segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

GOVERNO MOÇAMBICANO ADQUIRE BICICLETAS-AMBULÂNCIAS

O Governo moçambicano liderado pelo Daniel Chapo, adquiriu bicicletas-ambulâncias como solução crucial para transporte de pacientes em zonas rurais, adaptadas com macas para levar mulheres grávidas e doentes em estado grave à centros de saúde, conforme informou o Índico Magazine. 

O momento de distribuição aos centros médico foi testemunhado por membros de ponte daquele governo, que destacaram a iniciativa como uma pratica que vai refletir significativamente na vida dos moçambicanos.

Prisão preventiva para militares suspeitos de homicídio na Guiné-Bissau... Os dois militares suspeitos do homicídio de um ajudante de transporte público na Guiné-Bissau vão aguardar julgamento em prisão preventiva, informou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR) guineense.

@RVP.   Por  LUSA 

O juiz de instrução criminal aceitou o pedido do Ministério Público e decretou hoje "a prisão preventiva de dois agentes da força de defesa e segurança, alegadamente, envolvidos no espancamento até à morte em 31 de dezembro" de 2025, segundo um comunicado a que a Lusa teve acesso.

De acordo com a PGR, no despacho, o juiz "enfatizou que, durante as diligências probatórias e debate instrutório realizados pelo Ministério Público, os suspeitos (...) confessaram a autoria da prática de crime de homicídio de que são indiciados".

"Assim, com base nos factos elencados pelo Ministério Público no requerimento, e dada ainda a gravidade do crime, o juiz de instrução criminal decidiu aplicar aos dois suspeitos, como medidas cautelares e de coação, a prisão preventiva", lê-se no comunicado da PGR.

No pedido da aplicação da prisão preventiva, o Ministério Público invocou "perigo de fuga e perturbação ao normal desenrolar das investigações em curso" por parte dos suspeitos.

A PGR esclarece ainda que, "em caso de acusação, de julgamento e consequente condenações, os suspeitos incorrem em penas que variam de oito a 16 anos de prisão efetiva".

Os dois militares são suspeitos de envolvimento no espancamento até à morte de um ajudante de "toca-toca", os tradicionais transportes públicos da capital da Guiné-Bissau.

Os factos ocorreram no dia 31 de dezembro de 2025 na linha semi-urbana Matadouro, Quelelé, Bor e, segundo os relatos que têm sido noticiados na imprensa guineense, os dois militares terão agredido o jovem que controlava as entradas no "toca-toca".

O caso motivou uma manifestação a pedir justiça, em Bissau, a 07 de janeiro, organizada pelo Coletivo dos Líderes e Ativistas de Bôr para Ação e pelos familiares da vítima, e a que se juntaram os motoristas de "toca-toca" da linha onde ocorreram os factos.

A manifestação foi dispersada pela polícia com disparos para o ar e gás lacrimogéneo, de acordo com a imprensa guineense, que deu conta de várias detenções, dois feridos, alegadamente vítimas de agressões, e uma mulher que terá sido atropelada por uma viatura da polícia.

A Guiné-Bissau está a ser governada por um Alto Comando Militar desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, três dias depois das eleições gerais, presidenciais e legislativas, e um dia antes da divulgação dos resultados eleitorais.

Cabo Verde recebe financiamentos de 12,7 milhões para energias renováveis... O Governo cabo-verdiano aprovou acordos de financiamento com organizações internacionais, no valor global de cerca de 12,7 milhões de euros, para reforçar o projeto de energias renováveis e eficiência energética do país, anunciou hoje o vice-primeiro-ministro.

Por LUSA 

"O projeto tem por principal objetivo o fortalecimento do ambiente para uma economia mais diversificada, através do aprimoramento da resiliência fiscal e macroeconómica e das bases para o crescimento do setor privado", afirmou Olavo Correia, na rede social Facebook.

A maioria do financiamento, cerca de 11,6 milhões de euros, vem da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA, sigla em inglês).

Seguem-se 1,03 milhão de euros do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e 342,5 mil euros da Global Infrastructure Facility (GIF).

Estes fundos vão apoiar a capacidade de instalação de energias renováveis e armazenamento em baterias, com participação do setor privado.

Segundo o governante, os acordos são estratégicos, pois mobilizam recursos financeiros adicionais, diversificados e concessionais, essenciais à implementação eficaz do projeto.

Além disso, contribuem para o fortalecimento institucional, o acesso universal à eletricidade, a promoção do desenvolvimento sustentável e a integração de energias renováveis com participação pública e privada, em linha com os objetivos de política pública do país.

Olavo Correia explicou ainda que, ao aumentar a participação das energias renováveis na produção de eletricidade, o projeto ajudará a reduzir a exposição do país aos preços dos combustíveis fósseis (importados), baixando o custo da energia e tornando o país mais competitivo.

"O financiamento adicional permitirá ao projeto atingir os objetivos do Governo, nomeadamente, 50% de penetração de energia renovável até 2030 e a consolidação da reforma sectorial", acrescentou.

Metsola proíbe diplomatas do Irão de entrar no Parlamento Europeu... A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, decidiu hoje proibir diplomatas e outros representantes do Irão de entrar nas instalações da assembleia europeia, vincando que a instituição "não contribuirá para legitimar" o atual regime iraniano.

Por  LUSA 

"Não pode ser tudo como se nada tivesse acontecido. Enquanto o corajoso povo do Irão continua a lutar pelos seus direitos e pela sua liberdade, tomei hoje a decisão de proibir todo o pessoal diplomático e quaisquer outros representantes da República Islâmica do Irão de entrar nas instalações do Parlamento Europeu", anunciou a presidente da instituição através da rede social X.

"Esta assembleia não contribuirá para legitimar este regime que se mantém através da tortura, da repressão e do assassinato", adiantou Roberta Metsola, numa altura em que se regista uma onda de protestos motivada pelo descontentamento com a situação económica, a falta de liberdades civis e a repressão social e política, que já resultou em centenas de mortos, feridos e detidos.

Na terça-feira, os embaixadores dos Estados-membros junto da União Europeia (UE) vão debater a situação no Irão numa reunião extraordinária em Bruxelas, depois de a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, ter admitido novas sanções ao regime de Teerão.

