sexta-feira, 10 de abril de 2026

Delegação iraniana chega ao Paquistão para conversações de paz... Uma delegação do Irão liderada pelo presidente do parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf, aterrou hoje em Islamabad, capital do Paquistão, para as conversações de paz com os Estados Unidos, noticiaram os media iranianos.

© Majid Saeedi/Getty Images   Por  LUSA    10/04/2026 

Segundo a televisão estatal, as negociações só começarão se os norte-americanos, liderados pelo vice-presidente, JD Vance, aceitarem as condições prévias do Irão.

A delegação liderada por Qalibaf aterrou em Islamabad durante a tarde de hoje e inclui equipas ligadas a segurança, política, defesa, economia e assuntos jurídicos, adiantou a mesma fonte.

Trump afirma que iranianos "não têm cartas" para negociações exceto Ormuz... O presidente norte-americano afirmou hoje que as autoridades iranianas "não têm cartas" para as negociações entre as partes, previstas para sábado em Islamabad, exceto o bloqueio ao transporte marítimo de hidrocarbonetos no estreito de Ormuz.

© Lusa    10/04/2026 

"Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas, exceto a extorsão de curta duração do resto do mundo utilizando as rotas marítimas internacionais. A única razão pela qual ainda estão vivos hoje é para negociar", escreveu Donald Trump na sua rede social.

Numa mensagem separada, o político republicano acrescentou: "Os iranianos são melhores a manipular os 'media' mentirosos e nas 'relações públicas' do que a lutar!"

A analogia de um jogo já tinha sido usada pelo Presidente norte-americano em fevereiro de 2025 quando destratou publicamente o homólogo ucraniano, num tenso encontro na Sala Oval da Casa Branca, avisando Volodymyr Zelensky que já não tinha cartas para usar no conflito com a Rússia.

O controlo do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados e Israel contra o Irão, está no centro das negociações de paz, em Islamabad, no fim de semana, entre as delegações norte-americana e iraniana.

O Irão e os Estados Unidos tinham afirmado que o estreito de Ormuz seria desbloqueado depois de terem anunciado na terça-feira à noite um cessar-fogo de duas semanas, mas desde então apenas um pequeno número de navios conseguiu utilizar esta via marítima estratégica colocada sob ameaça militar por Teerão.

Na quinta-feira, Trump acusou o Irão de que "não estava a cumprir a sua parte" em Ormuz, no âmbito do cessar-fogo, anunciado pouco antes de expirar o prazo de um ultimato dado à República Islâmica de levantar o bloqueio sob ameaça de apagar "uma civilização inteira".

Em declarações ao jornal New York Post, o Presidente dos Estados Unidos indicou também que as forças armadas norte-americanas estavam a preparar-se para novos ataques caso as negociações no Paquistão não produzam resultados.

"Estamos a começar tudo de novo. Estamos a carregar os navios com as melhores munições, as melhores armas alguma vez construídas, até melhores do que as que tínhamos antes, quando já tínhamos destruído tudo", afirmou, ameaçando: "Se não houver acordo, vamos usá-las, e vamos usá-las com muita eficácia".

O presidente do parlamento iraniano exigiu, pelo seu lado, que o cessar-fogo abranja também os confrontos entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah e o desbloqueio dos ativos do país antes de se sentar à mesa das negociações.

"Duas das medidas acordadas pelas partes ainda precisam de ser implementadas: um cessar-fogo no Líbano e o desbloqueio dos ativos do Irão, antes do início das negociações", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa rede social.

O levantamento do congelamento dos ativos iranianos sujeitos a sanções não tinha sido mencionado publicamente por Teerão como condição prévia para as negociações, embora esteja incluído na lista de dez exigências para um acordo de paz.

Israel e Estados Unidos consideram que o Líbano não está abrangido pelo cessar-fogo em vigor, apesar de a mediação paquistanesa ter dito inicialmente o contrário e Teerão inclua os ataques de Israel no país vizinho nas violações da trégua que diz terem sido já cometidas.

Antes da mensagem de Ghalibaf, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, esperado em Islamabad para liderar a delegação de Washington nas conversações, aconselhou o Irão a "não brincar" com os Estados Unidos.

"Se nos tentarem enganar, vão descobrir que a equipa de negociação não está muito recetiva", advertiu.

As negociações de paz têm como temas centrais o fim duradouro da guerra, do bloqueio do estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano e a produção mísseis de longo alcance, o apoio de Teerão a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah no Líbano, os Huthis no Iémen ou o Hamas na Palestina, e as sanções económicas à República Islâmica.

Além de JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump.

Embora não confirmada oficialmente, a parte iraniana deverá ser liderada pelo presidente do parlamento e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.

O último processo negocial, que decorria sob mediação de Omã, foi interrompido pelo início da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.

Israel reclama que desmantelou mais de 4.300 instalações do Hezbollah... O exército israelita anunciou hoje ter desmantelado mais de 4.300 instalações do grupo xiita Hezbollah e eliminado 1.400 elementos no Líbano desde o recomeço dos confrontos entre as partes em 02 de março.

© Reuters    Por  LUSA   10/04/2026 

Os soldados israelitas "desmantelaram mais de 4.300 instalações" e localizaram acima de 1.250 armas, incluindo 'rockets' de longo alcance, mísseis antitanque, lança-foguetes RPG, engenhos explosivos improvisados e outros equipamentos militares, disse o exército em comunicado.

As forças de Israel assinalaram ainda que eliminaram cerca de 1.400 combatentes do Hezbollah em ataques aéreos e operações terrestres no sul do Líbano.

Segundo as autoridades libanesas, mais de 1.800 pessoas, incluindo 163 crianças, foram mortas no país desde o início de março.

Na quarta-feira, as forças israelitas realizaram dezenas de bombardeamentos em Beirute, no sul e no leste do Líbano, causando mais de 300 mortos e várias centenas de feridos.

Foi o dia mais sangrento desde o recomeço das hostilidades entre Israel e o Hezbollah e ocorreu em pleno arranque de um frágil cessar-fogo n acordado pelos Estados Unidos e pelo Irão, aliado do grupo armado libanês, para abrir espaço a negociações sobre o conflito que atinge a região do Golfo desde 28 de fevereiro.

