terça-feira, 14 de abril de 2026

Irão: EUA garantem que bloqueio em Ormuz travou navios iranianos... O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) disse hoje que nenhuma embarcação iraniana conseguiu romper o bloqueio imposto pelo seu país no Estreito de Ormuz durante as primeiras 24 horas da operação.

© Donald Trump For President   Por  LUSA  14/04/2026 

Segundo o CENTCOM, seis navios cumpriram as ordens das forças norte-americanas e regressaram a portos iranianos no Golfo de Omã, após serem impedidos de prosseguir.

O comando militar indicou que o bloqueio está a ser aplicado a embarcações de todas as bandeiras que entrem ou saiam de portos iranianos, tanto no Golfo Pérsico como no Golfo de Omã, garantindo simultaneamente a "livre navegação" para navios com origem ou destino em portos não iranianos.

Para a operação, os Estados Unidos mobilizaram mais de 10.000 militares da Marinha e da Força Aérea, apoiados por mais de uma dezena de navios de guerra e dezenas de aeronaves.

Na segunda-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou "eliminar" quaisquer embarcações iranianas que tentem contornar o bloqueio, recorrendo a métodos semelhantes aos utilizados no combate ao narcotráfico marítimo.

Apesar do bloqueio, dados da empresa de análise marítima Kpler revelam que vários navios conseguiram atravessar o estreito na segunda-feira, incluindo o petroleiro Elpis e o navio Christianna, bem como o cargueiro chinês Rich Starry, alguns dos quais sujeitos a sanções norte-americanas.

Outro navio, o petroleiro Murlikishan, também terá atravessado a passagem na manhã de hoje, com destino ao Iraque, segundo sinais de 'transponder' analisados pela mesma fonte.

A China apelou à manutenção da navegação "sem entraves" no Estreito de Ormuz e instou Washington e Teerão a respeitarem o cessar-fogo temporário, defendendo uma solução diplomática para o conflito.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, defendeu que a segurança e a estabilidade desta rota são do interesse da comunidade internacional, rejeitando como "calúnias infundadas" as alegações de apoio militar chinês ao Irão.

Pequim reiterou ainda disponibilidade para desempenhar um papel "positivo e construtivo" na desescalada da crise, sublinhando a importância de um cessar-fogo imediato e da continuação das negociações diplomáticas.

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