A Comissão Europeia admitiu hoje propor novas sanções "mais severas" contra as autoridades do Irão, que teriam de ser aprovadas por unanimidade pelos Estados-membros do bloco europeu, perante a "repressão violenta" das manifestações que abalam o país.

"Estamos preparados para propor novas sanções, mais severas, perante a repressão violenta das manifestações. É uma decisão que precisaria de ser aprovada pelo Estados-membros por unanimidade", afirmou o porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Externos e Política de Segurança, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, em Bruxelas.

O porta-voz recordou que a UE já impôs sanções contra personalidades iranianas responsáveis por "violações graves dos direitos humanos no país" e afirmou que a Comissão Europeia manifesta "total solidariedade" com o povo iraniano.

"Estão a pôr a sua vida em risco e é absolutamente inaceitável que pessoas que estão a manifestar-se pacificamente, em defesa da sua liberdade, estejam a ser detidas e mortas. É completamente inaceitável", disse, por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho.

Os protestos no Irão intensificaram-se no final de dezembro passado, impulsionados pelo agravamento da crise económica, pela elevada inflação e pelo descontentamento generalizado com o regime iraniano e a falta de liberdades civis.

As manifestações espalharam-se por várias cidades e têm sido duramente reprimidas pelas forças de segurança, com recurso a força letal.

Organizações de direitos humanos relatam centenas de mortos, milhares de feridos e detenções em massa, embora os números exatos sejam difíceis de confirmar devido a cortes no acesso à Internet e à censura estatal, o que tem gerado ampla condenação internacional.

Segundo dados da organização não-governamental norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), pelo menos 538 pessoas morreram.

Também foram registadas manifestações em países estrangeiros em solidariedade com as reivindicações do povo iraniano.

Além das vítimas mortais, os protestos resultaram na detenção de 10.675 pessoas, incluindo 160 menores de idade e 52 estudantes, indicou ainda a HRANA.

Cuba desmente Trump sobre conversações com Estados Unidos... O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, negou hoje a existência de conversações entre Cuba e os Estados Unidos, depois de o homólogo norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que estavam em curso negociações com Havana

Por  LUSA 

"Não existe qualquer discussão com o governo dos Estados Unidos, à exceção de contactos técnicos no domínio migratório", assegurou Díaz-Canel nas redes sociais, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Trump disse no domingo que estavam em curso discussões entre os Estados Unidos e Cuba.

"Estamos a discutir com Cuba", disse Trump, que aumentou nos últimos dias a pressão sobre o regime comunista de Havana, sobretudo depois da operação em 03 de janeiro em Caracas para capturar o ex-presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Trump avisou mesmo que Cuba devia alcançar um acordo antes que fosse demasiado tarde.

"Como a história demonstra, as relações entre os Estados Unidos e Cuba, para que avancem, devem basear-se no Direito Internacional em vez da hostilidade, da ameaça e da coerção económica", escreveu Díaz-Canel, também citado pela agência espanhola EFE.

Díaz-Canel disse que Cuba estava disposta "a manter um diálogo sério e responsável" com a atual administração norte-americana com base na igualdade de soberania e no respeito mútuo.

Também segundo os "princípios de Direito Internacional, benefício recíproco, sem ingerência em assuntos internos e com pleno respeito pela nossa independência", acrescentou.

Trump incluiu o apelo a Cuba para negociar um acordo com Washington numa mensagem nas redes sociais, no domingo, dedicada à ilha das Caraíbas, na qual insistiu que Havana não vai receber "mais petróleo nem dinheiro" da Venezuela.

"Sugiro-lhes [a Cuba] que cheguem a um acordo antes que seja demasiado tarde", advertiu Trump, que desde a captura de Maduro tem vaticinado que o regime cubano cairá em breve.

O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, afirmou na sexta-feira que Cuba não irá "vender o país nem ceder perante a ameaça e a chantagem" dos Estados Unidos.

Rodríguez falou depois de participar numa homenagem em Caracas aos mortos nos ataques norte-americanos para capturar Maduro, entre os quais se encontravam 32 militares e espiões cubanos.

A Venezuela tem sido o principal fornecedor de petróleo de Cuba a partir de um acordo bilateral, através do qual Caracas recebe em troca serviços profissionais de Havana, principalmente médicos e professores, mas também especialistas em segurança e defesa.

A interceção norte-americana de navios petrolíferos sancionados provenientes do país sul-americano, e o anúncio de Trump de que Washington terá o controlo total sobre a venda do petróleo venezuelano, ameaçam colocar Havana numa situação de tensão máxima.

Cuba sofre uma profunda crise energética desde meados de 2024, devido às frequentes avarias nas obsoletas centrais e à falta de divisas do Estado para adquirir o combustível necessário para as unidades de produção de energia.

A crise provoca cortes elétricos de 20 ou mais horas diárias em amplas zonas do país, segundo a EFE.

Oposição da Venezuela diz que só foram libertados 2% dos presos políticos... O principal bloco de oposição da Venezuela criticou hoje que tenham sido libertados apenas 24 presos políticos desde quinta-feira, quando foi anunciada a libertação de um "número significativo" de pessoas.

Por LUSA 

A Plataforma Democrática Unitária (PDU) salientou que "quase mil pessoas" continuam detidas por motivos políticos, numa situação que constitui uma "tática deliberada de protelação" e mostra um "escárnio inaceitável".

O número de presos libertados "representa pouco mais de 2%" do total, sublinhou.

Este cenário "é agravado por muitos dos libertados terem estado sujeitos a medidas cautelares pesadas", acrescentou a PDU, numa mensagem publicada nas redes sociais, reiterando que o número verificado de libertações é inferior às 116 anunciadas pelo Governo.

Na semana passada, Jorge Rodriguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da Presidente interina venezuelana, Delcy Rodriguez, anunciou a libertação de um "número significativo" de pessoas, sem divulgar uma lista com o total ou especificar nomes.

O Ministério do Serviço Penitenciário da Venezuela disse que foram libertadas, nas últimas horas, 116 pessoas detidas por "atos associados à perturbação da ordem constitucional e ameaça à estabilidade da nação".

A organização não-governamental Foro Penal, de defesa dos presos políticos na Venezuela, confirmou a libertação de mais de 40 pessoas.

