quarta-feira, 27 de maio de 2026

Washington nega saída de forças de Ormuz avançada por media iranianos... A Casa Branca negou hoje estar a negociar com o Irão a retirada das suas forças em troca da reabertura do Estreito de Ormuz, como avançaram hoje os 'media' iranianos.

© Lusa   27/05/2026 

Segundo a emissora estatal iraniana, o texto de uma página do acordo preliminar de paz em discussão, a que alegadamente teve acesso, esboça "o memorando de entendimento" entre os dois beligerantes para pôr fim à guerra, segundo o qual o Irão comprometer-se-ia a restabelecer o tráfego marítimo comercial através do Estreito de Ormuz aos níveis anteriores à guerra no prazo de um mês. 

Por seu lado, os Estados Unidos levantariam o cerco aos portos e navios iranianos que estabeleceram em retaliação ao bloqueio de Ormuz e retirariam as suas tropas das proximidades do Irão, o que a Casa Branca negou prontamente, classificando-o como "pura invenção".

Em seguida, os dois países dariam a si próprios um prazo de 60 dias para negociar as restantes questões, como o programa nuclear iraniano.

"Esta informação divulgada pelos meios de comunicação estatais iranianos não é verdadeira e o projeto de acordo-quadro que eles 'publicaram' é uma invenção total. Ninguém deve acreditar numa única palavra do que os meios de comunicação estatais iranianos divulgam", respondeu o executivo norte-americano através de uma das suas contas oficiais no X, a Rapid Response 47.

O Irão e os Estados Unidos intensificaram nos últimos dias os esforços para pôr fim à guerra e estão a negociar um acordo para reabrir o estreito, o que deixaria para mais tarde as discussões sobre o programa nuclear iraniano.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou na terça-feira que ainda há algumas discrepâncias por resolver no rascunho inicial, o que levará "alguns dias".

A administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, tem marcada para hoje uma reunião de gabinete na Casa Branca em que deve ser discutida a situação no Irão.

Ainda hoje o Irão acusou Washington de estar a adotar uma nova estratégia para derrubar a República Islâmica, uma "guerra branda", segundo os serviços secretos iranianos.

"O inimigo persegue agora, por outros meios, o objetivo de derrubar e dividir o país, que tinha declarado abertamente no início da guerra, mas que não conseguiu alcançar através de um ataque militar", afirmou o Ministério das Informações iraniano.

Num longo comunicado divulgado pela agência IRNA, os serviços secretos justificaram a mudança de estratégia dos Estados Unidos e de Israel com a derrota sofrida, na perspetiva iraniana, na guerra que iniciaram em 28 de fevereiro.

Depois de o conflito ter causado milhares de mortos no Médio Oriente, os serviços secretos iranianos disseram ter identificado uma estratégia de "guerra branda", que passa pela desestabilização interna, sabotagem e guerra de informação.

O ministério disse ter informações de que o inimigo procura "intensificar a pressão económica", criar divisões entre diferentes comunidades étnicas e religiosas, e realizar operações de sabotagem, bem como outras "operações terroristas" e guerra de informação.

No sábado, Trump garantiu que estava próximo um acordo com Teerão para pôr fim à guerra no Médio Oriente, mas os desenvolvimentos mais recentes comprometeram estes aparentes progressos.   

O Irão acusou os Estados Unidos de terem violado o cessar-fogo, na sequência de ataques norte-americanos na segunda-feira no sul do país, numa altura em que os combates tinham praticamente cessado desde 08 de abril, data do início da trégua.


Leia Também: Suicídios sob custódia do ICE atingem máximo histórico com Trump

Os suicídios de reclusos sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) atingiram níveis sem precedentes desde o regresso de Donald Trump à presidência, segundo uma investigação divulgada pela Associated Press (AP).

ÉBOLA: Uganda encerra fronteira com RDCongo devido ao aumento de casos de Ébola... As autoridades ugandesas ordenaram hoje o encerramento da fronteira com a República Democrática do Congo (RDCongo), "com efeito imediato", devido ao aumento dos casos de Ébola no país vizinho e ao surgimento de casos suspeitos no próprio território.

© Lusa   27/05/2026 

A decisão foi tomada por um grupo de trabalho local sobre o Ébola, liderado pela vice-presidente Jesca Alupo, na sequência de um aumento do número de profissionais de saúde ugandeses expostos ao vírus por doentes congoleses que atravessaram a fronteira antes da declaração do surto, em 15 de maio.

O Uganda registou sete casos de Ébola, incluindo uma morte.

Embora o número de casos da doença no Uganda não esteja a aumentar drasticamente, o número de habitantes locais expostos à infeção através dos profissionais de saúde tem vindo a aumentar.

"Eles têm famílias, e por isso o número tem vindo a aumentar", afirmou a secretária do Ministério da Saúde do Uganda, Diana Atwine, referindo-se aos profissionais de saúde.

Até à data, foram identificados 311 contactos para acompanhamento no Uganda.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos suspeitos de Ébola no leste da RDCongo aproxima-se dos 1.000, com pelo menos 223 mortes suspeitas.

Esta epidemia também é complexa devido à falta de vacinas e tratamentos aprovados para esta estirpe Bundibugyo do Ébola, e cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.

O vírus provavelmente começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes de ser declarado então o surto, segundo a OMS, que classificou esta epidemia em 17 de maio como "emergência de saúde pública de importância internacional".

Na passada sexta-feira, a OMS elevou de "alto" para "muito alto" o risco devido ao surto na RDCongo e em Uganda, enquanto o risco continua "alto" ao nível da região da África subsaariana e "baixo" a nível global.

Dez países africanos, entre eles Angola, estão em "alto risco" de serem afetados pela epidemia na RDCongo e no Uganda, por partilharem fronteira com essas duas nações.

Este é a 17.ª epidemia de Ébola registada na RDCongo desde que o vírus foi detetado pela primeira vez em 1976.

A RDCongo, nação vizinha de Angola, é regularmente afetada por surtos e epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.


Leia Também: Ébola: OMS eleva para 223 as mortes suspeitas da epidemia na RDCongo

Pelo menos 223 "mortes suspeitas" foram registadas devido à epidemia de Ébola declarada em 15 de maio no leste da República Democrática do Congo (RDCongo),
informou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS).

FRANÇA cria lista de funcionários despedidos por conduta inadequada... França vai criar uma "lista negra" para impedir que os funcionários escolares despedidos por conduta inadequada com menores voltem a trabalhar em instituições de ensino, mesmo sem condenação judicial, anunciou hoje o ministro da Educação, Édouard Geffray.

