quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Falta de vitamina D. 4 sintomas inesperados que não pode ignorar... A vitamina D é essencial para o funcionamento do organismo e a sua falta poderá estar relacionada com diversos problemas de saúde. Fique a par de quatro sintomas que, normalmente, são ignorados.

Por  noticiasaominuto.com 

A vitamina D é fundamental para diversas funções do organismo. Esta contribui para um envelhecimento saudável, ajuda a manter os ossos fortes e fortalece o sistema imunológico. 

Segundo a Good Housekeeping, estudos revelam que cerca de metade da população mundial não ingere vitamina D suficiente. Ora, nestes casos, a maioria das pessoas não apresentam sintomas, mas há sinais que poderão indicar uma deficiência de vitamina D.

Sinais de que está com falta de de vitamina D

A farmacêutica Elizabeth Vi Nguyen revelou à publicação que a maioria dos pacientes é "assintomático". "Estudos sugerem ligações entre a deficiência de vitamina D e certos problemas de saúde, incluindo depressão, fraturas, diabetes, doenças cardíacas, cancro e infecções".

Conforme realça a Cleveland Clinic, há quatro sintomas em adultos que podem indicar a falta de vitamina D, nomeadamente: 

1. Dor nos ossos

2. Fraqueza ou dores musculares

3. Fadiga (cansaço)

4. Alterações de humor

Falta de vitamina D: Possíveis causas

A falta de vitamina D poderá dever-se a vários fatores. Eis os mais comuns: 

- Falta de alimentos ricos em vitamina D na dieta; 

- Não se expor suficientemente ao sol; 

- Condições que dificultam a absorção de vitamina D pelo organismo (como doenças do intestino delgado ou insuficiência pancreática);

- Condições que dificultam a conversão de certos compostos na forma ativa da vitamina D pelo organismo (como a cirrose);

- Medicamentos que dificultam a absorção ou conversão da vitamina D pelo organismo (incluindo alguns usados ​​para tratar convulsões, colesterol alto e perda de peso).

Vitamina D: Os fatores de risco

Há grupos de pessoas com maior probabilidade de apresentar falta de vitamina D. Eis os fatores de risco: 

- Falta de exposição ao sol; 

- Tom de pele mais escuro;

- Idade avançada; 

- Excesso de peso; 

- Seguir uma dieta vegana; 

- Ter uma condição que dificulte a absorção de nutrientes (incluindo doença de Crohn, doença celíaca ou histórico de cirurgia de bypass);

- Ter uma condição que dificulte a síntese de vitamina D (como problemas no fígado ou nos rins).

O tratamento para a falta de vitamina D depende de cada pessoa, mas normalmente envolve uma combinação de alimentação e suplementos, uma vez que a maioria das pessoas não apanha sol suficiente. 


A toma de suplementos de vitamina D aumenta no inverno, no entanto, e apesar disto ser recomendado, há cuidados a ter no que diz respeito a excessos. A médica Zoe Williams fez este alerta no programa 'This Morning'

Rússia acusa Guterres de parcialidade e de violar Carta da ONU... A Rússia acusou hoje o secretário-geral da ONU, António Guterres, de parcialidade a favor da Ucrânia e de violar a Carta das Nações Unidas ao expressar posições que Moscovo considerou pessoais ou de Portugal.

Por  LUSA 

Guterres deveria "guardar para si as opiniões pessoais ou as abordagens do seu Governo [de Portugal] e conduzir-se de uma forma consistente com o cargo que ocupa", afirmou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.

Num encontro com a imprensa em Moscovo sobre as conversações de Genebra sobre a guerra na Ucrânia, realizadas na terça-feira e hoje, Zakharova recordou declarações recentes de Guterres sobre o conflito iniciado pela Rússia há quatro anos.

Zakharova disse que o secretário-geral da ONU defendeu que o princípio da integridade territorial tem precedência sobre o direito dos povos à autodeterminação, segundo o relato da agência de notícias russa TASS.

"Trata-se de uma violação clara do Artigo 100.º da Carta [da ONU], segundo o qual o secretário-geral e o pessoal do Secretariado devem aderir aos princípios de imparcialidade, equidistância e objetividade, e estão obrigados a agir no interesse de todos os Estados-membros", acusou.

Para a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, o antigo primeiro-ministro português "está a tentar colocar-se (...) simplesmente acima dos Estados-membros" e da própria estrutura da ONU.

Zakharova sugeriu que as declarações de Guterres devem ser vistas mais como o reflexo das opiniões pessoais de um cidadão português ou da linha oficial do Governo de Portugal, do que como a posição de um funcionário da ONU.

"Uma vez que ainda ocupa o cargo de secretário-geral da organização mundial, recomendaríamos que guardasse para si as suas próprias opiniões ou as abordagens do seu Governo", afirmou.

Zakharova recomendou ainda a Guterres que "se conduzisse de uma forma consistente com o cargo que ocupa", em conformidade com "os documentos que regulam as suas responsabilidades funcionais".

Portugal e a generalidade dos países europeus que apoiam Kyiv recusam as exigências russas de soberania sobre territórios ucranianos que Moscovo declarou como anexados, embora não os controle na totalidade.

A Rússia declarou em 30 de setembro de 2022, sete meses depois de ter invadido a Ucrânia, a anexação das províncias ucranianas de Donetsk e Lugansk, o chamado Donbass (leste), e Zaporijia e Kherson (sul).

A declaração de adesão dos quatro territórios à Federação Russa seguiu-se a referendos organizados por dirigentes separatistas locais apoiadas por Moscovo que não foram reconhecidos pela ONU nem pela generalidade da comunidade internacional.

Uma situação idêntica aconteceu com a Crimeia e Sebastopol, anexadas pela Rússia em 2014.

Para acabar com a guerra, o Presidente russo, Vladimir Putin, exige, entre outras questões, o reconhecimento das anexações, que corresponderão a cerca de 20% do território da Ucrânia.

O homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, recusa ceder território à Rússia, e exige a retirada das tropas russas de todo o país.

Kyiv quer o restabelecimento das fronteiras de 1991, quando a Ucrânia se tornou independente após o colapso da União Soviética, de que fazia parte.

