sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

EUA anunciam novas sanções contra rede que vende petróleo iraniano ... Os Estados Unidos (EUA) anunciaram hoje novas sanções contra todos os que estejam alegadamente ligados ao "comércio ilícito" de petróleo destinado a financiar o Governo iraniano.

Por LUSA 

A decisão surge no mesmo dia em que Washington e Teerão mantiveram conversações indiretas em Omã, no âmbito da campanha de pressão da administração norte-americana liderada por Donald Trump sobre o país persa.

"O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla inglesa) está a sancionar múltiplas entidades, indivíduos e navios para travar o fluxo de receitas que o regime de Teerão utiliza para apoiar o terrorismo no estrangeiro e reprimir os seus cidadãos", anunciou o Departamento de Estado em comunicado.

As novas medidas sancionatórias, segundo pormenorizaram os Departamentos de Estado e do Tesouro dos Estados Unidos, afetam 14 navios da chamada "frota fantasma" iraniana, 15 entidades -- com sede, entre outros países, na Índia e na Turquia -- e duas pessoas associadas à comercialização de crude e de produtos petroquímicos iranianos.

"As exportações iranianas destes produtos energéticos são possíveis graças a uma rede de facilitadores de transporte marítimo ilícito em múltiplas jurisdições que, através da ocultação e do engano, carregam e transportam produtos iranianos para compradores em países terceiros", acrescentou o comunicado da diplomacia norte-americana.

O anúncio das novas sanções ocorre no contexto do início, hoje, de negociações indiretas entre o Irão e os Estados Unidos em Mascate, que Teerão classificou como "um bom começo" para reduzir a tensão entre as duas partes.

Estas conversações em Omã foram o primeiro contacto entre representantes de Washington e de Teerão desde os ataques a instalações nucleares iranianas realizados em junho pelos Estados Unidos, durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irão.

Os dois países mantiveram conversações no ano passado também em Mascate, com Omã como intermediário, mas estas terminaram com o início do conflito de junho.

As atuais negociações ocorrem num dos períodos mais conturbados para a República Islâmica, depois de, em janeiro, ter registado os protestos mais violentos desde a sua fundação, em 1979, num contexto de grave crise económica, forte descontentamento popular, a pior seca em décadas e escassez de eletricidade e de gás.

Donald Trump tem ameaçado repetidamente usar a força em resposta à repressão das autoridades iranianas das manifestações antigovernamentais que abalaram em janeiro a República Islâmica.

Nos últimos dias, avançou que pretende um acordo sobre a política nuclear iraniana, enquanto avisava Teerão de que o tempo estava a esgotar-se.

As ameaças de Trump foram acompanhadas pelo envio de uma força naval norte-americana para a região, incluindo o porta-aviões "Abraham Lincoln".

As autoridades iranianas têm indicado que não pretendem abdicar do programa de defesa, ao mesmo tempo que insistem que os planos nucleares têm fins pacíficos.


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