domingo, 1 de março de 2026

Presidente, líder do judiciário e jurista assumem o poder no Irão... Um conselho formado pelo Presidente do Irão, Masud Pezeshkian, pelo chefe do poder judiciário, Golamhosein Mohseni Eyei, e por um jurista do Conselho dos Guardiães assumirá a liderança do país após a morte do aiatola Ali Khamanei.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images   Por LUSA  01/03/2026 

Os três responsáveis assumirão o "período de transição" após a morte de Ali Khamanei nos ataques dos Estados Unidos e de Israel, após 36 anos no poder, informou a agência estatal iraniana, IRNA, que citou um conselheiro de Khamanei, Mohammad Mokhber. 

O Conselho dos Guardiães é composto por seis juristas e seis clérigos e tem como função aprovar ou vetar as leis aprovadas no Parlamento.

De acordo com a legislação iraniana, o órgão responsável pela eleição do líder supremo é a Assembleia de Peritos, um corpo formado por 88 clérigos eleitos nas urnas a cada quatro anos, a última vez nas eleições de março de 2024.

A televisão estatal iraniana anunciou esta madrugada a morte de Khamanei no seu gabinete no sábado, em consequência dos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica, informação que foi posteriormente confirmada pelo Governo e outros organismos.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha anunciado antes que Khamanei, de 86 anos, que exercia o cargo de líder supremo do Irão desde 1989, tinha morrido nos ataques e apelou ao povo iraniano para "recuperar" o país, após décadas de regime dos aiatolás.

Também foi confirmada a morte de outros altos funcionários, como o comandante-chefe da Guarda Revolucionária do Irão, o general Mohamad Pakpur, e o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamjani.

A ofensiva norte-americana e israelita começou na madrugada de sábado contra alvos em Teerão e outras cidades iranianas, como Tabriz (noroeste) e Isfahan (centro).

Os ataques causaram, até ao momento, mais de 200 mortes, segundo estimativas do Crescente Vermelho, congénere da Cruz Vermelha no Ocidente.


Leia Também: Irão decreta 40 dias de luto e sete feriados pela morte de Ali Khamenei

O Irão decretou hoje um período de luto de 40 dias, bem como sete dias feriados, após a morte, aos 86 anos, do líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei, no poder desde 1989.


O homem que prometeu um luta dura com o Ocidente foi tramado pelo amor à bomba: Ali Khamenei (1939-2026)... Líder Supremo do Irão foi morto depois de quase 40 anos no poder

Aiatola Ali Khamenei (AP),  Abbas Al Lawati e Laura Smith-Spark,  CNN 

O aiatola Ali Hosseini Khamenei, que governou o Irão com mão de ferro como Líder Supremo durante quase quatro décadas, enfrentando os EUA e Israel enquanto reprimia a dissidência e impulsionava um controverso programa nuclear interno, foi assassinado. Este acontecimento impactante mergulha a nação e a região num território desconhecido.

Vários órgãos de comunicação social estatais iranianos confirmaram a morte de Khamenei já na madrugada deste domingo, horas depois de as autoridades norte-americanas e israelitas terem declarado que tinha sido morto em ataques conjuntos contra o seu regime.

Um dos homens mais poderosos do Médio Oriente, Khamenei dominou o Irão durante um reinado marcado pela resistência e resiliência, mantendo-se firme contra décadas de pressão ocidental e israelita que visavam forçar a República Islâmica a ceder à sua vontade. Sob a sua liderança, o Irão expandiu a sua influência muito para além das fronteiras, conquistando a reputação de uma formidável e perigosa potência regional.

Mas a sua morte ocorre numa altura em que o Irão se encontra, possivelmente, no seu ponto mais frágil desde que Khamenei assumiu o poder em 1989. Décadas de sanções ocidentais já tinham deixado o país isolado e economicamente devastado antes de os ataques americanos e israelitas em junho de 2025 terem representado um rude golpe para o seu governo.

Estes novos ataques lançados a 28 de fevereiro visaram especificamente Khamenei e outros líderes importantes, devastando a sua residência e escritórios em Teerão.

“O Líder Supremo do Irão alcançou o martírio”, noticiou a emissora estatal IRIB.

Khamenei foi morto “no seu escritório na residência oficial do líder” enquanto “cumpria as suas funções” no momento do ataque na madrugada deste sábado, informou a agência de notícias estatal Fars.

Imagens de satélite da Airbus mostraram fumo negro a subir do complexo do líder em Teerão após o ataque. As imagens parecem mostrar que vários edifícios do complexo foram severamente danificados pelos disparos.

Os mais recentes ataques conjuntos entre os EUA e Israel ocorreram após a repressão dos protestos antigovernamentais iranianos, que começaram no final de dezembro devido a queixas económicas, mas rapidamente se tornaram políticos, espalhando-se por todas as 31 províncias do país em poucas semanas. O regime respondeu com uma repressão brutal, matando milhares de manifestantes e provocando a indignação global e uma ameaça de intervenção do presidente dos EUA, Donald Trump.

Essa intervenção ocorreu este sábado, quando Trump afirmou que as Forças Armadas norte-americanas estavam a realizar uma “operação massiva e contínua para impedir que esta ditadura radical e perversa ameace os Estados Unidos e os nossos principais interesses de segurança nacional”.

Apelou ainda ao povo iraniano para "tomar o controlo do governo", acrescentando que agora "têm um presidente que vos está a dar o que querem, por isso vamos ver como reagem".

Nos últimos anos do obstinado regime de Khamenei, o país tornou-se cada vez mais isolado, assolado pela corrupção e afundando-se cada vez mais numa crise económica, com perspetivas cada vez menores para uma população jovem em crescimento e uma classe média em declínio.