© Reuters    Por LUSA   27/05/2026 

"Quando despedirmos um funcionário público, um segurança ou outro trabalhador pelo seu comportamento com menores, mesmo que não tenha sido condenado, será incluído numa lista que o impedirá de ser recontratado no setor escolar", explicou Geffray em conferência de imprensa, após a reunião de hoje do Conselho de Ministros.

Geffray especificou que estes indivíduos também serão impedidos de se candidatarem a vagas de professores.

A medida faz parte de um projeto de lei sobre proteção infantil apresentado ao Conselho de Ministros, também pelo ministro da Justiça, Gérald Darmanin, e pela ministra da Saúde, Stéphanie Rist, com o objetivo de "reforçar" e "harmonizar" a verificação de antecedentes, desde o infantário até ao setor da saúde.

A legislação visa reforçar o controlo sobre todos os profissionais que trabalham com crianças, numa altura em que o debate sobre os maus-tratos a crianças nas escolas e as atividades extracurriculares se intensificou em França.

Até então, a verificação de antecedentes e de registos de crimes sexuais ou terrorismo eram realizadas apenas no momento da contratação. Com as novas regulamentações, a vigilância será contínua através de um sistema de revisões periódicas.

As autoridades imporão também verificações obrigatórias aos colaboradores externos, tanto associações como profissionais, que trabalhem pontualmente em escolas e atividades extracurriculares. Estes deverão apresentar um certificado de idoneidade antes de qualquer contacto com os alunos.

Além disso, os ficheiros do Ministério da Educação e do Ministério da Juventude e Desporto serão partilhados para evitar que indivíduos sancionados por uma instituição sejam contratados por outra.

"O objetivo é garantir a segurança de todo o ambiente escolar e extracurricular", explicou Geffray.

O anúncio surge quando ocorre um intenso debate em França sobre a proteção infantil, devido ao julgamento em curso de um monitor de atividades escolares acusado de abusar sexualmente de crianças num infantário de Paris. A acusação requereu uma pena de três anos de prisão, dos quais um ano seria cumprido em regime de prisão domiciliária com vigilância eletrónica, uma pena considerada muito branda pelas famílias das vítimas.

O ministro da Justiça recusou comentar o caso concreto, mas defendeu um maior rigor judicial diante deste tipo de crime.

"Não damos a devida atenção à voz das crianças", afirmou Darmanin, assegurando que o "movimento #MeToo para crianças", na sua opinião, "está apenas a começar".

O ministro da Justiça defendeu ainda uma profunda reforma no tratamento penal da violência contra menores, para colocar as vítimas "no centro do processo" e garantir sanções "proporcionais à gravidade" destes crimes.

O projeto de lei sobre a proteção da infância reforma também o sistema de acolhimento judicial de menores, reafirmando o caráter temporário das medidas de alojamento, embora contemple também a possibilidade de prolongar a tutela até à maioridade para os menores com mais de 13 anos, quando o seu superior interesse o exija e seja garantida uma maior estabilidade.

A iniciativa procura também priorizar os modelos de acolhimento familiar. Para tal, exige uma avaliação, no prazo máximo de três meses, da possibilidade de confiar o menor a um familiar ou pessoa de confiança, mesmo em casos de emergência.

O projeto também acelera os procedimentos de abandono parental quando o regresso aos pais não é possível, promove a adoção simples e permite o acolhimento com vista à adoção sob supervisão judicial.

GUERRA NA UCRÂNIA: Zelensky pede a Trump mais mísseis para travar "o terror russo"... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu ao homólogo norte-americano, Donald Trump, o fornecimento de mais mísseis para os sistemas de defesa aérea Patriot, numa carta divulgada hoje.

© Alex Nicodim/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   27/05/2026 

Zelensky solicitou ajuda para que a Ucrânia possa receber uma "ferramenta de proteção vital contra o terror russo", como descreveu na missiva com data de terça-feira.

Trata-se dos mísseis Patriot PAC-3 e sistemas adicionais, precisou na carta endereçada a Trump, a que teve acesso a agência de notícias France-Presse (AFP).

O armamento destina-se a "travar os mísseis balísticos russos e outros ataques de mísseis" contra o território ucraniano, referiu.

A carta foi enviada dois dias após um ataque devastador da Rússia contra a Ucrânia que envolveu cerca de 600 drones, 35 mísseis balísticos e meia centena de mísseis de cruzeiro.

Foi também usado um míssil hipersónico capaz de transportar uma ogiva nuclear.

Esta foi uma das piores ofensivas aéreas de Moscovo contra o país desde o início da invasão russa, desencadeada em fevereiro de 2022.

"Compreendemos que os Estados Unidos continuam a assumir a responsabilidade pela própria defesa e pela proteção dos seus aliados e parceiros", disse Zelensky na carta.

"No entanto, depois de tudo o que passámos juntos, não conquistámos o nosso lugar entre os vossos aliados?", prosseguiu.

A Ucrânia afirma destruir 90% dos drones de combate de longo alcance através de um sistema de interceção desenvolvido internamente, bem como uma parte significativa dos mísseis de cruzeiro.

Mas alega que os Patriot PAC-3 são os únicos capazes de abater mísseis balísticos russos.

Zelensky reafirmou na carta a Trump que os mísseis balísticos continuam a ser "a última grande vantagem no campo de batalha" do Presidente russo, Vladimir Putin, na guerra contra a Ucrânia.

Disse também que a entrega de mísseis para os sistemas Patriot, financiados pelos aliados de Kiev através do programa PURL, "é atualmente a única via disponível para obter intercetores" daquele tipo.

Um alto responsável da presidência ucraniana, que falou à AFP na condição de não ser identificado, admitiu que o abastecimento da Ucrânia se encontra numa situação complicada.

"Neste momento, é simplesmente difícil encontrar mísseis, quando existem tantas outras encomendas no golfo [Pérsico] e noutros locais", afirmou a fonte.

"As entregas através do PURL também abrandaram", acrescentou, usando a sigla em inglês da Lista de Necessidades Prioritárias da Ucrânia.

O programa PURL foi lançado em 2025 pelos Estados Unidos e pela NATO para compra de armamento norte-americano por outros membros da Aliança Atlântica para fornecer à Ucrânia.

A guerra no Médio Oriente, que levou aliados dos Estados Unidos no golfo Pérsico a utilizar grandes quantidades de munições de defesa aérea para se protegerem, agravou a escassez enfrentada pela Ucrânia.

Em paralelo, o sucesso ucraniano na guerra de drones atraiu a atenção dos Estados ricos do golfo Pérsico que são também alvo do mesmo tipo de drones de conceção iraniana que a Ucrânia aprendeu a combater.

A intensificação dos bombardeamentos russos, que Moscovo alega ser de retaliação a um ataque ucraniano contra uma escola na região ocupada de Lugansk, foi denunciada na terça-feira na ONU por vários países, incluindo Portugal.

