Por LUSA
O documento antecipa que o estado da segurança da Finlândia pode vir a fragilizar-se ainda mais quando terminar o atual conflito a leste, que já leva mais de quatro anos, sobretudo porque a Rússia voltaria a ter mais meios militares e de espionagem disponíveis.
"Os recursos de inteligência e influência russos, atualmente ligados à Ucrânia, estarão disponíveis para uso noutros lugares após a guerra e o interesse duradouro da Rússia na Finlândia é garantido devido à sua posição como membro da NATO, entre o mar Báltico e a região do Ártico", de acordo com o Supo.
A mesma agência finlandesa afirma que Moscovo se prepara para renovar e aumentar a sua capacidade ao nível da recolha e análise de informação em toda a Europa, que ficou diminuída devido à invasão da Ucrânia.
O relatório defende ainda que, embora a guerra na Ucrânia pareça continuar com um futuro previsível, os países ocidentais, incluindo a Finlândia, devem decidir como restabelecer as relações económicas e políticas com a Rússia, num cenário de pós-guerra.
"Se as relações forem restabelecidas, mesmo que parcialmente, a ameaça da inteligência russa para a Finlândia vai diversificar-se e os métodos operacionais anteriores serão articulados com outros, que se mostraram eficazes no contexto atual, incluindo recurso extensivo a agentes intermediários e recolha de informação desde bases localizadas em território russo", concluiu o diretor da Supo, Juha Martelius.

Sem comentários:
Enviar um comentário