Com mais de 603.000 quilómetros quadrados, a Ucrânia é o segundo maior país da Europa, depois da Rússia, cujo território se estende também pela Ásia.

Teerão e Moscovo realizam exercícios navais no Golfo de Omã... O Irão e a Rússia confirmaram hoje a realização, na quinta-feira, de exercícios navais conjuntos no Golfo de Omã e no norte do Oceano Índico, perante ameaças militares dos Estados Unidos contra Teerão.

Por LUSA 

Segundo a agência Tasnim, afiliada da Guarda Revolucionária iraniana, o porta-voz das manobras, vice-almirante Hasan Magsudlu, afirmou que o principal objetivo é "melhorar a segurança e as interações sustentáveis da navegação marítima" naquelas águas estratégicas.

Os exercícios terão início na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do Irão, embora as autoridades não tenham especificado a duração das manobras nem o número de navios envolvidos.

De acordo com Magsudlu, as Marinhas iraniana e russa pretendem desenvolver a cooperação naval conjunta e reforçar as relações bilaterais no "planeamento e execução de operações combinadas", visando combater atividades que ameacem a segurança marítima, nomeadamente na proteção de navios mercantes e petroleiros e no combate ao terrorismo marítimo.

O comandante do grupo naval russo destacado para as manobras, Alexei Serguiev, já presente em Bandar Abbas, afirmou que as atuais relações entre Moscovo e Teerão permitem aos dois países gerir e resolver em conjunto diversos desafios marítimos e costeiros.

"A Rússia está pronta para realizar exercícios conjuntos em qualquer região, incluindo operações especializadas contra o terrorismo marítimo com navios e embarcações de ambos os países", declarou Serguiev.

Os exercícios decorrerão a leste do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, e onde a Marinha da Guarda Revolucionária iraniana realiza manobras desde segunda-feira, tendo chegado a fechar parcialmente o estreito.

O encerramento parcial ocorreu em pleno decurso das negociações nucleares entre Teerão e Washington, em Genebra, sob ameaças dos Estados Unidos de uma eventual intervenção militar caso não seja alcançado um acordo.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln e do respetivo grupo de ataque para o Médio Oriente, bem como do USS Gerald R. Ford, numa demonstração de pressão sobre a República Islâmica.

Na terça-feira, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, desvalorizou as ameaças norte-americanas e avisou que os Estados Unidos poderiam sofrer "um golpe tão severo que não conseguiriam recuperar".

Os Estados Unidos bombardearam, em junho, as três principais instalações nucleares do Irão durante a guerra de 12 dias entre o Irão e Israel, agravando a tensão regional.

França acusada de desinformação ao pedir demissão de relatora da ONU... Mais de 150 personalidades, incluindo uma centena de ex-ministros e antigos diplomatas, acusaram hoje o chefe da diplomacia francesa, Jean-Noel Barrot, de desinformação sobre declarações da relatora da ONU para os territórios palestinianos, Francesca Albanese.

Por  LUSA 

A polémica tem crescido em França após deputados do campo do partido do Presidente Emmanuel Macron terem acusado a perita da ONU de designar "Israel como um inimigo comum da humanidade".

Albanese negou ter feito tais declarações e denunciou "acusações mentirosas" e uma manipulação das palavras que proferiu há cerca de duas semanas.

Deputados pediram a Barrot em 10 de fevereiro que a França trabalhasse para que a relatora fosse "destituída de qualquer mandato na ONU".

No dia seguinte, o ministro, sem repetir as acusações dos deputados, apelou à demissão de Albanese, após o que classificou como "declarações ultrajantes e culposas".

Segundo Barrot, as declarações "somam-se a uma longa lista de tomadas de posição escandalosas, justificando o 07 de outubro, o pior massacre antissemita (...) desde o Holocausto, evocando o 'lobby' judeu ou comparando Israel ao Terceiro Reich".

Barrot aludia aos ataques do grupo fundamentalista islâmico Hamas contra Israel em 2023, que foram a causa direta para a ofensiva israelita na Faixa de Gaza, numa guerra que causou mais de 73.000 mortos dos dois lados.

A ofensiva israelita provocou também a destruição de grande parte da Faixa de Gaza e acusações a Israel de genocídio contra a população palestiniana do território pertencente à Palestina.

Numa carta aberta divulgada hoje, as 150 personalidades condenaram "o recurso a elementos inexatos e manipulados para desacreditar a titular de um mandato independente das Nações Unidas".

"Albanese reafirmou um princípio fundamental do direito internacional: a imputabilidade de violações graves do direito internacional constitui uma obrigação jurídica, não uma escolha política, e os responsáveis devem ser processados", afirmaram.

O grupo, que inclui antigos diplomatas neerlandeses e ex-ministros gregos, argentinos e dinamarqueses, disse que Albanese "não classificou Israel como 'inimigo comum da humanidade'", como negou a relatora da ONU.

Os signatários apelaram ao Ministério dos Negócios Estrangeiros francês para "rever as declarações inexatas atribuídas a Albanese e retificá-las publicamente".

As declarações no centro da polémica foram proferidas numa intervenção por videoconferência, durante um fórum organizado pela estação Al-Jazeera, no qual Albanese mencionou um "inimigo comum" que permitiu, na sua opinião, um genocídio em Gaza.

"O facto de, em vez de travarem Israel, a maioria dos países do mundo o ter armado, fornecido desculpas políticas, um guarda-chuva político, bem como apoio económico e financeiro, é um desafio", afirmou.

"Nós, que não controlamos vastos capitais financeiros, nem os algoritmos, nem as armas, constatamos agora que, enquanto humanidade, temos um inimigo comum", acrescentou, segundo a AFP.

Posteriormente, Albanese defendeu-se em declarações à estação televisiva France24 e garantiu que "nunca disse 'Israel é o inimigo comum da humanidade'".

"Falei dos crimes de Israel, do 'apartheid', do genocídio, e condenei como o inimigo comum o sistema que não permite levar à justiça e à cessação dos crimes de Israel", esclareceu.

A Alemanha e a República Checa também se insurgiram contra Albanese e pediram a demissão da relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos Ocupados, com base nas declarações que lhe foram atribuídas.