O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, revelou na terça-feira que o homólogo russo, Serguei Lavrov, o avisou de que Kiev se iria tornar numa cidade muito perigosa.


Leia Também: Rússia alerta para islamismo radical enquanto assina acordo com talibãs

A Rússia e o Afeganistão assinaram hoje um acordo de cooperação técnico-militar durante o Fórum Internacional de Segurança realizado em Moscovo, informou a agência local TASS, com o Kremlin a alertar contra a ameaça da propagação do islamismo radical.

Principais dirigentes do Hamas mortos por Israel nos últimos 20 anos... O Hamas confirmou hoje a morte do seu líder militar, Mohammed Odeh, num bombardeamento israelita realizado na terça-feira contra a cidade de Gaza.

© Saeed M. M. T. Jaras/Anadolu via Getty Images     Por  LUSA   27/05/2026 

A morte anunciada pelo exército israelita de Mohammed Odeh, o novo e até hoje desconhecido chefe do braço armado do Hamas, vem juntar-se à longa lista de dirigentes do movimento islamista palestiniano mortos por Israel.

O Hamas confirmou hoje a morte do seu líder militar, Mohammed Odeh, num bombardeamento israelita realizado na terça-feira contra a cidade de Gaza, uma semana após a sua nomeação para o cargo, que não foi anunciada.

O Hamas declarou que Odeh "alcançou os mais altos escalões da 'jihad' e do sacrifício", sublinhando que deixa "uma nova página de orgulho e dignidade com o seu sangue", segundo o jornal palestiniano 'Filastin'.

Resumo dos principais casos ao longo de mais de 20 anos:

- Maio de 2026:

Ezzedine al-Haddad, chefe do braço armado do Hamas

Líder do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, Ezzedine al-Haddad morreu a 15 de maio na Faixa de Gaza, num ataque israelita, juntamente com a mulher e a filha.

Na origem da criação dos serviços de segurança do Hamas, era apresentado por Israel como um dos últimos dirigentes de alto nível do Hamas ainda presentes na Faixa de Gaza que participaram no ataque de 07 de outubro de 2023.

A nomeação do sucessor, Mohammed Odeh, antigo responsável pelos serviços de informações do braço armado, só hoje foi anunciada e confirmada pelo movimento.

- Outubro de 2024:

Yahya Sinwar, cérebro do '07 de outubro'

Em 17 de outubro, o exército israelita anunciou a morte, na véspera, de Yahya Sinwar, considerado o principal cérebro do ataque de '07 de outubro'.

O homem mais procurado por Israel foi morto por um grupo de soldados em Rafah, no sul de Gaza, que o descobriu por acaso.

O corpo foi encontrado no dia seguinte pelos militares nos escombros do edifício e transferido para Israel.

- Julho de 2024:

Ismail Haniyeh, chefe político  

A 31 de julho, o chefe político do Hamas, Ismail Haniyeh, foi morto num ataque a uma residência no norte de Teerão, após assistir à cerimónia de tomada de posse do novo presidente iraniano, Massoud Pezeshkian.

Israel, que até então não tinha comentado publicamente o caso, reivindicou o ataque em dezembro.

Yahya Sinwar, chefe do Hamas em Gaza, foi designado em 06 de agosto para lhe suceder.

- Julho de 2024:

Mohammed Deif, chefe do braço armado  

Um ataque israelita efetuado a 13 de julho, perto de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, matou o chefe do braço armado do Hamas, Mohammed Deif, um dos homens mais procurados por Israel há quase 30 anos.

A morte foi anunciada por Israel a 01 de agosto e confirmada pelo Hamas cinco meses depois, em janeiro de 2025.

- Janeiro de 2024:

Saleh al-Arouri, 'número dois' do Hamas, morto em Beirute

Quase três meses após o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro, o 'número dois' do movimento islamista palestiniano, Saleh al-Arouri, morreu em 02 de janeiro de 2024 num ataque atribuído a Israel, na periferia sul de Beirute.

- Março de 2004

Ataque contra o xeque Yassine em Gaza  

A 22 de março de 2004, o líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassine, morreu num ataque de helicóptero israelita em Gaza, quando saía de uma mesquita.

Yassine tinha sido libertado da prisão em outubro de 1997, no âmbito de uma troca de prisioneiros negociada após uma tentativa de assassínio por envenenamento do chefe do gabinete político do Hamas e um dos seus fundadores, Khaled Mechaal, a 25 de setembro de 1997, por agentes da Mossad (serviços secretos israelitas).

Menos de um mês depois, o sucessor na liderança do movimento, Abdel Aziz Rantissi, foi também morto num ataque israelita.


Leia Também: Hamas confirma morte do seu líder militar em bombardeamento contra Gaza

O grupo islamita Hamas confirmou hoje a morte do seu líder militar, Mohammed Odeh, num bombardeamento israelita realizado na terça-feira contra a Cidade de Gaza, uma semana após a sua nomeação para o cargo.

Ataque ucraniano incendeia instalações do Banco Central russo na Crimeia... Uma série de ataques noturnos com drones e mísseis da Ucrânia provocaram um incêndio nas instalações do Banco Central da Rússia (BCR) na península ucraniana anexada da Crimeia, informou hoje o governador local Mikhail Razvozhayev.

© NATALIA KOLESNIKOVA/AFP via Getty Images       Por  LUSA   27/05/2026 

"Um míssil atingiu a sede da Direção Sul do Banco Central" na cidade portuária de Sebastopol, escreveu Razvozhayev. "O telhado pegou fogo. A onda de choque danificou janelas e varandas de edifícios vizinhos", acrescentou.

O governador sublinhou que as defesas aéreas russas "repeliram um ataque combinado durante toda a noite. O exército ucraniano atacou a cidade com diversos recursos aéreos, incluindo mísseis Storm Shadow de fabrico britânico".

"Mais de 20 drones foram abatidos nos distritos de Severnaya Sorona e Fiolenta, e nas entradas de Sebastopol e Omega", afirmou Razvozhayev, na plataforma de mensagens russa MAX, indicando que não houve vítimas.

Um edifício residencial de oito andares e um edifício administrativo abandonado foram também danificados.

Na região de Voronezh, as defesas aéreas abateram dois "alvos aéreos de alta velocidade", escreveu o governador local, Alexander Gusev, também na MAX, dando a entender que não se tratava de um ataque com drones.

No total, durante a noite, "140 drones ucranianos de asa fixa foram intercetados e destruídos" sobre sete regiões da Rússia e a Península da Crimeia, bem como sobre os mares Negro e de Azov, de acordo com um relatório divulgado pelo Ministério da Defesa russo.


