terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Vistos: EUA passam a exigir caução até 15 mil dólares para cabo-verdianos

Por expressodasilhas.cv. 6 jan 2026

A partir do dia 21 deste mês, os EUA passam a exigir aos cabo-verdianos uma caução de até 15 mil dólares norte-americanos para a obtenção de vistos de turismo e negócios (B1/B2), anunciou a Embaixada dos Estados Unidos em Cabo Verde, esta terça-feira.

De acordo com um comunicado da representação diplomática norte-americana, Cabo Verde passará a integrar o Programa de Caução para Concessão de Vistos dos EUA, aplicável a qualquer cidadão que viaje com passaporte cabo-verdiano, independentemente do local onde o pedido de visto seja submetido, desde que seja considerado elegível para um visto B1/B2.

O montante da caução não será uniforme, sendo definido individualmente por um funcionário consular durante a entrevista de visto.

A Embaixada esclarece que o valor pago será reembolsado caso o titular cumpra todas as condições impostas pelo visto e abandone o território norte-americano antes do termo do período de permanência autorizado.

“A caução será reembolsada se o titular do visto respeitar integralmente os termos da autorização concedida”, refere o comunicado.

As autoridades norte-americanas sublinham ainda que os vistos B1/B2 válidos já emitidos antes da entrada em vigor da medida não serão afectados, mantendo-se plenamente válidos.

No comunicado, a Embaixada deixa um alerta aos requerentes para não efectuarem qualquer pagamento antecipado, frisando que o pagamento da caução só deverá ser realizado após instruções formais de um funcionário consular, no âmbito do processo de entrevista.

O Programa de Caução para Concessão de Vistos é um mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para reforçar o cumprimento das regras de imigração e assegurar o regresso dos titulares de vistos temporários aos seus países de origem dentro dos prazos estabelecidos.

Gronelândia e Dinamarca pedem reunião urgente com Estados Unidos após declarações polémicas de Trump... Seis países europeus emitiram uma declaração de apoio à Dinamarca, enquanto os ministros nórdicos defendem que as questões relativas à Gronelândia devem ser decididas exclusivamente pela Dinamarca e Gronelândia. Trump reiterou que os Estados Unidos precisam da Gronelândia por razões de segurança nacional.

SIC Notícias Com LUSA  06/01/2026

A Gronelândia e a Dinamarca pediram uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para debater as recentes declarações de Donald Trump sobre a ilha ártica, disse esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros gronelandês.

"O objetivo da reunião é discutir as declarações marcantes dos Estados Unidos sobre a Gronelândia", escreveu Vivian Motzfeldt nas redes sociais.

"Até agora não foi possível para o secretário de Estado norte-americano de se encontrar com o governo da Gronelândia. Apesar do governo da Gronelândia e o governo dinamarquês terem, ao longo de 2025, pedido uma reunião ao nível dos ministros dos Negócios Estrangeiros", acrescentou.

Este anúncio surgiu quando se realiza no parlamento dinamarquês uma reunião entre o governo dinamarquês e a comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros sobre as relações entre o reino da Dinamarca, que inclui as Ilhas Faroé e a Gronelândia, e os Estados Unidos.

No início do dia, França, Alemanha, Itália, Polónia, Espanha e Reino Unido emitiram uma declaração conjunta de apoio à Dinamarca face às reivindicações de Donald Trump sobre a Gronelândia.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros nórdicos também salientaram num comunicado conjunto que os assuntos relativos à Dinamarca e à Gronelândia devem ser decididos exclusivamente pela Dinamarca e pela Gronelândia.

"Um conflito com toda a Europa"

Em Paris, onde participou numa cimeira dos aliados da Ucrânia, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, congratulou-se com esta demonstração de solidariedade.

"Isto contribui, em todo o caso, para sublinhar que não se trata apenas de um conflito com o reino da Dinamarca (...), mas sim com toda a Europa", afirmou ao canal de televisão DR.

Na sequência do ataque à Venezuela para capturar o Presidente Nicolás Maduro, no sábado, Trump reiterou que os EUA "precisam da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional". 

Reino Unido e França estabelecem centros militares após paz na Ucrânia... Reino Unido e França assinaram uma declaração de intenções para enviar tropas para a Ucrânia e estabelecer centros militares no país caso a paz seja alcançada com a Rússia, adiantou hoje o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Por  LUSA  06/01/2026

Em declarações após a reunião dos líderes da Coligação da Boa Vontade, em Paris, o líder britânico referiu que o encontro foi "muito construtivo" e que "abriu caminho" para o quadro legal que permitirá às tropas britânicas, francesas e de outros países aliados operar em território ucraniano no futuro.

"Posso afirmar que, após um cessar-fogo, o Reino Unido e a França estabelecerão centros militares em toda a Ucrânia e construirão instalações seguras para armas e equipamento militar em apoio da Ucrânia", indicou Starmer.

Num comunicado divulgado após as declarações de Starmer, o seu gabinete em Downing Street reafirmou a chamada "declaração de intenções" do Reino Unido de enviar tropas para a Ucrânia, juntamente com França, após um acordo de paz.

De acordo com este documento, a chamada "Força Multinacional para a Ucrânia" atuará como uma força de paz para "reforçar as garantias de segurança e a capacidade da Ucrânia para restaurar a paz e a estabilidade, apoiando a regeneração das forças ucranianas".

O líder britânico sublinhou que as medidas definidas hoje lançam as bases para uma paz que, neste momento, só é possível se o Presidente russo, Vladimir Putin, estiver preparado para se comprometer com ela, algo que, segundo Starmer, não está a acontecer.

"Continuaremos a aumentar a nossa ajuda militar à Ucrânia até 2026 para garantir que tem o equipamento necessário e que satisfazemos as suas necessidades para continuar a luta, e continuaremos a aumentar a pressão sobre a Rússia, com novas medidas contra os comerciantes de petróleo e os operadores da frota paralela que financiam a máquina de guerra de Putin", garantiu.

