sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Último hora: A COMISSÃO ORGANIZADORA DO CARNAVAL 2026 DEMITIU-SE EM BLOCO

Por   Rádio Sol Mansi   13-02-2026

Toda a staff da comissão organizadora nacional do carnaval 2026 demitiu-se em bloco.

A menos de 24 horas do início do maior evento cultural a nível nacional, o carnaval 2026, a presidente da comissão organizadora, Arthemiza Mendonça, e toda a estrutura da comissão organizadora demitiram-se nesta sexta-feira (13-02) das suas funções.

A decisão saiu numa reunião que a presidente da comissão organizadora teve com os membros da comissão organizadora, e todos eles pediram demissão em bloco.

De acordo com as informações apuradas pela Rádio Sol Manso, a decisão tem a ver com a usurpação dos poderes, já que um grupo de pessoas dentro do ministério foi atribuído às responsabilidades da comissão.

É importante recordar que ontem, quinta-feira, na abertura oficial do Carnaval 2026, foi notada a ausência de Arthemisa, que posteriormente teve sua demissão confirmada.

Arthemiza Mendonça, jornalista da carreira e ativista, foi dado posse em então ministro da cultura juventude e dos desportos Alfredo Malú, em Outubro de 2025, para presidir a comissão nacional organizadora do carnaval 2026, com objetivo de realizar um carnaval inclusivo e participativo.

Ministro da Defesa alemão e Zelensky inauguram produção de drones... O primeiro drone de combate alemão-ucraniano fabricado na Alemanha foi entregue hoje à Ucrânia, na presença do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, e do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

© Danil Shamkin/NurPhoto via Getty Images    LUSA  13/02/2026 

Este drone fabricado na Alemanha é fruto da 'joint venture' Quantum Frontline Industries (QFI), criada em dezembro pela empresa alemã Quantum Systems e pela empresa ucraniana Frontline Robotics. 

A QFI tem uma capacidade inicial de "10.000 drones por ano", afirmou Pistorius em Gauting, durante uma cerimónia que antecedeu a Conferência de Segurança de Munique (MSC), na Alemanha.

Os drones produzidos, do modelo Linz, já são utilizados pela defesa ucraniana para missões de combate, reconhecimento e apoio logístico, indicou Pistorius.

Empresas como a QFI têm uma importância estratégica, pois baseiam-se nas lições aprendidas "com os volumes consideráveis de dados e a experiência adquirida no campo de batalha na Ucrânia", adiantou o ministro alemão.

Zelensky agradeveu ao "povo alemão pelo apoio prestado desde o início da guerra" à Ucrânia.

A Europa "vive a maior guerra terrestre dos últimos 80 anos, é imperativo que seja forte e independente", defendeu Zelensky, acrescentando que é igualmente relevante manter-se "ligada e parceira dos Estados Unidos".

A Ucrânia multiplicou a sua produção de drones desde a invasão russa no inverno de 2022, mas considera-se que são necessários mais aparelhos para o esforço de guerra do país.

Já Berlim também tem procurado reforçar o seu desenvolvimento de drones para as Forças Armadas alemãs (Bundershwer) e celebrou recentemente contratos com as empresa Helsing, com sede em Munique e especialista em inteligência artificial, e com a Stark Defence.

Segundo a Deutsche Welle, os contratos, que terão uma duração de sete anos, podem chegar a 4,5 mil milhões de euros.

Contudo, partidos da oposição alemães como Os Verdes têm criticado o envolvimento da Stark Defence, que tem como um dos seus investidores Peter Thiel, um empresário próximo do Presidente norte-americano, Donald Trump.

A Conferência de Segurança de Munique arrancou hoje com a presença confirmada de mais de 60 chefes de Estado e de Governo, uma centena de ministros e cerca de um milhar de participantes de 120 países.

A 62.ª edição da MSC realiza-se até domingo num contexto de instabilidade e de "profunda incerteza", devido à política do Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu o presidente da conferência, o diplomata alemão Wolfgang Ischinger.

Cerca de 5.000 polícias alemães e de outros quatro países foram mobilizados para Munique para garantir a segurança do evento, mas também da cidade para onde estão convocadas 21 manifestações, incluindo duas contra o regime iraniano, até domingo.


Leia Também: "Paciência tem limites". República Checa pede demissão de relatora da ONU

A República Checa juntou-se hoje a França e Alemanha e pediu a demissão da relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos Ocupados, Francesca Albanese, por alegadamente ter considerado Israel "um inimigo comum da humanidade".

A visita oficial de Sua Excelência, o Dr. Florentino Mendes Pereira, Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, nesta sexta-feira (13.02.2026) à escritório da Socidade de Cabo da Guiné Bissau (SCGB), em Antula e a Estação Terminal do Cabo Submarino, localizada em Suro, setor de Prábis.

Visita de trabalho à Estação Terminal do Cabo Submarino de Suro

Tuti Vitória Iyere Com Ministério dos Transportes e Comunicações  13/02/2026

MINISTRO DOS TRANSPORTES, TELECOMUNICAÇÕES E ECONOMIA DIGITAL VISITA ESTAÇÃO TERRENA DO CABO SUBMARINO DA SCGB EM SURO

O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Sua Excelência Sr. Florentino Mendes Pereira, efetuou uma visita de trabalho à Estação Terrena do Cabo Submarino da Sociedade de Cabo da Guiné-Bissau (SCGB), localizada em Suro, setor de Prábis, acompanhado pela sua equipa técnica.

