segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Impressionante! 7 maneiras naturais de aumentar a energia (sem cafeína)... Se está a tentar reduzir as quantidades de cafeína que toma diariamente, mas não sabe como arranjar energia para enfrentar o dia a dia, estes especialistas encontraram uma solução. Eis as fórmulas naturais para ter picos de energia (saudáveis).

© Shutterstock  Inês Morais Monteiro noticiasaominuto.com  23/02/2026 

Está a tentar reduzir as quantidades de cafeína, mas sente-se sem forças? Especialistas de saúde do Very Well Health garantem que isso vai mudar — totalmente de forma natural!

Apesar dos inúmeros benefícios do café, há investigações que relacionam o consumo de cafeína com alguns problemas de sono e picos irregulares de energia. Portanto, se procura manter-se ativo, mas sem beber café, veja o que pode fazer. É mais simples do que parece.

Beba um copo de água para se hidratar

Estes especialistas clarificam que a desidratação, mesmo que numa fase "leve" é considerada uma causa comum de sensação de cansaço. "A água ajuda todos os sistemas do corpo a funcionar corretamente e é considerada a melhor bebida para se manter hidratado", uma vez que, "melhora o desempenho atlético, a atenção e a consciência".

Aproveite para passear

Caminhar pode "aumentar o estado de alerta e a energia ao aumentar o fluxo sanguíneo, os níveis de oxigénio e endorfinas naturais que o fazem sentir bem, como a serotonina e a dopamina (...) caminhar pelo menos 150 minutos por semana pode melhorar a energia e a resistência, além de aumentar o bem-estar mental e físico".

Opte por alimentos nutritivos

"Alimentos integrais com proteínas, fibras de baixo índice glicémico ajudam a aumentar a energia ao fornecer nutrientes saudáveis e a absorver os açúcares dos alimentos mais lentamente do que os alimentos refinados e açucarados".

Apesar dos alimentos açucarados serem associados ao "impulso rápido de energia, também causar quedas abruptas de energia quando o açúcar no sangue dispara e depois volta a cair".

Para lanches saudáveis e que aumentem a energia opte por:

  • Frutos secos
  • Frutas (aquelas com muito volume de água também melhoram a hidratação)
  • Vegetais
  • Edamame
  • Quinoa ou outros alimentos integrais
  • Ovos
  • Feijão e lentilhas

Faça uma sesta

Estudos citados pela mesma fonte revelam que uma boa sesta pode ajudar a "diminuir os efeitos da privação de sono e a aumentar o desempenho mental e físico". As power naps são o tipo de sesta mais recomendada.

Saiba aqui em quê que consiste uma power nap e qual é o tempo recomendado deste tipo de "sesta milagrosa".

Pratique exercício físico regularmente

Apesar de parecer contraditório e fazer com que canse ainda mais, há exercícios de intensidade moderada que "podem aumentar a energia e diminuir a sensação de fadiga ao longo do tempo, especialmente quando realizados regularmente", descrevem.

"O exercício físico dá-nos um impulso porque melhora a forma como nossas mitocôndrias celulares produzem e entregam energia, aumenta o fluxo sanguíneo que ajuda a fornecer oxigénio e nutrientes ao corpo, e promove um sono melhor".

Faça alongamentos

Uma sessão curta de alongamento, de acordo com estes especialistas, pode "aumentar o fluxo sanguíneo e melhorar os níveis de energia". E bastam apenas 10 minutos de alongamento durante o dia de trabalho "que aumentam a vitalidade e a saúde mental, diminuindo o cansaço, a dor corporal e a ansiedade dos trabalhadores".

Reduzir o stress

Não existe uma fórmula mágica para fazer isto, mas pode ser combatido! Saiba que o stress, "quando se prolonga durante longos períodos, tem efeitos negativos no sistema nervoso e endócrino e outros do corpo, o que pode reduzir a energia e aumentar a fadiga".

Práticas para reduzir o stress:

  • Dormindo bem
  • Através de meditação
  • Exercício físico regular

Kallas exige que Rússia saia de territórios ocupados na Geórgia e Moldova... A chefe da diplomacia da UE exigiu hoje que a Rússia se retire dos territórios ocupados em países como a Geórgia ou Moldova no âmbito de um plano de paz para a Ucrânia.

© SIMON WOHLFAHRT / AFP via Getty Images  Por LUSA  23/02/2026 

Em declarações aos jornalistas à entrada para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, em Bruxelas, Kaja Kallas confirmou as notícias que indicavam que está a desenvolver uma proposta para que a Rússia se retire dos territórios ocupados na Ucrânia, mas também em regiões da Geórgia, Arménia ou Moldova, no âmbito de um plano de paz.

"É verdade que a Rússia ocupou muitos territórios e as suas forças estão em vários lugares, por exemplo na Geórgia ou na Moldova. Por isso, deveria ser claro que, para se conseguir alcançar uma paz duradoura, eles deveriam retirar-se dos territórios ocupados em que se encontram", afirmou.

Kallas admitiu que, para alguns, estas exigências possam ser consideradas irrealistas, "mas, francamente, as exigências que estão a ser feitas pela Rússia [nas negociações para a paz na Ucrânia] também não são realistas de todo".

"Estão a exigir territórios que ainda nem sequer conquistaram militarmente. Por isso, esta proposta é para equilibrar um bocadinho a situação negocial e trazer realmente o foco para onde está o problema, que é no facto de a Rússia continuar a atacar os seus vizinhos", disse.

Depois de já ter dito por diversas vezes que acha que o tamanho das Forças Armadas russas deveria ser limitado no âmbito de um plano de paz, Kaja Kallas foi questionada sobre qual é que acha que deveria ser esse limite.

"Não me cabe a mim dizer, mas, se as Forças Armadas da Ucrânia forem limitadas, então também deveria haver limitações nas Forças Armadas russas, porque elas é que são verdadeiramente o problema", referiu.

Sobre o facto de Steve Witkoff, enviado especial norte-americano para as negociações, ter manifestado otimismo, Kallas disse não partilhar esse otimismo, "porque os negociadores do lado russo não está a ser verdadeiramente sérios nem estão dispostos a falar de nada de natureza política".

"Temos visto muita pressão sobre a Ucrânia para ceder e desistir, mas eles não estão a desistir e isso não traria uma paz de longo prazo. Por isso, não estou muito otimista de que veremos quaisquer resultados nas próximas semanas ou meses", afirmou.

