quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Guiné-Bissau. PM timorense afirma que país africano é Estado falhado e precisa de ajuda... O primeiro-ministro timorense afirmou hoje que o golpe de Estado de novembro, na Guiné-Bissau, demonstra que o país é um Estado falhado e salientou que é preciso ajudar no desenvolvimento da democracia e direitos humanos.

Por rtp.pt 12 Fevereiro 2026

"Fomos ajudar a montar todo o sistema, nomeadamente a CNE [Comissão Nacional de Eleições] (....) , para realizarem as primeiras eleições democráticas na Guiné-Bissau. Mas depois disto, voltar agora com um golpe militar ou golpe de Estado, já não falamos de Estado frágil, falamos de Estado falhado", salientou Xanana Gusmão.

Na sequência do golpe de Estado de 2012, Timor-Leste prestou durante vários anos apoio à Guiné-Bissau na organização de eleições.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas após o encontro semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio Presidencial, em Díli.

Xanana Gusmão destacou também a liderança e o envolvimento bem-sucedido de Timor-Leste no g7+, grupo de países considerados frágeis, do qual Timor-Leste é cofundador e a Guiné-Bissau estado-membro.

"Somos cofundadores do g7+, que olha para Estados frágeis. Agora a Guiné-Bissau tornou-se um Estado falhado", lamentou o líder timorense.

"Podemos ficar satisfeitos porque muitos países em África já mudaram o seu sistema para a democracia. Por isso, é também nosso dever ajudar a Guiné-Bissau no caminho da democracia e dos direitos humanos", declarou o primeiro-ministro.

Timor-Leste assumiu em dezembro a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que foi retirada à Guiné-Bissau, na sequência de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo, após o golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de novembro.

Na reunião do Conselho de Ministros de quarta-feira, o Governo aprovou o tema "Consolidação do Estado de Direito Democrático e os Desafios da CPLP" para a presidência entre 2026 e 2027.

Segundo Xanana Gusmão, o tema é "extremamente relevante, não apenas para resolver a situação na Guiné-Bissau, mas também face à situação política em Angola e Moçambique".

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