segunda-feira, 2 de março de 2026

Refinaria na Arábia Saudita atacada por drones iranianos... A refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi hoje alvo de um ataque de drones, anunciou o Ministério da Defesa do reino, tendo as autoridades abatido as aeronaves que se aproximavam.

Por LUSA 

A Arábia Saudita é dos países do Golfo que têm sido alvo de ataques do Irão desde sábado, em retaliação pela ofensiva de grande envergadura que os Estados Unidos e Israel têm em curso contra a República Islâmica.

Um porta-voz militar saudita fez o anúncio do ataque à refinaria através da agência estatal Saudi Press Agency, segundo a agência norte-americana AP.

A agência especializada Bloomberg noticiou que a refinaria parou na sequência do ataque.

Vídeos partilhados na internet a partir do local pareceram mostrar uma espessa nuvem de fumo negro a subir após o ataque, referiu a AP.

Mesmo os drones intercetados com sucesso causam detritos que podem provocar incêndios e ferir quem se encontra no solo.

A refinaria de Ras Tanura, localizada no Golfo, é uma das maiores da região, com capacidade para 550.000 barris de petróleo bruto por dia, segundo a agência francesa AFP.


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Filmado momento em que F-15 é abatido junto a embaixada no Kuwait... Momento em que um caça f-15 é abatido no Kuwait ficou registado em vídeo. Pilotos terão sobrevivido. Assista ao momento.

Por Noticiasaominuto.com 

O momento em que um caça F-15 norte-americano é abatido ficou filmado em imagens. O incidente aconteceu junto à embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) no Kuwait, na manhã desta segunda-feira.

Nas imagens pode ver-se também a embaixada em chamas, na sequência de um ataque iraniano. Segundo a imprensa internacional, vários aparelhos militares dos EUA foram esta manhã atingidos.

A causa do acidente ainda não é conhecida, mas os pilotos parecem ter sobrevivido, dado que foram vistos a ejetar-se do aparelho em segurança, indica o NY Post.

"Não venham à embaixada", pediu a representação diplomática norte-americana em comunicado, referindo uma "ameaça persistente de ataques com mísseis e drones" e precisando que o pessoal da embaixada está "confinado no local".

Antes disso, as sirenes soaram na capital do Kuwait.

Tensão no Kuwait intensificou-se esta manhã

A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.

O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.

Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do 'ayatollah' Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.

Novo conflito começou no sábado

Israel e Estados Unidos alegaram ter lançado o ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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Pivot australiana recorreu à língua persa para deixar uma mensagem ao líder do Irão, Ali Khamenei, após saber-se que tinha sido abatido pelas forças norte-americanas.


Milícia xiita iraquiana reivindica ataque contra tropas dos EUA... Uma milícia xiita iraquiana reivindicou um ataque com drones contra tropas norte-americanas, hoje, no aeroporto da capital do Iraque, Bagdade, numa nova ampliação da retaliação pela morte do líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei.

Por LUSA 

O grupo, Saraya Awliya al-Dam, que reivindicou o ataque, é uma das milícias xiitas que operam no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, que derrubou Saddam Hussein.

Os Estados Unidos e o Iraque não comentaram imediatamente a reivindicação do ataque, que acontece no momento em que milícias apoiadas pelo Irão, incluindo o grupo libanês Hezbollah, entraram na guerra iniciada por Washington e Jerusalém contra a teocracia iraniana.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para alegadamente "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão confirmou este domingo a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

Além da morte de Khamenei, Teerão confirmou a morte de várias figuras de topo na hierarquia militar e política do país.

Segundo a organização Crescente Vermelho iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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Explosões foram ouvidas hoje perto do aeroporto de Erbil, no Iraque, que alberga tropas da coligação liderada pelos EUA, informou um jornalista da agência de notícias France Press.


Hezbollah ataca Israel desde o Líbano e exército israelita retalia... Israel anunciou hoje ter registado vários mísseis lançados do Líbano contra zonas do norte do país, ataques reivindicados pelo grupo xiita Hezbollah, num contexto de escalada bélica regional após Israel e Estados Unidos atacarem o Irão.

Por LUSA 

Vários alertas foram ativados no norte de Israel após os ataques, pouco depois da meia-noite (22h00 de domingo em Lisboa), de acordo com informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (FDI, na sigla em inglês) na plataforma de mensagens Telegram.

As FDI garantiram que estavam a responder com bombardeamentos em território libanês.

"A Força Aérea intercetou um projétil que cruzou do Líbano (...) Não foram relatados danos ou vítimas", anunciou o exército israelita, notando que outros projéteis caíram em áreas abertas.

O Hezbollah reivindicou posteriormente a autoria dos ataques, que foram dirigidos ao sul de Haifa, de acordo com um comunicado do grupo, divulgado por meios de comunicação como a emissora do Qatar Al Jazeera.

De acordo com esta informação, o grupo xiita atacou Israel "em vingança pelo sangue do imã Khamenei".

"A nossa resposta é de legítima defesa", acrescentou.