Leia Também: Forças ucranianas registam neutralização de 150 drones lançados pela Rússia

As defesas aéreas ucranianas neutralizaram, entre a tarde de terça-feira e a manhã de hoje, 150 de 163 drones lançados pela Rússia contra o seu território, segundo o relatório do ataque publicado pela Força Aérea da Ucrânia.

DONALD TRUMP eleva limite de refugiados para admitir mais sul-africanos brancos... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou terça-feira o número limite de refugiados do país para permitir que entrem mais 10.000 pessoas que, segundo disse, devem ser os africânderes da África do Sul.

© Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images      Por  LUSA    27/05/2026 

Com esta decisão, a Casa Branca reconfirma o argumento que tem defendido há meses de que a minoria branca da África do Sul sofre "violência por motivos raciais".

Após regressar à presidência dos EUA, em janeiro de 2025, Trump congelou a admissão de refugiados nos Estados Unidos, embora pouco depois tenha aprovado um programa específico para acolher sul-africanos brancos.

A decisão de hoje consolida a política migratória desta administração republicana, que prioriza os refugiados de um único país, em detrimento dos critérios habituais do direito internacional, não vinculados a um local, mas às condições de vida.

Isto gerou críticas de organismos internacionais de direitos humanos.

O Governo de Trump reduziu o limite anual de admissão de refugiados a 7.500 pessoas, o mais baixo da história do programa, após os 150.000 que estavam autorizados durante a administração do anterior presidente democrata Joe Biden.

Deste limite de 7.500 refugiados para 2026, foram admitidas aproximadamente 1.651 pessoas, ou seja, cerca de 22% do total autorizado, segundo dados oficiais.

Em maio do ano passado, Trump e o presidente da África do Sul tiveram um encontro tenso na Casa Branca, precisamente por causa do suposto "genocídio branco" ao qual Washington aponta.

Pretória defendia que a decisão de conceder a categoria de refugiado a africânderes por este motivo ignora a "profunda ferida histórica do 'apartheid' e nega o contexto de desigualdade estrutural que ainda persiste" no país.


Leia Também: Trump desloca reunião marcada para Camp David por causa do mau tempo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta terça-feira que a reunião que convocou para hoje em Camp David vai realizar-se na Casa Branca por causa do mau tempo.

NASA e a Blue Origin iniciarão este ano a construção de uma base na Lua... A NASA prevê enviar à Lua, entre setembro e novembro, um aterrador não tripulado da Blue Origin para iniciar os alicerces da futura base lunar, e mais duas missões ocorrerão até ao fim de 2026, segundo a agência espacial.

© Lusa    27/05/2026 

A nave escolhida para a primeira missão é o módulo de aterragem Blue Origin Mark One Endurance, desenhado pela empresa espacial de Jeff Bezos, o fundador da Amazon, segundo explicou hoje o administrador da NASA, Jared Isaacman, em conferência de imprensa, em Washington.

Denominada 'Moon Base One', esta será a primeira missão de um aterrador lunar financiada por privados da história e vai dirigir-se à crista da cratera de Shackleton, no polo Sul da Lua.

"Além de transportar duas cargas científicas da NASA, o objetivo da missão é demonstrar capacidades críticas que reduzam o risco para as missões do Sistema de Aterragem Humana", acrescentou Isaacman.

O segundo lançamento, programado para o final de 2026, enviará ao satélite terrestre um aterrador desenhado pela empresa americana Astrobotic Technology, e transportará mais de 500 quilogramas de carga, incluindo um rover, para a superfície lunar.

Enquanto que o terceiro aterrador será da responsabilidade da Intuitive Machines e investigará as origens das anomalias magnéticas da Lua.

Os três lançamentos não tripulados enquadram-se na fase inicial da construção da base lunar, que prevê o transporte de mais de quatro toneladas de material de carga para a Lua, distribuídas por 25 lançamentos e 21 aterragens lunares até 2029.

A NASA anunciou, no passado mês de março, um ambicioso plano para construir uma base no polo Sul da Lua nos próximos anos, uma zona com regiões em sombra permanente, que permitem a presença de gelo, o que facilitará a permanência constante de astronautas na sua superfície.

"Visualizamos a base lunar como uma extensão de centenas de milhas quadradas, dotada de diversos recursos que, em conjunto, contribuem para o objetivo de estabelecer uma presença lunar permanente", disse o cientista espanhol Carlos García Galán, responsável pelo programa Moon Base.

A segunda etapa da construção será realizada entre 2029 e 2032 e prevê 27 lançamentos e 24 aterragens, além do transporte de 60 toneladas de material, que permitirão estabelecer a infraestrutura inicial da base, com missões tripuladas semestrais.

A terceira será a definitiva, com 29 descolagens e 28 aterragens com capacidade para transportar 150 toneladas, e a presença contínua de humanos na Lua.

"Vamos ter constelações de satélites que permitirão a comunicação, a navegação, a orientação e a observação. Vamos ter rovers e veículos lunares, e também vamos ter drones", acrescentou o cientista espanhol.

O clima extremo será um dos principais desafios que os habitantes da base enfrentarão, já que o satélite pode atingir temperaturas de até 120 graus centígrados durante o dia - que se prolonga por duas semanas terrestres - e descer abaixo dos -120 graus centígrados durante a noite, de igual duração.

A geração de eletricidade é outra das complicações, embora García Galán tenha precisado que preveem usar energia solar e nuclear para tal.

"Prevemos uma capacidade de geração de energia de entre dois e 15 quilowatts, podendo atingir até 20 quilowatts no caso de utilizar um sistema nuclear, juntamente com uma capacidade de armazenamento de centenas de quilowatts/hora", detalhou.


terça-feira, 26 de maio de 2026

Oficiais de Justiça lançam grito de socorro ao Primeiro-Ministro por falta de pagamento

Por  Radio TV Bantaba 

Um grupo de Oficiais de Justiça afectos ao Ministério da Justiça lançou um grito de socorro ao Primeiro-Ministro, pedindo a sua intervenção urgente para desbloquear o pagamento dos salários que continuam por liquidar.

Segundo informações remetidas à Rádio TV Bantaba, os contratos administrativos de provimento destes trabalhadores já foram assinados e também já passaram pelo Tribunal de Contas. Os documentos, de acordo com os Oficiais de Justiça, encontram-se actualmente numa fase avançada do processo administrativo, faltando apenas a autorização e o processamento do pagamento através do Ministério das Finanças.

De acordo com os documentos apresentados, o processo começou com 31 Oficiais de Justiça. No entanto, segundo os próprios trabalhadores, 28 processos continuam pendentes de pagamento, aguardando o despacho e a autorização final nas Finanças.