Sua Excelência, o Dr. Florentino Mendes Pereira, Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital

Durante a visita, o Ministro inteirou-se do funcionamento dos equipamentos estratégicos que asseguram a conectividade internacional do país, nomeadamente o sistema do cabo submarino, os geradores de suporte energético e o banco de baterias que garantem a estabilidade e continuidade do serviço. A deslocação permitiu avaliar de perto as condições técnicas da infraestrutura, considerada fundamental para o reforço da capacidade digital e da qualidade das telecomunicações na Guiné-Bissau.

Na ocasião, os responsáveis técnicos da SCGB apresentaram detalhadamente os sistemas de redundância energética e os mecanismos de segurança implementados para assegurar a operacionalidade contínua da estação, mesmo em situações de falha no fornecimento de energia.

Posteriormente, Sua Excelência deslocou-se ao escritório da SCGB, situado em Antula, onde manteve um encontro de trabalho com a direção da instituição. O encontro serviu para analisar o estado atual das operações, os desafios do setor e as perspetivas de expansão e modernização das infraestruturas de telecomunicações no país.

A visita insere-se no quadro da estratégia do Governo para o fortalecimento das infraestruturas digitais, com vista à melhoria da qualidade dos serviços de telecomunicações, à promoção da economia digital e ao desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau.

Diretor geral da sede instalações do cabo submarino

Intervenção do primeiro diretor administrativo

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, no âmbito da celebração do Carnaval, a maior manifestação cultural da Guiné-Bissau, concede a despensa de serviço aos funcionários e agentes da Administração Pública em todo o território nacional na próxima terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026.

 

@Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA APÓS AUDIÇÃO NO TRIBUNAL MILITAR SUPERIOR

Após ter sido ouvido esta sexta-feira no Tribunal Militar Superior, em Bissau, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, deixou as instalações judiciais sem prestar declarações diretas à imprensa, no entanto, deixou a seguinte mensagem: 

"Minha gente. Já terminou a audição com a Procuradoria do Tribunal Militar. Penso que esclarecemos definitivamente todas as questões, e o Tribunal Militar não terá problemas em se pronunciar. A ver o que se segue. Já estou em casa e bem. Agradeço a todos a atenção e acompanhamento."

Por outro lado, o porta-voz do coletivo de advogados, Mário Lino Pereira da Veiga, esclareceu aos jornalistas que Domingos Simões Pereira foi ouvido na qualidade de declarante, e não como arguido, no processo que investiga a suposta tentativa de subversão da ordem constitucional.
@Domingos Simões Pereira  13/02/2026

Timor-Leste cancela missão da CPLP à Guiné-Bissau... Timor-Leste, que preside à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), cancelou a missão de bons ofícios da organização lusófona que deveria chegar à Guiné-Bissau no próximo dia 18, disseram à Lusa fontes oficiais.

Por LUSA 
"Concordo com a decisão do Presidente da República em rejeitar prosseguir com a missão a Bissau", pode ler-se também num documento oficial enviado à Lusa.

A missão de bons ofícios da CPLP à Guiné-Bissau tinha data prevista de chegada ao país em 18 de fevereiro e deveria permanecer em Bissau até dia 21 do mesmo mês.

A Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) considera falsas e caluniosas as informações que dão conta da existência de uma alegada lista de clientes privilegiados que não pagam energia elétrica e cujos contadores não passam por inspeção e fiscalização. O diretor-geral da EAGB, Carlos Alberto Hadem, alerta que a Empresa irá tomar todas as medidas legais necessárias contra aqueles que tentarem pôr em causa o bom nome da instituição.

 

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA OUVIDO NO TRIBUNAL MILITAR SUPERIOR COMO DECLARANTE EM PROCESSO SOBRE ALEGADA TENTATIVA DE GOLPE

Rádio Sol Mansi

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, foi ouvido esta sexta-feira no Tribunal Militar Superior, em Bissau, no âmbito do processo relacionado com a alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro do ano passado.

Após mais de duas horas de audição, o também presidente do parlamento dissolvido em dezembro de 2023 pelo então chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, deixou as instalações judiciais sem prestar declarações diretas à imprensa.

À saída do tribunal, o porta-voz do coletivo de advogados, Mário Lino Pereira da Veiga, esclareceu aos jornalistas que Domingos Simões Pereira foi ouvido na qualidade de declarante, e não como arguido, no processo que investiga a suposta tentativa de subversão da ordem constitucional.

Confira o vídeo em português e crioulo!

A Delegação da União Europeia 🇪🇺 junto da República da Guiné-Bissau 🇬🇼 informa que as informações atualmente a circular sobre o seu alegado encerramento são falsas ❌

Não se deixe enganar, confirme sempre as fontes das informações!

Tal como sempre ao longo dos últimos 50 anos, a União Europeia mantém-se junto do povo Bissau-Guineense 🇬🇼🤝🇪🇺



DOMINGOS SIMÕES PEREIRA: Principal opositor guineense notificado a comparecer no Tribunal Militar... O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e presidente eleito do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, foi notificado para comparecer hoje no Tribunal Militar de Bissau.

