terça-feira, 10 de março de 2026

Trump anuncia guerra contra o Irão "praticamente concluída" e mercados energéticos reagem com forte descida... O petróleo Brent, que quase atingiu 120 dólares por barril, desceu para cerca de 90 dólares, enquanto o gás natural europeu baixou dos 60 para menos de 50 euros por megawatt/hora.

Por sicnoticias.pt

Donald Trump falou no fim da guerra no Médio Oriente e os preços do petróleo e do gás baixaram mais de 10%. Ainda assim, a incerteza persiste e por isso a Europa já considera recorrer a reservas.

Para o Presidente dos Estados Unidos, poucas palavras bastam para que a economia tenha uma reação. À CBS News, Trump disse que a guerra contra o Irão está "praticamente concluída".

Palavras mágicas para o mercado do petróleo e do gás. Logo após as declarações os preços chegaram a recuar em torno dos 10%.

Esta semana o preço do petróleo Brent, a referência para a Europa, quase alcançou o recorde de 120 dólares por barril.

Trump falou e por aquela hora já rondava os 90 dólares por barril. O mesmo cenário para o gás natural europeu que já escalava pelos 60 euros por megawatt por hora e agora não chega aos 50 euros.

Donald Trump diz que o fim da guerra ainda não será esta semana Por isso, e para já, deixou algumas ideias para reduzir os preços do petróleo.

Putin vê oportunidade na crise

Entretanto Vladimir Putin viu a crise como uma oportunidade e disse estar disponível para fornecer petróleo e gás russos à Europa.

A Rússia era um dos principais fornecedores de energia para vários países europeus. Lugar que perdeu com as sanções que resultaram da invasão russa à Ucrânia.

No terceiro vértice do triângulo. A Europa que está a discutir medidas para baixar o preço do petróleo incluindo o recurso a reservas.

Mesmo que o conflito chegue ao fim nos próximos dias, o setor energético deverá demorar a normalizar. Até porque muitos países do Médio Oriente tiveram que cortar na produção de petróleo porque com o Estreito de Ormuz fechado e por isso todas as exportações suspensas já não têm espaço para o armazenar.

Hungria veta ajuda a Kyiv e bloqueia adesão à UE.. O parlamento húngaro aprovou hoje uma resolução para vetar a concessão de ajuda à Ucrânia e a adesão à UE devido aos "graves riscos que isso ia acarretar" para os Estados-membros.

Por LUSA 

O porta-voz do Governo húngaro, Zoltan Kovacs, indicou que a medida foi aprovada com o apoio dos deputados, que recusaram continuar a financiar a guerra e a transformar a UE numa união "político-militar".

Um total de 142 deputados votou a favor da resolução, que contou apenas com de 28 votos contra e quatro abstenções, acrescentou.

No texto é referido que a Ucrânia "não deve ser admitida na UE por ser um país em guerra, o que ia expor os restantes países-membros a um envolvimento direto num conflito armado".

Além disso, de acordo com os mesmos deputados, a adesão de Kyiv podia dificultar ainda mais a aprovação dos orçamentos.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, salientou que os preços "estão protegidos nas bombas de gasolina desde a meia-noite", na sequência da adoção das respetivas medidas.

Órban acusou diretamente o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de "querer punir as famílias e os empresários húngaros com o bloqueio do petróleo".

"Está a chantagear e a ameaçar levar um governo pró-ucraniano ao poder na Hungria. Não permitiremos isso. Vamos proteger as famílias húngaras e os empresários húngaros com o preço protegido", afirmou.

Em causa está o fornecimento de hidrocarbonetos da Rússia à Hungria.

No que diz respeito à exportação de petróleo bruto, o Governo húngaro indicou ter proíbido as exportações de petróleo, gasolina e gasóleo, à medida que os preços aumentam nos países europeus devido à crescente violência no Médio Oriente, onde a ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel ao Irão já entrou no 11.º dia.

Isto foi confirmado pelo ministro da Economia húngaro, Márton Nagy, ao especificar que Budapeste congelou os preços da gasolina e do gasóleo a partir de hoje, devido ao aumento dos preços dos combustíveis na Europa face à crise no Médio Oriente, a que se soma o corte do abastecimento através do oleoduto Druzhba por parte da Ucrânia.

"O Governo proíbe a exportação de petróleo e toma as medidas mais enérgicas contra os abusos no comércio", afirmou Nagy numa mensagem divulgada nas redes sociais, onde indicou que também foram libertadas reservas de petróleo bruto.

No início do ano, a Hungria foi afetada pelo encerramento do oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo através do território ucraniano para a Eslováquia e a Hungria, embora Kyiv tenha afirmado que o oleoduto sofreu danos significativos devido a um ataque russo.

Budapeste, que se viu obrigada a libertar 250.000 toneladas de petróleo bruto da reserva estratégica do país, insistiu que a Ucrânia mantém o oleoduto fechado como medida de pressão e fins políticos, para desencadear uma crise energética que influencie os resultados das eleições previstas para 12 de abril na Hungria e, assim, conseguir um Governo mais amigável de Kyiv.


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O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, ordenou hoje que uma remessa de dinheiro e ouro ucranianos apreendida na semana passada pelas autoridades húngaras permaneça sob custódia durante até 60 dias, enquanto a autoridade fiscal do país investiga o caso.



Pentágono avisa que hoje será o "dia mais intenso" de ataques no Irão... O Pentágono adiantou que hoje será o dia mais intenso de bombardeamentos no Irão desde o início da guerra e afirmou que Teerão tem demonstrado uma capacidade reduzida de resposta à medida que a ofensiva avança.

