
Dois funcionários do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) encontram-se em prisão preventiva, suspeitos de envolvimento num esquema de fraude relacionado com o pagamento de pensões.
Segundo uma nota à imprensa do gabinete de comunicação da Procuradoria-Geral da República, divulgada esta sexta-feira, em Bissau, a medida foi decretada pelo Juiz de Instrução Criminal (JIC).
Segundo a mesma fonte, a decisão foi tomada com base nos elementos de prova apresentados pelo Ministério Público, que, no passado dia 31 de março, requereu a aplicação da medida de coação mais gravosa aos suspeitos. Em causa estão crimes de falsificação de documentos e peculato, alegadamente praticados em coautoria.
As investigações conduzidas pela Vara-Crime do Ministério Público junto do Tribunal Regional de Bissau indicam que os dois funcionários, um homem e uma mulher, com idades entre 38 e 51 anos, terão introduzido de forma fraudulenta nomes de supostos beneficiários no sistema informático do INSS, permitindo o pagamento indevido de pensões de velhice e de sobrevivência.
Segundo as autoridades, o esquema terá tido início em abril de 2025 e provocado prejuízos financeiros significativos à instituição.
Com a decisão do Juiz de Instrução Criminal, os arguidos permanecerão em prisão preventiva enquanto aguardam o desenrolar do processo e o respetivo julgamento.
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