A PDU exigiu que os responsáveis "avancem, sem demora, para a libertação plena e imediata de todos os presos políticos, sem exceções ou condições arbitrárias".

Para o bloco, esta exigência é "ainda mais urgente" depois da morte, no sábado, do preso político Edison José Torres Fernández.

Esta morte eleva para 26 o número de presos políticos falecidos sob custódia do Estado, indicou a PDU.

"Não pode haver portas giratórias. É inaceitável libertar uns enquanto outros são detidos, perseguidos ou sujeitos a processos judiciais infundados", considerou.

"A justiça não pode ser seletiva nem utilizada como mecanismo de pressão política", afirmou ainda, apelando à comunidade internacional para que se solidarize com as famílias que, nos últimos dias, têm mantido vigílias em frente a várias prisões, aguardando a libertação dos seus entes queridos.


Leia Também: Venezuela: Governo anuncia libertação de 116 presos, mas ONG confirmam 24

O Governo venezuelano anunciou hoje a libertação de 116 presos políticos, mas a organização não-governamental (ONG) Foro Penal apenas confirmou a libertação de 24 reclusos das prisões venezuelanas de La Crisálida e El Rodeo 1.


Hamas declara que está pronto para entregar poder em Gaza... O grupo islamita Hamas declarou hoje que os órgãos governamentais sob o seu controlo na Faixa de Gaza estão "totalmente preparados" para entregar o poder a um comité palestiniano independente para governar o território.

Por  LUSA 

Numa mensagem vídeo enviada à agência noticiosa espanhola EFE, Hazem Qasim, porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, afirmou que foi tomada uma decisão "clara e definitiva" para que as instituições governamentais da Faixa de Gaza transfiram o controlo para o comité, a ser formado na segunda fase da trégua no enclave palestiniano e que se encontra ainda dependente de negociações.

"Esta decisão de entregar o controlo na Faixa de Gaza faz parte da nossa implementação do acordo de cessar-fogo e dá prioridade ao supremo interesse nacional", declarou Qasim no vídeo.

O acordo proposto no plano de paz dos Estados Unidos estipula que a Faixa de Gaza será governada a título transitório por um comité "tecnocrático e apolítico", composto por palestinianos e especialistas internacionais, sob a supervisão de um Conselho de Paz dirigido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo o porta-voz dos islamitas palestinianos, Israel "não quer avançar para a segunda fase devido a cálculos internos relacionados com a coligação governamental e lutas internas pelo poder" no seio do Governo liderado por Benjamin Netanyahu.

Hazem Qasim responsabiliza Israel pela falta de progressos no acordo de paz na Faixa de Gaza, apesar de "o Hamas ter cumprido todas as suas obrigações relativas à primeira fase" da trégua alcançada com Israel e em vigor desde 10 de outubro.

"É evidente que os cálculos de Netanyahu são internos e relacionados com as suas perspetivas eleitorais", comentou o porta-voz do Hamas, que acusou Israel de cometer "graves violações" do cessar-fogo e de "planear um regresso à guerra".

A primeira fase do cessar-fogo incluiu a libertação dos 48 reféns, vivos e mortos, que permaneciam na Faixa de Gaza em troca de centenas de prisioneiros palestinianos, a retirada parcial das forças israelitas e a entrada de ajuda humanitária no enclave.

Israel aguarda porém que seja localizado e entregue o último corpo dos reféns que se encontravam na posse das milícias palestinianas antes de avançar para a segunda fase do entendimento.

O Hamas alega dificuldade em encontrar os restos mortais do refém, referindo as pilhas de escombros que se acumularam durante dois anos de guerra na Faixa de Gaza, bem como falta de equipamento para as buscas.

A segunda fase do plano prevê a formação de um governo de transição sem o Hamas, o desarmamento do seu braço militar e a criação de uma força internacional de paz.

Segundo o jornal israelita Times of Israel, os Estados Unidos realizaram conversações com os outros mediadores do conflito - Egito, Qatar e Turquia - que confirmaram a Washington que o Hamas aceitará um plano de desarmamento gradual que começaria com a entrega do seu armamento pesado.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave palestiniano, que provocou mais de 70 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.


O Hamas está a preparar eleições internas nos próximos meses para renovar a direção, após a morte da maioria dos dirigentes na guerra contra Israel, indicaram hoje fontes do movimento radical palestiniano à agência noticiosa France-Presse (AFP).


Libertação de detidos essencial para fim da suspensão da Guiné-Bissau... O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje que a libertação de todos os detidos na sequência do golpe de Estado de novembro na Guiné-Bissau é "essencial e indispensável" para o fim da suspensão deste país na CPLP.

Por  LUSA 

Paulo Rangel, que hoje visitou a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, disse aos jornalistas que a organização, e a comunidade internacional, aguardam esse gesto das autoridades guineenses para "avançar".

O povo da Guiné-Bissau e a Guiné-Bissau enquanto Estado são, obviamente, essenciais à CPLP. Tendo em conta que houve uma interrupção da normalidade política constitucional, e nos termos dos estatutos da CPLP, teve de se decidir uma suspensão".

E foi também decidido criar uma Missão de Bons Ofícios de Alto Nível, a enviar para a Guiné-Bissau, que Paulo Rangel disse acreditar que "vai ocorrer".

Enquanto ministro de Portugal, afirmou que é "um ponto fundamental" a libertação de todos os detidos, entre os quais se encontra o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

"É essencial que o poder atualmente dominante em Bissau compreenda que é preciso dar essa mensagem aos países irmãos da CPLP e à comunidade internacional, no seu todo", defendeu.

Rangel referiu que, após a libertação de todos os detidos na sequência do golpe de 26 de novembro, será em princípio possível "começar a dialogar" no sentido de se organizar um processo de transição, que também "tem de ser extremamente rápido".

"A nossa mensagem é muito consistente para o poder na Guiné-Bissau, mas também é muito clara para o povo da Guiné-Bissau e para o Estado enquanto tal, que é o de que nós contamos com eles e nós queremos remover a suspensão, assim que todos os obstáculos a essa remoção sejam levantados. O primeiro deles, que é essencial e que é indispensável, é a libertação de todos aqueles que foram detidos na sequência desse golpe militar", reiterou.