Ali Khamenei discursa para uma multidão (AP)

Eixo da resistência

Os apoiantes de Khamenei argumentam que este foi pressionado por seguir uma política externa que desafiava os Estados Unidos e Israel, e que a sua morte foi o preço final que pagou por essa postura.

Sob a liderança de Khamenei, o Irão avançou com um polémico programa nuclear que se tornou a principal linha divisória entre a República Islâmica e o Ocidente, e que utilizou como moeda de troca para obter vantagem sobre os seus adversários.

Governou uma nação de 90 milhões de pessoas com uma civilização de 2.500 anos, mantendo um controlo férreo enquanto consolidava o poder.

Embora cercado por inimigos, Khamenei manteve-os sob controlo durante muito tempo. Depois de se ter tornado a principal autoridade política e religiosa do país após a morte do anterior Líder Supremo, o aiatola Ruhollah Khomeini, na sequência da guerra Irão-Iraque, o Irão evitou grandes ataques diretos dos seus adversários durante mais de três décadas - mesmo enquanto outros inimigos regionais, aliados de Estados Unidos e Israel, caíam um a um. O regime consolidou-se com a formação do "Eixo da Resistência", uma rede pouco rígida de grupos aliados espalhados por toda a região que permitiu a Teerão projetar poder às portas dos seus inimigos.

Mas tudo isto - juntamente com a aura de medo e intimidação que Khamenei cultivou cuidadosamente - começou a ruir nos seus últimos anos. A cadeia de acontecimentos desencadeada pelos ataques de 7 de Outubro de 2023 contra Israel, perpetrados pelo Hamas, destruiu a imagem do Irão como uma potência regional impenetrável e desafiante.

O eixo começou a ruir logo após os ataques. Israel lançou uma guerra devastadora contra o Hamas e, em seguida, voltou as suas atenções para o Hezbollah, no Líbano, um dos mais valiosos aliados do Irão. Posteriormente, as forças israelitas invadiram a Síria após a queda do presidente Bashar al-Assad.

Encorajado por uma série de sucessos no campo de batalha, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prometeu "terminar o trabalho", culminando num ataque ousado e sem precedentes contra o próprio Irão em junho de 2025, ostensivamente para desmantelar o seu programa nuclear e a sua capacidade de autodefesa. Os ataques israelitas acabaram por atrair a atenção dos EUA, que atacaram três instalações nucleares iranianas nos últimos dias da guerra. Trump declarou que as instalações tinham sido "obliteradas".

Seis meses após esta guerra de 12 dias, o Irão tinha perdido a maior parte da sua influência nas negociações com Israel e o Ocidente, incluindo grande parte do seu poder negocial nuclear e dos seus aliados regionais. O regime viu-se envolvido numa crise económica ainda mais profunda, alimentando protestos populares em massa.

Com poucas opções restantes, o governo retomou relutantemente as negociações com os EUA, mas recusou-se a incluir no pacote a exigência de continuar o enriquecimento de urânio, um combustível para centrais nucleares que também pode ser utilizado para construir uma bomba.

As autoridades iranianas e um mediador omanita mostraram-se otimistas quanto a um acordo após a última ronda de negociações na quinta-feira, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Albusaidi, a afirmar que um acordo estava “ao alcance”. Na manhã deste sábado, os EUA e Israel lançaram um ataque surpresa contra o Irão.

Ali Khamenei com Muhammar Khadaffi em Harare em 1986 (Patrick Durand/Sygma via Getty Images)
Guardião da Revolução

Khamenei, que nasceu em 1939 em Mashhad, a cidade mais sagrada do Irão, tornou-se ainda jovem clérigo muçulmano xiita. Foi ativista antes da Revolução Islâmica de 1979, ajudando a organizar protestos contra o xá do Irão, Mohammad Reza Pahlavi, e cumprindo pena de prisão por causa dele.

Foi também alvo dos opositores do novo regime islâmico e escapou a uma tentativa de assassínio em 1981 que o deixou com o braço direito inutilizado.

Pouco tempo depois, foi eleito presidente com uma plataforma profundamente hostil ao Ocidente e à sua ideologia liberal, especialmente aos Estados Unidos - ameaçando com uma dura luta em caso de guerra.

"De forma alguma estamos dispostos a iniciar uma guerra total com os EUA, mas se isso acontecer, inevitavelmente ofereceremos uma defesa muito forte", disse.

Foi um protegido de Khomeini, que liderou a luta para derrubar o xá e fundou a República Islâmica. Quando Khomeini morreu, em 1989, Khamenei tornou-se o seu sucessor numa questão de semanas.

Embora não tivesse a mesma estatura teológica de Khomeini, Khamenei demonstrou grande astúcia política. Com o tempo, consolidou o controlo sobre as Forças Armadas, os serviços de informação, o poder judicial e os meios de comunicação social estatais do Irão, garantindo que nenhuma decisão importante poderia ser tomada sem a sua aprovação.

A dissuasão nuclear que se virou contra ele

Foi o avanço do programa nuclear iraniano promovido por Khamenei que, em última análise, levou aos ataques de Israel e dos EUA contra o Irão.

Embora tenha afirmado repetidamente que o programa tinha fins pacíficos - e até mesmo emitido um decreto religioso, ou fatwa, proclamando que as armas nucleares eram proibidas pelo Islão - apoiou firmemente o desenvolvimento da energia nuclear como uma questão de soberania nacional e de vantagem estratégica.