Vance diz que Teerão não aceita algumas "linhas vermelhas" sobre nuclear... O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou hoje que o Irão continua a ignorar as "linhas vermelhas" dos Estados Unidos sobre o nuclear nas negociações entre os dois países, sob mediação do sultanato de Omã.

© Getty Images   Por  Lusa

"De certa forma, as negociações correram bem e eles concordaram reunir-se novamente, mas, noutros aspetos, ficou muito claro que o Presidente (Donald Trump) estabeleceu algumas linhas vermelhas que os iranianos ainda não estão dispostos a reconhecer e a negociar", declarou em entrevista à Fox News. 

A propósito, reiterou que o "principal interesse" dos Estados Unidos é impedir o Irão de desenvolver armas nucleares.

"Não queremos a proliferação nuclear. Se o Irão adquirir uma arma nuclear, há muitos outros regimes, alguns amigos e outros nem tanto, que também desejarão adquirir armas nucleares a seguir", explicou.

O Irão e os Estados Unidos concluíram hoje, em Genebra, na Suíça, a segunda sessão de negociações retomadas pela primeira vez desde os bombardeamentos norte-americanos a instalações nucleares iranianas durante a guerra de 12 dias desencadeada em junho por um ataque israelita contra o Irão.

Vance disse que Washington continuará a trabalhar com Teerão a nível diplomático, mas salientou que o Presidente Trump se "reserva o direito" de tomar outras medidas se acreditar que a diplomacia não resulta.

"Esperamos não chegar a esse ponto, mas, se chegarmos, será uma decisão do Presidente", disse, acrescentando que Trump tem "muitas opções" em cima da mesa e que os Estados Unidos têm um "forte exército", numa referência a um eventual ataque contra o Irão.

Poucas horas após o fim das discussões na Suíça, o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, disse que o país está pronto a deixar verificar que não procura dotar-se de armas nucleares

"Nós não procuramos, absolutamente, obter uma arma nuclear. Se alguém quiser verificá-lo, nós estamos abertos a tal verificação", disse numa entrevista publicada hoje no 'site' da presidência iraniana citada pela agência France-Presse (AFP).

O secretário-geral da ONU, por seu turno, saudou a continuação das conversações entre os dois países e instou-os a manter o ímpeto das discussões visando "conduzir a resultados concretos e construtivos".

A visão de António Guterres foi partilhada pelo seu porta-voz, Stéphane Dujarric, que, numa conferência de imprensa em Nova Iorque, expressou esperança de que as discussões em curso reduzam as tensões regionais e evitem uma crise mais ampla, "que poderia ter implicações muito abrangentes".


Leia Também: Irão diz estar pronto a provar que não quer armas nucleares

O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, disse hoje que o país está pronto a deixar verificar que não procura dotar-se de armas nucleares, poucas horas após o fim das discussões entre o Irão e os Estados Unidos, na Suíça.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Portugal, Porto: Arouca apoia natalidade com 400 a 600 euros por cada nascimento ou adoção... O Município de Arouca vai implementar um programa de apoio à natalidade que prevê a atribuição às famílias locais de 400 a 600 euros por cada nascimento ou adoção, e também 200 euros para procriação medicamente assistida.

© Shutterstock   Por  Lusa  17/02/2026 

Segundo revela hoje à Lusa essa autarquia do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, a medida ainda vai ser sujeita a discussão pública, mas no executivo camarário já tem o aval tanto da maioria socialista como da oposição social-democrata. 

A presidente da Câmara, Margarida Belém, justifica o novo programa com a descida da taxa de natalidade a que se vem assistindo no concelho e no país em geral.

"É necessário adotar medidas concretas para inverter esta tendência demográfica e fomentar a natalidade no concelho, e, desejavelmente, elas devem ser acompanhadas de outras ações de âmbito nacional no mesmo sentido", disse.

Para ajudar a criar "condições de vida mais vantajosas para os agregados familiares" de Arouca, a autarquia anuncia assim a atribuição de uma comparticipação pecuniária cujo montante irá variar de acordo com o número de crianças no agregado - sendo aplicável a nascimentos e adoções verificadas a partir da publicação definitiva do regulamento em Diário da República.

Em causa estão 400 euros pelo nascimento ou adoção do primeiro filho, 500 euros pelo nascimento ou adoção do segundo com a mesma filiação e 600 quando se tratar do terceiro ou seguintes, ainda com os mesmos pais.

Para apoio à procriação medicamente assistida, também está prevista uma ajuda financeira "até ao limite de 200 euros", quando cumpridos os termos da Portaria n.º 300/2024/1, de 25 de novembro.

A todos os bebés ou crianças abrangidos pelo programa será igualmente oferecido um 'kit' com "uma mala de maternidade e artigos de puericultura" e, no caso de menores de um ano, também um 'pack' com materiais de leitura.

Outro benefício previsto para grávidas e crianças até aos 3 anos é a isenção de pagamento em todas as modalidades disponíveis para esse público-alvo nos complexos desportivos municipais.

Para usufruir desse conjunto de apoios, as famílias interessadas têm, no entanto, que cumprir alguns requisitos: a criança em causa tem que estar registada como natural do concelho de Arouca e residir efetivamente com o requente -- que, por sua vez, tem que habitar no município "há pelo menos dois anos consecutivos até à data do nascimento". O mesmo período de residência mínimo é obrigatório para as mulheres que queiram aceder à ajuda para procriação medicamente assistida.

Margarida Belém realçou que o presente regulamento de apoio à natalidade se enquadra num conjunto de medidas apostadas em facilitar a vida aos jovens e em ajudar à sua fixação no território. Como exemplos disso, a autarca destacou "o reforço da oferta habitacional a custos controlados e com condições preferenciais para jovens, o regulamento de apoio ao arrendamento e a dinamização do autoemprego através da consolidação do Centro de Incubação e Inovação Industrial de Arouca, assim como a expansão e requalificação das zonas industriais para atrair novas empresas e criar novos postos de trabalho".

