sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Ministro da Defesa alemão e Zelensky inauguram produção de drones... O primeiro drone de combate alemão-ucraniano fabricado na Alemanha foi entregue hoje à Ucrânia, na presença do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, e do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

© Danil Shamkin/NurPhoto via Getty Images    LUSA  13/02/2026 

Este drone fabricado na Alemanha é fruto da 'joint venture' Quantum Frontline Industries (QFI), criada em dezembro pela empresa alemã Quantum Systems e pela empresa ucraniana Frontline Robotics. 

A QFI tem uma capacidade inicial de "10.000 drones por ano", afirmou Pistorius em Gauting, durante uma cerimónia que antecedeu a Conferência de Segurança de Munique (MSC), na Alemanha.

Os drones produzidos, do modelo Linz, já são utilizados pela defesa ucraniana para missões de combate, reconhecimento e apoio logístico, indicou Pistorius.

Empresas como a QFI têm uma importância estratégica, pois baseiam-se nas lições aprendidas "com os volumes consideráveis de dados e a experiência adquirida no campo de batalha na Ucrânia", adiantou o ministro alemão.

Zelensky agradeveu ao "povo alemão pelo apoio prestado desde o início da guerra" à Ucrânia.

A Europa "vive a maior guerra terrestre dos últimos 80 anos, é imperativo que seja forte e independente", defendeu Zelensky, acrescentando que é igualmente relevante manter-se "ligada e parceira dos Estados Unidos".

A Ucrânia multiplicou a sua produção de drones desde a invasão russa no inverno de 2022, mas considera-se que são necessários mais aparelhos para o esforço de guerra do país.

Já Berlim também tem procurado reforçar o seu desenvolvimento de drones para as Forças Armadas alemãs (Bundershwer) e celebrou recentemente contratos com as empresa Helsing, com sede em Munique e especialista em inteligência artificial, e com a Stark Defence.

Segundo a Deutsche Welle, os contratos, que terão uma duração de sete anos, podem chegar a 4,5 mil milhões de euros.

Contudo, partidos da oposição alemães como Os Verdes têm criticado o envolvimento da Stark Defence, que tem como um dos seus investidores Peter Thiel, um empresário próximo do Presidente norte-americano, Donald Trump.

A Conferência de Segurança de Munique arrancou hoje com a presença confirmada de mais de 60 chefes de Estado e de Governo, uma centena de ministros e cerca de um milhar de participantes de 120 países.

A 62.ª edição da MSC realiza-se até domingo num contexto de instabilidade e de "profunda incerteza", devido à política do Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu o presidente da conferência, o diplomata alemão Wolfgang Ischinger.

Cerca de 5.000 polícias alemães e de outros quatro países foram mobilizados para Munique para garantir a segurança do evento, mas também da cidade para onde estão convocadas 21 manifestações, incluindo duas contra o regime iraniano, até domingo.


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A República Checa juntou-se hoje a França e Alemanha e pediu a demissão da relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos Ocupados, Francesca Albanese, por alegadamente ter considerado Israel "um inimigo comum da humanidade".

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