Míssil iraniano visto nas ruas de Teerão com um cartaz com o aiatola Ali Khamenei em pano de fundo (AP)
Quando Hassan Rouhani, um político centrista, sucedeu ao conservador Mahmoud Ahmadinejad na presidência, em 2013, o impasse nuclear com o Ocidente tinha-se tornado o maior desafio da política externa iraniana. Com a aprovação de Khamenei, o governo de Rouhani negociou o acordo nuclear de 2015 (conhecido como Plano de Ação Conjunto Global, ou JCPOA) com as potências mundiais, incluindo os EUA. O acordo visava libertar a economia iraniana de anos de sanções paralisantes em troca de limites ao programa nuclear do Irão, nomeadamente o enriquecimento de urânio.

Mas Khamenei manteve-se cético. A sua relutância em aceitar plenamente o acordo contribuiu para a sua fragilidade. Quando Trump se retirou unilateralmente do acordo em 2018, o Irão continuou a cumpri-lo. Mas um ano depois, Teerão declarou que já não se sentiria obrigado a cumprir os seus compromissos se as outras partes do JCPOA violassem os seus.

Khamenei aproveitou o momento para acelerar o enriquecimento de urânio e intensificou ainda mais a doutrina da “economia de resistência”, enfatizando a autossuficiência e o confronto em detrimento do compromisso.

No final de junho de 2019, foram impostas novas sanções americanas ao próprio Khamenei e ao seu gabinete, bloqueando o acesso do Irão ao sistema financeiro internacional. A política punitiva de “pressão máxima” de Trump prejudicou a economia iraniana e, na prática, negou ao povo iraniano os benefícios prometidos pelo acordo nuclear.

A eleição do presidente reformista Masoud Pezeshkian em 2024, com uma plataforma de aproximação ao mundo e de resolução do impasse nuclear iraniano, trouxe a esperança de revitalizar a economia do país e reintegrar a República Islâmica na comunidade internacional. As negociações com os EUA foram retomadas um ano depois, mas as esperanças de conseguir um entendimento com o Ocidente foram frustradas pelo ataque de Israel ao Irão em plenas negociações, numa tentativa de capitalizar os ganhos militares obtidos após os ataques de 7 de Outubro.

Oito meses depois, o Irão e os EUA iniciaram outra ronda de negociações indiretas, mediadas por Omã. Apesar do diálogo com Teerão, a administração Trump deu início ao maior aumento da presença militar americana no Médio Oriente em mais de duas décadas. Trump enviou sinais contraditórios, afirmando que as negociações estavam a correr bem, ao mesmo tempo que defendia a mudança de regime no Irão.

Khamenei discursa após votar na segunda volta das eleições presidenciais em Teerão, no Irão, a 5 de julho de 2024 (Vahid Salemi/AP)
Projeção de poder através de representantes

Embora o Irão tenha sempre negado qualquer envolvimento ou conhecimento prévio dos ataques de 7 de Outubro perpetrados pelo Hamas e pelas milícias aliadas, o ataque e os eventos regionais sísmicos que desencadeou tiveram implicações importantes para um pilar fundamental do legado de Khamenei: a dependência da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e dos grupos por procuração que apoiava para projetar poder para além das fronteiras iranianas.

Sob Khamenei, a influência do Irão estendeu-se ao Iraque após a deposição de Saddam Hussein em 2003. Nos anos seguintes, Teerão tornou-se também um ator importante nos conflitos regionais, incluindo a guerra civil na Síria, onde as forças da IRGC estiveram na linha da frente das operações.

A IRGC, que respondia diretamente a Khamenei, tornou-se a instituição militar mais poderosa do Irão, exercendo uma profunda influência na política interna e na economia. O grupo exercia também uma enorme influência sobre importantes grupos armados noutras partes da região, como o outrora formidável Hezbollah do Líbano, o Hamas em Gaza, os Houthis no Iémen e diversos grupos armados xiitas no Iraque e na Síria. Em 2019, os EUA acrescentaram a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) à sua lista de grupos terroristas designados, numa medida sem precedentes contra as Forças Armadas de outro país.

Na década de 2010, à medida que a ameaça do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS) crescia, crescia também o envolvimento do Irão nos países árabes vizinhos. Muitos muçulmanos xiitas viam o ISIS como uma ameaça existencial e, embora as milícias apoiadas pelo Irão tivessem tido algum sucesso em repelir o grupo, as suas campanhas também aprofundaram as tensões sectárias regionais.

Os muçulmanos sunitas viam frequentemente o conflito não apenas como uma batalha contra o terrorismo, mas como uma guerra liderada pelo Irão contra a sua seita. Os poderosos Estados árabes do Golfo Pérsico interpretaram as ações do Irão como parte de um esforço mais vasto para expandir um "Crescente Xiita" pela região, aumentando os receios de instabilidade interna. Em meados da década de 2010, vários Estados árabes do Golfo romperam relações diplomáticas com Teerão.

Khamenei (ao centro), ladeado por um membro do Conselho Supremo de Defesa, inspeciona as tropas em 1987, em Teerão (IRNA/AFP/Getty Images)
Khamenei não recuou, pelo contrário, intensificou o apoio aos grupos apoiados pelo Irão. O Estado Islâmico foi finalmente derrotado por uma coligação multinacional em 2019, e a influência regional do Irão consolidou-se. Uma Síria devastada tornou-se uma importante base de operações para a Guarda Revolucionária Islâmica, colocando as forças iranianas e os seus aliados mesmo à porta de Israel. Com o tempo, a Arábia Saudita restabeleceu relações com o Irão através de negociações secretas mediadas pela China, e outros Estados do Golfo logo seguiram o exemplo. Nessa altura, o Irão já tinha conseguido melhorar as relações com vários países vizinhos. Apesar das sanções paralisantes, o país parecia estrategicamente ascendente - o seu alcance regional mais seguro do que nunca.

Esta profundidade estratégica foi gradualmente desmantelada por Israel após os ataques de 7 de Outubro. Com os seus aliados enfraquecidos, o Irão tornou-se vulnerável e, por fim, tornou-se um alvo tanto de Israel como dos EUA. Após a guerra de 12 dias em junho, Teerão ficou com pouca margem de negociação, as suas instalações nucleares gravemente danificadas, os seus aliados quase neutralizados e a sua economia em frangalhos.

Oposição à reforma

O Irão assistiu a repetidas tentativas de reforma durante o governo de Khamenei, e a repetidas repressões destes esforços. Trabalhou para conter o movimento reformista do presidente Mohammad Khatami no final da década de 1990 e apoiou a brutal repressão dos protestos que eclodiram no meio de alegações de que as eleições de 2009 tinham sido fraudadas a favor do conservador Ahmadinejad.

O apoio público de Khamenei a Ahmadinejad e a subsequente repressão consolidaram a sua imagem de líder intolerante à dissidência e relutante em mudar.

Khamenei em Teerão, capital do Irão, a 19 de abril de 2015 (Gabinete de Imprensa do Líder Religioso Iraniano/Anadolu/Getty Images)
A eleição de Ebrahim Raisi como presidente em 2021 marcou o auge das ambições ideológicas de Khamenei: um cenário político dominado por forças conservadoras e leais, com pouco espaço para dissidências. Raisi chegou a ser considerado por alguns como o sucessor natural de Khamenei e da sua visão do mundo.

Sob o governo de Raisi, as forças de segurança iranianas reprimiram violentamente as manifestações desencadeadas pela morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos que morreu sob custódia da polícia moral iraniana depois de ter sido detida por alegadamente violar as leis do hijab obrigatório no país. Os protestos rapidamente se transformaram numa revolta nacional liderada principalmente por mulheres e jovens.

Mais uma vez, Khamenei usou toda a força do Estado para abafar os apelos à mudança, resultando em centenas de mortos e milhares de detidos na repressão. A morte prematura de Raisi num acidente de helicóptero em 2024 proporcionou a Khamenei outra oportunidade para lidar com a frustração pública, e muitos viram a eleição do reformista Masoud Pezeshkian como um passo nesse sentido.

Mas a agenda reformista de Pezeshkian - e as suas esperanças de concretizar um acordo nuclear que pudesse trazer alívio económico e social ao seu povo - foram abruptamente interrompidas pelos ataques de Israel.

Quando os protestos eclodiram seis meses depois, reconheceu as limitações da capacidade do seu governo para lidar com as queixas económicas que alimentavam as manifestações. Para muitos iranianos, o presidente não conseguiu tirar o país do isolamento, não conseguiu reativar o acordo nuclear e não conseguiu proporcionar a prosperidade há muito prometida.

No final de janeiro, os EUA iniciaram um enorme reforço militar em torno do Irão, enquanto negociavam com Teerão através da mediação de Omã. Estas negociações nunca foram formalmente interrompidas, e todos os lados sinalizavam diferentes graus de progresso poucas horas antes dos ataques que, em última análise, levaram à morte de Khamenei.

Para Khamenei, foi um acerto de contas definitivo. Tinha passado décadas a alertar que o diálogo com o Ocidente era inútil e que os inimigos do Irão acabariam por atacar. Mesmo que os alicerces que tinha passado anos a construir tivessem sido destruídos, para os conservadores do Irão, ele tinha finalmente sido justificado.



IRÃO:Televisão estatal iraniana confirma a morte de Ali Khamenei... Um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou hoje, às 05h00 locais (01:30 TMG), em lágrimas, a morte do aiatola Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irão, que estava no poder há 36 anos.

© Lusa   01/03/2026 

A televisão iraniana não especificou em que circunstância Ali Khamenei faleceu aos 86 anos, nem mencionou os ataques israelitas e americanos de sábado contra a sua residência em Teerão. Fotos e imagens de arquivo são transmitidas com uma faixa preta no ecrã em sinal de luto. 

O presidente norte-americano, Donald Trump, tinha já anunciado a morte do líder supremo iraniano, dizendo que oferece à população iraniana a "maior chance" de "recuperar" o país.

A televisão estatal iraniana e a agência de notícias estatal IRNA não informaram a causa da morte do líder de 86 anos. A morte coloca em dúvida o futuro da República Islâmica e aumenta o risco de instabilidade regional.

"Khamenei, uma das pessoas mais maléficas da história, está morto", escreveu Trump numa publicação nas redes sociais, alertando para a continuação de "bombardeamentos pesados e precisos" ao longo da semana e mesmo além, no quadro de um ataque que os EUA justificam como necessário para incapacitar as capacidades nucleares do país.

O ataque deste sábado abriu um novo capítulo na intervenção dos Estados Unidos no Irão, e traz consigo o potencial para violência retaliatória e uma guerra mais ampla, representando uma demonstração surpreendente de um Presidente norte-americano que assumiu o cargo com uma plataforma a que chamou "America First" e prometeu manter-se fora de "guerras eternas".

Se confirmada, a morte de Khamenei no segundo ataque da Administração Trump ao Irão em oito meses cria um vácuo de liderança, dada a ausência de um sucessor do aiatola conhecido e porque o líder supremo de 86 anos teve a palavra final em todas as principais políticas durante décadas no poder.

Khamenei liderava o 'establishment' clerical do Irão e a sua Guarda Revolucionária paramilitar, os dois principais centros de poder na teocracia governante.

À medida que surgiram notícias sobre a morte do líder religioso, testemunhas oculares em Teerão disseram à Associated Press que alguns residentes estavam a comemorar, a apitar e a gritar.

O Irão, que respondeu aos ataques com o seu próprio contra-ataque, advertiu para a retaliação.

Ali Larijani, secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irão, disse no sábado que Israel e os Estados Unidos "se arrependerão das suas ações".

"Os bravos soldados e a grande nação do Irão darão uma lição inesquecível aos opressores internacionais infernais", publicou Larijani na rede social X.

A operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel, que segundo autoridades foi planeada durante meses, ocorreu este sábado, durante o mês sagrado muçulmano do Ramadão e no início da semana de trabalho iraniana, e seguiu-se a negociações e advertências de Trump, que no ano passado alardeou o sucesso do seu governo na incapacitação do programa nuclear do país.

Cerca de 12 horas após o início dos ataques, as forças armadas dos EUA informaram que não houve vítimas norte-americanas e que os danos nas bases dos EUA foram mínimos, apesar das "centenas de ataques com mísseis e drones iranianos".

Segundo as forças norte-americanas, os alvos no Irão incluíram instalações de comando da Guarda Revolucionária, sistemas de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones e aeródromos militares.

Por seu lado, Israel afirmou ter matado o comandante da Guarda Revolucionária e o ministro da Defesa do país, bem como o secretário do Conselho de Segurança iraniano, um conselheiro próximo de Khamenei.

Khamenei "não conseguiu escapar aos nossos sistemas de inteligência e rastreamento altamente sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos com ele, pudessem fazer", afirmou Trump. "Esta é a maior oportunidade para o povo iraniano recuperar o seu país", disse.

Um diplomata iraniano disse no Conselho de Segurança das Nações Unidas que centenas de civis foram mortos e feridos nos ataques. O Irão retaliou disparando mísseis e drones contra Israel e bases militares dos EUA na região, e os combates continuam durante a noite.

Alguns dos primeiros ataques ao Irão parecem ter atingido as proximidades dos escritórios de Khamenei, o segundo líder da República Islâmica que sucedeu ao aiatola Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979.

As autoridades israelitas confirmaram a morte de Khamenei, depois do anúncio de Trump.

Os democratas norte-americanos criticaram o facto de Trump ter tomado medidas sem autorização do Congresso, mas a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a Administração informou antecipadamente vários líderes republicanos e democratas no Congresso.


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O chefe da Guarda da Revolução do Irão e um conselheiro de segurança do falecido líder supremo aiatola Ali Khamenei foram mortos em ataques aéreos norte-americanos e israelitas no país, informou hoje a agência estatal iraniana, IRNA.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Trump anuncia que Khamenei "está morto". Teerão não confirma... O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje à noite que o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, foi morto na ofensiva hoje lançada sobre o país pelos Estados Unidos e por Israel, mas Teerão ainda não confirmou.

© Lusa  28/02/2026 

Na sua rede social, Trump considerou que a morte de Khamenei "é a maior hipótese para o povo iraniano recuperar o seu país".

Na mesma publicação, Trump considerou Khamenei "uma das pessoas mais perversas da História".

A morte do líder supremo do Irão ocorreu durante um bombardeamento aéreo conjunto dos EUA e de Israel, que teve como alvo instalações militares e governamentais iranianas.

O presidente dos EUA, avançou que os "bombardeamentos pesados precisos" continuarão ininterruptamente durante uma semana ou mais.

Khamenei sucedeu ao ayatollah Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979. Tinha a palavra final sobre todas as principais políticas, liderando o clero iraniano e a Guarda Revolucionária paramilitar -- os dois principais centros de poder na teocracia do país.



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O exército israelita garantiu que sete altos responsáveis iranianos foram eliminados nos ataques de hoje de Israel e EUA contra o Irão, entre eles, o chefe dos Guardas da Revolução, Mohammad Pakpour, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh.


Guarda Revolucionária iraniana alertou navios para fecho do estreito de Ormuz... A Guarda Revolucionária iraniana avisou hoje via rádio de que "não é autorizada" a passagem pelo estreito de Ormuz, rota essencial do comércio mundial de petróleo, indicou hoje a Força Naval da União Europeia.

© Lusa   28/02/2026 

A agência de notícias iraniana Tasnim tinha anteriormente noticiado que a Guarda Revolucionária avisara vários navios de que, devido ao clima de insegurança na região, "era perigoso" transitar pelo estreito, que estava "de facto encerrado".

As autoridades iranianas e alguns órgãos de comunicação social tinham referido a ameaça de bloquear o estreito de Ormuz em caso de conflito, mas nenhuma decisão oficial nesse sentido foi tomada até agora.

Israel e Estados Unidos lançaram hoje um ataque ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, ao passo que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, os bombardeamentos fizeram até agora pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido já condenaram os ataques iranianos.


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Incêndio deflagrou no hotel de luxo Fairmont The Palm, no Dubai, depois de terem caído destroços durante um ataque de mísseis iranianos. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques ao Irão na manhã deste sábado e Teerão tem vindo a responder.

Media israelitas noticiam que líder supremo iraniano "está morto"... Duas televisões israelitas noticiaram hoje à noite que o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, foi morto na ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos esta manhã iniciada contra o Irão.

© Lusa  28/02/2026 

"Fonte israelita: Khamenei está morto", indicou o canal televisivo israelita 12, numa faixa em rodapé. 

"Fonte israelita: Ali Khamenei foi eliminado", afirmou, por seu lado, a televisão pública KAN.

Segundo as duas estações televisivas, "uma foto do cadáver" do 'ayatollah' Ali Khamenei foi mostrada ao Presidente norte-americano, Donald Trump, e ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

"Altos responsáveis israelitas foram informados da eliminação de Khamenei. O seu cadáver foi recuperado dos escombros do seu complexo" residencial, noticiou a estação pública KAN.

As ruas de Teerão foram já hoje à noite palco de celebrações, segundo testemunhas, após relatos de que o líder supremo do Irão tinha sido morto nos ataques aéreos israelitas e norte-americanos.

Os habitantes aplaudiram das suas janelas e gritos de alegria irromperam pouco depois das 23:00 locais (19:30 de Lisboa), nas ruas de vários bairros da capital iraniana, como relataram várias testemunhas.

O primeiro-ministro israelita tinha anunciado pouco antes que existiam "muitos indícios" de que o 'ayatollah' Ali Khamenei tinha sido hoje eliminado.

Israel e Estados Unidos lançaram hoje um ataque ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

Trump afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, ao passo que Netanyahu confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, os bombardeamentos fizeram até agora pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

BREAKING: President Trump says Iran's Supreme Leader Ali Khamenei is dead.


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O ataque deste sábado visou eliminar ameaças iminentes do Irão, com Teerão a responder com mísseis e drones contra bases americanas e alvos israelitas.



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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que existem sinais de que o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, está morto, sem que haja ainda qualquer confirmação oficial por parte de Teerão.


EUA e Israel "mergulharam o Médio Oriente num abismo", acusa a Rússia... O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia criticou a ação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, alertando para uma possível catástrofe, nomeadamente, nuclear, na região do Médio Oriente.

© ALEXANDER NEMENOV/AFP via Getty Images   noticiasaominuto.com  28/02/2026 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, tutelado por Sergey Lavrov, criticou este sábado a ação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

"Washington e Telavive embarcaram mais uma vez numa aventura perigosa que está a aproximar rapidamente a região de uma catástrofe humanitária, económica e, possivelmente, radiológica", considerou o ministério, citado pela agência Reuters.

A diplomacia russa acrescentou: "Ao mergulhar o Médio Oriente num abismo de escalada descontrolada, estão, na verdade, a incentivar os países de todo o mundo, principalmente na região, a adquirir meios cada vez mais sérios contra ameaças emergentes".

A tomada de posição do ministério surge depois de o antigo presidente russo e atual secretário-adjunto do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, expressar a sua crítica, dirigida, em particular, aos Estados Unidos.

"O soldado da paz voltou a fazer das suas", ironizou o ex-presidente numa publicação no Telegram. "As conversações com o Irão eram uma fachada. Toda a gente sabia disso. Quem é que tem paciência para esperar pelo fim miserável do inimigo agora? Os Estados Unidos só têm 249 anos. O império Persa foi fundado há mais de 2.500 anos. Vamos ver o que é que acontece daqui a 100…"

Recorde-se de que os Estados Unidos e Israel lançaram este sábado um "ataque preventivo" contra o Irão para "eliminar ameaças" na liderança do país.

Numa publicação na sua rede social, a Truth Social, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não vão "tolerar" mais o "terror" que o Estado iraniano tem sido ao longo dos últimos quase 50 anos, sublinhando que o Irão estava a reconstruir o seu programa nuclear e a desenvolver mísseis de longo alcance.

Ao povo iraniano, disse: "A hora da liberdade está próxima. Quanto terminarmos, assumam o governo. Ele será vosso".

Concluído "grande ataque" contra sistemas de defesa iranianos, diz Israel... O exército israelita informou hoje ter concluído um "grande ataque" contra os sistemas de defesa iranianos, incluindo uma instalação localizada no oeste do Irão.

© Lusa    28/02/2026 

"Há pouco tempo, o exército israelita, guiado por informações militares, concluiu um grande ataque contra os sistemas de defesa estratégica pertencentes ao regime iraniano", declarou fonte do exército.

A mesma fonte, citada pela AFP, referiu que "um dos ataques foi dirigido contra um sistema avançado de defesa antiaérea (...) localizado na região de Kermanshah, no oeste do Irão".

A operação em que o exército israelita se envolveu hoje ao atacar o Irão com os Estados Unidos é de uma "escala totalmente diferente" da guerra anterior desencadeada em junho de 2025 por Israel, afirmou o chefe do Estado-Maior israelita.

"Estamos a empreender uma operação que se desenrola numa escala totalmente diferente, mais complexa e mais complicada. Sei que a preparação foi curta, mas intensa e incrivelmente aprofundada", afirmou o tenente-general Eyal Zamir num vídeo divulgado pelo exército, que o mostrava na companhia de outros oficiais generais num centro de comando.

Israel e Estados Unidos lançaram hoje um ataque contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein e Qatar.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que o seu país iniciou "grandes operações de combate no Irão" e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo "eliminar uma ameaça" representada pelo regime iraniano.

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

Segundo as autoridades iranianas, os bombardeamentos já provocaram pelo menos 40 mortos e 48 feridos.


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Os Guardas da Revolução iranianos lançaram hoje uma nova vaga de mísseis contra bases norte-americanas no Golfo, em resposta aos ataques israelitas e norte-americanos contra a República Islâmica, informou a televisão estatal.

Maior eclipse solar em mais de 100 anos vai transformar o dia em noite em Portugal este verão... O último eclipse total em Portugal foi em 1912 e o próximo só acontecerá em 2144, tornando este evento único. Já começaram os preparativos com sessões de esclarecimento e workshops por todo o país.

Por  sicnoticias.pt  

Está em contagem decrescente o maior eclipse total do Sol. O último percecionado em Portugal aconteceu há mais de um século. Bragança será o único distrito do país onde a observação do fenómeno será total.