População da Alemanha deverá diminuir 10% até 2070... A população da Alemanha vai provavelmente diminuir em cerca de 10% até 2070, contra uma previsão anterior de 1%, anunciou hoje o instituto alemão Ifo.

© Shutterstock   Por  Lusa   17/02/2026 

Num comunicado hoje divulgado, o Ifo explica que este é o resultado de uma análise do instituto sobre os cálculos populacionais atuais da Agência Federal de Estatísticas alemã (Destatis). 

"Hoje já é necessário levar em consideração a diminuição e o envelhecimento da população nas decisões políticas de longo prazo, por exemplo, na saúde e nos cuidados", diz Joachim Ragnitz, da delegação de Dresden do Ifo.

Segundo os especialistas do ifo, não só a escassez de mão de obra qualificada deve piorar, como também o seguro de pensão estatal deve ser ainda mais pressionado.

"Com menos pessoas, precisamos de menos habitação, menos infraestrutura de transporte e também de menos funcionários públicos", diz o investigador do ifo, Robert Lehmann.

Ao mesmo tempo, a proporção de pessoas mais velhas está a aumentar de forma muito mais acentuada, com consequências para a necessidade de infraestruturas de saúde e cuidados.

De acordo com o estudo do ifo, existem diferenças regionais claras: os Estados da Alemanha Oriental são muito mais afetados do que os três Cidades-Estados da Alemanha Ocidental (Berlim, Hamburgo e Bremen), onde a população até deve aumentar até 2070.

A razão para este ajustamento significativo das projeções populacionais são os novos dados do censo de 2022, refere o Ifo.

Assim, 81,9 milhões de pessoas realmente vivem na Alemanha, em vez do número extrapolado anteriormente de 83,2 milhões do censo de 2011.

Esta correção leva a uma taxa de natalidade mais baixa e a menos imigração.

Apesar de pressupostos em grande parte idênticos, o ponto de partida mais baixo leva, portanto, a uma acentuada diminuição da população da Alemanha a longo prazo.

Anteriormente, assumia-se que a população permaneceria constante e cresceria ligeiramente até 2030.


O Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, chegou esta manhã à cidade de Bafatá com o objetivo de se inteirar da condição de uma parte dos feridos na sequência da explosão registada num contentor que servia como depósito para venda de combustíveis.

Rússia ataca várias regiões com mísseis antes do início de negociações... A força aérea ucraniana disse na plataforma de mensagens Telegram que a Rússia utilizou mísseis de cruzeiro e teve como alvo regiões no norte, centro, sul e oeste da Ucrânia.

Por sicnoticias.pt   

As forças armadas da Rússia lançaram esta terça-feira um novo ataque contra várias regiões da Ucrânia, utilizando mais mísseis e drones que o habitual, disse Kiev, horas antes de uma nova ronda de conversações.

A força aérea ucraniana disse na plataforma de mensagens Telegram que a Rússia utilizou mísseis de cruzeiro e teve como alvo regiões no norte, centro, sul e oeste da Ucrânia.

Paralelamente, os russos lançaram também vários grupos de aeronaves não tripuladas (drones), num ataque que se prolongou durante a madrugada.

A Rússia atacou também a cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, causando danos em infraestruturas não especificadas e num edifício civil, além de ferir duas pessoas.

As autoridades ucranianas ainda não divulgaram informações sobre os danos provocados pelo ataque de mísseis e drones de hoje.

Também hoje, o Ministério da Defesa russo disse no Telegram ter destruído mais de 150 drones ucranianos, incluindo 38 sobre a Crimeia, 50 sobre o Mar Negro e 29 sobre o Mar de Azov.

"Este foi um dos ataques mais longos dos últimos tempos", disse Mikhail Razvozhayev, governador de Sebastopol, uma importante cidade portuária da Crimeia, anexada em 2014.

"No total, mais de 24 drones foram abatidos" nos arredores de Sebastopol, acrescentou, dando conta de vários feridos, incluindo uma criança.

Na região de Krasnodar (sul da Ucrânia), onde 18 drones foram neutralizados, segundo o Ministério da Defesa, o ataque teve como alvo uma refinaria de petróleo e danificou um tanque de armazenamento de petróleo, informaram os serviços de emergência locais em comunicado.

Um incêndio deflagrou na refinaria, abrangendo uma área de aproximadamente 700 metros quadrados, após o ataque de um drone, e 72 bombeiros foram enviados para o local para combater as chamas, segundo a mesma fonte.

A troca de ataques aconteceu horas antes do início de uma uma nova ronda de conversações, na cidade de Genebra, na Suíça, entre negociadores russos, ucranianos e norte-americanos.

O avião que transportava a delegação russa, chefiada pelo conselheiro presidencial Vladimir Medinsky, chegou à cidade suíça às 07:00 (06:00 em Lisboa), avançou a agência de notícias oficial russa TASS.

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "a Ucrânia faria bem em sentar-se à mesa das negociações, e rapidamente".

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, alertou na segunda-feira que "as questões" que ainda precisam de ser resolvidas são "vastas" e que "ninguém se arriscará a prever" o resultado das discussões.

Ryabkov reiterou o desejo de Moscovo de obter não apenas uma pausa nas hostilidades, mas um acordo duradouro que inclua "a resolução das questões que estão na origem deste conflito".

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, alegando, entre outros motivos, que a ambição da Ucrânia de aderir à NATO ameaçava a segurança nacional russa.

Na segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu que não repetirá "os mesmos erros" cedendo território à Rússia e avisou que as ambições do Presidente russo só podem ser travadas com "sanções totais" ao Kremlin.


Leia Também: Mais de 21 mil fake news russas nos dias antes das negociações em Genebra

Entre 13 e 15 de fevereiro, cerca de 130 fontes envolvidas em ações russas de Manipulação e Interferência de Informações Estrangeiras (FIMI) publicaram aproximadamente 21,4 mil peças que mencionavam a Ucrânia, segundo uma organização ucraniana que combate a desinformação.


Trump ameaça Irão com "as consequências de não se chegar a um acordo"... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou o Irão, sublinhando "as consequências de não se chegar a um acordo", antes de uma segunda ronda de negociações sobre o programa nuclear de Teerão.