Nestas declarações aos jornalistas, Kaja Kallas foi ainda questionada sobre a situação no Irão, tendo afirmado que a "situação é muito intensa", que "não é necessária outra guerra na região", mas antes uma "solução diplomática"

"Estamos disponíveis para contribuir e não é apenas a questão nuclear, mas também o programa de mísseis balísticos e outras questões. É verdade que o Irão está mais fraco do que nunca. Deveríamos verdadeiramente usar este contexto para encontrar uma solução diplomática", disse.


Leia Também: Kallas descarta que MNE aprovem hoje 20.º pacote de sanções à Rússia

A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, descartou que os ministros dos Negócios Estrangeiros consigam aprovar hoje o 20.º pacote de sanções à Rússia, ao contrário do que estava previsto, por oposição da Hungria.

"Penso que Putin já começou (a "Terceira Guerra Mundial")", diz Zelensky... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse à BBC que o presidente russo, Vladimir Putin, iniciou a "Terceira Guerra Mundial" defendendo pressões militares e económicas para obrigar a Rússia a retirar as forças da Ucrânia.

© Lusa  23/02/2026 

"Penso que Putin já começou (a "Terceira Guerra Mundial"). A questão é quanto território vai conseguir conquistar e como impedi-lo (...). A Rússia quer impor um modo de vida diferente ao mundo e mudar a vida que as pessoas escolheram", disse Zelensky em entrevista à estação pública britânica BBC divulgada hoje. 

No domingo, já foram assinalados quatro anos do início da campanha militar de grande escala da Rússia contra todo o território ucraniano, que se completam na terça-feira.

Em 2014, a Rússia já tinha invadido a Ucrânia anexando a Península da Crimeia. 

O Presidente ucraniano disse na mesma entrevista que recusa pagar o preço de um cessar-fogo exigido por Putin, que passa pela retirada de territórios estratégicos que a Rússia não conseguiu capturar.

Zelensky rejeitou mais uma vez a exigência da Rússia de que a Ucrânia entregue 20% da região leste de Donetsk, bem como territórios nas regiões a sul de Kherson e Zaporijia.

Insistiu que a Rússia iniciou a guerra e reforçou que "travar" Putin é uma vitória para o mundo inteiro.

Portugal foi o país da UE onde entraram mais imigrantes entre 2012 e 2023... Portugal foi o Estado-membro da União Europeia onde entraram mais imigrantes entre 2012 e 2023, de acordo com dados divulgados pela Pordata, apesar de estar longe de ser o país com a maior percentagem de população estrangeira.

Por  LUSA 

Esta informação consta de uma plataforma interativa, hoje lançada pela Pordata, que, com base nos dados estatísticos do Eurostat, faz um retrato comparativo dos 27 Estados-membros da União Europeia com base em quatro temas: população, economia, custo de vida e rendimentos, energia e ambiente.

No que se refere à população, a Pordata indica que Portugal foi o país da União Europeia (UE) onde entraram mais imigrantes entre 2012 e 2023, "com uma taxa de crescimento médio anual de 34,3% face a 8,8%" a nível médio europeu.

O país com a segunda taxa mais elevada é a Estónia (30,3%), seguido da Lituânia (30,2%).

No entanto, apesar deste aumento na entrada de imigrantes, Portugal está longe de ser o país com a maior percentagem de população residente: com 9,6%, Portugal encontra-se em 12.º lugar, muito longe do Luxemburgo, onde cerca de 47,3% dos residentes são estrangeiros -- a taxa mais elevada a nível da UE.

De acordo com estes dados, Portugal é o segundo país mais envelhecido da UE, apenas ultrapassado pela Itália: há 53 jovens por cada 100 idosos. Na Irlanda, o país da UE com a população mais jovem, a proporção é significativamente maior: há 122 jovens por cada 100 idosos.

Em Portugal, de acordo com os dados da Pordata, apenas um quarto dos agregados familiares (25,6%) tem crianças, "menos 6,8 pontos percentuais do que em 2011", sendo a Eslováquia o país onde há mais famílias com crianças (35,6%).

Portugal é também o país da UE onde a população ativa é menos escolarizada. De acordo com a Pordata, quatro em cada 10 pessoas não têm ensino secundário em Portugal, muito acima de países como a Polónia ou a Lituânia, onde apenas uma pessoa em cada 10 não concluiu esse grau ensino.

No entanto, na população entre os 25 e os 34 anos, "Portugal já revela uma escolarização alinhada com a média global da UE (43,2% com ensino superior face a 44,1% na UE)", refere a Pordata.

Há também cada vez mais pessoas a viver sozinhas na UE. Segundo a Pordata, entre 2011 e 2023, "mais de 25 milhões de pessoas passaram a viver sozinhas, um aumento de 28%".

"Em Portugal, foram mais 366 mil pessoas, um aumento de quase 50%", indica a Pordata.

A plataforma hoje lançada pela Pordata visa comemorar os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em janeiro de 1986. Com dados do Eurostat, esta plataforma permite comparar as estatísticas dos 27 Estados-membros da UE e analisar a posição de Portugal sobre os diferentes tópicos face aos restantes países europeus.


O Presidente russo declarou hoje o desenvolvimento das forças nucleares da Rússia uma "prioridade absoluta", após o fim do último tratado de desarmamento com os Estados Unidos, prometendo continuar a "fortalecer" as forças armadas russas que combatem na Ucrânia.

Episódio Completo: Podemos atrasar o envelhecimento: Será também possível reverter o processo?

Por  SIC Notícias

Elsa Logarinho acredita que sim. "Com todo o avanço na compreensão da biologia fundamental do envelhecimento, considero que será possível a reversão". No último episódio do Admirável Mundo Novo, a bioquímica que lidera o Laboratório de Envelhecimento e Aneuploidia do i3S, no Porto, guia-nos pelas últimas descobertas que a impressionaram e pelos importantes contributos do seu grupo de investigação.

O envelhecimento não é um processo uniforme. Os diversos orgãos do corpo envelhecem a ritmos diferentes. Em 2025, investigadores da Universidade de Stanford, nos EUA, conseguiram determinar a idade biológica de 11 órgãos através de uma análise ao sangue. O grupo liderado por Tony Wyss-Coray constatou também que a idade biológica do cérebro e do sistema imunitário são os principais indicadores de uma longevidade saudável.

É uma das descobertas que Elsa Logarinho destaca no Admirável Mundo Novo. E que reforça a ideia de que será possível travar - e talvez reverter - os danos provocados pelo envelhecimento.

"Apontam o envelhecimento imunitário como um processo modificável, passível de ação e reversível", sublinha.