Israel e Estados Unidos consideraram que a trégua não abrange o Líbano, apesar de a mediação paquistanesa ter indicado inicialmente o contrário.

Após pressão do Presidente norte-americano, Donald Trump, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou na quinta-feira que aceitou iniciar negociações com Governo libanês, com vista a desarmar o Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países.

Pelo menos 13 membros das forças de segurança libanesas foram mortos em ataques aéreos israelitas contra a sede da Direção Regional de Segurança do Estado de Nabatieh, no sul do país, de acordo com esta força policial, apesar de Israel insistir que as suas operações visam apenas o Hezbollah.

Em sentido contrário, nas últimas horas o Hezbollah lançou cerca de 30 ataques com foguetes a partir do Líbano contra Israel, causando danos materiais, indicou o exército israelita.

Os ataques visaram sobretudo o norte de Israel, na fronteira com o Líbano, onde prosseguem os combates entre o exército israelita e as milícias do grupo xiita.

Outros bombardeamentos na Galileia incluíram Banaa e Deir el-Assad, onde um edifício foi atingido e várias pessoas receberam assistência médica por ataques de pânico, disseram as autoridades.

O Hezbollah retomou os ataques contra território israelita em 02 de março, logo depois da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, interrompendo um cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024 que nunca foi verdadeiramente respeitado.

No mesmo dia, o Governo libanês proibiu as atividades militares do grupo xiita, que, apesar disso, não parou com lançamentos de projéteis e drones contra o território israelita. 

Ao longo das últimas semanas, Israel desencadeou uma forte campanha de bombardeamentos no Líbano, a par da expansão das posições terrestres que já ocupava no sul do país no anterior conflito, levando a que acima de um milhão de pessoas estejam deslocadas.

A situação no Líbano constitui um dos pontos expectáveis nas negociações, previstas para sábado em Islamabad, entre os enviados norte-americanos e iranianos sobre a guerra no golfo Pérsico, a par do apoio financeiro e militar de Teerão a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah.

"A realização de negociações para pôr fim à guerra depende do cumprimento, por parte dos Estados Unidos, dos seus compromissos de cessar-fogo em todas as frentes, especialmente no Líbano", avisou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou depois esta posição e apontou violações ao cessar-fogo em vigor, incluindo as operações militares israelitas no Líbano, exigindo a suspensão antes de se sentar à mesa das negociações com a delegação norte-americana na capital do Paquistão.

"Duas das medidas acordadas pelas partes ainda precisam de ser implementadas: um cessar-fogo no Líbano e o desbloqueio dos ativos do Irão, antes que as negociações possam começar", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf na rede social X.

Ao mesmo tempo que resiste ao processo de desarmamento ordenado pelas autoridades libanesas, reforçado com a proibição anunciada na quarta-feira do porte de arma por grupos não estatais em Beirute, o Hezbollah distanciou-se de negociações com Israel.

"Não aceitaremos o regresso à situação anterior e apelamos aos responsáveis ??[libaneses] para que ponham fim a estas concessões gratuitas", declarou o secretário-geral do movimento xiita, Naim Qassem, numa mensagem escrita à nação.


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Estudo: Força do aperto de mão pode indicar risco de doenças... Um estudo internacional sugere que testes simples de força muscular, como apertar uma mão ou levantar-se de uma cadeira várias vezes seguidas, podem prever o risco de desenvolver doenças cardiovasculares ou diabetes tipo 2, entre outras.

© Shutterstock    Por LUSA  10/04/2026 

Segundo um novo estudo, um simples teste com o aperto de mão pode ajudar a identificar o risco desenvolver doenças. O estudo aponta ainda ações simples como levantar-se da cadeira. Em causa pode estar o risco de doenças como diabetes ou cardiovasculares.

A meta-análise de 94 estudos, que reforça o papel da força muscular como indicador-chave da saúde futura, foi publicada recentemente no British Journal of Sports Medicine, informou hoje a agência noticiosa espanhola EFE citando um comunicado da Universidade de Almeria, em Espanha.

Força do aperto do mão diz muito

Os resultados do estudo indicam que dois testes bastante acessíveis, como são a força de preensão manual e a capacidade de se levantar e sentar numa cadeira cinco vezes seguidas, permitem estimar o risco de desenvolvimento de diversas patologias ao longo do tempo.

As pessoas com maior força muscular apresentam menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, declínio cognitivo, depressão, incapacidade funcional e doenças neurodegenerativas como demência ou Parkinson, adianta a EFE.

A principal vantagem destes testes, salientaram os investigadores, é a sua simplicidade, rapidez e baixo custo, pois não requerem equipamentos complexos e podem ser facilmente aplicados em consultórios médicos, centros de saúde ou programas comunitários.

Ou seja, "podem integrar a curto prazo a prática clínica, como ferramentas úteis para a deteção precoce de riscos em adultos, permitindo a identificação de pessoas com maior probabilidade de desenvolver doenças crónicas" e a tomada de medidas antes do aparecimento das doenças, reduzindo o seu impacto no sistema de saúde.

Os cientistas também acreditam que os resultados podem contribuir para melhorar as estratégias de prevenção, facilitando intervenções baseadas no exercício físico e na promoção de estilos de vida saudáveis.

O estudo "Importância clínica dos testes simples de aptidão muscular para prever condições de saúde a longo prazo" tem como primeiros autores Nuria Marín Jiménez, da Universidade de Almeria, e Bruno Bizzozero-Peroni, do Instituto Karolinska, na Suécia, e envolveu instituições da Europa, América e Oceânia.

Economia cabo-verdiana cresceu 6,3% em 2025... O Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde cresceu 6,3% em volume em 2025, depois de uma subida de 7,0% em 2024, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

© Lusa   10/04/2026 

"A taxa de variação acumulada dos quatro trimestres de 2025 aponta para um crescimento anual do PIB de 6,3% em volume", indicou o INE ao divulgar os dados da evolução trimestral da economia nacional.

O resultado reflete o desempenho da economia ao longo do ano, confirmando uma ligeira desaceleração face a 2024.

No quarto trimestre de 2025, o PIB registou um crescimento homólogo de 7,1% em termos reais, sustentado sobretudo pelas indústrias transformadoras, transportes e serviços públicos.