A suspensão da Guiné-Bissau, que na altura do golpe presidia à CPLP, levou a que um outro Estado-membro assumisse esta direção: Timor-Leste.

Questionado sobre o próximo país a assumir a presidência e se este poderia ser a Guiné Equatorial, Rangel disse que a escolha resultará de um consenso entre todos os países da CPLP, mas que ainda é muito cedo.

"Vamos esperar com toda a calma (...). Não há nem pressa, nem sequer nenhuma inquietação", salientou.


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Missão da Comunidade dos Estados da África Ocidental pediu cumprimento das deliberações da última cimeira e alertou para consequências caso não haja libertação dos presos e formação de governo inclusivo na Guiné-Bissau.

Mais de 500 mortos após semanas de protestos. O que se passa no Irão?... Comerciantes e universitários começaram, em dezembro, um protesto contra a situação económica no Irão. A insatisfação alargou-se para um protesto contra o governo do país. Volvidos mais de 15 dias de conflitos, e mais de 538 mortos, eis o que se passa no país.

Por noticiasaominuto.com/ com LUSA 

A vaga de protestos no Irão já ultrapassou as duas semanas e fez mais de 500 mortos, momento em que importa perceber o que está em causa, o motivo do descontentamento e que consequências daqui podem advir.

Nos últimos dias, os protestos antigovernamentais cresceram em dimensão e em violência. Aquilo que começou como uma demonstração de descontentamento para com a situação económica no país, transformou-se num movimento de massa que pretende desafiar os governantes autoritários do país.

Os manifestantes são agora designados de "vândalos" e as entidades internacionais já estão de olhos postos e atentos aos desenvolvimentos deste conflito interno.

Por que é que os iranianos estão em protesto?

Segundo recorda o The New York Times, a economia do Irão está sob pressão constante há vários anos, em grande parte como resultado das sanções americanas e europeias relacionadas às suas ambições nucleares.

Os recursos financeiros do país ficaram ainda mais afetadas quando em junho passado o país se envolveu numa guerra de 12 dias com Israel, conflito no qual os EUA acabaram por se envolver e bombardear as suas instalações nucleares.

Contudo, tudo descambou em dezembro, quando no meio de uma inflação persistentemente alta, comerciantes e estudantes universitários decidiram unir-se em protesto. 

Como começaram os protestos?

Os protestos no Irão contra a deterioração da situação económica e a desvalorização da moeda começaram com manifestações em várias universidades, incluindo as mais prestigiadas como as de Teerão, Sharif e Beheshti.

Comerciantes de diversos mercados e centros comerciais do centro e sul de Teerão fecharam as suas lojas e marcharam pelas ruas adjacentes em resposta às fortes oscilações do mercado cambial, à queda acentuada do valor do rial e à instabilidade económica. 

O governo iraniano reconheceu a legitimidade dos protestos contra as dificuldades económicas e defendeu o diálogo com os manifestantes, prometendo implementar reformas para preservar o poder de compra dos cidadãos. Porém, quando a manifestação se virou contra si, o cenário alterou-se.

Manifestação contra o governo 

À medida que as manifestações aumentavam, começaram a transformar-se numa critica mais ampla que visava o regime teocrático do Irão. Nas redes sociais e na televisão, manifestantes foram vistos entoando slogans como "Morte ao ditador" e "Iranianos, levantem suas vozes, reivindiquem seus direitos".

No segundo dia consecutivo de protestos, a Guarda Revolucionária alertou os participantes num comunicado que se oporia a "qualquer tentativa de (...), caos ou ameaça à segurança".

Ao mesmo tempo, a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que os "meios de comunicação anti-iranianos e organizações de segurança estrangeiras, através de alguns dos seus agentes internos, estiveram presentes em algumas concentrações para transformar os protestos em distúrbios".

As primeiras vitimas mortais e o intensificar do conflito

A primeira vítima mortal das manifestações aconteceu ao 5.º dia de protesto. 

Um membro das forças de segurança foi morto no oeste do Irão e tornou-se oficialmente a primeira (de muitas) vítimas, dos confrontos que entretanto colocaram frente a frente manifestantes e forças de segurança. Hoje, o número ascende a, pelo menos, 538 mortos. O número pode ser, no entanto, muito maior, dado que o corte de internet que dura há várias horas no país, não permite fazer um cálculo real.

Recorde-se que, na quinta-feira, o governo iraniano decidiu cortar o acesso à internet e o sinal de telemóveis em todo o país, depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto. Esta proibição decorre já há 84 horas.

Pedido de apoio e contenção

Entretanto, têm sido várias vozes a apelar á contenção. O opositor no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, apelou às forças de segurança para que "se unam ao povo", face ao movimento de protesto que já dura há duas semanas.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou ao Irão para se "abster do uso da força desnecessária ou desproporcionada". "Todos os iranianos deveriam poder expressar as suas queixas pacificamente e sem medo. Os direitos à liberdade de expressão, de associação e de reunião pacífica, consagrados no direito internacional, devem ser plenamente respeitados e protegidos", declarou.

Iranianos querem a intervenção dos EUA?

O chefe da diplomacia do Irão, Abbas Araghchi, disse esta segunda-feira que os protestos em todo o país "tornaram-se violentos e sangrentos para dar uma desculpa" para uma intervenção militar dos Estados Unidos.

Araghchi não apresentou provas para suportar esta alegação, mas garantiu que "a situação está sob controlo total" em todo o país.

Apesar disso, Donald Trump anunciou, também hoje,  que os líderes do Irão o contactaram para negociar após este ter ameaçado com uma ação militar. Apesar de afirmar que estes "querem negociar", Trump diz estar a receber atualizações de hora em hora sobre os protestos e que a administração que lidera "tomará uma decisão".

"Talvez tenhamos de agir antes de uma reunião" disse.

Um dia antes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu que, "no dia em que o Irão seja libertado do jugo da tirania", os dois países voltarão a ser "parceiros fiéis" para construir um futuro de prosperidade e de paz para os dois povos.

SpaceX autorizada a colocar em órbita mais 7.500 satélites Starlink... A primeira metade deste conjunto de satélites Starlink deve ser lançada até ao dia 1 de dezembro de 2028, com a segunda metade a ter como prazo o mês de dezembro de 2030.