© Lusa   17/02/2026 

"Participarei nessas discussões, indiretamente, e serão muito importantes. Veremos o que pode acontecer. O Irão é um negociador difícil", disse na segunda-feira o líder norte-americano aos jornalistas.

A bordo do avião presidencial, a caminho de Washington, Trump expressou ainda esperança de que ambas as nações cheguem a um acordo, "em vez de enviar" bombardeiros B-2 dos EUA "para destruir o seu potencial nuclear".

"Espero que sejam mais razoáveis. Querem fechar um acordo... Não creio que queiram assumir a responsabilidade pelas consequências de não se chegar a um acordo", disse o republicano, referindo-se às autoridades iranianas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, já se encontra na cidade suíça de Genebra, enquanto a delegação norte-americana é chefiada por Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, e pelo genro de Trump, Jared Kushner.

A reunião terá lugar na embaixada de Omã, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, a servir de intermediário.

Omã acolheu a primeira ronda de conversações indiretas entre os EUA e o Irão a 06 de fevereiro.

Conversações semelhantes ocorreram no ano passado entre os EUA e o Irão sobre o programa nuclear iraniano e fracassaram, depois de Israel ter lançado o que se tornou numa guerra de 12 dias contra o Irão, que incluiu o bombardeamento de instalações nucleares iranianas pelos EUA.

Entretanto, enquanto Trump ordenava o envio de um porta-aviões adicional para a região, o Irão lançou na segunda-feira um segundo exercício naval em semanas, informou a televisão estatal iraniana e disse que o exercício testaria as capacidades de inteligência e operacionais do país no Estreito de Hormuz, no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

O Irão anunciou que a Guarda Revolucionária paramilitar começou o exercício em vias navegáveis, que são rotas cruciais para o comércio internacional, através das quais passa 20% do petróleo mundial.

Esta é a segunda vez nas últimas semanas que marinheiros recebem avisos sobre um exercício de fogo real iraniano. Durante o exercício anterior, anunciado no final de janeiro, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA emitiu um aviso firme ao Irão e à Guarda Revolucionária.

A administração Trump procura um acordo para limitar o programa nuclear do Irão e garantir que este não desenvolva armas nucleares.

No domingo, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Majid Takht-Ravanchi, indicou que Teerão poderá estar aberto a compromissos na questão nuclear, mas procura um alívio das sanções internacionais lideradas pelos Estados Unidos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

PRIMEIRO-MINISTRO ORDENA ENCERRAMENTO DE POSTOS IMPROVISADOS DE COMBUSTÍVEL

Por: Natcha Mário M’bundé  JORNAL ODEMOCRATA  16/02/2026 

O primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, anunciou esta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, o encerramento de todos os contentores improvisados como postos de venda de combustível em todo o território nacional.

O anúncio foi feito no Hospital Nacional Simão Mendes, durante uma visita às vítimas do incêndio ocorrido num posto de venda de combustível em Bafatá. Na ocasião, o chefe do Governo informou que o sinistro provocou a morte de um adolescente de 15 anos, deixando o Estado profundamente preocupado e constrangido.

Segundo o governante, desde 2022 o Executivo vinha alertando para a proliferação de contentores utilizados de forma improvisada como bombas de combustível, advertindo que acidentes dessa natureza poderiam ter consequências graves.

“Não devemos esperar que o mal aconteça para agir. Esta medida está a ser tomada agora. Solicitei ao ministro da área que me forneça toda a documentação relativa aos contentores de combustível existentes a nível nacional. A vida humana é o bem mais precioso que existe, e hoje muitas famílias estão a sofrer, assim como as vítimas deste incêndio”, declarou.

O chefe do Executivo guineense garantiu ainda que haverá responsabilização dos proprietários dos contentores, a fim de apurar quem autorizou a sua instalação. Ilídio Vieira Té informou também que, de acordo com informações prestadas pelo ministro do setor, o local onde ocorreu o incêndio funcionava de forma clandestina, o que considera particularmente grave.

“Não é aceitável que uma atividade dessas funcione dessa forma, com a presença das autoridades, sem que tenham sido tomadas medidas, até que se chegasse a este tipo de desastre”, sublinhou.

O primeiro-ministro destacou que o acontecimento não trouxe apenas sofrimento às famílias afetadas, mas representa também um encargo para o Estado. O Hospital Nacional Simão Mendes recebeu 19 pessoas evacuadas de Bafatá para Bissau, de um total de 28 vítimas.

Acrescentou ainda que o Governo não dispõe, até ao momento, de informações precisas sobre as causas do incêndio, uma vez que a equipa interministerial criada limitou-se a fazer o levantamento das necessidades, com base num relatório destinado a reforçar a capacidade do hospital de Bafatá no tratamento das vítimas.

“A população não pode viver nas proximidades de bombas de combustível. Uma das primeiras medidas deveria ter sido a delimitação de um perímetro de segurança, impedindo a circulação de pessoas na zona de risco durante o incêndio, de forma a garantir a sua proteção. Houve falhas: os proprietários são responsáveis, assim como os agentes de segurança e da proteção civil, que têm o dever de proteger a população”, afirmou.

O porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT) Fernando Vaz, em conferência de imprensa.

Xanana pede desculpa ao governo de transição da Guiné-Bissau... O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, pediu hoje desculpa ao Governo de transição guineense, por dizer, na passada quarta-feira, que a Guiné-Bissau é um Estado falhado.

© Lusa  16/02/2026 

"Eu peço desculpa ao governo de transição da Guiné-Bissau. Também ouvi dizer que sou um 'coitado'. Aqui digo sempre que o herói da luta da resistência é o novo povo. Não há outro herói. Eu não sou herói. Não me defendo. Inclino-me profundamente, mas com o Presidente da República [José Ramos-Horta] já decidimos não enviar a missão", afirmou Xanana Gusmão aos jornalistas, após ter participado num workshop nacional de validação da língua gestual em Timor-Leste.

"Fomos nós que cancelámos, porque eles disseram: 'para quê vem Timor? Vocês não têm valor nenhum e ainda vêm ajudar-nos novamente'", afirmou o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro de Timor-Leste tinha afirmado na quarta-feira que o golpe de Estado de novembro, na Guiné-Bissau, demonstra que o país é um Estado falhado e salientou que é preciso ajudar no desenvolvimento da democracia e direitos humanos.

