sábado, 7 de fevereiro de 2026

Casa dos Direitos Denuncia Invasão pelos Homens Armados... 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐀𝐃𝐎 𝐃𝐄 𝐈𝐌𝐏𝐑𝐄𝐍𝐒𝐀

Por Radio TV Bantaba

No âmbito da 12.ª Quinzena dos Direitos, iniciada no passado dia 2 de fevereiro de 2026, o Embaixador da União Europeia, Senhor Federico Bianchi, realizou hoje, 7 de fevereiro, uma visita guiada à Casa dos Direitos, com o propósito de conhecer em profundidade a sua história, missão e modo de funcionamento.

De forma grave, inesperada e absolutamente inaceitável, um contingente de cerca de dez homens da Polícia de Intervenção Rápida, fortemente armados e encapuzados, invadiu as instalações da Casa dos Direitos, dando ordens de expulsão imediata aos seus membros e ao Embaixador da União Europeia, sem apresentar qualquer explicação ou fundamento legal para tal atuação.

Este episódio ocorre na sequência dos tristes acontecimentos de 22 de dezembro de 2025, que culminaram na invasão da Casa dos Direitos, bem como na detenção arbitrária e no espancamento brutal de dois funcionários da Liga Guineense dos Direitos Humanos. 

Trata-se, assim, da quarta incursão armada injustificada contra esta instituição em menos de dois meses, evidenciando um padrão reiterado de intimidação, repressão e violação das liberdades fundamentais.Apesar deste contexto de permanente hostilidade, a Casa dos Direitos tem privilegiado, de forma responsável e consistente, o diálogo institucional.

Nesse sentido, uma delegação da Liga Guineense dos Direitos Humanos manteve um encontro de alto nível com as autoridades de transição, no qual foram abordados os constrangimentos existentes, bem como a realização da Quinzena dos Direitos.

Desse diálogo resultou a reafirmação da importância da Casa dos Direitos e a realização da Quinzena dos Direitos, entendida como um contributo essencial não apenas para a promoção e defesa dos direitos humanos, mas também para a normalização do espaço cívico e o fortalecimento da confiança democrática. Neste contexto, não se compreendem, nem se justificam, as razões de uma atitude tão arbitrária quanto inaceitável.

A Casa dos Direitos condena com a maior firmeza este novo ato de intimidação armada, que constitui igualmente um desrespeito grave e inaceitável para com o maior parceiro multilateral do país, a União Europeia, cuja presença institucional foi também alvo direto desta atuação.

A Casa dos Direitos responsabiliza diretamente as autoridades de transição por qualquer atentado contra a vida e a integridade física dos seus membros, cidadãos que nada fazem senão contribuir, de forma pacífica, legítima e responsável, para o aprofundamento da democracia e do Estado de Direito na Guiné-Bissau.

Neste sentido, a Casa dos Direitos exorta as autoridades de transição a abandonarem, de forma definitiva, todas as ações hostis contra esta instituição, práticas que apenas contribuem para a degradação da imagem internacional do país e para a obstrução do processo de normalização democrática da Guiné-Bissau.

Por fim, a Casa dos Direitos reitera o seu compromisso inabalável com os valores da paz, da dignidade da pessoa humana, da democracia e do Estado de Direito, princípios que continuarão a orientar a sua ação, independentemente de pressões, ameaças ou tentativas de silenciamento.

Feito em Bissau, aos 07 dias do mês de fevereiro de 2026.

O Consórcio da Casa dos Direitos

Trump dá fundos em troca de atribuição do seu nome a estação e aeroporto... O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu libertar fundos federais congelados se o líder democrata no Senado aceitar dar o seu nome a uma estação ferroviária de Nova Iorque e ao aeroporto internacional de Washington, noticiaram os media locais.

Por LUSA 

Segundo vários media, incluindo a CNN e a NBC, Trump quer que o seu nome seja dado a dois dos locais mais movimentados dos Estados Unidos: a Penn Station, em Nova Iorque, e o Aeroporto Internacional Dulles, em Washington.

Citando fontes anónimas, os media relatam que Trump ofereceu ao líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, a libertação de mais de 16 mil milhões de dólares (13,5 mil milhões de euros) em fundos federais congelados pela sua administração, destinados a um grande projeto de túnel ferroviário entre Nova Iorque e Nova Jérsia, caso o político democrata concordasse em ajudar a renomear a estação ferroviária e o aeroporto.

Schumer, também senador por Nova Iorque, rejeitou a proposta, segundo as referidas fontes. 

A CNN especificou que a oferta foi feita no mês passado. 

O congressista Jerry Nadler, de Nova Iorque, classificou a tentativa de renomear o Aeroporto Dulles e a Penn Station como "extorsão e corrupção".

Os responsáveis pelas obras do túnel entre Nova Iorque e Nova Jérsia afirmaram num comunicado que os trabalhos serão "suspensos" hoje "caso a transferência de fundos federais destinados ao projeto não seja retomada".

A comissão responsável pelo projeto, juntamente com os dois estados envolvidos, interpôs recentemente uma ação judicial para contestar a suspensão do financiamento.

Os Presidentes norte-americanos recebem geralmente nomes de edifícios ou infraestruturas quando deixam o cargo ou após a sua morte, mas Trump, bilionário do setor imobiliário que é proprietário de uma torre com o seu nome na prestigiada Quinta Avenida de Nova Iorque, tem procurado assegurar desde já a homenagem.

Em dezembro, o conselho de curadores do Kennedy Center - escolhido pelo Presidente republicano - votou a renomeação desta prestigiada instituição cultural de Washington como "Trump Kennedy Center".

Entretanto, o bilionário quer construir um "Arco da Independência", semelhante ao Arco do Triunfo em Paris, e iniciou a construção de um novo salão de baile na Casa Branca, demolindo a Ala Leste do edifício histórico.

Anunciou também o lançamento de uma nova classe de grandes navios de guerra que terão o seu nome.

Por fim, o Departamento do Tesouro confirmou a existência de um plano para uma moeda comemorativa de um dólar com a imagem de Trump, embora as leis proíbam colocar em notas a imagem de um Presidente em funções ou vivo.