Por LUSA 

"Hoje será, mais uma vez, o nosso dia mais intenso de ataques dentro do Irão: o maior número de caças, o maior número de bombardeiros, o maior número de ataques", afirmou o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, numa conferência de imprensa no Pentágono.

Segundo o governante, nas últimas 24 horas, a República Islâmica "disparou o menor número de mísseis que foi capaz de disparar até à data".

Questionado sobre a posição dos Estados Unidos após mais de 10 dias de guerra, o chefe do Pentágono afirmou que a posição era "muito sólida", mas recusou-se a especificar quanto tempo o conflito poderá durar.

"O Presidente [Donald Trump] estabeleceu uma missão muito específica a ser cumprida, e o nosso trabalho é cumpri-la incansavelmente", disse Pete Hegseth, acrescentando que cabia ao chefe de Estado norte-americano "estar no comando".

"Não me cabe especular se este é o começo, o meio ou o fim" do conflito, referiu.

Por seu lado, na mesma conferência de imprensa, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, lembrou que as Forças Armadas dos Estados Unido vão entrar, desta forma, no 11.º dia das operações contra o Irão.

Caine adiantou que as forças norte-americanas atingiram mais de 5.000 alvos e que os três principais objetivos incluíam a destruição da capacidade iraniana de mísseis balísticos e drones, atingir a marinha iraniana para permitir a passagem pelo Estreito de Ormuz e atingir "mais profundamente a base militar e industrial do Irão".

A retórica foi igualmente dura por parte de Teerão. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou na rede social X que o Irão "não está, definitivamente, à procura de um cessar-fogo".

"Acreditamos que o agressor deve ser punido para que aprenda a lição e nunca mais pense em atacar o nosso amado Irão", afirmou.

Por sua vez, também hoje, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, avisou que o Irão não teme as "ameaças vazias" de Donald Trump, após o Presidente norte-americano ter prometido atingir "com mais força" caso Teerão bloqueie o transporte de petróleo.

"O Irão não tem medo das suas ameaças vazias. Pessoas mais poderosas do que você tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Tenha cuidado para não ser eliminado você próprio!", escreveu Ali Larijani na rede social X. 

Na segunda-feira, Trump ameaçou atacar o Irão "com muito, muito mais força" caso a República Islâmica bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente.

"Não permitirei que um regime terrorista mantenha o mundo refém e tente travar o fornecimento global de petróleo. E se o Irão fizer algo nesse sentido, será atingido com muito, muito mais força", garantiu o Presidente norte-americano numa conferência de imprensa na Florida.

"Se querem jogar este jogo [...] é melhor que não o joguem", acrescentou Trump.

 O republicano insistiu que a guerra no Irão "terminará em breve", classificando-a como uma operação "bastante avançada em relação ao calendário".

"Ela terminará em breve e, se recomeçar, eles serão atingidos com ainda mais força", destacou o Presidente norte-americano.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.


Os deputados britânicos rejeitaram a proibição das redes sociais para menores de 16 anos devido à oposição do Governo trabalhista, que prefere aguardar as conclusões de uma consulta antes de legislar.

Os secretários da Comissão Nacional de Eleições tomaram posse esta terça-feira, 10 de março, numa cerimónia presidida pelo presidente do Conselho Nacional de Transição, Tomás Djassi, com a presença da presidente da CNE, Carmem Isaura Lobo.

Rússia quer manter estatuto de superpotência, diz Finlândia... O serviço de informações e segurança da Finlândia (Supo) alertou hoje que a Federação Russa vai manter a mesma ambição de ser uma superpotência, mesmo após o eventual fim da guerra contra a Ucrânia, segundo o relatório anual.

Por LUSA 

O documento antecipa que o estado da segurança da Finlândia pode vir a fragilizar-se ainda mais quando terminar o atual conflito a leste, que já leva mais de quatro anos, sobretudo porque a Rússia voltaria a ter mais meios militares e de espionagem disponíveis.

"Os recursos de inteligência e influência russos, atualmente ligados à Ucrânia, estarão disponíveis para uso noutros lugares após a guerra e o interesse duradouro da Rússia na Finlândia é garantido devido à sua posição como membro da NATO, entre o mar Báltico e a região do Ártico", de acordo com o Supo.

A mesma agência finlandesa afirma que Moscovo se prepara para renovar e aumentar a sua capacidade ao nível da recolha e análise de informação em toda a Europa, que ficou diminuída devido à invasão da Ucrânia.

O relatório defende ainda que, embora a guerra na Ucrânia pareça continuar com um futuro previsível, os países ocidentais, incluindo a Finlândia, devem decidir como restabelecer as relações económicas e políticas com a Rússia, num cenário de pós-guerra.

"Se as relações forem restabelecidas, mesmo que parcialmente, a ameaça da inteligência russa para a Finlândia vai diversificar-se e os métodos operacionais anteriores serão articulados com outros, que se mostraram eficazes no contexto atual, incluindo recurso extensivo a agentes intermediários e recolha de informação desde bases localizadas em território russo", concluiu o diretor da Supo, Juha Martelius.

Várias explosões na capital do Qatar, diz governo local... Várias explosões fortes foram ouvidas hoje na capital do Qatar, disseram as autoridades locais, quando o Irão continua os ataques de retaliação aos países vizinhos do Golfo.

Por LUSA 

O Ministério da Defesa do Qatar afirmou ter "intercetado um ataque com míssil", de acordo com um comunicado divulgado numa rede social.

