sábado, 28 de fevereiro de 2026

EUA/IRÃO: As imagens do ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irão... Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irão, denominada como "Operação Fúria Épica". O objetivo é eliminar "ameaças iminentes do governo iraniano", defendendo que o Irão não deve ter armas nucleares.

© Ehsan / Middle East Images / AFP via Getty Images   Por Notícias ao Minuto 28/02/2026 

Os Estados Unidos e Israel lançaram, este sábado, ataques contra a República Islâmica, que ocorrem quando Washington e Teerão estavam a negociar os programas nuclear e militar iranianos, cuja última ronda de negociações ocorreu na última quinta-feira e a seguinte estava prevista para esta segunda-feira.

Há já várias imagens que mostram nuvens de fumo em diferentes locais do Irão, assim como multidões nas ruas.

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos nomeou esta operação como "Operação Fúria Épica".

De notar que o presidente dos Estados Unidos, tal como o primeiro-ministro israelita já confirmaram os ataques. Ambos dirigiram uma palavra de esperança ao povo iraniano, pedindo-lhe que, quando os ataques terminarem, tome o poder do país. 

Donald Trump, aliás, referiu que o objetivo "é defender os americanos" eliminando "as ameaças iminentes do governo iraniano". Já Netanyahu defendeu que o Irão não pode possuir armas nucleares, caracterizando o governo como "terrorista assassino".

"Quando terminarmos, assumam o governo. Ele será vosso", referiu Trump num vídeo partilhado na rede Truth Social.

De acordo com a imprensa internacional, foram ouvidas explosões nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, assim como na capital iraniana Teerão.

Presidente do Irão "em perfeitas condições de saúde"

O presidente do Irão, Masud Pezeshkian, "encontra-se em perfeitas condições de saúde", informou hoje a comunicação social iraniana, quando o país se encontra sob um ataque em larga escala por parte dos Estados Unidos e de Israel.

"Pezeshkian encontra-se em perfeitas condições de saúde", informaram várias agências iranianas, entre as quais a Mehr e a Tasnim.

De recordar que este ataque ocorre numa situação de alta tensão regional, após semanas de ameaças dos Estados Unidos de uma ação militar no país persa.

Governo português acompanha situação "ao minuto"

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse hoje estar a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da situação no Irão, depois dos Estados Unidos terem iniciado ataques aéreos numa operação conjunta com Israel.

"O MNE acompanha ao minuto todos os desenvolvimentos da situação no Irão e em Israel, em contacto permanente com a nossa rede diplomática. A nossa prioridade é a segurança dos cidadãos portugueses", indica o ministério numa publicação na rede social X.

Veja as imagens.




Donald Trump confirmou os ataques levados a cabo contra o Irão, este sábado. Disse ainda que eliminou "ameaças iminentes" à segurança dos Estados Unidos e que a "hora de liberdade" do povo iraniano está a chegar.


Os meios de comunicação iranianos noticiaram hoje pelo menos três explosões no centro e norte de Teerão, pouco depois de Israel ter anunciado que tinha lançado ataques contra a República Islâmica.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Trump admite "tomada de controlo amigável" de Cuba... O chefe de Estado dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Cuba "não tinha dinheiro e que estava a passar "uma situação difícil", apontando ainda que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, estava a analisar a situação num "alto nível."

Por LUSA 

O presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, admitiu, esta sexta-feira, que seria possível que viesse a acontecer uma "tomada de controlo amigável" de Cuba.

O chefe de Estado dos EUA explicou aos jornalistas na Casa Branca que o secretário de Estado, Marco Rubio, estava a lidar com a questão já a um "alto nível."

"O governo cubano está a conversa connosco e está numa situação muito difícil", referiu Trump na Casa Branca, antes de viajar para o Texas.

"Eles não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a conversar connosco e talvez possa haver uma tomada de poder amigável em Cuba", apontou.

Note-se que as relações entre Havana e Washongton já tinham sido tema esta semana quando foi conhecido que, na quarta-feira, a Guarda Costeira cubana matou quatro tripulantes de uma lancha norte-americana, depois de a embarcação não ter obedecido à ordem de paragem em águas territoriais e ter aberto fogo.

Outras seis pessoas que seguiam na lancha ficaram feridas, assim como o comandante da embarcação cubana, que tinha cinco pessoas a bordo.

Segundo o ministério do Interior cubano, a embarcação aproximou-se "a nordeste do canal El Pino, no Cayo Falcones, no município de Corralillo, província de Villa Clara" (centro de Cuba), onde uma unidade com cinco membros da Guarda Costeira se aproximou "para identificação".

De seguida, "a lancha ilegal abriu fogo contra os militares cubanos", que ripostaram.

O procurador-geral da Florida (estado mais próximo), James Uthmeier, anunciou desde logo a abertura de uma investigação após o incidente, prometendo que os "comunistas serão responsabilizados".

"Ordenei ao Ministério Público que trabalhe com os nossos parceiros federais, estaduais e policiais para iniciar uma investigação. Não se pode confiar no governo cubano e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para responsabilizar estes comunistas", frisou Uthmeier nas suas redes sociais.

Recorde-se que o último passo semelhante tomado pela administração Trump foi na Venezuela, quando, a 3 de janeiro, as forças norte-aemricanas capturaram o presidente, Nicolas Maduro, em Caracas. A operação levou a que Maduro e a sua esposa fossem levados para os Estados Unidos, onde foram ká acusados dr crime organizado e narcoterrorismo.

Ambos estão numa prisão em Brooklyn, em Nova Iorque. Maduro declarou-se inocente das acusações, estando agora marcada uma nova audiência para 17 de março.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira, conferiu posse hoje ao novo Diretor Geral do Protocolo de Estado, Abdulai Galdé Baldé, nomeado no último Conselho de Ministros.

Por MNE- GB

Uma cerimónia que contou com as presenças da Secretaria de Estado da Cooperação Internacional e das Comunidades, Fatumata Jau, Secretário Geral, Diretores Gerais e membros do Gabinete do Ministro.

Na ocasião, o Chefe da diplomacia agradeceu o Diretor Geral cessante, Bubacar Baldé, pelo trabalho desenvolvido durante o tempo em que dirigiu o Protocolo de Estado e de ter manifestado a sua disponibilidade em continuar a dar o seu melhor ao serviço do Ministério.

Ao novo Diretor Geral, o Ministro chamou a atenção para a responsabilidades e desafios que o aguardam com vista a melhorar cada vez mais a eficiência do Protocolo de Estado.