Trump celebra este ano, em junho, o 80.º aniversário, sendo já o Presidente mais idoso a exercer o cargo. 

Também este ano, os Estados Unidos comemoram o 250.º aniversário da independência, estando em preparação um conjunto pouco usual de eventos relacionados, incluindo uma corrida de fórmula Indy pelas ruas de Washington, DC e combates de luta livre na Casa Branca.

Portugal: Há mais de 13.200 presos. Diretor fala em "tendência preocupante"... As cadeias têm cada vez mais reclusos, já ultrapassam os 13.200, e o diretor-geral das prisões, em entrevista à Lusa, considerou a tendência preocupante, mas garantiu que a criminalidade não teve um aumento expressivo em 2025.

Por  LUSA 

No dia 05 de fevereiro, as prisões portuguesas tinham 13.202 reclusos, segundo os dados adiantados por Orlando Carvalho, que indicou também que só desde o primeiro dia de fevereiro entraram para as prisões cerca de 100 pessoas.

"A tendência é preocupante, porque se se mantiver este nível de crescimento da população [prisional], vai criar-nos muito mais dificuldades e constrangimentos", sublinhou Orlando Carvalho, que foi nomeado para liderar a Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP) em novembro de 2024, dois meses depois da fuga de Vale de Judeus.

As dificuldades e constrangimentos apontados pelo responsável das 49 cadeias existentes no país estão sobretudo relacionados com a falta de vagas.

É que o aumento de 630 lugares já anunciado pelo Ministério da Justiça - e que estão quase prontas a ser utilizados, segundo Orlando Carvalho -, pode revelar-se insuficiente, uma vez que só entre janeiro do ano passado e fevereiro deste ano entraram cerca de 850 presos.

"Neste momento, temos de ir gerindo o sistema de forma a não deixar acontecer situações, obviamente, de rutura em nenhum dos estabelecimentos", disse o diretor-geral das prisões.

Para este aumento, Orlando Carvalho destacou dois aspetos que considerou fundamentais, sendo o primeiro o aumento dos presos preventivos - que são aqueles que estão a aguardar julgamento ou à espera de que a condenação transite em julgado.

O outro aspeto é a diminuição da liberdade condicional e de adaptação à liberdade condicional: "Para nós é um grande desafio (...) termos uma taxa de encarceramento muito elevada relativamente à dimensão das penas".

"Portanto, isto faz com que um indivíduo condenado permaneça durante muito tempo da prisão", acrescentou.

Questionado sobre se o aumento de presos pode estar diretamente relacionado com um possível aumento da criminalidade no último ano, Orlando Carvalho apontou para o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), cujos dados serão conhecidos nos próximos meses: "Posso adiantar que, de grosso modo, não se nota um aumento expressivo da criminalidade".

Associada à sobrelotação, surge ainda a questão da falta de condições nas prisões, que tem sido motivo de condenações por parte do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, e que Orlando Carvalho admitiu não ser admissível.

"A situação não é generalizada, há casos obviamente pontuais de maior ou menor dificuldade", disse o diretor-geral das prisões, acrescentando que o investimento tem sido feito para garantir "que todas as pessoas que cumprem pena de prisão têm as condições mínimas básicas exigidas para poderem cumprir com dignidade a sua pena".

Sobre as condições nas prisões, Orlando Carvalho explicou que, além de as cadeias serem equipamentos de elevada intensidade de utilização, este aspeto agrava-se quando "têm mais pessoas do que aquelas que poderiam comportar".

"Esta antiguidade dos equipamentos e esta alta intensidade de utilização ao longo dos anos se calhar nunca permitiu que fossem feitas as devidas recuperações e obras de manutenção que permitissem levar essas condições para um outro nível, porque há estruturas cuja solução não se compadece com obras de manutenção", explicou.

Acrescentou que a DGRSP vai "tentando minimizar, mas é difícil eliminar de um momento para o outro questões desta natureza, neste tipo de edifícios".

Além destas questões, o diretor-geral das prisões adiantou ainda que, neste momento, os serviços prisionais precisam, com urgência, de mais viaturas, que "são muito antigas e estão em muito mau estado", e de recursos humanos, que incluem guardas prisionais e técnicos.


Leia Também: Assembleia Nacional da Venezuela aprova amnistia que vai libertar todos os detidos políticos na próxima semana

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, prometeu aos familiares de presos políticos que todos os detidos serão libertados no mesmo dia da aprovação da lei de amnistia, prevista para a próxima semana. A lei, já aprovada em primeira leitura, exclui crimes contra a humanidade, corrupção e tráfico de droga.

Governo do Brasil lamenta mortes causadas por tempestades em Portugal... O governo do Brasil disse que "lamenta profundamente as perdas humanas e os danos materiais e ambientais" causados pelas tempestades Kristin e Leonardo, tanto em Portugal como em Espanha.

Por  LUSA 

Num comunicado divulgado pela diplomacia brasileira, o executivo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva "apresenta condolências às famílias das vítimas e expressa solidariedade aos governos e às populações" dos dois países.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil sublinhou que não há notícias sobre vítimas brasileiras até ao momento.

Os consulados-gerais em Lisboa, Porto, Faro, Barcelona e Madrid "permanecem em funcionamento para atender nacionais em situação de emergência", acrescentou a diplomacia brasileira.

"A frequência e o impacto de eventos extremos, em diferentes regiões do mundo, reforçam a urgência de ações concertadas da comunidade internacional para o enfrentamento da crise climática", sublinhou o ministério.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

Em Espanha, uma pessoa morreu na região de Málaga, na Andaluzia, depois de ter sido arrastada por um curso de água na terça-feira, quando tentava salvar um cão, confirmaram as autoridades locais.

As chuvas já levaram à retirada de casa, por precaução, de mais de 7.500 pessoas na Andaluzia nos últimos dias e há registo de inundações e cortes de vias em diversas regiões de Espanha, assim como avisos de risco de transbordo de rios.

Treze distritos de Portugal continental estão atualmente sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima e neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado.


