sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Comissão Organizadora de Show do DJ Kymanda e Artista Detidos Há Mais de 48 Horas em Bissau

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Fonte: Lai DOUMBIA  Radio TV Bantaba

A comissão organizadora do espetáculo do DJ Kymanda e o próprio artista estão detidos nas celas da 2.ª Esquadra de Polícia, em Bissau, desde segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026.

De acordo com informações avançadas pela Polícia, a detenção está relacionada com o alegado uso de foguetes durante o evento, uma prática que, segundo as autoridades, é proibida por lei. A comissão organizadora, contudo, contesta esta versão e levanta questões sobre a atuação policial no local.

Segundo a organização, vários agentes estiveram presentes ao longo de toda a atividade e, em nenhum momento, ordenaram a interrupção do uso de foguetes nem o cancelamento do espetáculo. A mesma fonte afirma ainda que os agentes disseram estar no local por orientações superiores, o que, no entendimento da comissão, indica que as autoridades tinham conhecimento do que estava a ocorrer.

A organização denuncia também um possível tratamento desigual perante a lei. No mesmo dia, terá ocorrido outro espetáculo em Bissau onde, alegadamente, também foram utilizados foguetes, sem que a respetiva comissão organizadora ou o artista tenham sido detidos ou chamados a prestar esclarecimentos.

O caso levanta preocupações quanto ao respeito pelo princípio da igualdade perante a lei, consagrado na Constituição da República da Guiné-Bissau, que estabelece que todos os cidadãos devem ser tratados de forma justa e sem discriminação. A legislação prevê ainda que qualquer detenção deve respeitar os prazos legais, incluindo o limite de 48 horas para apresentação ao Ministério Público ou a um juiz, salvo exceções previstas na lei.

Até ao momento, a comissão organizadora e o DJ Kymanda terão ultrapassado esse período de detenção sem informações claras sobre a sua situação jurídica, o que tem gerado apreensão entre familiares, membros do meio artístico e parte da opinião pública.

A comissão organizadora apela às autoridades competentes para que a lei seja aplicada de forma imparcial e transparente, garantindo o respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos e pelo Estado de Direito.

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