As FDI garantiram estar a responder a estes ataques "de forma vigorosa" com bombardeamentos dirigidos contra "a organização terrorista Hezbollah em todo o Líbano", que acusou de "operar sob os auspícios do regime terrorista iraniano".

"As FDI estavam preparadas para este cenário como parte das operações de combate no âmbito da operação Rugido do Leão", como batizaram o ataque conjunto com os Estados Unidos contra o Irão no sábado.

Esta troca de fogo e acusações ocorre num contexto de escalada bélica regional após o bombardeamento de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, que causou a morte do líder supremo iraniano, do 'ayatollah' Ali Khamenei, além de vários altos oficiais militares, deixando um saldo total de mais de 200 vítimas mortais.

Israel bombardeia regularmente o Líbano com o objetivo de enfraquecer o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão.

O Irão, por sua vez, bombardeou Israel, causando nove mortos, e os países aliados dos Estados Unidos na região onde Washington mantém bases militares, como Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos, onde também deixou três vítimas mortais.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, e o Presidente, Josep Aoun, classificaram como "irresponsável" e "perigoso" o ataque lançado hoje pelo grupo xiita Hezbollah contra o norte de Israel, condenando igualmente a ofensiva israelita contra o Líbano.


Petróleo sobe 13% devido ao conflito no Médio Oriente... Com a eclosão do conflito regional, o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do consumo mundial de petróleo, está comprometido.

Por Sicnoticias 

Os preços do petróleo dispararam este domingo 13% na abertura dos mercados, com o conflito desencadeado pelos ataques americanos e israelitas contra o Irão e as suas repercussões no Médio Oriente a fazerem temer perturbações no abastecimento de crude.

Por volta das 23:15 GMT, o barril de Brent do Mar do Norte disparou 9,90%, para 80,16 dólares (67,84 euros), após abrir com alta de 13%. O barril de West Texas Intermediate (WTI) disparou 8,25%, para 72,55 dólares (61,40 euros), e os analistas receiam uma onda de subida de preços.

Estes números representam um salto significativo no preço do Brent, a referência internacional do petróleo, que havia gradualmente incorporado um prémio de risco geopolítico para chegar a mais de 72 dólares na sexta-feira, longe dos 61 dólares (51,62 euros) do início do ano.

Com a eclosão do conflito regional, o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do consumo mundial de petróleo, está comprometido, alertam.

"O fator mais relevante para o mercado petrolífero é a quantidade de petróleo produzida na região e a situação no estreito de Ormuz, por onde transitam diariamente cerca de 21 milhões de barris de petróleo bruto e produtos petrolíferos", insiste Giovanni Staunovo, da UBS.

O estreito não está totalmente fechado - alguns navios chineses e iranianos teriam passado por ele, segundo a Kpler - mas o tráfego agora é quase impossível.

Após o ataque a dois navios no domingo ao largo dos Emirados Árabes Unidos e de Omã, no estreito de Ormuz, o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez apelou às companhias marítimas para que "evitem" a região.

O preço dos seguros torna-se proibitivo neste contexto, e as principais companhias marítimas confirmaram a suspensão da passagem da sua frota.

É certo que "infraestruturas alternativas no Médio Oriente podem ser utilizadas para contornar os fluxos que transitam pelo estreito, mas o impacto líquido continua a ser uma perda efetiva de 8 a 10 milhões de barris de oferta de petróleo bruto", afirma Jorge Leon, analista da Rystad Energy, numa nota divulgada na véspera.

Em teoria, os países importadores de petróleo dispõem de reservas, uma vez que os membros da OCDE devem manter 90 dias de reservas de petróleo, mas não se excluem preços superiores a 100 dólares (84,63 euros).

Em resposta à guerra no Irão, a Arábia Saudita, a Rússia e seis outros membros da OPEP+ aumentaram no domingo as suas quotas de produção de petróleo em 206.000 barris por dia para o mês de abril, um volume superior ao previsto.

"Mesmo sem uma paragem total da produção, o aumento dos prémios relacionados com o conflito, as alterações de rotas e a reavaliação dos seguros podem manter os custos do petróleo bruto e do frete a um nível elevado", observa Charu Chanana, da Saxo Markets.

"Com toda a região do Golfo afetada, a dissipação deste prémio de risco geopolítico poderá demorar algum tempo, tendo em conta, nomeadamente, o papel central da região no abastecimento energético mundial", insiste.

Tanto mais que "o Irão também tem todo o interesse em utilizar os mercados energéticos para exercer pressão económica", acrescenta Chanana.

"O calcanhar de Aquiles de (Donald) Trump são os preços elevados do petróleo", confirma Michelle Brouhard, analista da Kpler.

domingo, 1 de março de 2026

IRÃO: Guarda Revolucionária ou se rende ou "enfrenta morte certa", ameaça Trump... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje a Guarda Revolucionária iraniana com "morte certa" se não se render, prometendo ainda vingar a morte de militares americanos, em declarações difundidas na sua rede social.