“O contrato já está assinado e já passou pelo Tribunal de Contas. O que falta agora é o pagamento nas Finanças. Por isso, pedimos ao Primeiro-Ministro que nos ajude”, afirmou um dos trabalhadores à Rádio TV Bantaba.

Segundo a mesma fonte, os documentos já se encontram junto das entidades responsáveis pela autorização financeira. No entanto, até ao momento, os Oficiais de Justiça dizem não ter recebido qualquer explicação clara sobre a razão do atraso.

A situação ganhou contornos ainda mais dolorosos com a morte, ontem, de um dos colegas que fazia parte do grupo e que acompanhava de perto o andamento do processo. Segundo os trabalhadores, o colega morreu sem receber o salário que aguardava há vários anos.

“Um dos nossos colegas, que estava connosco neste processo, morreu ontem sem receber o seu salário. Isso deixou-nos profundamente tristes. Ele acompanhou esta luta, esperou por uma solução, mas partiu sem ver o pagamento realizado”, lamentou outro membro do grupo.

Para os Oficiais de Justiça, o caso deixou de ser apenas um problema administrativo. Tornou-se uma questão humana, social e de justiça.

Pedido directo ao Primeiro-Ministro

Os Oficiais de Justiça pedem ao Primeiro-Ministro que intervenha junto do Ministério das Finanças para que os 28 processos ainda pendentes sejam autorizados e pagos com urgência.

Segundo os trabalhadores, não compreendem por que razão continuam sem receber, uma vez que os contratos já foram assinados, passaram pelo Tribunal de Contas e o processo se encontra na fase final.

“Este é o nosso grito de socorro. Pedimos ao Primeiro-Ministro que olhe por nós. Servimos o Estado durante anos, os nossos contratos já foram assinados, o processo já passou pelo Tribunal de Contas, mas continuamos sem receber”, afirmam.

A Rádio TV Bantaba teve acesso a documentos que indicam a circulação do processo entre diferentes instituições públicas, incluindo pedidos de cabimento de verba, comunicações administrativas, vistos e contratos administrativos de provimento.

Os documentos mostram que houve movimentação oficial do processo ao longo de 2025, nomeadamente entre o Ministério da Justiça, a Administração Pública, o Ministério das Finanças e o Tribunal de Contas.

Pergunta que continua sem resposta:

Porque é que os Oficiais de Justiça ainda não receberam os seus salários?

Até ao presente momento, segundo os trabalhadores, ninguém lhes deu uma explicação concreta sobre o atraso no pagamento.

Para estes Oficiais de Justiça, este já não é apenas um processo administrativo. É um grito de socorro de trabalhadores que dizem ter servido o Estado durante anos e que continuam à espera de receber aquilo que lhes é devido. 

Guerra na Ucrânia: Dezenas de diplomatas denunciam na ONU "escalada inaceitável" russa... O embaixador ucraniano na ONU, juntamente com diplomatas de mais de 40 países, incluindo Portugal, denunciou hoje a "escalada inaceitável" dos ataques russos durante o fim de semana e pediu um cessar-fogo "total, imediato e incondicional".

© Viktor Fridshon/Global Images Ukraine via Getty Images   Por   LUSA   26/05/2026 

"A Rússia atingiu um novo e assustador nível de agressão contra a Ucrânia, intensificando ainda mais os ataques contra a população civil e a infraestrutura civil", declarou Andrii Melnyk, na sede da ONU, em Nova Iorque, acompanhado por quase todos os representantes europeus, o representante da União Europeia e representantes do Canadá, Austrália, Japão e Coreia do Sul, entre outros.

Os Estados Unidos, que assumiram um papel de mediador entre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o homólogo russo, Vladimir Putin, não participaram na declaração conjunta.

Melnyk disse que, na madrugada de domingo, as Forças Armadas russas "lançaram um dos maiores ataques combinados contra a Ucrânia", utilizando centenas de armas aéreas, incluindo mísseis balísticos e de cruzeiro, assim como veículos aéreos não tripulados (drones).

Este ataque foi um dos mais devastadores já registados em Kyiv desde o início da guerra.

"Condenamos veementemente a intensificação dos ataques da Rússia. Os ataques contra civis, propriedades civis e infraestrutura energética crítica na Ucrânia constituem graves violações do direito internacional humanitário e devem cessar imediatamente", defendeu o embaixador em nome dos aliados.

O diplomata ucraniano pediu "um cessar-fogo total, imediato e incondicional" e "medidas humanitárias concretas": "a troca completa de prisioneiros de guerra, a libertação de todas as pessoas detidas ilegalmente e o retorno seguro de todos os civis que foram transferidos ou deportados à força, incluindo milhares de crianças ucranianas".

Os diplomatas compareceram perante a imprensa antes de uma sessão do Conselho de Segurança da ONU, na qual o secretário-geral, António Guterres, pediu que se "evite uma escalada" entre a Rússia e a Ucrânia.

Além dos ataques deste fim de semana, Moscovo anunciou uma campanha de bombardeamentos contra centros de comando e complexos industriais-militares em Kyiv, em resposta ao ataque a um dormitório estudantil na região ocupada de Lugansk, e instou cidadãos estrangeiros e pessoal diplomático a deixarem a capital ucraniana "o mais rápido possível". 


Leia Também: UE prolonga sanções contra a Rússia por violações dos direitos humanos

A União Europeia decidiu hoje prolongar por mais um ano o regime de sanções contra a Rússia por violações dos direitos humanos, que abrange atualmente 72 indivíduos e uma entidade.

EUA, Índia, Japão e Austrália preocupados com situação nos mares da China... Os Estados Unidos, Índia, Japão e Austrália manifestaram-se hoje muito preocupados com a situação nos mares da China Meridional e Oriental, e advertiram o governo chinês, sem o nomear diretamente, contra qualquer ação desestabilizadora.

Por  LUSA

"Reafirmamos a firme oposição a qualquer ação desestabilizadora ou unilateral, inclusive através do uso da força ou da coação, que ameace a paz e a estabilidade na região", afirmaram os chefes da diplomacia dos países do "Quad".

Em alusões claras, mas sem mencionar explicitamente a China, os ministros dos Negócios Estrangeiros criticaram as "manobras perigosas de aviões militares" e as ações de "colisão e bloqueio no mar da China Meridional".

Declararam-se ainda "profundamente preocupados com a militarização de zonas disputadas", cujas vastas áreas são reivindicadas por Pequim, num comunicado conjunto divulgado no final de uma reunião em Nova Deli e citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O mar da China Meridional situa-se entre Singapura e o estreito de Taiwan, enquanto o mar da China Oriental, mais a norte, engloba a China, o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan.