Já o Ministério do Interior do país registou um "elevado nível de ameaça à segurança" e pediu aos residentes que permanecessem em casa e longe das janelas.

O Qatar acrescentou que o Irão continua os ataques contra as infraestruturas civis do país, no 11.º dia da guerra na região.

"Os ataques contra as infraestruturas civis continuam (...) e rejeitamos os argumentos apresentados pelos iranianos para justificar estes ataques", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, numa conferência de imprensa em Doha, sem especificar quais os locais que foram visados.

O Qatar também alertou para as consequências económicas globais dos ataques às infraestruturas energéticas.

"Os ataques a instalações energéticas que ocorreram, de ambos os lados, constituem um precedente perigoso (...), terão repercussões mundiais", disse Al-Ansari.

Já nos Emirados Árabes Unidos, um ataque com drone causou um incêndio numa zona industrial, onde estão localizadas infraestruturas energéticas, anunciaram as autoridades num comunicado.

"Não há registo de feridos até ao momento", acrescentaram as autoridades dos Emirados, sem especificar se alguma instalação energética foi afetada.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma campanha de ataques militares contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.


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O Irão não teme as "ameaças vazias" de Donald Trump, declarou hoje o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, após o Presidente norte-americano ter prometido atingir "com mais força" caso Teerão bloqueie o transporte de petróleo.


NASA alerta para satélite em queda descontrolada em direção à Terra... A NASA afirma que grande parte deste satélite deverá ser destruído durante o processo de reentrada na atmosfera, mas a agência admite que alguns dos componentes podem sobreviver e chegar ao solo.

Por noticiasaominuto.com 

Um satélite da NASA com um peso próximo dos 600kg - de nome Van Allen Probe A - está neste momento a despenhar-se na Terra de forma descontrolada, com a agência espacial norte-americana a admitir que alguns dos componentes podem sobreviver à violência da reentrada na atmosfera do nosso planeta.

“A NASA espera que a maioria do satélite seja destruído à medida que viaja na atmosfera, mas esperamos que alguns componentes sobrevivam à reentrada”, pode ler-se na publicação partilhada pela NASA.

“O risco de colocar alguém em risco na Terra é baixo - aproximadamente 1 em 4.200. A NASA e a Space Force vão continuar a monitorizar a reentrada e a atualizar previsões”, explica a agência espacial norte-americana.

O satélite Van Allen Probe A foi lançado em 2012 e a sua missão durou até 2019. A NASA esperava que a reentrada do Van Allen Probe A na atmosfera se desse em 2034 mas, dado que o atual ciclo solar se manifestou mais ativo do que o esperado, a queda do satélite foi acelerada e deverá acontecer nas próximas horas.

Serve recordar que este satélite foi lançado para o Espaço na companhia do Van Allen Probe B, outro satélite que também deverá despenhar-se na Terra nos próximos anos. A NASA espera, no entanto, que tal só aconteça em 2030.

ONU acusa Rússia de crimes contra a humanidade com deportação de crianças... Uma comissão internacional de inquérito das Nações Unidas acusou hoje Moscovo de ter cometido "crimes contra a humanidade" ao deportar à força crianças ucranianas para a Rússia.

Por LUSA 

"Os elementos de prova recolhidos levam a comissão a concluir que as autoridades russas cometeram crimes contra a humanidade, nomeadamente deportação e transferência forçada, bem como o desaparecimento forçado de crianças", anunciou a Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a Ucrânia, num comunicado que acompanha a publicação de um relatório em Genebra.

A comissão foi criada em 2022 pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU para investigar alegadas violações dos direitos humanos, violações do direito internacional humanitário e crimes associados cometidos no contexto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

No relatório, os investigadores concluíram que as autoridades russas "deportaram e transferiram ilegalmente crianças" e que "atrasaram indevidamente o seu repatriamento".

Além disso, as medidas adotadas em relação às crianças deportadas ou transferidas "violaram o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos" e não foram orientadas pelo interesse superior da criança, sublinha a comissão.

A comissão confirmou até agora a expulsão ou transferência de 1.205 crianças, mas indica que as autoridades russas "deportaram ou transferiram milhares de crianças das zonas que ocupavam na Ucrânia".

A questão é extremamente sensível na Ucrânia e mantém-se no centro das negociações de um eventual acordo de paz entre Kiev e Moscovo.

Segundo Kiev, cerca de 20.000 crianças ucranianas foram levadas à força para a Rússia ou para territórios ocupados pela Rússia desde o início da invasão, em 2022.

A Rússia assegurou ter deslocado algumas crianças ucranianas das suas casas ou orfanatos para as proteger da ameaça das hostilidades.

Contudo, sublinha a comissão, o direito internacional humanitário exige que as retiradas sejam "temporárias e motivadas por razões imperiosas de saúde, cuidados médicos ou segurança".

Segundo os investigadores, 80% das crianças expulsas ou transferidas nos casos analisados pela comissão não regressaram a casa, uma vez que as autoridades russas não criaram um sistema que facilite o seu regresso.


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A Rússia recusou hoje comentar discussões com os Estados Unidos sobre uma alegada partilha de informações russas com o Irão para os ataques no Médio Oriente, revelada por meios de comunicação norte-americanos.


Mais de 100 mil pessoas foram deslocadas em 24 horas no Líbano... Mais de 100 mil pessoas foram deslocadas em 24 horas devido aos bombardeamentos israelitas no Líbano, totalizando mais de 667 mil já afetadas pelo conflito, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Por LUSA 

No Líbano, que está a ser alvo de intensos bombardeamentos israelitas desde segunda-feira, "mais de 667 mil pessoas registaram-se como deslocadas na plataforma online do Governo, um aumento de 100 mil num só dia", disse hoje a representante do ACNUR, Karolina Lindholm Billing, aos jornalistas em Genebra.

