segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Libertação de detidos essencial para fim da suspensão da Guiné-Bissau... O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje que a libertação de todos os detidos na sequência do golpe de Estado de novembro na Guiné-Bissau é "essencial e indispensável" para o fim da suspensão deste país na CPLP.

Por  LUSA 

Paulo Rangel, que hoje visitou a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, disse aos jornalistas que a organização, e a comunidade internacional, aguardam esse gesto das autoridades guineenses para "avançar".

O povo da Guiné-Bissau e a Guiné-Bissau enquanto Estado são, obviamente, essenciais à CPLP. Tendo em conta que houve uma interrupção da normalidade política constitucional, e nos termos dos estatutos da CPLP, teve de se decidir uma suspensão".

E foi também decidido criar uma Missão de Bons Ofícios de Alto Nível, a enviar para a Guiné-Bissau, que Paulo Rangel disse acreditar que "vai ocorrer".

Enquanto ministro de Portugal, afirmou que é "um ponto fundamental" a libertação de todos os detidos, entre os quais se encontra o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

"É essencial que o poder atualmente dominante em Bissau compreenda que é preciso dar essa mensagem aos países irmãos da CPLP e à comunidade internacional, no seu todo", defendeu.

Rangel referiu que, após a libertação de todos os detidos na sequência do golpe de 26 de novembro, será em princípio possível "começar a dialogar" no sentido de se organizar um processo de transição, que também "tem de ser extremamente rápido".

"A nossa mensagem é muito consistente para o poder na Guiné-Bissau, mas também é muito clara para o povo da Guiné-Bissau e para o Estado enquanto tal, que é o de que nós contamos com eles e nós queremos remover a suspensão, assim que todos os obstáculos a essa remoção sejam levantados. O primeiro deles, que é essencial e que é indispensável, é a libertação de todos aqueles que foram detidos na sequência desse golpe militar", reiterou.

A suspensão da Guiné-Bissau, que na altura do golpe presidia à CPLP, levou a que um outro Estado-membro assumisse esta direção: Timor-Leste.

Questionado sobre o próximo país a assumir a presidência e se este poderia ser a Guiné Equatorial, Rangel disse que a escolha resultará de um consenso entre todos os países da CPLP, mas que ainda é muito cedo.

"Vamos esperar com toda a calma (...). Não há nem pressa, nem sequer nenhuma inquietação", salientou.


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Missão da Comunidade dos Estados da África Ocidental pediu cumprimento das deliberações da última cimeira e alertou para consequências caso não haja libertação dos presos e formação de governo inclusivo na Guiné-Bissau.

Mais de 500 mortos após semanas de protestos. O que se passa no Irão?... Comerciantes e universitários começaram, em dezembro, um protesto contra a situação económica no Irão. A insatisfação alargou-se para um protesto contra o governo do país. Volvidos mais de 15 dias de conflitos, e mais de 538 mortos, eis o que se passa no país.

Por noticiasaominuto.com/ com LUSA 

A vaga de protestos no Irão já ultrapassou as duas semanas e fez mais de 500 mortos, momento em que importa perceber o que está em causa, o motivo do descontentamento e que consequências daqui podem advir.

Nos últimos dias, os protestos antigovernamentais cresceram em dimensão e em violência. Aquilo que começou como uma demonstração de descontentamento para com a situação económica no país, transformou-se num movimento de massa que pretende desafiar os governantes autoritários do país.

Os manifestantes são agora designados de "vândalos" e as entidades internacionais já estão de olhos postos e atentos aos desenvolvimentos deste conflito interno.

Por que é que os iranianos estão em protesto?

Segundo recorda o The New York Times, a economia do Irão está sob pressão constante há vários anos, em grande parte como resultado das sanções americanas e europeias relacionadas às suas ambições nucleares.

Os recursos financeiros do país ficaram ainda mais afetadas quando em junho passado o país se envolveu numa guerra de 12 dias com Israel, conflito no qual os EUA acabaram por se envolver e bombardear as suas instalações nucleares.

Contudo, tudo descambou em dezembro, quando no meio de uma inflação persistentemente alta, comerciantes e estudantes universitários decidiram unir-se em protesto. 

Como começaram os protestos?

Os protestos no Irão contra a deterioração da situação económica e a desvalorização da moeda começaram com manifestações em várias universidades, incluindo as mais prestigiadas como as de Teerão, Sharif e Beheshti.

Comerciantes de diversos mercados e centros comerciais do centro e sul de Teerão fecharam as suas lojas e marcharam pelas ruas adjacentes em resposta às fortes oscilações do mercado cambial, à queda acentuada do valor do rial e à instabilidade económica. 

O governo iraniano reconheceu a legitimidade dos protestos contra as dificuldades económicas e defendeu o diálogo com os manifestantes, prometendo implementar reformas para preservar o poder de compra dos cidadãos. Porém, quando a manifestação se virou contra si, o cenário alterou-se.

Manifestação contra o governo 

À medida que as manifestações aumentavam, começaram a transformar-se numa critica mais ampla que visava o regime teocrático do Irão. Nas redes sociais e na televisão, manifestantes foram vistos entoando slogans como "Morte ao ditador" e "Iranianos, levantem suas vozes, reivindiquem seus direitos".

No segundo dia consecutivo de protestos, a Guarda Revolucionária alertou os participantes num comunicado que se oporia a "qualquer tentativa de (...), caos ou ameaça à segurança".

Ao mesmo tempo, a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que os "meios de comunicação anti-iranianos e organizações de segurança estrangeiras, através de alguns dos seus agentes internos, estiveram presentes em algumas concentrações para transformar os protestos em distúrbios".

As primeiras vitimas mortais e o intensificar do conflito

A primeira vítima mortal das manifestações aconteceu ao 5.º dia de protesto. 

