terça-feira, 3 de março de 2026

O que é o estreito de Ormuz e o que está em causa se fechar?... O Estreito de Ormuz, com pouco menos de 50 quilómetros de largura, é um ponto de passagem chave do comércio mundial de petróleo. Desde o início do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irão, o preço do petróleo já disparou.

© Stringer/Anadolu via Getty Images  Notícias ao Minuto  03/03/2026 

O golfo do Omã é o único ponto de entrada e saída para o Estreito de Ormuz, por onde passam diariamente mais de 20% da produção mundial de petróleo. No entanto, no dia em que os Estados Unidos e Israel contra o Irão,  a Guarda da Revolução havia indicado que este estreito estava "de facto" fechado à navegação por ser perigoso. Mas, o que é que isto implica?

Note-se, no entanto, que embora o tráfego no estreito de Ormuz - que separa o Irão, a norte, dos Emirados Árabes Unidos e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância - seja praticamente nulo, nenhuma entidade oficial decretou ainda o seu encerramento.

O Estreito de Ormuz,  com pouco menos de 50 quilómetros de largura, é um ponto de passagem chave do comércio mundial de petróleo.

Aliás, de salientar que, desde o início deste conflito, os preços do petróleo já dispararam.

Qual é a importância deste estreito?

O Estreito de Ormuz é um "check point" estratégico, cuja instabilidade poderá afetar não apenas a região do Médio Oriente, mas todo o sistema internacional, explicou Alexandre Coelho, professor de Relações Internacionais, à CNN Brasil. 

Ao longo da sua história, este estreito tem sido importante para o comércio. Numa fase inicial, servia sobretudo para o transporte de cerâmicas, marfim, sedas e têxteis para a China. 

Mais tarde, passou a ser utilizado para a rota de petroleiros que transportam petróleo e gás da Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Irão. A grande maioria desse petróleo é destinado aos mercados asiáticos, incluindo a China.

Mas, o estreito está ou não fechado?

Até ao momento, não houve uma confirmação oficial de que o estreito de Ormuz tinha sido fechado. Ainda assim, desde sábado, o tráfego caiu drasticamente devido à interrupção dos sistemas de navegação por satélite, de acordo com a Associated Press (AP).

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido chegou a relatar vários ataques a embarcações naquela zona.

O Irão tem também vindo a ameaçar as embarcações que se aproximem deste estreito, acreditando-se que já tenham sido lançados vários ataques.

"Qualquer navio que tentar passar pelo Estreito de Ormuz será incendiado", afirmou o brigadeiro-general Ebrahim Jabbari em declarações divulgadas pela imprensa iraniana.

De sublinhar que se estima que, diariamente, passem pelo Estreio de Ormuz cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto, condensado e combustíveis.

Que países serão mais afetados com este bloqueio?

A Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês) estima que 82%  dos carregamentos do petróleo bruto e outros combustíveis que atravessam o estreito de Ormuz vão para a Ásia. 

China, Índia, Japão e Coreia do Sul são os principais destinos. Os quatro países juntos são cerca de 70% de todo o fluxo de petróleo bruto e condensado que por ali passa.

Quanto a Portugal, a Galp adotou medidas preventivas, incluindo o redirecionamento de carregamentos de petróleo próprio ("equity oil") para reduzir eventuais riscos logísticos e assegurar a continuidade do abastecimento.

Num contexto de elevada incerteza, a co-presidente executiva, Maria João Carioca, sublinhou que será essencial manter "uma clara concentração no desempenho operacional e numa gestão financeira disciplinada".

Transportadores suspendem operações

Vários transportadores marítimos mundiais já suspenderam as suas operações no Estreito de Ormuz, tendo emitido alertas. Por exemplo, a empresa dinamarquesa Maersk, anunciou, no domingo, a suspensão de todas as travessias de navios naquela região.

"Até nova ordem, todas as travessias dos serviços ME11 (Médio Oriente-Índia para o Mediterrâneo) e MECL (Médio Oriente-Índia para a costa leste dos Estados Unidos) serão desviadas pelo Cabo da Boa Esperança", precisou o grupo num comunicado emitido no domingo.

E acrescentou: "Continuamos determinados a minimizar o impacto nas cadeias de abastecimento dos nossos clientes e continuaremos a mantê-los informados sobre a evolução da situação".

À Maersk juntam-se outras empresas como a MSC, Hapag-Lloyd ou a CMA-CGM.

As reações

Pequim instou hoje ao cessar imediato das operações militares após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, alertando para o risco de escalada e defendendo que a segurança do estreito de Ormuz é de interesse comum.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que os ataques iniciados a 28 de fevereiro "não contaram com autorização do Conselho de Segurança" das Nações Unidas e "violam o direito internacional", apelando à prevenção de uma nova escalada.

Relativamente às advertências iranianas sobre o trânsito marítimo no Golfo Pérsico, Mao declarou que "o estreito de Ormuz e as suas águas circundantes são canais internacionais importantes para o comércio de bens e energia".

Por seu turno, o presidente do Egito alertou para o impacto no comércio internacional do encerramento do estreito de Ormuz, tendo apelado para um processo de diálogo, no sentido de pôr fim às hostilidades.

"Mantemo-nos em alerta perante as possíveis consequências da guerra, incluindo o fecho do estreito de Ormuz e o impacto no canal do Suez", disse o chefe de Estado egípcio, antes de sublinhar que o tráfego marítimo através desta última via, não voltou "ao nível normal" desde os ataques de 07 de outubro de 2023 realizados pelo grupo extremista palestiniano Hamas contra Israel, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.

