terça-feira, 9 de junho de 2026

CPLP apoia novas eleições em Bissau e pede libertação de Simões Pereira... O ministro dos Negócios Estrangeiros declarou hoje à Antena 1 que a CPLP empenha-se no regresso à normalidade da Guiné-Bissau, apoiando a realização de novas eleições, e reiterou o pedido de libertação do político Domingos Simões Pereira.

© Lusa  09/06/2026 

Numa entrevista feita para o 'podcast' da Antena 1 "Política com Assinatura", o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, questionado sobre a Guiné-Bissau, respondeu que a situação está "a ser tratada em três instâncias".

"Em primeiro lugar, é um problema interno da Guiné-Bissau. E, portanto, temos que respeitar a soberania do Estado guineense. Mas, quer a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental], quer a União Africana, quer a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], têm envidado esforços, essencialmente para (...) que se possam organizar eleições - uma vez que as anteriores ficaram prejudicadas", contextualizou o chefe da diplomacia portuguesa.

"Pena, porque o processo tinha decorrido francamente bem, mas enfim, os resultados ficaram inviabilizados porque foram destruídos os cadernos eleitorais e, portanto, nós não podemos (...) regressar ao estado anterior", acrescentou o governante.

Rangel reforçou que se tem pedido às atuais autoridades guineenses que libertem o líder do histórico Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira - que está em prisão domiciliária por alegada tentativa de golpe de Estado -, e que permitam aos partidos políticos que voltem às suas sedes.

Para o ministro, em Bissau já foram dados sinais positivos, concretamente no que diz respeito ao candidato presidencial da oposição que alegadamente venceu as eleições de 23 de novembro, Fernando Dias, e ao facto de se terem marcado eleições para dezembro deste ano.

"Houve uma marcação de eleições para 06 de dezembro, mas estamos à espera de ver quais são as condições para que elas se possam desenrolar", referiu.

Por outro lado, o diplomata disse esperar que a próxima reunião da CPLP, a ocorrer em julho, em Díli, para se assinalarem os 30 anos da organização, traga "algum progresso" relativamente ao tema da Guiné-Bissau. 

Sobre as delegações da RTP e da agência Lusa expulsas da Guiné-Bissau em agosto do ano passado, o ministro respondeu que não têm existido, agora, conversações no sentido de restabelecimento dessas relações, mas salientou que essas já ocorreram no passado e que poderiam ter "dado frutos".

Para o ministro, é importante que haja abertura, em Bissau, à comunicação social que lá queira estar e que a CPLP ajude nesse sentido.

Rangel frisou ainda que o Governo português tem um respeito enorme pelo país, e pelo seu povo, e que esta nação, apesar de, pela primeira vez, estar suspensa, é um "membro imprescindível da CPLP".

"Eu acho que, (...) se forem dados sinais por parte das autoridades, nós poderemos progressivamente restaurar um diálogo frutuoso que leve a que ela [Guiné-Bissau] possa retomar a sua participação a 100% na vida da CPLP", indicou.

Sobre a CPLP, referiu que a organização é muito importante - prova disso, sublinhou, é a quantidade de países que querem ser seus observadores - e que os Estados-membros estão concertados nos seus objetivos.

A 26 de novembro de 2025, um autodenominado Alto Comando Militar tomou o poder na Guiné-Bissau na véspera da divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.

O golpe interrompeu o processo eleitoral, o Presidente da República e recandidato, Umaro Sissoco Embaló, foi deposto, e os militares nomearam para chefe de Estado de Transição, o general Horta Inta-a, substituíram o parlamento, encerrado desde dezembro de 2023, por um Conselho Nacional de Transição e prenderam o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, impedido de concorrer às eleições, assim como o PAIGC, que lidera.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo que este país detém a presidência rotativa da organização desde a suspensão da Guiné-Bissau.


VOLODYMYR ZELENSKY: "Não podemos dizer que a Rússia esteja a perder esta guerra, mas..." O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou que a Rússia está isolada na Europa e que a guerra parece estar a mudar lentamente a favor de Kyiv, devido à perda de iniciativa por parte de Moscovo.

© NICOLAS TUCAT / AFP via Getty Images      Por LUSA    09/06/2026 

"Não podemos dizer que a Rússia esteja a perder esta guerra, mas podemos sim dizer que está a perder a iniciativa dia após dia", afirmou Zelensky numa entrevista ao jornal britânico The Guardian publicada hoje, citada pela agência espanhola EFE.

Na última semana, drones ucranianos de longo alcance atacaram São Petersburgo, onde se incendiaram terminais de crude, enquanto houve ataques semelhantes na Crimeia, a península ucraniana ocupada pela Rússia desde 2014.

Segundo Zelensky, o objetivo dos ataques ucranianos de longo alcance é que os residentes das cidades russas sintam o que significa a guerra.

"A vitória nesta guerra será alcançada quando a sociedade russa reconhecer que a guerra é terrível, que é uma tragédia não para alguém em algum lugar, mas para si próprios. E acredito que este é o impulso de que necessitamos", afirmou.

Zelensky disse que a Rússia tem registado baixas de 30 mil soldados por mês, incluindo cerca de 23 mil mortos e muitos feridos com gravidade, mas admitiu que o número possa ser maior.

"Em suma, é um número muito elevado. Significa que não estão a ganhar a guerra", assinalou.

Zelensky também se referiu à reação do Presidente da Rússia a uma carta aberta que lhe enviou a sugerir uma reunião para acabar com a guerra, mas que foi rejeitada e considerada indelicada por Vladimir Putin.

O Guardian referiu que a postura inflexível de Putin levou alguns observadores a questionar se o líder russo estava a delirar ou se os seus comandantes militares lhe estavam a fornecer informação errada.

Sobre tais teorias, Zelensky admitiu serem possíveis, mas desvalorizou os motivos e disse que Putin mentiu sobre a guerra desde o início, ao justificá-la com a necessidade de proteger os falantes de russo na Ucrânia.

Além da proteção das minorias russas, Putin justificou a invasão de fevereiro de 2022 com o objetivo de "desnazificar" a Ucrânia e impedir a adesão do país vizinho à NATO, entre outros motivos.

No âmbito internacional, a Rússia sofreu vários reveses políticos, como a derrota de Viktor Orbán nas recentes eleições na Hungria, enquanto as tentativas russas de apoiar candidatos pró-russos na Moldova fracassaram.

"Estão a perder influência em diferentes países", comentou Zelensky.

"Estão isolados dentro da Europa e também dos Estados Unidos. Portanto, estão sozinhos", acrescentou.

Zelensky referiu que sempre disse ao homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, que Putin mentia e jogava com a administração norte-americana, e agradeceu o "firme apoio" de Washington à Ucrânia.