Um membro das forças de segurança foi morto no oeste do Irão e tornou-se oficialmente a primeira (de muitas) vítimas, dos confrontos que entretanto colocaram frente a frente manifestantes e forças de segurança. Hoje, o número ascende a, pelo menos, 538 mortos. O número pode ser, no entanto, muito maior, dado que o corte de internet que dura há várias horas no país, não permite fazer um cálculo real.

Recorde-se que, na quinta-feira, o governo iraniano decidiu cortar o acesso à internet e o sinal de telemóveis em todo o país, depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto. Esta proibição decorre já há 84 horas.

Pedido de apoio e contenção

Entretanto, têm sido várias vozes a apelar á contenção. O opositor no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, apelou às forças de segurança para que "se unam ao povo", face ao movimento de protesto que já dura há duas semanas.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou ao Irão para se "abster do uso da força desnecessária ou desproporcionada". "Todos os iranianos deveriam poder expressar as suas queixas pacificamente e sem medo. Os direitos à liberdade de expressão, de associação e de reunião pacífica, consagrados no direito internacional, devem ser plenamente respeitados e protegidos", declarou.

Iranianos querem a intervenção dos EUA?

O chefe da diplomacia do Irão, Abbas Araghchi, disse esta segunda-feira que os protestos em todo o país "tornaram-se violentos e sangrentos para dar uma desculpa" para uma intervenção militar dos Estados Unidos.

Araghchi não apresentou provas para suportar esta alegação, mas garantiu que "a situação está sob controlo total" em todo o país.

Apesar disso, Donald Trump anunciou, também hoje,  que os líderes do Irão o contactaram para negociar após este ter ameaçado com uma ação militar. Apesar de afirmar que estes "querem negociar", Trump diz estar a receber atualizações de hora em hora sobre os protestos e que a administração que lidera "tomará uma decisão".

"Talvez tenhamos de agir antes de uma reunião" disse.

Um dia antes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu que, "no dia em que o Irão seja libertado do jugo da tirania", os dois países voltarão a ser "parceiros fiéis" para construir um futuro de prosperidade e de paz para os dois povos.

SpaceX autorizada a colocar em órbita mais 7.500 satélites Starlink... A primeira metade deste conjunto de satélites Starlink deve ser lançada até ao dia 1 de dezembro de 2028, com a segunda metade a ter como prazo o mês de dezembro de 2030.

Por noticiasaominuto.com 

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA anunciou no final da semana passada que aprovou o lançamento de mais 7.500 satélites de segunda geração Starlink - o que fará com que o número de satélites da SpaceX em órbita chegue a um total de 15 mil satélites.

Conta a Reuters que a SpaceX submeteu um pedido para o lançamento adicional de 14.988 satélites, com a entidade reguladora para as comunicações dos EUA a ter decidido “adiar a autorização” deste conjunto.

Mediante esta autorização da Comissão Federal de Comunicações dos EUA, a SpaceX deverá lançar metade dos 7.500 satélites até ao dia 1 de dezembro de 2028 e a segunda metade até dezembro de 2031.

Esta nova autorização para mais satélites da Starlink permite não só disponibilizar Internet em mais territórios, como também a possibilidade de operar em cinco frequências diferentes.

Risco de colisão

A SpaceX já teve alguns percalços no passado com os seus satélites Starlink e, para evitar situações semelhantes no futuro, tomou a decisão de baixar a órbita de cerca de alguns dos satélites que tem posicionados na órbita do nosso planeta.

Dos mais de 9 mil satélites da SpaceX que estão atualmente a operar na órbita da Terra, serão 4.400 satélites que, ao invés dos 550 km de distância da Terra, ficarão a 480 km. O processo será gradual e terá lugar ao longo dos próximos meses.

O objetivo desta decisão é reduzir a probabilidade dos satélites da Starlink colidirem com os lançados por empresas rivais, com o vice-presidente de engenharia da divisão Starlink, Michael Nicholls, a explicar que “o número de objetos e constelações de satélites planeadas é significativamente mais baixo abaixo dos 500 km” de altura.

Como conta o site The Verge, estima-se que até ao final desta década estejam até 70 mil satélites na região do Espaço entre os 160 km e os 2 mil km de distância da Terra.


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O corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas, devido aos protestos contra o Governo, continua em vigor, disse hoje a organização não-governamental (ONG) de monitorização da cibersegurança Netblocks.


Kyiv reclamou neutralização de 135 drones russos ferindo duas pessoas... As defesas aéreas ucranianas disseram hoje que neutralizaram 135 dos 156 aparelhos aéreos não tripulados (drones) lançados pela Rússia desde a tarde de domingo, ferindo duas pessoas em Odessa.

Por LUSA 

O ataque russo contra o sul da Ucrânia deixou várias cidades e parte da capital regional, Odessa, sem energia. 

Segundo o governador da região de Odessa, Oleg Kiper, duas pessoas ficaram feridas e pelo menos cinco residências e um edifício administrativo foram danificados.

O governador afirmou ainda que os serviços de abastecimento de água foram restabelecidos após a interrupção provocada pelo ataque.

A região de Odessa está sob ataque da Rússia quase diariamente. 

No norte do país, segundo a Força Aérea de Kyiv, 16 drones atingiram 11 locais diferentes que não foram especificados. 

Uma das regiões da Ucrânia alvo do ataque foi Chernihiv, no norte do país, uma das zonas mais afetadas pelos bombardeamentos dos últimos meses.

De acordo com as autoridades, o ataque russo causou danos em centrais de energia no distrito de Novgorod-Siversk, Chernihiv, e deixou várias cidades sem eletricidade.

Por outro lado, as autoridades da Rússia disseram que abateram 12 drones ucranianos durante a noite e outros seis hoje de manhã. 

Segundo o Ministério da Defesa, quatro drones foram neutralizados na região de Rostov, seguindo-se a Península da Crimeia (2), Adiguésia (2), Kursk (2) e Mar Negro.