Bloqueio do Estreito de Ormuz não é a primeira vez que acontece...

Saliente-se que este bloqueio não é a primeira vez que acontece. Aliás, em meados de fevereiro, o Irão fechou temporariamente o Estreito de Ormuz depois de alegar que estavam a ser efetuados exercícios militares. Nesses dias, o preço do petróleo subiu cerca de 6%.


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A China apelou hoje a todas as partes envolvidas na guerra no Médio Oriente para garantirem a segurança da navegação no estreito de Ormuz, advertindo para o risco de impacto na economia mundial.



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O Líbano retirou hoje efetivos em posições avançadas ao longo da fronteira com Israel face ao recrudescimento das ações das forças israelitas, noticiou a agência estatal libanesa.

Trump afirma que relações com o Reino Unido "já não são o que eram" e critica Keir Starmer... Na segunda-feira, o líder norte-americano já tinha criticado o chefe do executivo britânico por demorar "muito tempo" para autorizar os EUA a usar a base militar de Diego Garcia, no oceano Índico.

Por  SIC Notícias Com Lusa 

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, considerou que as relações bilaterais com o Reino Unido "já não são o que eram", em entrevista publicada esta terça-feira no jornal britânico The Sun.

"Era de longe a relação mais forte. E, agora, temos relações muito fortes com outros países da Europa", disse, elogiando a França, mas também a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Para o republicano Trump, "é muito triste ver que as relações, claramente, já não são o que eram" e o primeiro-ministro britânico, o trabalhista Keir Starmer, "não tem cooperado" e "devia ter ajudado", confessando nunca ter previsto tais posições vindas do Reino Unido.

O líder norte-americano já tinha criticado o chefe do executivo britânico em entrevista ao jornal Daily Telegraph, segunda-feira, por demorar "muito tempo" para autorizar os EUA a usar a base militar de Diego Garcia, no oceano Índico, acrescentando estar "muito desiludido" com Starmer.

As autoridades de Londres concordaram domingo que as forças armadas norte-americanas usassem instalações britânicas para atacar o Irão.

Keir Starmer respondeu às críticas de Trump segunda-feira, num discurso no parlamento do Reino Unido, afirmando ter agido pelo "interesse nacional".

"O presidente Trump expressou sua discordância com nossa decisão de não participar nos ataques iniciais, mas é meu dever julgar o que é do interesse nacional do Reino Unido", disse Starmer.

O primeiro-ministro britânico garantiu que os EUA não usariam as bases militares britânicas no Chipre para os ataques ao Irão, após uma delas ter sido atingida por um drone iraniano.


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UCRÂNIA: Rússia volta a atacar portos e infraestruturas de transporte em Odessa... A Rússia voltou a atacar os portos e as infraestruturas de transporte em Odessa durante a noite passada, de acordo com uma publicação no Telegram do governador desta região do sul da Ucrânia.

© Yulii Zozulia / Ukrinform/Future Publishing via Getty Images    Por LUSA  03/03/2026 

Oleg Kiper explicou que um armazém e um número indeterminado de contentores foram danificados, sem causar mortos ou feridos. 

Por sua vez o Ministério da Defesa russo informou hoje que as defesas aéreas russas abateram 16 drones ucranianos sobre três regiões da Rússia, metade deles sobre a península da Crimeia, anexada pela Rússia.

"Durante a noite, as defesas aéreas intercetaram e destruíram 16 drones ucranianos de asa fixa", afirmou o comando militar russo no seu canal de Telegram.

Além da Crimeia, as forças russas abateram mais cinco drones sobre a região fronteiriça de Belgorod e outros três sobre Astracã.

A Rússia ataca com frequência portos nas regiões do Danúbio e do Mar Negro, na zona de Odessa.

Na noite passada, as forças russas lançaram 136 drones contra a Ucrânia, dos quais 127 foram neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas.

A Ucrânia e a Rússia trocam diariamente ataques com drones e mísseis contra as infraestruturas críticas uma da outra, como parte de uma guerra de desgaste destinada a minar as capacidades do inimigo.


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Fortes explosões foram ouvidas hoje em Teerão, testemunharam os jornalistas da Agência France Presse, no quarto dia da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.


CHINA: Wang Yi assegura a Teerão apoio de Pequim à defesa da soberania iraniana... O chefe da diplomacia chinesa assegurou hoje ao homólogo iraniano o apoio de Pequim à soberania do Irão, numa conversa telefónica que marca a primeira demonstração explícita de apoio desde os ataques dos Estados Unidos e Israel.

© Lusa    noticiasaominuto.com   03/03/2026 

Segundo um comunicado da diplomacia chinesa, a conversa ocorreu a pedido do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Seyed Abbas Araghchi. Durante o contacto, o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou que a ofensiva norte-americana e israelita "viola o direito internacional e ultrapassa as linhas vermelhas do Irão". 

Wang Yi declarou que Teerão não tem "outra opção" senão defender-se após o ataque e instou Washington e Telavive a "cessarem imediatamente as operações militares, evitarem uma maior escalada e impedirem que todo o Médio Oriente mergulhe no conflito".

De acordo com o comunicado, a China apoia o Irão na "proteção dos seus direitos e interesses legítimos".

Wang acrescentou que Pequim, principal parceiro do Irão, "já expressou publicamente a sua posição de equidade e justiça" e espera continuar a desempenhar um "papel positivo" na prevenção da escalada das tensões regionais, num contexto de alargamento do conflito no Médio Oriente.

