© ANTONIO ARAUJO/AFP via Getty Images Por LUSA 12/02/2026
"Até ao momento, não há informações oficiais. Ainda não recebemos uma resposta. Por isso, terão de explicar", declarou Sheinbaum, na conferência de imprensa matinal.
O encerramento ocorreu na quarta-feira, quando a Administração Federal de Aviação (FAA) norte-americana restringiu os voos nas imediações do aeroporto de El Paso, cidade fronteiriça com Ciudad Juárez, por motivos de segurança nacional.
A medida, que durou cerca de oito horas, levou à suspensão de voos comerciais e de carga, tendo sido levantada depois de as autoridades norte-americanas indicarem que não existia qualquer ameaça à aviação comercial.
Informações preliminares divulgadas nos Estados Unidos indicaram que as agências de segurança investigavam a presença de veículos aéreos não tripulados (UAV), que podiam estar ligados a grupos de crime organizado.
Claudia Sheinbaum afirmou que o México não recebeu dados conclusivos sobre o sucedido e salientou que os comunicados norte-americanos não atribuem responsabilidade ao país.
"Nem sequer mencionam o México em nenhuma das declarações. Falam de cartéis, mas nunca mencionam o México", disse a chefe de Estado mexicana, acrescentando que o incidente não teve qualquer repercussão do lado do México da fronteira, limitando-se ao espaço aéreo de El Paso.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros mexicano solicitou esclarecimentos diretos a Washington e disse estar a acompanhar o caso por via diplomática.
O episódio gerou incerteza numa região de forte interligação aérea e comercial entre os dois países, num contexto de cooperação bilateral em matéria de segurança fronteiriça.
As autoridades norte-americanas descreveram a restrição como uma medida preventiva e indicaram que as operações aéreas foram retomadas normalmente após o levantamento das limitações.
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