© LUSA  13/02/2026 

A notificação não especifica em que qualidade o político foi convocado, nem indica o teor do processo.

Simões Pereira está em prisão domiciliária desde 30 de janeiro, após ter passado mais de 60 dias na Segunda Esquadra de Bissau.

O opositor foi detido por militares que protagonizaram um golpe de Estado na Guiné-Bissau em 26 de novembro, antes de serem divulgados os resultados das eleições.

Simões Pereira é líder do PAIGC e da coligação PAI- Terra Ranka, que venceu as eleições legislativas de junho de 2023 e foi afastada do poder com a dissolução do parlamento, tendo sido deposto da presidência do parlamento e o executivo substituído por um Governo de iniciativa presidencial.

Dois anos depois, a Guiné-Bissau foi a eleições gerais, presidenciais e legislativas, pela primeira vez sem o histórico partido PAIGC, excluído do processo eleitoral, assim como o líder, por decisão judicial.

O PAIGC apoiou nas eleições gerais de 23 de novembro de 2025 o candidato Fernando Dias, que reclamou vitória na primeira volta sobre o ex-Presidente e candidato a um segundo mandato, Umaro Sissoco Embaló.

Um golpe militar interrompeu o processo eleitoral, três dias depois das eleições e um dia antes da divulgação dos resultados oficiais provisórios.



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Representantes da diáspora guineense atribuíram hoje, em Lisboa, ao presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, um diploma de honra ao mérito pela defesa do povo e promoção da paz.

Três bebidas que prejudicam a saúde das artérias, alerta um cardiologista... A alimentação desempenha um papel fundamental na saúde das artérias. O seu cuidado poderá evitar o surgimento de condições sérias, como o AVC. Um cirurgião cardiologista destaca as três bebidas que desaconselha aos seus pacientes.

© Shutterstock   Mariline Direito Rodrigues    noticiasaominuto.com 13/02/2026 

As artérias têm como principal função transportar oxigénio e nutrientes que permitam o funcionamento adequado das células do corpo. Ora, é essencial manter a saúde destas, uma vez que podem ficar entupidas (ou obstruídas) devido à acumulação de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias. Esta condição é designada como aterosclerose. 

É preciso estar atento a esta situação, pois as placas de gordura nas artérias podem progredir para diagnósticos mais graves como trombose, enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). 

A alimentação desempenha um papel fundamental na saúde das artérias. Em declarações ao jornal Metrópoles, o cirurgião cardiologista Márcio Steinbruch revela que bebidas é que prejudicam as artérias.

1. Refrigerantes

O refrigerante, sobretudo as bebidas com gás, tem elevados níveis de açúcar, aumentando os triglicerídeos e a inflamação. Para além disso, não têm nenhum benefício nutricional. 

2. Licores

Este tipo de bebidas incluem elevados níveis de álcool e açúcar concentrado, perfazendo desta forma uma "dupla agressão às artérias". "Causam inflamação e aumentam a glicemia", notou o cirurgião. "Entre as bebidas alcoólicas, os licores são uma das mais prejudiciais", fez saber.

3. Sumos de pacote

Os sumos de pacote contêm elevados níveis de açúcar, mesmo aqueles que dizem ser 100% fruta. "A ingestão dessas bebidas aumenta o risco de resistência à insulina", realça o médico.

E alimentos… Qual o pior para as artérias?

Não é só com o que se bebe que se deverá estar preocupado quando o assunto é a saúde das bactérias. Conforme a cardiologista Estelle Jean revelou à revista Parade deverá ter-se atenção aos alimentos frios processados que se colocam nas sandes.

"Do ponto de vista de um cardiologista, os alimentos frios processados ​​são um dos alimentos mais prejudiciais à saúde das artérias no dia a dia. São ricos em sódio, gordura saturada e conservantes químicos, que danificam o revestimento dos vasos sanguíneos", afirmou. 

"Há também fortes indícios de que pessoas que consomem muita carne processada têm um risco maior de morrer de doenças cardíacas. Na minha prática clínica, vejo frequentemente pacientes que acham que se alimentam de forma saudável, mas não percebem que o consumo regular destes alimentos frios pode prejudicar silenciosamente a saúde do coração", alertou.

A especialista fez ainda uma lista de cinco alimentos que ajudam a desobstruir as artérias. Poderá vê-la no artigo de seguida:

Muitas pessoas acabam por consumir este alimento todos os dias, o que pode afetar e muito a saúde das suas artérias. Veja o que

Sondagem: Trump foi "longe demais" na repressão da imigração... Seis em cada 10 adultos dos EUA pensam que Donald Trump foi "longe demais" ao enviar agentes da imigração para várias cidades, apurou uma sondagem AP-NORC, que também identificou um desconforto crescente entre os independentes com estas táticas.

© Brendan SMIALOWSKI / AFP via Getty Images  Por  LUSA  13/02/2026 

A forma como Trump está a gerir o dossier da imigração está a causar também um afastamento em relação aos republicanos.

Cerca de três em cada 10 adultos consideram que os republicanos podem fazer um melhor trabalho neste assunto, tantos quantos pensam o mesmo dos democratas, enquanto outros tantos entendem que nenhum dos dois partidos faria melhor.