Apesar de manifestar apoio ao direito de defesa do Irão, o ministro chinês disse confiar que o país, "perante a situação grave e complexa", manterá a estabilidade interna e terá em conta as preocupações legítimas dos países vizinhos, numa altura em que vários Estados do Golfo foram atingidos por mísseis iranianos e se abriu uma nova frente entre o grupo xiita libanês Hezbollah e Israel.

A China, principal parceiro comercial do Irão e maior importador do seu petróleo, condenou no domingo a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante a ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos, classificando-a como uma grave violação da soberania iraniana e dos princípios da Carta das Nações Unidas.

Desde sábado, Pequim apela ao fim das hostilidades e condena os ataques, mas até agora não tinha sido divulgado qualquer contacto direto com as autoridades iranianas, apesar do reforço dos laços bilaterais e da parceria estratégica aprofundada nos últimos anos.


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A Guarda Revolucionária iraniana anunciou hoje ter lançado uma nova onda de ataques, desta vez contra uma base militar dos Estados Unidos no Bahrein, e afirmou tê-la destruído.

Netanyahu garante que ofensiva não se transformará numa "guerra sem fim... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que a ofensiva israelo-americana contra o Irão não se transformará numa "guerra sem fim", numa entrevista à estação norte-americana de televisão Fox News.

© LUSA  03/03/2026 

"Não haverá uma guerra sem fim", afirmou na segunda-feira, acrescentando que, pelo contrário, será uma "ação rápida e decisiva". 

"Pode demorar algum tempo, mas não anos", afirmou ainda.

O objetivo será "criar as condições necessárias para que o povo iraniano possa tomar as rédeas do seu destino e formar o seu próprio governo democraticamente eleito, que tornará o Irão um país diferente", prosseguiu.

O primeiro-ministro israelita afirmou ainda que Israel e os Estados Unidos atacaram o Irão porque os programas nucleares e de mísseis balísticos iranianos estavam prestes a tornar-se "intocáveis".

"Se nenhuma ação tivesse sido tomada agora, nenhuma ação poderia ter sido tomada no futuro", disse.

Após a guerra de doze dias e os ataques israelo-americanos em junho de 2025, os iranianos "começaram a construir novos locais, bunkers subterrâneos, que teriam tornado os seus programas de mísseis balísticos e de armas atómicas intocáveis em poucos meses", explicou.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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As forças israelitas atacaram mais de 600 alvos no Irão, incluindo quartéis-generais do Ministério da Inteligência iraniano, da Força Quds da Guarda Revolucionária, lançadores de mísseis e instalações de produção de armas.


Hezbullah ataca base aérea no norte de Israel e exército israelita bombardeia Beirute... O grupo xiita libanês Hezbollah reivindicou hoje um ataque com drones contra a base aérea israelita de Ramat David, e o exército de Israel anunciou ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute, informou a imprensa libanesa.

© AFP via Getty Images   Por  LUSA   03/03/2026 

No 'website' oficial, o Hezbollah indicou que atacou com drones os radares e salas de controle da base aérea de Ramat David, em resposta à "agressão criminosa israelita, que atacou dezenas de cidades e aldeias libanesas, incluindo os subúrbios ao sul de Beirute". 

De acordo com o comunicado, o ataque ocorreu hoje às 05:00, hora local (03:00 em Lisboa), com um destacamento de drones.

O ataque resultou na "morte de dezenas de homens, mulheres e crianças, dezenas mais de feridos e na destruição de edifícios e infraestruturas civis".

A mensagem sublinhou o compromisso do Hezbollah com a defesa do território e do povo, "perante as agressões e crimes do inimigo israelita", lê-se ainda no comunicado.

A resposta, continua a nota, foi dirigida contra alvos militares, "ao contrário dos ataques do inimigo contra civis".

Por seu lado, o exército de Israel realizou ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute, afirmou hoje a Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANN).

A ANN noticiou "fortes ataques aéreos" nos subúrbios do sul da capital do Líbano, minutos depois de o porta-voz do exército de Israel, Avichay Adraee, ter instado os residentes em várias áreas do sul de Beirute a retirarem-se da zona por se encontrarem "perto de instalações pertencentes ao Hezbollah".

O Líbano tornou-se um novo campo de batalha no conflito entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, desencadeado pelo ataque israelo-americano contra o Teerão no sábado.

Os ataques, que causaram a morte do líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, tiraram a vida de pelo menos 742 civis, de acordo com os últimos números da organização iraniana de direitos humanos HRANA, com sede em Washington.

O grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, atacou o norte de Israel na madrugada de segunda-feira em resposta à morte de Khamenei e aos bombardeamentos em Teerão, o que provocou a resposta israelita, que lançou uma ofensiva em grande escala contra Beirute e o sul do Líbano.

O exército israelita afirmou ter atacado mais de 70 instalações de armazenamento de armas, bases de lançamento e lançadores de mísseis pertencentes ao Hezbollah.

Esta ofensiva causou a morte de 52 pessoas e deixou 154 feridos, segundo fontes oficiais, entre os quais se contam líderes do grupo xiita.



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Israel anunciou hoje ter atingido mais de 70 alvos do Hezbollah no Líbano e ter abatido o chefe do braço armado da Jihad Islâmica palestiniana em território libanês, indicaram fontes oficiais israelitas e do movimento.


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Arábia Saudita confirma ataque com drones e incêndio na embaixada dos EUA... A Arábia Saudita confirmou hoje que a embaixada dos EUA em Riade foi atacada por dois drones, provocando um "incêndio de pequena escala" e danos menores, enquanto o Irão prossegue os seus ataques no Golfo.