Zelensky reuniu-se no domingo em Londres com os chefes dos governos britânico, Keir Starmer, e alemão, Friedrich Merz, e com o Presidente francês, Emmanuel Macron.

Numa declaração conjunta após a reunião, mostraram-se favoráveis a um cessar-fogo na Ucrânia que tenha em conta os interesses europeus.


Leia Também: Seul insiste na desnuclearização da Coreia do Norte após cimeira Xi/Kim

O Governo sul-coreano insistiu hoje na desnuclearização da Coreia do Norte após a cimeira entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o Presidente da China, Xi Jinping.

Autoridades pró-russas denunciam ataques contra a Península da Crimeia... A Ucrânia atacou a ponte Chongar, que liga a região anexada de Kherson à Península da Crimeia, controlada pela Rússia desde 2014, causando danos que obrigaram as autoridades pró-russas a condicionar o trânsito, disse o governador local, Vladimir Saldo.

© REUTERS TV via REUTERS   Por  LUSA  09/06/2026 

Através das redes sociais, o governador regional de Kherson, pró-russo, disse que a ponte Chongar foi "novamente danificada" após um ataque com aparelhos aéreos não tripulados (drones) ucranianos, tendo sido interrompida a circulação rodoviária.

A ponte já tinha sido danificada no domingo, após um ataque com um drone que atingiu a estrutura.

De acordo com o governador pró-Rússia, as defesas aéreas abateram "mais de 20 drones" ucranianos que sobrevoavam o local.

Saldo disse ainda que as forças ucranianas estão a concentrar os ataques contra a infraestrutura com o objetivo de "interromper a circulação e criar problemas à população".

Segundo o Ministério da Defesa russo, as defesas aéreas intercetaram e destruíram 140 drones ucranianos durante a noite passada sobre sete regiões russas, a Península da Crimeia e os mares Negro e de Azov.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia, e lançou em 2022 uma campanha militar de grande escala contra todo o território ucraniano.


Leia Também: Quatro mortos em ataque russo perto de Kharkiv

Ataques russos na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, causaram quatro mortos e cerca de quinze feridos, anunciaram hoje as autoridades locais.

Japão cria plano de ação para reduzir suicídio infantil... Entre as medidas aprovadas estão a criação de conselhos dos governos regionais, a colaboração entre escolas e instituições médicas, bem como o uso de IA para identificar riscos de suicídio.

Por  sicnoticias.pt  

O Governo japonês aprovou esta terça-feira um plano de ação para tentar reduzir os números recorde de suicídio infantil registados no país, incluindo medidas de conciliação familiar e uso de inteligência artificial (IA) para identificar riscos.

"O suicídio infantil e juvenil é um problema grave que deve ser levado muito a sério", declarou a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, citada pela agência local Kyodo.

A dirigente presidiu a reunião do Conselho para a Promoção de Políticas para a Infância, que este ano centrou atenções na prevenção do suicídio entre menores.

Entre as medidas aprovadas estão a criação de conselhos dos governos regionais, a colaboração entre escolas e instituições médicas, bem como o uso de IA para identificar riscos de suicídio.

O plano inclui ainda incentivos às empresas que apoiem ativamente o cuidado infantil e promovam serviços de apoio às famílias.

Segundo o ministro da Infância, Hitoshi Kikawada, as medidas deverão entrar em vigor "antes do final do ano", com a cooperação entre ministérios e organismos relevantes.

De acordo com estatísticas da Agência Nacional de Polícia e do ministério da Saúde, no ano passado, registaram-se 538 suicídios entre estudantes do ensino primário, secundário e universitário, o número mais elevado desde que os dados começaram a ser recolhidos em 1980.

Guiné-Bissau: GOVERNO LANÇA MEDIDAS URGENTES PARA REFORÇAR A SEGURANÇA ELÉTRICA, PREVENIR INCÊNDIOS, COMBATER A POLUIÇÃO E DISCIPLINAR O SETOR DAS PESCAS

Por Radio TV Bantaba 

Bissau, Junho de 2026 – O Governo da República da Guiné-Bissau decidiu avançar com um conjunto de medidas urgentes destinadas a enfrentar problemas estruturais que afetam a segurança pública, o ambiente, a educação, a gestão urbana e o setor das pescas.

As decisões foram tomadas durante uma reunião de emergência presidida por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, que reuniu membros do Governo, responsáveis de instituições públicas, autoridades municipais, representantes da sociedade civil e técnicos especializados.

Rede elétrica sob forte pressão

Durante a reunião, os serviços técnicos do Ministério da Energia apresentaram um diagnóstico preocupante sobre o estado da rede elétrica nacional, alertando para a degradação das infraestruturas de distribuição, a proliferação de ligações clandestinas e o elevado risco de apagões e incêndios.

O Mercado de Bandim foi identificado como uma das zonas mais críticas do país devido à existência de instalações elétricas precárias, utilização de materiais inadequados e elevado congestionamento interno, fatores que aumentam significativamente os riscos para comerciantes e consumidores.

Perante esta situação, o Primeiro-Ministro determinou a elaboração imediata de um Plano Especial de Saneamento Elétrico do Mercado de Bandim, o reforço das inspeções técnicas em todo o território nacional e a implementação de um programa específico de prevenção de incêndios relacionados com instalações elétricas.

Governo endurece combate aos resíduos plásticos

A reunião analisou igualmente os impactos ambientais causados pela crescente utilização de sacos plásticos, sobretudo os provenientes da produção de água empacotada.

Segundo informações apresentadas pelo Ministério dos Recursos Naturais, existem atualmente 38 unidades industriais dedicadas à produção de água em embalagens plásticas.

Em resposta, o Governo determinou a aplicação imediata das medidas regulamentares já aprovadas, incluindo a reconversão progressiva das unidades industriais para soluções ambientalmente sustentáveis.

As empresas que persistirem no incumprimento das normas poderão ser encerradas, sendo mobilizadas as forças de segurança para assegurar o cumprimento efetivo da legislação.

Educação: Governo exige rigor administrativo

No setor educativo, o Primeiro-Ministro abordou a situação dos professores contratados que alegam estar sem receber salários há vários meses.

O Chefe do Governo reiterou que nenhum pagamento poderá ser efetuado sem o cumprimento das exigências legais de validação e visto prévio das autoridades competentes do Ministério das Finanças.

Foi igualmente ordenada a realização de um levantamento nacional das escolas, professores e demais recursos humanos do sistema educativo, visando atualizar a base de dados nacional e melhorar a gestão do setor.

Novas medidas para limpeza urbana

Relativamente à gestão de resíduos sólidos, o Executivo determinou a instalação de placas de proibição de depósito de lixo em zonas críticas, a reorganização dos horários de recolha de resíduos e o reforço da fiscalização municipal.

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau informou que já foi identificado um espaço alternativo para acolher temporariamente parte dos operadores do Mercado de Bandim, medida que permitirá reduzir o congestionamento e melhorar as condições de segurança.