Pela ótica da produção, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) aumentou 7,0%, com contributos positivos da maioria dos setores, apesar da quebra na agricultura e na construção.

Na ótica da despesa, o crescimento foi impulsionado pelo aumento do consumo público e das exportações de bens e serviços.

As importações também aumentaram, embora com menor intensidade nas compras de bens.

O INE refere ainda que os dados foram revistos, com o crescimento de 2024 ajustado de 7,2% para 7,0%.

Mais de dois milhões de mulheres deslocadas no Irão e Líbano, indica ONU... Cerca de 1,6 milhões de mulheres no Irão e outras 620 mil no Líbano abandonaram as suas casas devido ao conflito regional que começou em 28 de fevereiro, afirmou hoje a ONU Mulheres.

© Lusa   10/04/2026 

Segundo as autoridades locais, pelo menos 204 mulheres morreram em ataques no Irão - incluindo 168 raparigas no ataque à escola em Minab - e outras 102 no Líbano, sendo que este último número ainda não inclui as vítimas do intenso bombardeamento de 08 de abril ao território libanês, disse a porta-voz da ONU Mulheres, Sofia Calltorp, em uma conferência de imprensa em Genebra.

Foram também relatadas mortes de mulheres noutros países da região, incluindo o Bahrein, o Iraque, Israel, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, assim como nos Territórios Palestinianos Ocupados, acrescentou.

Além disso, muitas mulheres e raparigas da região correm o risco de insegurança alimentar devido ao aumento dos preços e às perturbações nas cadeias de abastecimento.

Neste contexto, as organizações regionais de defesa dos direitos das mulheres estão cada vez mais ameaçadas numa altura de redução do espaço cívico em muitos países. Muitas ativistas "sofreram intimidação, detenções arbitrárias e, em alguns casos, violência letal", acrescentou Sofia Calltorp.

Os Estados Unidos e Israel inciaram em 28 de fevereiro a guerra contra o Irão, que retaliou com ataques contra Israel e os interesses norte-americanos em vários países do Golfo Pérsico. O grupo xiita Hezbollah arrastou o Líbano para esta guerra ao atacar Israel em 02 de março.

NO QUADRO DA REFORMA, MINISTRA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA RECEBE RELATÓRIO SOBRE RECURSOS HUMANOS E DESPESA COM PESSOAL

 Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social 

A Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social esteve reunida esta sexta-feira, [10.04] no seu gabinete, com Ousman Bachir Dem,  o Task Team Leader do Projeto de Reforço do Setor Público II, um projeto financiado pelo Banco Mundial.

O TTL do PSSP II esteve acompanhado pelo Coordenador do Projeto, o guineense Malam Banjai, Diretor-geral da Reforma, Augusto da Silva e por consultores do Banco Mundial.

Durante o encontro, foi entregue à Ministra, Assucénia Donate de Barros, o relatório sobre os recursos humanos e a despesa com o pessoal.

Este documento enquadra-se no âmbito da reforma da Administração Pública e visa contribuir para a melhoria da gestão dos recursos humanos e a racionalização das despesas públicas.

O referido relatório constitui um instrumento relevante para apoiar a tomada de decisões estratégicas, bem como para reforçar a eficiência e a transparência no funcionamento da Administração Pública.

Por: Gabinete de Comunicação da Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social

DOIS FUNCIONÁRIOS DO INSS EM PRISÃO PREVENTIVA POR ALEGADA FRAUDE NO PAGAMENTO DE PENSÕES

Por Rádio Sol Mansi  10 04 2026

Dois funcionários do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) encontram-se em prisão preventiva, suspeitos de envolvimento num esquema de fraude relacionado com o pagamento de pensões. 

Segundo uma nota à imprensa do gabinete de comunicação da Procuradoria-Geral da República, divulgada esta sexta-feira, em Bissau, a medida foi decretada pelo Juiz de Instrução Criminal (JIC).

Segundo a mesma fonte, a decisão foi tomada com base nos elementos de prova apresentados pelo Ministério Público, que, no passado dia 31 de março, requereu a aplicação da medida de coação mais gravosa aos suspeitos. Em causa estão crimes de falsificação de documentos e peculato, alegadamente praticados em coautoria.

As investigações conduzidas pela Vara-Crime do Ministério Público junto do Tribunal Regional de Bissau indicam que os dois funcionários, um homem e uma mulher, com idades entre 38 e 51 anos, terão introduzido de forma fraudulenta nomes de supostos beneficiários no sistema informático do INSS, permitindo o pagamento indevido de pensões de velhice e de sobrevivência.

Segundo as autoridades, o esquema terá tido início em abril de 2025 e provocado prejuízos financeiros significativos à instituição.

Com a decisão do Juiz de Instrução Criminal, os arguidos permanecerão em prisão preventiva enquanto aguardam o desenrolar do processo e o respetivo julgamento.

Kuwait acusa Teerão de ataque que atingiu instalações da guarda nacional... O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait acusou hoje o Irão "e seus aliados" de atingirem uma instalação da guarda nacional num ataque lançado esta madrugada, avisando que isso "debilita os esforços" de acordo entre Teerão e Washington.

© Stringer/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA  10/04/2026 

Em comunicado hoje divulgado, o ministério condenou "os ataques atrozes perpetrados pela República Islâmica do Irão e pelos seus aliados, incluindo fações, milícias e grupos armados afiliados, utilizando drones contra várias instalações vitais do Kuwait na noite de quinta-feira". 

A guarda nacional do Kuwait afirmou, na quinta-feira à noite, que uma das suas instalações sofreu "danos materiais significativos", embora não tenha havido relatos de mortes.

"A continuidade destes ataques flagrantes da República Islâmica do Irão e dos seus aliados contra o Kuwait e outros países da região mina os esforços regionais e internacionais que culminaram recentemente no anúncio de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão", referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Os ataques da última noite aconteceram poucas horas depois de o Ministério da Defesa do Kuwait ter anunciado, em comunicado, que não se tinham registado "novos desenvolvimentos ou alterações operacionais" durante o dia.

De facto, quinta-feira marcou uma pausa nos múltiplos ataques que o Irão tem vindo a lançar contra os países do Golfo Pérsico desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram a sua guerra contra a República Islâmica, guerra a que Teerão respondeu com ataques contra os aliados árabes de Washington.