"Fomos ajudar a montar todo o sistema, nomeadamente a CNE [Comissão Nacional de Eleições] (....) , para realizarem as primeiras eleições democráticas na Guiné-Bissau. Mas depois disto, voltar agora com um golpe militar ou golpe de Estado, já não falamos de Estado frágil, falamos de Estado falhado", salientou Xanana Gusmão.

Timor-Leste assumiu em dezembro a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que foi retirada à Guiné-Bissau após o golpe de Estado no país africano, em 26 de novembro, que depôs o então Presidente, Umaro Sissoco Embaló, e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.

Na sequência do golpe de Estado de 2012, Timor-Leste prestou durante vários anos apoio à Guiné-Bissau na organização de eleições.

O Governo guineense de transição repudiou, também na quarta-feira, as declarações de Xanana Gusmão.

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros guineense considerou que "as declarações revelam falta de dignidade e de postura política e moral" de Gusmão "para avaliar a realidade" institucional do país.

"Xanana Gusmão, tal como José Ramos-Horta, possui um historial de controvérsias públicas que fragilizam a autoridade com que se pronunciam sobre a governação de outros Estados", enfatiza-se na nota.

Na sequência daquela nota, Timor-Leste cancelou a missão de bons ofícios da CPLP a Bissau, que deveria chegar ao país esta semana, mas o Governo de transição guineense afirmou que foi sua a iniciativa de a cancelar por não reconhecer legitimidade à presidência timorense da organização de países de língua portuguesa.


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A junta militar de Myanmar (antiga Birmânia) expulsou um diplomata de Timor-Leste após um tribunal de Díli ter aceite uma queixa-crime por alegados crimes de guerra e contra a humanidade, foi hoje anunciado.


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Zelensky acusa EUA de pedir demasiadas "concessões" à Ucrânia mas não à Rússia... O Presidente ucraniano admite ainda ter esperança na nova ronda de negociações marcadas para a próxima semana. Ucrânia, Rússia e Estados Unidos reúnem-se terça e quarta-feira em Genebra, na Suíça.

Por. SIC Notícias

O Presidente da Ucrânia, Volodymy Zelensky, acusa os Estados Unidos de pedirem demasiadas "concessões" à Ucrânia, mas não à Rússia. A declaração foi feita durante a Conferência de Segurança de Munique.

O presidente ucraniano diz que Kiev já fez demasiadas cedências e que chegou a altura de Moscovo mostrar ao que está disposto.

Admite ainda ter esperança na nova ronda de negociações marcadas para a próxima semana.

Ucrânia, Rússia e Estados Unidos reúnem-se terça e quarta-feira em Genebra, na Suíça.

Zelensky voltou também a apelar a Donald Trump e ao congresso norte-americano que aprovem as garantias de segurança do pós-guerra o mais rápido possível.

Zelensky falou com enviados norte-americanos antes de nova ronda de negociações

Volodymyr Zelensky diz ter falado, via telefone, com o enviado norte-americano Steve Witkoff e o genro de Donald Trump, Jared Kushner, antes da próxima ronda de negociações entre Moscovo, Kiev e Washington.

"Tive uma conversa com os enviados do Presidente Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, antes das reuniões trilaterais em Genebra [Notes:na próxima semana] . Contamos com reuniões verdadeiramente produtivas", disse Zelensky numa mensagem publicada nas redes sociais.

Já em Munique, onde decorre este fim de semana a Conferência de Segurança, Zelensky conversou com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre o processo de negociações que russos, ucranianos e norte-americanos mantêm para pôr fim à guerra.

Zelensky também informou Rubio sobre a situação na frente de batalha e os efeitos dos últimos ataques russos contra o sistema energético ucraniano.

MINISTRA DA CULTURA RECUSA FALAR À IMPRENSA APÓS PRIMEIRO DIA DO DESFILE DO CARNAVAL 2026 EM BISSAU

Por Rádio Sol Mansi  15. 02. 2026

A Ministra da Cultura recusou-se a falar à imprensa após o desfile, no qual participaram mais de dez bairros da cidade de Bissau.

Juelma Cubala disse aos jornalistas que só prestará declarações no último dia do desfile, quando estarão presentes mais de 14 grupos, entre bairros, regiões e um grupo de Portugal.

No primeiro dia do desfile participaram oito grupos, incluindo o grupo do Reino de Marrocos, duas regiões e bairros de Bissau.

O início do desfile registou um atraso de mais de quatro horas, devido à demora na chegada dos grupos das regiões, segundo informações recebidas da comissão organizadora.

O desfile deste ano decorreu sem a presença do presidente da Comissão Organizadora do Carnaval 2026, sob o lema: “No guineendade i balur di nô união”.


sábado, 14 de fevereiro de 2026

Incêndio em Bafatá provoca 163 feridos, vários em estado grave

Um incêndio de grandes proporções ocorrido a 13 de fevereiro, em Bafatá, provocou 163 vítimas com queimaduras de diferentes graus.

Segundo informações preliminares, o fogo terá tido origem num curto-circuito num contentor improvisado para venda de combustível, onde estavam armazenados milhares de litros de gasóleo e gasolina, provocando uma explosão que atingiu dezenas de pessoas no local.

Vários feridos encontram-se em estado grave e alguns já foram evacuados para o Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, onde recebem tratamento especializado.

Os Ministros da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sanó e do Interior, Mamasaliu Embaló visitaram está tarde as vítimas internadas. A direção do hospital garante que estão disponíveis medicamentos para assistência aos pacientes.

Bissau, 14 de fevereiro de 2026

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José Maria Neves acredita no diálogo para solucionar crises... O Presidente de Cabo Verde acredita que diplomacia e trabalho de mediação ajudam a encontrar o melhor caminho para solucionar crises como a da Guiné-Bissau, incluindo no diferendo com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

© Lusa   Ana Paula Pires  noticiasaominuto.com 14/02/2026 

José Maria Neves fez esta afirmação em declarações aos jornalistas à margem dos trabalhos da 39.ª cimeira da União Africana, hoje, em Adis Abeba, e falando de um encontro bilateral com o seu homólogo angolano, João Lourenço, durante o qual abordou vários temas da CPLP, incluindo a situação da Guiné-Bissau, após o golpe de Estado de novembro de 2025. 