Outro drone foi abatido sobre Voronezh.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia e lançou uma campanha militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


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O ex-presidente russo Dmitry Medvedev avisou hoje os responsáveis europeus, que classificou de "governantes idiotas", de que não devem enviar forças internacionais para a Ucrânia, ameaçando com a repetição de bombardeamentos como o de sexta-feira em Kyiv.


A dieta que pode reduzir o risco de progressão do cancro da próstata... Um novo estudo da Universidade de Bedfordshire, no Reino Unido, revelou que existe uma dieta que pode ajudar a reduzir o risco de progressão do cancro da próstata. Veja o que deve consumir mais vezes para conseguir receber mais benefícios.

De acordo com um novo estudo da Universidade de Bedfordshire, no Reino Unido, existe um tipo de dieta que pode ajudar a reduzir o risco de progressão do cancro da próstata. A investigação sugere que o consumo regular de um determinado tipo de alimentos pode reduzir o risco nos homens.

O estudo mostrou que uma dieta rica em vegetais e probióticos pode retardar a progressão do cancro da próstata. A investigação acompanhou 212 homens com cancro da próstata de baixo risco ao longo de quatro meses.

Cancro da próstata: A dieta que pode salvar vidas

O grupo foi dividido, um deles recebeu suplementos à base de plantas, enquanto o outro um suplemento placebo. No caso do primeiro grupo, o suplemento era composto por brócolos, curcuma, romã, chá verde e gengibre.

“Certos tipos de cancro são mais afetados pelo estilo de vida do que outros. O cancro da próstata é realmente sensível a muitas das coisas. Assim, recomendamos levar um estilo de vida saudável”, revelou Jeff Foster, especialista em saúde masculina, ao WalesOnline.

A investigação destacou ainda algumas mudanças no dia a dia que podem ter um impacto na saúde dos homens. “Se estiver em boa forma física, terá uma reserva fisiológica melhor e será mais provável que recupere melhor da cirurgia, tolere melhor a quimioterapia e consiga manter um sistema imunitário saudável de forma eficaz”, continua.

Diz ainda que “quanto mais em forma estiver, melhor seu corpo estará para combater a doença”, continua Jeff Foster.

Cancro da próstata. Fator que muitos homens ignoram pode salvar vidas

De acordo com um estudo do Arthur G. James Cancer Hospital, aqui citado pelo Health, grande parte dos homens nos Estados Unidos, onde foi realizada a investigação, não sabe que o cancro da próstata num estágio inicial não apresenta qualquer tipo de sintomas.

"É muito importante que todos entendam que o cancro da próstata é assintomático até os estágios avançados e que quase ninguém com cancro da próstata num estágio inicial apresenta qualquer sintoma", revela o urologista Jairam Eswara.

Explicou que é importante mudar a mentalidade e fazer com que os homens se preocupem mais com o estado da sua saúde. A investigação entrevistou mais de mil homens com mais de 18 anos.

Cerca de 80% dos entrevistados não sabiam que o cancro da próstata num estágio inicial não apresentava qualquer tipo de sintomas físicos. Também 59% revelou que não sabiam que a disfunção sexual poderia ser um alerta para este tipo de cancro.

O cancro que não tem sintomas na sua fase inicial

"Como o cancro próstata está localizado profundamente no corpo, não é fácil determinar se alguém tem cancro da próstata ou não", começou por dizer o especialista. Esta acaba por ser uma preocupação para os profissionais de saúde.

"Faz com que as pessoas pensem que não correm risco de cancro quando, na verdade, correm, o que leva à relutância em fazer o exame", explica. Revelou ainda alguns dos sinais que devem funcionar como alerta para os homens.


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domingo, 11 de janeiro de 2026

Grupo de países europeus discute planos para aumentar presença militar na Gronelândia... O objetivo é mostrar a Donald Trump que a Europa leva a sério a segurança do Ártico. A Alemanha vai propor a criação de uma missão conjunta da NATO para proteger a região do Ártico.

Por SIC Notícias

Um grupo de países europeus, liderado pelo Reino unido e Alemanha, está a discutir planos para aumentar a presença militar na Gronelândia, avança a Bloomberg.

O objetivo é mostrar a Donald Trump que a Europa leva a sério a segurança do Ártico.

A Alemanha vai propor a criação de uma missão conjunta da NATO para proteger a região do Ártico.

Donald Trump disse na sexta-feira que os Estado Unidos precisam de controlar a Gronelândia para impedir que a Rússia ou a China a ocupem no futuro.

O Presidente norte-americano insiste que pretende chegar a um acordo com a Dinamarca para adquirir a Gronelândia e garante que o fará "de forma branda ou dura", após a recusa de Copenhaga em vender.

Remota, gelada e pouco povoada, a Gronelândia voltou ao centro das atenções internacionais dado o interesse de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos.

“Precisamos da Gronelândia. É estratégica neste momento”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, sublinhando a importância da ilha para a segurança nacional dos Estados Unidos e questionando a capacidade da Dinamarca para garantir essa proteção.

As declarações provocaram reações imediatas das autoridades da Gronelândia, que reiteraram o direito à autodeterminação, e da Dinamarca, que administra a ilha como território autónomo. Vários aliados europeus, como França, Alemanha, Reino Unido, Portugal e UE manifestaram também oposição a qualquer ambição expansionista no Árctico.


Cuba alerta EUA: "Pronta para defender pátria até última gota de sangue"... O Presidente de Cuba afirmou hoje que "ninguém dita o que fazer" ao país, em resposta às ameaças proferidas pelo homólogo norte-americano, Donald Trump.

Por LUSA 

Cuba é "uma nação livre e independente", escreveu Miguel Diaz-Canel, na rede social X.