Este incidente ocorreu poucos dias depois de manifestantes pró-Irão terem invadido o consulado do Kuwait em Bassorá, no sul do Iraque, na sequência do lançamento de um míssil, alegadamente com origem no território do Kuwait, para a cidade iraquiana, que matou pelo menos três pessoas.

Os países do Golfo Pérsico consideram uma ameaça crescente os grupos armados aliados do Irão, como o movimento xiita libanês Hezbollah, os rebeldes Huthis do Iémen e as milícias pró-iranianas no Iraque.


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A China afirmou hoje que os acordos de cessar-fogo devem "contribuir para pôr fim aos conflitos" e apelou à calma e à contenção perante a incerteza sobre a trégua com o Irão.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

EUA ignoram ajuda de Rússia ao Irão: "O problema é que confiam em Putin"... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o Governo norte-americano ignorou as provas do apoio russo ao Irão na guerra no Médio Oriente porque "confia" no Presidente russo, Vladimir Putin.

© Alberto Gardin/SOPA Images/LightRocket via Getty Image.    Por LUSA  09/04/2026 

Em entrevista à estação pública italiana RAI, hoje transmitida, Zelensky detalhou ter alertado o governo de Donald Trump para imagens de satélite de infraestruturas energéticas e instalações militares em Israel e nos países do Golfo que a Rússia terá fornecido ao Irão para facilitar os seus ataques. 

"O problema é que confiam em Putin. É uma vergonha", lamentou.

"Disse-o publicamente. Notámos alguma reação dos Estados Unidos em relação à Rússia, uma reação do tipo 'têm de parar com isto tudo'?", questionou Zelensky.

Na entrevista, o Presidente ucraniano abordou a relação que mantém com o homólogo norte-americano desde a sua tumultuosa visita à Casa Branca no final de fevereiro de 2015, considerando-a "boa" e fruto da necessidade mútua.

"Não há muitas pessoas que possam dizer ao Presidente dos Estados Unidos que nem sempre tem razão", assegurou Zelensky.

"Eles precisam de nós e da experiência que adquirimos durante estes anos de guerra", declarou.

Relativamente às negociações mediadas pelos norte-americanos com a Rússia, Zelensky afirma-se confiante de que poderão ser retomadas rapidamente, agora que Washington conseguiu chegar a um acordo de cessar-fogo com Teerão, e reiterou estar "pronto" a reunir-se com Vladimir Putin. 

"Certamente não [um encontro] em Moscovo ou Kyiv. Mas se ele estiver disposto a encontrar-se comigo, há muitos lugares para isso. Podemos encontrar um no Médio Oriente, na Europa, nos Estados Unidos, em qualquer lugar", disse.

Estas negociações continuam focadas no estatuto dos territórios ocupados pela Rússia, que continua a ser um grande ponto de atrito. 

"Não podemos simplesmente falar em entregar o Donbass", reiterou Zelensky, acerca da região histórica do leste, composta por Donetsk e Luhansk.

"Que garantias de segurança teremos se a Rússia decidir avançar novamente? Talvez não imediatamente, ou talvez ataque novamente daqui a dois ou três anos. Também queremos que as garantias de segurança incluam uma presença europeia e americana", observou, referindo-se a outra exigência da Ucrânia nas negociações.

Zelensky afastou ainda a convocação de eleições até que a segurança da população esteja garantida, incluindo a dos "soldados que precisam de votar", e manifestou o seu desejo de que a Ucrânia continue a receber armas e que os Estados Unidos restabeleçam o mais rapidamente possível as sanções ao petróleo russo, que foram levantadas devido à crise energética provocada pela guerra no Irão. 

Numa reunião posterior com media ucranianos, Zelensky abordou a questão do Donbass em resposta às críticas do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que esta semana em Budapeste pareceu minimizar as aspirações da Ucrânia, que criticou por continuar a insistir "em alguns quilómetros quadrados".

"O vice-presidente, com todo o respeito, não está envolvido nas negociações entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Rússia", observou Zelensky, acrescentando acreditar que, se estivesse, Vance e "outros funcionários" compreenderiam muito melhor a importância de reivindicar o território que é ucraniano.

"Cada metro quadrado do nosso território é ucraniano. E, com todo o respeito pelos nossos parceiros, não é definitivamente vosso", acrescentou.

Caso esta parte do país seja cedida, a Rússia usá-la-ia como plataforma para novos ataques, pelo que as garantias de segurança são vitais, disse o líder ucraniano.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

Contagem decrescente: astronautas da Artemis II já têm hora marcada para regresso a casa... Após dez dias no espaço e uma viagem ao lado inexplorado da Lua, os astronautas da Artemis II têm regresso à Terra agendado para a madrugada deste sábado.

Por  SIC Notícias  

No momento em que entrarem na atmosfera terrestre está previsto que os navegantes atinjam quase 40 mil quilómetros por hora.

Será uma fase de alto risco, onde o escudo térmico da nave será posto à prova.

Depois de estarem dentro da atmosfera da Terra, serão acionados dois paraquedas de travagem, isto quando estiverem a cerca de seis mil metros de altitude.

A cápsula Orion, onde viaja a tripulação, irá cair no oceano Pacífico, mais precisamente ao largo da cidade de San Diego, na costa Sul do estado da Califórnia.

O momento está previsto acontecer às 17:07 de sexta-feira (hora local), sendo que Portugal quem quiser assistir terá de ficar acordado até à madrugada de sábado, pelas 01:07. Aquando da queda, um navio da marinha norte-americana vai apoiar o resgate.

Quanto à transmissão deste momento histórico, esta será feita pelo canal oficial da NASA no Youtube.

"Existe risco de russos e os chineses se envolverem mais ainda no Ártico"... O secretário-geral da NATO afirmou hoje partilhar a preocupação do Presidente norte-americano de que Pequim e Moscovo "se envolvam mais ainda" na Gronelândia, considerando que a Aliança Atlântica deve defender-se.