Ao usar da palavra, Galdé Baldé, consciente das suas responsabilidades, prometeu, junto com a sua equipa, trabalhar para melhorar cada vez mais a performance do Protocolo de Estado e do Ministério.


China urge cidadãos nacionais a sair do Irão "o quanto antes"... O aviso foi feito esta sexta-feira perante o risco significativo de o país ser alvo de um ataque norte-americano.

Por LUSA 

A China aconselhou os seus cidadãos a evitar viajar para o Irão e instou aqueles que residem neste país a sair o quanto antes, num aviso pouco comum por parte de Pequim e que poderá indicar uma escalada na tensão com Washington, tendo em conta o cenário de relações complexo deste último com o Irão.

O país terá alegado questões de segurança, refere a agência Xinhua, esta sexta-feira, citada pela Reuters.

Pequim refere-se, ainda, "ao aumento significativo dos riscos de segurança externa", numa altura em que o país tem recebido ameaças de ataque provenientes dos Estados Unidos da América (EUA).

"À luz da atual situação de segurança no Irão, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China e as embaixadas e consulados chineses no Irão alertam os cidadãos chineses para evitarem viajar para o Irão por enquanto", pode ler-se no comunicado, segundo o The Times of Israel.

"Recomenda-se aos cidadãos chineses que se encontram atualmente no Irão que reforcem as precauções de segurança e que saiam o mais rapidamente possível", acrescenta-se.

EUA e Irão em negociações 

Os EUA e o Irão têm protagonizado, nos últimos dias, várias rondas de negociações que representam a última oportunidade para evitar um confronto militar entre os dois países após um massivo destacamento de forças norte-americanas no Médio Oriente e no Golfo Pérsico.

Donald Trump lançou, a 19 de fevereiro, um ultimato de "10 a 15 dias" para decidir se um acordo com Teerão era possível ou se iria recorrer à força.

As partes realizaram na quinta-feira, durante várias horas, interrompidas por uma pausa ao meio-dia, uma terceira sessão de negociações na residência do embaixador de Omã, nos arredores de Genebra, tendo o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmado terem sido as negociações "mais intensas".

"Esta sessão de negociações foi a mais intensa até à data", sublinhou o negociador iraniano numa mensagem publicada na rede social X, acrescentando que "foram alcançados novos progressos no compromisso diplomático com os Estados Unidos".

EUA ameaçam Irão

Na terça-feira, e apesar destas negociações, Trump voltou a dizer, durante o discurso sobre o estado da União no Congresso, que não vai permitir que o Irão tenha armamento nuclear.

O Irão assinou, em 2015, um acordo para limitar o seu desenvolvimento nuclear -- em troca de um alívio das sanções económicas ao país -- com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU --- Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido e também com a Alemanha e a União Europeia. 

No entanto, o acordo perdeu efeito depois de o próprio Trump retirado unilateralmente os Estados Unidos do tratado, em 2018, durante o seu primeiro mandato (2017-2021).

O programa iraniano sofreu um duro golpe com os bombardeamentos israelitas e norte-americanos em junho de 2025, que causaram mais de 1.100 mortos no país e destruíram infraestruturas nucleares.

As recomendações da China juntam-se às de vários outros países que elevaram os seus alertas de segurança, como a Suécia, a Sérvia, a Alemanha, a Índia, a Coreia do Sul, o Brasil, a Austrália, o Reino Unido ou o Canadá.

MÉDIO ORIENTE: Embaixada dos EUA autoriza saída de funcionários não essenciais de Israel... A Embaixada dos EUA em Jerusalém autorizou a saída de funcionários não essenciais e seus familiares de Israel devido a "riscos de segurança", numa altura em que aumenta a tensão com o Irão.

© RONALDO SCHEMIDT/AFP via Getty Images   Márcia Guímaro Rodrigues   noticiasaominuto.com  27/02/2026 

A Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, em Israel, anunciou esta sexta-feira que os funcionários do governo e respetivos familiares que não desempenham funções essenciais estão autorizados a sair do país do Médio Oriente devido a "riscos de segurança".

"A 27 de fevereiro de 2026, o Departamento de Estado autorizou a saída de funcionários do governo dos EUA que não trabalham em situações de emergência e dos seus familiares da Missão em Israel devido a riscos de segurança", lê-se num comunicado da embaixada.

Detalhou ainda que, "em resposta a incidentes de segurança e sem aviso prévio", poderá ser restringida ou até mesmo proibida a "entrada de funcionários do governo americano e dos seus familiares em determinadas zonas de Israel, na Cidade Velha de Jerusalém e na Cisjordânia".

"Recomenda-se que as pessoas considerem deixar Israel enquanto houver voos comerciais disponíveis", acrescentou.

A embaixada não detalhou que "riscos de segurança" estão em causa, mas a autorização surge numa altura de tensão entre os Estados Unidos e o Irão. 

Porta-aviões norte-americano Gerald Ford chega à costa de Israel

Esta sexta-feira, o porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford deverá chegar à costa norte de Israel, como parte do destacamento militar dos EUA no Médio Oriente para um possível ataque ao Irão.

O USS Gerald R. Ford - que é acompanhado por uma escolta - é o segundo porta-aviões a ser enviado para a região, depois do USS Abraham Lincoln, que chegou ao Golfo Pérsico com os seus três navios de escolta no início de janeiro.

O USS Ford, o maior porta-aviões da Marinha dos EUA, iniciou a sua deslocação em junho último, tendo sido enviado do Mediterrâneo para as Caraíbas, onde iniciou a sua missão em meados de novembro no âmbito da campanha de pressão contra o então governo venezuelano de Nicolás Maduro.

Os caças a bordo do USS Ford participaram no ataque de 03 de janeiro a Caracas, no qual o presidente Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, foram capturados. No início de fevereiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou o seu regresso ao Médio Oriente.

O Irão e os Estados Unidos concluíram na quinta-feira, em Genebra, a sua terceira ronda de negociações deste ano para um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Estas conversações têm ocorrido sob ameaça de uma invasão militar de Washington, que realizou a maior deslocação de tropas e meios militares desde a invasão do Iraque, com dois porta-aviões, vários contratorpedeiros e dezenas de caças próximo do território iraniano.

A reunião em Genebra terminou com declarações positivas dos mediadores e novo encontro já agendado para a próxima semana.


O porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford chega hoje à costa norte de Israel, como parte do destacamento militar dos EUA no Médio Oriente para um possível ataque ao Irão, segundo os meios de comunicação israelitas.