Governo reforça controlo do setor das pescas

A Ministra das Pescas alertou para dificuldades encontradas na implementação da nova política de redução dos preços do pescado, referindo a existência de resistências por parte de alguns operadores económicos.

Foi igualmente destacada a crescente dependência do setor em relação a mão-de-obra proveniente de países vizinhos, devido à reduzida participação da juventude guineense na atividade pesqueira.

Perante esta realidade, o Primeiro-Ministro ordenou a identificação dos agentes que estejam a impedir a execução das medidas governamentais e exigiu relatórios detalhados sobre o desembarque obrigatório do pescado, o cumprimento das obrigações dos detentores de licenças, o funcionamento da cadeia de distribuição e a aplicação de sanções aos operadores incumpridores.

Interesse público acima de interesses particulares

Encerrando os trabalhos, Sua Excelência o Primeiro-Ministro reafirmou que o Governo continuará a agir com firmeza perante os problemas estruturais que afetam o país.

"O interesse público deve prevalecer sobre quaisquer interesses particulares, económicos ou políticos", sublinhou.

As medidas aprovadas marcam o início de uma nova fase de intervenção governativa orientada para o reforço da autoridade do Estado, a modernização dos serviços públicos, a proteção do ambiente, a segurança dos cidadãos e a melhoria das condições de vida da população.

O Governo acompanhará rigorosamente a implementação das decisões adotadas e exigirá resultados concretos de todas as instituições envolvidas.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Mercado de Bandim: Governo ordena elaboração imediata de Plano Especial de Saneamento Elétrico

Por  CAP-GB 

Bissau, 8 de Junho de 2026 – O Mercado de Bandim foi identificado como uma das zonas mais críticas da capital, devido às instalações elétricas precárias e ao elevado nível de congestionamento, fatores que representam sérios riscos para comerciantes e consumidores.

Em resposta à situação, o Governo ordenou a elaboração imediata de um Plano Especial de Saneamento Elétrico para o mercado, bem como o reforço das inspeções técnicas em todo o país e a implementação de um programa específico de prevenção de incêndios.

A decisão foi tomada durante uma reunião de emergência presidida pelo Chefe do Governo, Ilídio Vieira Té, que contou com a participação de membros do Executivo, responsáveis de instituições públicas, autoridades municipais, representantes da sociedade civil e técnicos especializados.

Durante o encontro, os serviços técnicos do Ministério da Energia apresentaram um diagnóstico preocupante sobre o estado da rede elétrica nacional, destacando a degradação das infraestruturas, o aumento de ligações clandestinas e o elevado risco de apagões e incêndios.

“O Mercado de Bandim foi identificado como uma das zonas mais críticas, devido às instalações precárias e ao elevado congestionamento, fatores que representam sérios riscos para comerciantes e consumidores”, sublinharam os técnicos do Ministério.

O Governo garantiu que irá acompanhar rigorosamente a execução das medidas adotadas, exigindo resultados concretos de todas as instituições envolvidas.

Recorde-se que o Mercado de Bandim, particularmente na zona da subida de Cabana, já foi palco de dois incêndios que provocaram elevados danos materiais. O primeiro incidente levou à demissão do então Presidente da Câmara Municipal de Bissau, José Medina Lobato. 

13 de Junho de 2026 - Lançamento do livro “Antologia Brutalista” da autoria de Ricardo Rao na Feira do Livro

Lançamento do livro “Antologia Brutalista” na Feira do Livro

Terá lugar, no dia 13 de junho, às 17 horas, o lançamento do livro “Antologia Brutalista” do autor Ricardo Rao - vencedor da 11.ª edição do “Prémio Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa” -, no Auditório Sul da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII. 

A apresentação do livro contará com a presença do autor, da editora e de membros do júri.

 Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

Avenida da Índia n.º 110, 1300-300 Lisboa, Portugal | Tel. +351 218 172 950 | 

uccla@uccla.pt | www.uccla.pt Facebook Linkedin | Youtube | Instagram | Twitter |ISSUU

@Faladepapagaio

O Governo de Transiçao da Guiné Bissau, liderado pelo Primeiro Ministro, Senhor Ilídio Vieira Té, financiou projecto para instalaçao de casas de Banho Públicas na praça e nos bairros de Bissau.

As casas de banho públicas são essenciais para garantir a saúde pública, o conforto urbano e a inclusão social. Elas permitem que qualquer pessoa satisfaça necessidades fisiológicas básicas fora de casa, evitam a contaminação do ambiente e apoiam diretamente o turismo, o comércio e a mobilidade das cidades.

Por O homem novo

Israel anuncia lançamento de mísseis iranianos contra o seu território... O Exército israelita identificou hoje o lançamento de mísseis do Irão contra o seu território e garantiu estar "a operar para intercetar a ameaça", acrescentando que foram enviados alertas de precaução para os telemóveis das áreas possivelmente afetadas.

© Mostafa Alkharouf/Anadolu Agency via Getty Images    Por LUSA   08/06/2026 

O Exército israelita anunciou ainda ter intercetado esta madrugada um míssil lançado do Iémen. O lançamento ocorreu uma hora e meia depois de Israel ter anunciado que atacou "alvos militares" no oeste e no centro do Irão, em resposta ao ataque da República Islâmica como retaliação aos ataques israelitas contra o Líbano.

As sirenes soaram em todo o território de Israel e as forças armadas israelitas anunciaram que um míssil lançado do Iémen tinha como alvo o país, sem fornecerem mais detalhes. Os serviços de emergência de Israel afirmaram que não havia relatos de vítimas nem de impactos decorrentes do lançamento a partir do Iémen.

Pouco depois do alarme, que soou em Jerusalém, Telavive e outras zonas do centro de Israel, o Exército informou que os abrigos podiam ser abandonados, porque a ameaça tinha passado, e confirmou à agência EFE que o míssil tinha sido intercetado.

O Iémen é o lar dos rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão. Os Huthis dispararam mísseis contra Israel durante a guerra entre Israel e o Hamas e posteriormente, mas não se envolveram totalmente na guerra com o Irão. Os Huthis não reivindicaram este ataque.

O Irão lançou na noite de domingo um total de onze mísseis contra Israel, na sequência do ataque israelita contra dois apartamentos nos subúrbios meridionais de Beirute, conhecidos como Dahye, onde, pelo menos, duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas este domingo. Israel assegurou que se tratou de uma operação contra um quartel do grupo xiita Hezbollah.

O Irão já tinha antecipado que, se os ataques de Israel contra o Líbano continuassem, retaliaria, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos em 08 de abril inclui a nação árabe.

O Exército israelita afirmou ter intercetado todos os mísseis lançados pelo Irão.

Além de Israel e Irão, também na Arábia Saudita as sirenes de alerta de mísseis soaram esta madrugada na zona onde se situa uma base aérea que acolhe forças norte-americanas.