A Coligação da Boa Vontade, Kyiv e os Estados Unidos reafirmaram hoje, após reunião em Paris, o compromisso com uma paz justa e duradoura na Ucrânia, defendendo que qualquer acordo de paz deverá ser sustentado por garantias de segurança robustas.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou os compromissos alcançados elogiando o "conteúdo concreto" que demonstra um compromisso em "trabalhar para uma segurança real".

Para o chefe de Estado ucraniano, é também importante determinar como "a força e o tamanho adequados do Exército ucraniano serão apoiados e financiados" pelos aliados de Kyiv.

Também o enviado especial norte-americano Steve Witkoff referiu que as garantias para a segurança futura da Ucrânia, após um cessar-fogo com a Rússia, estão "praticamente finalizadas" e permitem aos ucranianos saber que, quando o conflito terminar, "será para sempre".


Leia Também: Alemanha enviará tropas para país vizinho da Ucrânia, após "cessar-fogo

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou hoje que o seu país poderá enviar tropas de manutenção da paz para um país vizinho da Ucrânia, em caso de cessar-fogo com a Rússia, mas não para o país invadido.


Leia Também: Macron admite enviar para a Ucrânia milhares de soldados em missão de paz

"Vários milhares" de soldados franceses podem ser enviados para a Ucrânia, para manter a paz, no contexto de um cessar-fogo com a Federação Russa e do destacamento da "força multinacional" da Coligação dos Voluntários, disse hoje Emmanuel Macron.


Conferência de Imprensa sobre a Suspensão das Operações Stop

Por CNPOP

Realizou-se no dia 06/01/2026, nas instalações da Polícia de Ordem Pública (POP), a conferência de imprensa sobre a decisão do Governo de Transição, no âmbito da suspensão das operações stop realizadas pelos agentes da POP, através do Grupo Nacional de Trânsito (GNT).

A referida decisão foi anunciada por Sua Excelência o Secretário de Estado da Ordem Pública, Sr. Comissário Principal Salvador Soares, e tem como objetivo suspender, por um período de 15 dias, todas as operações stop conduzidas pelo GNT. 

Esta medida visa permitir que os proprietários de viaturas e motorizadas procedam à regularização da documentação dos respetivos meios de transporte.

Acresce que, findo o prazo de 15 dias estabelecido pelo Governo, os proprietários de viaturas e motorizadas deverão estar munidos de toda a documentação legalmente exigida.

Por fim, o Governo apelou à colaboração de todos os cidadãos abrangidos pela medida, no sentido de envidarem os esforços necessários junto das autoridades competentes para a regularização de quaisquer documentos em falta.

#popumaforçadesegurançamaispróximadesi


UA pede a Israel que revogue reconhecimento da Somalilândia... O Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) exigiu hoje a Israel que revogue o reconhecimento da independência da Somalilândia, no dia em que os Governos de Hargeisa e Jerusalém anunciaram a intenção de abertura de embaixadas.

Por LUSA 

"Nenhum ator tem autoridade ou capacidade jurídica para alterar a configuração territorial de um Estado-membro da União Africana, sendo que qualquer declaração desse tipo é nula e sem efeito à luz do direito internacional", concluíram os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros do Conselho de Paz e Segurança da UA.

O conselho reafirma assim "o seu compromisso inabalável com a soberania, a unidade, a integridade territorial e a estabilidade da República Federal da Somália, em conformidade com o Ato Constitutivo da União Africana e a Carta das Nações Unidas".

A declaração coincide com a visita que o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, está a realizar à Somalilândia, num novo gesto depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter reconhecido, a 26 de dezembro, o território separatista.

Na sequência da visita oficial, o Presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdullahi, confirmou hoje que Israel vai abrir uma embaixada no território, enquanto as autoridades somalilandesas, de forma recíproca, irão estabelecer uma representação diplomática em Israel.

"Nos próximos dias isso será concretizado através dos canais diplomáticos. Além disso, tenho o prazer de o dizer, e não me envergonho de o afirmar, que abriremos as nossas embaixadas em Israel", declarou Abdullahi durante um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar.

Israel tornou-se o primeiro país do mundo a aceitar a Somalilândia como Estado independente, um passo criticado pelo Governo somali e pelos principais blocos do continente.

A Somalilândia declarou a sua independência em 1991 e, embora mantenha alguns contactos diplomáticos com vários países, entre os quais a Etiópia, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e Israel, nenhum país membro das Nações Unidas tinha até agora reconhecido a sua independência.

A região separatista funciona de forma autónoma, com a sua própria moeda, exército e polícia, e distingue-se pela sua relativa estabilidade em comparação com a Somália, minada pela insurreição islâmica do grupo extremista Al-Shebab e pelos conflitos políticos crónicos.

Analistas consideram que uma aliança com a Somalilândia é particularmente vantajosa para Israel devido à sua posição estratégica no estreito de Bab-el-Mandeb, em frente aos rebeldes Huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, que realizaram vários ataques contra o país desde o início da guerra em Gaza.


Leia Também: Ministro israelita está na Somalilândia após reconhecimento do território

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita chegou hoje à Somalilândia, menos de duas semanas após o reconhecimento oficial por Israel desta república autoproclamada, que a Somália considera parte do seu território.


Divulgados nomes e fotos de 55 militares mortos durante captura de Maduro... A operação militar dos. Estados Unidos foi realizada em poucas horas na madrugada de sábado, com cerca de 200 soldados e 150 aeronaves.

Por LUSA 

Cuba divulgou hoje os nomes de 32 militares mortos na operação norte-americana em Caracas para capturar o Presidente Nicolas Maduro, pouco depois de o exército venezuelano ter divulgado o aviso de morte de 23 soldados.

Havana, aliada de Caracas, anunciou que 32 membros dos serviços de segurança cubanos foram mortos durante o ataque norte-americano, mas as autoridades venezuelanas ainda não tinham divulgado um balanço oficial das vítimas.

A operação militar dos Estados Unidos foi realizada em poucas horas na madrugada de sábado, com cerca de 200 soldados e 150 aeronaves, disse o ministro da Defesa norte-americano, Pete Hegseth.