"Cuba não agride, é agredida pelos Estados Unidos há 66 anos, e não ameaça, prepara-se, pronta para defender a pátria até à última gota de sangue", acrescentou.

Anteriormente, Trump tinha exortado Cuba a "aceitar um acordo, antes que seja tarde demais", e que o país fique sem petróleo e dinheiro venezuelanos.

Os Estados Unidos lançaram há uma semana uma operação em Caracas para capturar o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e anunciaram que pretendem administrar o país e o petróleo.

Acusados de tráfico de droga, Maduro e a mulher, Cilia Flores, que se declararam inocentes perante a justiça norte-americana, em Nova Iorque, encontram-se detidos nos Estados Unidos.

Na sequência da captura de Maduro, a antiga vice-presidente Delcy Rodriguez foi nomeada Presidente interina.

No sábado, Trump decretou "emergência nacional" para proteger as receitas das vendas de petróleo da Venezuela nas contas do Tesouro norte-americano, impedindo que os credores da dívida externa venezuelana reclamem os fundos.

A ordem "bloqueia qualquer embargo, julgamento, decreto, direito de retenção, execução ou qualquer outro processo judicial contra" fundos que estejam em contas do governo dos Estados Unidos derivados das vendas de petróleo venezuelano e "proíbe transferências ou negociações" desses recursos.

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 mil milhões de barris, de acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), à frente da Arábia Saudita (267 mil milhões) e do Irão.


Leia Também: Trump exorta Cuba a aceitar "um acordo, antes que seja tarde demais"

O presidente dos Estados Unidos exortou hoje Cuba a "aceitar um acordo, antes que seja tarde demais" e o país fique sem petróleo e dinheiro venezuelanos.


Embaixador da Dinamarca diz que futuro da Europa e da NATO estão em causa... O embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, alertou hoje que as ameaças dos EUA à Gronelândia são um "assunto muito importante" para o futuro daquele país nórdico, mas também da Europa e da NATO.

Por LUSA 

No final de um almoço privado com o candidato presidencial Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa liberal, o embaixador lembrou que o mundo é hoje "um lugar mais imprevisível".

"Por isso, como europeus, temos que estar juntos", defendeu.

Lars Steen Nielsen, que revelou ter explicado a Cotrim Figueiredo qual a posição do Governo dinamarquês face às ameaças norte-americanas, aproveitou a ocasião para agradecer ao Governo de Luís Montenegro a solidariedade demonstrada para com a Dinamarca.

Agradecimento que estendeu ainda ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cargo que considerou ter uma "grande importância" em assuntos externos.

"Temos falado com ele e ele está também a dar o seu apoio", sublinhou.

O embaixador disse ainda que é preciso levar a sério as ameaças do Presidente dos EUA, Donald Trump, algo que o Governo dinamarquês está a fazer.

O líder norte-americano tem preocupado os aliados ao recusar-se a descartar o uso da força militar para tomar à Dinamarca este território autónomo, membro da NATO.

Trump afirmou que o controlo desta ilha rica em recursos é crucial para a segurança nacional norte-americana, dada a crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Gronelândia pode significar o fim da aliança militar ocidental com 76 anos.

Os líderes dos cinco partidos políticos representados no Parlamento da Gronelândia (Inatsisartut) defenderam o direito dos habitantes deste território autónomo dinamarquês a decidirem o seu futuro face às ameaças de Donald Trump.


Leia Também: Netanyahu espera que Irão "seja em breve libertado do jugo da tirania"

O primeiro-ministro israelita disse hoje esperar que o Irão "seja em breve libertado do jugo da tirania" e condenou "os massacres em massa cometidos contra civis", quando estão a decorrer grandes manifestações.


Irão ameaça retaliar contra EUA e Israel em caso de ataque norte-americano... O presidente do parlamento do Irão avisou hoje que os militares norte-americanos e Israel serão "alvos legítimos" caso de ataque por parte de Washington, tal como ameaçou o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Por  LUSA 

Os comentários de Mohammad Bagher Qalibaf representam a primeira vez que Israel é incluído na lista de possíveis alvos de um ataque iraniano.

Qalibaf, um elemento da 'linha-dura' iraniana que já concorreu à presidência no passado, fez a ameaça enquanto os deputados invadiam a tribuna do parlamento, gritando: "Morte à América!"

Durante a sessão do parlamento, transmitida em direto pela televisão estatal iraniana, Mohammad Qalibaf fez um discurso aplaudindo a polícia e a Guarda Revolucionária paramilitar do Irão, particularmente os seus voluntários Basij, por terem "permanecido firmes" durante os protestos realizados no país contra a teocracia iraniana.

"O povo do Irão deve saber que lidaremos com eles da forma mais severa e puniremos aqueles que forem detidos", disse.

Qalibaf prosseguiu ameaçando diretamente Israel, referindo-se-lhe como "o território ocupado", e também as forças armadas dos EUA: "No caso de um ataque ao Irão, tanto o território ocupado como todos os centros militares, bases e navios americanos na região serão nossos alvos legítimos", afirmou, acrescentando: "Não nos consideramos limitados a reagir após a ação e agiremos com base em quaisquer sinais objetivos de ameaça".

A seriedade das intenções do Irão em relação ao lançamento de um potencial ataque ainda não é clara, especialmente após o país ter ficado com as defesas aéreas destruídas durante a guerra de 12 dias em junho com Israel. Qualquer decisão de entrar em guerra caberia ao líder supremo do Irão, o 'Ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos.

As forças armadas dos EUA afirmaram no Médio Oriente que estão "posicionadas com forças que abrangem toda a gama de capacidade de combate para se defenderem, os parceiros e aliados e os interesses dos EUA".

Entretanto, os protestos que desde há duas semanas decorrem no Irão que contestam o regime e que, segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), já provocaram pelo menos 116 mortos, levaram hoje manifestantes a inundar as ruas da capital e da segunda maior cidade do país.