Afeganistão anuncia bombardeamentos contra Paquistão em resposta a ataques... As autoridades talibãs do Afeganistão anunciaram hoje o bombardeamento de várias zonas do Paquistão, incluindo uma localidade próxima da capital, Islamabad, no âmbito de novos combates desencadeados nas últimas horas entre os dois países asiáticos.

© Lusa   27/02/2026

O Ministério da Defesa precisou que foram atacados "um acampamento militar perto de Faizabad, em Islamabad, uma base militar em Noushera, posições militares em Jamrud e outros locais em Abbottabad". 

Os ataques foram lançados pela força aérea afegã a meio da manhã (hora local), segundo uma mensagem do ministério publicada nas redes sociais, citada pela agência de notícias espanhola Europa Press.

"A operação aérea foi executada com sucesso, tendo como alvo bases militares, centros de comando e instalações estratégicas fundamentais do Paquistão", afirmou o ministério.

Trata-se de uma "resposta às incursões aéreas das forças paquistanesas em Cabul, Kandahar e Paktia", acrescentou.

O Governo paquistanês, que ainda não reagiu às afirmações dos talibãs, declarou horas antes uma "guerra aberta" após uma vaga de ataques afegãos na quinta-feira, que levou Islamabad a bombardear Cabul e outras cidades, como Kandahar.

O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, afirmou hoje que os ataques paquistaneses, integrados na operação "Ira da Verdade", mataram mais de 130 alegados talibãs.

Cabul reivindicou que a ofensiva de quinta-feira causou a morte a mais de 50 militares paquistaneses ao longo da Linha Durand, que delimita a fronteira de 2.640 quilómetros entre os dois países.

As hostilidades eclodiram dias depois de as autoridades do Afeganistão terem denunciado no Conselho de Segurança das Nações Unidas bombardeamentos paquistaneses que terão causado a morte a mais de uma dezena de civis.

Islamabad argumentou que esses ataques visaram "acampamentos e esconderijos terroristas" do grupo armado Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), conhecido como os talibãs paquistaneses, e do grupo extremista Estado Islâmico, em resposta a recentes atentados suicidas em solo paquistanês.


Leia Também: Paquistão declara que entrou em "guerra aberta" com talibãs do Afeganistão... Várias explosões foram ouvidas em Cabul, poucas horas após o governo talibã ter anunciado o lançamento de uma ofensiva na fronteira contra o Paquistão.

Médicos aconselham a fazer sempre isto quando chega a um quarto de hotel... Há cuidados a se ter quando se fica hospedado num quarto de hotel e o primeiro será verificar se, porventura, existem percevejos. Médicos aconselham a fazer uma vistoria da divisão de maneira a evitar chatices e picadas indesejadas.

© Shutterstock   Mariline Direito Rodrigues   noticiasaominuto.com  27/02/2026 

Antes de colocar a sua mala em cima da cama ou de pendurar as roupas, há uma coisa que precisa de fazer primeiro assim que chega a um quarto de hotel, segundo os médicos.  

"Quando entro num quarto de hotel, normalmente deixo a minha bagagem à porta enquanto faço uma rápida vistoria para ver se há percevejos", notou a dermatologista Brianna Olamiju em declarações ao Huffington Post.

"Ao entrar num quarto de hotel certifique-se de que coloca a bagagem na banheira ou numa superfície com azulejo e, de seguida, inspecione cuidadosamente as costuras do colchão, a cabeceira [da cama] e os móveis através de uma lanterna para verificar a presença de insetos", acrescentou o médico Kefah Al-Ramahi.

"Os percevejos e os seus vestígios podem ser vistos a olho nu - os percevejos adultos têm, aproximadamente, o tamanho de uma semente de maçã, mas normalmente são encontrados como minúsculos pontos fecais pretos, semelhantes a tintas, cascas descartadas ou pequenas manchas de sangue nos lençóis", destaca Tiffany Libby, médica cirúrgica.

As manchas podem ser facilmente encontradas ao longo das costuras, nos cantos de colchões e estrados. Os percevejos também podem esconder-se em tomadas elétricas, papel de parede solto ou nos cantos, entre a parede e o teto. 

Estes podem ser difíceis de detetar durante o dia, pois só aparecem à noite. Por isso, convém fazer uma verificação quando chega ao quarto, de dia, e depois à noite.

"Se encontrar vestígios de percevejos, peça um quarto diferente, muito distante, não ao lado, acima ou abaixo. Pode considerar trocar de hotel", realça Libby. 

O que fazer se encontrar percevejos?

Se tiver sido picado por percevejos ou foi exposto a estes, tome banho e troque de roupa imediatamente. 

"Sele as malas, lave e seque as roupas a alta temperatura o mais rápido possível. Considere o tratamento térmico de objetos que suportem temperaturas elevadas", notou Libby. 

Quando sair do hotel certifique-se que a sua bagagem está bem fechada num saco de plástico. Assim que chegar a casa, coloque-a na garagem ou no sótão, ou seja (ou um local à parte onde possa ser lavada). 

Para a limpar, aspire tudo cuidadosamente concentrando-se nos fechos, costuras e bolsos. Limpe todas as superfícies com álcool. 

Entre os sintomas de picadas de percevejos, vale a pena realçar, está comichão, erupções cutâneas, sensação de ardor, bolhas com líquidos e dor.

Para aliviar o desconforto aplique um pano húmido e frio sobre as áreas irritadas. "Do ponto de vista da pele, trate as picadas com corticosteroides tópicos e anti-histamínicos orais, caso haja comichão. Evite coçar para reduzir o risco de infecção secundária ou cicatrizes" aconselha Olamiju.

Deverá sempre procurar o seu médico nestas situações. 

Secretas vigiam empresários ao serviço de Putin, Ministério Público mandou congelar contas bancárias com 25 milhões de euros... Portugal é usado para contornar sanções europeias e o Serviço de Informações de Segurança (SIS) está a vigiar cidadãos russos que investem em Portugal. No Expresso da Manhã, Paulo Baldaia conversa com o jornalista Hugo Franco

O Ministério Público abriu vários inquéritos-crime e já congelou 25 milhões de euros. A guerra é na Ucrânia mas tem implicações em todos os países da Europa.

Neste podcast diário, Paulo Baldaia conversa com os jornalistas da redação do Expresso, correspondentes internacionais e comentadores. De segunda a sexta-feira, a análise das notícias que sobrevivem à espuma dos dias. Oiça aqui outros episódios:


EUA apoiam mina de terras raras em Moçambique (com (1,6 milhões de euros)... O Governo norte-americano acordou hoje uma subvenção de 1,875 milhões de dólares (1,6 milhões de euros) para estudar a viabilidade de extração de terras raras em Tete, Moçambique, considerando-a vital para os interesses dos EUA.