© FAYEZ NURELDINE/AFP via Getty Images   Por LUSA  03/03/2026 

A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa da Arábia Saudita e citada pela agência Associated Press (AP).

Testemunhas indicaram à agência France-Presse (AFP) que viram fumo a sair do edifício, e a embaixada aconselhou os cidadãos norte-americanos em Riade, Jidá e Dhahran a procurarem abrigo.

Fontes citadas pela CNN indicaram que não houve vítimas, mas o Departamento de Estado norte-americano ainda não emitiu um comunicado oficial.

A Guarda Revolucionária iraniana tinha anunciado na segunda-feira à noite o lançamento da décima terceira vaga de ataques contra bases norte-americanas em países da região, incluindo o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, bem como contra Israel.

Uma dezena de drones atingiram a base naval norte-americana em Arifjan, no Kuwait, e um outro ataque teve como alvo "um dos pontos de concentração norte-americanos" no Dubai, segundo o comunicado, que indicou a expectativa de baixas.

A televisão iraniana publicou imagens nas redes sociais de outros alegados ataques com mísseis contra a base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, e contra Telavive, no âmbito de uma operação que Teerão denominou "Verdadeira Promessa 4".

A agência de notícias do Kuwait KUNA confirmou que as sirenes soaram por todo o país, enquanto o Ministro da Defesa, Kukait, anunciou que foram detetados 178 mísseis balísticos e 384 drones desde o início do conflito, resultando em ferimentos em 27 militares.

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos indicou ainda que as suas defesas aéreas estão a repelir uma saraivada de mísseis balísticos iranianos.

Já o Ministério da Defesa do Qatar afirmou ter intercetado dois mísseis antes de atingirem o seu território e reiterou que as forças armadas do Qatar "possuem plena capacidade e recursos" para "defender a sua soberania".

Entretanto, as Forças de Defesa de Israel informaram ter identificado mísseis lançados do Irão em direção ao território israelita.

Estes ataques coincidem com o retomar dos ataques aéreos israelitas contra Teerão, que atingiram a emissora estatal iraniana e outras zonas da capital.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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A embaixada dos EUA no Kuwait foi hoje atingida por drones, adiantaram à agência France-Presse (AFP) três fontes diplomáticas, depois de se ter visto fumo a sair da missão diplomática ao início do dia.


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou hoje que "em breve" será revelada a resposta ao ataque com drones à Embaixada norte-americana em Riade, capital da Arábia Saudita.

Melania Trump apela à educação como caminho para a paz mundial na ONU... Melania Trump tornou-se a primeira cônjuge de um chefe de Estado em exercício a presidir a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU nos 80 anos de história da organização.

Melania Trump, primeira-dama dos Estados Unidos, presidiu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na sede das Nações Unidas, nesta segunda-feira, 2 de março de 2026.ANGELINA KATSANIS / AP   Por  sicnoticias.pt

A primeira-dama norte-americana, Melania Trump, presidiu esta segunda-feira a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, na qual defendeu a "paz através da educação" e garantiu que os Estados Unidos "estão ao lado de todas as crianças do mundo".

"As crianças criadas numa cultura enraizada na inteligência desenvolvem confiança, inovam, constroem, competem e mantêm um profundo sistema de valores. O conhecimento fomenta a empatia pelos outros, transcendendo a geografia, a religião, a raça, o género e até os valores locais", afirmou a mulher do Presidente Donald Trump no seu discurso.

Segundo a ONU, esta é a primeira vez nos 80 anos da história das Nações Unidas que o cônjuge de um chefe de Estado em exercício preside uma reunião do Conselho de Segurança.

"Mas as crianças criadas numa cultura enraizada na ignorância estão rodeadas de desordem e, por vezes, até de conflito. Essas sociedades estão repletas de pensadores inflexíveis que abraçam o preconceito e rejeitam a dignidade humana. Quando uma nação restringe o pensamento, ela restringe o seu próprio futuro", declarou, sem referir nenhum país em concreto

Apesar do contexto inédito da presença de Melania Trump no órgão mais poderoso da ONU, analistas têm destacado que o discurso da primeira-dama poderá ser ensombrado por um alegado ataque a uma escola para meninas no sul do Irão, no contexto da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos em curso contra o Irão, que matou mais de 100 pessoas, segundo as autoridades iranianas.

Os militares israelitas disseram não ter conhecimento de ataques na área e os norte-americanos indicaram estar a investigar as informações.

"A paz não precisa de ser frágil", disse a primeira-dama, na reunião dedicada ao tema "Crianças, tecnologia e educação em conflito".

"A paz duradoura será alcançada quando o conhecimento e a compreensão forem plenamente valorizados em todas as sociedades", acrescentou, frisando que sociedades regidas pelo conhecimento e pela sabedoria são mais pacíficas.

Melania não fez qualquer menção às hostilidades no Médio Oriente, onde milhares de crianças perderam a vida nos últimos anos, incluindo em lugares como Gaza.

Melania também não fez menção direta à situação das crianças em outros conflitos, como as guerras em curso na Ucrânia ou no Sudão, entre outras.

Relações tensas entre os Estados Unidos e a ONU

A presidência rotativa do Conselho de Segurança tem a prerrogativa de escolher o tema e os participantes de algumas reuniões, sendo que em março o órgão é presidido pelos Estados Unidos.