Trata-se de duas rotas comerciais importantes a nível mundial e motivo de disputas de soberania entre a China e países vizinhos, com as potências ocidentais a tentar contrariar o que qualificam de expansionismo de Pequim.

Na reunião na capital da Índia, os ministros do "Quad" também condenaram o projeto do Irão de introduzir portagens no estreito de Ormuz, em retaliação à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro.

Defenderam a necessidade de garantir um "fluxo ininterrupto do comércio global" naquela rota marítima, bem como no mar Vermelho.

"Reiteramos a importância do respeito pelo direito internacional, tal como está refletido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar", afirmaram os ministros sobre o tratado, ao qual os Estados Unidos se recusam a aderir.

Participaram na reunião os chefes da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, da Austrália, Penny Wong, do Japão, Toshimitsu Motegi, e da Índia, Subrahmanyam Jaishankar.

O grupo Quad, cujo nome advém da designação em inglês Diálogo de Segurança Quadrilateral, foi criado em 2007 e reativado 10 anos depois como um fórum estratégico dedicado à segurança no Indo-Pacífico.

É considerado como uma tentativa de frente diplomática para tentar responder à influência económica e política da China na região.

Trump submete-se a exame médico anual dias antes de completar 80 anos... O presidente norte-americano, Donald Trump, realizou hoje o exame médico anual, a alguns dias de completar 80 anos e numa altura em que o seu estado de saúde é alvo de especulações.

Por  LUSA 

Trump chegou ao Hospital Militar Walter Reed, perto de Washington, pelas 08h50 (13h50 de Lisboa) e, de acordo com a sua agenda, tem uma reunião na Casa Branca às 13h30 (18h30 de Lisboa).

Um resumo dos exames médicos do chefe de Estado é geralmente divulgado algumas horas ou dias depois, mas o nível de pormenor da informação fica ao critério da Casa Branca.

O multimilionário republicano, o Presidente mais velho a tomar posse nos Estados Unidos, afirma regularmente que está de boa saúde física e mental, sobretudo em comparação com o antecessor, o democrata Joe Biden (2021-2025).

Mas, desde que regressou ao poder, em janeiro de 2025, para o segundo mandato presidencial, o líder norte-americano tem apresentado, por vezes, um discurso incoerente ou mesmo ininteligível e tem sido ocasionalmente visto com hematomas na mão direita, por vezes disfarçados com maquilhagem e atribuídos à toma de aspirina como tratamento cardiovascular de rotina.

O Governo disse que Donald Trump sofre de insuficiência venosa crónica, um problema comum e benigno que causa inchaço e cãibras.

Em outubro, Trump foi submetido ao segundo exame médico de 2025 e o relatório divulgado, depois desse exame de rotina, indicava que estava "de excelente saúde" e com uma idade cardíaca "cerca de 14 anos mais jovem" que a idade real.

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS

Umaro Baldé é o novo presidente da Câmara Municipal de Bissau

Por  Radio TV Bantaba 

O Conselho de Ministros deu anuência à nomeação de Umaro Baldé para o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Bissau, no âmbito do movimento do pessoal dirigente da Administração Pública.

A decisão consta do comunicado da reunião ordinária do Conselho de Ministros, realizada esta terça-feira, 26 de maio de 2026, no Salão Nobre General Umaro Sissoco Embaló, do Gabinete do Primeiro-Ministro, em Bissau, sob a presidência do Presidente da República de Transição, General do Exército Horta Inta-a.

No capítulo das nomeações, o Governo autorizou ainda outras mudanças em diferentes departamentos do Estado. No Ministério das Finanças, foi nomeado Ufé Vieira Gomes da Silva para o cargo de Secretário-Geral. Já no Ministério da Administração Territorial e Poder Local, além da nomeação de Umaro Baldé para a Câmara Municipal de Bissau, foi também indicado Santos Fernandes como Inspetor-Geral.

No Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, o Conselho de Ministros deu anuência à nomeação de Vença Mendes para Diretor-Geral da Escola Nacional de Administração.

O comunicado refere ainda que, em consequência destas nomeações, ficam dadas por findas as comissões de serviço dos anteriores titulares nos mesmos cargos.

Durante a reunião, o Conselho de Ministros aprovou, com alterações, a Proposta de Lei sobre Comunicações Eletrónicas na Guiné-Bissau, com o objetivo de estabelecer o regime aplicável às redes, serviços e recursos de comunicações eletrónicas no país.

Também foi instituída uma comissão envolvendo os Ministérios da Justiça, Administração Pública e Secretariado-Geral do Governo, em colaboração com o Poder Judicial, para analisar e introduzir alterações sugeridas à proposta de revisão dos Estatutos dos Magistrados Judiciais e do Conselho Superior da Magistratura Judicial.

Guiné-Bissau: Remodelação governamental leva à exoneração e nomeação de ministros

Por  CAP-GB 

Bissau, 26 de maio de 2026 - O Presidente de Transição  Horta Inta-a, procedeu esta terça-feira a uma remodelação governamental, através dos Decretos Presidenciais n.º 13/2026 e 14/2026, que determinam exonerações e novas nomeações no Executivo de Transição.

De acordo com a Nota Informativa n.º 10, o Chefe de Estado exonerou das suas funções o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira; o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Carlos Pinto Pereira; o ministro do Ambiente e Ação Climática, Idrissa Embaló; e a secretária de Estado da Cooperação Internacional, Fatumata Jau.

Segundo o documento oficial, a decisão surge “em resposta à necessidade de ajustar a composição do atual Governo para reforçar a ação do Executivo”, face à atual conjuntura interna e internacional.

Na sequência desta decisão, a Presidência da República divulgou igualmente a Nota Informativa n.º 11, através da qual foram anunciadas novas nomeações governamentais.

Entre as mudanças, Fatumata Jau foi nomeada ministra dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, enquanto João Bernardo Vieira passa a assumir a pasta da Justiça e dos Direitos Humanos. Carlos Pinto Pereira foi indicado para o cargo de ministro do Ambiente e Ação Climática.

O decreto presidencial nomeia ainda Justino Vieira como novo secretário de Estado do Tesouro.

Os dois decretos entram imediatamente em vigor, conforme determinado pela Presidência da República.

DESPACHO N*25/MTTED/2026 DESPACHO N*26/MTTED/2026 Guiné Renovado 26/05/2026


@Guiné Renovado

China quer saber se reprodução humana é possível no Espaço: E tem plano... Foram enviados embriões artificiais para o Espaço de forma a perceber se a falta de gravidade pode ser um obstáculo para o desenvolvimento humano. A experiência terá uma duração de cinco dias.

© iStock   noticiasaominuto.com  26/05/2026 

A China aproveitou a mais recente missão enviada para a estação espacial Tiangong para perceber se a reprodução humana no Espaço é algo viável, conta o South China Morning Post.