© Getty Images    Por  LUSA   01/03/2026

"Exorto a Guarda Revolucionária, a polícia militar iraniana, a depor as armas e receber imunidade total ou enfrentar uma morte certa. A morte não será agradável", declarou Trump num vídeo.

Segundo Trump, "todo" o comando militar do Irão desapareceu e muitos deles "querem render-se para proteger as suas vidas" e imunidade.

Mesmo assim, Trump adiantou que as operações continuam "com toda a força", e assim continuarão "até que todos os objetivos sejam alcançados".

Também prometeu vingar a morte de militares americanos, admitindo que haverá mais baixas do lado dos EUA.

Donald Trump defendeu a intervenção militar no Irão como necessária para garantir a segurança dos americanos.

"Durante quase 50 anos, esses extremistas malignos atacaram os EUA enquanto entoavam o slogan 'Morte aos Estados Unidos' ou 'Morte a Israel', ou ambos", disse.

O Presidente norte-americano apelou a "todos os patriotas iranianos que anseiam pela liberdade" para que aproveitem o momento, sejam "corajosos, ousados, heroicos e recuperem o seu país".

"Os Estados Unidos estão convosco. Fiz-vos uma promessa e cumpri-a. O resto depende de vós. Estaremos lá para vos ajudar", afirmou.

Esta é a primeira declaração institucional de Trump desde que anunciou a operação conjunta com Israel na madrugada de sábado. Até agora, o presidente norte-americano só tinha mantido breves entrevistas por telefone com alguns meios de comunicação.

Reino Unido permite que EUA usem bases militares

Por seu lado, o Reino Unido concordou que os Estados Unidos usem bases militares britânicas para atacar locais de mísseis iranianos, conforme solicitado por Trump, indicou hoje o primeiro-ministro Keir Starmer, comentando que Londres "não participará de ações ofensivas no Irão".

"A nossa decisão de que o Reino Unido não participaria nos ataques contra o Irão foi cuidadosamente ponderada", afirmou num vídeo publicado na rede social X.

"Todos nos lembramos dos erros cometidos no Iraque e aprendemos com eles", sublinhou o chefe do governo britânico.

Mas "o Irão ataca os interesses britânicos e coloca em grave perigo os seus cidadãos" e os seus aliados na região, sustentou Keir Starmer, acreditando que "a única forma de pôr fim à ameaça é destruir os mísseis na fonte: nos depósitos de armazenamento ou nos lançadores que servem para disparar esses mísseis".

O Governo britânico autorizou os Estados Unidos a utilizar bases britânicas "para este fim defensivo específico e limitado", que foi aceite porque "está em conformidade com o direito internacional".

Segundo o primeiro-ministro, "pelo menos 200.000 cidadãos britânicos", residentes ou turistas, encontram-se nos países afetados pela escalada regional no Médio Oriente, na sequência dos primeiros ataques americanos e israelitas ao Irão, que lançou represálias contra vários países vizinhos e Israel.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Irão já confirmou a morte do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.


Leia Também: Trump prevê mais quatro semanas de ataques ao regime de Teerão

O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, previu hoje que os ataques contra o Irão irão continuar nas próximas quatro semanas, admitindo que poderá haver mais perdas entre os militares norte-americanos.

Kaja Kallas: Ataques do Irão a países da região "são imperdoáveis"... A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, classificou hoje como "imperdoáveis os ataques do Irão" aos países do Médio Oriente, ameaçando-o com mais sanções caso continue a pôr em risco a segurança regional.

© Lusa  01/03/2026 

"O Médio Oriente tem muito a perder com qualquer guerra prolongada. Os ataques do Irão e a violação da soberania de vários países da região são imperdoáveis. O Irão deve abster-se de ataques militares indiscriminados. Expressamos a nossa solidariedade aos parceiros da região que foram atacados ou afetados [e] reiteramos o nosso compromisso com a estabilidade regional e com a proteção da vida civil", declarou a Alta Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa num comunicado. 

A responsável vincou que a UE "tem repetidamente instado o Irão a pôr fim ao seu programa nuclear, a restringir o seu programa de mísseis balísticos, a abster-se de atividades desestabilizadoras na região e na Europa e a cessar a terrível violência e repressão contra o seu próprio povo".

"Continuaremos a proteger a segurança e os interesses da UE, incluindo através de sanções adicionais", afiançou.

"Os acontecimentos no Irão não deverão conduzir a uma escalada que possa ameaçar o Médio Oriente, a Europa e outras regiões, com consequências imprevisíveis, também na esfera económica. Deve evitar-se a interrupção de vias navegáveis fundamentais, como o Estreito de Ormuz", sustentou.

Kallas indicou que a UE se mantém "em contacto próximo com os parceiros da região para contribuir para o desanuviamento" e reafirma o seu "firme compromisso (...) com a salvaguarda da segurança e da estabilidade regional".

A UE "continuará a contribuir com todos os esforços diplomáticos para reduzir as tensões e alcançar uma solução duradoura para impedir o Irão de obter armas nucleares", assegurou.