Pouco antes do início da sessão com Melania Trump, o embaixador do Irão na ONU, Amir Saeid Iravani, considerou "profundamente vergonhoso e hipócrita" que os Estados Unidos convocassem uma reunião sobre a proteção de crianças durante conflitos enquanto realizavam ataques aéreos contra cidades iranianas.

"Para os Estados Unidos, 'proteger as crianças' e 'manter a paz e a segurança internacionais' significam claramente algo muito diferente do que prevê a Carta da ONU", disse o diplomata aos jornalistas.

A primeira-dama chegou à sede da ONU, em Nova Iorque, com uma comitiva e foi recebida pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. Melania Trump cumprimentou cada um dos 15 membros do Conselho de Segurança e posou para uma fotografia de grupo antes do arranque da sessão.

A presença da primeira-dama surge também num momento de relações tensas entre os Estados Unidos e a ONU. Donald Trump criticou a ONU em diversas ocasiões, retirou os Estados Unidos de importantes organizações das Nações Unidas, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a UNESCO, além de ter cortado o financiamento de dezenas de outras.

Washington também deixou de pagar totalmente as suas contribuições obrigatórias e deve milhares de milhões de dólares às Nações Unidas. Isso gerou uma crise financeira na ONU, com Guterres a alertar no final de janeiro que a organização que lidera enfrentava um "colapso financeiro iminente".

Ex-Presidente senegalês Macky Sall é candidato a secretário-geral da ONU... O Burundi apresentou hoje a candidatura do ex-Presidente senegalês Macky Sall para substituir o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, anunciou a porta-voz do presidente da Assembleia Geral da ONU.

© Lusa  

"A presidente da Assembleia Geral recebeu uma nova nomeação", declarou La Neice Collins, acrescentando que "trata-se de Macky Sall, antigo Presidente do Senegal".

Macky Sall foi nomeado pelo Burundi, que apresentou os documentos hoje de manhã, segundo a porta-voz.

A candidatura não foi apresentada pelo Senegal, uma vez que Macky Sall é acusado pelos novos dirigentes do seu país de ter ocultado dados económicos importantes, como a dívida pública.

O chefe de Estado senegalês, Bassirou Diomaye Faye, que venceu as eleições presidenciais em março de 2024, e o primeiro-ministro, Ousmane Sonko, acusam os antigos dirigentes do Senegal de terem cometido atos ilícitos na gestão dos assuntos do país e prometeram responsabilizá-los, nomeadamente Macky Sall, que foi Presidente do país entre 2012 e 2024.

"O Burundi preside à União Africana [UA] e é importante para o [ex-]Presidente [Macky Sall] ter uma abordagem continental. A sua luta, nomeadamente como presidente da União Africana [de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2023], foi levar a voz de África às instâncias internacionais", declarou à agência de notícias France-Presse (AFP) uma fonte próxima do antigo Presidente senegalês.

Em novembro, a ONU enviou uma carta aos Estados-membros para que propusessem candidatos ao cargo de secretário-geral, sendo que o próximo chefe das Nações Unidas assumirá o cargo em 01 de janeiro de 2027.

Cada candidato potencial deve ser apresentado oficialmente por um Estado ou grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

Até agora, havia dois candidatos oficiais, a ex-Presidente chilena Michelle Bachelet, recomendada pelo Chile, Brasil e México, e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi.

A Costa Rica também propôs a sua ex-vice-presidente Rebeca Grynspan, mas a candidatura ainda não é oficial.

De acordo com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre seguida, o cargo é reivindicado desta vez pela América Latina.

Muitos Estados defendem que uma mulher deverá ocupar este cargo pela primeira vez.

Os membros do Conselho de Segurança, em particular, os cinco membros permanentes com direito a veto (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França), devem iniciar o processo de seleção até ao final de julho.

O atual secretário-geral da ONU, o português António Guterres, assumiu o cargo em 01 de janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que começou em janeiro de 2022 e termina em 31 de dezembro de 2026.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Riade ameaça retaliar se Teerão atacar infraestruturas petrolíferas... A Arábia Saudita poderá lançar uma resposta militar contra instalações petrolíferas iranianas caso Teerão ataque de forma coordenada as infraestruturas da empresa estatal Aramco, avisou hoje uma fonte próxima do Governo.

Por LUSA 

Segundo a mesma fonte, citada pela agência France-Presse (AFP), Riade "atacará as instalações petrolíferas iranianas" se o Irão avançar com uma ofensiva contra a Saudi Aramco, o gigante petrolífero estatal saudita.

O aviso surge num contexto de escalada de tensão no Golfo, após um novo incidente marítimo ao largo de Omã.

Um petroleiro foi atingido na costa de Omã, provocando a morte de um cidadão indiano, segundo autoridades marítimas citadas por agências internacionais.

Em paralelo, mísseis iranianos dirigidos à base aérea do Príncipe Sultan, que acolhe tropas norte-americanas, foram novamente intercetados na manhã de hoje, de acordo com uma fonte da região do Golfo.

A base do Prince Sultan Air Base, situada perto da cidade de Al-Kharj, a sudeste de Riade, é considerada uma das principais infraestruturas militares do reino e desempenha um papel central na cooperação estratégica entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos.

Duas testemunhas ouvidas pela AFP relataram ter escutado explosões sobre a cidade de Al-Kharj, nas imediações da base, na sequência da interceção dos mísseis.

Até ao momento, não há confirmação oficial de danos materiais ou vítimas associados ao incidente na base aérea.

A eventualidade de ataques diretos às infraestruturas energéticas de ambos os países levanta receios quanto ao impacto nos mercados internacionais de petróleo e à segurança no Golfo, uma das principais rotas de exportação mundial de crude.