© Lusa  09/04/2026 

"Partilho da sua opinião de que existe um grande risco de os russos e os chineses se envolverem mais ainda no Ártico. Creio que o Presidente [Trump] tem razão ao afirmar que devemos defender-nos", declarou Mark Rutte em Washington, ao ser questionado sobre o interesse de Donald Trump em controlar a ilha dinamarquesa.

"O que acordámos em Davos [onde se reuniram em janeiro, no Fórum Económico Mundial] é, em primeiro lugar, que, no que respeita ao Ártico, a NATO deve desempenhar um papel nessa zona", acrescentou.

Donald Trump, que ameaçou repetidamente retirar-se da Aliança Atlântica devido à falta de apoio da organização na guerra com o Irão, indicou que o descontentamento com a NATO "começou com a Gronelândia".

"Lembrem-se da Gronelândia, aquele enorme e mal gerido bocado de gelo", concluiu Trump numa mensagem publicada nas redes sociais depois do encontro com Rutte, na quarta-feira, numa aparente referência à escalada de tensões em janeiro, quando afirmou não excluir o uso da força para tomar a ilha, território autónomo da Dinamarca, o que irritou muitos aliados.

O secretário-geral da NATO transmitiu no final da reunião, que decorreu à porta fechada, que Trump se mostrou "claramente dececionado" com a Aliança, mas que também "foi recetivo" durante o encontro.

Rutte disse que no Fórum Económico de Davos acordou-se que a Aliança Atlântica desempenhe um papel mais ativo naquela área geográfica e foi posta em marcha uma operação para reforçar a segurança na região, em coordenação com o Canadá e os Estados Unidos.

O responsável explicou que, além disso, a Dinamarca, a Gronelândia e os Estados Unidos mantêm conversações bilaterais e trilaterais centradas em duas questões: as possíveis implicações de uma mudança futura no estatuto constitucional da Gronelândia dentro do reino dinamarquês e formas de impedir que a Rússia e a China acedam à sua economia.

"O que aconteceria se a Gronelândia alterasse futuramente o seu estatuto constitucional dentro do Reino da Dinamarca? Os acordos vigentes continuariam a ser válidos em tal cenário?", interrogou-se Rutte.

"Acho que é uma questão legítima e que pode ser respondida. Acho que tem solução", acrescentou.

Quanto às críticas de Trump sobre a falta de apoio dos Estados-membros da NATO, Mark Rutte afirmou que, "quase sem exceção", estes responderam aos pedidos de apoio dos Estados Unidos na guerra com o Irão, embora reconhecendo que alguns foram "algo lentos" na resposta.

"O que observo hoje, ao olhar para a Europa, é que os aliados estão a prestar um apoio maciço, a facultar bases logísticas e a tomar outras medidas para garantir que as poderosas Forças Armadas dos EUA conseguem impedir que o Irão obtenha uma arma nuclear. Quase sem exceção, os aliados estão a fazer tudo o que os EUA pedem", disse Rutte.

Num debate no Instituto Ronald Reagan, em Washington, o responsável da NATO indicou que "quando chegou o momento de fornecer apoio logístico e de outro tipo de que os EUA necessitavam no Irão, alguns aliados se mostraram um tanto lentos".

No entanto, acrescentou que, "para ser justo", estes também "foram surpreendidos" pela ofensiva lançada pelos EUA e por Israel a 28 de fevereiro contra o Irão, sem consultar os membros do bloco ou as outras nações aliadas.

O responsável da Aliança Atlântica indicou ainda compreender a estratégia de Trump que, "com o objetivo de preservar o fator surpresa nos ataques iniciais, optou por não informar os aliados com antecedência".

Depois de se reunir com Trump durante duas horas na Sala Oval na quarta-feira, Rutte tentou amenizar as tensões, numa altura em que a Casa Branca intensifica as críticas à Aliança e chegou mesmo a ameaçar diretamente retirar-se da organização.

O Presidente norte-americano também criticou duramente os membros do bloco, chamando-lhes "cobardes", por não apoiarem um plano para garantir a passagem segura pelo estratégico estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão em retaliação à guerra --- um conflito que os países europeus afirmam não ser assunto seu.

Rutte defendeu, no entanto, que "o Reino Unido, em particular, lidera uma coligação de países que estão a alinhar as ferramentas militares, políticas e económicas necessárias para garantir a livre passagem pelo estreito de Ormuz", de cuja reabertura depende a manutenção do atual cessar-fogo de duas semanas acordado entre os EUA e o Irão.

Insistiu também, como já tinha feito após a sua reunião com Trump, que "os aliados reconhecem (...) que se está num período de profunda mudança na Aliança Transatlântica".

Inquirido sobre a possibilidade de os Estados Unidos se retirarem da NATO, como Trump já ameaçou, o secretário-geral da Aliança não respondeu diretamente e, em vez disso, repetiu que o chefe de Estado norte-americano lhe transmitiu estar dececionado, embora saudando a "conversa franca" que ambos mantiveram.

Mark Rutte falou igualmente do aumento do investimento em Defesa dos Estados aliados, concluindo "tratar-se de uma transição de uma codependência malsã para uma Aliança Transatlântica assente numa verdadeira parceria" e apelando para uma "mudança de mentalidade" que, na sua opinião, "já está em curso".


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O exército do Kuwait indicou hoje estar a ser alvo de um ataque de drones, numa altura em que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão entra no seu segundo dia.

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia anuncia cessar-fogo de dois dias durante Páscoa Ortodoxa... O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, esta quinta-feira, um cessar-fogo, que irá durar dois dias, durante a Páscoa Ortodoxa, notando que espera que a Ucrânia siga o "exemplo" da Rússia. A trégua irá começar às 16h00 locais de sábado e terminar no final do dia de domingo.

© Alexander KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images    noticiasaominuto.com  09/04/2026 

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, esta quinta-feira, um cessar-fogo, que irá durar dois dias - 32 horas -, durante a Páscoa Ortodoxa, notando que espera que a Ucrânia faça o mesmo.

"Tendo em conta a proximidade do feriado da Páscoa Ortodoxa, será declarado um cessar-fogo a partir das 16h00 locais do dia 11 de abril até ao final do dia 12", referiu o Kremlin, em comunicado citado pela Reuters.

E acrescentou: "Partimos do princípio que a Ucrânia seguirá o exemplo da Federação Russa".