A bordo da missão Tianzhou-10 seguiram também embriões artificiais, com os cientistas responsáveis pela experiência a quererem perceber até que ponto é que a falta de gravidade poderá impactar o desenvolvimento de embriões.

Naturalmente, o objetivo é antecipar potenciais obstáculos ao estabelecimento de colónias de seres humanos no Espaço. Caso se verifique que a ausência de gravidade poderá impactar o nascimento de crianças, é provável que sejam tomadas medidas acrescidas e construídas instalações que possibilitem a reprodução humana fora da Terra.

“Poderemos usar certas tecnologias para mitigar o impacto”, admitiu o líder do projeto, Yu Leqian. “Esta é a nossa primeira tentativa de dar resposta [às questões]: Podem os seres humanos sobreviver e reproduzirem-se no Espaço? Espero que a resposta seja sim”.

Sobre os embriões artificiais propriamente ditos, Yu afirma que são compostos por “células estaminais humanas” e que não é um embrião real.

“Este não é um embrião humano real e não tem a capacidade de se desenvolver para um indivíduo”, explica Yu. “No entanto, pode servir de modelo para estudar o desenvolvimento humano inicial”.

Sabe-se que os embriões passarão por um processo de desenvolvimento que irá decorrer ao longo de cinco dias e, assim que for completado este passo, serão congelados e enviados para a Terra de forma a serem analisados.


Leia Também: China lança Shenzhou-23 com 3 astronautas. Um ficará um ano no Espaço

A China lançou hoje a nave Shenzhou-23 em direção à estação espacial Tiangong, com três astronautas, incluindo um que permanecerá no espaço durante um ano, passo crucial na ambição de Pequim de enviar seres humanos à Lua até 2030.

BÉLGICA: Vários mortos em acidente entre comboio e minibus escolar na Bélgica... O autocarro escolar foi colhido por um comboio em Buggenhout, na Flandres, numa passagem de nível.

Por RTP

A colisão aconteceu na cidade belga de Buggenhout, na manhã desta terça-feira. 

Várias pessoas morreram, confirmou entretanto o ministro do Interior, Bernard Quintin.

"É com profunda tristeza que tomei conhecimento do trágico acidente em Buggenhout. Os meus pensamentos estão com as vítimas e as suas famílias. Desejo muita força aos feridos", escreveu na rede social X.

O autocarro escolar foi colhido por um comboio em Buggenhout, na Flandres, numa passagem de nível, precisou à AFP Frédéric Sacré, porta-voz da Infrabel, empresa responsável pela gestão da rede ferroviária belga.

"Aconteceu por volta das 8h08. Um minibus foi colhido por um comboio que deveria parar na estação seguinte, a cerca de um quilómetro de distância", afirmou ainda.

"O impacto foi extremamente violento", acrescentou, descrevendo a situação como "dramática".

As autoridades ainda não fizeram um balanço oficial do número de vítimas. Sabe-se, no entanto, que várias pessoas morreram. 

Segundo a RTL, entre as vítimas mortais estão dois adolescentes, o condutor do autocarro e um acompanhante. 

EUA: Donald Trump regressa ao hospital pela 3.ª vez. Casa Branca esconde algo?... Donald Trump regressa esta semana ao hospital. Médicos levantam dúvidas sobre o seu estado de saúde e acreditam que a Casa Branca está a omitir o verdadeiro estado de saúde do presidente dos EUA.

© Getty Images/MANDEL NGAN / AFP     Por  Notícias ao Minuto  26/05/2026 

Donald Trump tem de se deslocar ao hospital pela terceira vez em 13 meses, uma frequência que está a suscitar alarme entre médicos - que já questionam se o presidente, de 79 anos, estará bem para ocupar o cargo que exerce.

Segundo o Washington Post, Trump tem consulta marcada para esta terça-feira no Walter Reed Medical Center. Antes disto, já tinha ido ao hospital em abril de 2025 e, depois, em outubro desse mesmo ano.

A Casa Branca tem repetidamente afirmado que o presidente está bem de saúde e que se tratam de consultas de rotina. Num relatório assinado por um médico da Casa Branca, escreve-se inclusive que Trump “continua com saúde excepcional”.

Embora este continue a alegar que está em ótima forma física, facto é que é, atualmente, alvo das mesmas perguntas que atormentavam o mandado de Joe Biden, nomeadamente se está mental e fisicamente apto para desempenhar as funções de chefe de Estado.

Recorde-se que nos últimos meses já se levantaram questões sobre nódoas negras persistentes nas mãos de Trump, as suas pernas inchadas ou período de sonolências. Para muitos, existe um problema de sinceridade por parte da Casa Branca que se mostra sucessivamente incapaz de admitir que os chefes de Estados, acima dos 70 anos, não apresentam quaisquer problemas de saúde.

“Esta Casa Branca parece simplesmente não querer reconhecer nenhum problema de saúde, mas pessoas idosas desenvolvem problemas médicos, e o presidente tem quase 80 anos”, afirma Jonathan Reiner, cardiologista de longa data do ex-vice-presidente Dick Cheney. "Parece haver uma falta de sinceridade por parte da Casa Branca", diz ao Washington Post.

Note-se que a Casa Branca tem médicos disponíveis 24 horas, sete dias por semana, pelo que a deslocação de Trump ao hospital leva a crer que estará a realizar exames mais específicos, que podem indicar uma situação de saúde mais complexa.

Nódoas negras e feridas

Em janeiro, por exemplo, notava.se que há cerca de um ano que o presidente dos Estados Unidos tem vindo a ser fotografado com hematomas, nomeadamente nas mãos. A situação, que já tentou disfarçar com maquilhagem, levantou questões sobre a sua saúde, que o próprio diz estar "perfeita."

"O presidente Trump tem hematomas na sua mão porque está constantemente a trabalhar e a apertar mãos todos os dias", chegou a alegar a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, no ano passado, aquando da visita de Emmanuel Macron à Casa Branca.

Já em março, Trump voltou a aparecer com uma condição física que levantou questões sobre a sua saúde. Desta vez, surgiu com uma erupção cutânea no lado direito do pescoço. O seu médico pessoal alegou que a irritação era uma consequência de um novo creme que Trump começou a usar.

Donald Trump, de 79 anos, completa mais um aniversário no próximo dia 14 de junho. O presidente, que tomou posse em janeiro de 2025, tornou-se no presidente mais velho a assumir o cargo dos EUA.

Fadiga muscular? "Alimentação adequada pode acelerar este processo"... A nutricionista Patrícia Gabriel assina este artigo sobre os alimentos que ajudam a recuperar da fadiga muscular. "Alimentação influencia diretamente a reparação muscular, a reposição de energia e a redução da fadiga", revela a especialista.