© Lusa  27/02/2026

Trata-se de um projeto da Monte Muambe Mining (MMM), num vulcão inativo naquela zona do centro de Moçambique, em que a multinacional Altona Rare Earths já investiu desde 2021 quatro milhões de dólares (3,4 milhões de euros) em prospeção, avançando agora o estudo de viabilidade financiado pela Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos da América (USTDA, na sigla em inglês).

"O projeto expandirá e fortalecerá o setor mineiro em Moçambique, impulsionará a sua economia e contribuirá para o desenvolvimento responsável dos recursos naturais de Moçambique", afirmou Abigail Dressel, que chefia a Embaixada dos EUA em Maputo, na qualidade de encarregada de negócios e que assinou hoje, na capital moçambicana, este contrato de subvenção pela USTDA com a MMM, filial da Altona.

"Apoiará o trabalho técnico inicial necessário para reduzir riscos e, em última análise, atrair financiamento para o desenvolvimento desta mina de terras raras em Moçambique, o projeto mais avançado do seu tipo no país. O objetivo do USTDA e do Governo dos EUA é ligar a MMM a compradores norte-americanos de minerais críticos e promover a utilização da exportação dos EUA na expansão da instalação", disse.

Abigail Dressel recordou que a USTDA "está na linha da frente na construção do trabalho global que fortalece o acesso dos EUA a minerais críticos essenciais para o desenvolvimento dos setores críticos", sendo a "primeira entidade" governamental "a atuar no desenvolvimento de infraestruturas em mercados emergentes".

"Este, sem dúvida, é um projeto que traz benefícios tanto para os EUA como para Moçambique", garantiu.

O administrador da MMM e diretor-executivo da Altona, Cedric Simonet, que assinou o acordo, explicou que a subvenção permitirá realizar "trabalhos extensos de metalurgia e de engenharia de processos".

Garantiu que o apoio abre portas a acrescentar uma terceira instalação no distrito de Moatize, província de Tete, para separação destes minérios, adicionando a capacidade de produção local e não apenas exportação.

"A adição de valores no país e regionalmente é um dos pilares fundamentais da política de responsabilidade social e corporativa de MMM e permanecerá no centro dos nossos esforços de desenvolvimento. Além das terras raras, outros minerais ocorrem no monte Muambe, e incluindo fluorite e gálio", sublinhou Simonet.

Numa declaração, a USTDA diz estar a "reforçar as cadeias de abastecimento vitais" para os EUA através do apoio a este projeto de mineração de terras raras.

Explica que a subvenção "irá reduzir os riscos do desenvolvimento de uma nova mina e instalação de processamento para produzir materiais de terras raras que são críticos para os interesses comerciais e de defesa" dos EUA.

O financiamento da USTDA "irá ajudar a construir cadeias de abastecimento resilientes e diversificadas", ao mesmo tempo que "conecta o promotor do projeto com potenciais compradores e exportadores norte-americanos".

"Garantir o acesso a terras raras é essencial para a base industrial de defesa da América e para a nossa vantagem tecnológica", afirma Thomas R. Hardy, diretor-adjunto da USTDA.

"Ao estabelecer uma cooperação no projeto Monte Muambee, estamos a promover as prioridades estratégicas de ambos os países, reforçar a segurança da cadeia de abastecimento dos EUA, mesmo tempo que apoiamos o objetivo de Moçambique de se tornar um interveniente importante no mercado global de minerais críticos", acrescentou.

O monte Muambe é um vulcão inativo, com 780 metros de altura, situado a leste de Moatize, centro de Moçambique, tendo uma caldeira composta por carbonatitos, ricos em fluorita azul e amarela, que por sua vez contêm gálio.

Tempestades que começaram há um mês deixaram devastação em Portugal... Um "comboio" de condições meteorológicas extremas originou há um mês um cenário de devastação em Portugal, sobretudo em Leiria, com pelo menos 18 mortos e muitas casas destruídas, o que levou o Governo a disponibilizar 3,5 mil milhões de euros.

Por  LUSA 

As depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados, obrigaram o Governo a responder com medidas excecionais e urgentes, tendo sido realizados três Conselhos de Ministros em oito dias.

A primeira depressão a chegar foi a Kristin, que na madrugada de 28 de janeiro se intensificou de forma muito rápida, com ventos na ordem dos 200 quilómetros por hora e chuva forte que destruíram ou danificaram inúmeras habitações e infraestruturas.

Muitas populações ficaram isoladas, sem luz, água e telecomunicações. Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a tempestade entrou no território continental (só a capital de distrito já contabilizou 792 milhões de euros em prejuízos, ainda sem fechar o balanço), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Um mês depois, ainda há quem não tenha eletricidade ou telecomunicações na totalidade ou de forma estável. Na quinta-feira, a E-Redes (do grupo EDP) indicou que a recuperação do fornecimento de energia está "praticamente concluída", persistindo "apenas alguns casos mais pontuais".

Após a avaliação possível, muitas vezes dificultada pela impossibilidade de aceder a algumas freguesias devido à queda de árvores, os executivos municipais procuraram reagir rapidamente.

Logo no dia 30, a Câmara de Leiria lançou uma ação de voluntariado para limpar os destroços. No mesmo distrito, a Marinha Grande pediu ajuda de voluntários para limpeza e recuperação das zonas afetadas, e Pedrógão Grande juntou-se no apelo à doação de lonas e material de cobertura para as habitações danificadas, a que se seguiram outras autarquias.

Sem ter recuperado da Kristin, e com as populações ainda privadas de eletricidade e a precisarem de ajuda para tapar telhados, o país enfrentou a tempestade Leonardo, que colocou em alerta as zonas ribeirinhas, onde acabou por ser necessário evacuar diversas localidades.

Poucos dias depois chegou a Marta, que entrou no território pelo Algarve e se deslocou para norte.

Já com os solos saturados de água e os rios com caudais no limite, agravou-se o cenário de cheias, com a ocorrência de inundações devido à subida das águas de vários rios.

Viveram-se dias desafiantes em várias cidades, como Alcácer do Sal (distrito de Setúbal), que ficou inundada devido ao transbordamento do Sado, e Coimbra, onde a subida das águas do Mondego levou à rutura de um dique e à consequente derrocada de um troço da Autoestrada 1. Também em torno do Tejo vários concelhos sofreram cheias.

As barragens foram forçadas a libertar grandes volumes de água para evitar inundações descontroladas. A da Aguieira chegou a atingir um volume armazenado de 99% e em Coimbra temeu-se que uma cheia de grandes dimensões pudesse afetar toda a zona ribeirinha do centro urbano. O concelho chegou a retirar de casas e lares perto de três mil pessoas.