"O número de deslocados continua a aumentar neste momento (...). Cerca de 120 mil pessoas deslocadas estão alojadas em locais coletivos designados pelo Governo, mas muitas outras estão hospedadas com familiares ou amigos, ou ainda procuram alojamento. Vemos carros alinhados nas ruas com pessoas a dormir dentro deles, assim como nos passeios", disse Lindholm Billing.

"Muitas pessoas deslocadas estão nesta situação pela segunda vez desde o início das hostilidades em 2024 e a maioria fugiu apressadamente, quase sem nada, procurando refúgio em Beirute, no Monte Líbano, na região norte do Líbano e em partes do Vale do Bekaa", explicou a representante do ACNUR.

O ACNUR, cuja operação no Líbano tem atualmente apenas 14% do financiamento necessário, está a apoiar o Governo libanês e as autoridades locais na resposta humanitária à crise, segundo um comunicado da organização.

Até ao momento, o ACNUR distribuiu aproximadamente 168 mil artigos de ajuda humanitária a mais de 63 mil pessoas deslocadas em mais de 270 abrigos coletivos designados pelas autoridades libanesas. Estes artigos incluem colchões, cobertores, sacos-cama, lâmpadas solares e garrafões de água.

"Estamos também a observar um aumento dos fluxos migratórios em direção à Síria, de acordo com as autoridades sírias", disse Lindholm Billing.

"Mais de 78.000 sírios entraram na Síria vindos do Líbano desde o início da escalada das tensões, além de mais de 7.700 libaneses", explicou.

As equipas do ACNUR estão presentes nas passagens fronteiriças sírias, trabalhando em conjunto com as autoridades e os seus parceiros para prestar assistência humanitária de emergência às pessoas que chegam à Síria.

"Uma solidariedade internacional rápida e sustentada é fundamental para nos permitir apoiar o governo e as autoridades libanesas na resposta às necessidades emergentes. A cada dia que este conflito continua, mais sofrimento é infligido a centenas de milhares de civis, enquanto o Líbano e a região se tornam ainda mais instáveis", disse a representante do ACNUR.

O exército israelita realizou um ataque hoje perto da cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano, depois de alertar que iria visar infraestruturas do grupo xiita pró-iraniano Hezbollah na região e instar os residentes a saírem do local, segundo os meios de comunicação estatais. O alerta israelita também abrangeu a cidade de Sidon, igualmente no sul do Líbano.

Israel iniciou uma ofensiva militar no Líbano como a resposta aos lançamentos de ataques aéreos do Hezbollah, que se iniciaram há mais de uma semana contra o território israelita em apoio ao Irão.

Na semana passada, o Governo libanês declarou as atividades militares do Hezbollah ilegais, devendo apenas cingir-se a ações políticas, após uma operação de recolha de armas do movimento xiita. O Hezbollah recusa porém o seu desarmamento e acusa o Governo de ceder a pressões de Israel e Estados Unidos.

Os EUA e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma campanha de ataques militares contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

Governo estabelece preço da castanha de caju para 2026 em 410 francos CFA por quilograma

 

@RTB

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS


O Governo da Guiné-Bissau, através do Ministério das Finanças e do Secretariado Nacional do Património do Estado, determinou novas medidas para reforçar o controlo da utilização das viaturas administrativas pertencentes ao Estado.

De acordo com o documento, a circular n.º 03/2026 surge no âmbito da implementação do Decreto n.º 12/2024, de 9 de agosto, que regulamenta a gestão da frota automóvel estatal. Fica determinado que a utilização de veículos das categorias D e E, referidas no artigo 3.º do referido decreto, para fins pessoais ou fora do horário normal de expediente — compreendido entre as 7h00 e as 19h00 — é considerada indevida, com exceção das viaturas operacionais.

A circular determina ainda que as viaturas encontradas a circular fora do período autorizado serão apreendidas. Os infratores estarão sujeitos a uma coima no valor de duzentos mil francos CFA (200.000 XOF), a ser paga no Tesouro Público, mediante orientação dos serviços competentes.

O documento é assinado pela Secretária Nacional do Património do Estado, Luciana Queta Banjai, e tem conhecimento ao Primeiro-Ministro e ao Ministro das Finanças.

O Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-a, preside neste momento à Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, desta terça-feira, 10 de março de 2026.

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Trump sobre Cuba: "Pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser"... Em conferência de imprensa, o chefe de Estado norte-americano frisou: "Ele [Rubio] está a lidar e pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser. Não faria muita diferença, porque eles estão realmente sem... recursos. Eles não têm energia, não têm dinheiro".

Por LUSA 

Donald Trump referiu-se, esta segunda-feira, dia 9 de março, a Cuba. O presidente dos Estados Unidos considerou que o país tem "sérios problemas" humanitários, vincando, cita a Reuters, que Marco Rubio está a lidar com a questão - que pode ou não ser uma "tomada de poder amigável".

Em conferência de imprensa, o chefe de Estado norte-americano frisou: "Ele [Rubio] está a lidar e pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser. Não faria muita diferença, porque eles estão realmente sem... recursos. Eles não têm energia, não têm dinheiro".

De recordar que, já na semana passada, Trump tinha afirmado que o governo cubano iria cair "muito em breve", acrescentando que Havana tem "imensa vontade" de negociar com Washington, segundo a estação televisiva CNN.