A comunicação social estatal saudita noticiou o alerta na província de Al Kharj, onde se encontra a Base Aérea Príncipe Sultan. O alerta surgiu na sequência dos ataques de Israel ao Irão. Pouco depois, a Arábia Saudita afirmou que o perigo de mísseis na zona tinha passado, sem dar mais pormenores.

A Casa Branca não comentou até agora os ataques israelitas contra o Irão esta madrugada, incluindo a questão de se saber se foram realizados em coordenação com os Estados Unidos, avançou a agência de notícias Associated Press (AP).

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse este domingo à Fox News que queria que os iranianos parassem de disparar mísseis e regressassem à mesa de negociações. Também afirmou que os ataques de Israel no Líbano no início do domingo não foram coordenados com os Estados Unidos. "Não estou contente com isso", sublinhou Trump.

Um alto funcionário norte-americano, citado pela AP, afirmou que Trump tinha ligado ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para o exortar a não retaliar imediatamente ao ataque com mísseis iraniano. O funcionário, que falou sob condição de não ser identificado para descrever uma conversa telefónica privada, disse que Trump acreditava ter convencido Netanyahu a esperar.

Trump "conseguiu que Bibi [Netanyahu] adiasse a resposta por enquanto", afirmou o funcionário, que não revelou outros detalhes sobre o telefonema.

Antes, porém, do ataque israelita, numa entrevista com o jornal britânico Financial Times, Trump insistiu que ditou as condições a Netanyahu sobre a forma como a guerra deveria ser conduzida. "Ele não terá escolha", afirmou Trump ao jornal numa entrevista por telefone. "Sou eu quem toma as decisões. Sou eu quem toma todas as decisões. Não é ele [Netanyahu] quem toma as decisões", insistiu.

Não houve qualquer comentário imediato por parte do gabinete de Netanyahu.

Os ataques ameaçam ainda mais os esforços para alcançar um cessar-fogo permanente na guerra entre o Irão e os Estados Unidos e aumentam a possibilidade de um regresso a combates intensos, complicando os esforços de mediação para pôr fim à guerra.


Leia Também: Teerão confirma ataque israelita contra complexo petrolífero no Golfo

Autoridades regionais iranianas confirmaram hoje um ataque do exército israelita contra o complexo petroquímico de Mahshahr, que causou "danos parciais", informaram os meios de comunicação oficiais do Irão.

CHINA: Xi declara que amizade entre Pequim e Pyongyang "perdurará para sempre"... O Presidente chinês defendeu hoje a continuidade da aliança entre China e Coreia do Norte e apelou ao reforço da coordenação face "à hegemonia" e "política de força", num artigo no jornal norte-coreano Rodong Sinmun.

© Lusa     08/06/2026 

O texto, divulgado também pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua, foi publicado por ocasião da viagem de Xi Jinping à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, e no ano em que se comemora o 65.º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre os dois países.

Xi afirmou que a relação bilateral se encontra num "novo ponto de partida histórico" e sustentou que Pequim pretende "impulsionar o desenvolvimento" dos laços com Pyongyang.

Isto após anos em que as relações arrefeceram devido aos ensaios nucleares norte-coreanos e num momento em que Pequim procura preservar a influência face à crescente aproximação da Coreia do Norte à Rússia.

O líder chinês salientou que a "amizade tradicional" entre os dois países "perdurará para sempre" e recordou que se reuniu seis vezes com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, nos últimos anos.

Xi defendeu também que Pequim e Pyongyang preservem o sistema internacional centrado nas Nações Unidas e a ordem baseada no direito internacional, ao mesmo tempo que se opõem "à hegemonia" e à "política da força" .

O dirigente chinês condenou ainda qualquer tentativa de "reavivar o militarismo", uma expressão que as autoridades chinesas têm usado de forma reiterada nos últimos meses em referência ao Japão.

O artigo não menciona a desnuclearização da Coreia do Norte, um assunto que Pyongyang voltou a descartar no domingo, ao afirmar que o estatuto nuclear do país é irreversível.

A visita do líder chinês ocorre em pleno reatamento dos contactos entre Pequim e Pyongyang, após uma reunião que Xi e Kim mantiveram em setembro de 2025 em Pequim, uma visita do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, à Coreia do Norte em abril e o reinício, em março, das ligações ferroviárias e aéreas de passageiros entre ambos os países, após seis anos de suspensão.


Leia Também: Presidente chinês chega à Coreia do Norte para visita de dois dias

O Presidente chinês, Xi Jinping, chegou hoje a Pyongyang para uma visita de Estado de dois dias à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, durante a qual deverá reunir-se com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Zimbabué repatriou 74 cidadãos devido a violência xenófoba na África do Sul... Um primeiro grupo de 74 cidadãos do Zimbabué chegou ao seu país domingo, após ter sido repatriado da África do Sul devido à onda de ataques xenófobos que tem abalado aquele país, confirmou o Governo zimbabueano.

© Lusa    08/06/2026 

Segundo explicou à agência espanhola EFE o ministro dos Negócios Estrangeiros, Amon Murwira, os repatriados chegaram de autocarro ao posto fronteiriço de Beitbridge, numa viagem organizada pela Embaixada do Zimbábue em Pretória. 

"O Governo do Zimbabué está a acompanhar de perto os acontecimentos que estão a ocorrer na África do Sul, com ataques xenófobos contra cidadãos estrangeiros, e aconselha os seus nacionais a contactarem a nossa Embaixada caso se encontrem em perigo ou desejem regressar a casa", declarou o ministro.

Após a chegada, os repatriados estão a ser assistidos pelo Departamento de Assistência Social, antes de se reunirem com as famílias, explicou, referindo que o Governo do Zimbábue está em contacto com o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Nos últimos meses, um movimento anti-imigração sul-africano convocou protestos, por vezes violentos, contra migrantes irregulares, a quem atribui a culpa pelos problemas económicos do país, pela prestação deficiente de serviços públicos ou pelas elevadas taxas de criminalidade.

Grupos anti-imigração exigiram mesmo que certos grupos de estrangeiros abandonassem o país antes do próximo dia 30 de junho e chegaram ao ponto de impedir que migrantes africanos tivessem cuidados de saúde e educação em instalações públicas.

Esta situação levou o Gana, no passado dia 07 de maio, a solicitar à União Africana (UA) que abordasse os ataques xenófobos e enviasse uma "missão de investigação" à África do Sul.

Com a chegada domingo de 169 cidadãos moçambicanos, incluindo 16 menores, provenientes das localidades de Mossel Bay e Hermanus, na província do Cabo Ocidental, Moçambique fez já o repatriamento de 714 cidadãos na sequência de ataques xenófobos na vizinha África do Sul.