Ainda antes, entre o final de janeiro e o início de fevereiro, a Proteção Civil nacional deu conta de que cerca de outras 1.200 pessoas de várias regiões chegaram a ser preventivamente retiradas das habitações e levadas para locais considerados seguros.

Em plena crise, demitiu-se a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, entretanto substituída por Luís Neves.

Entretanto, o Governo nomeou como coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro o antigo autarca do Fundão Paulo Fernandes, que já falou em prejuízos entre os cinco mil milhões e os seis mil milhões de euros.

A EDP estimou em cerca de 80 milhões de euros os impactos provocados pela Kristin. A Infraestruturas de Portugal registou mais de 4.200 ocorrências durante as últimas semanas nas redes rodoviária e ferroviária nacionais e garantiu que já foi "reaberta a quase totalidade da infraestrutura" sob a sua gestão.

Num território que foi comparado a um cenário de guerra, e entre críticas de autarcas e investigadores à falta ou à demora de atuação do poder político e de organismos nacionais, as Forças Armadas empenharam militares no apoio às populações afetadas em ações de vigilância de diques ou de relocalização de pessoas e bens. Em média, estiveram no terreno cerca de 2.000 a 3.000 militares em cada dia de atuação.

Bombeiros de todo o país surgiram para apoiar sobretudo os concelhos do distrito de Leiria, bem como milhares de cidadãos anónimos, que ajudaram na limpeza e em trabalhos de reconstrução, com o contributo de várias empresas.

Na quinta-feira, já depois de ter anunciado um aumento dos apoios para 3,5 mil milhões de euros, o Governo aprovou um decreto-lei que estende a todo o território "o regime de apoios e medidas de simplificação" que vigoravam para 90 municípios, desde que seja comprovado que os danos se deveram às tempestades.

Depois de ter declarado a situação de calamidade em 60 concelhos num primeiro momento, o executivo alargou os apoios primeiro a mais oito municípios e, esta semana, a outros 22, mas admitindo que havia situações que poderiam ter ficado de fora.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

China adverte cidadãos que residência na Rússia pode implicar serviço militar... Pequim alertou hoje os seus cidadãos para uma nova lei russa que pode exigir um ano de serviço militar a estrangeiros que peçam residência, num contexto de crescente recrutamento internacional por Moscovo para sustentar a guerra na Ucrânia.

Por  LUSA 

Num aviso publicado na sua conta oficial nas redes sociais, o consulado chinês na cidade russa de Vladivostoque indicou que, ao abrigo das novas regras relativas às autorizações de residência permanente na Rússia, cidadãos estrangeiros do sexo masculino entre os 18 e os 65 anos poderão ser obrigados a assinar um contrato de serviço numa unidade militar russa por um período mínimo de um ano.

Segundo a mesma nota, os requerentes poderão ficar isentos caso apresentem documentação das autoridades russas que comprove serviço militar anterior ou justifique dispensa por motivos médicos. Caso contrário, deverão aceitar formalmente a prestação de serviço.

O consulado aconselhou os cidadãos chineses a "tomarem decisões prudentes com base nas suas circunstâncias individuais para garantir um estatuto de residência legal na Rússia".

O aviso surge num momento em que Moscovo enfrenta dificuldades persistentes no recrutamento interno para sustentar a ofensiva militar na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, e tem recorrido de forma crescente a cidadãos estrangeiros para reforçar as suas fileiras.

De acordo com a Coordenação Ucraniana para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra, quase 200 estrangeiros de 37 países foram capturados a combater ao lado da Rússia e encontram-se atualmente detidos na Ucrânia.

Autoridades ucranianas estimam que mais de 18.000 estrangeiros, provenientes de 128 países e territórios, tenham combatido ou estejam a combater ao lado das forças russas, número que não inclui militares norte-coreanos destacados no âmbito de um acordo bilateral.

Segundo responsáveis da inteligência militar ucraniana, o número de estrangeiros identificados na frente de combate aumentou de forma significativa em 2025, tendo duplicado face ao ano anterior.

Kyiv acusa Moscovo de recorrer a "chantagem, suborno e engano" para recrutar combatentes estrangeiros, incluindo através da promessa de vistos, autorizações de residência e cidadania russa. Em alguns casos, segundo as autoridades ucranianas e organizações de direitos humanos, migrantes oriundos da Ásia Central terão sido pressionados com ameaças de deportação ou prisão.

A Rússia tem facilitado a concessão de passaportes a estrangeiros que aceitem servir nas Forças Armadas, ao mesmo tempo que aprovou legislação que permite retirar a cidadania a naturalizados que não se registem para o serviço militar.

Moscovo nega forçar estrangeiros a alistarem-se. No entanto, vários governos, incluindo os do Quénia, Índia, África do Sul, Nepal e Cuba, manifestaram preocupação com o recrutamento dos seus cidadãos e pediram às autoridades russas que ponham termo à prática.

A publicação do aviso pelo consulado chinês surge numa altura em que Pequim mantém oficialmente uma posição de neutralidade face ao conflito, embora tenha reforçado os laços políticos e económicos com Moscovo desde o início da guerra.


Leia Também: Rússia anuncia derrube de 148 drones, incluindo 17 junto a Moscovo

As defesas antiaéreas russas abateram, entre as 20h00 de quinta-feira (17h00 TMG) e as 07h00 (04h00 TMG) de hoje, 148 drones ucranianos de asa fixa, incluindo 17 que se dirigiam à capital russa, segundo o Ministério da Defesa da Rússia.

Paquistão declara que entrou em "guerra aberta" com talibãs do Afeganistão... Várias explosões foram ouvidas em Cabul, poucas horas após o governo talibã ter anunciado o lançamento de uma ofensiva na fronteira contra o Paquistão.

Por  SIC Notícias

A paciência acabou”. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa paquistanês na rede social X, afirmando que a partir de agora vão entrar em guerra.

Segundo jornalistas da agência France Press, foram ouvidas várias explosões em Cabul, poucas horas depois de o governo talibã ter anunciado o lançamento de uma ofensiva na fronteira contra o Paquistão.

Um residente conta que ouviu, pelo menos, oito explosões: "As duas primeiras explosões estavam mais longe da nossa casa. As últimas foram perto e fizeram a nossa casa tremer. Podemos ouvir jatos após cada explosão", afirmou em declarações à AFP, pedindo anonimato por motivos de segurança.

As explosões foram seguidas de rajadas de tiros, como constataram os jornalistas da AFP no centro de Cabul.