Os Estados Unidos anunciaram, posteriormente, que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país. 

Na segunda-feira, Maduro e a mulher, Cilia Flores, prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.  

PAIGC denuncia invasão e encerramento da sua sede em Bissau

Por RTB
O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) denunciou, esta segunda-feira, a invasão e o encerramento da sua Sede Regional no Sector Autónomo de Bissau (SAB) por agentes da Polícia da Ordem Pública, acusando as autoridades de violarem a lei e de promoverem uma escalada de perseguição política.

Em comunicado divulgado pelo Secretariado Nacional, o PAIGC afirma que a ação ocorreu no dia 5 de janeiro de 2026, depois de, a 28 de novembro de 2025, ter sido igualmente ordenado o encerramento da Sede Nacional do partido, em Bissau. Segundo a nota, os agentes policiais impediram o acesso dos funcionários às instalações, numa medida classificada como “ilegal e abusiva”.

O partido sustenta que estas ações violam a Lei Quadro dos Partidos Políticos, nomeadamente os princípios da integridade e inviolabilidade das sedes partidárias. O PAIGC considera ainda paradoxal que tais atos sejam praticados por autoridades que se apresentam como promotoras da segurança nacional e da ordem pública, acusando-as de alinhamento com o regime do Presidente Umaro Sissoco Embaló, que o partido associa a violações dos direitos fundamentais.

No comunicado, o PAIGC relaciona estes acontecimentos com o que classifica como uma “deriva ditatorial e anticonstitucional” na sequência do alegado golpe de Estado de 26 de novembro de 2025. Segundo o partido, esse episódio teria tido como objetivo impedir a divulgação dos resultados eleitorais que, de acordo com a sua versão, confirmariam a vitória do seu candidato, Fernando Dias da Costa, logo na primeira volta.

A direção do PAIGC enumera ainda um conjunto de práticas que, no seu entender, se mantêm inalteradas, incluindo perseguição a opositores, restrições à liberdade de expressão, de imprensa e de manifestação, detenções arbitrárias, atos de violência, alegada delapidação de fundos públicos e cobrança coerciva de impostos sem base legal.

Perante este cenário, o partido condena formalmente a invasão e ocupação das suas sedes nacional e regional, exige a retirada imediata dos agentes policiais e responsabiliza o que designa por “regime golpista” pelos danos materiais e morais causados. O PAIGC reitera igualmente o pedido de libertação imediata e incondicional do seu presidente e de outros dirigentes políticos detidos após o alegado golpe.

O comunicado apela ainda à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para que exija ao Alto Comando Militar o cumprimento das resoluções da 68.ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo, com destaque para a libertação dos prisioneiros políticos, o regresso dos militares aos quartéis e a reposição da ordem constitucional.

Apesar das denúncias, o PAIGC apelou à calma e serenidade dos seus militantes e da população em geral, manifestando convicção de que a ordem constitucional, que considera ter sido subvertida em novembro de 2025, será restabelecida em breve.

O comunicado foi emitido em Bissau, a 5 de janeiro de 2026, pelo Secretariado Nacional do partido.

Se quer deixar de fumar em 2026, este plano é uma ótima ajuda... Laura Arent é profissional dedicada ao tratamento do tabagismo e revelou um plano que pode ajudá-lo a deixar de fumar. Se esta é uma das resoluções de ano novo que fez, veja como pode cumprir.

Por LUSA 

O início do ano é altura de recomeços e de fazer as típicas resoluções. Quantas irá cumprir? Se deixar de fumar foi uma das que fez, existem alguns truque que vão ajudar a que não desista da ideia.

Laura Arent é profissional certificada em tratamento do tabagismo da Franciscan Health e revelou um plano que pode ser bastante útil para conseguir deixar de fumar ao longo deste ano.

O plano para deixar de fumar

A chave mais importante para o sucesso está no planeamento inicial”, começou por dizer a especialista. Assim, aponta algumas estratégias para alcançar esse objetivo. Veja o que pode fazer.

Defina uma data para parar

“Marque uma data para parar de fumar, marque no calendário, programe um alarme. Defina com bastante antecedência, cerca de quatro a seis semanas, para que se prepare para esse dia.”

Atenção aos momentos em que fuma

“Identifique os gatilhos, como stress, situações sociais ou rotinas específicas que despertam o desejo de fumar.”

Comece a reduzir

“Aos poucos, faça a transição para meio maço, e assim por diante. Desafie-se a adiar o primeiro cigarro do dia, aumente o intervalo entre cigarros e deixe de fumar à noite.”

Atenção ao que bebe

“Além do stress, o principal motivo relatado pelas pessoas para a recaída é a decisão de beber álcool.”

Crie um kit

“Poderá optar por ter por perto pastilhas, rebuçados, alimentos crocantes, como palitos de cenoura, e até fotos de família para se lembrar as razões por estar a passar por este processo.”

Aposte em hábitos saudáveis

“Faça mais exercício, descubra novas maneiras de lidar com o stress e mantenha-se ocupado com várias atividades.”

Seja gentil consigo mesmo

“Tenha paciência consigo mesmo enquanto faz a transição para uma vida sem fumar. Está a mudar toda a rotina que estabeleceu ao longo de cinco, 10, 20 anos num período de algumas semanas.”

Mitos sobre fumar

O Lifestyle ao Minuto falou com a médica Ana Raquel Marques, responsável pela consulta intensiva de cessação tabágica do Agrupamento Centros de Saúde de Matosinhos, para perceber melhor alguns dos mitos associados a este vício.

A nicotina é o principal ingrediente tóxico dos cigarros

A nicotina é a substância que causa a dependência pelo cigarro. Após a combustão, o cigarro convencional gera cerca de 7.500 substâncias e destas aproximadamente 69 são cancerígenos conhecidos. Falamos em metais pesados, nitrosaminas entre outros tóxicos que existem quer no tabaco convencional quer nos novos produtos do tabaco.

Fumar ajuda a aliviar o stress

Fumar alivia o stress gerado pela abstinência do tabaco. A nicotina é um excitante e não um calmante. Por isso, não, a nicotina não alivia o stress em geral. 