Já o Governo nigeriano informou que cerca de 130 compatriotas solicitaram ser repatriados após os ataques.

Tal como a Nigéria, também a Guiné-Bissau convocou o embaixador sul-africano no seu território.

Também o Gana e o Maláui repatriaram centenas de cidadãos, enquanto o Quénia, o Maláui e o Lesoto emitiram alertas de segurança para os seus cidadãos na África do Sul, cujo Governo condenou estes ataques, embora tenha reivindicado o seu direito de travar a imigração irregular.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul, que acolhe quase três milhões de estrangeiros, dos quais 90% são originários de outros países africanos.

Esta circunstância tem dado origem a ondas de protestos violentos, especialmente nos bairros mais vulneráveis, tendo os mais graves ocorrido no final de 2019, com 18 estrangeiros mortos, segundo dados da ONG Human Rights Watch (HRW).

domingo, 7 de junho de 2026

CENTRO DE SAÚDE DE CAIO ENFRENTA FALTA DE MÉDICOS APÓS SAÍDA PARA FORMAÇÃO NO EXTERIOR

Por  Rádio Sol Mansi   07. 06. 2026 

Neste momento, o Centro de Saúde de Caio encontra-se sem médicos, devido à concessão de licença de estudo ao único profissional que exercia funções na unidade, para prosseguir a sua formação no exterior do país.

Segundo o responsável do Centro de Saúde de Caio, a instituição contava apenas com um médico, que solicitou licença de estudo, deixando o centro sem qualquer profissional da área médica.

Lino da Silva Fernandes afirmou que, atualmente, o centro dispõe de apenas seis profissionais de saúde para atender uma população superior a nove mil habitantes da área sanitária, proveniente de várias tabancas.

O responsável acrescentou que o centro dispõe de eletricidade e água, mas esclareceu que a água disponível serve apenas para a limpeza das instalações, não sendo própria para consumo.

Na mesma entrevista, Lino da Silva Fernandes referiu que a unidade necessita de mais pessoal de saúde, tendo em conta os diversos serviços prestados à população.

Relativamente às dificuldades enfrentadas, o responsável destacou a necessidade de construção de um muro de proteção ou vedação, devido à circulação frequente de animais no recinto do centro de saúde.

Lino da Silva Fernandes revelou ainda que as patologias mais frequentes registadas na unidade são a diarreia e a gripe. No entanto, sublinhou que a situação tem vindo a melhorar significativamente graças ao trabalho dos agentes de saúde comunitária, que realizam ações de sensibilização porta a porta junto das populações.

Boko Haram liberta mais de 400 pessoas sequestradas na Nigéria... O grupo Boko Haram libertou mais de 400 pessoas sequestradas no início deste ano numa aldeia do estado de Borno, no nordeste da Nigéria, informaram hoje um senador e um responsável local pela juventude.

© Getty Imagens     Por  LUSA    07/06/2026 

Uma insurreição extremista liderada pelo grupo Boko Haram e, posteriormente, pelo seu rival, o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), causou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados no nordeste do país mais populoso de África, desde 2009.

Os sequestros em massa, com libertações mediante o pagamento de resgate, são prática habitual dos islamistas.

Samaila Kaigama, presidente da Borno South Youth Alliance (BOSYA, organização juvenil), declarou ter conseguido a libertação das 416 mulheres e crianças raptadas em Ngoshe. "Foram libertadas no sábado", precisou.

Mohammed Ali Ndume, senador do estado de Borno, confirmou a libertação à AFP.

A aldeia de Ngoshe fica a menos de 10 quilómetros da fronteira com os Camarões, nas colinas de Gwoza, um bastião do Boko Haram, e tem sido alvo de repetidos ataques por parte de combatentes islamistas.

Não havia informações imediatas sobre as condições da libertação.

Ndume afirmou que não tinha conhecimento das circunstâncias da libertação. A sua organização juvenil, a BOSYA, que tinha estabelecido canais de comunicação entre os sequestradores e as famílias afetadas, não forneceu detalhes.

As autoridades negam pagar resgates, embora os analistas afirmem que se trata de uma prática comum, tanto por parte do Governo como das famílias das vítimas.

Cerca de 1,66 milhões de dólares foram assim pagos em resgates entre julho de 2024 e junho de 2025 a vários grupos armados na Nigéria, incluindo extremistas islâmicos, mas também separatistas, de acordo com um relatório da SBM Intelligence, uma empresa de consultoria sediada em Lagos.

CHINA: Veja. Quase 13 milhões de alunos na China começam exames para o Superior... Cerca de 12,9 milhões de jovens estudantes chineses, segundo o Ministério da Educação, começaram hoje a fazer o 'gaokao', o temido exame nacional de admissão à universidade.

© Getty Images     Por  LUSA   07/06/2026 

Este exame altamente seletivo, que ocupa um lugar central na sociedade chinesa, determina o acesso às melhores universidades e, por extensão, as futuras oportunidades de carreira. 

O 'gaokao' tem a duração de vários dias e inclui testes de mandarim, matemática, inglês, ciências e humanidades. Os resultados serão anunciados no final de junho.

À porta de um centro de exames em Pequim, dezenas de polícias e seguranças mantinham a ordem enquanto os pais, de telemóveis na mão, esperavam filmar os filhos a entrar na sala de provas.

Alguns estavam vestidos de vermelho, uma cor da sorte na cultura chinesa.

"Estou um pouco ansioso", admite Zhang Xinnan, de 18 anos, com o seu uniforme escolar, momentos antes do início dos exames.

"Mas domino as coisas que precisava de saber", acrescenta.

O ensino superior desenvolveu-se rapidamente na China nas últimas décadas, à medida que o desenvolvimento económico levou a uma melhoria dos padrões de vida, mas também a maiores expectativas dos pais em relação aos estudos e carreiras dos seus filhos.

No entanto, o mercado de trabalho para jovens licenciados já não é tão promissor como antes, sendo a elevada taxa de desemprego jovem uma grande preocupação.

De acordo com os dados oficiais, cerca de um em cada seis chineses entre os 16 e os 24 anos, excluindo os estudantes, está desempregado.

As atitudes em relação aos exames estão a mudar, com os estudantes e os pais cada vez menos dispostos a sacrificar a saúde física e mental para obter bons resultados.

"Sou bastante liberal", diz Deng Ju, de 53 anos, segurando uma pilha de cadernos para a filha, que está a rever até ao último minuto com uma amiga.

"Estou mais preocupada com a saúde física; o exame é apenas uma formalidade", acrescenta.

Veja as imagens nagaleria.


Leia Também: China lança operação perto de Taiwan após negociação de Japão e Filipinas

A China lançou uma "operação de fiscalização" nas águas junto a Taiwan, avançou hoje a imprensa estatal, em resposta às negociações entre Japão e Filipinas sobre fronteiras marítimas, levando Taipé a enviar a guarda costeira.