Fim ao cessar-fogo

Os dois países cumpriam desde 2025 um acordo de cessar-fogo mediado pelo Qatar até esta quinta-feira, dia em que o exército afegão atacou instalações militares paquistanesas ao longo da fronteira, em resposta a bombardeamentos mortais no passado fim de semana.

O secretário-geral da ONU diz estar a acompanhar a escalada do conflito e apela ao direito internacional.

Na rede social X, o ministro da Defesa salienta que após a retirada das forças da NATO, esperava-se que a paz prevalecesse no Afeganistão e que o regime talibã se concentrasse nos interesses do povo afegão e na estabilidade regional" mas, escreve, “transformou o Afeganistão numa colónia da Índia”.

Reuniram terroristas de todo o mundo no Afeganistão e começaram a exportar o terrorismo. Privaram o próprio povo de direitos humanos básicos e retiraram às mulheres os direitos que o Islão lhes garante”.

A “nossa paciência chegou ao limite. Agora haverá uma ação decisiva e um confronto aberto”.

Em atualização...


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

África concentra 95% dos casos mundiais e 96% das mortes por malária... África continua a concentrar 95% dos casos e 96% das mortes por malária no mundo e a Guiné Equatorial pode ser a próxima nação a declarar-se livre da doença, anunciou hoje a União Africana.

Por LUSA 

"Esperávamos uma diminuição significativa dos casos e aspirávamos à eliminação até 2030, no entanto a tendência atual é de aumento", afirmou o diretor-geral dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças de África (CDC África), Jean Kaseya, numa conferência 'online'.

Segundo Kaseya, os CDC África adotaram medidas como a produção local de testes de diagnóstico, vacinas e redes mosquiteiras tratadas com inseticida. Reforçaram também a capacidade de diagnóstico e vigilância e implementaram um mecanismo de compras conjuntas para garantir que todos os Estados-membros têm acesso a produtos contra a malária.

"No entanto, existem desafios como a resistência aos medicamentos e aos inseticidas, bem como as alterações climáticas, que estão a expandir as zonas afetadas", acrescentou Kaseya.

Os grupos mais vulneráveis continuam a ser as crianças com menos de cinco anos e as mulheres grávidas.

Atualmente, apenas nove dos 55 países africanos estão livres de malária e prevê-se que a Guiné Equatorial, Estado-membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), seja o próximo, antes de 2030.

O ministro da Saúde da Guiné Equatorial, Mitoha Ondo'o Ayekaba, anunciou hoje que o plano sanitário "Visão 2030", destinado a erradicar a malária no país, entrou na sua segunda fase e irá combinar vacinas, vigilância, reforço científico e um novo laboratório com padrões continentais.

"A primeira fase reduziu drasticamente a malária. A segunda fase procurará interromper a transmissão a nível nacional, incluindo a ilha de Bioko (norte), Annobón (sul) e a região continental", afirmou o ministro na conferência de imprensa 'online' dos CDC África.

"Para o período 2026-2030 estão assegurados 116 milhões de dólares [cerca de 107 milhões de euros]. O Governo da Guiné Equatorial contribui com 52 milhões [cerca de 48 milhões de euros], enquanto os parceiros aportam 64 milhões [cerca de 59 milhões de euros]", acrescentou.

De acordo com Ayekaba, a Guiné Equatorial conseguiu reduzir em 75% a prevalência da doença entre crianças, diminuir a mortalidade em menores de cinco anos em 78% e eliminar duas das principais espécies de mosquitos vetores.

Entre as metas do plano estão manter a prevalência nacional abaixo dos 5% antes de 2028, alcançar zero transmissões autóctones nos distritos-alvo e assegurar uma cobertura eficaz de tratamento superior a 90%.

Cabo Verde e o Egito foram os mais recentes países africanos a serem certificados como livres de malária, em 2024.

Na lista constam ainda a Argélia, Lesoto, Seicheles, Líbia, Tunísia, Marrocos e Maurícia, que foi o primeiro país do continente a obter essa certificação, em 1973.

A malária é endémica na África subsaariana, sobretudo em zonas com temperaturas elevadas e precipitação abundante, condições ideais para a proliferação do mosquito Anopheles, transmissor do parasita.

A região central do continente, a norte e a sul do equador, apresenta a maior incidência, influenciada pelo clima tropical, pelos deslocamentos populacionais e pelas dificuldades de acesso a medidas preventivas.

Embora a África Austral seja comparativamente menos afetada, continua altamente vulnerável devido às condições climáticas, aos movimentos transfronteiriços de população e a surtos localizados em áreas de elevado risco, alertou a União Africana.

Afeganistão anuncia "ataques massivos" contra o Paquistão... O Afeganistão lançou hoje ataques em grande escala contra as forças paquistanesas, em retaliação a bombardeamentos recentes, anunciou um porta-voz do exército afegão no leste do país

Por LUSA 

"Para responder aos ataques aéreos paquistaneses contra as províncias de Nangarhar e Paktia (...), as nossas forças lançaram ataques massivos contra postos avançados paquistaneses", afirmou Wahidullah Mohammadi, citado pela agência de notícias francesa AFP.

A televisão estatal noticiou que as "operações de represália" começaram pelas 20h00 locais (15h30 em Lisboa), segundo a agência espanhola EFE.

Até ao momento, não houve confirmação oficial dos ataques afegãos por parte do Paquistão nem informações sobre possíveis vítimas, acrescentou a agência norte-americana AP.

O exército paquistanês efetuou no domingo ataques ao longo da fronteira com o Afeganistão, afirmando ter matado pelo menos 70 militantes.

O governo dos talibãs no poder no Afeganistão rejeitou a afirmação e contrapôs que os ataques paquistaneses causaram a morte de dezenas de civis, incluindo mulheres e crianças.


Leia Também: Confrontos entre exército paquistanês e grupos armados causam 38 mortos

As forças de segurança do Paquistão mataram 34 membros de diferentes grupos armados em várias operações no país, anunciou hoje o exército, enquanto uma emboscada atribuída aos talibãs paquistaneses matou quatro polícias perto da fronteira com o Afeganistão.


Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, visita o Hospital Nacional Simão Mendes para se inteirar da situação dos feridos do acidente ocorrido em Bafatá.

Melania Trump vai presidir a reunião do Conselho de Segurança da ONU... A primeira-dama dos Estados Unidos vai presidir uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, assim que os Estados Unidos assumirem a liderança rotativa do órgão, em 02 de março, divulgou hoje a Presidência norte-americana.

© Lusa   26/02/2026 

A Presidência dos Estados Unidos declarou, num comunicado, que "a primeira-dama Melania Trump está prestes a fazer história nas Nações Unidas, assim que os Estados Unidos assumirem a presidência do Conselho de Segurança, ao sublinhar o papel da educação na promoção da tolerância e da paz mundial". 

Pela primeira vez, uma primeira-dama dos Estados Unidos em exercício vai presidir uma reunião do Conselho de Segurança, quando os membros do órgão irão abordar temas como a educação, tecnologia, paz e segurança.

Um encontro sobre "Crianças, Tecnologia e Educação em Tempos de Conflito", está marcado para o mesmo dia, de acordo com a Casa Branca, com participação do representante dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Mike Waltz, assim como outros membros do Conselho de Segurança da ONU.

A decisão foi comunicada pela Casa Branca ao Conselho de Segurança da ONU, segundo fontes das Nações Unidas, indicando que a mensagem transmitida pelas autoridades norte-americanas incluia um apelo de Melania Trump à paz através da educação.

QUÉNIA: Polícia queniana deteve homem acusado de recrutar combatentes para a Rússia... A polícia do Quénia anunciou hoje que deteve um homem acusado de participar num esquema que enganou quenianos com promessas de trabalho qualificado na Rússia, mas que acabou por levá-los para a linha de frente dos combates na Ucrânia.

© Getty Images   Por  LUSA   26/02/2026 

Festus Omwamba foi detido sob suspeita de tráfico de pessoas na cidade de Moyale, no norte do Quénia, perto da fronteira com a Etiópia, e será transportado para a capital, Nairobi. 

O porta-voz da polícia, Michael Muchiri, contou que Omwamba estava a fugir após regressar da Rússia.

Omwamba, que foi identificado por três recrutas quenianos, tinha desaparecido depois de as famílias começarem a protestar contra o desaparecimento e a morte dos seus familiares na guerra na Ucrânia.

Um recruta que fugiu da linha da frente e procurou refúgio na Embaixada do Quénia na Rússia, e que conseguiu regressar a casa, John Kamau, disse que conheceu Omwamba numa casa em Nairobi, onde estavam alojados outros recrutas que aguardavam a viagem para a Rússia.

Outro recruta, que pediu anonimato por receio de ser localizado pelos russos, declarou que Omwamba evitava contactar os recrutas por mensagem de texto e, em vez disso, ligava-lhes ou encontrava-se com eles pessoalmente.

O recruta inscreveu-se após ser informado de que conseguiria um emprego como canalizador na Rússia, mas, ao chegar, teve o passaporte confiscado e foi levado para um campo militar por alguns dias antes de ser enviado para a linha da frente do conflito.

Todos os recrutas disseram que Omwamba supervisionou os seus pedidos de visto de turista e a compra de passagens, e duas semanas após o primeiro contacto, eles receberam os vistos e viajaram para a Rússia.

A prisão de Omwamba é um grande avanço na pressão do Governo para impedir o recrutamento de quenianos para lutar na Ucrânia.

Na semana passada, o Governo queniano disse que mais de mil quenianos foram recrutados para lutar pela Rússia na Ucrânia e que pelo menos 89 quenianos ainda estavam na linha de frente, 39 hospitalizados, 28 desaparecidos em combate, outros tinham voltado para casa e pelo menos um morreu.

Um relatório dos serviços de informação apresentado ao parlamento do Quénia pelo líder da maioria, Kimani Ichung'wah, afirmou que funcionários do Governo queniano e russo conspiraram com agências de recrutamento para atrair quenianos para o conflito.

A embaixada da Rússia em Nairobi negou as acusações, afirmando, num comunicado, que nunca emitiu vistos para ninguém com a intenção de viajar para a Rússia para lutar na Ucrânia.

"A Federação russa não impede que cidadãos de países estrangeiros se alistem voluntariamente nas forças armadas", frisou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Quénia, Musalia Mudavadi, disse, em 9 de fevereiro, que viajaria para a Rússia para o que chamou de "uma abordagem diplomática para controlar quaisquer entidades duvidosas que estejam a tirar proveito de alguém nesta aventura infeliz".

Mudavadi sublinhou que os esforços para garantir a libertação dos quenianos nas prisões ucranianas e repatriar aqueles que estão na Rússia continuam.

"Lembram-se que, mesmo ao mais alto nível, o Presidente [do Quénia, William Ruto,] fez um apelo para que, se realmente houvesse quenianos que se encontravam do lado errado da lei, o Governo ucraniano analisasse como eles poderiam ser processados e trazidos de volta", explicou o ministro.

Segundo os dados publicados pela Organização Não-Governamental (ONG) INPACT, cerca de 1.417 africanos, incluindo dois cidadãos angolanos, foram recrutados pela Rússia para combater contra a Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


Leia Também: Rússia sem "prazos" para acabar guerra: "Temos apenas tarefas"

A Rússia não tem qualquer prazo para pôr fim ao conflito na Ucrânia, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, antes de uma nova reunião em Genebra entre emissários ucranianos e norte-americanos.

Comunicação Social: Ministério de tutela prepara regulamentação das redes sociais com apoio de entidades da Côte D´Ivoire

Bissau, 26 Fev 26 (ANG) – O Governo através do ministério da Comunicação Social (MCS) e  o Presidente da Alta Autoridade Reguladora da República de Côte D`Ivoire René Bourgoin, assinaram quarta-feira, em Bissau, um Memorando de Entendimento, que prevê a  capacitação dos profissionais da Comunicação Social, nos domínios da Legislação, Regulamentação  e Audiovisual.

Da parte do MCS assinou o Memorando o Inspector-geral, Ansumane Cassamá e da Parte da Cotê D´Ivoire assinou o Mestre René Bourgoin.

Em declarações à imprensa ,  Ansumane Cassamá, disse que a visita de René Bourgoin  à Bissau, ocorreu na sequência do convite endereçado pelo actual ministro da Comunicação Social Abduramane Turé, como forma de dar continuidade ao acordo assinado em 2025, entre os ministros do sector da Comunicação Social dos dois países.

De acordo com as suas explicações, o Conselho Nacional da Comunicação Social  tem estatutos que carecem de actualizações .

“É neste sentido, que o mestre René Bourgoin se encontra no país com a sua equipa, para dar o apoio necessário, tendo  em conta, a experiência acumulada, que o Côte d`ivoire tem nesta matéria”, acrescentou Anssumane Cassama.

Para aquele responsável, com este apoio garantido, cabe agora ao Ministério da Comunicação Social, a partir de já, começar a organizar as suas documentações, para a adoção de novas leis, que irão regulamentar o setor.

