© Mohammed HUWAIS / AFP via Getty Por LUSA 14/04/2026
"A lertamos contra a contínua interferência iraniana nos assuntos internos do Iémen através do financiamento, armamento e apoio a milícias terroristas que desejam envolver-se em conflitos regionais que servem a agenda e os interesses do Irão", declarou Abdullah Ali Fadhel Al Saadi, representante do governo iemenita reconhecido internacionalmente.
Numa sessão do Conselho de Segurança sobre a situação na região e focada no seu país, Al Saadi criticou veementemente o Irão e "a sua contínua insistência em exportar crises, semear o caos e minar a segurança e a estabilidade na região".
Teerão lançou ataques contra os países vizinhos em retaliação pelo ataque conjunto norte-americano e israelita que desencadeou o conflito a 28 de fevereiro.
Os Huthis no Iémen, tal como o Hezbollah no Líbano, são um grupo xiita historicamente apoiado pelo Irão, tendo ambos entrado no conflito em retaliação pelos ataques contra Teerão.
As milícias iemenitas têm disparado mísseis e 'drones' sobretudo contra Israel.
"O Governo do Iémen reitera a sua firme rejeição e forte condenação destes ataques, incluindo os realizados diretamente ou através de intermediários e milícias afiliadas ao regime iraniano", afirmou o diplomata iemenita.
"Qualquer processo político futuro deve basear-se na restauração das instituições estatais, no monopólio estatal sobre o armamento e no fim de todas as formas de rebelião generalizada", afirmou.
Palco de uma grave crise humanitária, o Iémen mantém-se dividido há vários anos, com os Huthis a controlarem o norte e noroeste (incluindo a capital Sanaa e a costa do Mar Vermelho em torno de Hodeidah), enquanto o governo controla o sul e o leste.
O conflito interno tem-se mantido num impasse nos últimos meses, mas com fortes tensões entre as partes.
O Conselho Legislativo Provincial (PLC), que lidera o governo reconhecido internacionalmente, anunciou recentemente a criação de um Comité Militar Supremo encarregado de integrar todas as forças anti-Huthis e de preparar uma possível ofensiva caso estes rejeitem soluções pacíficas, segundo a cadeia de televisão árabe Al-Jazeera.
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