Leia Também: Cheias nunca vistas ocuparam 88% do celeiro de Moçambique

As cheias em Moçambique atingiram particularmente Chókwè, no sul, o celeiro do país, com o vale do Limpopo a ocupar em poucos dias 88% do território, engolindo meses de produção agrícola, nomeadamente arroz, ameaçando com fome.

Governo de Cuba vai racionar venda de combustível devido à escassez... O governo de Cuba vai racionar a venda de combustível devido à escassez provocada pelo embargo petrolífero dos Estados Unidos (EUA) contra a ilha, anunciou o vice-primeiro-ministro cubano Oscar Pérez-Oliva Fraga.

Por  LUSA 

Num discurso transmitido pela televisão, Pérez-Oliva afirmou que a medida - sobre a qual não deu detalhes nem especificou quando entraria em vigor - foi adoptada numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros em resposta à grave escassez de combustível.

"Com combustível insuficiente, não podemos manter os níveis de vendas que tínhamos nas semanas anteriores e, por isso, haverá algumas limitações nas compras. À medida que a situação melhorar, as entregas regressarão aos níveis normais", disse o vice-primeiro-ministro.

Pérez-Oliva indicou ainda que as "atividades administrativas essenciais" só funcionarão de segunda a quinta-feira, de forma a conservar energia.

Cuba irá reservar os recursos limitados de combustível para "serviços essenciais", geração de eletricidade, "serviços de saúde", abastecimento de água, atividades de defesa e para "garantir a sustentabilidade dos setores que geram divisas", como o turismo, explicou o ministro

Pérez-Oliva acrescentou que o Governo cubano facilitará os procedimentos para as empresas privadas "que tenham os meios" para importar o seu próprio combustível.

Também na sexta-feira, o ministro do Trabalho cubano, Jesús Otamendiz, solicitou às empresas estatais que facilitem o teletrabalho e a realocação de trabalhadores.

Num outro discurso transmitido pela televisão, o dirigente afirmou que os organismos públicos devem ajustar os seus horários de acordo com a situação energética nas respetivas regiões.

Otamendiz acrescentou que a reafectação de trabalhadores dará prioridade aos serviços essenciais.

O ministro alertou que, caso um trabalhador não possa trabalhar remotamente ou ser recolocado, será colocado em "suspensão do contrato de trabalho" até que a situação seja resolvida. Salientou que, nestes casos, os trabalhadores receberão o salário integral apenas durante um mês.

Na quinta-feira, o Presidente cubano Miguel Díaz-Canel salientou que Cuba não recebe remessas de petróleo desde que os EUA iniciaram o seu "bloqueio naval" à Venezuela, em dezembro.

"Portanto, temos problemas com a disponibilidade de combustível para garantir não só a geração de energia elétrica, mas também as atividades básicas", concluiu.

 Díaz-Canel prometeu que, dentro de uma semana, daria detalhes sobre a situação atual da ilha e como o governo irá enfrentá-la.

O chefe de Estado ressuscitou o conceito da "opção zero", um plano de sobrevivência proposto na década de 1990 face a um cenário de "zero petróleo".

O plano previa racionamento extremo, autossuficiência alimentar, utilização de tração animal, carvão para cozinhar e transporte não motorizado, entre outras medidas.


Leia Também: Cuba diz estar disponível para dialogar com EUA sobre "qualquer assunto"

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou hoje que a ilha está disposta a dialogar com os Estados Unidos sobre "qualquer assunto" para construir uma relação civilizada e mutuamente benéfica entre os dois países.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

EUA anunciam novas sanções contra rede que vende petróleo iraniano ... Os Estados Unidos (EUA) anunciaram hoje novas sanções contra todos os que estejam alegadamente ligados ao "comércio ilícito" de petróleo destinado a financiar o Governo iraniano.

Por LUSA 

A decisão surge no mesmo dia em que Washington e Teerão mantiveram conversações indiretas em Omã, no âmbito da campanha de pressão da administração norte-americana liderada por Donald Trump sobre o país persa.

"O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla inglesa) está a sancionar múltiplas entidades, indivíduos e navios para travar o fluxo de receitas que o regime de Teerão utiliza para apoiar o terrorismo no estrangeiro e reprimir os seus cidadãos", anunciou o Departamento de Estado em comunicado.

As novas medidas sancionatórias, segundo pormenorizaram os Departamentos de Estado e do Tesouro dos Estados Unidos, afetam 14 navios da chamada "frota fantasma" iraniana, 15 entidades -- com sede, entre outros países, na Índia e na Turquia -- e duas pessoas associadas à comercialização de crude e de produtos petroquímicos iranianos.

"As exportações iranianas destes produtos energéticos são possíveis graças a uma rede de facilitadores de transporte marítimo ilícito em múltiplas jurisdições que, através da ocultação e do engano, carregam e transportam produtos iranianos para compradores em países terceiros", acrescentou o comunicado da diplomacia norte-americana.

O anúncio das novas sanções ocorre no contexto do início, hoje, de negociações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos em Mascate, que Teerão classificou como "um bom começo" para reduzir a tensão entre as duas partes.

Estas conversações em Omã foram o primeiro contacto entre representantes de Washington e de Teerão desde os ataques a instalações nucleares iranianas realizados em junho pelos Estados Unidos, durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irão.

Os dois países mantiveram conversações no ano passado também em Mascate, com Omã como intermediário, mas estas terminaram com o início do conflito de junho.

As atuais negociações ocorrem num dos períodos mais conturbados para a República Islâmica, depois de, em janeiro, ter registado os protestos mais violentos desde a sua fundação, em 1979, num contexto de grave crise económica, forte descontentamento popular, a pior seca em décadas e escassez de eletricidade e de gás.

Donald Trump tem ameaçado repetidamente usar a força em resposta à repressão das autoridades iranianas das manifestações antigovernamentais que abalaram em janeiro a República Islâmica.

Nos últimos dias, avançou que pretende um acordo sobre a política nuclear iraniana, enquanto avisava Teerão de que o tempo estava a esgotar-se.

As ameaças de Trump foram acompanhadas pelo envio de uma força naval norte-americana para a região, incluindo o porta-aviões "Abraham Lincoln".

As autoridades iranianas têm indicado que não pretendem abdicar do programa de defesa, ao mesmo tempo que insistem que os planos nucleares têm fins pacíficos.


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O Presidente ucraniano anunciou hoje alterações no pessoal da Força Aérea, depois de se queixar de que, em algumas regiões e unidades, a defesa aérea não está a funcionar como deveria.


Funeral de Saif al-Islam Khadafi junta milhares de pessoas na Líbia... Milhares de pessoas congregaram-se hoje no noroeste da Líbia para o funeral de Saif al-Islam Khadafi, filho e outrora previsível sucessor do falecido ditador Muammar Khadafi, executado no início desta semana em casa por quatro homens.

Por  LUSA  06/02/2026

O caixão de Saif al-Islam percorreu a cidade de Bani Walid, cerca de 145 quilómetros a sudeste da capital, Tripoli, com muitos participantes a transportarem imagens do falecido e do seu pai, que governou o país durante mais de 40 anos antes de ser deposto num levantamento popular apoiado pela NATO em 2011.

A multidão agitava também bandeiras verdes lisas - a bandeira oficial da Líbia de 1977 a 2011, sob o regime de Khadafi, morto nesse ano na sua cidade natal, Sirte, enquanto os combates na Líbia se intensificavam, transformando-se numa guerra civil aberta.

Um pequeno grupo de apoiantes transportou o caixão de Saif al-Islam e, posteriormente, realizou as orações fúnebres e sepultou-o.

Saif al-Islam, de 53 anos, foi morto na terça-feira dentro da sua casa na cidade de Zintan, a cerca de 135 quilómetros a sudoeste da capital, Tripoli, segundo os procuradores.

As autoridades disseram que uma investigação inicial concluiu que foi morto a tiro, mas não forneceram mais detalhes. 

A equipa política de Saif al-Islam divulgou posteriormente um comunicado afirmando que "quatro homens encapuçados" invadiram a sua casa e mataram-no num "assassínio cobarde e traiçoeiro", após desativarem as câmaras de segurança.

Saif al-Islam foi capturado por combatentes em Zintan, no final de 2011, quando tentava fugir para o vizinho Níger. 

Os combatentes libertaram-no em junho de 2017, após um dos governos rivais da Líbia lhe ter concedido amnistia.

"A dor da perda pesa muito no meu coração e intensifica-se porque não posso despedir-me dele na minha pátria --- uma dor que as palavras não conseguem aliviar", escreveu na redes sociais Mohamed Khadafi, irmão de Saif al-Islam, que vive exilado em paradeiro desconhecido.

"Mas o meu consolo reside no facto de os filhos leais da nação estão a cumprir o seu dever e dar-lhe-ão uma despedida à altura da sua estatura", escreveu o irmão.

Desde a revolta que derrubou Khadafi, a Líbia mergulhou no caos, com o país norte-africano rico em petróleo a dividir-se entre administrações rivais agora no leste e no oeste, apoiadas por vários grupos armados e governos estrangeiros. 

Saif al-Islam era o segundo filho de Khadafi e visto como a face reformista do regime, com capacidades diplomáticas e que tinha trabalhado para melhorar as relações da Líbia com os países ocidentais até à revolta de 2011.

Em julho de 2021, Saif al-Islam declarou ao New York Times que estava a considerar regressar à cena política líbia após uma década de ausência, durante, segundo consta, reorganizou os apoiantes políticos do seu pai. 

Em novembro de 2021, anunciou a sua candidatura à eleição presidencial do país, uma decisão controversa que gerou protestos das forças políticas anti-Kadhafi no oeste e leste da Líbia.

O Alto Comité Nacional de Eleições desqualificou-o, mas a eleição não foi realizada devido a disputas entre administrações rivais e grupos armados.

As Nações Unidas chegaram a impor sanções a Saif al-Islam, incluindo a proibição de viagens e o congelamento de bens, pelas suas declarações públicas inflamadas que incitavam à violência contra manifestantes anti-Kadhafi durante a revolta de 2011. 

O Tribunal Penal Internacional acusou-o posteriormente de crimes contra a humanidade relacionados com a revolta de 2011.

Na quinta-feira, a Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL, na sigla em inglês) manifestou "profunda preocupação" com o assassínio de Saif al-Islam, sublinhando que este tipo de ações "mina o Estado de direito" e apelou "urgentemente às autoridades líbias competentes para investigarem de forma rápida e transparente este crime, a fim de identificar os responsáveis e levá-los à justiça, bem como para aprovarem medidas decisivas para pôr termo a este padrão de violência".

Na quarta-feira, o presidente da Comissão da União Africana (UA), Mahmoud Ali Youssouf, manifestou também "profunda preocupação" com o sucedido e condenou "firmemente" este "ato violento, que ameaça minar ainda mais os esforços para uma transição política credível e inclusiva na Líbia". 

Os apelos juntam-se ao lançado também na quarta-feira pelo Conselho Presidencial da Líbia, principal órgão das autoridades internacionalmente reconhecidas no país, que instou todas as fações a aguardar pelos resultados das investigações.  

Vídeo que mostrava casal Obama como macacos retirado da conta de Trump... Um vídeo que mostrava o antigo presidente norte-americano Barack Obama e a mulher como macacos foi hoje removido, após uma dúzia de horas, da conta do líder norte-americano, Donald Trump, onde tinha sido publicado "por engano" por "um funcionário".

© Getty Images     Por  LUSA   06/02/2026 

"Um funcionário da Casa Branca publicou este conteúdo por engano. Foi apagado", disse um alto executivo à agência noticiosa France-Presse (AFP), depois de a publicação ter desencadeado uma onda de condenação, incluindo no Partido Republicano, do Presidente Trump.

Inicialmente, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, denunciou uma "falsa indignação", sem mencionar que se tratava de uma publicação errada na conta de Donald Trump na rede social Truth Social.

A publicação gerou indignação e acusações de racismo contra o Presidente norte-americano.

O líder da minoria democrata no Congresso norte-americano, Hakeem Jeffries, apelou aos republicanos para que "denunciem a repugnante intolerância de Donald Trump".

Barack e Michelle Obama, sublinhou o líder democrata, ele próprio afro-americano, são "americanos brilhantes, compassivos e patriotas e representam o melhor deste país".

Já o Presidente Trump, acrescentou, é "desprezível, desequilibrado e pernicioso" e "um indivíduo doente".

Por seu lado, o republicano Tim Scott, o único senador negro do seu partido no Congresso dos Estados Unidos, tinha pedido a Donald Trump que removesse o vídeo.

"Rezo para que esteja errado, porque é a coisa mais racista que já vi sair desta Casa Branca. O Presidente deveria retirá-lo", disse o senador conservador na rede social X.

O vídeo publicado no perfil de Donald Trump na noite de quinta-feira na Truth Social, é, na maior parte, atribuído ao portal ultraconservador Patriot News Outlet e fala sobre a alegada manipulação das eleições de 2020 - em que o democrata Joe Biden derrotou Trump, que concorria a um segundo mandato -- e que o Presidente republicano tem vindo a denunciar desde então, sem qualquer prova.

No entanto, aos 59 segundos, o vídeo é interrompido por uma curta animação que mostra os rostos dos Obama, o primeiro casal afro-americano da presidência norte-americana, estampados em dois macacos durante alguns segundos, antes de retomar o conteúdo original.

A animação é atribuída ao utilizador da rede social X "xerias_x", que criou um vídeo, através da Inteligência Artificial, intitulado "Trump: Rei da Selva", datado de 24 de outubro de 2025, um filme rudimentar em que os rostos de líderes políticos são inseridos em corpos de animais.

Todos se prostram perante Trump, cujo rosto aparece no corpo de um leão.

A porta-voz da Casa Branca tinha afirmado antes que se tratava do "excerto de um vídeo publicado na Internet que mostra o Presidente Trump como o Rei da Selva, e os democratas como personagens de O Rei Leão".

"Parem com esta falsa indignação e reportem algo que, hoje, tenha algum significado para o público americano", disse a porta-voz presidencial, Karoline Leavitt, num comunicado enviado à agência AFP.

A agência norte-americana Associated Press procurou obter um comentário da família Obama, mas não obteve resposta até ao momento.

BBC denuncia venda de vídeos sexuais por câmaras escondidas em hotéis da China... A estação de televisão britânica BBC denunciou hoje que "milhares" de vídeos sexuais, gravados com câmaras escondidas colocadas ilegalmente em hotéis da China, são vendidos no país, apesar de a distribuição de pornografia ser ilegal.

© Peter PARKS / AFP via Getty Images  Por  LUSA  06/02/2026 

Numa reportagem de investigação, a BBC classifica o problema como "uma epidemia", referindo a existência de numerosos 'sites' onde podem ser encontrados estes vídeos, com imagens reais de casais no momento em que mantêm relações sexuais nos quartos de hotel, sem saberem que estão a ser gravados.

Alguns dos sítios oferecem mesmo conteúdos para consumo em direto.

A unidade de investigação da BBC encontrou muitos dos vídeos alojados na plataforma de mensagens Telegram. Numa das mensagens é anunciada uma "oferta" de gravações provenientes de 180 hotéis diferentes, localizados em várias províncias.

O jornalista que assina a reportagem verificou pessoalmente a existência de conteúdos disponíveis de 54 câmaras distintas, metade das quais operacionais em direto, caso o utilizador assim o deseje.

Na reportagem é citado o exemplo de um portal que, mediante o pagamento mensal de 450 yuans (cerca de 55 euros), dava acesso a conteúdos de cinco câmaras, que começavam a gravar no momento em que o cliente ligava a eletricidade do quarto. O sistema permitia recuar algumas cenas e até descarregá-las e guardá-las.

Outro portal oferecia até 6.000 vídeos, alguns datados desde 2017.

Num dos quartos identificados pelos repórteres, a minicâmara, apontada diretamente para a cama, estava escondida no sistema de ventilação.

Com frequência, os vídeos são acompanhados de comentários dos participantes no 'chat', em que classificam regularmente as mulheres como "prostitutas" e utilizam outros termos semelhantes.

A cadeia de televisão britânica centra-se no caso de um alegado proprietário de algumas das câmaras, a quem os jornalistas chegaram através de um 'chat', estimando que, com base nas tarifas praticadas e no número de seguidores, terá obtido ganhos de cerca de 163.000 yuans (quase 20.000 euros) desde abril com este negócio.

Estas atividades violam várias leis chinesas, que proíbem a venda de pornografia, a instalação de câmaras em hotéis sem o conhecimento dos clientes e até a utilização do Telegram, que os utilizadores descarregam alegadamente através de redes privadas virtuais (VPN).

Os jornalistas que investigaram o caso falaram com um utilizador de Hong Kong, consumidor destes vídeos "desde a adolescência", hoje com mais de 30 anos, que afirma sentir-se atraído pela aparente autenticidade das imagens face à pornografia profissional.

No entanto, numa ocasião, foi gravado com a namorada sem o saber e acabou por encontrar as imagens disponíveis no Telegram. Desde então, ambos usam gorros e chapéus quando saem à rua, por receio de serem reconhecidos.

Por seu lado, a plataforma Telegram respondeu à BBC que proíbe explicitamente a partilha deste tipo de conteúdos, recebe regularmente denúncias e elimina "milhões de conteúdos nocivos todos os dias", sem, porém, avançar mais pormenores.

UE anuncia 20.º pacote de sanções contra a Rússia (abrange energia)... A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou hoje um novo pacote de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia, que abrange os setores da energia, finanças e comércio, e pediu rápido aval dos Estados-membros.

© GINTS IVUSKANS/AFP via Getty Images   Por  LUSA  06/02/2026 

"Num momento em que decorrem importantes conversações de paz em Abu Dhabi, devemos ser realistas: a Rússia só se sentará à mesa com intenções genuínas se for pressionada a fazê-lo, esta é a única linguagem que a Rússia compreende. É por isso que hoje estamos a intensificar a nossa ação [já que a] Comissão apresenta um novo pacote de sanções - o 20.º desde o início da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia", anunciou Von der Leyen, numa declaração divulgada em Bruxelas.

Revelando que "o novo pacote de sanções abrange a energia, os serviços financeiros e o comércio", a líder do executivo comunitário apelou a que os Estados-membros da UE "aprovem rapidamente estas novas sanções" pois "tal enviaria um sinal poderoso antes do sombrio 4.º aniversário" do conflito, assinalado no próximo dia 24 de fevereiro.

"O nosso compromisso com uma Ucrânia livre e soberana é inabalável e (...) torna-se mais forte dia após dia, mês após mês, ano após ano", referiu a responsável.

Precisamente a 24 de fevereiro, Ursula von der Leyen e também o presidente do Conselho Europeu, António Costa, vão deslocar-se a Kyiv para assinalar na capital ucraniana o quarto aniversário do conflito iniciado pela Rússia.

A invasão russa está prestes a atingir os 1.500 dias e, ao longo deste tempo, as forças de Moscovo avançaram, em média, entre 15 e 70 metros por dia, ocupando agora cerca de 0,8% do território ucraniano.

No que toca ao pacote de sanções hoje proposto, Ursula von der Leyen falou em medidas para diferentes setores, sendo que no setor da energia estas se traduzem na proibição total de serviços marítimos para o petróleo bruto russo e na inclusão de mais navios na lista da chamada "frota fantasma".

A "frota fantasma" russa é composta por navios que normalmente navegam sem bandeira e sem seguro que permitem à Rússia exportar petróleo e gás apesar das sanções internacionais impostas desde a invasão da Ucrânia.

Quanto ao setor financeiro, estão previstas medidas para restringir ainda mais o sistema bancário russo e a sua capacidade de criar canais de pagamento alternativos para financiar a atividade económica, bem como incluir mais 20 bancos regionais russos na lista de sanções europeias.

No campo das exportações para a Rússia, surgem agora novas proibições sobre bens e serviços, desde borracha a tratores e serviços de cibersegurança, no valor de mais de 360 milhões de euros, e ainda outras proibições de importação de metais, produtos químicos e minerais críticos ainda não sujeitos a sanções, no valor de mais de 570 milhões de euros.

"Para demonstrar a nossa determinação em combater a evasão às sanções, ativaremos pela primeira vez o instrumento anti-coerção, proibindo a exportação de quaisquer máquinas-ferramentas de comando numérico e rádios para jurisdições onde exista um elevado risco de estes produtos serem reexportados para a Rússia", adiantou Ursula von der Leyen.

Estão ainda em causa "salvaguardas jurídicas mais fortes para as empresas da UE", concluiu.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os aliados de Kyiv também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


Um general das Forças Armadas da Rússia foi alvo de uma "tentativa de homicídio", em Moscovo. O Kremlin reagiu, garantindo que os serviços de segurança estão a cumprir os seus deveres e que o presidente Vladimir Putin foi informado.


Após encontro com o Presidente da República de Transição, o porta-voz do mandatário nacional do candidato Umaro Sissoco Embaló, ex-Presidente da República, esclareceu o objetivo da audiência.

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Por PAIGC 2023

ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL: Astronautas vão poder levar telemóveis para a Estação Espacial... O administrador da NASA, Jared Isaacman, anunciou que os astronautas da Estação Espacial Internacional poderão fazer-se acompanhar dos respectivos dispositivos móveis, com a tripulação da missão Crew-12, com lançamento previsto para a próxima semana, a ser a primeira a poder fazê-lo.

© Shutterstock  Por noticiasaominuto.comcom Lusa  06/02/2026 

Os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional já nos habituaram a partilhas de imagens de grande beleza da Terra e do Espaço que nos rodeia mas, em breve, estes momentos podem tornar-se mais frequentes graças a uma nas políticas da NASA.

Com o conta o site TechCrunch, os membros da tripulação da missão Crew-12 - com descolagem prevista para a próxima semana - serão os primeiros a ter autorização para levarem os seus próprios telemóveis para a Estação Espacial Internacional.

“Vamos dar às nossas tripulações as ferramentas para captarem momentos especiais para as suas famílias e partilharem com o mundo essas imagens e vídeos inspiradores”, pode ler-se numa publicação partilhada na rede social X pelo atual administrador da agência espacial norte-americana, Jared Isaacman.

Com os seus iPhones ou telemóveis Android, acredita-se que os astronautas poderão começar a partilhar muito mais do seu dia a dia nas redes sociais. 

Isaacman aproveitou a mesma publicação para enaltecer a rapidez com que se alterou este regulamento, afirmando que é um pequeno passo para tornar a NASA mais ágil do que tem sido até aqui.

“Igualmente importante, desafiámos processos de longa data e qualificámos equipamentos para voos espaciais num cronograma acelerado”, escreveu o administrador da NASA. “Esta urgência operacional será muito útil para a NASA à medida que procuramos realizar ciência e investigação de alto valor em órbita e na superfície lunar. Este é um pequeno passo na direção certa”.

NASA adia regresso à Lua

A NASA anunciou que, devido a um vazamento de combustível detetado durante voos de teste, vai adiar pelo menos para março o lançamento da missão Artemis II que estava previsto para o próximo fim de semana.

a agência espacial norte-americana anunciou o adiamento, o segundo no espaço de uma semana, nos seus canais oficiais, definindo agora março como "a data de lançamento mais próxima possível para a missão Artemis II".

Na última sexta-feira, a NASA já tinha adiado o lançamento por dois dias devido às más condições meteorológicas.

O adiamento da missão também significa que os quatro astronautas que seguiriam no foguetão deixarão a quarentena iniciada a 21 de janeiro para garantir condições ideais de saúde e só retornarão à quarentena duas semanas antes da definição de uma nova data de lançamento.

Na missão Artemis II prevê-se que astronautas voem ao redor da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos.