Fumar apenas alguns cigarros é inofensivo

A verdade: Basta fumar menos de cinco cigarros por dia para ter maior risco cardiovascular e maior risco de ter cancro do pulmão, quer em homens quer em mulheres. Só é inofensivo não fumar.

200 militares norte-americanos participaram no ataque à Venezuela... Cerca de 200 militares participaram no ataque de sábado dos Estados Unidos à Venezuela, quando foi capturado o Presidente do país, Nicolás Maduro, afirmou o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, citado hoje na imprensa internacional

Por LUSA 

"Cerca de 200 dos nossos melhores norte-americanos entraram no centro de Caracas, onde aparentemente os sistemas de defesa aérea russos não funcionaram muito bem, capturaram um indivíduo procurado pelas autoridades norte-americanas com apoio das nossas agências de segurança, sem que nenhuma morte tenha ocorrido" entre os militares dos EUA, disse Hegseth, citado pela agência de notícias Europa Press.

O secretário de Defesa norte-americano enfatizou, durante um evento num estaleiro naval em Newport, Virgínia, que este ataque representou "a restauração da dissuasão" por parte dos Estados Unidos, sem comentar se o número de militares se refere aos que estavam em terra na capital venezuelana ou também às tropas de apoio durante o ataque.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Maduro e a mulher prestaram na segunda-feira breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.

A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.

A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região, mostrando-se preocupado com a possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.

Rússia ataca com 61 drones e Ucrânia neutraliza 53 durante a noite... A Rússia atacou hoje a Ucrânia com 61 drones dos quais 53 foram abatidos, anunciou a Força Aérea ucraniana, que registou impactos de oito aparelhos não tripulados daqueles em seis locais.

Por LUSA 

Em comunicado, a mesma fonte especificou que aquelas aeronaves teleguiadas usadas no ataque foram do tipo Shahed (cerca de 40) e Gerbera, lançadas de Milerov, Kursk, Oriol e do território ucraniano ocupado pela Federação Russa Donetsk.

As forças ucranianas dedicadas aos drones anunciaram também que destruíram um total de 4.071 objetivos russos só nos primeiros cinco dias do ano, acumulando 832 mil voos de combate daquele género e 168 mil objetivos inimigos, desde a sua criação, há sete meses.

Dos objetivos constam 532 carros de combate, 2.500 peças de artilharia e obuses, 7.697 veículos e 5.548 motos, e mais de 50.238 efetivos.

"Nos sete meses desde que foi criado, o grupo de forças de sistemas não tripulados cumpriu eficazmente as suas missões em zonas-chave das frentes de combate", lê-se, num texto que garante a eficácia daquele grupo militar especializado.


Leia Também: Um morto na Rússia e vários aeroportos encerrados devido a ataque de Kyiv

Um ataque ucraniano com 129 drones causou hoje um morto, a 100 quilómetros de Moscovo, e levou à suspensão de operações em seis aeroportos, além de perturbações numa linha de caminhos de ferro.


Controlo dos EUA na Venezuela ameaça infraestruturas sensíveis da China... Um jornal de Hong Kong referiu hoje que a tomada do controlo político da Venezuela pelos EUA poderá comprometer infraestruturas sensíveis da China no país sul-americano, incluindo estações de rastreio de satélites e ativos no setor petrolífero.

Por LUSA 

Após a captura do líder da Venezuela Nicolás Maduro e a sua transferência para Nova Iorque para ser julgado, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA vão "gerir" a Venezuela e "reparar a infraestrutura petrolífera" do país com as maiores reservas de crude do mundo.

Segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post, entre os ativos em risco está a estação de rastreio de satélites de El Sombrero, localizada na base aérea Capitão Manuel Ríos, e a sua estação de apoio em Luepa, no estado de Bolívar. Construídas pela estatal China Great Wall Industry Corporation, estas infraestruturas operam o satélite de observação terrestre VRSS 2, lançado pela China em 2017, e poderão igualmente servir os esforços mais amplos de rastreio espacial de Pequim, face às crescentes dificuldades para garantir instalações semelhantes noutros países.

A China é também o maior investidor estrangeiro na Venezuela e um dos principais compradores do seu petróleo, de acordo com o jornal. 

Segundo um relatório da estatal chinesa CNPC de 2014, engenheiros chineses modernizaram poços envelhecidos com novas sondas, sistemas de injeção de água e melhorias em refinarias, aumentando a produção até oito vezes em algumas zonas.

Em áreas ambientalmente sensíveis da floresta tropical, as equipas chinesas implementaram normas de segurança e proteção ambiental que valeram ao projeto o Prémio Nacional de Perfuração Verde da Venezuela.

No entanto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou no domingo que Washington não permitirá que "inimigos dos EUA controlem esses recursos", numa referência direta à China e à Rússia.

As redes de telecomunicações chinesas também estão sob risco. Empresas como a Huawei e a ZTE, que ajudaram a montar a infraestrutura digital venezuelana, poderão enfrentar sanções ou cancelamento de contratos. A Huawei, presente no país desde 1999, manteve durante décadas uma relação estreita com a estatal CANTV, parceria que poderá agora desmoronar sob um governo mais alinhado com os EUA.

A nomeação da vice-presidente, Delcy Rodríguez, como presidente interina pelo Supremo Tribunal venezuelano e a sua tomada de posse na segunda-feira sugerem um possível reordenamento político.

No mesmo dia, Maduro e a esposa, Cilia Flores, compareceram perante um tribunal federal em Manhattan, onde o antigo chefe de Estado afirmou estar "inocente" e continuar a ser "presidente do [seu] país".


Leia Também: Americanos reativam processo contra Maduro e Delcy Rodríguez por sequestro

Cidadãos norte-americanos reativaram em Miami um processo contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após a sua captura, e a sua vice-presidente e agora mandatária interina, Delcy Rodríguez, que acusam de sequestro, tortura e terrorismo.