Os protestos em quase todo o país começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm vindo a intensificar-se e transformaram-se numa contestação política contra o regime.

Com a Internet e as linhas telefónicas cortadas, tornou-se mais difícil avaliar as manifestações do exterior, mas a HDRANA, sediada nos Estados Unidos, refere que o número de mortos nos protestos tem aumentado e que cerca de 2.600 pessoas foram detidas.

Trump ofereceu apoio aos manifestantes, dizendo nas redes sociais que "o Irão está a caminhar para a liberdade, talvez como nunca antes" e que "os EUA estão prontos para ajudar".

O New York Times e o Wall Street Journal, citando funcionários anónimos dos EUA, disseram no sábado à noite que Trump recebeu opções militares para um ataque ao Irão, mas não tomou uma decisão final.


Leia Também: Subiu para 116 o número de mortos em protestos no Irão

O número de mortos nos protestos contra o regime do Irão subiu para pelo menos 116, avançou uma organização não governamental (ONG) criada por exilados iranianos

Julius Maada Bio: “Em conformidade com o comunicado da 68.ª Cimeira da CEDEAO, liderei uma Missão de Alto Nível à Guiné-Bissau para dialogar com o Alto Comando Militar, liderado pelo major-general Horta Inta-a.

As nossas discussões foram construtivas, e reiterámos o apelo da Autoridade para uma transição curta, conduzida por um governo inclusivo que reflita o espectro político e a sociedade da Guiné-Bissau.

Estive acompanhado pelo Presidente Bassirou Diomaye Faye do Senegal e pelo Presidente da Comissão da CEDEAO, Dr. Omar Alieu Touray.” - Julius Maada Bio

O ar que respira antes de levantar voo pode ser o mais perigoso da viagem... Para muitos passageiros, o momento mais tenso numa viagem de avião é a descolagem. É também nesta fase, entre a espera e o início do voo que, segundo um estudo publicado em dezembro, se respira o ar mais poluído de toda a viagem.

Por  sicnoticias.pt 

Pela primeira vez, uma equipa de investigadores franceses mediu a presença de partículas ultrafinas e de carbono negro no interior de aviões comerciais europeus.

O estudo, levado a cabo por um grupo da Université Paris Cité, acompanhou 16 voos na Europa, com partida do aeroporto Charles de Gaulle, entre abril e maio de 2022, operados por uma companhia aérea francesa. Num lugar vazio das filas da frente da aeronave, foram colocados instrumentos portáteis que registavam minuto a minuto a qualidade do ar, desde o início do embarque até ao desembarque estar concluído. 

Os resultados mostram que, durante o embarque dos passageiros e enquanto o avião circula na pista – o chamado taxiing -, os níveis de partículas ultrafinas e de carbono negro disparam, ultrapassando os valores que a Organização Mundial de Saúde considera elevados.  

As partículas ultrafinas, conhecidas como PUF, têm menos de 100 nanómetros de diâmetro, ou seja, são milhares de vezes mais pequenas que um fio de cabelo. São também praticamente indetetáveis pelos sistemas de monitorização da qualidade do ar mais convencionais, sendo necessários equipamentos específicos para fazer a medição. 

Neste estudo, foram registadas em média 9.122 partículas ultrafinas por centímetro cúbico de ar e 207 nanogramas de carbono negro por metro cúbico, valores considerados elevados. É, no entanto, necessário olhar com mais detalhe para o que dizem os dados.

Os investigadores descobriram que é nas chamadas “fases de solo”, ou seja, durante o embarque, o taxiing e a espera antes da descolagem, que se registam concentrações superiores às contabilizadas quando o avião está a voar. Aliás, quando o avião está a grande altitude, o ar é relativamente limpo.

Durante a circulação em pista, os níveis de partículas ultrafinas eram, em média, mais do dobro dos valores considerados elevados pela OMS. Depois da descolagem, as partículas iam sendo eliminadas, de forma gradual, pela ventilação da aeronave. O padrão repetia-se, depois, de forma inversa, na aproximação à aterragem e após tocar no solo, com o ar a perder novamente a qualidade. 

A concentração de carbono negro, resultante da combustão incompleta de combustíveis fósseis, seguiu a mesma tendência, com as concentrações mais elevadas de poluentes a surgirem quando o avião estava no aeroporto.

Qualidade do ar melhora durante o voo 

Fatores como a altitude do voo, episódios de turbulência ou a duração do serviço de refeições não tiveram impacto significativo na qualidade do ar respirado a bordo. Dentro do avião, o sistema de ventilação encarrega-se de renovar o ar mais de 20 vezes por hora, com uma mistura de ar do exterior com ar recirculado, mas filtrado. Esta renovação constante explica, aliás, a melhor qualidade do ar durante as horas de voo. 

Os investigadores concluíram, portanto, que a explicação para a elevada concentração destes dois poluentes praticamente invisíveis, mas prejudiciais para a saúde, está, em grande parte, fora dos aviões.

É nos aeroportos que estas partículas se concentram em maior número, num ambiente onde aeronaves se cruzam com veículos de apoio em terra e equipamentos movidos a gasóleo. E essas partículas não ficam confinadas ao perímetro do aeroporto, podendo ser detetadas a vários quilómetros de distância, bem no meio das comunidades vizinhas. 

Apesar dos valores elevados na zona do aeroporto, há locais onde a concentração de partículas é ainda mais preocupante, como, por exemplo, nas linhas de metro. O mesmo acontece em áreas densamente urbanas, onde circulam muitos veículos. O estudo aponta que, numa zona de táxis, as concentrações destes poluentes foram três a quatro vezes superiores às registadas no aeroporto francês. 

Ainda assim, o contexto não é irrelevante. Em 2025, o número global de passageiros aéreos ultrapassou, pela primeira vez, os 5 mil milhões. A eles juntam-se mais de 2 milhões de pessoas que trabalham diariamente em aeroportos e cuja exposição aos poluentes é repetida e prolongada.  

