© Reuters Por LUSA 14/04/2026
O Hezbollah especificou num comunicado que atacou "Kiryat Shmona, Metula, Misgav Am, Kfar Giladi, Manara, Margaliot, Kfar Blum, Malkiya, Tel Hai, Dishon, Liman, Saar e Nahariya com salvas simultâneas de foguetes".
O exército israelita tinha indicado momentos antes que esperava uma intensificação dos disparos do Hezbollah em direção a Israel.
"Na sequência de uma avaliação da situação e tendo em conta os últimos desenvolvimentos, é possível uma intensificação dos disparos provenientes do Líbano, provavelmente visando o norte de Israel", afirmou o exército num comunicado.
Israel também prosseguiu hoje com os bombardeamentos contra o Líbano, atingindo um grande número de localidades nas horas que antecederam o início das conversações em Washington, sob mediação dos Estados Unidos (EUA), entre os embaixadores dos dois países.
Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANN), caças e drones israelitas atacaram as zonas meridionais de Zawtar al Sharqiya, Baraachit, Chebaa, Srifa, Al Shahabie, Blida, Tiro e Ain Baal, entre outras, bem como uma casa em Rihan ou um veículo numa estrada de Abassiya.
Dezenas de habitações foram destruídas, entre elas mais de dez apenas na aldeia de Sohmor, no Vale de Bekaa, a leste do país, com a agência noticiosa estatal também registar danos nas imediações do Hospital de Tebnine, no sul do país.
Vários dos ataques causaram vítimas mortais, incluindo quatro membros de uma mesma família em Sohmor, que os meios de comunicação social locais identificaram como um casal e os seus dois filhos.
Entretanto, o ministro da Informação libanês, Paul Morcos, afirmou, após uma reunião com o Presidente, Joseph Aoun, que a solução para a situação atual passa por negociações sob auspícios internacionais e que se está a avançar no sentido da saída proposta pelo chefe de Estado.
"Os esforços do Presidente Aoun visam claramente apelar, sublinhar e pressionar para um cessar-fogo e para o fim da guerra. Estamos a avançar no âmbito desta iniciativa presidencial", afirmou Morcos.
O embaixador israelita nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e a homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, estão reunidos em Washington para tentar encontrar uma solução para uma guerra que já provocou mais de 2.000 mortos e cerca de um milhão de deslocados no Líbano desde o seu início, há seis semanas.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, tinha exigido na segunda-feira o cancelamento das reuniões de hoje em Washington, argumentando que este diálogo significaria uma capitulação.
"Recusamos negociações com a entidade israelita. Esta negociação é submissão e capitulação", afirmou o secretário-geral do grupo aliado do Irão, numa declaração televisiva, exigindo "o cancelamento da reunião" dos embaixadores de Israel e do Líbano, a decorrer hoje à tarde no Departamento de Estado, em Washington.
Naim Qassem realçou que, antes das negociações, nas quais deverá ser discutido um cessar-fogo a pedido de Beirute, é necessário "um acordo e consenso libanês" e que "ninguém pode conduzir o Líbano por este caminho" sem o alcançar primeiro, dirigindo-se diretamente ao Presidente libanês, Joseph Aoun.

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