© Danil Shamkin/NurPhoto via Getty Images LUSA 13/02/2026
Este drone fabricado na Alemanha é fruto da 'joint venture' Quantum Frontline Industries (QFI), criada em dezembro pela empresa alemã Quantum Systems e pela empresa ucraniana Frontline Robotics.
A QFI tem uma capacidade inicial de "10.000 drones por ano", afirmou Pistorius em Gauting, durante uma cerimónia que antecedeu a Conferência de Segurança de Munique (MSC), na Alemanha.
Os drones produzidos, do modelo Linz, já são utilizados pela defesa ucraniana para missões de combate, reconhecimento e apoio logístico, indicou Pistorius.
Empresas como a QFI têm uma importância estratégica, pois baseiam-se nas lições aprendidas "com os volumes consideráveis de dados e a experiência adquirida no campo de batalha na Ucrânia", adiantou o ministro alemão.
Zelensky agradeveu ao "povo alemão pelo apoio prestado desde o início da guerra" à Ucrânia.
A Europa "vive a maior guerra terrestre dos últimos 80 anos, é imperativo que seja forte e independente", defendeu Zelensky, acrescentando que é igualmente relevante manter-se "ligada e parceira dos Estados Unidos".
A Ucrânia multiplicou a sua produção de drones desde a invasão russa no inverno de 2022, mas considera-se que são necessários mais aparelhos para o esforço de guerra do país.
Já Berlim também tem procurado reforçar o seu desenvolvimento de drones para as Forças Armadas alemãs (Bundershwer) e celebrou recentemente contratos com as empresa Helsing, com sede em Munique e especialista em inteligência artificial, e com a Stark Defence.
Segundo a Deutsche Welle, os contratos, que terão uma duração de sete anos, podem chegar a 4,5 mil milhões de euros.
Contudo, partidos da oposição alemães como Os Verdes têm criticado o envolvimento da Stark Defence, que tem como um dos seus investidores Peter Thiel, um empresário próximo do Presidente norte-americano, Donald Trump.
A Conferência de Segurança de Munique arrancou hoje com a presença confirmada de mais de 60 chefes de Estado e de Governo, uma centena de ministros e cerca de um milhar de participantes de 120 países.
A 62.ª edição da MSC realiza-se até domingo num contexto de instabilidade e de "profunda incerteza", devido à política do Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu o presidente da conferência, o diplomata alemão Wolfgang Ischinger.
Cerca de 5.000 polícias alemães e de outros quatro países foram mobilizados para Munique para garantir a segurança do evento, mas também da cidade para onde estão convocadas 21 manifestações, incluindo duas contra o regime iraniano, até domingo.
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A República Checa juntou-se hoje a França e Alemanha e pediu a demissão da relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos Ocupados, Francesca Albanese, por alegadamente ter considerado Israel "um inimigo comum da humanidade".


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