Elsa Logarinho lidera Laboratório de Envelhecimento e Aneuploidia no i3SDR / SIC

O grupo de investigação que lidera no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, no Porto, tem feito contribuições de peso na área do envelhecimento. Nomeadamente a descoberta do papel do gene FOXM1 "na qualidade com que é feita a divisão celular". O envelhecimento está associado à acumulação progressiva de danos celulares. Aumentando os níveis de FOXM1, os investigadores do i3S conseguiram reverter sinais de envelhecimento e aumentar em 25% a longevidade em ratinhos.

"Isto aponta o FOXM1 como um fator de rejuvenescimento. Vamos agora testar esta hipótese: corrigir os níveis de FOX-1 só no sistema imunitário será suficiente para rejuvenescer todo um organismo?"

É uma pergunta gigante. Mas há coisas que já sabemos, lembra Elsa Logarinho: "Nós sabemos que podemos atrasar o envelhecimento". Não só com "as novas intervenções terapêuticas que têm vindo a surgir, mas também com aquilo que já sabemos há muito tempo: uma boa alimentação, a prática de exercício físico, umas boas horas de sono. Tudo isto atrasa o envelhecimento. Dá-nos uma longevidade mais saudável."

Em 2025 o Conselho Europeu de Investigação atribuiu uma bolsa de 10 milhões de euros ao consórcio que Elsa Logarinho lidera em Portugal e que inclui dois grupos de investigação em França. O consórcio CenAGE vai estudar "a instabilidade dos centrómeros, regiões de DNA repetitivo dos cromossomas, como caraterística e/ou causa do envelhecimento".

O projeto poderá, acredita Elsa Logarinho, "transformar conceptualmente a biologia do envelhecimento ao revelar os centrómeros como protagonistas da instabilidade genómica e do declínio funcional associado à idade". Poderá também "abrir portas a novas terapias para doenças do envelhecimento".

A generosa e prestigiante "ERC Synergy Grant" financia investigação básica de excelência e distingue projetos "com potencial de inovação disruptiva".

Presidente do México pede "calma" após morte de líder do narcotráfico... A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu hoje à população que mantenha "a calma", após a morte do líder do cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como 'El Mencho', que desencadeou uma onda de violência.

Por LUSA 

Numa mensagem partilhada nas redes sociais, a chefe de estado do México referiu haver "absoluta coordenação com os governos de todos os estados" e assegurou que, apesar dos bloqueios de estradas e protestos violentos, na "maior parte do território nacional" as atividades estão a decorrer com "total normalidade".

"Devemos manter-nos informados e com calma", salientou.

De acordo com o exército mexicano, 'El Mencho' foi ferido durante uma operação realizada na localidade de Tapalpa, no estado de Jalisco (oeste), e morreu "durante o seu transporte aéreo para a Cidade do México".

Oseguera era um dos líderes de cartéis mais procurados pelo México e pelos Estados Unidos, que ofereciam até 15 milhões de dólares (cerca de 12,7 milhões de euros ao câmbio atual) pela sua captura.

A morte de 'El Mencho' é um dos golpes mais duros desferidos ao narcotráfico desde a prisão dos fundadores do cartel de Sinaloa, Joaquín Guzmán 'El Chapo' e Ismael 'Mayo' Zambada, detidos nos Estados Unidos.

Homens armados bloquearam com carros e camiões incendiados várias estradas do estado de Jalisco (oeste), em reação a uma operação das forças federais na região.

O cartel de Oseguera, formado em 2009, tornou-se num dos grupos de narcotraficantes mais violentos do México, de acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Washington classificou o cartel Jalisco Nueva Generación como organização terrorista e acusou a organização criminosa de tráfico de cocaína, heroína, metanfetaminas e fentanil.

Entretanto, os Estados Unidos e o Canadá apelaram aos seus cidadãos para que evitem sair à rua no estado mexicano de Jalisco.

O Grupo Aeroportuario del Pacífico (GAP) anunciou o cancelamento de todos os voos internacionais e da maioria dos voos nacionais no Aeroporto Internacional de Puerto Vallarta (cidade costeira do estado de Jalisco).

Num comunicado, citado pela agência EFE, o GAP refere que a onda de violência não afetou a operação interna nem a segurança do aeroporto, que está sob proteção de elementos da Guarda Nacional e da Secretaria da Defesa Nacional.

De acordo com o GAP, a suspensão de voos foi uma decisão das companhias aéreas.

Entretanto, companhias aéreas norte-americanas como a United, Southwest e Alaska e as canadianas Air Canada e WestJet/Sunwing anunciaram o cancelamento dos voos para vários destinos no México, incluindo Puerto Vallarta.

Puerto Vallarta, que tem cerca de meio milhão de habitantes, é um dos principais destinos turísticos da costa do Pacífico do México.


O Cartel Jalisco Nova Geração, no México, está a levar a cabo uma onda de ataques em várias zonas do país, após o seu líder, conhecido por 'El Mencho' ter ser abatido durante uma operação militar. Para já não há relato oficial de vítimas. Vídeos partilhados nas redes sociais mostram momentos de pânico da população.


EUA alertam que Irão pode ter bomba nuclear pronta em uma semana... O Irão garante que o trabalho com urânio enriquecido não é para a construção de uma bomba. Os Estados Unidos asseguram que sim e têm o apoio de Israel para repetir os ataques aliados de junho contra alvos em território iraniano.

Por Sicnoticias 

Os Estados Unidos acreditam que o Irão pode ter uma bomba nuclear pronta dentro de uma semana. Por isso mesmo, a presença militar norte-americana no Golfo Pérsico está a aumentar, e Israel já afirmou estar preparado para uma nova aliança com os Estados Unidos para voltar a atacar alvos iranianos. Ao mesmo tempo, o povo do Irão continua os protestos contra o regime.

Witkoff é o homem escolhido por Donald Trump para negociar o fim do programa nuclear no Irão. É também o homem que acaba de fazer uma afirmação explosiva:

"Têm enriquecido urânio muito além do necessário para produzir energia nuclear civil. Chegam aos 60% de pureza físsil. Provavelmente estão a uma semana de ter material industrial, de fabricar bombas de nível undustrial, e isso é muito perigoso."

Esta declaração justifica as movimentações dos militares norte-americanos. No Golfo Pérsico já se encontram dois porta-aviões e vários navios de carga, que apoiam uma frota marítima e aérea de considerável capacidade de destruição, mas talvez não com o poder de dissuasão que Trump esperava.

"Com este tipo de pressão, com a quantidade de poder naval que temos lá, porque não vieram ter connosco e dizer 'declaramos que não queremos uma arma, por isso eis o que estamos dispostos a fazer', porquê? É difícil levá-los a esse ponto."