Presidente Touadéra vence eleições da República Centro-Africana... O presidente da República Centro-Africana (RCA), Faustin-Archange Touadéra, venceu as presidenciais de 28 de dezembro, denunciadas como fraudulentas pela oposição, indicam resultados provisórios da Autoridade Nacional de Eleições (ANE).

Por LUSA 

Touadéra obteve 76,15% dos votos, de acordo com os números anunciados na segunda-feira à noite pelo presidente da ANE, Mathias Morouba, que têm de ser ainda confirmados pelo Conselho Constitucional e que se baseiam em cerca de 85% das mesas de voto contadas.

O principal adversário, o ex-primeiro-ministro Anicet-Georges Dologuélé, ficou em segundo lugar com 14,66% dos votos, de acordo com a ANE.

Tanto Dologuélé como o também ex-primeiro-ministro Henri-Marie Dondra, que ficou em terceiro com 3,19% dos votos, denunciaram fraudes mesmo antes de os resultados serem anunciados.

Dologuélé, que se tinha proclamado vencedor das eleições em 28 de dezembro, acusou na sexta-feira o partido no poder, o Movimento Corações Unidos (MCU), de tentar manipular os resultados.

"Quando se sai de uma eleição com bons resultados, mantém-se a calma e espera-se pelo anúncio oficial, mas vejam o que está a acontecer agora, todas estas imagens que circulam nas redes sociais. Desde que as eleições começaram neste país em 1981, nunca tínhamos visto uma situação como esta, com tanto nervosismo e tanto medo por parte do partido no poder", declarou Dologuélé, durante uma conferência de imprensa na capital Bangui.

Após o início da publicação dos resultados provisórios pela ANE, vários candidatos contestaram o processo eleitoral e denunciaram irregularidades na transmissão das atas de votação.

Dologuélé salientou que tem certeza das irregularidades porque "os presidentes das mesas de voto confessaram que receberam instruções para não entregar os relatórios".

"Eles acham que os centro-africanos se tornaram passivos, impulsionados pelos Tubarões [milícia pró-governamental] e pelo Grupo Wagner [mercenários russos], e que podem realizar o seu roubo eleitoral sem qualquer reação. Mas estão enganados. Vou ganhar estas eleições e não vou reconhecer resultados que declarem vencedor alguém que não ganhou", concluiu um dos principais opositores da RCA.

Segundo o candidato que lidera o partido União para a Renovação Centro-Africana (URCA), o MCU "está a fazer tudo o que pode para manipular os resultados eleitorais", acusando o partido de "abrir os chamados envelopes invioláveis para retirar os relatórios oficiais e alterá-los".

Em 30 de dezembro, a ANE emitiu um comunicado, 48 horas após as eleições, no qual exigia a entrega das atas aos representantes dos candidatos.

"Recebemos reclamações dos candidatos, em particular sobre a entrega das atas", afirmou o diretor de assuntos eleitorais da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca), Arsène Gbaguidi, acrescentando que questionaram a ANE sobre "o que levou à publicação do comunicado".

Touadéra, que está no poder desde 2016, pôde concorrer a um terceiro mandato após promover o referendo de 2023, boicotado pela oposição, no qual foi aprovada uma alteração à Constituição que alargou a duração do mandato presidencial de cinco para sete anos e eliminou o limite de dois mandatos para o chefe de Estado.

O Bloco Republicano para a Defesa da Constituição, uma aliança da oposição, boicotou as eleições alegando condições injustas e falta de diálogo democrático.

Desde o final de 2012, a RCA vive uma guerra civil intermitente que causou milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados.

Trump garante: Presidente interina da Venezuela está a cooperar com EUA... O presidente dos Estados, Donald Trump, garantiu na segunda-feira que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, está a cooperar com as autoridades norte-americanas e afastou a realização de eleições no país sul-americano num futuro próximo.

Por LUSA 

"Tenho a impressão de que ela está a cooperar. Eles precisam de ajuda. E tenho a impressão de que [Rodriguez] ama o seu país e quer que ele sobreviva", apontou numa entrevista telefónica à estação NBC News, sobre a mulher que era vice-presidente de Nicolás Maduro antes do líder ser capturado no sábado pelas forças norte-americanas.

Trump acrescentou que não houve qualquer contacto de Washington com Rodríguez antes da operação militar.

A administração Trump já tinha designado Rodríguez como interlocutora de Caracas ainda antes da sua tomada de posse, à frente da líder da oposição, María Corina Machado, e de Edmundo González Urrutia, o candidato que desafiou Maduro nas polémicas eleições presidenciais de 2024 e que a oposição considera o presidente eleito da Venezuela.

Quer Trump, quer o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alertaram veementemente Rodríguez para consequências "muito piores" do que as sofridas por Maduro caso a presidente interina não cumpra as diretrizes de Washington.

O líder norte-americano também exigiu a Rodríguez "acesso total" ao petróleo venezuelano e a outros recursos e infraestruturas.

Na mesma entrevista, o governante republicano afastou a realização de eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, até que o país "recupere a sua saúde".

"Primeiro, temos de consertar o país. Não é possível haver eleições. Não há forma de as pessoas votarem", frisou Trump.

O republicano garantiu ainda que os EUA não estão em guerra com o país sul-americano: "Estamos em guerra com quem vende droga. Estamos em guerra com quem esvazia as suas prisões no nosso país, envia os seus toxicodependentes e os seus hospitais psiquiátricos para o nosso país", destacou.

Trump adiantou que os seus secretários de Estado e da Guerra, Marco Rubio e Pete Hegseth, respetivamente, e o conselheiro para assuntos de segurança nacional e migração, Stephen Miller, serão responsáveis pela coordenação da transição na Venezuela.

O chefe de Estado norte-americano também incluiu o seu vice-presidente, JD Vance, na equipa encarregada da Venezuela, embora Vance tenha permanecido em segundo plano desde o grande destacamento militar e de operações especiais em Caracas.

Questionado sobre quem, dentro deste grupo, seria o principal responsável pelas decisões sobre a Venezuela, Trump afirmou simplesmente que teria a palavra final.

