© Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images Por LUSA 05/05/2026
"Saudamos mais uma iniciativa do Presidente Zelensky em prol de um cessar-fogo. A guerra continuada da Rússia contra a Ucrânia tem causado sofrimento e perdas incomensuráveis", escreve António Costa numa publicação nas redes sociais.
O presidente do Conselho Europeu refere que a União Europeia (UE) "apoia firmemente todos os esforços para assegurar uma paz justa e duradoura para a Ucrânia".
"O massacre sem sentido da Rússia tem de acabar agora", defende.
A Ucrânia decretou um cessar-fogo a partir desta quarta-feira, dois dias antes da trégua anunciada por Moscovo para as comemorações do fim da Segunda Guerra Mundial, alertando que retaliaria então contra qualquer ataque russo.
Moscovo começou por declarar um cessar-fogo para os dias 08 e 09 de maio, mas o exército russo ameaçou lançar "um ataque maciço com mísseis" sobre Kyiv, em caso de violação da cessação das hostilidades declarada.
O Presidente ucraniano respondeu na noite de segunda-feira, anunciando "um regime de cessar-fogo a partir das 00h00 (21h00 TMG) na noite de 05 para 06 de maio".
"Agiremos de forma recíproca a partir desse momento", afirmou Volodymyr Zelensky.
"É hora de os líderes russos tomarem medidas concretas para pôr fim à sua guerra, tanto mais que o Ministério da Defesa russo considera que 'não pode organizar' um desfile em Moscovo sem a boa vontade da Ucrânia", acrescentou o Presidente ucraniano, que se encontra em deslocação oficial ao Bahrein.
A Rússia comemora todos os anos o Dia da Vitória soviética contra a Alemanha nazi em 1945, organizando um grande desfile militar na Praça Vermelha, em Moscovo.
A Ucrânia multiplicou nos últimos dias os envios de drones para o território russo, tendo um desses aparelhos destruído a fachada de um edifício residencial de luxo na zona oeste de Moscovo.
"Se o regime de Kyiv tentar pôr em prática os seus planos criminosos destinados a perturbar as comemorações do 81.º aniversário da Vitória na Grande Guerra Patriótica, as forças armadas russas lançarão um ataque maciço de mísseis de retaliação contra o centro de Kyiv", advertiu o ministério russo da Defesa.
A Ucrânia pede há muito tempo uma trégua prolongada na frente de batalha para facilitar as negociações com vista a chegar a um acordo para pôr fim à guerra desencadeada pela invasão russa em grande escala em fevereiro de 2022, o conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Moscovo recusa, argumentando que um cessar-fogo mais alargado permitiria a Kyiv reforçar as suas defesas.

Sem comentários:
Enviar um comentário