"A plena cooperação do Irão com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), bem como a adesão às suas obrigações jurídicas ao abrigo do Tratado de Não-Proliferação Nuclear e do Acordo de Salvaguardas Abrangentes, são fundamentais, e a segurança nuclear é uma prioridade crítica", insistiu.

Além disso, acrescentou, também "a preservação da segurança marítima e o respeito da liberdade de navegação são da maior importância".

Kaja Kallas reiterou "a solidariedade da UE com o povo iraniano" e o firme apoio às suas "aspirações a um futuro em que os seus direitos humanos universais e liberdades fundamentais sejam plenamente respeitados" e, quanto à segurança dos cidadãos da UE na região, afirmou que "a UE e os seus Estados-membros estão a tomar todas as medidas necessárias (...), incluindo a ativação do Mecanismo de Proteção Civil da UE, se necessário".

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado de manhã um ataque ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

O Irão já confirmou a morte do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, os bombardeamentos fizeram até agora pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques de retaliação do Irão a países vizinhos.


Leia Também: Atirador que matou em bar nos EUA usaria camisola com bandeira do Irão

Ndiaga Diagne será o autor do tiroteio que decorreu na madrugada deste domingo num bar em Austin, no Texas, EUA. Vários meios de comunicação social, citando fontes próximas do caso, dão conta de que o homem tinha 53 anos e estava nos EUA há anos. A Associated Press diz que usava uma peça de roupa com a bandeira iraniana.

Trump diz que "nove navios iranianos" foram afundados... O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que "9 navios iranianos" foram afundados e que o quartel-general da Marinha iraniana foi "quase totalmente" destruído, numa mensagem na sua rede social, Truth Social.

© Lusa  01/03/2026 

"Acabei de ser informado de que destruímos e afundámos nove navios iranianos, alguns deles relativamente grandes. Vamos atrás dos restantes. Em breve, também estarão a flutuar no fundo do mar! Num ataque separado, destruímos quase totalmente o quartel-general da Marinha deles", escreveu. 

Trump, que está a acompanhar a ofensiva das forças norte-americanas a partir da sua residência de Mar-a-Lago, na Florida, não emitiu até agora qualquer comentário sobre a morte de três militares norte-americanos, as primeiras baixas dos Estados Unidos desde o início do conflito contra o Irão, no sábado de manhã.

Entretanto, "60 navios" com pavilhão francês ou que pertencem a empresas francesas estão retidos "dentro do Golfo Arabo-Pérsico", indicou hoje o delegado-geral dos Armadores de França, Laurent Martens.

Esses navios atravessaram o estreito de Ormuz e receberam "instruções dadas pela Marinha francesa para procurar abrigo", explicou Martens, acrescentando que as embarcações francesas "não são alvos prioritários".

"Os marinheiros estão a bordo dos navios, estão nos portos, geralmente estão em segurança", prosseguiu.

"As tripulações estão nas suas cabines, relativamente protegidas, sabendo que podem deslocar-se para um local mais seguro nos navios em caso de alerta", acrescentou.

O estreito de Ormuz, com pouco menos de 50 quilómetros (km) de largura, faz fronteira com as costas do Irão e do sultanato de Omã.

Em retaliação aos ataques dos Estados Unidos, a Guarda Revolucionária iraniana encerrou esta passagem, que é particularmente importante para o transporte marítimo de petróleo: aproximadamente 20% da produção mundial de crude transita anualmente por ela.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região e alvos israelitas.

Donald Trump afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

O Irão já confirmou a morte do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias e sete feriados.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, os bombardeamentos fizeram até agora pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques de retaliação do Irão a países vizinhos.


Leia Também: Portugueses no Médio Oriente pedem ajuda para regressar após ataques com mísseis no Dubai

O Dubai foi alvo de dezenas de mísseis intercetados, com pelo menos um a atingir o aeroporto, deixando milhares de passageiros sem possibilidade de viajar. Portugueses na região relatam dificuldades em obter apoio adequado do Estado, enquanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros garante total assistência aos cidadãos nacionais.

Atirador que matou em bar nos EUA usaria camisola com bandeira do Irão... Ndiaga Diagne será o autor do tiroteio que decorreu na madrugada deste domingo num bar em Austin, no Texas, EUA. Vários meios de comunicação social, citando fontes próximas do caso, dão conta de que o homem tinha 53 anos e estava nos EUA há anos. A Associated Press diz que usava uma peça de roupa com a bandeira iraniana.

© nypost.com   Por  Notícias ao Minuto com Lusa  01/03/2026 

O atirador que matou, este domingo, duas pessoas e deixou outras 14 feridas num bar de Austin, no estado norte-americano do Texas, estaria a usar uma t-shirt com a imagem da bandeira do Irão representada.