Por noticiasaominuto.com 

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA anunciou no final da semana passada que aprovou o lançamento de mais 7.500 satélites de segunda geração Starlink - o que fará com que o número de satélites da SpaceX em órbita chegue a um total de 15 mil satélites.

Conta a Reuters que a SpaceX submeteu um pedido para o lançamento adicional de 14.988 satélites, com a entidade reguladora para as comunicações dos EUA a ter decidido “adiar a autorização” deste conjunto.

Mediante esta autorização da Comissão Federal de Comunicações dos EUA, a SpaceX deverá lançar metade dos 7.500 satélites até ao dia 1 de dezembro de 2028 e a segunda metade até dezembro de 2031.

Esta nova autorização para mais satélites da Starlink permite não só disponibilizar Internet em mais territórios, como também a possibilidade de operar em cinco frequências diferentes.

Risco de colisão

A SpaceX já teve alguns percalços no passado com os seus satélites Starlink e, para evitar situações semelhantes no futuro, tomou a decisão de baixar a órbita de cerca de alguns dos satélites que tem posicionados na órbita do nosso planeta.

Dos mais de 9 mil satélites da SpaceX que estão atualmente a operar na órbita da Terra, serão 4.400 satélites que, ao invés dos 550 km de distância da Terra, ficarão a 480 km. O processo será gradual e terá lugar ao longo dos próximos meses.

O objetivo desta decisão é reduzir a probabilidade dos satélites da Starlink colidirem com os lançados por empresas rivais, com o vice-presidente de engenharia da divisão Starlink, Michael Nicholls, a explicar que “o número de objetos e constelações de satélites planeadas é significativamente mais baixo abaixo dos 500 km” de altura.

Como conta o site The Verge, estima-se que até ao final desta década estejam até 70 mil satélites na região do Espaço entre os 160 km e os 2 mil km de distância da Terra.


Leia Também: Irão sem Internet há 84 horas devido aos protestos

O corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas, devido aos protestos contra o Governo, continua em vigor, disse hoje a organização não-governamental (ONG) de monitorização da cibersegurança Netblocks.


Kyiv reclamou neutralização de 135 drones russos ferindo duas pessoas... As defesas aéreas ucranianas disseram hoje que neutralizaram 135 dos 156 aparelhos aéreos não tripulados (drones) lançados pela Rússia desde a tarde de domingo, ferindo duas pessoas em Odessa.

Por LUSA 

O ataque russo contra o sul da Ucrânia deixou várias cidades e parte da capital regional, Odessa, sem energia. 

Segundo o governador da região de Odessa, Oleg Kiper, duas pessoas ficaram feridas e pelo menos cinco residências e um edifício administrativo foram danificados.

O governador afirmou ainda que os serviços de abastecimento de água foram restabelecidos após a interrupção provocada pelo ataque.

A região de Odessa está sob ataque da Rússia quase diariamente. 

No norte do país, segundo a Força Aérea de Kyiv, 16 drones atingiram 11 locais diferentes que não foram especificados. 

Uma das regiões da Ucrânia alvo do ataque foi Chernihiv, no norte do país, uma das zonas mais afetadas pelos bombardeamentos dos últimos meses.

De acordo com as autoridades, o ataque russo causou danos em centrais de energia no distrito de Novgorod-Siversk, Chernihiv, e deixou várias cidades sem eletricidade.

Por outro lado, as autoridades da Rússia disseram que abateram 12 drones ucranianos durante a noite e outros seis hoje de manhã. 

Segundo o Ministério da Defesa, quatro drones foram neutralizados na região de Rostov, seguindo-se a Península da Crimeia (2), Adiguésia (2), Kursk (2) e Mar Negro.

Outro drone foi abatido sobre Voronezh.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia e lançou uma campanha militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


Leia Também: Medvedev ameaça "governantes idiotas" caso enviem forças para ajudar Kyiv

O ex-presidente russo Dmitry Medvedev avisou hoje os responsáveis europeus, que classificou de "governantes idiotas", de que não devem enviar forças internacionais para a Ucrânia, ameaçando com a repetição de bombardeamentos como o de sexta-feira em Kyiv.


A dieta que pode reduzir o risco de progressão do cancro da próstata... Um novo estudo da Universidade de Bedfordshire, no Reino Unido, revelou que existe uma dieta que pode ajudar a reduzir o risco de progressão do cancro da próstata. Veja o que deve consumir mais vezes para conseguir receber mais benefícios.

De acordo com um novo estudo da Universidade de Bedfordshire, no Reino Unido, existe um tipo de dieta que pode ajudar a reduzir o risco de progressão do cancro da próstata. A investigação sugere que o consumo regular de um determinado tipo de alimentos pode reduzir o risco nos homens.

O estudo mostrou que uma dieta rica em vegetais e probióticos pode retardar a progressão do cancro da próstata. A investigação acompanhou 212 homens com cancro da próstata de baixo risco ao longo de quatro meses.

Cancro da próstata: A dieta que pode salvar vidas

O grupo foi dividido, um deles recebeu suplementos à base de plantas, enquanto o outro um suplemento placebo. No caso do primeiro grupo, o suplemento era composto por brócolos, curcuma, romã, chá verde e gengibre.

“Certos tipos de cancro são mais afetados pelo estilo de vida do que outros. O cancro da próstata é realmente sensível a muitas das coisas. Assim, recomendamos levar um estilo de vida saudável”, revelou Jeff Foster, especialista em saúde masculina, ao WalesOnline.

A investigação destacou ainda algumas mudanças no dia a dia que podem ter um impacto na saúde dos homens. “Se estiver em boa forma física, terá uma reserva fisiológica melhor e será mais provável que recupere melhor da cirurgia, tolere melhor a quimioterapia e consiga manter um sistema imunitário saudável de forma eficaz”, continua.

Diz ainda que “quanto mais em forma estiver, melhor seu corpo estará para combater a doença”, continua Jeff Foster.

Cancro da próstata. Fator que muitos homens ignoram pode salvar vidas

De acordo com um estudo do Arthur G. James Cancer Hospital, aqui citado pelo Health, grande parte dos homens nos Estados Unidos, onde foi realizada a investigação, não sabe que o cancro da próstata num estágio inicial não apresenta qualquer tipo de sintomas.