Rubio, Hegseth e outros responsáveis vão discutir a situação da Venezuela e os planos do Governo norte-americano para o futuro daquele país com a liderança da Câmara dos Representantes e do Senado dos EUA, bem como com membros importantes das comissões de inteligência e de segurança nacional.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Maduro e a mulher prestaram na segunda-feira breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.  

A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.


Leia Também: "Mal-entendido" leva a troca de tiros junto ao palácio presidencial da Venezuela

Vários tiros foram disparados esta madrugada junto ao Palácio de Miraflores, residência oficial do Presidente da Venezuela, em Caracas. O incidente, confirmado por dezenas de testemunhas, resultou de uma falha de comunicação entre os funcionários de segurança do palácio.


EUA recrutam 12 mil agentes de imigração para aumentar "detenções e deportações"... As contratações surgem após um reforço de financiamento pedido pelo Presidente Donald Trump e aprovado no Congresso no ano passado.

Por  SIC Notícias Com Lusa

O Departamento de Segurança Interna (DHS) norte-americano anunciou segunda-feira o recrutamento de 12 mil agentes para o serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla inglesa), visando aumentar "detenções, investigações e deportações" de imigrantes.

Com este acréscimo, a ICE terá um total de 22.000 agentes de imigração, mais do dobro dos 10.000 anteriores, após uma campanha de recrutamento maciça que atraiu 220.000 candidaturas, segundo o DHS.

As contratações surgem após um reforço de financiamento pedido pelo Presidente Donald Trump e aprovado no Congresso no ano passado, e deverão fazer da ICE a maior agência de segurança do país, com um orçamento estimado em 75 mil milhões de dólares (64 mil milhões de euros) -- superior ao de quase todos os exércitos do mundo.

Kristi Noem, chefe do DHS, afirmou que os novos agentes serão "enviados para comunidades de todo o país" para "apoiar operações, detenções, investigações e deportações". 

Milhares destes agentes já estão "alocados em todo o país e a apoiar ativamente as operações", adiantou o DHS. 

No ano passado, o DHS anunciou que o reforço financeiro permitiria a contratação de 10.000 agentes, possibilitando a deportação de 1 milhão de pessoas anualmente. 

Para incentivar o recrutamento, além de bónus financeiros, o DHS eliminou em agosto os limites de idade para os agentes do ICE.  

Em julho passado, o DHS lançou uma campanha nacional de recrutamento para o ICE, com o mote "Defenda a Pátria", através de anúncios veiculados em plataformas de 'streaming' de música e televisão, como relata a revista Rolling Stone. 

Alegados abusos têm aumentado

Organizações de direitos humanos e de defesa dos imigrantes têm criticado um aumento dos alegados abusos do ICE, incluindo detenções de cidadãos norte-americanos, bem como o uso excessivo da força durante as detenções de imigrantes. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

FÓRUM DOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PRIVADOS CONGRATULA-SE COM A ABERTURA DO DIÁLOGO PARA RESOLVER IMPASSE COM O GOVERNO SOBRE O PAGAMENTO DE ALVARÁ

Por RSM 05.01.2026

O Fórum dos Órgãos de Comunicação Social Privados da Guiné-Bissau (FOCSP-GB) congratulou-se com a abertura demonstrada pelo ministro da Comunicação Social para o diálogo com os órgãos de comunicação social, no âmbito do impasse gerado pela exigência do pagamento de alvarás, admitindo-se a possibilidade de soluções negociadas, incluindo o pagamento faseado.

A posição foi expressa pelo secretário-executivo do FOCSP-GB, Casimiro Jorge Cajucam, à imprensa, no final de um encontro com o ministro da Comunicação Social, Abdrumane Turé, solicitado na sequência da notificação governamental enviada, na sexta-feira, a alguns órgãos de comunicação social, exigindo o pagamento do alvará até às 12 horas do dia 5 de janeiro de 2025.

A notificação foi inicialmente encarada por algumas organizações e pelos próprios órgãos visados como um possível pretexto para o encerramento de rádios e outros meios privados. No entanto, o ministro da Comunicação Social rejeitou essa interpretação, esclarecendo que a medida visa exclusivamente a cobrança de dívidas e a retirada dos órgãos da situação de ilegalidade, não tendo como objetivo perseguir nem encerrar órgãos de comunicação social.

Apesar disso, o governante advertiu que o incumprimento do pagamento poderá levar ao encerramento do órgão faltoso, uma situação que, segundo afirmou, não deseja que venha a ocorrer. Para evitar esse cenário, o ministro abriu a possibilidade de o pagamento do alvará ser efetuado de forma parcelada, mediante a apresentação de propostas concretas por parte de cada órgão.

Durante o encontro, o Fórum solicitou ainda ao ministro um prazo adicional de uma semana para permitir a realização de consultas e trabalhos internos junto dos seus membros, pedido que foi aceite. As partes deverão voltar a encontrar-se na próxima segunda-feira, data em que o Fórum deverá apresentar a sua contraproposta.

Casimiro Cajucam sublinhou que a situação económica dos órgãos de comunicação social no país é extremamente frágil, com muitas empresas de media a enfrentarem sérias dificuldades financeiras para cumprir as exigências impostas pelo Governo, razão pela qual defendeu a mobilização de parceiros nacionais e internacionais para apoiar o setor neste momento crítico.

O Governo de transição determinou que os órgãos de comunicação social privados paguem cinco milhões de francos CFA para a obtenção dos respetivos alvarás, enquanto as rádios comunitárias devem pagar dois milhões de francos CFA. De acordo com o despacho governamental, o não cumprimento desta medida poderá resultar no encerramento dos órgãos visados, uma decisão que tem gerado forte preocupação no seio do setor da comunicação social.

Recorde-se que, em 2024, o então Governo liderado por Rui Duarte Barros já havia imposto o pagamento de valores elevados para a emissão de alvarás aos órgãos de comunicação social, justificando a decisão com a necessidade de regular o setor, reforçar as receitas do Tesouro Público e garantir o funcionamento das estruturas do Ministério da Comunicação Social.