Numa conversa telefónica com a CNN Internacional sobre a operação militar lançada pelos Estados Unidos e por Israel no Irão, Trump anunciou que o regime comunista da ilha de Cuba será o próximo alvo, após uma campanha "bem-sucedida" no Médio Oriente.

"Cuba vai cair muito em breve, aliás, sem qualquer relação com o assunto, mas Cuba também vai cair. Têm imensa vontade de chegar a um acordo", declarou. Para negociar, nomeou o seu secretário de Estado, Marco Rubio, cidadão cubano-norte-americano.

"Veremos como corre. Por agora, estamos muito concentrados nisto, o Irão", acrescentou. "Temos muito tempo, mas Cuba está pronta, ao fim de 50 anos. Há 50 anos que a observo", afirmou.

Na quinta-feira, o republicano tinha dito que Havana "estava desesperada" para chegar a um acordo com o seu governo de imediato e que era "apenas uma questão de tempo" até que os Estados Unidos voltem novamente a sua atenção para a ilha caribenha, dando a entender que a campanha militar contra o Irão desviou um pouco os planos da Casa Branca.

Também na quinta-feira, numa entrevista ao jornal digital Politico, Trump afirmou que a queda de Cuba seria "a cereja em cima do bolo", depois do ataque militar de janeiro passado à Venezuela, em que os Estados Unidos capturaram o então Presidente, Nicolás Maduro, o mais próximo aliado de Havana.

Nas últimas semanas, a comunicação social norte-americana noticiou contactos entre Marco Rubio e Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do antigo presidente cubano Raúl Castro.

Tais notícias descrevem contactos, e não negociações, e indicam alegadas conversações sobre possíveis reformas económicas graduais futuras na ilha e uma retirada faseada das sanções de Washington, cujo agravamento nos últimos tempos deixou o país à beira da rutura, à mercê de ajuda humanitária dos países vizinhos para suprir necessidades tão básicas como alimentação.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que vai suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", após o valor do barril de crude ter disparado devido à guerra com o Irão.


Irão ameaça impedir a navegação de petroleiros a países aliados dos EUA... A Guarda Revolucionária iraniana disse hoje que o Irão não vai permitir a exportação de petróleo produzido na região para países aliados dos Estados Unidos e de Israel enquanto a guerra no Médio Oriente se mantiver.

Por LUSA 

O porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Tasnim, disse que as forças iranianas não vão permitir a exportação "de um único litro de petróleo" da região até novas ordens.

A navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, está condicionada desde o início da guerra, a 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Teerão retaliou com ataques de drones e mísseis contra interesses israelitas e norte-americanos em toda a região e atacou repetidamente petroleiros que utilizam a rota marítima.

Os preços do petróleo aumentaram, ultrapassando os 100 dólares por barril, o nível mais elevado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que as operações militares no Irão vão terminar "em breve" revertendo a tendência de subida do preço do petróleo.

"Os esforços [de Donald Trump] para reduzir e controlar os preços do petróleo e do gás são de curta duração e inúteis. Em tempos de guerra, o comércio depende da segurança regional", disse Ali Mohammad Naini.

Na noite de segunda-feira, a Guarda Revolucionária pediu aos países árabes e europeus que expulsassem os embaixadores norte-americanos e israelitas para obterem acesso ao Estreito de Ormuz.

"Qualquer país árabe ou europeu que expulse os embaixadores israelita e americano do respetivo território terá total liberdade e autorização para transitar pelo Estreito de Ormuz a partir de terça-feira", declarou a Guarda Revolucionária através da televisão estatal iraniana.


Leia Também"Esta guerra não tem prazo para terminar, mas estamos a ter muito sucesso nos nossos ataques", revela porta-voz das IDF

O major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, sublinha que a guerra "vai continuar, enquanto for necessário, com o objetivo de eliminar as ameaças do regime iraniano para o território israelita".


Japão aprova autorizações eletrónicas para visitantes de 74 países: Portugal e Brasil estão na lista... Para entrar em vigor, a proposta tem ainda de ser aprovada pelo Parlamento. O sistema terá uma taxa a pagar e será aplicado a países que atualmente não necessitem de visto para estadias curtas.

Por sicnoticias.pt 

O Governo do Japão aprovou esta terça-feira uma proposta para criar um sistema de autorização eletrónica de viagens para cidadãos de países que atualmente não necessitem de visto para estadias curtas, incluindo Portugal e o Brasil.

Para entrar em vigor, a proposta tem ainda de ser aprovada pelo Parlamento (onde a coligação governamental detém a maioria absoluta na câmara baixa, a mais importante), avançou a agência de notícias japonesa Kyodo.

O sistema, inspirado no Sistema Eletrónico para Autorização de Viagem dos Estados Unidos, terá uma taxa a pagar e será aplicado a visitantes e turistas de 74 países isentos de vistos de curta duração.

A lista inclui Portugal, Brasil e as regiões chinesas de Hong Kong e Macau, assim como alguns dos maiores mercados de turistas para o Japão: Coreia do Sul, Taiwan e Estados Unidos.

O Governo irá exigir que as companhias aéreas neguem o embarque aos viajantes que não tenham uma autorização eletrónica.

Visitar o Japão por menos de 90 dias

As pessoas que visitem o Japão por menos de 90 dias deverão fornecer informações pessoais online, bem como o objetivo da viagem e o local de alojamento.

De acordo com as autoridades, o sistema visa prevenir o trabalho ilegal e o terrorismo.

Além disso, a proposta inclui um aumento significativo das taxas de renovação de vistos para residentes estrangeiros e para pedidos de residência permanente.