A notícia é avançada pela Associated Press (AP), que refere que uma fonte próxima do caso detalhou que o homem usava uma blusa onde se lia "Propriedade de Alá" e também uma t-shirt com um "emblema" da bandeira iraniana. O ataque aconteceu horas depois de os Estados Unidos levaram a cabo, juntamente com Israel, uma série de ataques contra o Irão, que resultou na morte do líder supremo, Ali Khamenei.

A mesma fonte que falou com a AP, sob condição de anonimato, disse que o suspeito tinha 53 anos e que foi identificado como Ndiaga Diagne.

Já à NBC News, quatro fontes próximas do caso deram o mesmo nome, acrescentando que o homem era um senegalês que chegou ao EUA em 2006. Tinha nacionalidade norte-americana.

O FBI afirmou que está a investigar o tiroteio, ocorrido após os ataques israelitas e norte-americanos ao regime islâmico do Irão, como um ato de terrorismo.

Segundo o grupo SITE Intelligence Group, que se dedica a monitorizar atividades de radicais islâmicos e terroristas, o suspeito "exprimiu opiniões pró-regime iraniano".

O assassino foi abatido por polícias de Austin, no Estado do Texas, depois de atacar o bar com tiros de pistola e de espingarda.

Segundo a chefe da polícia da cidade, Lisa Davis, o homem passou de carro várias vezes em frente ao bar antes de parar o carro e disparar a pistola sobre pessoas que estavam em frente do estabelecimento e num terraço adjacente.

Depois, saiu do veículo armado empunhando uma espingarda e começou a disparar indiscriminadamente sobre as pessoas que estavam na rua, antes de ser abatido pelas autoridades.

Um agente do FBI envolvido na investigação afirmou que vários indicadores apontam para um ato terrorista, mas ressalvou que "ainda é demasiado cedo" para concluir qual foi a motivação. Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.


Onze pessoas continuavam hoje desaparecidas no distrito de Jerusalém, em Israel, após um ataque com mísseis iranianos que causou nove mortos, de acordo com um comunicado das autoridades israelitas.

EUA lançaram bombas de 900 kg sobre instalações de mísseis no Irão... As Forças Armadas norte-americanas afirmaram hoje que bombardeiros furtivos B-2 atacaram instalações de mísseis balísticos do Irão com bombas de 900 quilogramas (kg).

© U.S. Navy/Handout via REUTERS   Por LUSA  01/03/2026 

Os mísseis balísticos iranianos constavam nas preocupações levantadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, antes dos ataques iniciados no sábado, em colaboração com Israel, contra o regime de Teerão.

Trump alegou que o Irão tem construído mísseis balísticos capazes de atingir o território dos Estados Unidos (EUA), embora a República Islâmica negue estar a construir ou a tentar mísseis balísticos intercontinentais.

A Agência de Informações de Defesa dos EUA afirmou num relatório não confidencial no ano passado que o Irão poderia desenvolver um míssil balístico intercontinental militarmente viável até 2035, "caso Teerão decidisse desenvolver essa capacidade".

Israel e os Estados Unidos iniciaram no sábado uma vasta operação militar contra o Irão de que resultou a morte de vários dirigentes políticos e militares da República Islâmica, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.

O presidente norte-americano, Donald Trump, deu indicações de que a operação visava o derrube do regime do Irão e incitou o povo iraniano a tomar o poder após a intervenção militar conjunta com Israel.


Leia Também: Nova liderança do Irão quer "falar", diz Trump. "E eu concordei"

Um alto responsável da Casa Branca afirmou que uma "potencial nova liderança" no Irão indicou estar aberta a negociações com os Estados Unidos, após o ataque de forças norte-americanas e israelitas.


Conselho interino assume liderança no Irão após morte do líder supremo Ali Khamenei... Este órgão é composto pelo Presidente Masoud Pezeshkian, o clérigo Gholam Hossein Mohseni Ejehei, chefe do poder judicial, e o 'ayatollah' Ali Reza Arafi.

IRAN'S PRESIDENTIAL WEBSITE  Por  sicnoticias.pt

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciou este domingo que um novo conselho de liderança interino iniciou funções após a morte no sábado do líder supremo, Ali Khamenei, nos ataques israelita e norte-americanos contra Teerão.

"O Conselho de Direção Interino iniciou os trabalhos. Continuaremos com todas as nossas forças no caminho traçado pelo imã Khomeini", fundador da República Islâmica, declarou Pezeshkian, segundo a agência francesa AFP.

A República Islâmica "esmagará com força as bases do inimigo", acrescentou.

Pezeshkian fez o comentário numa mensagem pré-gravada transmitida pela televisão estatal iraniana, noticiou a agência norte-americana AP.

O Presidente é um dos três membros que integram o conselho interino. Os restantes são o chefe do poder judicial, o clérigo Gholam Hossein Mohseni Ejehei, e o 'ayatollah' Ali Reza Arafi.

O conselho ficou encarregado de assegurar a transição no Irão após a morte de Ali Khamenei, que liderava o regime desde 1989.

Esta é a segunda vez que o Irão vai escolher um líder supremo, depois de Ali Khamenei ter sucedido ao 'ayatollah' Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica após a revolução de 1979 que depôs a monarquia.