O Irão garante que o trabalho com urânio enriquecido não é para a construção de uma bomba. Os Estados Unidos asseguram que sim e têm o apoio de Israel para repetir os ataques aliados de junho contra alvos em território iraniano. Trump esperava que esta possibilidade tivesse outro efeito em Teerão.

"Não quero usar a palavra 'frustrado', porque ele entende que tem muitas alternativas, mas está curioso por saber por que não cederam… Não quero usar a palavra 'capitularam', mas por que não capitularam?"

O povo iraniano também se manifesta nas ruas, um rotundo não à bomba e não à guerra, o que significa que o regime dos aiatolas enfrenta oposição interna e externa. O presidente iraniano já afirmou que não vai ceder perante as ameaças militares, acrescentadas ao discurso mundial no meio das negociações de paz com a República Islâmica.

Sobre os protestos em Teerão, Masoud Pezeshkian não comentou, mas muitos manifestantes que começaram a invadir as ruas do Irão em dezembro passado protestavam contra a crise financeira e de valores imposta por um regime ortodoxo e castrador de liberdades.

No início, o verbo do aiatola ficou logo definido:

"Falamos com os manifestantes, eles devem falar, as autoridades devem falar com os manifestantes, mas não faz sentido falar com os desordeiros. Os desordeiros devem ser postos no seu lugar"

O povo iraniano rejeita a classificação de motins e garante que se trata antes de repressão policial, que resultou em mais de 30 mil mortos e mais de 50 mil detidos. No início dos protestos, Trump avisou:

"Se começarem a matar pessoas como fizeram no passado, penso que vão ser severamente atingidos pelos Estados Unidos."

O facto é que houve mortes e o presidente Trump não interveio. Agora ameaça fazê-lo devido ao programa nuclear, num fim de semana em que os protestos civis voltaram em força às cidades do Irão.


Com 300 aviões de combate, dois porta-aviões e até submarinos com mísseis de cruzeiro, a presença americana na região é significativa. Será que estamos a ver uma fase de dissuasão ou algo mais próximo de um confronto direto?

Rússia lança 300 drones e 50 mísseis contra a Ucrânia numa só noite... Apesar das defesas antiaéreas terem abatido a maioria dos projéteis, 37 atingiram diretamente o solo, causando pelo menos 18 mortos e mais de 40 feridos.

Por  SIC Notícias

A Ucrânia foi alvo de intensos ataques russos na última noite. Foram lançados quase 300 drones e 50 mísseis contra território ucraniano. Pelo menos uma pessoa morreu e 17 ficaram feridas. O sistema energético, já fragilizado, foi de novo atingido.

A partir das quatro da manhã, os ucranianos perceberam que estavam perante mais uma intensa investida russa.

A Rússia começou a lançar mísseis e drones, uns a seguir aos outros, para diferentes zonas do país. Foram atingidas a região de Odessa, no sul, Poltava, no leste, o centro do país, mas o principal alvo foi a capital.

Valentyna vive num bairro nos subúrbios de Kiev e ficou presa debaixo do telhado que ruiu.

"Não consegui sair porque o teto tinha desabado, estava descalça e a escada para o primeiro andar estava completamente coberta pelo teto, vidro e outros escombros… de alguma forma consegui passar, e depois vi que o edifício estava a arder", contou.

Ela e outras sete pessoas, incluindo uma criança, tiveram de ser retiradas dos escombros.

"Fiquei em choque. Mesmo agora, parece que estou a sonhar."

Valentyna, que ao fim de quatro anos viveu a guerra de perto, diz que o mundo não está a fazer o que pode.

"Olhem, olhem que genocídio. Vejam o que está a acontecer; não há fim à vista. E onde está o mundo a olhar?"

Em poucas horas, a Rússia lançou quase 300 drones e 50 mísseis. A maioria foi abatida pelas defesas antiaéreas, mas mesmo assim pelo menos 37 atingiram o solo diretamente.

Em Odessa, o alvo foi a já frágil estrutura energética, o que causou diversos incêndios. Uma pessoa morreu e há pelo menos 17 feridos em todo o país.

A Ucrânia também lançou dezenas de drones para território russo. A Rússia afirma que os abateu. Quinze terão sido derrubados perto de Moscovo, o que causou fortes constrangimentos nos aeroportos da capital russa.

À parte dos ataques, houve duas explosões consecutivas em Lviv, no oeste do país. A polícia estava no local porque tinha sido chamada para uma suspeita de assalto quando as duas bombas foram detonadas. O incidente está a ser encarado como um ataque terrorista. Um polícia morreu e 24 pessoas ficaram feridas.

O presidente Zelensky garante que o ataque foi planeado pela Rússia.


Após quatro anos de conflito, as negociações de paz entre Ucrânia e Rússia permanecem sem resultados concretos, apesar do envolvimento dos Estados Unidos. Um possível encontro entre Zelensky e Putin poderá acontecer nas próximas semanas com a presença de Trump.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

ESTADOS UNIDOS: Homem morto a tiro após tentar entrar na casa de Trump em Mar-a-Lago... Um homem foi morto pelo Serviços Secretos norte-americano depois de ter entrado no perímetro de segurança da residência de Donald Trump em Mar-a-Lago. O incidente ocorreu durante a madrugada (início da manhã em Portugal). O presidente norte-americano está em Washington DC.

© Kevin Dietsch/Getty Images   noticiasaominuto.com 22/02/2026

Os Serviços Secretos dos Estados Unidos informaram, este domingo, que mataram um homem que tentou entrar na residência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Florida.  

"No dia 22 de fevereiro, pelas 01h30 locais (06h30, em Lisboa), um homem na casa dos 20 anos foi morto a tiro pelos agentes dos Serviços Secretos e um delegado do gabinete do Xerife do condado de Palm Beach depois de ter entrado sem autorização no perímetro de segurança de Mar-a-Lago", pode ler-se num comunicado dos Serviços Secretos.

A mesma nota refere que a identidade do homem não será divulgada enquanto a sua família não for notificada, adiantando também que houve uma troca de tiros entre os agentes e o suspeito.

"O indivíduo foi visto no portão norte da propriedade de Mar-a-Lago e parecia estar armado com uma caçadeira e um bidão de combustível", indica.

O presidente norte-americano não estava em Mar-a-Lago no momento do incidente, uma vez que se encontra na Casa Branca, em Washington DC.

"O incidente, incluindo o histórico do suspeito, as suas ações, possível motivação e uso de força, está a ser investigado pelo FBI, pelos Serviços Secretos e pelo gabinete do Xerife do condado de Palm Beach", salienta o comunicado.