De recordar que, em 2025, também durante a Páscoa, a Ucrânia e a Rússia concordaram num cessar-fogo.

No entanto, durante esse período de tréguas, os países acusaram-se mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo.

A guerra na Ucrânia em grande escala, recorde-se, teve início a 24 de fevereiro de 2022 com a invasão russa, após anos de tensões entre os dois países. 

O conflito tem sido marcado por combates intensos no leste e sul da Ucrânia, destruição de infraestruturas e uma grave crise humanitária, com milhões de deslocados internos e refugiados.

A comunidade internacional, incluindo a União Europeia e a NATO, respondeu com sanções económicas à Rússia e apoio político, financeiro e militar à Ucrânia.


Leia Também: Rússia defende que acordo de cessar-fogo com Irão deve abranger Líbano

A Rússia defende que o acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerão "se estende" ao Líbano, afirmou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros, após uma conversa telefónica do ministro, Sergey Lavrov, com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi.

O Governo da Guiné-Bissau assinou um memorando com pescadores artesanais e vendedeiras de peixe para reduzir o preço do pescado. A medida visa tornar o peixe mais acessível e melhorar a segurança alimentar no país.

Radio Voz Do PovoRádio Sol Mansi  09 04 2026 

GOVERNO E PESCADORES ACORDAM BAIXAR EM 35%, O PREÇO DOS PESCADOS NOS MERCADOS 

O governo e a Associação dos Pescadores acordam reduzir em 35% o preço dos pescados nos mercados nacionais.

A informação é avançada esta quinta-feira pelo presidente de Associação Nacional dos Armadores da Pesca Artesanal (ANAPA)  a margem de assinatura do memorando de entendimento entre o governo e os pescadores nacionais para a redução do preço de pescado na Guiné-Bissau.

Augusto Dju diz ainda que o governo prometeu reduzir o preço de combustível aos pescadores para que possam baixar igualmente o preço dos pescados.

O memorando celebrado visa entre outros objetivos, implementar as medidas concertadas destinadas a melhoria de condições laborais dos pescadores, contribuir para redução do preço de pescado no mercado nacional, ao reforço da segurança alimentar, no respeito pelos princípios da sustentabilidade económica, social e ambiental.

No entanto, o diretor-geral da pesca artesanal, Suleimane Dabo garantiu que o governo já negociou com uma empresa de combustível, que por sua vez, prometeu colocar combustíveis aos pescadores ao preço da banca.

Ao presidir o ato de assinatura, a ministra das Pescas e Economia Marítima, Virgínia Pires Correia afirmou que tem se assistido nos últimos tempos, uma evolução crescente de preços do pescado, por isso, decidiu-se avançar com esse  compromisso para garantir a maior acessibilidade ao público. 

Espera-se, segundo o memorando, que todas as partes signatárias cumprem rigorosamente os termos deste compromisso e  a adoção de práticas de pesca responsável  e o compromisso com a preservação dos ecossistemas marinhos.

COMISSÃO EUROPEIA: Novo sistema de controlo fronteiriço entra plenamente em vigor 6.ª-feira... O novo sistema europeu de controlo fronteiriço para cidadãos extracomunitários entra plenamente em vigor na sexta-feira, indicou hoje uma porta-voz da Comissão Europeia, afirmando que a sua implementação progressiva correu bem apesar de constrangimentos em alguns países.

© Dursun Aydemir/Anadolu via Getty Images  Por LUSA   09/04/2026 

Na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, a porta-voz Arianna Podestà referiu que, até ao momento, a implementação progressiva do novo Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES, na sigla em inglês) "tem corrido bem" e já está a ter um "papel importante no aumento da segurança da União Europeia (UE)".

"Nos últimos cinco meses, foram registadas mais de 45 milhões de entradas e saídas. Houve 24 mil recusas de entrada, das quais mais de 600 foram identificadas como representando uma ameaça à segurança da nossa União", referiu.

A porta-voz salientou ainda que, "quando o sistema funciona bem", o tempo para registar uma entrada e saída da UE é de cerca de 70 segundos, mas reconheceu que há Estados-membros que têm enfrentado "dificuldades técnicas de implementação".

"Temos mantido um contacto próximo com esses Estados-membros, partilhando, por exemplo, boas práticas dos países onde o sistema está a funcionar muito bem", referiu.

Arianna Podestà acrescentou ainda que o sistema "prevê flexibilidade para garantir a fluidez nas fronteiras", especialmente no período de verão, em que deverá haver um aumento do controlo fronteiriço.

Nesse período, caso se verifiquem "tempos de espera excessivos", a porta-voz referiu que os Estados-membros podem optar por "suspender o registo dos dados biométricos".

"Existem também soluções alternativas às quais os Estados-membros podem recorrer em caso de necessidade", acrescentou.

O novo EES, para registo digital de cidadãos estrangeiros que entram no Espaço Schengen, conclui hoje a sua fase de implementação, tendo sido obrigatório que os Estados-Membros registassem 100% dos cidadãos não pertencentes à UE até 31 de março.

Este novo sistema de registo, que começou a ser implementado nos países do Espaço Schengen em 12 outubro de 2025, incluiu, durante seis meses, a salvaguarda de que, em períodos de maior fluxo de viajantes, as autoridades de controlo fronteiriço podem ativar a suspensão parcial e total do sistema, mas a partir de hoje, data final do período de transição do EES, a suspensão total deixará de poder ser aplicada.

Em Portugal, desde a entrada em vigor deste novo sistema, os tempos de espera agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, por vezes, várias horas.

A introdução em 10 de dezembro nos aeroportos portugueses da segunda fase do EES, que consiste na recolha de dados biométricos (obtenção de fotografia e impressão digitais do passageiro), causou ainda mais constrangimentos, principalmente no aeroporto de Lisboa.

TA (MES/CMP)

Lusa/Fim

Líbano quer cessar-fogo antes de negociações com Israel... O Líbano quer obter um cessar-fogo antes de iniciar conversações com Israel, disse hoje um elemento do Governo libanês à agência France Presse (AFP), depois do primeiro-ministro israelita ter aceitado negociações diretas com Beirute.