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Um ataque de origem desconhecida a um petroleiro com pavilhão das Ilhas Marshall, com acordo de livre associação aos Estados Unidos da América (EUA), provocou hoje pelo menos um morto no golfo de Omã.


Líbano proíbe atividades militares do Hezbollah e exige entrega de armas... O Governo libanês proibiu as atividades militares do Hezbollah e exigiu que o grupo entregue as armas ao Estado, anunciou hoje o primeiro-ministro do país, Nawaf Salam, após uma reunião do gabinete.

Por LUSA 

Salam anunciou "a proibição imediata de todas as atividades militares e de segurança do Hezbollah", exigindo que o grupo xiita "entregue as armas ao Estado libanês" e limite-se a ações políticas.

Esta decisão surgiu depois de o Hezbollah ter lançado foguetes contra Israel, arrastando o Líbano para o conflito regional deflagrado com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão no fim de semana.

O movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, prometeu confrontar a agressão dos EUA e Israel contra o Irão. O grupo afirmou ter disparado mísseis e drones contra Israel pela primeira vez neste conflito.

O exército israelita retaliou e anunciou ter atacado alvos do Hezbollah "em todo o Líbano", ordenando a retirada de residentes de cerca de 50 aldeias. Os jornalistas da agência de notícias France-Presse (AFP) ouviram fortes explosões em Beirute e viram muitas pessoas a fugir para sul.

"Nada no terreno justifica uma iminente invasão terrestre [no Líbano], nem preparativos nesse sentido", disse o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército israelita. O chefe do exército israelita afirmou que os ataques no Líbano podem durar "muitos dias".

De acordo com um relatório oficial inicial, os ataques israelitas já fizeram 31 mortos e 149 feridos no Líbano.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, indicou a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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A Base das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, mantém um movimento intenso de aeronaves norte-americanas, sobretudo de aviões reabastecedores, desde que Estados Unidos da América e Israel atacaram o Irão, na manhã de sábado.


O que se passa no Irão? Eis os últimos desenvolvimentos do conflito... O Crescente Vermelho iraniano anunciou hoje mais de 500 mortos no Irão na operação militar lançada no sábado por Israel e pelos Estados Unidos, numa altura em que a guerra se estende ao Líbano.

Por LUSA 

Eis os principais desenvolvimentos do conflito, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP):

Israel volta a atingir Teerão

O exército israelita disse hoje que continuava a realizar "ataques em grande escala" em Teerão contra "alvos do regime terrorista iraniano".

O Crescente Vermelho anunciou um balanço de 555 mortos desde o início da guerra, no sábado, com vítimas em vários pontos do país além da região de Teerão, incluindo Fars (sul), Sanandaj (oeste) e Yazd (centro).

A agência de notícias iraniana Tasnim relatou hoje explosões na capital.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China anunciou que um cidadão chinês foi morto em Teerão.

O conflito estende-se ao Líbano

O Hezbollah tinha prometido "enfrentar a agressão" de Israel e os Estados Unidos contra o Irão após a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, no sábado.

O movimento armado pró-iraniano baseado no Líbano afirmou hoje ter disparado mísseis e drones contra Israel, pela primeira vez neste conflito.

O exército israelita respondeu, anunciando ataques contra alvos do Hezbollah "em todo o Líbano" e ordenando a retirada dos habitantes de meia centena de aldeias.

Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões em Beirute e viram numerosos residentes a fugir para o sul do país.

Segundo um primeiro balanço oficial, os ataques israelitas causaram 31 mortos e 149 feridos.

O chefe do exército israelita disse que os ataques no Líbano podem durar "muitos dias".

Base britânica atingida 

A pista da base aérea britânica de Akrotiri, Chipre, foi atingida por um engenho iraniano, de acordo com o Presidente cipriota, Nikos Christodoulides.

"Embora a República de Chipre não tenha sido o alvo, quero ser clara: estamos coletivamente, firmemente e de forma inequívoca ao lado dos nossos Estados-membros perante qualquer ameaça", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Explosões em Jerusalém

Várias explosões foram ouvidas hoje ao amanhecer em Jerusalém, onde as sirenes de alerta ecoaram após o anúncio pelo exército de disparos de mísseis iranianos.

No domingo, um míssil iraniano atingiu um abrigo em Bet Shemesh (centro), causando nove mortos, 11 desaparecidos e 46 feridos.

As equipas de socorro também anunciaram a morte de uma mulher em Telavive.

+++ Irão exclui qualquer negociação +++

Teerão "não negociará com os Estados Unidos", afirmou o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que os dirigentes iranianos queriam negociar.

Larijani acusou Trump de ter precipitado o Médio Oriente no caos com os seus "sonhos ilusórios".

Os Guardas da Revolução declararam hoje ter lançado uma salva de mísseis sobre as cidades de Telavive, Haifa e Jerusalém Oriental.

O exército iraniano afirmou ter visado a base aérea norte-americana Ali Al-Salem no Kuwait.

A agência oficial Irna citou o governador da província central de Yazd, Esmail Dehestani, a afirmar que vários locais "nas cidades de Ardakan e Yazd, bem como um local na estrada Yazd-Mehriz, foram atacados".

Um morto no Bahrein, explosões no Qatar e nos Emirados

Uma pessoa morreu no Bahrein num ataque iraniano, anunciou hoje o Ministério do Interior.

Jornalistas da AFP em Doha, Abu Dhabi e Dubai ouviram fortes explosões.