Nova liderança do Irão quer "falar", diz Trump. "E eu concordei"... Um alto responsável da Casa Branca afirmou que uma "potencial nova liderança" no Irão indicou estar aberta a negociações com os Estados Unidos, após o ataque de forças norte-americanas e israelitas.

© SAUL LOEB / AFP via Getty Images  Por  LUSA  01/03/2026 

O responsável - que falou sob anonimato à agência Associated Press, para abordar deliberações internas do Governo norte-americano - disse que o presidente Donald Trump poderá estar disposto a conversar, mas sublinhou que, por agora, a operação militar "continua sem cessar", não tendo sido revelada a identidade dos potenciais novos líderes nem a forma como manifestaram a alegada disponibilidade para dialogar.

Numa entrevista publicada no domingo pela revista The Atlantic, Trump confirmou a intenção de falar com a nova liderança iraniana, afirmando que "eles querem falar, e eu concordei em falar, por isso vou falar com eles", recusando-se, contudo, a indicar quando poderá ocorrer essa conversa.

Trump afirma que "foram eliminados 48 líderes de uma só vez"... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que 48 líderes iranianos já foram mortos na ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, sublinhando que a operação "está a avançar rapidamente".

© @WhiteHouse/X   Lusa   01/03/2026 

"Está a avançar rapidamente. Ninguém consegue acreditar que estamos a fazer bem. Foram eliminados 48 líderes de uma só vez", declarou Trump a uma repórter da cadeia televisiva Fox News, segundo a transcrição publicada pela jornalista na sua conta na rede social X.

A conversa ocorreu antes de o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciar as primeiras baixas norte-americanas no conflito, com três soldados mortos e cinco gravemente feridos em operações militares contra o Irão.


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Israel vai intensificar os ataques sobre Teerão nos próximos dias, anunciou hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no segundo dia da ofensiva israelita e norte-americana contra a República Islâmica do Irão.


EUA afirmam ter afundado navio da Marinha iraniana no Golfo de Omã... Um navio da Marinha iraniana foi afundado no sábado pelas forças norte-americanas no Golfo de Omã, anunciou hoje o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).

© Getty Images   Lusa   01/03/2026 

Segundo um comunicado do Centcom, uma corveta iraniana da classe Jamaran foi atingida no início da Operação Fúria Épica, designação oficial da campanha militar norte-americana contra Teerão.

O navio "está a afundar-se no Golfo de Omã, num cais em Chabahar", cidade portuária no sudeste do Irão, acrescentou o comando militar, sem adiantar informação sobre eventuais vítimas ou danos adicionais.

Irão. Dois navios atingidos com mísseis no Estreito de Ormuz sem vítimas... Dois navios foram hoje atacados no Estreito de Ormuz, sem provocar vítimas, indicaram agências de segurança marítima, no segundo dia de ataques iranianos no Golfo em retaliação à ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão.

© Getty Images  Lusa  01/03/2026 

Este estreito, próximo dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e de Omã, é um ponto de passagem estratégico para o comércio mundial de petróleo, por onde transita cerca de um quarto do petróleo mundial e um quinto do gás natural liquefeito. 

Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, um primeiro navio, ao largo da costa de Omã, foi atingido "por um projétil não identificado acima da linha de flutuação".

"Embora a casa das máquinas tenha sido inicialmente dada como estando em chamas, foi posteriormente indicado que o incêndio está sob controlo", informou.


Num incidente distinto, outro "navio foi atingido por um projétil não identificado, provocando um incêndio", que foi entretanto dominado, devendo prosseguir rapidamente a sua viagem", indicou também a UKMTO.

A empresa de segurança marítima Vanguard Tech indicou, por seu lado, que esta embarcação se encontrava "a cerca de 17 milhas náuticas (cerca de 31 quilómetros) a noroeste de Mina Saqr, nos Emirados Árabes Unidos".

No domingo, a televisão estatal iraniana anunciou que um petroleiro estava a "afundar-se" após ter sido atingido quando atravessava "ilegalmente" o Estreito de Ormuz, sem adiantar mais pormenores.

Imagens transmitidas pela televisão mostram uma espessa coluna de fumo negro a sair do petroleiro em chamas.

No sábado, os Guardiões da Revolução iranianos tinham indicado que esta via marítima estava "de facto" encerrada à navegação, por ser considerada perigosa devido aos ataques norte-americanos e israelitas.

A Força Naval da União Europeia tinha, por seu lado, afirmado que os Guardiões avisavam por mensagem de rádio os navios de que a passagem pelo Estreito de Ormuz "não era autorizada".

Responsáveis iranianos e alguns meios de comunicação tinham anteriormente ameaçado bloquear esta rota marítima em caso de conflito, antes da ofensiva israelita e norte-americana.

Entretanto, duas das maiores companhias marítimas do mundo, a Mediterranean Shipping Company (MSC) e a Maersk, suspenderam as operações no estreito de Ormuz.