© Murat Åengül/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   09/04/2026 

"O Líbano quer um cessar-fogo antes do início de qualquer negociação", declarou a fonte do executivo libanês sob anonimato à AFP, que indicou tratar-se de uma figura familiarizada com o processo.

Benjamin Netanyahu anunciou que vai iniciar negociações diretas com o Governo libanês destinadas a desarmar o grupo xiita Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países.

"Considerando os repetidos apelos do Líbano para o início de negociações diretas com Israel, instruí ontem [quarta-feira] o executivo para as iniciar o mais rapidamente possível", afirmou Netanyahu numa nota divulgada pelo seu gabinete.

O anúncio surgiu um dia depois de dezenas de bombardeamentos de Israel em Beirute e no sul e leste do país vizinho terem provocado 303 mortos e 1.150 feridos, segundo o último balanço do Ministério da Saúde libanês.

Esta foi a maior vaga de ataques no Líbano desde o reatamento, em 02 de março, dos confrontos militares entre Israel e o Hezbollah, logo após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado do movimento xiita libanês.

Na sua curta mensagem, Netanyahu afirmou também que "Israel aprecia a decisão do primeiro-ministro do Líbano para a desmilitarização de Beirute", referindo-se à proibição já anunciada por Nawaf Salam do porte de arma por grupos não estatais na capital do país.

Em reação aos desenvolvimentos de hoje, um deputado do Hezbollah reiterou a rejeição do grupo ao diálogo com Israel.

"Reiteramos a nossa rejeição de quaisquer negociações diretas entre o Líbano e o inimigo israelita, bem como a necessidade de aderir aos princípios nacionais, principalmente a retirada israelita, a cessação das hostilidades e o regresso dos residentes às suas aldeias e cidades", disse Ali Fayyad num comunicado divulgado pelos órgãos de comunicação do grupo.

No entanto, Ali Fayyad concordou com o Governo libanês em relação a um cessar-fogo "como condição prévia para a adoção de quaisquer outras medidas".

A aceitação de Israel ao início de negociações diretas, após ter recusado reiteradamente apelos nesse sentido por parte das autoridades libanesas, surgiu no segundo dia de um cessar-fogo de duas semanas entre Irão e Estados Unidos.

Israel concordou com a trégua, mas sustentou que, ao contrário do que tinha sido indicado inicialmente pela mediação do Paquistão, o entendimento excluía o Líbano, levando Teerão a repor temporariamente o bloqueio ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz e a colocar em dúvida a sua presença nas negociações de paz com os Estados Unidos, previstas para os próximos dias em Islamabad.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, reiterou a condenação à "contínua agressão de Israel contra o Líbano" e avisou que os violentos ataques de quarta-feira ameaçam as negociações.

Enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou os bombardeamentos israelitas como "uma escaramuça" e concordou que o Líbano não estava dentro do acordo de cessar-fogo, os mediadores paquistaneses insistiram hoje que o anúncio de Sharif correspondia ao que tinha sido decidido pelas partes.

O chefe do Governo paquistanês confirmou também um contacto com o homólogo libanês, Nawaf Salam, para discutir a exclusão técnica do seu país do cessar-fogo e evitar a repetição dos ataques em grande escala, embora não tenha especificado se constituíram uma violação da trégua.

O Irão tem, pelo seu lado, reiterado que o conflito entre Israel e as milícias do aliado Hezbollah é "uma parte inseparável" da trégua.

O embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, deverá liderar as negociações pelo lado israelita com o Líbano, noticiaram vários meios de comunicação israelitas, citando um alto responsável.

O Hezbollah retomou os ataques contra território israelita em 02 de março, interrompendo um cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024 que nunca foi verdadeiramente respeitado.

No mesmo dia, o Governo libanês proibiu as atividades militares do grupo xiita, que, apesar disso, nunca deixou de lançar projéteis e drones contra o território israelita.

Ao longo das últimas semanas, Israel desencadeou uma forte campanha de bombardeamentos no Líbano, a par da expansão das posições terrestres que já ocupava no sul do país no anterior conflito, provocando mais de 1.500 mortes e acima de um milhão de deslocados, de acordo com as autoridades de Beirute.


Leia Também: Netanyahu quer negociar com o Líbano e estabelecer "ligações pacíficas"

Israel vai iniciar negociações diretas com o Governo libanês destinadas a desarmar o grupo xiita Hezbollah e estabelecer "relações pacíficas" entre os dois países, anunciou hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

CABO VERDE: Entidade cabo-verdiana sugere medidas após casos de doença parasitária... A Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) de Cabo Verde recomendou hoje medidas de controlo e desinfeção após a confirmação de novos casos da doença parasitária esquistossomose no concelho de São Miguel, no interior da ilha de Santiago.

© Lusa   09/04/2026 

"[Após] confirmação de novos casos na localidade de Ribeira de Principal, a ANAS, enquanto entidade reguladora do setor da água e saneamento, está a acompanhar a situação", afirmou a instituição, num comunicado. 

Segundo a mesma fonte, a doença está associada ao contacto com água doce contaminada por parasitas, sendo favorecida pela presença de caracóis hospedeiros, o que exige uma resposta coordenada entre os setores da saúde, ambiente, agricultura e recursos hídricos.

Para já, a instituição está a colaborar com a Direção-Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária (DGASP), o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) e outras autoridades locais.

Além da restrição de acesso ao reservatório identificado, a ANAS recomenda evitar o contacto com águas potencialmente contaminadas, proceder ao esvaziamento controlado da infraestrutura, realizar a limpeza integral com remoção de caracóis e avançar posteriormente para a desinfeção sob orientação técnica.

A entidade reguladora sublinha que estas ações devem ser realizadas no âmbito de um plano conjunto entre as várias entidades envolvidas, garantindo a monitorização contínua da situação após a implementação das medidas corretivas.

A esquistossomose é uma doença parasitária considerada um problema de saúde pública.

As formas larvares dos parasitas são libertadas por moluscos (caracóis) de água doce e transmitem-se ao ser humano através da pele, após contacto com águas infetadas.

No dia 02, o cientista cabo-verdiano Maximiano Fernandes confirmou a existência de um novo surto da doença naquele concelho, referindo que a origem do foco permanece desconhecida.