"Há todo um trabalho que de mediação que está a ser feito pela CEDEAO", a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, e em que a CPLP quer participar, disse o Presidente de Cabo Verde, manifestando-se convicto de que será possível "encetar o melhor caminho" para a Guiné-Bissau.  

Uma missão de alto nível da CPLP, cuja presidência foi retirada à Guiné-Bissau após o golpe de Estado militar, tendo passado para Timor-Leste, deveria ir a Bissau na próxima semana, mas Dili anunciou que a tinha cancelado.

Contudo, o governo de transição da Guiné-Bissau anunciou depois ter sido sua a iniciativa de cancelamento da missão da CPLP, por não reconhecer legitimidade à presidência de Timor-Leste na comunidade de países lusófonos.

Questionado se há um fosso irreparável entre a Guiné-Bissau e a CPLP, José Maria Neves defendeu que "não há nada irreparável" e que com diálogo tudo é possível, mas também deixou a mensagem de que "é importante que a diplomacia não se faça na praça pública".

No decorrer da cimeira, o Presidente de Angola referiu-se às mudanças inconstitucionalidade de governo, referindo Madagáscar e Guiné-Bissau" num discurso em que afirmou que falar da necessidade "do restabelecimento da ordem constitucional após a tomada do poder por meios inconstitucionais" não quer dizer "que ela fica restabelecida desde que os autores do golpe de Estado realizem eleições e se façam eleger".

O Presidente de Cabo Verde, instado a comentar e dizer se concorda com a posição de João Lourenço, respondeu apenas que "o Presidente de Angola disse tudo".

Falar de soluções negociadas para os conflitos, armados e outros, em África foi também tema num encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, adiantou João Maria Neves.

China insenta tarifas de 53 países africanos a partir de 1º de maio

Por portuguese.cri.cn 2026-02-14

A China anunciou que, a partir de 1º de maio, passará a isentar de tarifas de importação 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com Beijing. 

A medida acompanha o esforço para negociar e consolidar o Acordo de Parceria Econômica China-África para o Desenvolvimento Compartilhado. Além da isenção tributária, a iniciativa visa ampliar o acesso de produtos africanos ao mercado chinês, fortalecendo o intercâmbio comercial bilateral.

Portugal: Mais caras, pequenas e inacessíveis: habitação é o maior problema dos portugueses... O principal problema é a falta de casas e comprar já é praticamente impossível para muitas famílias. Para quem escolhe arrendar casa, quase metade do salário vai para pagar a renda. São algumas das conclusões de um estudo apresentado na conferência Observatório do Imobiliário.

@SIC Notícias 

O estudo é da agência imobiliária Century 21. A crise da habitação já é o grande problema para maioria dos portugueses. As casas estão mais caras, mais pequenas e mais inacessíveis. O Observatório do Imobiliário juntou centenas de pessoas no Meo Arena e a banca não foi exceção.

O principal problema é a falta de casas e comprar já é praticamente impossível para muitas famílias. Para quem escolhe arrendar casa, quase metade do salário vai para pagar a renda.

É nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto e no Algarve que as casas são mais caras e que implica uma taxa de esforço mais elevada.

Água e saneamento? Líder cessante da UA pede investimentos significativos... O presidente da União Africana (UA) defendeu hoje em Adis Abeba, Etiópia, investimentos significativos que tragam resultados no setor da água e saneamento, para garantir aos africanos o acesso universal e equitativo a estes serviços.

© ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP via Getty Images   Por  LUSA  14/02/2026 

"Os esforços que temos desenvolvido para a construção da África que queremos, não poderão ser alcançados de forma plena sem que façamos investimentos significativos que tragam bons resultados no setor da água e do saneamento", discursava João Lourenço, que cessou hoje a sua liderança à frente da organização, na abertura da 39.ª Cimeira da União Africana, antes da cerimónia da passagem de pastas para o Burundi. 

Segundo João Lourenço, a conferência debateu questões de grande importância para o funcionamento e crescimento da UA, bem como refletiu os objetivos traçados pela organização para o ano terminado, sobre os resultados obtidos e sobre o que falta fazer.

O Presidente de Angola destacou a necessidade de se trabalhar "arduamente para que o acesso à água potável e ao saneamento não constitua apenas uma questão técnica, mas um compromisso político e moral" para com os povos.

"Pois, apesar da abundância de recursos hídricos no continente, continuamos a registar situações incontáveis de cidadãos africanos privados do acesso seguro à água potável e ao saneamento adequado, que constitui um desafio coletivo que deve exigir respostas corajosas, integradas e sustentáveis", referiu.

O líder cessante frisou que o objetivo é de igual modo traçar conjuntamente o melhor caminho a seguir para garantir a operacionalização com êxito das questões relativas à água como um recurso vital, insubstituível e determinante para o desenvolvimento económico, a saúde pública, a segurança alimentar, a estabilidade social e a paz em África.

"Só assim conseguiremos garantir o acesso universal e equitativo a estes serviços e concretizar as aspirações da Agenda 2063, em particular no que se refere ao desenvolvimento inclusivo, ao capital humano, à resiliência climática e à boa governação", frisou.

No seu discurso de passagem de pastas, João Lourenço voltou a sublinhar que 2026 é o ano de colocar em marcha "a aplicação de uma questão capital para o continente africano, que consiste em "Assegurar a Disponibilidade Sustentável da Água e Sistemas de Saneamento Seguros para Alcançar os Objetivos da Agenda 2063".

De acordo com o Presidente de Angola, "o acesso à água potável e a sistemas de saneamento seguros, é um imperativo de ordem moral e política, que requer um firme empenho de governos e dos seus parceiros locais, designadamente empresas, associações cívicas e comunidades", apelando à conjugação de esforços "para resolver este sério problema com que a África se debate".