A sondagem é apresentada quando os EUA constatam o impacto humano da repressão de Trump em Minneapolis, onde milhares de agentes, fortemente armados e com o rosto tapado, entraram na cidade em busca de imigrantes indocumentados.

Na quinta-feira, o governo de Trump anunciou que iria acabar a operação nesta cidade, argumentando que estava mais segura.

Durante a sua presença na cidade, houve confrontos violentos com manifestantes, com os agentes federais a matarem inclusive duas pessoas.

Enquanto nove em cada 10 democratas e sete em cada 10 independentes consideram que Trump "foi longe demais", entre os republicanos esta opinião e partilhada por um em quatro inquiridos.

Por outro lado, a sondagem mostra que a aprovação do desempenho de Trump no assunto é de 38% entre os adultos, mas baixa para 36%, quando se pergunta a forma como vê o exercício do mandato presidencial em geral.

De resto, a percentagem de aprovação de Trump tem declinado desde o início do seu segundo mandato.

Historicamente, estes valores levam os membros do partido do presidente a distanciar-se, em particular perante a aproximação de eleições de meio mandato.

China aproxima-se dos EUA na corrida à Lua com teste crucial... A China testou com êxito o foguetão Longa Marcha-10, num avanço considerado "um marco significativo" por analistas, que colocam o país ao mesmo nível dos Estados Unidos na corrida à Lua, com alunagens tripuladas consideradas viáveis antes de 2030.

© Getty Images  Por  LUSA  13/02/2026

O ensaio, conduzido na quarta-feira na província insular de Hainan, envolveu dois componentes-chave do programa lunar chinês: um teste em voo do sistema de escape da cápsula tripulada Mengzhou e uma simulação completa de lançamento, reentrada e aterragem controlada do primeiro estágio do novo foguetão de grande capacidade.

Citado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, Rand Simberg, engenheiro aeroespacial e analista de política espacial, classificou o teste como "um marco significativo para o programa lunar chinês", acrescentando que "provavelmente, a China já está pronta para enviar tripulações".

Citado pelo mesmo jornal, Jonathan McDowell, historiador espacial e ex-astrónomo da Universidade de Harvard, destacou a ousadia do ensaio, que combinou pela primeira vez o teste simultâneo do foguetão e da cápsula. Para McDowell, tal demonstra "elevada confiança da China no seu sistema".

O avanço chinês ocorre num momento em que a NASA se prepara para lançar a missão Artemis II, que colocará astronautas em órbita lunar, mas sem alunagem. A missão Artemis III, inicialmente prevista para 2027, foi silenciosamente adiada para 2028 no portal da agência espacial norte-americana.

Para McDowell, mesmo assim, esse novo calendário é irrealista: "Não vejo 2028 como viável. Na minha opinião, será em 2030, no mínimo".

Um dos principais obstáculos ao calendário dos EUA é o módulo de alunagem. A SpaceX, de Elon Musk, tem previsto usar uma versão modificada do Starship, originalmente concebido para Marte. O veículo é volumoso e tecnicamente complexo, exigindo várias operações de reabastecimento orbital nunca antes realizadas.

Face aos atrasos, a Blue Origin, empresa fundada por Jeff Bezos, emergiu como alternativa com o seu módulo Blue Moon, mais pequeno e possivelmente pronto antes da SpaceX.

"Haverá uma corrida de curto prazo entre a SpaceX e a Blue Origin pelo módulo lunar", afirmou Simberg. "A Blue Origin pode até vencer, sendo o primeiro módulo dos EUA a chegar à Lua".

Simberg acrescentou que 2030 continua a ser um prazo plausível tanto para os EUA como para a China. No entanto, considera a SpaceX "o fator imprevisível que poderá acelerar os prazos norte-americanos".

Segundo a analista Namrata Goswami, especialista em política espacial, o recente progresso lunar da China está diretamente ligado ao objetivo estratégico de construir uma base na Lua e utilizar os seus recursos ainda nesta década.

Goswami sublinhou que a competição entre Washington e Pequim vai além de marcos simbólicos: "Está em curso uma disputa por quem conseguirá manter atividade humana, infraestrutura e extração de recursos na superfície lunar".

A especialista considera que o programa Artemis aposta numa economia lunar de iniciativa comercial, enquanto a China constrói um sistema estatal, voltado para uma presença sustentada e controlo estratégico dos recursos lunares.


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A contaminação terá origem em óleos fornecidos pela empresa chinesa Cabio Biotech Wuhan e envolve marcas como Nestlé, Danone e Lactalis, entre outras.

Maior porta-aviões dos EUA recebeu ordens para navegar para o Médio Oriente... O porta-aviões USS Abraham Lincoln e três contratorpedeiros lançadores de mísseis chegaram ao Médio Oriente há mais de duas semanas

O porta-aviões dos Estados Unidos USS Gerald R. Ford no Estreito de Gibraltar a 1 de outubro de 2025. Alyssa Joy/US Navy/Getty Images  Por Agência Lusa 

O maior porta-aviões do mundo recebeu ordens para navegar do Mar das Caraíbas para o Médio Oriente, segundo fonte não identificada à AP, concretizando a informação de que a Casa Branca considera uma ação militar contra o Irão.

A ação do USS Gerald R. Ford, noticiada pela primeira vez pelo The New York Times, colocará dois porta-aviões e os navios de guerra que os acompanham na região, à medida que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumenta a pressão sobre o Irão para chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

A fonte contactada pela Associated Press falou destas movimentações militares sob condição de anonimato.

O porta-aviões USS Abraham Lincoln e três contratorpedeiros lançadores de mísseis chegaram ao Médio Oriente há mais de duas semanas.

Esta manobra marca uma reviravolta súbita das operações do USS Ford, que Trump tinha enviado do Mar Mediterrâneo para as Caraíbas em outubro passado, numa altura em que as forças norte-americanas aumentavam a presença militar na região antes da operação de surpresa do mês passado, que resultou na extração do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de Caracas para Nova Iorque.

A AP sublinha que esta concentração de meios militares no Médio Oriente também parece estar em desacordo com a estratégia de segurança nacional de Trump, que dá ênfase ao hemisfério ocidental em detrimento de outras partes do mundo.

Trump disse ao site noticioso norte-americano Axios no início da semana que estava a considerar enviar para o Médio Oriente uma segunda frota de ataque chefiada por um porta-aviões.

O USS Ford partiu em missão no final de junho de 2025, o que significa que a tripulação estará em missão há oito meses dentro de duas semanas. Embora não esteja claro por quanto tempo o navio permanecerá no Médio Oriente, a mudança prepara a tripulação para uma missão excecionalmente longa.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Associated Press.

Tailândia vacina elefantes para conter reprodução devido à expansão humana... A iniciativa faz parte de esforços para evitar confrontos entre animais e humanos que podem tornar-se mortais

Por cnnportugal.iol.pt

A Tailândia começou a usar uma vacina anticoncecional em elefantes selvagens para tentar conter um problema crescente em áreas onde campos agrícolas se espalham pelas florestas e os elefantes são expulsos do seu habitat natural.

A iniciativa faz parte de esforços para evitar confrontos entre animais e humanos que podem tornar-se mortais.

À medida que os agricultores derrubam florestas para criar mais terras agrícolas, os elefantes são forçados a sair dos seus habitats, cada vez menores, em busca de alimento.

Em 2025, elefantes selvagens mataram 30 pessoas e feriram 29 na Tailândia, de acordo com números oficiais, que também registaram mais de dois mil incidentes de danificação de culturas por elefantes.

O diretor do Gabinete de Conservação da Vida Selvagem, Sukhee Boonsang, disse à agência de notícias Associated Press que o controlo da população de elefantes selvagens se tornou necessário, uma vez que o número de elefantes que vivem perto de áreas residenciais aumentou drasticamente, intensificando o risco de confrontos.

O gabinete obteve 25 doses de uma vacina fabricada nos Estados Unidos e realizou um ensaio de dois anos em sete elefantes domesticados — utilizando sete doses da vacina — que produziu resultados promissores, segundo informou.

Sukhee Boonsang explicou ainda que a vacina não impede as elefantes fêmeas de ovular, mas evita que os óvulos sejam fertilizados.

No final de janeiro, a vacina foi administrada a três elefantes selvagens na província oriental de Trat, segundo informou, acrescentando que as autoridades estão agora a determinar em que áreas irão intervir e utilizar as 15 doses restantes.

A vacina pode prevenir a gravidez por sete anos e as elefantes poderão reproduzir-se novamente se não receberem doses de reforço após esse período.

Especialistas irão monitorizar as elefantes intervencionadas ao longo do período de sete anos.

A campanha de vacinação tem sido alvo de críticas, sendo vista como uma ameaça aos esforços de conservação.

A Tailândia tem uma tradição secular de usar elefantes domesticados na agricultura e no transporte. Os elefantes também são uma parte importante da identidade nacional da Tailândia — e foram oficialmente proclamados um símbolo da nação.

Sukhee Boonsang disse que o programa visa apenas elefantes selvagens em áreas com as taxas mais altas de conflitos violentos entre humanos e elefantes.

Estatísticas oficiais mostram que a taxa de natalidade de elefantes selvagens nessas regiões é de aproximadamente 8,2% ao ano, mais do que o dobro da média nacional de cerca de 3,5%. Cerca de 800 dos aproximadamente 4.400 elefantes selvagens do país vivem nessas áreas propensas a conflitos, segundo o responsável.

"Se não tomarmos medidas, o impacto sobre as pessoas que vivem nessas áreas continuará a crescer até se tornar incontrolável", acrescentou.

Além da vacina contracetiva, as autoridades tailandesas implementaram outras medidas para reduzir o conflito, como a criação de fontes adicionais de água e alimentos nas florestas onde os elefantes vivem, construção de cercas de proteção e envio de guardas florestais para guiar os elefantes que se desviam para áreas residenciais de volta à natureza.

Uma operação ordenada por um tribunal no início deste mês para remover elefantes selvagens que entraram repetidamente em conflito com os habitantes locais na província de Khon Kaen, no nordeste do país, provocou protestos públicos devido à morte de um elefante durante o processo de realocação.