SENEGAL: Em rutura com PR, ex-PM senegalês reeleito líder do partido maioritário... O presidente da Assembleia Nacional do Senegal, Ousmane Sonko, em conflito aberto com o Presidente do país, Bassirou Diomaye Faye, foi amplamente reeleito para a liderança do partido Pastef, que detém a maioria no parlamento.

© Lusa   07/06/2026 

Faye e Sonko, seu antigo companheiro de jornada política e ex-primeiro-ministro, que o Presidente demitiu a 22 de maio, entraram em rutura, o que pode gerar instabilidade económica e a desconfiança dos doadores, numa altura em que o país se encontra fortemente endividado.

Ousmane Sonko foi reeleito "por unanimidade" para um mandato de seis anos à frente do Pastef (Patriotas Africanos do Senegal pelo Trabalho, Ética e Fraternidade) pelos 583 delegados das secções nacionais e da diáspora reunidos no sábado em Diamniadio, perto de Dacar, durante o primeiro congresso do partido que dirige desde a criação em 2014, de acordo com um texto lido por Ngouda Mboup, que supervisionou a votação.

"As revoluções podem ser desviadas se não se dotarem de uma doutrina clara nem de uma organização capaz de inscrever as mudanças na rutura", declarou Sonko, aludindo à rutura com Faye, a quem tinha designado para o substituir nas eleições presidenciais de 2024, após a invalidação da sua candidatura, na sequência de uma condenação por difamação.

"A nossa voz é a de uma revolução democrática, popular e soberana" e, "desta vez, nenhum projeto de sabotagem terá sucesso porque o povo dará as garantias necessárias para libertar o nosso país", prosseguiu.

Após ser destituído, Sonko foi substituído no cargo de primeiro-ministro pelo banqueiro Ahmadou Al Aminou Mohamed Lô, que formou, na terça-feira, um Governo boicotado pelo Pastef, mas no qual participam aliados e membros dissidentes do partido.

"Se o Pastef quiser, dentro de 72 horas, este Governo pode cair. Mas não o vamos censurar. Vamos acompanhá-los", afirmou Sonko na terça-feira.

No sábado, afirmou que, a partir da nova posição de força parlamentar maioritária, o partido "pode controlar melhor o que se faz na Assembleia Nacional e os interesses do povo serão salvaguardados".

O Pastef, que detém 130 dos 165 assentos no parlamento, pode, a qualquer momento, apresentar uma moção de censura e derrubar o Governo.

Pode também censurar o Governo aquando da apresentação do programa, cuja data ainda não foi determinada, explicaram à agência de notícias France Presse (AFP) antigos parlamentares.

O Presidente também pode reformar um Governo após uma moção de censura e dissolver o parlamento --- mas apenas dois anos após a tomada de posse, ou seja, a partir de novembro.

Pode, assim, recorrer a poderes excecionais ao abrigo da Constituição e governar posteriormente por decretos durante três meses, sem passar pela Assembleia Nacional.

Faye e Sonko, vencedores das eleições presidenciais de março de 2024 sob o slogan "Sonko mooy Diomaye" ("Sonko é Diomaye", em wolof), separaram-se após vários meses de tensões decorrentes de divergências, nomeadamente sobre a gestão da dívida pública e a justiça.

As tensões começaram a surgir em julho de 2025, quando o então primeiro-ministro, de temperamento explosivo, atacou veementemente Faye, denunciando um "problema de autoridade" no país.

No início de maio, o Presidente tinha criticado a "personalização excessiva" do seu ex-primeiro-ministro no seio do partido no poder.

A 22 de maio, dia em que foi demitido, Sonko tinha criticado Faye, durante uma intervenção na Assembleia Nacional, relativamente ao controlo e à transparência dos fundos políticos cuja utilização fica ao critério do Presidente.

sábado, 6 de junho de 2026

Eleições na Guiné-Conacri dão vitória à coligação do presidente de transição

Por correiokianda.info  06/06/2026 

A coligação política ligada ao presidente de transição da Guiné-Conacri, general Mamadi Doumbouya, venceu as eleições legislativas e municipais realizadas a 31 de Maio, num processo marcado pela fraca participação da oposição.

Segundo resultados provisórios divulgados pela Direcção-Geral de Eleições, a coligação Geração pela Modernidade e o Desenvolvimento (GMD) e os seus aliados conquistaram a maioria dos 147 assentos da Assembleia Nacional, garantindo também vantagem significativa nos mandatos locais.

O escrutínio decorreu num contexto político sensível, em que as principais forças da oposição não participaram ou foram excluídas do processo, após a dissolução de vários partidos políticos nos meses anteriores.

Os dados ainda carecem de confirmação final pelo Supremo Tribunal, que deverá validar oficialmente os resultados após o período legal de contestação.

As eleições fazem parte da transição política em curso na Guiné-Conacri desde o golpe de Estado de 2021, que levou ao poder a atual junta militar liderada por Mamadi Doumbouya.

Trump diz que não há acordo porque Irão é "forte" e "orgulhoso"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irão continuam sem avançar porque os líderes iranianos são "fortes" e "orgulhosos", salientando que se trata de um povo que está a "lutar há 47 anos".

© REUTERS/Nathan Howard  Por noticiasaominuto.com  06/06/2026 

O presidente dos Estados Unidos considerou que ainda não foi possível chegar a um acordo com a parte iraniana porque os líderes de Teerão são "fortes" e "orgulhosos". 

"Eles são fortes, eles são orgulhosos, há coisas que eles nunca pensaram em fazer que vão ter de fazer. Eles não têm escolha, e demora um bocado [até isso acontecer]", reconheceu Donald Trump na sexta-feira, dia 5 de junho, em entrevista à NBC News.

As declarações do presidente norte-americano surgem numa altura de vários avanços e recuos nas negociações com o Irão, sem que seja possível chegar a um consenso entre ambas as partes. O conflito, note-se, já decorre há quase quatro meses, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto a Teerão, no final de fevereiro, que matou vários líderes iranianos, incluindo o então aiatola.

O tempo decorrido, contudo, não é uma questão para Trump - pelo menos para já. Aliás, na mesma entrevista, o chefe de Estado deixou críticas àqueles que reclamam com a alegada demora do acordo com o Irão: "Estas coisas demoram anos."

"Estas pessoas [os iranianos] estão a lutar há 47 anos. Andam a matar americanos. Eu estou a fazer as coisas muito depressa", defendeu. "Estou nisto há três meses. O Vietname [a guerra] durou 19 anos", recordou.

"Estou no meu terceiro mês e tudo o que eles dizem é: «Quando é que vais ganhar?». Se eu fosse um democrata, ninguém estaria a falar desta maneira, mas não me importa. Estou habituado", desvalorizou o presidente norte-americano, fazendo depois questão de frisar que os Estados Unidos "destruíram completamente" as forças iranianas.