Num comunicado publicado no respetivo portal, a MSC garante que, "como medida de precaução, suspendeu todas as reservas para o transporte global de cargas pela região do Médio Oriente até novo aviso".

A Maersk, por seu lado, também anunciou a suspensão de "todas as travessias de navios no Estreito de Ormuz até novo aviso" e alertou os clientes que "os serviços que fazem escala nos portos do Golfo Pérsico podem sofrer atrasos, desvios ou ajustes de horário".

Os principais operadores e companhias marítimas suspenderam as operações em Ormuz e as seguradoras suspenderam a sua cobertura na zona. As páginas de acompanhamento do tráfego marítimo revelam que o trânsito ficou paralisado em ambos os lados do estreito.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.


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A Arábia Saudita intercetou hoje mísseis iranianos dirigidos ao Aeroporto Internacional de Riade e à Base Aérea do príncipe Sultan, que acolhe militares norte-americanos, indicou à agência francesa AFP uma fonte do Golfo conhecedora dos incidentes.


EUA negam que mísseis iranianos tenham atingido porta-aviões... O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) negou hoje que os mísseis lançados pelo Irão tenham atingido o porta-aviões Abraham Lincoln, classificando como "uma mentira" as alegações da Guarda Revolucionária iraniana de que quatro projéteis teriam atingido o navio.

© Getty Images    Por  LUSA  01/03/2026 

"Os mísseis lançados nem sequer se aproximaram", afirmou o Centcom numa publicação na rede social X, acrescentando que o Abraham Lincoln "continua a lançar aeronaves em apoio da campanha incansável" do comando militar norte-americano para defender os cidadãos dos EUA e "eliminar as ameaças do regime iraniano".

A reação surge depois de a Guarda Revolucionária do Irão ter reivindicado um ataque contra o porta-aviões, no contexto da escalada militar em curso entre Teerão, Washington e Israel.

"O porta-aviões norte-americano Abraham Lincoln foi atingido por quatro mísseis balísticos", declarou a Guarda Revolucionária em comunicado divulgado pelos meios de comunicação estatais.

Países do Golfo vão discutir "resposta unificada" a ataques de Teerão... Os países do Golfo vão reunir-se por videoconferência hoje à noite para discutir uma "resposta unificada" ao segundo dia de ataques de Teerão na região, em retaliação à ofensiva israelita e norte-americana.

© Lusa   01/03/2026 

"Será uma reunião online dos ministros dos Negócios Estrangeiros do Conselho de Cooperação do Golfo devido ao encerramento dos aeroportos", disse um diplomata de um dos países à agência francesa AFP. 

O Conselho de Cooperação do Golfo reúne Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait, Omã, Qatar e Bahrein.

As discussões centrar-se-ão nos "ataques iranianos contra os Estados do Golfo e na coordenação com vista a uma resposta unificada", precisou a mesma fonte, que pediu para não ser identificada devido à sensibilidade da questão.

A AFP acrescentou que a informação foi confirmada por outro diplomata da região.

O Irão tem atacado vários países da região, nomeadamente os que acolhem bases militares norte-americanas, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, no sábado, uma ofensiva de grande envergadura contra Teerão.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, deu indicações de que a operação visava o derrube do regime do Irão e incitou o povo iraniano a tomar o poder após a intervenção militar conjunta com Israel.

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, foi morto no início dos ataques, juntamente com dezenas de outros dirigentes políticos e militares da República Islâmica.


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Três militares norte-americanos morreram e cinco ficaram gravemente feridos nas operações contra o Irão, informou hoje o Exército dos Estados Unidos.


Guarda Revolucionária iraniana diz ter atingido porta-aviões dos EUA... A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje ter atingido o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln no Golfo Pérsico, em retaliação pelos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel que, segundo Teerão, mataram o líder supremo do país.

© Lusa  01/03/2026

"O porta-aviões norte-americano Abraham Lincoln foi atingido por quatro mísseis balísticos", declarou a Guarda Revolucionária em comunicado divulgado pelos meios de comunicação estatais.

Na mesma nota, a força de elite iraniana avisou que "a terra e o mar se tornarão cada vez mais o cemitério dos agressores terroristas".

As autoridades norte-americanas não confirmaram, até ao momento, qualquer ataque ou danos no navio de guerra.

A alegada ofensiva insere-se na escalada militar no Golfo Pérsico, após ataques conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos contra alvos no Irão.


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Uma pessoa morreu e 32 ficaram feridas no Kuwait em consequência dos ataques lançados desde sábado pelo Irão contra países do Golfo, em resposta à ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, informaram hoje as autoridades kuwaitianas.



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Os Guardas da Revolução iranianos declararam hoje terem lançado uma nova onda de ataques "em grande escala" contra "o inimigo" e garantiram que visam bases militares norte-americanas na região e não os países onde estão instaladas.


Alireza Arafi nomeado para conselho de transição após morte de Khamenei... Alireza Arafi, dignitário religioso membro da Assembleia dos Peritos e do Conselho dos Guardiões da Revolução, foi nomeado hoje para o triunvirato responsável pela transição após a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei.