Ao seu sucessor, o Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, o chefe de Estado angolano destacou a "missão complexa e exigente" que terá pela frente e que "vai absorver uma grande parte das suas energias, da sua disponibilidade de tempo".

"Mas acredite que vale a pena colocar todo o seu empenho nesta incessante busca de soluções em que todos nós africanos estamos envolvidos, para rompermos definitivamente este ciclo de subdesenvolvimento em que nos encontramos, mas que tem perspetivas animadoras, se todos convergirmos as nossas atenções e energias para a consecução deste objetivo", realçou.

Num balanço sobre o seu mandato de um ano, João Lourenço disse que procurou reforçar o papel da UA, como plataforma de concertação política e de ação concreta, promovendo uma maior articulação entre os Estados-membros e as comunidades económicas regionais, o fortalecimento da abordagem preventiva face aos impactos das alterações climáticas, a mobilização de parcerias estratégicas para o financiamento de infraestruturas resilientes, considerando que "o desenvolvimento sustentável é inseparável da estabilidade e da paz duradoura".

João Lourenço referiu-se igualmente aos vários conflitos que o continente regista, sublinhando que continuam as ações no sentido de contribuir para a solução desses casos, nomeadamente no Sudão, República Democrática do Congo (RDCongo), sendo também preocupante a expansão de grupos terroristas "que continuam a atingir severamente o Mali, o Burkina Faso, o Níger, a Nigéria e o norte dos Camarões", citando também os ataques repetidos dos terroristas na Somália, que impactam na África Austral, o norte de Moçambique.

China avisa Japão de que qualquer ambição militarista sofrerá uma "derrota devastadora"... O ministro dos Negócios Estrangeiros da China advertiu hoje o Japão de que o "velho caminho" do confronto militar é "um beco sem saída", e que se for essa a sua escolha a "derrota será devastadora".

© Reuters   Por  LUSA  14/02/2026 

"Qualquer país que preze a paz deve gritar isto aos quatro ventos: se regressarem ao caminho antigo, chegarão a um beco sem saída, e se optarem por apostar nele novamente, a derrota será ainda mais rápida e devastadora", declarou Wang Yi ao discursar na Conferência de Segurança de Munique. 

O chefe da diplomacia chinesa reagia à "retórica militarista" da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, referindo-se à Guerra Sino-Japonesa entre 1937 e 1945, que causou cerca de 20 milhões de mortos e que terminou com a derrota do Japão Imperial, segundo a agência noticiosa privada espanhola Europa Press.

O ministro chinês acusou o Japão de continuar a homenagear militares considerados criminosos de guerra, adiantando que tal parece indicar que "o espectro do militarismo continua a assombrar" o país e se reflete em "ambições persistentes em relação a Taiwan", cuja soberania é reivindicada pela China há décadas.

Wang referiu que a Alemanha fez uma análise minuciosa dos crimes nazis após a Segunda Guerra Mundial, tendo aprovado legislação que proíbe discursos e ações que promovam a ideologia nazi, criticando Tóquio por não ter, segundo ele, adotado medidas semelhantes.

A tensão na relação entre os dois países aumentou depois de Takaichi ter insinuado a possibilidade de uma resposta militar japonesa caso a China intervenha em Taiwan, levando Pequim a exigir um pedido de desculpas.

A primeira-ministra japonesa continua a insistir que o Japão "não poderá ignorar" um conflito que surja na região e aponta como um dos seus objetivos reformar a Constituição, pondo fim à era pacifista do país, iniciada logo após a Segunda Guerra Mundial, quando Tóquio renunciou "para sempre" à guerra como "direito soberano" e limitou significativamente a movimentação das suas tropas.

"As lições da história não estão longe de nós", declarou Wang, uma semana depois de Takaichi ter conquistado uma vitória tão expressiva nas eleições legislativas que lhe permite considerar a reforma da Lei Fundamental do país.

UCRÂNIA/RÚSSIA: "Seria ilusório acreditar que a guerra pode terminar dividindo a Ucrânia"... O presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, afirmou hoje que dividir a Ucrânia para agradar à Rússia não trará uma paz verdadeira.

© Viktor Kovalchuk/Global Images Ukraine via Getty Images   Por  LUSA  14/02/2026 

Zelensky comparou a situação criada pela atual invasão russa com a que viveu a Europa com a invasão da Checoslováquia pela Alemanha nazi, nas vésperas da II Guerra Mundial (1939/1945).

"Seria ilusório acreditar que a guerra pode terminar de forma real dividindo a Ucrânia, tal como foi ilusório acreditar que sacrificar a Checoslováquia salvaria a Europa de uma grande guerra", declarou Zelenski ao intervir na Conferência de Segurança de Munique (sul da Alemanha), iniciada sexta-feira e que se prolonga até domingo.

Zelensky aludia à exigência da Rússia de que o país invadido lhe ceda toda a região do Donbass, incluindo o território que ainda não controla em Donetsk para pôr fim ao conflito.

O Presidente ucraniano reafirmou que a Ucrânia está disposta a fazer tudo o que for possível para que as negociações de paz impulsionadas pelos Estados Unidos tenham sucesso, e confirmou que pretende reunir-se ainda hoje em Munique com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para discutir o processo de fim da guerra. 

Zelensky lamentou, porém, a lentidão das decisões políticas necessárias para conter os ataques russos contra a Ucrânia.

"Nesta guerra, as armas estão a evoluir mais rápido do que as decisões necessárias para detê-las", afirmou, enfatizando que os drones 'Shahed', de fabrico iraniano e utilizados por Moscovo, estão a tornar-se cada vez mais letais à medida que o conflito, prestes a completar cinco anos, se arrasta.

Por outro lado, Zelensky reafirmou que está disposto a convocar imediatamente eleições, como lhe pediu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se houver um cessar-fogo e lhe for garantida segurança para realizá-las.

"Deem-nos dois meses de cessar-fogo e iremos a eleições. É tudo", disse Zelensky quando questionado sobre este assunto.

A Conferência de Segurança de Munique, cuja 62,ª edição começou na sexta-feira e vai até domingo, é considerada o principal encontro mundial de especialistas em políticas de segurança, em que estão presentes mais de 60 líderes mundiais e cerca de 100 ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa.