Por LUSA
Num discurso transmitido pela televisão, Pérez-Oliva afirmou que a medida - sobre a qual não deu detalhes nem especificou quando entraria em vigor - foi adoptada numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros em resposta à grave escassez de combustível.
"Com combustível insuficiente, não podemos manter os níveis de vendas que tínhamos nas semanas anteriores e, por isso, haverá algumas limitações nas compras. À medida que a situação melhorar, as entregas regressarão aos níveis normais", disse o vice-primeiro-ministro.
Pérez-Oliva indicou ainda que as "atividades administrativas essenciais" só funcionarão de segunda a quinta-feira, de forma a conservar energia.
Cuba irá reservar os recursos limitados de combustível para "serviços essenciais", geração de eletricidade, "serviços de saúde", abastecimento de água, atividades de defesa e para "garantir a sustentabilidade dos setores que geram divisas", como o turismo, explicou o ministro
Pérez-Oliva acrescentou que o Governo cubano facilitará os procedimentos para as empresas privadas "que tenham os meios" para importar o seu próprio combustível.
Também na sexta-feira, o ministro do Trabalho cubano, Jesús Otamendiz, solicitou às empresas estatais que facilitem o teletrabalho e a realocação de trabalhadores.
Num outro discurso transmitido pela televisão, o dirigente afirmou que os organismos públicos devem ajustar os seus horários de acordo com a situação energética nas respetivas regiões.
Otamendiz acrescentou que a reafectação de trabalhadores dará prioridade aos serviços essenciais.
O ministro alertou que, caso um trabalhador não possa trabalhar remotamente ou ser recolocado, será colocado em "suspensão do contrato de trabalho" até que a situação seja resolvida. Salientou que, nestes casos, os trabalhadores receberão o salário integral apenas durante um mês.
Na quinta-feira, o Presidente cubano Miguel Díaz-Canel salientou que Cuba não recebe remessas de petróleo desde que os EUA iniciaram o seu "bloqueio naval" à Venezuela, em dezembro.
"Portanto, temos problemas com a disponibilidade de combustível para garantir não só a geração de energia elétrica, mas também as atividades básicas", concluiu.
Díaz-Canel prometeu que, dentro de uma semana, daria detalhes sobre a situação atual da ilha e como o governo irá enfrentá-la.
O chefe de Estado ressuscitou o conceito da "opção zero", um plano de sobrevivência proposto na década de 1990 face a um cenário de "zero petróleo".
O plano previa racionamento extremo, autossuficiência alimentar, utilização de tração animal, carvão para cozinhar e transporte não motorizado, entre outras medidas.
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O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou hoje que a ilha está disposta a dialogar com os Estados Unidos sobre "qualquer assunto" para construir uma relação civilizada e mutuamente benéfica entre os dois países.


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