Uma autópsia inicial revelou que o animal tinha morrido por asfixia em resultado da administração de anestesia antes da mudança, revelaram as autoridades.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Trump dá mês para Irão aceitar acordo ou sofrer consequências traumáticas... O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje o regime iraniano com consequências "muito traumáticas" caso não aceite um acordo sobre o seu programa nuclear, que deverá estar concluído num mês.

© Christopher Furlong/Getty Images  Por LUSA   12/02/2026

"Precisamos de chegar a um acordo, caso contrário será muito traumático, muito traumático", disse o Trump sobre as negociações com a República Islâmica, numa conferência de imprensa na Casa Branca. 

Na ausência de um acordo, adiantou, os Estados Unidos passariam para a "fase dois", que seria "muito dura" para os iranianos. 

Trump apontou novamente como exemplo o bombardeamento norte-americano de instalações nucleares iranianas durante a guerra de 12 dias iniciada por Israel em junho. 

Os ataques do ano passado tiveram como alvo responsáveis militares iranianos, cientistas nucleares e diversos locais, bem como áreas residenciais em vários pontos do Irão. 

Os Estados Unidos juntaram-se à ofensiva atacando três instalações nucleares iranianas. 

Donald Trump advertiu Teerão repetidamente para uma potencial resposta militar norte-americana à brutal repressão pelas autoridades de protestos nas principais cidades iranianas no início de janeiro, contra a gestão da crise económica pelo governo, mas também visando o regime islamita.

Após uma ronda inicial de negociações, a 06 de fevereiro em Omã, Washington e Teerão afirmam que desejam continuar as discussões.  

Os Estados Unidos insistem em incluir nas negociações a questão dos mísseis balísticos e dos grupos apoiados pelo Irão e designados como terroristas, caso do Hezbollah no Líbano e do Hamas nos territórios palestinianos, parte do chamado Eixo da Resistência. 

Teerão, por sua vez, quer discutir apenas o programa nuclear, em troca de um alívio das sanções, e insiste em adquirir capacidade de enriquecimento de urânio com fins que designa como civis. 

Numa reunião com o primeiro-ministro israelita na quarta-feira, Trump insistiu nas negociações, perante a alternativa de um ataque militar. 

"Não se chegou a nenhuma conclusão definitiva, exceto que insisti que as negociações com o Irão continuassem para ver se um acordo podia ou não ser concluído", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social, após receber Benjamin Netanyahu na Casa Branca. 

Já o primeiro-ministro israelita, através de um comunicado, "insistiu nas necessidades de segurança do Estado de Israel no âmbito das negociações" 

"Os dois líderes concordaram em continuar a coordenação e o contacto estreito entre si", indicou o gabinete do líder israelita, em comunicado. 

Israel quer que o Irão concorde em limitar o enriquecimento de urânio, reduzir o programa de mísseis balísticos e acabar com qualquer apoio a milícias na região. 

O porta-aviões USS Abraham Lincoln e a respetiva frota de ataque chegaram à região do golfo Pérsico a 26 de janeiro, de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). 

 A Administração norte-americana descreveu esta deslocação de forças como uma medida de "vigilância e dissuasão" no quadro de possíveis ações do Irão, e indicou estar a avaliar o envio de um segundo porta-aviões, caso as negociações nucleares com Teerão não avancem. 


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A Ucrânia foi alvo de ataques russos massivos que atingiram Kiev e Odessa. Na capital, mais de 2.600 edifícios ficaram sem eletricidade e, no sul, 300 mil pessoas ficaram sem água.

Um projeto de lei apresentado pela deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) pretende criar uma pena de até oito anos de prisão para mulheres que fizerem denúncias falsas de violência doméstica contra homens que não cometeram qualquer agressão.

@Concursos Públicos em São Paulo  12/02/2026

A proposta, segundo ela, busca evitar o uso distorcido da Lei Maria da Penha, preservando sua finalidade original: proteger mulheres que realmente estão em situação de risco. Segundo Zanatta, a lei é um avanço importante no combate à violência doméstica, mas sua credibilidade pode ser afetada quando utilizada de forma indevida. 

Para ela, permitir que denúncias sejam utilizadas de modo fraudulento acaba gerando prejuízos a homens inocentes e enfraquecendo um instrumento essencial de proteção. O texto apresentado sugere alterações no artigo 18 da Lei Maria da Penha, que trata das medidas adotadas pelo juiz ao receber um pedido de proteção urgente. 

Pela proposta, o acusado deverá ser comunicado imediatamente após a denúncia e terá o prazo de sete dias para apresentar uma defesa por escrito. Depois disso, caberá ao magistrado reavaliar as medidas protetivas concedidas, levando em conta os elementos apresentados por ambas as partes.

"NATO é um multiplicador de força que permite aos EUA projetar poder"... Um grupo de 16 ex-embaixadores dos Estados Unidos na NATO e ex-Comandantes Supremos Aliados da Aliança alertaram hoje que a existência da organização "não é um ato de generosidade norte-americana".

© Berkan Cetin/Anadolu via Getty Images  Por LUSA  12/02/2026 

Trata-se antes de "um pacto estratégico" que garante aos Estados Unidos, agora liderados por Donald Trump, "que continuarão a ser a nação mais poderosa e economicamente segura do mundo", a uma "fração do custo" de fazê-lo sozinhos, sublinharam, em comunicado. 

Na declaração hoje assinada, no dia em que se realizou em Bruxelas uma reunião de ministros da Defesa da Aliança Atlântica, 16 diplomatas e generais norte-americanos que serviram na NATO nos últimos 25 anos recordaram que a organização "tem sido a pedra basilar da segurança nacional" dos Estados Unidos e que retirarem-se ou reduzirem a sua presença seria altamente prejudicial.

"Longe de ser uma obra de caridade ou uma garantia de segurança unidirecional, a NATO é um multiplicador de força vital que permite aos Estados Unidos projetar poder, proteger a sua economia e partilhar os imensos encargos da liderança global de formas que seriam impossíveis, ou proibitivamente dispendiosas, de alcançar sozinhos", referiram os signatários no documento.

Como ex-embaixadores dos Estados Unidos junto da NATO e antigos comandantes supremos da Aliança, afirmaram ter "experimentado o seu verdadeiro valor", defendendo que uma organização forte "melhora a dissuasão na região transatlântica" e permite a Washington "garantir a segurança noutras regiões do globo", pelo que é "fundamental para a sua própria segurança" que os norte-americanos "reconheçam o valor da NATO".

Deram como exemplo que, se os Estados Unidos se retirassem da NATO, ou diminuíssem a sua utilidade erodindo a confiança entre os aliados, o resultado mais imediato seria que a Casa Branca enfrentaria "custos mais elevados" para manter "o mesmo nível de influência global e segurança comercial".

Nesse cenário, a Marinha e a Força Aérea dos Estados Unidos, no mínimo, teriam de "expandir-se significativamente" para substituir as frotas e os grupos aéreos aliados, um "vazio de segurança" que custaria "até 200 mil milhões de dólares (cerca de 168 mil milhões de euros, ao câmbio atual).

De acordo com os antigos responsáveis norte-americanos, sem a presença dos Estados Unidos (EUA) na NATO, "a Rússia e a China poderão estar mais inclinadas a desafiar a Europa", aumentando assim "o risco de conflito com os maiores parceiros comerciais dos EUA" e arrastando-os para "um conflito que a sua permanência na Aliança teria evitado".

Os EUA também perderiam a sua influência nas decisões de segurança europeias, o que poderia levar ao "surgimento de um bloco militar europeu que não esteja alinhado com os interesses dos EUA", além de perderem "as redes de serviços de informações locais e especializadas de 31 aliados da NATO".

Depois de referirem outros problemas, como a perda de padrões comuns para o equipamento militar --- o que desencorajaria as compras aos Estados Unidos ---, os ex-embaixadores argumentaram ainda que, sem o guarda-chuva (escudo) nuclear de Washington, muitos países ver-se-iam obrigados a desenvolver a sua própria defesa com armas nucleares, aumentando "a probabilidade estatística de uso acidental ou intencional".

Os Estados Unidos perderiam igualmente a sua rede de bases aéreas, navais e terrestres em toda a Europa e ficariam impossibilitados de voltar a acionar o artigo 5.º da NATO, que foi invocado apenas uma vez na História, após os atentados de 11 de Setembro de 2001, quando os aliados destacaram mais de 50.000 soldados, no auge da missão da NATO no Afeganistão.

Por último, Washington teria muito menos legitimidade nas suas operações no estrangeiro, uma vez que seriam vistas como "ações policiais" unilaterais, em vez de mandatos internacionais assentes no apoio dos seus parceiros da NATO.


RÚSSIA: "Os países europeus seguiram o caminho da militarização", acusa Rússia... O secretário do Conselho de Segurança Nacional russo acusou hoje a NATO de seguir o caminho da militarização e de aumentar o número de provocações nas fronteiras da Rússia e da Bielorrússia, bem como dos seus aliados na região.

© ALEXANDER NEMENOV/AFP via Getty Images   Por LUSA   12/02/2026 

"Os países europeus seguiram o caminho da militarização apesar da difícil situação das suas economias. A presença militar da NATO está a aumentar e o número de provocações no espaço aéreo e em alto-mar está a crescer", declarou Sergei Shoigu em entrevista à agência de notícias russa Interfax.

Segundo o antigo ministro da Defesa, a Aliança Atlântica está a realizar manobras que simulam ataques contra a Rússia e a Bielorrússia.

"Só nos países bálticos e na Polónia, entre 30 de janeiro e 06 de fevereiro deste ano, foram realizados nove exercícios militares, que incluíram, entre outras coisas, exercícios com munições reais utilizando o sistema de lançamento múltiplo de foguetões HIMARS, de fabrico norte-americano", criticou.

Shoigu acrescentou que "a Aliança está efetivamente a criar uma testa de ponte para a agressão militar", referindo-se também aos membros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, que reúne antigas repúblicas soviéticas.

"Os principais mecanismos para garantir a estabilidade estratégica foram descartados, e isso não foi culpa nossa. É o resultado das ações deliberadas e sistemáticas dos países ocidentais", afirmou o dirigente russo, que foi ministro da Defesa até 2024, tendo gerido os primeiros dois anos da invasão das forças de Moscovo da Ucrânia.