Cidadãos da Guiné-Bissau passam a pagar caução para pedir visto aos EUA... O Governo norte-americano acrescentou sete países, nomeadamente a Guiné-Bissau, à lista dos que precisam de pagar uma caução de 13.700 euros para se candidatarem a um visto de entrada nos Estados Unidos da América (EUA).

Por LUSA 

O Departamento de Estado norte-americano acrescentou, na semana passada, o Botsuana, o Butão, a Guiné-Bissau, a Guiné-Conacri, a Namíbia, a República Centro-Africana e o Turquemenistão à lista de países que têm de pagar uma caução de 15.000 dólares (cerca de 13.700 euros) para se candidatarem a um visto de entrada no país, noticiou hoje a agência norte-americana Associated Press (AP), que cita como fonte o 'site' travel.state.gov.

Esta medida, que entrou em vigor a 01 de janeiro, está agora aplicada a 13 nações, na sua larga maioria africanas.

Estas sete nações citadas juntaram-se à Gâmbia, Maláui, Mauritânia, São Tomé e Príncipe, Tanzânia e Zâmbia, que já tinham sido incluídos na lista entre agosto e outubro do ano passado.

Esta é a mais recente iniciativa da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, para apertar os requisitos de entrada nos EUA, que incluem a obrigatoriedade de cidadãos de todos os países sujeitos a visto comparecerem a entrevistas presenciais.

As autoridades norte-americanas defendem a exigência das cauções - que podem variar entre 5.000 e 15.000 dólares (cerca de 4.550 euros a 13.700 euros) - sustentando que são eficazes para garantir que cidadãos dos países visados não permaneçam nos EUA para além do prazo do visto.

O pagamento da caução não garante a concessão do visto, mas o montante será reembolsado caso o visto seja recusado ou quando o titular do visto demonstre que cumpriu os respetivos termos.

Por outro lado, a administração Trump tem aumentado também a lista de países sujeitos a proibição total ou parcial de viagens, sendo que nesta última categoria se encontra Angola.

Trump ordenou a proibição total de entrada nos EUA para cidadãos do Afeganistão, Burkina Faso, Chade, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Iémen, Irão, Laos, Líbia, Mali, Myanmar, Níger, República Popular do Congo, Serra Leoa, Síria, Somália, Sudão e Sudão do Sul.

Por outro lado, impôs ainda restrições parciais a cidadãos de outros 15 países: Angola, Antígua e Barbuda, Benim, Burundi, Costa do Marfim, Cuba, Dominica, Gabão, Gâmbia, Maláui, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Togo, Tonga, Venezuela, Zâmbia e Zimbabué.

"Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado"... O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, declarou-se hoje inocente na sua primeira aparição perante um tribunal de Nova Iorque, após ter sido capturado pelas autoridades norte-americanas.

Por LUSA 

"Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado", afirmou Maduro, ao ser questionado sobre como se declarava, quando foi presente, pela primeira vez, a um juiz de Nova Iorque e dois dias depois de ter sido detido em Caracas no âmbito de uma operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos, cujos contornos continuam a ser contestados por Caracas.

Barry Pollack, advogado do Presidente venezuelano, esclareceu perante o juiz que "por enquanto não pedirá fiança" para Maduro, embora não tenha descartado fazê-lo mais tarde.

Um Nicolás Maduro desafiador autoproclamou-se "Presidente do seu país" ao protestar contra a sua captura e ao declarar-se inocente das acusações federais de tráfico de droga que o Governo do Presidente Donald Trump usou para justificar a sua retirada à força do país.

"Fui capturado", disse Maduro em espanhol, traduzido por um repórter presente no tribunal, antes de ser interrompido pelo juiz.

A comparência em tribunal dá início ao processo mais importante do Governo norte-americano em décadas contra um chefe de Estado estrangeiro.

O caso criminal em Manhattan desenrola-se tendo como pano de fundo diplomático uma audaciosa mudança de regime orquestrada pelos EUA, que Trump argumentou permitir ao seu Governo controlar o país sul-americano.

Maduro, envergando um uniforme azul de recluso, foi conduzido ao tribunal juntamente com a sua mulher, Cilia Flores, também arguida, pouco antes do meio-dia para o breve, mas necessário, procedimento legal.

Ambos colocaram auscultadores para ouvir o processo em inglês enquanto era traduzido para espanhol.


Leia Também: Caracas denuncia "violação" de Carta da ONU e exige libertação de Maduro

O embaixador da Venezuela nas Nações Unidas denunciou hoje a "violação flagrante" pelo Governo norte-americano da Carta da ONU e do Direito Internacional, exigindo o respeito da imunidade e a libertação de Nicolás Maduro.


Maduro já está no tribunal em Nova Iorque. As imagens da transferência... Nicolás Maduro vai ser hoje presente a tribunal para responder à acusação de narcoterrorismo. Nas últimas fotografias tiradas ao agora ex-presidente da Venezuela este foi visto a sorrir a caminho da audiência.

Por noticiasaominuto.com 

Nicolás Maduro já foi transferido do centro de detenção para o tribunal de Nova Iorque, onde está agendada uma audiência, às 17h00 de Lisboa. O presidente venezuelano vai responder às acusações de narcoterrorismo usadas pelo governo de Trump para justificar a sua captura e extradição para os Estados Unidos.

Maduro e Cilia Flores, a sua mulher, foram levados de helicóptero para o tribunal em Manhattan.

A Reuters captou o momento, sendo estas as imagens mais recentes de Maduro, depois de ter sido capturado (pode vê-las na galeria).

Nas fotografias é possível ver o momento em que Maduro chega a um heliporto, em Nova Iorque. Depois disso, foi escoltado até uma carrinha.

A chegada ao tribunal fez num veículo blindado, refere a CNN internacional. O veículo foi filmado a entrar em marcha-atrás num edifício ladeado por agentes da DEA (Administração de Controlo de Drogas, na sigla em português).

O ex-líder venezuelano e a mulher vão ser ouvidos pelo juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, 

Maduro passou a noite num centro de detenção em Nova Iorque depois de ter sido capturado por militares norte-americanos em Caracas, conforme relataram autoridades dos Estados Unidos. 