Partículas são invisíveis, mas perigosas

Atualmente, não existem orientações específicas para a monitorização das partículas ultrafinas. Embora reconheça os efeitos nocivos destas partículas, a Organização Mundial de Saúde ainda não tem diretrizes concretas, apenas recomenda boas práticas.

De acordo com a OMS, as partículas com diâmetro inferior a 100 nanómetros representam um risco significativo para a saúde devido à capacidade de penetrarem no organismo e entrarem na corrente sanguínea.

Sabe-se, para já, que estes poluentes podem provocar a inflamação dos pulmões, o aumento da pressão arterial e o aparecimento de doenças cardiovasculares, assim como problemas no desenvolvimento fetal. Em estudos de larga escala, estão também associados a mortes precoces, incluindo por cancro do pulmão. Há ainda evidências que apontam ainda para o impacto no sistema nervoso e na progressão de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer. 

Até ao momento, nem as partículas ultrafinas nem o carbono negro estão sujeitos a limites legais. Na União Europeia, são monitorizados, mas não regulados. 


Em todo mundo, só a Finlândia, a Estónia, a Islândia, a Austrália, a Nova Zelândia e Granada é que têm os níveis de qualidade de ar considerados seguros. As situações mais graves de poluição estão na Ásia.

"Estamos bem. Não fiquem tristes", diz Nicolás Maduro a partir da prisão... O presidente deposto da Venezuela, Nicolas Maduro, garantiu hoje estar bem e pediu para que ninguém fique triste, através de declarações feitas na prisão e transmitidas aos seus advogados, segundo o filho do ex-chefe de Estado.

Por  LUSA 

"Estamos bem. Somos lutadores", declarou Nicolas Maduro a partir da prisão nos Estados Unidos, segundo o seu filho, num vídeo publicado no sábado pelo partido no poder na Venezuela.

"Não fiquem tristes", disse Maduro, que está preso em Nova Iorque com a mulher, a primeira-dama Cilia Flores, relatou Nicolas Maduro Guerra, filmado durante uma reunião do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) em Caracas no sábado.

Acusados de tráfico de droga, Nicolas Maduro e Cilia Flores declararam-se inocentes perante a justiça norte-americana, na segunda-feira.

Ambos vão ficar detidos nos Estados Unidos até à próxima audiência, marcada para 17 de março.

Cerca de mil simpatizantes marcharam no sábado pelas ruas de Caracas com cartazes proclamando "Queremos o seu regresso" e entoando "Maduro e Cilia são a nossa família!".

Os apelos para manifestar apoio ao líder socialista deposto são diários desde a operação militar norte-americana de 03 de janeiro.

A manifestação coincidiu também com o aniversário da tomada de posse de Maduro para um terceiro mandato, após as eleições de 2024, denunciadas pela oposição como fraudulentas.

A televisão pública transmitiu uma visita da presidente interina Delcy Rodriguez a uma feira agrícola em Petare, um bairro emblemático de Caracas, onde também se realizou uma pequena manifestação a favor de Maduro.

"Não vamos descansar um único minuto até recuperarmos o presidente", disse Rodriguez, acrescentando: "Vamos salvá-lo, com certeza que sim".


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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou hoje "emergência nacional" para proteger as receitas das vendas de petróleo da Venezuela nas contas do Tesouro norte-americano, impedindo que os credores da dívida externa venezuelana reclamem os fundos.

sábado, 10 de janeiro de 2026

No Alto Comissariado para a Peregrinação à Meca decorre a passagem de dossiê entre o novo e antigo Comissário. Aladje Nfali Coté recebe os documentos das mãos de Califa Soares Cassama.

Rússia atinge infraestruturas energéticas em 150 zonas na Ucrânia... O exército russo atacou, nas últimas 24 horas, infraestruturas energéticas e depósitos de combustível em mais de 150 zonas na Ucrânia, que atravessa um período de baixas temperaturas, revelou hoje o boletim de guerra russo.

Por LUSA 

Mísseis e aparelhos não tripulados russos atingiram infraestruturas civis e posições inimigas, tanto de tropas como de mercenários estrangeiros, em 153 zonas do país, informou o Ministério da Defesa russo na rede social Telegram.

Moscovo insiste que essas infraestruturas garantem o funcionamento da indústria militar inimiga, o que é questionado tanto por Kyiv como pelos seus aliados europeus.

Os ataques deixaram provisoriamente sem eletricidade milhões de pessoas nas últimas semanas na Ucrânia.

No seu tradicional discurso à nação, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que Moscovo está a aproveitar a "onda de frio" para atingir "o máximo possível de instalações energéticas".

"A principal tática russa é tentar provocar um apagão total nas cidades", afirmou.

Os ataques ucranianos também deixaram sem eletricidade e aquecimento na sexta-feira mais de meio milhão de pessoas na região fronteiriça russa de Belgorod, denunciaram as autoridades locais.


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Filho do xá deposto exorta a "prepararem-se para tomar" centros das cidades... O opositor iraniano no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, apelou hoje aos manifestantes para que "se preparassem para tomar" os centros das cidades, no 13.º dia de um movimento de protesto.

Por LUSA 

Numa mensagem publicada na rede social X, Pahlavi exorta os iranianos a "saírem todos às ruas" hoje e no domingo ao final do dia, "com bandeiras, imagens e símbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos".

"O nosso objetivo já não é apenas sair às ruas; o nosso objetivo é preparar-nos para conquistar e defender os centros urbanos", refere.

O autoproclamado príncipe herdeiro do Irão afirma-se convencido de que as manifestações conseguirão colocar "completamente de joelhos a República Islâmica e o seu desgastado e frágil aparato de repressão" e insta os trabalhadores a convocarem uma greve geral para redobrar a pressão sobre o Governo.