Os agentes dos Serviços Secretos que estiveram envolvidos no tiroteio irão ficar de licença "enquanto aguardam o resultado da investigação", um procedimento habitual neste tipo de casos.

De recordar que Donald Trump sofreu já duas tentativas de assassinato. Em 2024, o republicano foi alvo de um atentado durante um comício em Butler, na Pensilvânia. Na altura, a bala atingiu Trump de raspão e o atirador foi morto.

No mesmo ano, um homem armado entrou no clube de golfe de Donald Trump, tendo sido encontrado escondido entre os arbustos. O suspeito, Ryan Routh, foi condenado a prisão perpétua após ter sido considerado culpado pela tentativa de assassinato.


O homem foi considerado culpado de cinco crimes, incluindo a tentativa de matar um candidato presidencial, e condenado a prisão perpétua. Ryan Routh montou um posto de atirador junto do campo de golfe do atual presidente norte-americano, tendo sido impedido por um agente dos Serviços Secretos.


Exército do Mali anuncia "neutralização" de cerca de 50 "terroristas"... O Exército do Mali anunciou a "neutralização" de aproximadamente 50 "terroristas" na região de Bougouni, no sudoeste do país, perto das fronteiras com a Guiné e a Costa do Marfim.

© AMAURY FALT-BROWN/AFP via Getty Images   Por LUSA  22/02/2026

As Forças Armadas do Mali "realizaram com sucesso ataques direcionados contra um grupo terrorista armado", resultando na "neutralização" de aproximadamente 50 indivíduos e na destruição das suas armas, informou o Estado-Maior do Exército em comunicado.

O confronto ocorreu no sábado numa zona da região de Bougouni, a cerca de 180 quilómetros a sul da capital, Bamaco. As autoridades não forneceram mais detalhes sobre o incidente.

Este anúncio surge pouco depois de o Exército ter noticiado a "neutralização" de aproximadamente 20 "terroristas" em explosões levadas a cabo em Ségou, a nordeste de Bamaco, numa operação de proteção de um comboio das Forças Armadas.

Governado por uma junta militar desde 2020, o Mali continua mergulhado numa profunda crise de segurança devido à atividade de grupos de extremistas ligados tanto ao autoproclamado Estado Islâmico (ISIS) como à Al-Qaida, responsáveis por frequentes ataques contra as Forças Armadas e a população civil.


Leia Também: UE declara Guarda Revolucionária do Irão organização terrorista

A União Europeia (UE) formalizou hoje a inclusão da Guarda Revolucionária iraniana na sua lista de terroristas, após a repressão de manifestações recentes no país que causou milhares de mortos e um acordo político dos Estados-membros.

Ucrânia, um país que sangra e descobre os seus podres mas não se rende... Condenada em muitas previsões à derrota desde os momentos iniciais da invasão russa, a Ucrânia resiste há quatro anos a bombardeamentos diários, apagões acumulados, ofensivas terrestres em desvantagem militar, mas também a sucessivos escândalos de corrupção.

Por LUSA 

Apesar da fadiga de uma guerra que custou centenas de milhares de baixas aos dois lados do conflito e das pressões do Kremlin e da Casa Branca para Kyiv abdicar da região leste do Donbass, as sondagens indicam que a maioria dos ucranianos apoia a continuação da luta.

Eis alguns pontos essenciais sobre o impacto da guerra na Ucrânia:

Baixas militares

No início do mês, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky ,indicou que 55 mil militares do país morreram ao longo do conflito, mais 12 mil do que apontara um ano antes, adicionando "um grande número" de desaparecidos.

O registo oficial está bastante abaixo do estimado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), que apontou entre 100 mil e 140 mil soldados mortos até ao fim de 2025.

Na estimativa do CSIS, as baixas totais da Ucrânia, entre mortos, feridos e desaparecidos, situa-se entre 500 mil e 600 mil, cerca de metade das perdas russas, incluindo 325 mil fatais.

Enquanto Zelensky evita a mobilização militar abaixo dos 25 anos, o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, reconheceu em janeiro que dois milhões de ucranianos estão a furtar-se ao recrutamento e 200 mil soldados são dados como potenciais desertores.

Vítimas civis

Nos últimos quatro anos, morreram pelo menos 15.172 civis ucranianos, dos quais 766 eram crianças, e 41.378 foram feridos, segundo dados da ONU.

As vítimas civis em 2025 aumentaram 31% face ao ano anterior e 70% em relação a 2023, refletindo os ataques diários de centenas de drones e mísseis de longo alcance.

Para a organização Action on Armed Violence, que analisou as vagas constantes de bombardeamentos, a subida de mortes civis resulta de "escolhas específicas de alvos em áreas povoadas ou ataques repetidos a infraestruturas urbanas".

Refugiados, deslocados e deportados 

O Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) regista mais de 3,6 milhões de deslocados na Ucrânia, a que se somam cerca de 5,3 milhões de refugiados na Europa e 550 mil no resto do mundo.

Para 2026, o ACNUR estima que 10,8 milhões de ucranianos, mais de um quarto da população estimada, precisarão de proteção e ajuda humanitária, dos quais 3,6 milhões são prioritários.

Noutro tema sensível para Kyiv, quase 20 mil crianças e menores foram separados das famílias nos territórios ocupados e deportados para a Rússia, segundo a organização ucraniana Bring Kids Back, tendo as autoridades de Kyiv registado a devolução de cerca de dois mil.

O rapto de menores levou à emissão em 2023 de mandados de captura do Tribunal Penal Internacional para o Presidente russo, Vladimir Putin, e para a comissária dos Direitos das Crianças russa, Maria Lvova-Belova.

"Terrorismo energético"

No mês de janeiro mais frio numa década, a Ucrânia foi alvejada por 4.442 drones e 135 mísseis, segundo o jornal The Kyiv Independent, que apresenta um gráfico do 'think tank' energético ucraniano Green Deal Ukraina (GDU), dando conta da perda de cerca de dois terços dos mais de 40 gigawatts de capacidade anterior à guerra, o que explica os atuais apagões em série.

Num quadro descrito como "terrorismo energético", o sistema "está à beira do colapso", de acordo com Vladyslav Mikhnych, diretor do Laboratório de Energia e Clima de Kyiv e consultor do GDU, citado pelo jornal, levando a níveis recorde de importações de eletricidade no mês passado.

Apoio ao esforço de guerra

A mais recente sondagem do Instituto Internacional de Sociologia de Kyiv, realizada entre 23 e 29 de janeiro, mostrou que 65% dos inquiridos apoiam o esforço de guerra "o tempo que for necessário" e 52% opõem-se à cedência do Donbass em troca de garantias de segurança, contra 40% que a aceitariam.