O maior eclipse solar visível em Portugal nos últimos 114 anos apresentará uma ocultação entre 92% e 100% no território nacional. No entanto, o único local onde será possível observar o fenómeno na sua plenitude é o extremo nordeste de Portugal.

Por volta das 19h30 do dia 12 de agosto, e durante o auge do eclipse, com uma duração de 26 segundos, o dia irá transforma-se em noite na zona de Bragança, embora a totalidade do evento dure mais tempo.

No resto do território continental e nas regiões autónomas, o eclipse será parcial, mas ainda assim com uma ocultação muito significativa do Sol.

A observação de 100% do fenómeno nesta zona privilegiará as populações de várias aldeias, que já aguardam com expectativa a chegada do eclipse.

A seis meses do acontecimento, já começaram os preparativos. A apresentação do plano de observação nacional decorreu em Bragança, com simulações num planetário móvel aberto às escolas.

Ao longo dos próximos meses, estão previstas sessões de esclarecimento e workshops um pouco por todo o país.

O último eclipse total visível em Portugal ocorreu em 1912, e o próximo deverá acontecer apenas em 2144, tornando este um acontecimento único. O eclipse só será visível numa estreita faixa que atravessa o Ártico, Gronelândia, Islândia, Espanha e Portugal.

Ataques atingiram 20 das 31 províncias do Irão... Mais de 20 das 31 províncias do Irão foram afetadas pelos ataques lançados hoje pelos Estados Unidos e por Israel, anunciou a organização humanitária não-governamental Crescente Vermelho Iraniano.

© Yousef Massoud/Getty Images   Lusa   28/02/2026 

"Até agora, mais de 20 províncias foram atingidas pelos ataques", disse o porta-voz da organização Mojtaba Khaledi, citado por meios de comunicação estatais. 

Os Estados Unidos e Israel iniciaram hoje de manhã um ataque conjunto ao Irão que já respondeu, lançando mísseis sobre bases militares norte-americanas de vários países da região.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos (EUA) iniciaram "grandes operações de combate no Irão" e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo "eliminar uma ameaça existencial representada" pelo regime iraniano.

Segundo o exército israelita, foram atacados vários locais em Teerão onde decorriam reuniões com responsáveis iranianos, adiantando estar a avaliar os resultados para decidir outras operações.

Embora o exército não tenha nomeado ninguém em específico, a televisão pública israelita avançou que dois dos alvos dos ataques foram o líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, e o Presidente do país, Massoud Pezeshkian.

Não há ainda indicação sobre se os alvos foram atingidos.


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O Governo da Turquia avisou hoje que não permitirá a utilização do seu espaço aéreo, terrestre ou marítimo para ataques contra o Irão e negou ter manifestado qualquer apoio à operação conjunta lançada pelos Estados Unidos e Israel.

Irão atacou estes oito países como retaliação ao ataque EUA/Israel (que fez "mais de 40 mortos")

Por  CNN Portugal

Há ainda poucas informações sobre o número de vítimas mortais, que já ultrapassa as 40. Maior impacto foi numa escola feminina no Irão

Além de Israel, há oito países do Médio Oriente que foram atacados pelo Irão, como resposta à investida conjunto levado a cabo este sábado de manhã pelos Estados Unidos da América e Israel.

São eles Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Iraque e Síria.

Havia, ao início da tarde deste sábado em Lisboa, mais de 40 vítimas mortais a registar.

Informações da Associated Press, citando as autoridades iranianas, dão conta de "pelo menos 40 mortos" numa escola feminina a sul do Irão, em Minab. Um balanço anterior da Reuters falava em 24.

Haverá, pelo menos, duas vítimas mortais, numa base que alberga milícias pro-iranianas no sul do Iraque.

Há outras quatro pessoas mortas na Síria, após um míssil iraniano atingir um edifício, na cidade de Sweida, no sul do país. Outros destroços caíram em Quneitra e em Yarmouk Basin.

A agência de notícias dos Emirados Árabes Unidos avança que, apesar de os mísseis terem sido intercetados, há uma vítima mortal a registar devido à queda de destroços numa área residencial.

Por fim, a indicação, não confirmada, de que o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour, poderá ter sido morto nos ataques.

Resposta em várias frentes

A retaliação iraniana está também a ter como alvos as bases militares norte-americanas em vários países do Médio Oriente.

No caso do Bahrein, a Reuters refere que foram sentidas explosões nas imediações do local onde está estacionada a frota norte-americana.

A equipa da CNN ouviu cinco explosões no Dubai, Emirados Árabes Unidos. Quatro dessas explosões foram muito fortes. Não é claro se as explosões foram causadas por ataques, interceções dos sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos ou outra coisa.

Os aeroportos do Dubai informaram que todos os voos de entrada e saída dos dois principais aeroportos do Dubai — incluindo o Aeroporto Internacional do Dubai, considerado o aeroporto mais movimentado do mundo em termos de tráfego internacional de passageiros — foram suspensos até novo aviso.

Em Doha, no Catar, foram registadas nuvens de fumo também devido aos ataques do Irão contra infraestruturas dos Estados Unidos.

Uma segunda leva de mísseis lançados em direção ao Catar foi intercetada e neutralizada com sucesso, informou o Ministério da Defesa do Catar numa publicação no Instagram.

Israel diz que atacou locais onde estavam reunidos líderes iranianos... O exército israelita anunciou hoje ter atacado vários locais em Teerão onde decorriam reuniões com responsáveis iranianos, no ataque realizado em conjunto com os Estados Unidos, adiantando estar a avaliar os resultados para decidir outras operações.

© Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   28/02/2026 

Embora o exército não tenha nomeado ninguém em específico, a televisão pública israelita avançou que dois dos alvos dos ataques foram o líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, e o presidente do país, Massoud Pezeshkian. 

"O ataque desta manhã foi realizado simultaneamente em vários locais de Teerão, onde estiveram reunidos altos responsáveis da liderança política e de segurança iraniana", afirmaram os militares israelitas, em comunicado.

O exército está a "avaliar os resultados do ataque" e "em alerta máximo em múltiplas frentes [caso] a campanha se expanda para outros teatros de operações", acrescentaram.

Segundo o comunicado, as forças armadas israelitas prepararam-se para este ataque "como parte de um plano operacional desenvolvido ao longo de meses, cujo cerne era um esforço da inteligência militar para identificar uma janela de oportunidade assim que responsáveis do regime se reunissem".

Na primeira ofensiva, adiantou uma fonte de segurança israelita, foram visados "indivíduos de alto nível, pessoas envolvidas em planos para destruir Israel", sem confirmar nomes.

Segundo a estação pública de televisão de Israel, a KAN, entre os alvos do ataque esteve também o conselheiro do 'ayatollah' e antigo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional Ali Shamkhani.

Não há ainda indicação sobre se os alvos foram atingidos.

Segundo o jornal The Jerusalem Post, imagens de satélite mostram o complexo para onde o líder supremo do Irão tinha sido transferido nas últimas semanas, que foi destruído por um ataque israelita.

No entanto, a imprensa local refere fontes que terão assegurado que Ali Khamenei terá sido retirado do local antes dos ataques.

Entretanto, a edição em inglês do jornal israelita Ynetnews adiantou que o comandante da Guarda Revolucionária iraniana, Mohammad Pakpour, morreu nos ataques, embora Teerão negue.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram hoje de manhã um ataque conjunto ao Irão, que atingiu a capital, Teerão.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos (EUA) iniciaram "grandes operações de combate no Irão" e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo "eliminar uma ameaça existencial representada" pelo regime iraniano.

O Irão já respondeu, lançando mísseis sobre bases militares norte-americanas de vários países da região.

Em janeiro, o Presidente do Irão avisou que um ataque ao líder supremo do país seria considerado uma declaração de guerra.

Na altura, Trump afirmou que o 'ayatollah' era um "homem doente" e que o Irão devia procurar um novo líder.


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O Irão está desde hoje sob fogo dos Estados Unidos e de Israel, com ataques que fazem temer um conflito armado alargado na região do Médio Oriente.


Ataques no Irão vão continuar "durante o tempo necessário"... Uma fonte de segurança israelita anunciou hoje que os ataques contra o Irão vão continuar "durante o tempo que for necessário", após o início de uma operação com os Estados Unidos contra alvos militares iranianos.

© Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images   Lusa   28/02/2026 

"Vamos agora prosseguir com as nossas operações, durante o tempo que for necessário", declarou a fonte israelita, que falou aos jornalistas sob a condição de não ser identificada, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP). 

A mesma fonte acrescentou que a operação em curso visa "garantir que o regime iraniano não possa mais comprometer a estabilidade da região e a estabilidade internacional no sentido lato".

O exército israelita disse ter atacado "centenas de alvos militares iranianos, incluindo lançadores de mísseis" na região ocidental do Irão, após o início da operação conduzida em coordenação com os Estados Unidos contra a República Islâmica.

"Paralelamente aos ataques aéreos no Irão, o sistema de defesa antiaérea identifica e interceta atualmente as ameaças lançadas a partir do Irão em direção ao Estado de Israel", acrescentou o exército, segundo a AFP.

Ao anunciar a operação, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que tinha como alvo a "ameaça existencial que representa o regime terrorista no Irão".

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também disse que a operação visava "eliminar ameaças iminentes" do Irão e que a hora da liberdade estava ao alcance dos iranianos.

"Aos membros da Guarda Revolucionária Islâmica, às forças armadas e a toda a polícia, digo hoje que devem depor as armas e ter imunidade total ou, caso contrário, enfrentar uma morte certa", acrescentou Trump, numa declaração partir da residência em Palm Beach, na Florida.


Líder supremo e presidente foram os alvos dos ataques ao Irão

O guia supremo iraniano, 'ayatollah' Ali Khamenei, e o Presidente Masoud Pezeshkian, estarão entre os alvos da ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram hoje contra o Irão, informou a radiotelevisão pública israelita KAN.


"Preocupação". Von der Leyen e Costa pedem "máxima contenção" no Irão

Os presidente da Comissão Europeia e do Conselho Europeu expressaram hoje "grande preocupação" após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, apelando à "máxima contenção" e à salvaguarda da segurança regional e nuclear.

Qatar condena ataque com mísseis iranianos e reserva direito de resposta... O Qatar condenou hoje um ataque com mísseis iranianos contra o país, depois de várias explosões terem sido ouvidas em Doha.

© metropoles.com   Lusa   28/02/2026 

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros qatari expressou "forte condenação ao ataque com mísseis balísticos iranianos contra o território do Estado do Qatar". 

A diplomacia de Doha considerou o ataque uma "violação flagrante da soberania nacional" e do direito internacional.

O Governo qatari acrescentou que "se reserva o direito de responder a este ataque", sem adiantar pormenores sobre eventuais medidas.

As autoridades não divulgaram, até ao momento, informações sobre vítimas ou danos materiais resultantes das explosões registadas na capital.


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Os Emirados Árabes Unidos declararam hoje ter intercetado mísseis iranianos e afirmaram reservar-se o direito de responder a qualquer ataque, enquanto o Kuwait também intercetou mísseis no espaço aéreo do país.