"É muito importante que todos entendam que o cancro da próstata é assintomático até os estágios avançados e que quase ninguém com cancro da próstata num estágio inicial apresenta qualquer sintoma", revela o urologista Jairam Eswara.

Explicou que é importante mudar a mentalidade e fazer com que os homens se preocupem mais com o estado da sua saúde. A investigação entrevistou mais de mil homens com mais de 18 anos.

Cerca de 80% dos entrevistados não sabiam que o cancro da próstata num estágio inicial não apresentava qualquer tipo de sintomas físicos. Também 59% revelou que não sabiam que a disfunção sexual poderia ser um alerta para este tipo de cancro.

O cancro que não tem sintomas na sua fase inicial

"Como o cancro próstata está localizado profundamente no corpo, não é fácil determinar se alguém tem cancro da próstata ou não", começou por dizer o especialista. Esta acaba por ser uma preocupação para os profissionais de saúde.

"Faz com que as pessoas pensem que não correm risco de cancro quando, na verdade, correm, o que leva à relutância em fazer o exame", explica. Revelou ainda alguns dos sinais que devem funcionar como alerta para os homens.


Se não consegue perder peso ou está sempre com falta de energia, o seu metabolismo pode ser uma das razões. Contudo, existem formas de conseguir fazer com que o consiga acelerar. Siga estas dicas e veja os resultados.


domingo, 11 de janeiro de 2026

Grupo de países europeus discute planos para aumentar presença militar na Gronelândia... O objetivo é mostrar a Donald Trump que a Europa leva a sério a segurança do Ártico. A Alemanha vai propor a criação de uma missão conjunta da NATO para proteger a região do Ártico.

Por SIC Notícias

Um grupo de países europeus, liderado pelo Reino unido e Alemanha, está a discutir planos para aumentar a presença militar na Gronelândia, avança a Bloomberg.

O objetivo é mostrar a Donald Trump que a Europa leva a sério a segurança do Ártico.

A Alemanha vai propor a criação de uma missão conjunta da NATO para proteger a região do Ártico.

Donald Trump disse na sexta-feira que os Estado Unidos precisam de controlar a Gronelândia para impedir que a Rússia ou a China a ocupem no futuro.

O Presidente norte-americano insiste que pretende chegar a um acordo com a Dinamarca para adquirir a Gronelândia e garante que o fará "de forma branda ou dura", após a recusa de Copenhaga em vender.

Remota, gelada e pouco povoada, a Gronelândia voltou ao centro das atenções internacionais dado o interesse de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos.

“Precisamos da Gronelândia. É estratégica neste momento”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, sublinhando a importância da ilha para a segurança nacional dos Estados Unidos e questionando a capacidade da Dinamarca para garantir essa proteção.

As declarações provocaram reações imediatas das autoridades da Gronelândia, que reiteraram o direito à autodeterminação, e da Dinamarca, que administra a ilha como território autónomo. Vários aliados europeus, como França, Alemanha, Reino Unido, Portugal e UE manifestaram também oposição a qualquer ambição expansionista no Árctico.


Cuba alerta EUA: "Pronta para defender pátria até última gota de sangue"... O Presidente de Cuba afirmou hoje que "ninguém dita o que fazer" ao país, em resposta às ameaças proferidas pelo homólogo norte-americano, Donald Trump.

Por LUSA 

Cuba é "uma nação livre e independente", escreveu Miguel Diaz-Canel, na rede social X.

"Cuba não agride, é agredida pelos Estados Unidos há 66 anos, e não ameaça, prepara-se, pronta para defender a pátria até à última gota de sangue", acrescentou.

Anteriormente, Trump tinha exortado Cuba a "aceitar um acordo, antes que seja tarde demais", e que o país fique sem petróleo e dinheiro venezuelanos.

Os Estados Unidos lançaram há uma semana uma operação em Caracas para capturar o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e anunciaram que pretendem administrar o país e o petróleo.

Acusados de tráfico de droga, Maduro e a mulher, Cilia Flores, que se declararam inocentes perante a justiça norte-americana, em Nova Iorque, encontram-se detidos nos Estados Unidos.

Na sequência da captura de Maduro, a antiga vice-presidente Delcy Rodriguez foi nomeada Presidente interina.

No sábado, Trump decretou "emergência nacional" para proteger as receitas das vendas de petróleo da Venezuela nas contas do Tesouro norte-americano, impedindo que os credores da dívida externa venezuelana reclamem os fundos.

A ordem "bloqueia qualquer embargo, julgamento, decreto, direito de retenção, execução ou qualquer outro processo judicial contra" fundos que estejam em contas do governo dos Estados Unidos derivados das vendas de petróleo venezuelano e "proíbe transferências ou negociações" desses recursos.

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 mil milhões de barris, de acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), à frente da Arábia Saudita (267 mil milhões) e do Irão.


Leia Também: Trump exorta Cuba a aceitar "um acordo, antes que seja tarde demais"

O presidente dos Estados Unidos exortou hoje Cuba a "aceitar um acordo, antes que seja tarde demais" e o país fique sem petróleo e dinheiro venezuelanos.


Embaixador da Dinamarca diz que futuro da Europa e da NATO estão em causa... O embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, alertou hoje que as ameaças dos EUA à Gronelândia são um "assunto muito importante" para o futuro daquele país nórdico, mas também da Europa e da NATO.

Por LUSA 

No final de um almoço privado com o candidato presidencial Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa liberal, o embaixador lembrou que o mundo é hoje "um lugar mais imprevisível".

"Por isso, como europeus, temos que estar juntos", defendeu.

Lars Steen Nielsen, que revelou ter explicado a Cotrim Figueiredo qual a posição do Governo dinamarquês face às ameaças norte-americanas, aproveitou a ocasião para agradecer ao Governo de Luís Montenegro a solidariedade demonstrada para com a Dinamarca.

Agradecimento que estendeu ainda ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cargo que considerou ter uma "grande importância" em assuntos externos.

"Temos falado com ele e ele está também a dar o seu apoio", sublinhou.

O embaixador disse ainda que é preciso levar a sério as ameaças do Presidente dos EUA, Donald Trump, algo que o Governo dinamarquês está a fazer.