No início da guerra, 82% recusavam entregar territórios à Rússia, mas as respostas atuais trazem o elemento novo das garantias de segurança, presumivelmente supervisionadas pelos Estados Unidos, que não existia em 2022.

Os dados indicam ainda que apenas 20% acreditam no fim do conflito nas próximas semanas e 90% apoiam ataques em solo russo, dos quais 80% defendem que devem visar outros alvos além dos militares.

Apoio externo 

O Presidente ucraniano confirmou na quarta-feira que o país recebeu cerca de 500 milhões de euros em apoio militar através de compras de armas aos Estados Unidos, no âmbito da Lista Prioritária da Ucrânia (PURL), lançada no verão pela NATO para suprir a interrupção quase total da ajuda direta de Washington.

Mas Zelensky alerta que as forças armadas precisarão de muito mais, acima de 12 mil milhões de euros, para serem eficientes na linha da frente em 2026 e "privar a Rússia do instrumento de pressão que o terror aéreo representa".

Segundo o Instituto Kiel, que monitoriza a ajuda pública a Kyiv, o apoio total em 2025 "manteve-se próximo dos anos anteriores", apesar do afastamento dos Estados Unidos, que eram o maior doador bilateral.

Em compensação, os países europeus aumentaram o auxílio financeiro e humanitário em 59% e o militar em 67%, donde se destaca uma grande subida de compras na indústria ucraniana, cuja quota já atinge os 22% do total.

O instituto alemão observa que a ajuda financeira e humanitária é agora dominada (89%) por entidades da UE, que em dezembro aprovou um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia nos próximos dois anos, em alternativa à utilização de ativos congelados russos, antes da preparação do 20.º pacote de sanções a Moscovo.

Escândalos e corrupção 

A recente detenção do ex-ministro German Galushchenko, quando tentava fugir do país, é o episódio mais recente de uma série de escândalos desde a invasão russa.

O caso centra-se num sistema de subornos e branqueamento de capitais avaliado em cerca de 86 milhões de euros em contratos da energética estatal Energoatom, atingindo figuras próximas de Zelensky, incluindo o empresário Timur Mindich, suspeito de liderar esta rede, e o ex-chefe de gabinete Andriy Yermak, além de dois ministros, Galushchenko, ex-titular da Justiça e da Energia, e Svitlana Grynchuk, que lhe sucedeu nesta pasta.

A corrupção é considerada endémica na Ucrânia como parte da herança soviética e um fator essencial na integração na UE, tendo os recentes casos abalado a confiança nos altos servidores públicos, apesar das investigações judiciais e rápidos afastamentos dos visados

Nos últimos anos, foram divulgados outros escândalos, sobretudo na Defesa, por suspeitas acumuladas em aquisições militares e subornos nos centros de recrutamento, que levaram à saída do ex-ministro Oleksiy Reznikov, quatro vice-ministros, cinco governadores regionais e dois chefes de agências governamentais.

Eleições

Sob pressão da Casa Branca e Moscovo, o Presidente ucraniano tem repetido que aceita realizar eleições, mas condiciona a marcação a um cessar-fogo e às garantias de segurança.

Apesar da lei marcial em vigor, que lhe garante o prolongamento automático do mandato terminado em 2024, Zelensky pediu ao parlamento que avalie reformas para viabilizar uma votação, ainda que acredite que "ninguém na Ucrânia quer eleições durante uma guerra" e que os russos apenas o querem substituir.

Kyiv alega também que uma votação universal é prejudicada pela presença russa nas regiões ocupadas, a que se somam centenas de milhares de militares mobilizados para a frente de combate e ausência de milhões de deslocados e refugiados.

Dinamarca garante que Gronelândia não precisa de navio-hospital dos EUA... A Dinamarca afirmou hoje que a Gronelândia não precisa de uma iniciativa de saúde específica e que o acesso à saúde é universal, numa reação ao anúncio de envio de um navio-hospital norte-americano para território autónomo dinamarquês.

Por LUSA 

"A população da Gronelândia recebe os cuidados de saúde de que precisa. Recebe-os na Groenlândia e, se necessitar de tratamento especializado, recebe-o na Dinamarca. Portanto, não há necessidade de uma iniciativa especial de saúde na Groenlândia", disse o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, à emissora dinamarquesa DR

Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, sem mencionar explicitamente a proposta norte-americana afirmou estar "feliz por viver num país onde o acesso à saúde é gratuito e igual para todos".

"Onde o seguro saúde ou a riqueza não determinam se alguém recebe um tratamento digno. A abordagem é a mesma na Groenlândia", escreveu a governante no Facebook.

Assim como na Dinamarca, o acesso à saúde é gratuito na Groenlândia, que administra o seu próprio sistema de saúde, mas depende fortemente de profissionais dinamarqueses.

Existem cinco hospitais regionais na vasta ilha ártica, sendo que o de Nuuk recebe pacientes de todo o território.

O governo da Groenlândia assinou um acordo com Copenhaga no início de fevereiro para melhorar o tratamento de pacientes groenlandeses em hospitais dinamarqueses.

No sábado, Donald Trump escreveu na sua plataforma Truth Social que enviaria "um grande navio-hospital para a Groenlândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não têm tratamento", sem mencionar números ou especificar pormenores.

O Presidente norte-americano indicou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em dezembro como Enviado Especial dos EUA para a ilha ártica.

Ao ser contactado pela DR, Lund Poulsen afirmou que não tinha conhecimento da possível chegada de um navio-hospital à Groenlândia.

"Trump está constantemente a escrever sobre a Groenlândia (...). Portanto, esta é, sem dúvida, uma expressão do novo normal que se instalou na política internacional", declarou.

No sábado, o Comando do Ártico anunciou o resgate de um tripulante de um submarino norte-americano próximo à costa de Nuuk, capital da Groenlândia.

Japão introduz autorizações eletrónicas de viagem para 74 países... O Japão vai implementar um sistema de autorização eletrónica de viagens para cidadãos de países que atualmente não necessitem de visto para estadias curtas, incluindo Portugal e o Brasil, informou hoje o Nikkei.

Por LUSA 

De acordo com um projeto de lei de reforma da imigração, consultado pelo jornal financeiro, o Governo irá exigir que as companhias aéreas neguem o embarque aos viajantes que não tenham uma autorização eletrónica

O sistema, inspirado no Sistema Eletrónico para Autorização de Viagem dos Estados Unidos, terá uma taxa a pagar e será aplicado a visitantes e turistas de 74 países isentos de vistos de curta duração.