De acordo com a Kyodo, a taxa base atual para a renovação de vistos de residência temporária é de seis mil ienes (33 euros) e de dez mil ienes (55 euros) para pedidos de residência permanente

A alteração proposta eleva a taxa máxima de renovação para vistos temporários para 100 mil ienes (546 euros) e para residência permanente para 300 mil ienes (1.637 euros).

"Ao exigir que os estrangeiros suportem uma quota-parte justa dos custos necessários para a gestão equitativa da entrada, saída e residência, pretendemos reforçar e expandir ainda mais as medidas destinadas a alcançar uma sociedade ordenada e inclusiva", explicou o ministro da Justiça japonês, Hiroshi Hiraguchi, em conferência de imprensa, citado pela emissora pública NHK.

Segundo a Kyodo, se a alteração for aprovada pelo Parlamento, as novas taxas de visto entrarão em vigor ainda este ano, enquanto o sistema JESTA só entrará em vigor no ano fiscal de 2028, que começa em abril de 2028 e decorre até maio de 2029.

O Governo conservador já tinha proposto um pacote de medidas no final de janeiro para endurecer as leis de imigração, incluindo requisitos mais rigorosos para a obtenção da cidadania japonesa.

Além de ter recebido em 2025 um número recorde de 42,6 milhões de turistas, o Japão contava com quase quatro milhões de residentes estrangeiros.

A maior comunidade estrangeira era oriunda da China enquanto os brasileiros representavam a sexta maior.

Setores da sociedade japonesa criticaram o que consideram ser a permissividade excessiva por parte das autoridades, o que se traduziu em ganhos eleitorais para partidos abertamente xenófobos.


Trump acusa Irão de criar novo local para desenvolver armas nucleares... O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, alegou que a guerra com o Irão começou porque o país estava a iniciar a construção de um novo local para o desenvolvimento de material para armas nucleares.

Por LUSA 

Numa conferência de imprensa realizada na segunda-feira, Trump diz que o Irão tinha um novo local para desenvolver armas nucleares protegido por granito, para substituir as instalações bombardeadas no ano passado pelos EUA.

"Mas estavam a começar a trabalhar noutro local, um local diferente, um tipo diferente de local --- e esse estava protegido por granito", disse Trump.

O Presidente acrescentou que o Irão queria utilizar a "ameaça crescente dos mísseis balísticos para tornar praticamente impossível impedi-los de obter uma arma nuclear".

Trump garantiu ainda que o Irão teria sido capaz de dominar o Médio Oriente se os EUA e Israel não tivessem lançado a atual campanha de ataques aéreos.

"Se eu não os atacasse primeiro, eles atacariam primeiro os nossos aliados. Acredito nisso com base em informações", disse o Presidente, antes de acrescentar: "Eles iriam tomar conta do Médio Oriente".

O republicano disse aos jornalistas estava desapontado com a escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irão, suceder ao pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei, que foi morto em ataques dos EUA e de Israel.

A escolha de Mojtaba Khamenei levaria a "mais do mesmo" para um país que Trump procura mudar, lamentou o chefe de Estado.

Ainda assim, o Presidente disse que "não seria correto" dizer se o novo líder do Irão seria alvo de um ataque letal, como aconteceu com o pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei.

Trump disse que gostou da ideia de um líder interino, escolhido a partir de um grupo de candidatos locais, afirmando que este processo "funcionou bem" com a nova líder da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas.

"Acho que mostrámos isso até agora na Venezuela. Temos uma mulher, Delcy Rodríguez, que é muito respeitada e está a fazer um grande trabalho", disse o republicano.

O Presidente dos EUA elevou ainda as expectativas ao dizer que gostaria de um candidato no Irão que fosse "interno e eterno".

Trump também falou por telefone na segunda-feira com o Presidente russo, Vladimir Putin, para discutir a guerra e outros assuntos.

O Kremlin avançou que os dois líderes tiveram uma conversa "franca e objetiva" que durou cerca de uma hora.

Os EUA e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma campanha de ataques militares contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.


Leia Também: Trump ameaça atacar com mais força se Irão bloquear passagem de petróleo

O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje atacar o Irão "com muito, muito mais força" caso a República Islâmica bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente.


segunda-feira, 9 de março de 2026

Ucrânia: Negociações de paz adiadas devido à crise no Irão, diz Zelensky... O Presidente ucraniano anunciou hoje que a ronda de negociações de paz, prevista para esta semana com a Rússia e os Estados Unidos, foi adiada devido à escalada militar no Médio Oriente.

Por LUSA 
Volodymyr Zelensky disse que a reunião foi adiada por sugestão dos Estados Unidos, na sequência dos ataques aéreos norte-americanos e israelitas contra o Irão e das ações de retaliação de Teerão.

"Neste momento, a prioridade e toda a atenção dos nossos parceiros estão focadas na situação em torno do Irão", escreveu o Presidente ucraniano nas redes sociais.

Zelensky indicou que o Governo ucraniano continua em contacto permanente com mediadores norte-americanos e reiterou que Kyiv está disponível para realizar novas reuniões "a qualquer momento" e "em qualquer formato", de modo a avançar nas negociações de paz.

O chefe de Estado ucraniano acrescentou que instruiu os representantes do país nas negociações trilaterais com os Estados Unidos e a Rússia a contactarem enviados de Washington.

Kyiv manifestou disponibilidade para ajudar países do Médio Oriente visados por ataques iranianos, nomeadamente nos esforços para abater drones, disse Zelensky.