“É de conhecimento de todos que hoje temos algumas mudanças no sector de comunicação com o aparecimento de  redes sociais, de desinformações, falsos blogues e vários conteúdos de ódio divulgados,. Todos  estes pormenores não representam  bom contributo para o bem estar da sociedade”, disse Cassamá.

Segundo o  Presidente de Alta Autoridade Reguladora de Côte D`Ivoire, René Bourgoin, o ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau Abduramane Turé, defendeu que devem ser feitas reformas importantes no setor, razão pela qual se estabeleceu essa  parceria.

Bourgoin disse que  os desafios são enormes, tanto na comunicação tradicional,  como na comunicação numérica e eletrónica.

“A problemática das redes sociais deve ser analisado com muita preocupação, mesmo sabendo que nela, ainda restam meios de comunicação importantes, mas que devem estar bem regulamentadas, para não serem ameaça à  paz e coesão social”, disse René.   

Para René Bourgoin que é igualmente presidente da Rede de Instâncias Africanas de Regulação da Comunicação(RIARC), a Comunicação Social é um setor estratégico, e não é por acaso que é visto como Quarto Poder. 

ANG/LLA//SG

📢 GUINÉ-BISSAU REAGE COM DUREZA A DEPUTADOS PORTUGUESES: "A NOSSA SOBERANIA NÃO ESTÁ À VENDA"

O Conselho Nacional de Transição (CNT) da República da Guiné-Bissau emitiu um comunicado oficial de repúdio contra as recentes declarações de um grupo de deputados da Assembleia da República Portuguesa. No documento, as autoridades guineenses acusam os parlamentares de manterem uma "lente colonial" e afirmam que o destino do país não se decide em Lisboa.

🔹 Acusações de Preconceito e Ingerência

O CNT classificou como "estupidez saloia" o desconforto de setores políticos portugueses perante a afirmação da identidade plena e dos nomes guineenses na governação do país. O comunicado sublinha que a Guiné-Bissau é governada por guineenses para guineenses.

🔹 Críticas Diretas à Deputada Elza Pais

O comunicado foca-se particularmente na deputada Elza Pais, acusando-a de falta de "maturidade institucional" e de misturar "prazer pessoal com a agenda política" através de alegadas conversas privadas com líderes partidários locais. O conselho afirma que tais condutas retiram legitimidade às críticas feitas na tribuna de São Bento.

🔹 Foco nos Problemas Internos de Portugal

O CNT sugeriu que os deputados portugueses deveriam concentrar-se nos problemas internos de Portugal, como a crise da habitação e a degradação dos serviços públicos, em vez de interferirem em decisões soberanas sobre o sistema eleitoral guineense.

 "O tempo em que Lisboa validava os nossos nomes e as nossas vidas acabou em 1974. Aprendam a respeitar a Guiné-Bissau."

Jovens portugueses apresentam pior saúde mental que adultos acima dos 55 anos... Apesar dos fatores protetores como laços familiares fortes e menor consumo de alimentos ultraprocessados, os jovens portugueses seguem a tendência global de pior saúde mental, com um quociente médio próximo de 40 pontos, ligeiramente acima da média global.

Por  SIC Notícias  Com Lusa

A saúde mental dos portugueses é pior entre os jovens adultos face à população acima dos 55 anos, apesar dos laços familiares fortes e hábitos alimentares saudáveis, fatores socioculturais habitualmente associados a essa diferença geracional.

É assim em todos os 84 países analisados no relatório Global Mind Health (Saúde Mental Global) 2025 e Portugal não é exceção: os níveis de saúde mental dos jovens são tendencialmente mais baixos em comparação com as faixas etárias mais velhas.

O relatório, da organização Sapien Labs, mede a saúde mental das populações com acesso à Internet e na edição mais recente, divulgada esta quinta-feira, apresenta dados de perto de um milhão de pessoas em 84 países, incluindo Portugal.

À semelhança da tendência global, também os jovens portugueses, entre os 18 e 34 anos, experienciam mais desafios de saúde mental clinicamente significativos, quando comparados com a faixa etária acima dos 55 anos.

Ligeiramente acima da média global de 36 (numa escala de -100 a 200), o quociente de saúde mental médio dos jovens portugueses aproxima-se de 40.

Portugal surge em 46.º lugar

No 'ranking' dos 84 países participantes, Portugal surge assim em 46.º lugar, melhor posicionado do que a população portuguesa acima dos 55 anos de idade que, ainda assim, apresenta melhores níveis de saúde mental do que os jovens.

Com perto de 90 pontos no quociente de saúde mental, os portugueses nesta faixa etária conseguem, de acordo com a escala, ser plenamente produtivos, 70% do tempo, em todos os aspetos da vida.

No contexto global, as diferenças geracionais são tendencialmente maiores nos países mais ricos e, pelo contrário, menos acentuadas nos países da África subsaariana.

A influência dos alimentos ultraprocessados

Os autores apontam quatro aspetos socioculturais que explicam os níveis de saúde mental mais baixos entre os jovens, mas nem todos explicam os dados referentes a Portugal, desde logo no que respeita aos hábitos alimentares.

De acordo com estudos citados no relatório, o consumo de alimentos ultraprocessados -- "cujo consumo está a aumentar entre as gerações mais jovens" -- contribui entre 15 a 30% para o agravamento da saúde mental e está associado ao aumento da depressão e diminuição do controlo emocional e cognitivo.

Os jovens portugueses, no entanto, destacam-se por serem dos que menos consomem este tipo de alimentos, ainda que o façam mais do que os adultos acima dos 55 anos.

Portugal é um dos 25 países em que os jovens da "geração Z", entre os 18 e 24 anos, começaram a utilizar 'smartphone' mais cedo, entre os 12 e os 13 anos, sendo que o acesso precoce a 'smartphones' está associado ao aumento de ideação suicida, agressão e outros problemas na vida adulta.

Outro dos aspetos em que Portugal surge destacado diz respeito aos laços familiares fortes, associados a sintomas depressivos "significativamente mais baixos".

Em 18.º lugar no 'ranking', Portugal é dos países em que a percentagem de jovens adultos com laços familiares fortes é mais próxima da registada entre os adultos acima dos 55 anos, a par de Itália, França, Bélgica.

Quanto à espiritualidade, outro dos aspetos socioculturais analisados e associado a "vários benefícios de saúde mental", a percentagem é ligeiramente mais elevada entre os mais jovens, uma tendência que se verifica, ainda que em maior proporção, sobretudo em países da África subsariana e Israel.