2026 

"A população desempregada foi estimada em 11.043 indivíduos, registando uma diminuição de 29,7% em comparação com o mesmo período de 2024", indicou o INE, em comunicado.

Segundo os dados do Inquérito Multiobjetivo Contínuo (IMC), a população ativa foi estimada em 226.360 pessoas, um aumento de 4,4% face ao segundo semestre de 2024.

A taxa de atividade atingiu 60,4%, mais dois pontos percentuais em termos homólogos.

Por género, a taxa de desemprego situou-se em 4,8% entre os homens e em 4,9% entre as mulheres.

No meio urbano, o desemprego foi de 4,8%, contra 7% no período homólogo, enquanto no meio rural desceu para 5,4%, face a 8,4% no segundo semestre de 2024.

Entre os jovens dos 15 aos 24 anos, a taxa de desemprego foi de 15,9%, e no grupo dos 25 aos 34 anos situou-se em 4,4%.

Por concelho, São Filipe registou a taxa de desemprego mais elevada, com 11,6%, seguido de São Vicente, com 8,3%, e Tarrafal de São Nicolau, com 7%.

As taxas mais baixas foram observadas na Ribeira Grande, com 0,9%, Santa Catarina do Fogo, com 1,4%, e Boa Vista, com 2,2%.

No emprego, os homens representaram 55,8% do total, com 120.070 pessoas, enquanto as mulheres correspondiam a 44,2%, com 95.247.

O setor terciário continuou a ser o principal empregador, com 152.093 postos de trabalho, o equivalente a 70,6% do total.

O setor secundário registou 46.778 empregos, ou 21,7%, e o setor primário concentrou 16.446, correspondentes a 7,6%.

Entre os ramos de atividade, o comércio e reparação de automóveis e motociclos ocupou 16,3% da população empregada, seguindo-se a construção, com 11,8%, a administração pública, com 10,8%, e o alojamento e restauração, com 10,6%.

O INE estimou ainda que 96.508 pessoas tinham empregos informais, correspondendo a 44,8% do total.

O comunicado refere ainda que 34.077 jovens entre os 15 e os 35 anos estavam sem emprego e fora do sistema de ensino ou formação, correspondendo a 19,9% desse grupo etário.

O IMC 2025 relativo ao segundo semestre foi realizado junto de uma amostra de 9.918 agregados familiares, distribuídos por todos os concelhos, entre novembro e dezembro de 2025.