A missão deverá durar cerca de 10 dias e vão participar três norte-americanos e um canadiano.

Ao mesmo tempo, a NASA está a preparar uma missão tripulada para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla inglesa), cujo lançamento está dependente da data definida para a Artemis II do novo programa lunar Artemis da NASA que visa "testar sistemas e equipamentos" para a missão Artemis III, prevista para 2027, e que vai colocar de novo astronautas na superfície da Lua, previsivelmente parte da tripulação que seguirá na Artemis II.

Apenas astronautas norte-americanos, todos homens, estiveram na órbita e na superfície da Lua, entre finais dos anos 1960 e início de 1970, ao abrigo do programa lunar Apollo da NASA.

O primeiro voo, não tripulado, do programa Artemis ocorreu em novembro de 2022 e serviu para testar o desempenho da nave reutilizável Orion, que tem um módulo de fabrico europeu, e do foguetão SLS, o mais potente da NASA, cujo lançamento inaugural foi antecedido por várias vicissitudes.

Os Estados Unidos esperam com o programa Artemis preparar os astronautas para missões de permanência na Lua e viagens a Marte, planeta onde ambicionam chegar a partir de 2030.

O Tratado do Espaço Exterior, de 1967, que rege a exploração espacial e ao qual estão vinculados países como Portugal, define os astronautas como enviados da humanidade.

Vídeo partilhado por Trump retrata Barack e Michelle Obama como macacos... Donald Trump partilhou um vídeo nas suas redes sociais que retrata Barack e Michelle como macacos. O vídeo, descrito como "racista" e "repugnante" pelos democratas, conta já com milhares de gostos e partilhas.

Por noticiasaominuto.com 06/02/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, partilhou um vídeo nas suas redes sociais onde retrata o ex-presidente do país Barack Obama e sua mulher, Michelle, como macacos. As imagens já foram descritas como "racistas" e "repugnantes" pelos democratas.

Em cauas está um vídeo partilhado na rede social Truth Social na noite de quinta-feira que tem a duração de cerca de um minuto.

Perto do final do vídeo, os Obama aparecem com os seus rostos em corpos de macacos durante um segundo, com a música "The Lion Sleeps Tonight" no fundo.

O vídeo, que reúne milhares de gostos e partilhas, repete alegações falsas de que a empresa de contagem de votos Dominion Voting Systems ajudou a roubar votos a Donald Trump nas eleições presidenciais de 2020, das quais o democrata Joe Biden saiu vitorioso.

Democratas condenam imagem "repugnante" e "racista"

O democrata Gavin Newsom, governador da Califórnia e apontado como candidato democrata à Casa Branca em 2028, já condenou a publicação, lamentando o "comportamento repugnante do presidente". 

"Todos os republicanos devem denunciar isto. Agora", lê-se na conta do gabinete de imprensa de Newsom no X.

Também Ben Rhodes, ex-conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca e aliado de Barack Obama, condenou a imagem.

"Que assombre Trump e os seus seguidores racistas que os futuros americanos irão abraçar os Obamas como figuras amadas, enquanto o estudam como uma mancha na nossa história", escreveu no X.

Barack Obama, recorde-se, foi o primeiro e único presidente negro da história dos Estados Unidos, tendo liderado o país durante dois mandatos, entre 2009 e 2017.

𝐌𝐞𝐧𝐬𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐃𝐢𝐚 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐓𝐨𝐥𝐞𝐫â𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐙𝐞𝐫𝐨 à 𝐌𝐮𝐭𝐢𝐥𝐚çã𝐨 𝐆𝐞𝐧𝐢𝐭𝐚𝐥 𝐅𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐧𝐚 𝟔 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨‼️

LGDH - Liga Guineense dos Direitos Humanos

Neste Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, a Liga Guineense dos Direitos Humanos reafirma o seu firme compromisso com a promoção e a proteção dos direitos humanos, da saúde e da dignidade das meninas e das mulheres, em conformidade com os instrumentos nacionais, regionais e internacionais de direitos humanos.

A mutilação genital feminina constitui uma grave violação dos direitos humanos e representa um sério problema de saúde pública, com consequências físicas, psicológicas e sociais duradouras. Trata-se de uma prática sem qualquer fundamento médico ou religioso, que compromete o desenvolvimento integral das raparigas e perpetua desigualdades de género.

Dados recentes indicam que mais de 50% das mulheres e meninas com idades entre 15 e 49 anos na Guiné-Bissau foram submetidas à mutilação genital feminina, o que corresponde a centenas de milhares de vítimas. 

Em determinadas regiões do país, nomeadamente Gabú e Bafatá, a prevalência ultrapassa 80%, sendo a prática maioritariamente realizada em meninas entre os 4 e os 14 anos de idade.

Apesar dos progressos alcançados através de ações de sensibilização, mobilização comunitária e da existência de um quadro legal que criminaliza esta prática, os dados demonstram que a mutilação genital feminina continua a representar um desafio significativo, exigindo um reforço das respostas institucionais e comunitárias.

Neste contexto, a Liga Guineense dos Direitos Humanos apela ao Governo da Guiné-Bissau para o reforço efetivo dos mecanismos de prevenção, proteção e repressão da mutilação genital feminina, incluindo a aplicação rigorosa da legislação em vigor, o fortalecimento dos serviços de proteção social e de saúde, o apoio às vítimas e sobreviventes, bem como o investimento contínuo em ações de educação, sensibilização e mobilização comunitária.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos felicita o Comité Nacional para o Abandono das Práticas Tradicionais Nefastas pelas ações relevantes e contínuas que tem desenvolvido no combate à mutilação genital feminina e a outras práticas nocivas, encorajando-o a prosseguir e a reforçar os seus esforços em prol da proteção dos direitos, da saúde e da dignidade das meninas e das mulheres na Guiné-Bissau.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos apela igualmente ao envolvimento ativo e responsável dos líderes religiosos e comunitários, cujo papel é determinante na transformação de normas sociais e comportamentos, incentivando-os a promover mensagens claras de proteção das meninas, de abandono definitivo da mutilação genital feminina e de respeito pelos direitos humanos nas comunidades.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos sublinha ainda a importância de uma coordenação reforçada entre as instituições do Estado, as organizações da sociedade civil, as lideranças comunitárias e religiosas e os parceiros de desenvolvimento, como condição essencial para a erradicação definitiva desta prática.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos esteve, está e continuará a associar a sua voz e a sua ação à luta contra a mutilação genital feminina, denunciando esta prática atentatória à dignidade das mulheres e reafirmando o seu compromisso inabalável com a defesa dos direitos humanos das meninas e das mulheres na Guiné-Bissau.