Na terça-feira, a delegada de Saúde de São Miguel, Antonieta Fonseca, afirmou que as autoridades sanitárias estão a reforçar uma resposta multissetorial para conter a doença no concelho.

Os primeiros registos da doença remontam a 2022, neste mesmo concelho, com cerca de 200 casos, com maior incidência em crianças e adolescentes entre os 4 e os 16 anos, todos acompanhados e tratados pelas estruturas de saúde.

Na altura, os casos foram monitorizados pelas autoridades de saúde pública, em colaboração com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa (IHMT/UNL).

No quadro das ações em curso, Antonieta Fonseca destacou o reforço da vigilância epidemiológica, rastreios ativos nas comunidades, investigação ambiental e laboratorial, bem como ações regulares de sensibilização.

De acordo com a delegada, equipas técnicas estão no terreno, sobretudo na localidade de Ribeira de Principal, onde foi identificado um novo foco, realizando exames de urina em crianças e testes a adultos com sintomas suspeitos, para garantir diagnóstico precoce e tratamento atempado.

Paralelamente, análises do Instituto Nacional de Saúde Pública identificaram a presença de caracóis do género Bulinus em alguns pontos de água, considerados potenciais hospedeiros do parasita, estando ainda a decorrer estudos laboratoriais para confirmar a presença de formas infetantes.

O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, inaugurou o reservatório de água de Antula sob o lema “EAGB Djunto di Populaçon”, marcando um passo importante para pôr fim à crise de abastecimento de água que afetava aquela zona de Bissau.

Radio Voz Do Povo/  Rádio Sol Mansi    09. 04. 2026

EAGB PREVÊ REDUÇÃO DOS CUSTOS DE CONTRATOS DE ÁGUA E ENERGIA

O diretor-geral da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau anunciou que o próximo passo da empresa será a redução dos custos dos contratos de energia e água.

O anúncio foi feito hoje, durante a inauguração de um reservatório de água destinado aos moradores do bairro de Antula.

Carlos Alberto Handem afirmou que, neste momento, está a ser realizado um estudo para a criação de uma rede de média tensão que irá abastecer as grandes empresas na zona de Bolola.

Entretanto, na mesma ocasião, durante a inauguração do reservatório de água no bairro de Antula, o Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, alertou os condutores para conduzirem com prudência. Acrescentou ainda que todas as viaturas que derrubarem postes de luz poderão ser apreendidas e consideradas património do Estado, além de os responsáveis terem de arcar com os custos dos danos causados.

Os postes nas vias públicas têm sido frequentemente derrubados por viaturas. Recentemente, um veículo pesado colidiu com um poste de média tensão, deixando alguns bairros sem eletricidade.

O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, inaugura reservatório de água de Antula sob o lema “EAGB Djunto di Populaçon”, pondo fim à crise de água que afetava a população daquela zona de Bissau.

Radio Voz Do Povo/ Rádio Sol Mansi   09. 04. 2026

OS MORADORES DE ANTULA EXIGEM MELHORIAS NA SEGURANÇA, INFRAESTRUTURAS E ACESSO A SERVIÇOS BASICOS

Os moradores do bairro de Antula querem que o Governo crie estratégias para melhorar a segurança, bem como para a construção de escolas públicas e de um centro de saúde.

A preocupação da população daquela zona foi destacada hoje, durante a inauguração de um reservatório de água destinado aos moradores do bairro. A comunidade exige ainda a construção de estradas, de um mercado e esclarecimentos sobre os contratos de fornecimento de água.

Falando no ato de inauguração do furo de água na localidade, em representação do régulo de Antula, Júlio Nanque pediu que os agentes da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau esclareçam os moradores sobre o processo de realização dos contratos de fornecimento de água.

O imame local, Tcherno Iaia Bari, bem como a representante das mulheres, Nfuna Amona, pediram que o processo de contratação para o fornecimento de água tenha sempre um despacho célere por parte da empresa responsável.

Entretanto, na mesma ocasião, o Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, prometeu realizar obras na estrada de terra batida antes do início das chuvas.

A comunidade do bairro de Antula conta agora com um reservatório de água destinado a abastecer os moradores, que, por outro lado, denunciam o roubo de contadores de água instalados recentemente.

PAÍS REGISTA AUMENTO DE CASOS E MORTES POR CANCRO, UMA AMEAÇA SILENCIOSA QUE ESTÁ A TIRAR VIDAS

Por  Rádio Sol Mansi  09 04 2026 

Até 2022, os casos novos de cancro registados no país superaram dois mil, com maior prevalência nas mulheres e nos idosos. No entanto, desse número, mais de 800 resultaram em mortes dos pacientes, o que mostra uma taxa de mortalidade muito elevada.

Os dados revelam uma situação preocupante, o que levantam questões sobre os mecanismos de tratamento, e as políticas públicas para fazer face à esta doença. 

As informações foram reveladas em entrevista à Rádio Sol Mansi, pelo médico e Diretor do Serviço das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis, Alberto Luís Papique.

Com base nestes dados preocupantes, o responsável afirmou que o Governo está atento à situação e que, estão a ser implementados planos que visam impulsionar a redução dos casos no país.

Sendo de destacar que no país, os cancros mais frequentes nas mulheres são os do colo do útero, da mama e do fígado. Nos homens, destacam-se os cancros da próstata, do fígado, do estômago e dos pulmões. Segundo Papique, esta situação deve-se ao consumo excessivo de álcool e de tabaco.

Atualmente, o país carece de dados mais atualizados, mas a situação indica que os casos estão a aumentar, devido à escassez de meios de diagnóstico e às limitações no tratamento do cancro.

Observa-se um aumento dos casos também, porque já existem no país, algumas condições para o diagnóstico, sendo que anteriormente, a maioria dos pacientes era diagnosticada apenas no exterior.

O Diretor do Serviço das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis, Alberto Luís Papique, admite que o diagnóstico tardio, dificulta o tratamento adequado dos pacientes.

Os dados apresentados revelam que o cancro constitui um grave problema de saúde pública no país, com um número elevado de novos casos e uma taxa de mortalidade preocupante. A maior incidência entre mulheres e idosos, aliada à prevalência de tipos de cancro associados a fatores de risco como o consumo de álcool e tabaco, reforça a necessidade de medidas preventivas mais eficazes.