"A maioria das fábricas de drones foi destruída, a maioria das plataformas de lançamento foi destruída e a maioria das áreas de fabrico de mísseis foi destruída. Mas eles ainda têm capacidade. Têm alguns mísseis, têm alguns drones", confessou. "Diria que, em termos percentuais, talvez 21% a 22% dos seus mísseis. São muitos mísseis, mas não é o que era quando atacámos pela primeira vez", ressalvou.

Praticamente desde o início do conflito que Donald Trump afirma que um acordo entre as duas partes está "para breve", tendo chegado a dar prazos de semanas para que a guerra terminasse. O certo é que desde 28 de fevereiro, quando a ofensiva começou, foi apenas acordado um cessar-fogo temporário que tem sido prolongado desde abril. Contudo, continuam a haver ataques ocasionais entre ambas as forças ou entre países vizinhos, dado as suas alianças (como por exemplo, ataques iranianos ao Kuwait ou israelitas ao Líbano). Além disso, o estreito de Ormuz continua encerrado, após os Estados Unidos terem imposto um bloqueio naval, de forma a pressionar o Irão.


Leia Também: Países do Golfo falam em "ameaça direta" nos ataques ao Bahrein e Kuwait

O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem Mohamed AlBudaiwi, condenou hoje os recentes ataques iranianos contra o Bahrein e o Kuwait, considerando-os "uma ameaça direta" àquela região.

"Paz só é garantida pela força". EUA pedem investimento europeu em defesa... O secretário da Defesa dos Estados Unidos aproveitou hoje o aniversário do desembarque na Normandia para pedir aos países da Europa que façam mais pela própria defesa, ao discursar no cemitério militar norte-americano em França.

© Alex Wong/Getty Images     Por  LUSA    06/06/2026 

"A paz só é garantida pela força", defendeu Pete Hegseth no cemitério militar de Colleville-sur-mer, perante as 9.387 cruzes brancas de soldados norte-americanos mortos em combate durante a batalha da Normandia, em 1944.

O secretário da guerra do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha anunciado na sexta-feira que renunciava à cerimónia internacional prevista para hoje para se dedicar à cerimónia norte-americana.

Hegseth afirmou que os soldados enterrados na Normandia "combateram no seio de uma aliança guerreira na qual cada parceiro contribuiu com a medida da sua indústria, da sua coragem e do seu sacrifício".

"Nem 'slogans' vazios, nem cimeiras faustosas, nem comunicados", ironizou, referindo que "cada nação" aliada que combateu a Alemanha nazi "sangrou e assumiu a sua parte" em 1944.

"A América deve mostrar o caminho, e nós fá-lo-emos, mas os nossos aliados têm de estar connosco, ombro a ombro", pediu, citado pela agência France-Presse (AFP), num discurso sem referências explícitas às guerras no Irão ou na Ucrânia.

Hegseth pareceu também fazer referência a uma ameaça que a imigração representará para a "civilização ocidental", numa analogia com o desembarque organizado há 82 anos.

"Infelizmente, hoje, diferentes praias europeias estão a ser tomadas de assalto por diversas ideologias perigosas: nas praias de Espanha, Itália, Grécia e Bulgária, barcos e homens estão a desembarcar", criticou.

Na presença da homóloga francesa, Catherine Vautrin, Hegseth desafiou os países da Europa a travar a nova "invasão".

"Irão as capitais europeias agir contra esta invasão ou já é demasiado tarde?", disse Hegseth, antes de concluir com uma citação bíblica.

Donald Trump tem ameaçado diminuir a presença militar norte-americana na Europa, nomeadamente no âmbito da NATO, e exigido um maior investimento dos aliados europeus em defesa.

O desembarque na Normandia, em 06 de junho de 1944, é a maior operação anfíbia da história.

Uma armada de 6.939 navios e 132.700 britânicos, canadianos, norte-americanos, belgas, noruegueses ou polacos tomaram de assalto 80 quilómetros de praias normandas.

A operação contribuiu de forma decisiva para a vitória sobre a Alemanha nazi, que ficou encurralada pela União Soviética a leste.

Do lado francês, as comemorações decorrem em Ouistreham, com a cerimónia dedicada aos fuzileiros navais.

A cerimónia internacional conta com a presença do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e do ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey.


Leia Também: Irão acusa EUA de "violação flagrante" do cessar-fogo

O Irão condenou hoje os ataques aéreos dos Estados Unidos contra radares e instalações de vigilância costeira no Golfo Pérsico, classificando-os como uma "violação flagrante do cessar-fogo".

Bispo em Moçambique assassinado com tiro no coração. Suspeitos fugiram... A polícia de investigação criminal de Moçambique indicou que o bispo de Quelimane, Osório Afonso, foi assassinado hoje com um tiro no coração por indivíduos até aqui não identificados, estando as autoridades a investigar o caso.

© sol   Por LUSA   06/06/2026 

Em declarações aos jornalistas, o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) na Zambézia, Maximino Amílcar, disse que o bispo foi morto na madrugada de hoje na sua residência com uma arma do tipo AK-M por indivíduos que teriam escalado o muro da sua residência, tendo vandalizado a segurança elétrica e disparado contra o bispo. 

O responsável disse que Osório foi alvejado na "parte do peito, no coração", provavelmente uma bala", remetendo detalhes para outro momento, quando as autoridades investigam o crime.

O Sernic adiantou que não havia detidos até então, assegurando que não há risco de se atrapalhar as investigações do assassínio do bispo de Quelimane, na província da Zambézia, centro de Moçambique.  

"Estamos aqui perante um homicídio agravado como é do vosso domínio, do domínio público e por enquanto não vamos avançar detalhes porque estamos a trabalhar, como sabem que o serviço criminal é para investigar e não é fácil de madrugada para estas alturas trazer estes detalhes deste homicídio agravado", disse Maximino Amílcar.

O bispo da diocese de Quelimane e administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Osório Citora Afonso, morreu hoje, confirmou a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM).

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, manifestou hoje, em comunicado, profundo sentimento de pesar e consternação pela morte do bispo Osório Citora Afonso, ocorrida na madrugada de hoje, no Paço Episcopal, na residência oficial do bispo da Igreja Católica de Quelimane.

Na sua mensagem, o chefe de Estado refere que a morte do bispo Osório constitui uma perda irreparável para a sociedade moçambicana, em geral, e para a comunidade cristã, em particular, ressaltando o facto de ter-se destacado, em vida, pelo culto da humildade, dedicação pastoral e pregação dos valores da paz e reconciliação.

Antes, a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia disse à Lusa que está a investigar as causas da morte, remetendo esclarecimentos para mais tarde.