© Ritesh Shukla/Getty Images   Lusa  01/03/2026 

O Conselho de Discernimento do Interesse Superior do Regime iraniano anunciou na rede social X ter "eleito o ayatollah Alireza Arafi membro do Conselho de Direção Interino".

Este órgão, que também inclui o presidente Massoud Pezeshkian e o chefe do poder judicial Gholamhossein Mohseni Ejei, irá governar o país até que a Assembleia de Peritos "eleja um líder permanente o mais rapidamente possível".

Arafi, de 66 anos, é o terceiro membro do conselho interino a liderar o Irão e é jurista do Conselho dos Guardiães.

O terceiro membro do conselho é um clérigo e jurista xiita que exerce atualmente funções como presidente do Centro de Gestão dos Seminários Islâmicos do país, membro do Conselho dos Guardiães e segundo vice-presidente da Assembleia de Peritos para a Liderança, segundo a página da Assembleia de Discernimento.

"Aos 66 anos, Alireza Arafi encarna o entrelaçamento entre a autoridade religiosa e a influência política que define a estrutura de poder do Irão", referem meios de comunicação locais.

O conselho interino fica assim completo para liderar o "período de transição" após a morte de Khamenei nos ataques dos Estados Unidos e de Israel, depois de 37 anos no poder.

Segundo a legislação iraniana, o órgão responsável por eleger o líder supremo é a Assembleia de Peritos, composta por 88 clérigos eleitos por sufrágio direto de quatro em quatro anos, a última vez nas eleições de março de 2024.

A televisão estatal iraniana anunciou na madrugada de hoje a morte de Khamenei no seu gabinete, no sábado, nos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica, informação posteriormente confirmada pelo Governo e por outros organismos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou sábado que Khamenei, 86 anos, líder supremo do Irão desde 1989, morreu nos ataques e apelou ao povo iraniano para "recuperar" o seu país após décadas de regime dos ayatollahs.

As autoridades locais confirmaram também a morte de outros altos responsáveis, como o comandante-chefe da Guarda Revolucionária do Irão, general Mohamad Pakpur, e o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamjani.

A ofensiva norte-americana e israelita começou nas primeiras horas de sábado contra alvos em Teerão e noutras cidades iranianas, como Tabriz (noroeste) e Isfahan (centro).

Os ataques provocaram até ao momento mais de 200 mortos, segundo estimativas do Crescente Vermelho.

O Irão, entretanto, decretou um período de luto de 40 dias, bem como sete dias feriados, pela morte de Khamenei.


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A queda do regime em Teerão pode significar um terramoto geopolítico e a rede de influência que o Irão montou durante décadas arrisca colapsar. O Hezbollah, no Líbano, e o Hamas em Gaza ficam isolados e perdem a principal fonte de armas e financiamento. Tambem as milícias xiitas no Iraque e os rebeldes Houthis, no Iémen, deixam de receber ordens directas de Teerão e podem iniciar lutas internas pelo poder.


Porto de Omã atacado por drones iranianos... O porto de Omã foi hoje atacado por drones, de acordo com a agência de notícias estatal, e a embaixada americana na capital, Mascate, pediu aos seus cidadãos que permanecessem confinados.

© Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images   Lusa  01/03/2026 

Este ataque ao porto de Omã acontece no segundo dia de ofensiva iraniano no Golfo, em resposta ao ataque israelo-americano ao Irão perpetrado no sábado e do qual resultou a morte do líder supremo Ali Khamenei. 

"A embaixada dos Estados Unidos em Omã pediu ao seu pessoal que permanecesse confinado. Recomendamos a todos os americanos presentes em Omã que façam o mesmo até novo aviso", indicou a embaixada numa publicação na rede social X.

Um trabalhador ficou ferido no ataque ao porto, precisou a agência estatal. Omã, mediador-chave nas negociações entre os Estados Unidos da América e o Irão, tinha sido poupado no sábado pelos ataques iranianos.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

Na madrugada de hoje, um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou, em lágrimas, a morte do aiatola Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irão, que estava no poder há 36 anos.

A televisão iraniana não especificou em que circunstâncias Ali Khamenei morreu aos 86 anos, nem mencionou os ataques israelitas e americanos de sábado contra a sua residência em Teerão.

O Irão, entretanto, decretou um período de luto de 40 dias, bem como sete dias feriados, pela morte de Khamenei.

"Com o martírio do líder supremo, o seu caminho e a sua missão não serão perdidos nem esquecidos; pelo contrário, serão prosseguidos com mais vigor e zelo", declarou um apresentador da televisão estatal.

Os Guardas da Revolução iranianos, tropa especial do aiatola, prometeram uma "punição severa" aos "assassinos" do líder supremo.


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Uma explosão de grandes dimensões abalou hoje a capital do Irão, no momento em que o exército israelita afirmou estar a atingir o "coração de Teerão".