O Presidente ucraniano acusou Moscovo de tentar explorar a situação no Médio Oriente para reforçar a posição no conflito na Ucrânia.

"Observámos que os russos estão a tentar manipular a situação no Médio Oriente e na região do golfo para intensificar a agressão", denunciou.

O líder ucraniano acrescentou que a Rússia procura transformar os ataques do Irão contra os vizinhos e contra bases norte-americanas numa "segunda frente" na guerra contra a Ucrânia e, de forma mais ampla, contra o Ocidente.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, que ripostou contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


O Presidente russo declarou-se hoje disposto a fornecer petróleo e gás aos países europeus, se estes declararem apoiar uma "cooperação sustentável e estável" com Moscovo, num contexto de encarecimento devido à guerra no Médio Oriente.

CNE COMPLETA NOVA DIREÇÃO COM ELEIÇÃO DO SECRETARIADO EXECUTIVO 

Por: Aguinaldo Ampa.  odemocratagb.com
O Conselho Nacional de Transição (CNT) elegeu, esta segunda‑feira, 9 de março de 2026, por unanimidade, os membros do Secretariado Executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE), mantendo dois elementos da anterior direção liderada por M’Pabi Cabi.

Os conselheiros de transição elegeram Idriça Djaló para o cargo de Secretário Executivo da CNE. Durante a anterior direção, liderada por M’Pabi Cabi, Djaló exercia as funções de 1.º Secretário Executivo da instituição responsável pela gestão do processo eleitoral na Guiné‑Bissau.

A juíza desembargadora Felizberta Maura Vaz, que desempenhava o cargo de 2.ª Secretária Executiva, foi eleita 1.ª Secretária Executiva. Para o cargo de 2.ª Secretária Executiva, os conselheiros escolheram a juíza desembargadora Telma Pigna Embassa.

Com a eleição dos membros do Secretariado Executivo, ficou completo o figurino da nova direção da Comissão Nacional de Eleições, agora liderada pela juíza conselheira Carmem Isaura Baptista Lobo, eleita Presidente da CNE no passado dia 20 de fevereiro de 2026.

Após a votação, o presidente do Conselho Nacional de Transição, major‑general Tomas Djassi, informou que o Alto Comando Militar decidiu realizar um “teste” com vista a reforçar a representação feminina na composição da CNE.

Na ocasião, Tomas Djassi agradeceu aos conselheiros por, segundo afirmou, “marcarem a história no processo de transição”, ao aprovarem por unanimidade os membros do Secretariado Executivo. Manifestou ainda confiança de que o país segue “um bom caminho” para alcançar os objetivos definidos pelo Alto Comando Militar.


O presidente do CNT destacou igualmente que foi possível integrar duas personalidades externas no novo Secretariado Executivo — nomeadamente a presidente da CNE, Carmem Lobo, e a 2.ª Secretária Executiva, Telma Pigna Embassa — com o objetivo de conjugar novas perspetivas com a experiência dos anteriores membros da instituição.

“Faremos recomendações, no ato da cerimónia de empossamento, a todos os membros da Comissão Nacional de Eleições. Por agora, importa realçar o trabalho desenvolvido pelos conselheiros em prol do bem‑estar da Guiné‑Bissau”, sublinhou.

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), procedeu esta segunda-feira (09.03) apresentação do autocarro da Seleção Nacional ao Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té, na Primatura.

NATO interceta segundo míssil iraniano na Turquia... Forças da NATO destruíram um segundo míssil disparado a partir do Irão no espaço aéreo da Turquia, anunciou hoje o Ministério da Defesa turco num comunicado.

Por LUSA 

Um míssil balístico disparado do Irão e que penetrou no espaço aéreo turco foi neutralizado pelos elementos de defesa aérea e antimíssil da NATO destacados no Mediterrâneo Oriental", disse o ministério.

"Fragmentos do míssil caíram em campos em Gaziantep [sudeste da Turquia]. O incidente não causou vítimas nem feridos", precisou o ministério no comunicado, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Um incidente idêntico já tinha sido denunciado pela Turquia na quarta-feira, 04 de março, ao quarto dia da guerra desencadeada pela ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

"Reafirmamos que todas as medidas necessárias serão tomadas com firmeza e sem hesitação perante qualquer ameaça dirigida ao nosso território e ao nosso espaço aéreo", afirmou o ministério da Defesa turco.

"Relembramos a todos que é do interesse de cada um ter em conta as advertências da Turquia a este respeito", acrescentou.

A Turquia é membro da NATO, a sigla em inglês por que é mais conhecida a Organização do Tratado do Atlântico Norte, atualmente com 32 membros, incluindo Portugal.

O tratado de 1949 fundador da NATO inclui um artigo, o 5.º, que prevê uma resposta coletiva em caso de ataque contra um dos Estados-membros.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, apelou no sábado para a prudência do Irão.

"Falámos com os nossos amigos no Irão e dissemos-lhes que, se se tratar de um míssil perdido, a história é outra", afirmou.

"Poderia tratar-se de um incidente isolado, mas se isso se repetir, aconselhamos a maior prudência, ninguém no Irão se deve lançar numa tal aventura", disse Fidan no sábado.

Uma fonte da NATO confirmou na quinta-feira à AFP que o primeiro míssil visava efetivamente a Turquia.

A fonte da organização não especificou os meios militares utilizados para a interceção do míssil.

O Irão reagiu à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel lançada em 28 de fevereiro com ataques contra países do Golfo Pérsico, sobretudo contra interesses norte-americanos, incluindo bases militares.