"Houve morte, sim, confirmo, mas ainda não temos as causas e a polícia está no terreno a investigar, por isso não posso adiantar agora qualquer causa, porque os colegas estão a avançar com a perícia", disse a porta-voz da polícia na Zambézia, Belarmina Muija.

O político moçambicano Venâncio Mondlane lamentou a morte do bispo de Quelimane, repudiando o "brutal assassinato" de Osório Afonso.

"A trágica perda de uma voz tão relevante para a igreja Católica e para a sociedade moçambicana constitui um golpe doloroso contra os valores da paz, da reconciliação e do diálogo no nosso país", escreveu Mondlane nas suas redes sociais.

Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso foi eleito bispo de Quelimane em 25 de julho de 2025, tendo, em abril deste ano, sido nomeado, pelo Papa Leão XIV, Administrador Interino da Arquidiocese da Beira, conforme nota da Presidência.

Cientistas alertam para os riscos de levar vida terrestre para outros planetas... Estudo internacional com investigador da Universidade do Minho pede prudência na introdução de vida fora da Terra para não se repetirem “erros ecológicos cometidos na Terra”.

Por  SIC Notícias 

A introdução de organismos terrestres noutros planetas ou luas poderá desencadear invasões biológicas irreversíveis, alerta um estudo internacional. Os autores defendem a criação de regras internacionais para regular futuros projetos de terraformação e evitar que se repitam no espaço erros ecológicos já observados na Terra.

Publicado por uma equipa internacional de investigadores, o trabalho analisa os riscos associados à terraformação, o processo teórico de modificar um planeta ou outro corpo celeste para criar condições mais favoráveis à vida terrestre.

Segundo o estudo, a introdução de microrganismos, plantas ou animais em ambientes extraterrestres poderá ter consequências imprevisíveis caso esses organismos escapem ao controlo.

"A introdução de espécies da Terra em corpos extraterrestres é um evento de invasão potencialmente imprevisível", afirma Ronaldo Sousa, investigador do Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Escola de Ciências da Universidade do Minho e coautor do trabalho.

De acordo com o cientista, "a presença prolongada na Lua ou em Marte pode contribuir para a sobrevivência da humanidade a longo prazo, mas também pode alterar esses ecossistemas".

"Devemos evitar criar as primeiras espécies invasoras interplanetárias e repetir erros ecológicos cometidos na Terra".

Lições retiradas da Terra

Os investigadores defendem que a colonização espacial deve ser regulada, "com princípios similares (aos utilizados) no combate a espécies invasoras na Terra", incluindo medidas de prevenção, monitorização e avaliação de riscos.

O objetivo é "antecipar problemas ambientais, éticos e evolutivos, evitando que passem da ficção científica para a realidade".

Ronaldo Sousa dá o exemplo da introdução de espécies em novos ambientes, como o caso dos coelhos e das raposas introduzidos na Austrália no século XIX, que provocaram impactos profundos nos ecossistemas locais.

O investigador refere ainda o acidente da sonda israelita Beresheet, que se despenhou na Lua em 2019 e que poderá ter libertado milhares de tardígrados, pequenos organismos microscópicos conhecidos pela sua extraordinária resistência a temperaturas extremas, radiação e desidratação.

"As missões espaciais estão no centro do debate político e científico, pelo que importa falarmos também da terraformação, que traz riscos profundos de desestabilização de ambientes extraterrestres".

Fungos, bactérias e organismos sintéticos

O estudo, em coautoria com Teun Everts, da Bélgica, e Phillip Haubrock, do Reino Unido, propõe encarar a terraformação como "uma forma de introdução biológica mediada por humanos e não apenas como engenharia planetária".

Entre os organismos considerados potenciais candidatos para futuras missões de terraformação estão fungos resistentes à radiação, cianobactérias, microrganismos produtores de metano e organismos sintéticos. Estes organismos poderão ajudar a formar solos, produzir oxigénio ou alterar atmosferas.

No entanto, os investigadores alertam que também poderão produzir subprodutos tóxicos ou desencadear alterações ecológicas difíceis de prever em ambientes com recursos limitados.

Perante estes riscos, os autores defendem a rápida criação de mecanismos internacionais de supervisão e a colaboração entre biólogos, astrobiólogos, especialistas em ética e decisores políticos.

"A ciência das invasões fornece décadas de conhecimento sobre prevenção, deteção precoce, avaliação de impactos e gestão de espécies introduzidas", sublinha Ronaldo Sousa.

Para os investigadores, o futuro da exploração espacial dependerá não apenas dos avanços tecnológicos, mas também da capacidade de aplicar as lições aprendidas com os erros ecológicos do passado.

Defesas antiaéreas russas abatem 376 drones ucranianos em 14 regiões... As defesas antiaéreas russas abateram durante a noite 376 drones ucranianos em 14 regiões russas, informou hoje o Ministério da Defesa da Rússia, em comunicado.

© Lusa    Por noticiasaominuto.com    06/06/2026 

Um condutor morreu na região de Tver, a pouco mais de 200 quilómetros de Moscovo, quando um fragmento de um drone atingiu o seu automóvel, segundo as autoridades locais, citadas pela agência de notícias EFE.

Os ataques atingiram tanto a região de Leninegrado, banhada pelo mar Báltico, como as regiões fronteiriças de Briansk, onde foram abatidos 133 aparelhos não tripulados. 

Também foram atacadas a região de Moscovo, a península anexada da Crimeia e a região separatista georgiana da Abecásia, onde Moscovo possui uma base militar.

Por sua vez, na região sul de Krasnodar, uma das mais atingidas nas últimas semanas, um dos fragmentos de um drone provocou um incêndio numa refinaria.

Além disso, as autoridades de São Petersburgo ordenaram hoje, pela primeira vez em toda a guerra, aos habitantes da segunda maior cidade russa que não saíssem de casa, na sequência de um novo ataque massivo ucraniano com drones.

"Fiquem em casa e não saiam à rua", escreveu Alexandr Beglov, governador da antiga capital czarista, no seu canal do Telegram.

Por sua vez, o governador da região vizinha de Leningrado, Alexandr Drozdenko, informou que tinha sido abatidos 141 drones durante a noite, sem especificar os danos pessoais e materiais causados.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tinha avisado na quinta-feira, numa carta aberta dirigida ao chefe do Kremlin, que se este não aceitasse a proposta de negociações diretas Kyiv continuaria com a sua campanha de ataques contra a retaguarda russa.

Putin rejeitou a oferta, alegando que "não lhe vê sentido", apelando publicamente ao exército russo para que continuasse a avançar para assumir o controlo de todo o Donbass.


Leia Também: Trump pediu à China para pressionar Moscovo a pôr fim à guerra na Ucrânia

O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu pessoalmente ao homólogo chinês, Xi Jinping, que utilize a influência de Pequim sobre Moscovo para pôr fim à guerra na Ucrânia, segundo fontes citadas pelo jornal South China Morning Post.