A lista inclui Portugal, Brasil e as regiões chinesas de Hong Kong e Macau, assim como alguns dos maiores mercados de turistas para o Japão: Coreia do Sul, Taiwan e Estados Unidos.

As pessoas que visitem o Japão por menos de 90 dias deverão fornecer informações pessoais online, bem como o objetivo da viagem e o local de alojamento.

O novo sistema deverá ser implementado no ano fiscal de 2028, que começa em abril de 2028 e decorre até maio de 2029.

O objetivo das autoridades japonesas é impedir a entrada de "estrangeiros indesejáveis" no país, declarou a primeira-ministra Sanae Takaichi, na sexta-feira, no primeiro discurso no parlamento após a recente vitória eleitoral.

Takaichi justificou a medida, denominada "JESTA", como uma forma de filtrar os estrangeiros que entram no país, que está a sentir um aumento do turismo, e "facilitar a entrada de visitantes que não representam um problema".

No discurso, a primeira mulher a liderar a nação asiática delineou também outras prioridades para as futuras políticas em relação aos estrangeiros, como a revisão das normas que regem a compra de terras.

O Governo conservador já tinha proposto um pacote de medidas no final de janeiro para endurecer as leis de imigração, incluindo requisitos mais rigorosos para a obtenção da cidadania japonesa.

"Devemos ter em conta o facto de que as atividades ilegais e as violações das regras por parte de alguns estrangeiros criaram uma situação em que a população se sente desconfortável e injustiçada", disse Takaichi, na sexta-feira.

Além de ter recebido em 2025 um número recorde de 42,6 milhões de turistas, o Japão contava com quase quatro milhões de residentes estrangeiros.

A maior comunidade estrangeira era oriunda da China enquanto os brasileiros representavam a sexta maior.

Setores da sociedade japonesa criticaram o que consideram ser a permissividade excessiva por parte das autoridades, o que se traduziu em ganhos eleitorais para partidos abertamente xenófobos.

As eleições de 08 de fevereiro viram o movimento anti-imigração de direita Sanseito aumentar o número de assentos na câmara baixa do parlamento do Japão, passando de dois para 15.

Trump anunciou que vai enviar "grande navio-hospital" para a Gronelândia... O Presidente dos Estados Unidos (EUA) anunciou que vai enviar um navio-hospital para a Gronelândia, um território autónomo dinamarquês que Donald Trump cobiça.

Por LUSA 

"Vamos enviar um grande navio-hospital para a Gronelândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não estão a receber tratamento lá", escreveu Trump.

"Está a caminho!!!", acrescentou o republicano, no sábado, na plataforma que detém, a Truth Social, sem especificar o número de doentes ou quem poderá beneficiar do navio-hospital.

A mensagem é acompanhada por uma imagem, aparentemente gerada por inteligência artificial, que mostra o USNS Mercy, um navio de 272 metros de comprimentos, geralmente estacionado no sul da Califórnia, a navegar em direção a um horizonte de montanhas nevadas.

O presidente dos Estados Unidos não especificou se este é o navio que será de facto enviado para a Gronelândia.

Trump indicou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em dezembro como enviado especial dos EUA para a ilha ártica.

O republicano tem acusado os europeus de não protegerem adequadamente a Gronelândia contra as ambições russas e chinesas no Ártico e ameaçou assumir o controlo da ilha, defendendo a necessidade de ali instalar defesas anti-míssil dos Estados Unidos.

No entanto, Donald Trump recuou nas ameaças após a assinatura de um acordo-quadro com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

O rei da Dinamarca, Frederic X, visitou esta semana a Gronelândia, onde, apesar do difícil passado colonial da Dinamarca, a monarquia goza há muito tempo de grande popularidade.

Poucas horas antes da mensagem de Trump, o exército dinamarquês anunciou a evacuação de um tripulante de um submarino norte-americano próximo de Nuuk, que "precisava de tratamento médico urgente", para o hospital da capital da Gronelândia.

Na sexta-feira, a Aliança Atlântica reuniu unidades de forças especiais da Suécia e da Dinamarca para exercícios de treino na Gronelândia, as primeiras manobras desde o lançamento da Operação Sentinela Ártica,

Os novos exercícios militares da NATO na Gronelândia vão estar sob a coordenação do Comando Conjunto Norfolk (JFC Norfolk) e fazem parte dos planos da Aliança Atlântica para o fortalecimento militar da região do Ártico. 

Paralelamente, as manobras incluem exercícios nacionais como o Arctic Endurance da Dinamarca e o Cold Response da Noruega, nos quais dezenas de milhares de militares operam com o objetivo de melhorar a coordenação das forças da NATO.

No âmbito do destacamento, um pelotão de Rangers da Força Aérea Sueca foi enviado para a Gronelândia para treinar durante duas semanas ao lado das Forças Armadas Dinamarquesas, com o fim de reforçar a segurança regional e praticar a defesa do flanco norte aliado.

A Suécia contribui também com aviões de combate destacados para a missão de vigilância aérea da NATO na Islândia.


Leia Também: Gronelândia: Suécia e Dinamarca iniciaram manobras sob comando da NATO

A Aliança Atlântica reuniu unidades de forças especiais da Suécia e da Dinamarca para exercícios de treino na Gronelândia, as primeiras manobras desde o lançamento da Operação Sentinela Ártica.


Várias explosões ouvidas em Kyiv após alerta de mísseis balísticos... Várias explosões foram ouvidas hoje na capital da Ucrânia, Kiev, onde as autoridades já tinham alertado para o risco de ataques com mísseis balísticos, dois dias antes do quarto aniversário do início da invasão russa.

Por LUSA 

"Foi declarado um alerta de ataque aéreo em Kyiv devido à ameaça do inimigo de usar armas balísticas", disse a administração militar da capital ucraniana pouco antes das explosões, que foram ouvidas por volta das 04h00 (02h00 em Lisboa).

A Rússia lançou uma invasão em grande escala da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Desde então, dezenas, senão centenas, de milhares de pessoas foram mortas de ambos os lados, e milhões de refugiados fugiram da Ucrânia, onde vastas áreas do território foram devastadas pelos combates.

Também durante a madrugada, explosões mataram uma agente da polícia e feriram pelo menos outras 15 pessoas em Lviv, no noroeste da Ucrânia, disse o autarca local, que denunciou um "ato terrorista".

De acordo com as autoridades regionais, a polícia foi chamada por volta das 00:30 (22:30 de sábado em Lisboa) para atender a uma ocorrência de invasão de uma loja no centro da cidade, perto da fronteira com a Polónia e longe da linha da frente.