Também foi atingida uma base britânica em Chipre, o país que exerce atualmente a presidência rotativa da União Europeia (UE).

A República de Chipre não é membro da NATO, mas anunciou em 2024 a intenção de aderir à organização de defesa ocidental.

O Presidente cipriota, Nikos Christodoulides, afirmou na sexta-feira que Chipre apresentaria um pedido de adesão à NATO "amanhã mesmo, se fosse possível", embora reconhecendo que as atuais condições políticas impedem tal iniciativa.

Em declarações à estação grega Skai TV, citadas pelo jornal grego I Kathiremini, Christodoulides disse que Chipre se está a preparar para uma eventual adesão, apesar dos obstáculos.

"Não pode acontecer neste momento porque as condições políticas não existem, tendo em conta a conhecida posição da Turquia", afirmou, aludindo ao conflito com Ancara desde 1974, de que resultou a divisão da ilha.

Acrescentou que Chipre está a realizar trabalhos preparatórios a nível militar, operacional e administrativo para estar pronto para aderir "quando as condições políticas o permitirem".

"Sim, para apresentar um pedido relevante para a adesão da República de Chipre à NATO", afirmou.


A plenária do Conselho Nacional de Transição (CNT) reuniu-se esta segunda-feira para eleger a nova equipa executiva da Comissão Nacional de Eleições (CNE). Na sessão, Idrissa Djalo foi eleito Secretário Executivo da CNE, enquanto Felisberta Moura Vaz assumiu o cargo de Primeira Secretária Executiva Adjunta. Já Telma Bigna Embassa foi escolhida para Segunda Secretária Executiva da instituição. A eleição ocorreu no quadro do processo de reorganização administrativa do órgão responsável pela gestão dos processos eleitorais no país.

Teerão acusa Europa de ter criado condições para a guerra... O Irão acusou hoje os países europeus de terem contribuído para criar as condições propícias aos ataques dos Estados Unidos e de Israel que desencadearam a guerra com a República Islâmica.

Por LUSA 

"Os países europeus ajudaram, infelizmente, a criar estas condições", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, durante uma conferência de imprensa semanal, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Baghai criticou os países europeus por terem estado de acordo com os Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU durante o debate sobre o restabelecimento das sanções em 2025, em vez de "insistirem no Estado de direito".

Lamentou que os europeus não se tivessem oposto então ao que descreveu como "intimidação e excessos" dos Estados Unidos.

"Todas estas coisas juntas encorajaram as partes norte-americana e sionista [Israel] a continuarem a cometer os seus crimes", acrescentou.

Os países europeus criticaram os ataques iranianos contra os países do Golfo Pérsico em reação à ofensiva israelo-americana que o Irão enfrenta desde 28 de fevereiro, mas sem uma posição conjunta contra a intervenção contra Teerão.

A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão desencadeou a guerra em curso há 10 dias no Médio Oriente, que causou cerca de 1.300 mortos, maioritariamente iranianos, com registo de vítimas em 12 países.

O guia supremo da República Islâmica do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, no poder desde 1989, foi morto logo no primeiro dia da ofensiva, e foi substituído no domingo pelo filho, Mojtaba Khamenei.

O conflito fez também recear uma crise económica global dado o impacto nos mercados de energia por estarem envolvidos alguns dos maiores produtores de petróleo e gás mundiais.

Os preços do petróleo registaram hoje subidas históricas acima dos 100 dólares por barril, o que estava a fazer afundar os mercados bolsistas e a reavivar os receios de um choque inflacionista mundial.

Os ministros das Finanças do G7 vão reunir-se hoje para analisar a situação e uma fonte francesa admitiu que possam discutir a utilização de reservas estratégicas de petróleo.

A fonte do Governo da França, país que exerce atualmente a presidência rotativa do G7, disse que se trata de "uma opção em análise", segundo a AFP.

A reunião por videoconferência dos ministros do grupo que reúne as economias mais desenvolvidas (Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália), em que participa a União Europeia, está agendada para as 12h30 em Lisboa.

Mulher detida após disparos em junto à casa de Rihanna... Uma mulher foi detida no fim de semana depois de disparos de vários tiros em direção à casa de Rihanna. A cantora estaria em casa no momento em que ocorreu os disparos, mas não houve feridos.

Por noticiasaominuto.com 

Rihanna não contou com um fim de semana tranquilo. Uma mulher foi detida na tarde de domingo, dia 8 de março, depois de ter disparados vários tiros a partir do seu veículo em direção à casa da cantora. 

De acordo com o TMZ, as autoridades informaram que a suspeita é uma mulher de aproximadamente 30 anos, que conduziu até perto da propriedade da artista em Los Angeles e depois disparou contra a mansão. No entanto, dizem, não se sabe até à data o que motivou o incidente. 

O TMZ acrescenta ainda que as autoridades foram informadas sobre o facto de a cantora estar em casa no momento em que houve os disparos, mas não há feridos registados. Não está claro, ainda assim, se A$AP Rocky e seus filhos, RZA, Riot Rose e Rocki estavam em casa.

Um representante do Departamento de Polícia de Los Angeles disse à People que a polícia foi contactada e receberam a denúncia de "disparos" na residência por volta das 13h15 (hora local). A mulher foi localizada e detida sem incidentes, e foi apreendida uma arma. "Está a decorrer uma investigação", informaram ainda as autoridades.

Através de um áudio das autoridades de Los Angeles, obtido pelo Los Angeles Times, é possível perceber que foram disparados "aproximadamente dez tiros" contra a residência através de um carro, tratando-se de um Tesla branco, que estaria do outro lado da rua.