Um correspondente da AFP viu um espesso fumo negro subir hoje da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, que aconselhou as pessoas a não se deslocar à representação diplomática.

O exército do Kuwait disse ter intercetado vários drones sobre o território do país.

Ataques no Iraque

Explosões foram ouvidas hoje perto do aeroporto iraquiano de Erbil (norte), que acolhe tropas norte-americanas.

Sistemas de defesa antiaérea próximos do aeroporto abateram vários drones.

Trump admite mais baixas norte-americanas

Vários aviões de combate norte-americanos despenharam-se no Kuwait hoje, mas as tripulações sobreviveram, segundo o Ministério da Defesa kuwaitiano.

Os Estados Unidos anunciaram no domingo a perda de três militares, as primeiras baixas norte-americanas no conflito.

"Não serão as últimas", alertou Donald Trump.

Tal como no sábado, Trump lançou um apelo ao povo iraniano: "retomem o poder, a América está convosco".

Pressionou também, uma vez mais, os efetivos da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irão, a depor as armas ou a morrer se não o fizerem.

"Quatro a cinco semanas" foi a estimativa que deu sobre a duração das operações norte-americanas ao jornal New York Times.

Trump acrescentou ainda ter "três excelentes opções" de candidatos para liderar o Irão no futuro, sem revelar nomes.

Petróleo dispara 

As operações na refinaria saudita de Ras Tanura, explorada pela companhia petrolífera nacional Saudi Aramco, foram suspensas após um ataque de drone na zona.

Certas operações foram interrompidas, confirmou o ministro da Energia saudita.

Os preços do petróleo dispararam hoje na abertura dos mercados, ultrapassando brevemente os 80 dólares por barril.

A navegação no estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do consumo mundial de petróleo, está paralisada.

A Organização Marítima Internacional (OMI) apelou às companhias marítimas para que evitassem a região.

O aparelho iraniano atingido no coração

O quartel-general dos Guardas da Revolução foi destruído, segundo o Pentágono, a sede da Defesa norte-americana.

Os meios de comunicação iranianos confirmaram a morte de vários altos responsáveis, nomeadamente o chefe dos Guardas da Revolução, o chefe do estado-maior das forças armadas e o ministro da Defesa.

Os ataques israelitas e norte-americanos mataram 48 líderes iranianos, segundo Donald Trump, que não forneceu detalhes.

Homenagens a Khamenei 

Depois dos gritos de alegria que ecoaram em Teerão no sábado após a morte do 'ayatollah' Khamenei, milhares de pessoas prestaram homenagem ao líder supremo no domingo, também na capital, aos gritos de "Morte à América!" e "Morte a Israel!".

Concentrações do mesmo tipo foram relatadas em Shiraz (sul) e Yazd (centro).

No vizinho Paquistão, pelo menos 17 pessoas morreram no domingo em manifestações pró-iranianas.

Bagdad foi palco de confrontos entre manifestantes e a polícia perto da embaixada dos Estados Unidos.


Leia Também: Três caças norte-americanos abatidos "por engano pelo Kuwait"

Os três aviões de combate norte-americanos, que se despenharam no Kuwait, foram abatidos pelo exército kuwaitiano, quando o Irão atacava a região, afirmou hoje o comando militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom).


Comer torradas queimadas aumenta o risco de cancro? Cientistas respondem... Deixou queimar a torrada e mesmo assim vai comê-la? Acha que não corre risco nenhum? Existem pessoas que acreditam que pode estar a aumentar o risco de cancro. Será que é mesmo assim?

Por Noticiasaominuto.com 

Existem pessoas que acreditam que consumir torradas queimadas pode aumentar o risco de cancro. Será que é mesmo assim? Haverá riscos em consumir uma torrada que ficou mais do que devia na torradeira ou até outro tipo de alimentos que estejam queimados? Cientistas esclarecem a questão.

O Mirror começa por alertar para esta questão através de um estudo de 2002 da Suécia, feito pela Universidade de Estocolmo. Em causa estavam os níveis elevados de acrilamida encontrados em alguns alimentos que acabavam por ser cozinhados em demasia. 

O estudo mostrou que o consumo de batatas e cereais assados no forno ou fritos podem ter alto níveis de acrilamida, o que poderia ser cancerígeno.  "A acrilamida é considerada cancerígena com base em evidências suficientes provenientes de estudos em animais de experimentação", revela o programa nacional dos Estados Unidos referente à toxicologia.

Perigoso comer torradas queimadas?

Já em 2015, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos revelou que a acrilamida aumenta potencialmente o risco de desenvolvimento de cancro para pessoas de todas as faixas etárias.

Apesar de vários alertas, os estudos ainda não são 100% conclusivos quando a este elemento. Alguns cientistas apontam que grande parte dos estudos foram feitos em animais. O mesmo departamento de toxicologia dos Estados Unidos revelou que “um grande número de estudos epidemiológicos em humanos não encontrou evidências consistentes de que a exposição à acrilamida na dieta esteja associada ao risco de cancro”.

A cientista Fatima Saleh é da mesma opinião. “Após quase 30 anos da sua classificação como provável elemento cancerígeno ainda existem evidências inconsistentes do seu efeito em humanos”, revelou em entrevista à BBC.

"Se continuarmos a realizar mais estudos em humanos, poderemos ter dados suficientes para alterar a classificação da acrilamida", continua. 

Também Neil Iyengar vai ao mesmo encontro. “Alguns estudos sugerem que, ao cozinhar demais ou queimar os alimentos, criam-se substâncias cancerígenas que podem ser prejudiciais ao organismo. Diria que é uma hipótese, por enquanto. Não estou convencido de que seja realmente o caso."