"Apelo aos trabalhadores e funcionários de setores-chave da economia, especialmente transportes, petróleo, gás e energia, para que iniciem um processo de greve a nível nacional", lê-se na mensagem no X.

Reza Pahlavi anunciou ainda estar a finalizar os preparativos para regressar ao Irão, quando as circunstâncias forem oportunas: "Também me preparo para regressar à minha pátria e estar convosco, a grande nação do Irão, quando a nossa revolução nacional triunfar. Acredito que esse dia está muito próximo", disse.

O Irão está prestes a completar duas semana de manifestações que eclodiram com a queda da moeda nacional e que acabaram por degenerar em distúrbios que provocaram, segundo Organizações Não-Governamentais (ONG), cerca de meia centena de mortos devido à repressão das forças de segurança.

O governo iraniano, que admitiu na altura os motivos originais dos protestos, acusou nos últimos dias os Estados Unidos e os seus aliados de provocarem este recrudescimento da violência.

Entretanto, a ONG de monitorização da cibersegurança Netblocks informou hoje que continua a verificar-se o corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas devido aos protestos contra o Governo.

"Os dados mostram que o corte continua há 36 horas, limitando consideravelmente a capacidade dos iranianos de garantir a segurança dos seus amigos e familiares", escreveu a organização na rede social X.

Pahlaví, príncipe herdeiro da extinta monarquia iraniana, vive no exílio desde a Revolução Islâmica de 1979, residindo no estado norte-americano de Maryland.

🇬🇼🤝🇸🇱 Chegada a Bissau Julius Maada Bio, Presidente da República da Serra Leoa, em missão da CEDEAO.

🇬🇼🤝🇸🇳 Chegada a Bissau, Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye Faye em missão da CEDEAO.👇

Caracas anuncia regresso a país de petroleiro em operação conjunta com EUA... Caracas anunciou que um petroleiro que deixou a Venezuela "sem pagamento nem autorização das autoridades" regressou às águas do país sul-americano, numa operação conjunta com os Estados Unidos.

Por LUSA  10/01/2026

Trata-se de uma "operação conjunta bem-sucedida" de Caracas e Washington para "o regresso ao país do navio Minerva", lê-se num comunicado divulgado na sexta-feira pelo Ministério de Hidrocarbonetos e da petrolífera estatal PDVSA.

"Graças a esta primeira operação conjunta bem-sucedida, a embarcação está a navegar de volta para águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes", acrescenta-se na nota.

Caracas fez o anúncio depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que as forças norte-americanas intercetaram, na sexta-feira, o petroleiro Olina (anteriormente chamado de Minerva M) nas águas das Caraíbas "em coordenação com as autoridades interinas da Venezuela", depois de o navio ter partido do país "sem a devida autorização".

"Este petroleiro está agora a voltar para a Venezuela. O petróleo será vendido através do GREAT Energy Deal, que criámos para tais vendas", indicou o dirigente norte-americano na rede social Truth Social.

A operação foi realizada como uma ação coordenada entre o Departamento de Defesa e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e contou com a participação de fuzileiros navais, que partiram em helicópteros do porta-aviões USS Gerald R. Ford para executar a abordagem, informou o Comando Sul em comunicado.

Este comando norte-americano disse que esta ação envia uma "mensagem clara" de que "não existe refúgio seguro para os criminosos", no âmbito dos esforços de Washington para combater "atividades ilegais transnacionais" no hemisfério ocidental, embora não tenha especificado o número de detidos e tenha sublinhado que a operação decorreu sem resistência.

De acordo com o jornal New York Times, o Olina está sancionado pelos EUA, por alegadamente ter financiado a guerra da Rússia na Ucrânia através do transporte de exportações energéticas russas para mercados estrangeiros.

A operação entre Caracas e Washington ocorre no mesmo dia em que o Governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um "processo exploratório de caráter diplomático" com os EUA voltado para o "restabelecimento das missões diplomáticas", quase uma semana após o ataque de Washington em território venezuelano, que terminou com a captura do Presidente Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.


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A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo, mas produz pouco, exporta com dificuldade e continua mergulhada numa crise económica profunda. Depois do ataque dos Estados Unidos no passado fim de semana, o petróleo voltou ao centro da tensão política internacional. Mas afinal, o que vale hoje o petróleo da Venezuela? A análise deste tema foi feita pelo editor de Economia do Expresso Miguel Prado. Ouça o novo episódio do Economia dia a dia, podcast diário do Expresso, conduzido por Juliana Simões

Seul nega ter lançado drones espiões para a Coreia do Norte... O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, rejeitou hoje as declarações de Pyongyang, que acusou Seul de ter lançado dois drones espiões para território norte-coreano nos últimos meses

Por LUSA   10/01/2026

O ministro classificou as acusações como "absolutamente falsas" e disse que o Exército sul-coreano não utiliza drones como os que aparecem nas imagens do incidente publicadas hoje pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

Em declarações à agência de notícias sul-coreana Yonhap, Ahn explicou ainda que nenhuma unidade sul-coreana realizou operações de voo nas datas mencionadas por Pyongyang.

Apesar disso, o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ordenou que o incidente fosse investigado, informou a Yonhap, enquanto Ahn sugeriu que a investigação possa ser levada a cabo com o país vizinho.

A Coreia do Norte afirmou na sexta-feira que um drone da Coreia do Sul violou o espaço aéreo do país no início do ano e garantiu que Seul vai "pagar um preço alto" por atacar a soberania norte-coreana.

"No dia 04 de janeiro, as subunidades do Exército Popular da Coreia [do Norte], encarregadas da vigilância aérea da fronteira, capturaram e rastrearam um objeto aéreo que se dirigia para norte sobre a zona de Hado-ri, Songhae-myon, condado de Kanghwa, cidade de Inchon", declarou um porta-voz do exército num comunicado divulgado pela KCNA.