© Holon Patrícia Gabriel é nutricionista e assina este artigo de opinião   Por Notícias ao Minuto  26/05/2026 

A recuperação após o exercício é uma etapa fundamental para a adaptação ao treino. Para além do descanso, a alimentação influencia diretamente a reparação muscular, a reposição de energia e a redução da fadiga. 

A fadiga muscular manifesta-se pela diminuição da força e pela dificuldade em manter o esforço. Durante o exercício intenso, ocorrem microlesões nas fibras musculares, redução das reservas de glicogénio (a principal fonte de energia do músculo) e aumento do stress oxidativo. A resposta inflamatória que se segue pode traduzir-se em dor e rigidez muscular nos dias seguintes. 

Uma alimentação adequada pode ajudar a acelerar este processo e a otimizar a recuperação, através da aplicação dos 3 R’s da recuperação: Reparar, Repor e Reidratar. 

Reparar: implica garantir proteína de qualidade para apoiar a reparação e reconstrução das fibras musculares. Ovos, leite, iogurte grego, skyr, queijo fresco magro, peito de frango, peixe e outras carnes magras. Em algumas situações, os suplementos de proteína whey podem ser utilizados como estratégia prática no pós-treino, especialmente quando não é possível realizar uma refeição completa; 

Repor: significa restaurar as reservas de glicogénio utilizadas durante o exercício. Para isso, os hidratos de carbono são fundamentais. Arroz, massa, batata, pão, aveia e fruta são opções práticas e eficazes. Quando combinados com proteína, favorecem uma recuperação mais rápida e eficiente; 

Reidratar: é igualmente essencial. A perda de líquidos e eletrólitos pelo suor pode comprometer a função muscular e atrasar a recuperação. Água, bebidas isotónicas em treinos mais prolongados, fruta rica em potássio e lacticínios podem ajudar a repor líquidos e minerais importantes. 

Para além dos 3 R’s da recuperação, alguns compostos bioativos podem também desempenhar um papel interessante no apoio nutricional à recuperação muscular: 

Os nitratos presentes na beterraba, rúcula e espinafres, podem favorecer o fluxo sanguíneo e a oxigenação muscular; 

Os antioxidantes, encontrados em alimentos como frutos vermelhos, kiwi, citrinos, tomate e vegetais de folha verde, ajudam a modular o stress oxidativo associado ao exercício; 

Ácidos gordos ómega-3, disponíveis em peixes gordos como sardinha, cavala e salmão, podem contribuir para a modulação da inflamação e apoiar a recuperação muscular. 

Na prática, boas opções após o treino incluem banana com iogurte proteico, smoothie de frutos vermelhos com whey, iogurte baixo em gordura com fruta e frutos secos ou granola, ou pão com frango, queijo magro ou ovo. 

Mais do que um alimento isolado, a recuperação muscular depende de uma alimentação equilibrada ao longo do dia, ajustada ao tipo de treino, intensidade, objetivo e tolerância individual. Comer bem também é recuperar melhor.

Guerra leva a multiplicação de incidentes de violência em escolas russas... Especialistas consideraram à agência AFP que a multiplicação de episódios de violência em escolas na Rússia pode ser explicada pelo ambiente militarizado ligado à guerra na Ucrânia.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por LUSA   26/05/2026 

Num incidente descrito pela France Presse, quando uma professora tentou acordar em sala de aula um aluno adormecido, este murmurou "vais arrepender-te", antes de a agredir.

No final da aula, o adolescente de 16 anos encostou um bisturi médico ao pescoço da docente, provocando-lhe ferimentos e dizendo: "da próxima vez esfaqueio-te", relatou à AFP a professora de uma escola no noroeste da Rússia, sob anonimato.

Desde o início do ano já foram registados 14 ataques, contra 15 em todo o ano de 2025.

Quase metade dos incidentes ocorridos nos últimos 25 anos sucedeu após o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, segundo o jornal independente Novaïa Gazeta.

Alguns dos casos relatados envolvem um adolescente que disparou uma pistola de ar comprimido contra uma escola primária na região de Krasnodar; um professor foi morto à facada; uma jovem incendiou uma sala de aula antes de atacar colegas com um martelo na Sibéria.

De acordo com o ministério russo do Interior, "na maioria dos casos, os adolescentes agiram sob influência negativa de terceiros e do espaço informacional".

Já especialistas independentes apontam o clima de assédio e o desejo de vingança como principais motivos, agravados pelas consequências da ofensiva russa contra a Ucrânia.

Alguns jovens vestiram fardas militares antes de cometer ataques. "É um sinal de que a guerra penetra cada vez mais nas mentes das crianças", afirmou Iuri Lapchin, antigo responsável por um serviço psicológico escolar em Moscovo, atualmente exilado em França.

As autoridades russas introduzem a ofensiva militar na vida escolar através de grupos juvenis patrióticos, palestras de veteranos e atividades militaristas.

"Nenhum vírus no mundo se espalha tão rápido como o da violência", alerta Olga Jouravskaïa, que angaria fundos para o projeto antiassédio Travli NET.

A professora agredida com o bisturi tinha pedido formação após ataques em três escolas numa semana, sem sucesso.

O aluno aceitou abandonar o estabelecimento e a direção pediu-lhe para não denunciar o caso à polícia. Foram instaladas câmaras e detetores de metais, mas colegas aconselharam-na a não criar problemas para manter o posto.

A resposta das escolas é também desigual. Em algumas escolas foram realizados exercícios antiterroristas, incluindo cenários de ataques com drones, explosivos e agressores armados, enquanto alunos e professores foram instruídos para se barricar nas salas, debaixo das mesas, ou se escondem-se em cantos.

Lapchin considera esta abordagem questionável, defendendo, em contrapartida, a necessidade de identificação de estudantes isolados ou em sofrimento.

Vários docentes admitiram à AFP sentir medo. Uma professora de História na Sibéria, por exemplo, apontou a crescente agressividade nos alunos, numa região de onde muitos homens partiram para combater na Ucrânia.

Um professor de Física na região de Moscovo, entretanto, disse que alguns colegas evitam dar más notas por receio de represálias. "E se ele voltar com uma arma?", questionaram.

A professora agredida, por exemplo, teme que o ex-aluno a espere fora da escola. A polícia não considera os factos suficientes para abrir investigação criminal.


Leia Também: Estados Unidos continuam disponíveis como mediadores na guerra da Ucrânia

Os Estados Unidos continuam disponíveis para se assumir como mediadores no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, declarou hoje o secretário de Estado Marco Rubio, após uma ofensiva russa massiva contra Kyiv.