Em causa não está o facto de ser considerada tóxica, mas sim se a ingestão em pequenas quantidades pode mesmo aumentar o risco de cancro.

A razão pela qual nunca deve guardar batatas no frigorífico

Quando se trata de batatas, colocá-las no frigorífico pode aumentar o risco de cancro. Sim, leu bem. 

A temperatura baixa pode converter o amido da batata em açúcar, informa o Mirror. Então, quando assa ou frita as batatas a temperaturas mais elevadas, esses açúcares combinam-se com o aminoácido asparagina e produzem uma substância química chamada acrilamida, de acordo com a American Cancer Society.

A acrilamida é um produto químico usado para fazer papel, corantes e plástico, além de tratar água potável e esgoto. A acrilamida pode ser encontrada em alimentos como batatas fritas, biscoitos, pão, cereais e café. 

Pesquisas mostraram que o produto químico aumentou o risco de cancro em ratos. Estudos em humanos não demonstraram evidências consistentes de que a exposição à acrilamida através da dieta aumenta o risco, mas houve resultados mistos relativos ao cancro do rim, do útero e dos ovários.

China retira mais de 3.000 cidadãos após morte de chinês em Teerão... A China informou hoje que mais de 3.000 cidadãos chineses foram retirados do Irão desde o início da ofensiva militar no país, após confirmar a morte de um dos seus nacionais em Teerão devido ao conflito.

Por LUSA 

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que, desde que a situação de segurança "se tornou tensa", o ministério, a embaixada e os consulados da China no Irão emitiram vários alertas e instaram os cidadãos chineses a abandonar o país "o mais rapidamente possível".

Segundo a responsável, até segunda-feira mais de 3.000 cidadãos chineses deixaram o Irão, enquanto as representações diplomáticas chinesas em países vizinhos enviaram equipas para postos fronteiriços, a fim de prestar assistência aos que atravessam por via terrestre.

"Tendo em conta a atual e grave situação de segurança no Irão, recordamos solenemente aos cidadãos chineses que reforcem as suas medidas de proteção pessoal e evacuem o mais rapidamente possível de forma segura", afirmou Mao.

A atualização surge após a confirmação da morte de um cidadão chinês em Teerão, no contexto da ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão e das subsequentes represálias na região.


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Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel, no sábado, afirmou hoje a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano.

No dia 02 de março de 2026, o Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, acompanhado pelo Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, efetuou uma visita de trabalho às instalações da Telecel, em Bissau.

Por Ministério dos Transportes e Comunicações 

A visita enquadra-se na estratégia do Governo de acompanhar de perto o funcionamento das empresas que operam no setor das telecomunicações, considerado fundamental para o desenvolvimento económico e a transformação digital do país.

Após percorrer os diferentes serviços e inteirar-se do funcionamento da operadora, o Ministro Florentino Mendes Pereira prestou declarações à imprensa, destacando a importância do reforço da qualidade dos serviços, da modernização das infraestruturas tecnológicas e do compromisso das operadoras com a expansão da cobertura nacional.

O governante sublinhou ainda que o Executivo continuará a trabalhar em estreita colaboração com os parceiros do setor, visando garantir melhores condições de conectividade, inclusão digital e maior competitividade no mercado das telecomunicações na Guiné-Bissau.

As cerimónias fúnebres das crianças vítimas de acidente de viação realizam-se esta tarde, no Cemitério de Antula. As crianças tinham acabado de sair das aulas na Escola Atadamum, na Avenida João Bernardo Vieira, onde ocorreu o trágico acidente


Guiné-Bissau: Ministro Florentino Mendes Pereira preside à abertura de workshop sobre GovStack

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações  Bissau, 02 de março de 2026

O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Sr. Florentino Mendes Pereira, presidiu hoje, pelas 9h30, no Hotel Royal, à cerimónia de abertura oficial do workshop dedicado à implementação do GovStack na Guiné-Bissau.

O encontro é organizado pelo Instituto Tecnológico para a Modernização Administrativa (ITMA), em parceria com a União Internacional das Telecomunicações (UIT), com o apoio do Banco Mundial, através do projeto WARDIP, e tem como objetivo acelerar a transformação digital do país e consolidar bases alinhadas com padrões internacionais.

Na sua intervenção, o Ministro destacou que a modernização do Estado constitui uma escolha política clara e estratégica do Governo, visando tornar os serviços públicos mais eficientes, inclusivos e orientados para o cidadão. Referiu que, apesar dos desafios identificados no Diagnóstico da Economia Digital — como limitações de conectividade, infraestruturas e competências digitais —, o país dispõe de condições para avançar de forma estruturada e sustentável.

O governante sublinhou que o GovStack representa uma oportunidade estratégica para construir uma arquitetura digital interoperável, evitar a fragmentação de sistemas e reforçar a eficiência, transparência e confiança nos serviços públicos.

O Sr. Florentino Mendes Pereira reafirmou ainda que a transformação digital é uma prioridade política irreversível, devendo ser conduzida de forma inclusiva, garantindo oportunidades para jovens, mulheres e populações das zonas rurais.

O ato culminou com a declaração oficial de abertura do workshop, apelando à colaboração interinstitucional e ao compromisso coletivo para a construção de um Governo Digital moderno e ao serviço de todos os cidadãos.

A Direção do Hospital Nacional Simão Mendes em conferência de imprensa para atualização sobre a situação clínica dos pacientes internados.

 

COMUNICADO