Prisão é descrita como um inferno

A prisão de Brooklyn onde o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, é descrita como "o inferno na terra" por muitos dos detidos e condenados que por lá passaram. O estabelecimento prisional, aliás, tem tantos problemas (de segurança e saúde) que certos juízes se recusam a enviar reclusos para as instalações.

Aberto no início dos anos 90, o Centro de Detenção Metropolitano (conhecido pela sigla MDC, em inglês), alberga, neste momento, 1.300 prisioneiros - uma descida considerável dos 1.580 que tinha em janeiro de 2024.

A prisão, localizada perto de um centro comercial numa zona industrial e perto da linha costeira, tem sido frequentemente descrita como "inferno na terra" e uma "tragédia em curso"

A captura de Nicolás Maduro

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

Nicolás Maduro e a sua mulher, Cília Flores, foram transportados para Nova Iorque e o ex-presidente vai comparecer hoje num tribunal em Manhattan.

A vice-presidente, Delcy Rodriguez, assumiu a Presidência interina do país.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.


Leia Também: "Inferno na terra". A prisão onde Nicolás Maduro está detido

Nicolás Maduro, o presidente deposto da Venezuela, está detido numa prisão de Brooklyn descrita como um "inferno na terra" e uma "tragédia em curso". A prisão tem tantos problemas que alguns juízes se recusam a enviar reclusos para as instalações.


Hospital Nacional Simão Mendes: TÉCNICOS ESTAGIÁRIOS SOB AMEAÇA DE SUSPENSÃO

Por  RSM 5/01/2026

Os técnicos de saúde estagiários afetos ao Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) afirmam estar sob ameaça de suspensão das suas funções, na sequência de um despacho do Ministério da Saúde.

A informação foi avançada à Rádio Sol Mansi por Singhaté Dam Cabi, porta-voz do grupo de estagiários, que denunciou o clima de incerteza e preocupação vivido pelos jovens profissionais no maior centro hospitalar do país.

Segundo Dam Cabi, a decisão de suspender os estagiários terá partido do próprio Ministério da Saúde, sem que, até ao momento, tenha sido comunicado qualquer motivo concreto aos visados.

Questionado sobre as razões da eventual suspensão, o porta-voz explicou que o grupo ainda não recebeu qualquer notificação oficial que esclareça as causas da medida.

A Rádio Sol Mansi tentou ouvir a direção do Hospital Nacional Simão Mendes para obter esclarecimentos, mas sem sucesso. A responsável pelos Recursos Humanos informou que o diretor da instituição se deslocou ao Ministério da Saúde precisamente para tratar deste assunto.

Entretanto, o porta-voz dos estagiários apelou aos colegas para se manterem em casa caso a decisão venha a ser oficialmente confirmada.

“Pedimos a todos os técnicos estagiários que aguardem em casa até que haja esclarecimentos oficiais”, reforçou Singhaté Dam Cabi.

Fontes contactadas pela Rádio Sol Mansi indicaram que a medida poderá estar relacionada com um processo de controlo dos efetivos e dos contratados que não se encontram a exercer funções de forma regular.

A possível suspensão dos estagiários está a gerar preocupações quanto ao funcionamento normal dos serviços hospitalares, bem como ao futuro profissional de dezenas de jovens técnicos que têm desempenhado um papel importante no apoio às unidades de saúde do país.

Dinamarca avisa que ataque dos EUA a país da NATO seria "fim de tudo"... A primeira-ministra dinamarquesa alertou hoje que um ataque norte-americano a um país da NATO seria "o fim de tudo", comentando a reafirmação do Presidente dos EUA, Donald Trump, da intenção de anexar a Gronelândia.

Por  LUSA  05/01/2026

"Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da NATO, será o fim de tudo, incluindo da nossa NATO e, por conseguinte, da segurança estabelecida desde o final da Segunda Guerra Mundial", disse Mette Frederiksen à estação televisiva TV2, classificando a situação como grave.

A chefe do Governo dinamarquês afirmou estar a fazer "tudo o que for possível" para impedir uma escalada, rejeitando as alegações de Washington sobre falhas de segurança no Ártico e sublinhando que a Dinamarca alocou cerca de 90 mil milhões de coroas (1,2 mil milhões de euros) à segurança na região até 2025.

O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, reagiu no domingo com um "já chega!", reiterando que o território (tutelado pela Dinamarca) não está à venda e pretende decidir o seu próprio futuro.

Questionado pela revista The Atlantic sobre as implicações para a Gronelândia do ataque militar norte-americano à Venezuela de sábado passado, Trump afirmou que caberia aos aliados avaliar a situação, reiterando depois que os Estados Unidos "precisam da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional".

A representante da Gronelândia no Parlamento dinamarquês, Aaja Chemnitz, considerou "essencial estar preparado para todos os cenários", incluindo ameaças externas ou sabotagens a infraestruturas estratégicas.

Hoje, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China instou Washington a deixar de usar a "ameaça chinesa" como pretexto para ganhos estratégicos, após Trump ter denunciado alegada presença de navios russos e chineses junto à costa da Gronelândia.

Os líderes europeus manifestaram apoio à Dinamarca e à Gronelândia, com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a solidarizar-se com Copenhaga, enquanto a Comissão Europeia apelou ao respeito pelos princípios da soberania e da integridade territorial.

A tensão intensificou-se após a nomeação, no final de dezembro, de um enviado especial norte-americano para a Gronelândia e depois de uma publicação nas redes sociais associada à Casa Branca sugerir uma futura anexação.

Segundo uma sondagem divulgada em janeiro de 2025, 85% dos gronelandeses opõem-se à anexação aos Estados Unidos, contra apenas 6% favoráveis.


Leia Também: Anexação da Gronelândia? "Estamos a falar de um cenário 'horribilis'"

O especialista e consultor da NATO Manuel Poêjo Torres defendeu hoje que a eventual anexação da Gronelândia, controlada pela Dinamarca, pelos Estados Unidos deixará a organização paralisada, já que os dois Estados são membros da Aliança Atlântica.