O líder norte-americano tem preocupado os aliados ao recusar-se a descartar o uso da força militar para tomar à Dinamarca este território autónomo, membro da NATO.

Trump afirmou que o controlo desta ilha rica em recursos é crucial para a segurança nacional norte-americana, dada a crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Gronelândia pode significar o fim da aliança militar ocidental com 76 anos.

Os líderes dos cinco partidos políticos representados no Parlamento da Gronelândia (Inatsisartut) defenderam o direito dos habitantes deste território autónomo dinamarquês a decidirem o seu futuro face às ameaças de Donald Trump.


Leia Também: Netanyahu espera que Irão "seja em breve libertado do jugo da tirania"

O primeiro-ministro israelita disse hoje esperar que o Irão "seja em breve libertado do jugo da tirania" e condenou "os massacres em massa cometidos contra civis", quando estão a decorrer grandes manifestações.


Irão ameaça retaliar contra EUA e Israel em caso de ataque norte-americano... O presidente do parlamento do Irão avisou hoje que os militares norte-americanos e Israel serão "alvos legítimos" caso de ataque por parte de Washington, tal como ameaçou o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Por  LUSA 

Os comentários de Mohammad Bagher Qalibaf representam a primeira vez que Israel é incluído na lista de possíveis alvos de um ataque iraniano.

Qalibaf, um elemento da 'linha-dura' iraniana que já concorreu à presidência no passado, fez a ameaça enquanto os deputados invadiam a tribuna do parlamento, gritando: "Morte à América!"

Durante a sessão do parlamento, transmitida em direto pela televisão estatal iraniana, Mohammad Qalibaf fez um discurso aplaudindo a polícia e a Guarda Revolucionária paramilitar do Irão, particularmente os seus voluntários Basij, por terem "permanecido firmes" durante os protestos realizados no país contra a teocracia iraniana.

"O povo do Irão deve saber que lidaremos com eles da forma mais severa e puniremos aqueles que forem detidos", disse.

Qalibaf prosseguiu ameaçando diretamente Israel, referindo-se-lhe como "o território ocupado", e também as forças armadas dos EUA: "No caso de um ataque ao Irão, tanto o território ocupado como todos os centros militares, bases e navios americanos na região serão nossos alvos legítimos", afirmou, acrescentando: "Não nos consideramos limitados a reagir após a ação e agiremos com base em quaisquer sinais objetivos de ameaça".

A seriedade das intenções do Irão em relação ao lançamento de um potencial ataque ainda não é clara, especialmente após o país ter ficado com as defesas aéreas destruídas durante a guerra de 12 dias em junho com Israel. Qualquer decisão de entrar em guerra caberia ao líder supremo do Irão, o 'Ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos.

As forças armadas dos EUA afirmaram no Médio Oriente que estão "posicionadas com forças que abrangem toda a gama de capacidade de combate para se defenderem, os parceiros e aliados e os interesses dos EUA".

Entretanto, os protestos que desde há duas semanas decorrem no Irão que contestam o regime e que, segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), já provocaram pelo menos 116 mortos, levaram hoje manifestantes a inundar as ruas da capital e da segunda maior cidade do país.

Os protestos em quase todo o país começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm vindo a intensificar-se e transformaram-se numa contestação política contra o regime.

Com a Internet e as linhas telefónicas cortadas, tornou-se mais difícil avaliar as manifestações do exterior, mas a HDRANA, sediada nos Estados Unidos, refere que o número de mortos nos protestos tem aumentado e que cerca de 2.600 pessoas foram detidas.

Trump ofereceu apoio aos manifestantes, dizendo nas redes sociais que "o Irão está a caminhar para a liberdade, talvez como nunca antes" e que "os EUA estão prontos para ajudar".

O New York Times e o Wall Street Journal, citando funcionários anónimos dos EUA, disseram no sábado à noite que Trump recebeu opções militares para um ataque ao Irão, mas não tomou uma decisão final.


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O número de mortos nos protestos contra o regime do Irão subiu para pelo menos 116, avançou uma organização não governamental (ONG) criada por exilados iranianos

Julius Maada Bio: “Em conformidade com o comunicado da 68.ª Cimeira da CEDEAO, liderei uma Missão de Alto Nível à Guiné-Bissau para dialogar com o Alto Comando Militar, liderado pelo major-general Horta Inta-a.

As nossas discussões foram construtivas, e reiterámos o apelo da Autoridade para uma transição curta, conduzida por um governo inclusivo que reflita o espectro político e a sociedade da Guiné-Bissau.

Estive acompanhado pelo Presidente Bassirou Diomaye Faye do Senegal e pelo Presidente da Comissão da CEDEAO, Dr. Omar Alieu Touray.” - Julius Maada Bio

O ar que respira antes de levantar voo pode ser o mais perigoso da viagem... Para muitos passageiros, o momento mais tenso numa viagem de avião é a descolagem. É também nesta fase, entre a espera e o início do voo que, segundo um estudo publicado em dezembro, se respira o ar mais poluído de toda a viagem.

Por  sicnoticias.pt 

Pela primeira vez, uma equipa de investigadores franceses mediu a presença de partículas ultrafinas e de carbono negro no interior de aviões comerciais europeus.

O estudo, levado a cabo por um grupo da Université Paris Cité, acompanhou 16 voos na Europa, com partida do aeroporto Charles de Gaulle, entre abril e maio de 2022, operados por uma companhia aérea francesa. Num lugar vazio das filas da frente da aeronave, foram colocados instrumentos portáteis que registavam minuto a minuto a qualidade do ar, desde o início do embarque até ao desembarque estar concluído. 

Os resultados mostram que, durante o embarque dos passageiros e enquanto o avião circula na pista – o chamado taxiing -, os níveis de partículas ultrafinas e de carbono negro disparam, ultrapassando os valores que a Organização Mundial de Saúde considera elevados.  

As partículas ultrafinas, conhecidas como PUF, têm menos de 100 nanómetros de diâmetro, ou seja, são milhares de vezes mais pequenas que um fio de cabelo. São também praticamente indetetáveis pelos sistemas de monitorização da qualidade do ar mais convencionais, sendo necessários equipamentos específicos para fazer a medição. 