Neste dia simbólico, a LGDH renova o seu apelo à tolerância zero à mutilação genital feminina, reafirmando que nenhuma tradição pode justificar a violência e que a proteção das meninas é uma responsabilidade coletiva e inadiável.

Pela dignidade, pela saúde e pelos direitos das meninas e mulheres da Guiné-Bissau.

Comissão Organizadora de Show do DJ Kymanda e Artista Detidos Há Mais de 48 Horas em Bissau

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Fonte: Lai DOUMBIA  Radio TV Bantaba

A comissão organizadora do espetáculo do DJ Kymanda e o próprio artista estão detidos nas celas da 2.ª Esquadra de Polícia, em Bissau, desde segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026.

De acordo com informações avançadas pela Polícia, a detenção está relacionada com o alegado uso de foguetes durante o evento, uma prática que, segundo as autoridades, é proibida por lei. A comissão organizadora, contudo, contesta esta versão e levanta questões sobre a atuação policial no local.

Segundo a organização, vários agentes estiveram presentes ao longo de toda a atividade e, em nenhum momento, ordenaram a interrupção do uso de foguetes nem o cancelamento do espetáculo. A mesma fonte afirma ainda que os agentes disseram estar no local por orientações superiores, o que, no entendimento da comissão, indica que as autoridades tinham conhecimento do que estava a ocorrer.

A organização denuncia também um possível tratamento desigual perante a lei. No mesmo dia, terá ocorrido outro espetáculo em Bissau onde, alegadamente, também foram utilizados foguetes, sem que a respetiva comissão organizadora ou o artista tenham sido detidos ou chamados a prestar esclarecimentos.

O caso levanta preocupações quanto ao respeito pelo princípio da igualdade perante a lei, consagrado na Constituição da República da Guiné-Bissau, que estabelece que todos os cidadãos devem ser tratados de forma justa e sem discriminação. A legislação prevê ainda que qualquer detenção deve respeitar os prazos legais, incluindo o limite de 48 horas para apresentação ao Ministério Público ou a um juiz, salvo exceções previstas na lei.

Até ao momento, a comissão organizadora e o DJ Kymanda terão ultrapassado esse período de detenção sem informações claras sobre a sua situação jurídica, o que tem gerado apreensão entre familiares, membros do meio artístico e parte da opinião pública.

A comissão organizadora apela às autoridades competentes para que a lei seja aplicada de forma imparcial e transparente, garantindo o respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos e pelo Estado de Direito.

Nuclear. Autoridades norte-americanas e iranianas iniciam negociações... As negociações sobre o nuclear entre Irão e Estados Unidos começaram hoje em Omã, segundo a televisão estatal, depois do presidente norte-americano ter dito que não descarta uma ação militar e Teerão a afirmar que está pronto para se defender.

POR LUSA  06/02/2026 

A delegação iraniana é representada pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, enquanto o enviado Steve Witkoff representa os Estados Unidos.

"A igualdade, o respeito mútuo e o interesse recíproco não são palavras vãs, mas condições indispensáveis e os pilares de um acordo duradouro", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano na rede social X, antes do início da reunião com as autoridades norte-americanas.

"Estamos a participar [nas negociações] de boa-fé e mantemo-nos firmes nos nossos direitos", acrescentou Abbas Araghchi, numa mensagem em inglês.

Araqchi afirmou que "os compromissos devem ser honrados", numa aparente referência à saída, em 2018, dos Estados Unidos do acordo nuclear assinado três anos antes, e apelou ao respeito mútuo para se chegar a um consenso.

O ministro iraniano chegou na quinta-feira à noite a Omã, acompanhado pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Majid Takht Ravanchi, e pelo porta-voz do ministério, Ismail Baghaei, informou a agência de notícias oficial iraniana Irna.

A televisão estatal iraniana informou que Araqchi reuniu-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al-Busaidi, antes da reunião com as autoridades norte-americanas.

Estas discussões sobre o programa nuclear iraniano são as primeiras desde o bombardeamento norte-americano às instalações nucleares do Irão em junho, durante uma guerra de 12 dias iniciada por Israel.

As negociações ocorrem após a repressão sangrenta do Governo iraniano ao vasto movimento de protesto no início de janeiro, que causou milhares de mortes, segundo defensores dos direitos humanos, e trocas de ameaças belicistas entre Washington e Teerão.

Os iranianos estão a "negociar", afirmou Donald Trump anteriormente.

"Eles [Irão] não querem que os ataquemos", acrescentou, lembrando que os Estados Unidos enviaram "uma grande frota" de guerra para o Golfo.

Depois de ameaçar atacar o Irão em apoio aos manifestantes, o presidente norte-americano centra agora a sua retórica no controlo do programa nuclear iraniano.

"Continuamos focados nesta questão: garantir que eles [iranianos] não obtenham armas nucleares", afirmou na quarta-feira o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.


Leia Também: EUA cortam relações com presidente do parlamento polaco por "insultos" a Trump 

O embaixador norte-americano na Polónia anunciou que os Estados Unidos deixarão de ter "qualquer contacto, relação ou comunicação" com o presidente da Câmara Baixa do parlamento polaco, por alegados "insultos ultrajantes e gratuitos" deste ao Presidente Donald Trump.


 


Leia Também: Irão promete defender-se de "tentativas de aventureirismo" dos EUA

O chefe da diplomacia do Irão avisou hoje que o país irá defender-se de "quaisquer exigências excessivas ou tentativas de aventureirismo" por parte dos Estados Unidos.