Ouviu-se uma explosão quando uma patrulha chegou ao local, seguida de outra quando chegou uma segunda equipa, segundo a mesma fonte, que também confirmou a morte de uma agente da polícia de 23 anos.

"Este é claramente um ato terrorista", disse o autarca Andriy Sadovy num vídeo publicado nas redes sociais.

"Quinze pessoas estão a receber assistência médica, algumas em estado muito grave. Uma polícia morreu", lamentou.

As autoridades divulgaram imagens da fachada de um edifício com montras destruídas numa rua onde os passeios estão cobertos de neve.

A Rússia, que ocupa quase 20% do território ucraniano, bombardeia diariamente áreas civis e infraestruturas, tendo recentemente desencadeado a pior crise energética do país desde o início da invasão.

"Não podemos dizer que estamos a perder a guerra, honestamente, certamente não estamos. A questão é se vamos ganhar", disse o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky à agência de notícias France-Presse, na sexta-feira.

Marchas de solidariedade com as crianças ucranianas realizam-se hoje em várias cidades portuguesas, incluindo Porto, Coimbra e Lisboa, a dois dias do quarto aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia, a 24 de fevereiro de 2022.

Organizadas pela comunidade ucraniana em Portugal, as marchas pretendem assinalar os quatro anos da invasão russa da Ucrânia e chamar a atenção para o impacto da guerra nas crianças ucranianas, um dos grupos mais vulneráveis do conflito.

De acordo com a UNICEF, à entrada do quinto ano de guerra, um terço das crianças da Ucrânia continuam deslocadas, quase 2,6 milhões. Cerca de 1,8 milhões dessas crianças vivem como refugiadas fora do país e mais de 791 mil estão deslocadas dentro da Ucrânia.

Pelo menos 3.200 crianças morreram ou ficaram feridas durante os quatro anos de guerra.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

SOBE PARA 7 O NÚMERO DE MORTOS APÓS INCÊNDIO DEVASTADOR EM BAFATÁ

Por RSM 21.02.2026

Subiu para sete (7) o número de mortos resultantes do incêndio devastador que atingiu 171 pessoas na cidade de Bafatá leste da Guiné-Bissau.

A confirmação foi feita este sábado, 21 de fevereiro,  por uma fonte ligada ao Hospital Nacional Simão Mendes, que informou o registo de mais duas vítimas mortais nas últimas horas.

De acordo com as autoridades de saúde, várias vítimas continuam internadas em estado crítico, o que mantém a população em alerta e apreensão quanto à possível evolução do número de óbitos.

A Polícia Judiciária anunciou a detenção do proprietário da bomba improvisada que terá provocado o incêndio. 

Segundo as primeiras informações, o artefacto terá estado na origem da explosão que desencadeou o fogo de grandes proporções.

As autoridades garantem que as investigações prosseguem para apurar responsabilidades criminais e eventuais cúmplices.

O caso continua a gerar forte comoção em toda a sociedade guineense. Autoridades governamentais, organizações civis e cidadãos manifestam solidariedade às famílias das vítimas, ao mesmo tempo que exigem medidas rigorosas para evitar tragédias semelhantes no futuro.

A cidade de Bafatá permanece sob forte impacto emocional, enquanto decorrem investigações e esforços médicos para salvar os feridos.

Mais atualizações poderão ser divulgadas a qualquer momento.

PJ ABRE INQUÉRITO E DETÉM RESPONSÁVEL POR BOMBA DE COMBUSTÍVEL NA SEQUÊNCIA DO INCÊNDIO EM BAFATÁ.

A Polícia Judiciária (PJ) informa a opinião pública que, na sequência do incêndio ocorrido numa bomba de combustível na cidade de Bafatá — incidente que resultou na morte de uma pessoa e em ferimentos graves de mais de uma centena de cidadãos — foi imediatamente instaurado o competente inquérito criminal, com vista ao apuramento rigoroso dos factos, das suas causas e das eventuais responsabilidades.

No âmbito das diligências investigativas já realizadas, uma equipa integrada por agentes de investigação criminal e peritos da PJ deslocou-se a Bafatá, onde procedeu a recolha de vestígios, levantamento técnico no local, obtenção de elementos probatórios e audição de intervenientes relevantes para a investigação.

Como resultado das diligências em curso, a PJ procedeu à detenção do proprietário da empresa, o qual foi transferido para o Centro de Detenção da Polícia Judiciária, em Bissau, ficando à disposição das autoridades competentes, nos termos da lei.

A Polícia Judiciária esclarece que as investigações prosseguem, mantendo-se em curso o trabalho técnico-pericial destinado a identificar a origem e a causa do incêndio, bem como a determinar a eventual responsabilidade de outros autores, a título de participação, coautoria ou omissão relevante.

Informa-se, ainda, que na próxima semana serão ouvidos em Bissau altos responsáveis da administração do setor, representantes da Delegacia Regional da Energia e demais entidades competentes, no quadro da recolha de informações e do aprofundamento da prova, visando o completo esclarecimento do sucedido.

A Polícia Judiciária reitera o seu compromisso com a legalidade, a verdade material e a responsabilização efetiva, assegurando que manterá a população informada dentro dos limites do segredo de justiça e da salvaguarda da investigação.

Polícia Judiciária da Guiné-Bissau

Direção Nacional – Bissau

Sobe para 230 total de mortos na época das chuvas em Moçambique... O número total de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu para 230, com registo de quase de 863,5 mil pessoas afetadas, desde outubro, indicou hoje o instituto de gestão de desastres.

Por LUSA 

De acordo com informação atualizada da base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), foram afetadas 863.433 pessoas na presente época das chuvas, correspondente a 200.702 famílias, havendo também 12 desaparecidos e 321 feridos.

Este balanço contabiliza mais dois mortos face à atualização de quinta-feira.

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos - afetando 724.131 pessoas - e a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, causou mais quatro mortos, segundo os dados atualizados do INGD sobre a época das chuvas.

Acrescenta-se que um total de 15.254 casas ficaram parcialmente destruídas, 6.121 totalmente destruídas e 183.824 inundadas, na presente época chuvosa. Um total de 272 unidades de saúde, 82 locais de culto e 679 escolas foram afetadas em pouco mais de quatro meses e meio.

Os dados do INGD indicam ainda que 555.040 hectares de áreas agrícolas foram afetados neste período, 288.016 hectares dos quais dados como perdidos, atingindo 365.784 agricultores. Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afetados 7.845 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.

Desde outubro, o instituto de gestão de desastres moçambicano ativou 149 centros de acomodação, que albergaram 113.478 pessoas, dos quais 41 ainda estão ativos, com pelo menos 33.905 pessoas.