Neste estudo, foram registadas em média 9.122 partículas ultrafinas por centímetro cúbico de ar e 207 nanogramas de carbono negro por metro cúbico, valores considerados elevados. É, no entanto, necessário olhar com mais detalhe para o que dizem os dados.

Os investigadores descobriram que é nas chamadas “fases de solo”, ou seja, durante o embarque, o taxiing e a espera antes da descolagem, que se registam concentrações superiores às contabilizadas quando o avião está a voar. Aliás, quando o avião está a grande altitude, o ar é relativamente limpo.

Durante a circulação em pista, os níveis de partículas ultrafinas eram, em média, mais do dobro dos valores considerados elevados pela OMS. Depois da descolagem, as partículas iam sendo eliminadas, de forma gradual, pela ventilação da aeronave. O padrão repetia-se, depois, de forma inversa, na aproximação à aterragem e após tocar no solo, com o ar a perder novamente a qualidade. 

A concentração de carbono negro, resultante da combustão incompleta de combustíveis fósseis, seguiu a mesma tendência, com as concentrações mais elevadas de poluentes a surgirem quando o avião estava no aeroporto.

Qualidade do ar melhora durante o voo 

Fatores como a altitude do voo, episódios de turbulência ou a duração do serviço de refeições não tiveram impacto significativo na qualidade do ar respirado a bordo. Dentro do avião, o sistema de ventilação encarrega-se de renovar o ar mais de 20 vezes por hora, com uma mistura de ar do exterior com ar recirculado, mas filtrado. Esta renovação constante explica, aliás, a melhor qualidade do ar durante as horas de voo. 

Os investigadores concluíram, portanto, que a explicação para a elevada concentração destes dois poluentes praticamente invisíveis, mas prejudiciais para a saúde, está, em grande parte, fora dos aviões.

É nos aeroportos que estas partículas se concentram em maior número, num ambiente onde aeronaves se cruzam com veículos de apoio em terra e equipamentos movidos a gasóleo. E essas partículas não ficam confinadas ao perímetro do aeroporto, podendo ser detetadas a vários quilómetros de distância, bem no meio das comunidades vizinhas. 

Apesar dos valores elevados na zona do aeroporto, há locais onde a concentração de partículas é ainda mais preocupante, como, por exemplo, nas linhas de metro. O mesmo acontece em áreas densamente urbanas, onde circulam muitos veículos. O estudo aponta que, numa zona de táxis, as concentrações destes poluentes foram três a quatro vezes superiores às registadas no aeroporto francês. 

Ainda assim, o contexto não é irrelevante. Em 2025, o número global de passageiros aéreos ultrapassou, pela primeira vez, os 5 mil milhões. A eles juntam-se mais de 2 milhões de pessoas que trabalham diariamente em aeroportos e cuja exposição aos poluentes é repetida e prolongada.  

Partículas são invisíveis, mas perigosas

Atualmente, não existem orientações específicas para a monitorização das partículas ultrafinas. Embora reconheça os efeitos nocivos destas partículas, a Organização Mundial de Saúde ainda não tem diretrizes concretas, apenas recomenda boas práticas.

De acordo com a OMS, as partículas com diâmetro inferior a 100 nanómetros representam um risco significativo para a saúde devido à capacidade de penetrarem no organismo e entrarem na corrente sanguínea.

Sabe-se, para já, que estes poluentes podem provocar a inflamação dos pulmões, o aumento da pressão arterial e o aparecimento de doenças cardiovasculares, assim como problemas no desenvolvimento fetal. Em estudos de larga escala, estão também associados a mortes precoces, incluindo por cancro do pulmão. Há ainda evidências que apontam ainda para o impacto no sistema nervoso e na progressão de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer. 

Até ao momento, nem as partículas ultrafinas nem o carbono negro estão sujeitos a limites legais. Na União Europeia, são monitorizados, mas não regulados. 


Em todo mundo, só a Finlândia, a Estónia, a Islândia, a Austrália, a Nova Zelândia e Granada é que têm os níveis de qualidade de ar considerados seguros. As situações mais graves de poluição estão na Ásia.

"Estamos bem. Não fiquem tristes", diz Nicolás Maduro a partir da prisão... O presidente deposto da Venezuela, Nicolas Maduro, garantiu hoje estar bem e pediu para que ninguém fique triste, através de declarações feitas na prisão e transmitidas aos seus advogados, segundo o filho do ex-chefe de Estado.

Por  LUSA 

"Estamos bem. Somos lutadores", declarou Nicolas Maduro a partir da prisão nos Estados Unidos, segundo o seu filho, num vídeo publicado no sábado pelo partido no poder na Venezuela.

"Não fiquem tristes", disse Maduro, que está preso em Nova Iorque com a mulher, a primeira-dama Cilia Flores, relatou Nicolas Maduro Guerra, filmado durante uma reunião do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) em Caracas no sábado.

Acusados de tráfico de droga, Nicolas Maduro e Cilia Flores declararam-se inocentes perante a justiça norte-americana, na segunda-feira.

Ambos vão ficar detidos nos Estados Unidos até à próxima audiência, marcada para 17 de março.

Cerca de mil simpatizantes marcharam no sábado pelas ruas de Caracas com cartazes proclamando "Queremos o seu regresso" e entoando "Maduro e Cilia são a nossa família!".

Os apelos para manifestar apoio ao líder socialista deposto são diários desde a operação militar norte-americana de 03 de janeiro.

A manifestação coincidiu também com o aniversário da tomada de posse de Maduro para um terceiro mandato, após as eleições de 2024, denunciadas pela oposição como fraudulentas.

A televisão pública transmitiu uma visita da presidente interina Delcy Rodriguez a uma feira agrícola em Petare, um bairro emblemático de Caracas, onde também se realizou uma pequena manifestação a favor de Maduro.

"Não vamos descansar um único minuto até recuperarmos o presidente", disse Rodriguez, acrescentando: "Vamos salvá-lo, com certeza que sim".


Leia Também: Trump assina decreto para proteger vendas de petróleo da Venezuela nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou hoje "emergência nacional" para proteger as receitas das vendas de petróleo da Venezuela nas contas do Tesouro norte-americano, impedindo que os credores da dívida externa venezuelana reclamem os fundos.