Pyongyang afirmou que o aparelho estava equipado com dispositivos de vigilância e, após uma análise dos destroços, determinou que este tinha duas câmaras de vídeo que recolheram imagens de áreas norte-coreanas ao longo de sete minutos.

As autoridades norte-coreanas indicaram que o objetivo do drone era fazer o "reconhecimento da zona".

A Coreia do Sul, "um grupo de vândalos que surpreendeu o mundo ao provocar um incidente em que o seu drone violou o espaço aéreo de Pyongyang em outubro de 2024, cometeu outra grave violação da soberania" norte-coreana, indicou o responsável.

O porta-voz lembrou ainda a incursão, em setembro passado, de um outro drone, equipado com "uma câmara ótica de alta resolução", constituindo "um meio claro de vigilância e reconhecimento".


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A Coreia do Norte afirmou que um drone da Coreia do Sul violou o espaço aéreo do país no início do ano e garantiu que Seul vai "pagar um preço alto" por atacar a soberania norte-coreana.

"No dia 04 de janeiro, as subunidades do Exército Popular da Coreia [do Norte], encarregadas da vigilância aérea da fronteira, capturaram e rastrearam um objeto aéreo que se dirigia para norte sobre a zona de Hado-ri, Songhae-myon, condado de Kanghwa, cidade de Inchon", declarou, na sexta-feira, um porta-voz do exército num comunicado divulgado pela agência de notícias norte-coreana KCNA...

Trump avisa: "Vamos fazer algo sobre a Gronelândia, quer gostem quer não"... O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou esta sexta-feira o seu desejo de assumir o controlo da Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, afirmando que tomará medidas "quer gostem quer não".

Por LUSA    10/01/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que a sua administração tomará medidas em relação à Gronelândia "quer gostem quer não", reiterando o seu desejo de assumir o controlo do território autónomo da Dinamarca.

"Gostaria de fazer um acordo, sabe, da forma fácil. Mas se não o fizermos da forma fácil, faremos da forma difícil", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca, citado pela CNBC. 

A agência de notícias Reuters avançou, na quinta-feira, que a administração Trump estaria disposta a oferecer até 100 mil dólares (cerca de 86 mil euros) aos habitantes da Gronelândia para anexar a ilha.

Questionado sobre o valor desses pagamentos, o presidente dos Estados Unidos respondeu: "Ainda não estamos a falar de dinheiro para a Gronelândia. Talvez fale sobre isso, mas agora vamos fazer algo em relação à Gronelândia, quer eles gostem quer não".

"Porque se não o fizermos, a Rússia ou a China vão tomar a Gronelândia, e não vamos querer a Rússia ou a China como vizinhas", defendeu. 

As declarações surgem no dia em que o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, falou com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre o reforço da segurança no Ártico.

Rutte discutiu com Rubio "a importância do Ártico para a segurança comum e como a NATO está a trabalhar para desenvolver as suas capacidades" naquela zona, segundo um porta-voz da NATO citado pela agência France-Presse (AFP).

O líder norte-americano tem preocupado os aliados ao recusar-se a descartar o uso da força militar para tomar este território autónomo à Dinamarca, membro da NATO.

Trump afirma que o controlo desta ilha rica em recursos é crucial para a segurança nacional dos EUA, dada a crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

A NATO está a trabalhar para reduzir o interesse de Washington na Gronelândia, enfatizando as medidas que está a tomar para reforçar a segurança na região.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Gronelândia pode significar o fim da aliança militar ocidental com 76 anos.

Mas o comandante das forças da NATO na Europa, o general norte-americano Alexus Grynkewich, garantiu hoje que a aliança está longe de estar em crise.

"Até à data, isso não teve impacto no meu trabalho a nível militar, por isso diria simplesmente que estamos prontos para defender cada centímetro da Aliança, hoje como sempre", frisou o líder de operações da organização, sobre as declarações de Trump.

A Casa Branca, embora não tenha descartado a opção militar, indicou que Trump estava ativamente a ponderar a compra da vasta ilha ártica, sem especificar que forma poderia tomar esta transação.

Além disso, Donald Trump reconheceu, numa entrevista dada na quinta-feira ao jornal The New York Times, que talvez tenha de escolher entre preservar a integridade da NATO e controlar o território dinamarquês.

Questionado sobre estas declarações em Vantaa, cidade a norte de Helsínquia, o Comandante Supremo Aliado recusou comentar o "aspeto político" da questão da Gronelândia.

"Estamos a tentar impedir qualquer ação contra o território da Aliança. Penso que estamos a conseguir. Vemos isso todos os dias", sublinhou.

A Dinamarca já recebeu declarações de apoio da Itália, França, Alemanha, Polónia, Espanha e Reino Unido para fazer face às exigências de Trump.


Os líderes dos cinco partidos políticos representados no Parlamento da Gronelândia (Inatsisartut) defenderam o direito dos habitantes deste território autónomo dinamarquês a decidirem o seu futuro face às ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump.

AGENDA : SÁBADO, 10 DE JANEIRO DE 2026

 


Ednilson Nambeia, filho do falecido presidente do PRS, Alberto Mbunhe Nambeia, sofreu um acidente de viação esta sexta-feira (09 de janeiro). A viatura transportava ainda três dos seus irmãos. A família seguia da localidade de Cuntabani com destino à cidade de Buba, na região de Quinara, quando ocorreu o acidente.

Felizmente, não houve vítimas mortais. Todos os ocupantes sobreviveram e encontram-se a receber tratamento no Hospital Militar de Bissau. Em rescaldo, os quatro irmãos ficaram apenas com ferimentos ligeiros, na sequência do acidente envolvendo uma viatura Toyota Land Cruiser Prado, na zona sul do país.