Em relação à situação de segurança internacional após o fim do tratado de desarmamento nuclear START III, Shoigu voltou a criticar os Estados Unidos, cujas "declarações sobre a vontade de trabalhar em conjunto para reforçar a estabilidade estratégica não passaram de 'slogans' populistas".

O secretário de Segurança de Moscovo indicou que a Rússia "continua aberta a estudar iniciativas para criar novos acordos sobre a estabilidade global, caso se verifiquem as condições correspondentes".

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou na quarta-feira que Moscovo respeitará os limites estipulados pelo START III, desde que os Estados Unidos façam o mesmo.

Lavrov observou que os Estados Unidos nunca responderam à proposta do Presidente russo, Vladimir Putin, de prolongar o cumprimento do tratado por pelo menos um ano.

México pede explicações aos EUA sobre encerramento do espaço aéreo... A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou hoje que o governo pediu explicações formais aos Estados Unidos sobre o encerramento temporário do espaço aéreo em El Paso, no Texas.

© ANTONIO ARAUJO/AFP via Getty Images   Por LUSA  12/02/2026 

"Até ao momento, não há informações oficiais. Ainda não recebemos uma resposta. Por isso, terão de explicar", declarou Sheinbaum, na conferência de imprensa matinal.

O encerramento ocorreu na quarta-feira, quando a Administração Federal de Aviação (FAA) norte-americana restringiu os voos nas imediações do aeroporto de El Paso, cidade fronteiriça com Ciudad Juárez, por motivos de segurança nacional.

A medida, que durou cerca de oito horas, levou à suspensão de voos comerciais e de carga, tendo sido levantada depois de as autoridades norte-americanas indicarem que não existia qualquer ameaça à aviação comercial.

Informações preliminares divulgadas nos Estados Unidos indicaram que as agências de segurança investigavam a presença de veículos aéreos não tripulados (UAV), que podiam estar ligados a grupos de crime organizado.

Claudia Sheinbaum afirmou que o México não recebeu dados conclusivos sobre o sucedido e salientou que os comunicados norte-americanos não atribuem responsabilidade ao país.

"Nem sequer mencionam o México em nenhuma das declarações. Falam de cartéis, mas nunca mencionam o México", disse a chefe de Estado mexicana, acrescentando que o incidente não teve qualquer repercussão do lado do México da fronteira, limitando-se ao espaço aéreo de El Paso.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros mexicano solicitou esclarecimentos diretos a Washington e disse estar a acompanhar o caso por via diplomática.

O episódio gerou incerteza numa região de forte interligação aérea e comercial entre os dois países, num contexto de cooperação bilateral em matéria de segurança fronteiriça.

As autoridades norte-americanas descreveram a restrição como uma medida preventiva e indicaram que as operações aéreas foram retomadas normalmente após o levantamento das limitações.


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GUINÉ-BISSAU: OMS considera "antiético" estudo de vacinas financiado pelos EUA na Guiné... A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou hoje "antiético" um estudo financiado pelos Estados Unidos da América (EUA) na Guiné-Bissau que implica excluir parte dos recém-nascidos da administração da vacina contra a hepatite B à nascença.

© LUSA    12/02/2026 

O arranque do ensaio clínico estava previsto para o início deste ano, mas as autoridades guineenses anunciaram, em janeiro, que tinha sido suspenso, depois da polémica que se gerou com a contestação de vários especialistas. 

Para a OMS, este plano experimental, que teria como propósito estudar a reação à doença em recém-nascidos vacinados e outros que não recebiam a vacina, "é contrário à ética", por implicar deixar crianças sem as doses da vacina à nascença.

"Isso poderia expo-las a uma alta probabilidade de infeção, o que implica um número significativo de mortes", alertou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa conferência de imprensa, noticiada pela agência de notícias espanhola EFE.

O Departamento de Saúde dos EUA financia com 1,6 milhões de dólares (1,35 milhões de euros) o ensaio clínico previsto para o Projeto de Saúde de Bandim, em Bissau, que implicava também o início da administração da vacina contra a hepatite B ao nascer.

O Governo guineense anunciou, em janeiro, que tinha cancelado o ensaio clínico e adiado a introdução da vacina até 2028, mantendo o atual plano nacional contra a doença, com a vacinação às seis, dez e 14 semanas.

O ensaio clínico que estudaria os diferentes efeitos da vacinação contra hepatite B à nascença abrangia 14.000 recém-nascidos na Guiné-Bissau, sendo que metade seria imunizada ao nascer e a outra metade mantinha o atual plano com a primeira vacina às seis semanas de vida.

"Negar a metade das crianças do mundo o acesso a uma vacina que está disponível, é segura e eficaz há mais de 14 anos, é antiético", afirmou o diretor-geral da OMS, organização que tem como meta até 2028 garantir a vacinação nas primeiras 24 de horas de vida contra a doença em países com prevalência alta da hepatite B, como é o caso da Guiné-Bissau.

O responsável reconheceu que um país soberano pode decidir sobre os calendários de vacinação, mas observou que "este tipo de estudo pode afetar outros países também".

O estudo, conduzido por pesquisadores dinamarqueses e publicado na revista Nature, também foi criticado por especialistas que acusam os Estados Unidos de tentarem obter dados para justificar a redução da vacinação no sistema de saúde norte-americano, de acordo com a EFE.


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