terça-feira, 16 de junho de 2026

DNRPT26: Audiências estão insatisfeitas com cobertura das grandes notícias globais... As audiências estão muito insatisfeitas com a cobertura das grandes notícias globais, como inflação ou alterações climáticas, destaca hoje o 15.º relatório do Digital News Report 2026 (DNR2026) do Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ).

© shutterstock      Por LUSA   16/06/2026 

O estudo sublinha que as audiências estão "amplamente insatisfeitas com a cobertura das grandes notícias globais", já que "a maioria das pessoas" da amostra global de 48 mercados "acha que os media não estão a fazer um bom trabalho na cobertura de grandes notícias internacionais, como a inflação, a migração, o segundo mandato de Donald Trump, alterações climáticas e conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente".

Segundo o relatório, os consumidores de notícias estão especialmente insatisfeitos "com a cobertura da imigração, com um número significativamente maior de pessoas (diferença de 11 pontos percentuais) a considerar que os meios de comunicação social estão a fazer um mau trabalho em vez de um bom trabalho ao cobrir o assunto".

Em países com ambientes mediáticos mais polarizados, "como o Reino Unido e os EUA, a orientação política revela grandes diferenças de satisfação".

De acordo com o estudo, "as pessoas que se deparam com notícias importantes através das plataformas de redes sociais e vídeo tendem a ser mais negativas sobre a forma como os meios de comunicação as estão a cobrir".

Outro dos destaques do DNR é que "a maioria das pessoas ainda prefere notícias imparciais".

As audiências, acrescenta, ainda apoiam a ideia "de obter notícias de fontes que não têm um ponto de vista específico".

Segundo o DNR, "a preferência por este tipo de notícias imparciais desceu três pontos percentuais desde 2020, mas os que dizem preferi-la ainda superam em mais de dois para um os que preferem notícias que partilhem o seu ponto de vista".

Também "não se verificou uma grande mudança no sentido da preferência por notícias que partilham o ponto de vista das pessoas: o apoio a estas desceu, de facto, quatro pontos desde 2020, atingindo os 20%".

Quase metade (45%) dos inquiridos prefere notícias "que não tomam partido, e uma parcela semelhante (46%) também acredita que consumir notícias que não tomam partido é melhor para os outros na sociedade".

Relativamente, aos criadores ou 'influencers' [influenciadores], estes estão a remodelar a descoberta de notícias, mas não a substituir o jornalismo tradicional.

Mais de metade (51%) dos inquiridos a nível global "afirmam consumir notícias 'online' de fontes diferentes das redes sociais e redes de vídeo todas as semanas.

Entre as pessoas que utilizam criadores focados em notícias, este alcance fora das redes sociais sobe para 60%, em nítido contraste com a ideia de que os criadores estão a retirar tráfego das fontes tradicionais.

O inquérito foi realizado nos EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Irlanda, Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Bélgica, Países Baixos, Suíça, Áustria, Hungria, Sérvia, Eslováquia, República Checa, Polónia, Croácia, Roménia, Bulgária, Grécia, Turquia, Coreia do Sul, Japão, Hong Kong, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Taiwan, Tailândia, Singapura, Austrália, Canadá, Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Peru, México, Marrocos, Nigéria, Quénia e África do Sul.

A amostra total é 97.520 adultos, com cerca de 2.000 por mercado e o trabalho de campo foi realizado no final de janeiro/início de fevereiro de 2026.


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A confiança nas notícias atingiu o nível mais baixo em 10 anos globalmente, segundo a 15.ª edição do Digital News Report 2026 (DNR2026) hoje divulgado, que aponta para um cenário de consumo noticioso mais assente em plataformas.

Portugal/Exames Nacionais: Mais de 81 mil alunos fazem hoje prova de Português... Os exames nacionais do ensino secundário arrancam hoje com quase metade dos 166 mil alunos inscritos a realizar a prova de Português, que continua a ser feita em papel, mas será corrigida, pela primeira vez, em formato digital.

© Lusa     16/06/2026 

Às 09h30, mais de 81 mil estudantes deverão começar a fazer o exame nacional do 12.º ano de Português, o mais concorrido por ser o único obrigatório para concluir o ensino secundário. 

Começa assim a 1.ª fase dos exames nacionais, que continuam a ter peso na conclusão do secundário e na nota de acesso ao ensino superior, sendo esperados mais de 73 mil rapazes e quase 93 mil raparigas ao longo dos próximos dez dias de provas.

Dos 166.339 inscritos, 93.596 (56%) disseram que o seu objetivo era candidatar-se ao ensino superior, segundo os dados do Ministério da Educação.

Mas hoje também é dia de exame nacional para os alunos do 11.º ano, já que às 14h00 começa a prova de Economia A, para a qual estão inscritos pouco mais de 17 mil estudantes.

Este ano, uma das grandes novidades será a forma de avaliar as provas. Ao contrário do que se chegou a prever com a transição digital total, os exames continuam a realizar-se em papel, mas as provas serão corrigidas em formato digital.

Os alunos vão continuar a escrever as respostas à mão, mas em vez das tradicionais folhas de exame as respostas serão dadas em folhas específicas que serão digitalizadas para que os professores corretores possam corrigir e avaliar na plataforma digital.

Fora deste novo modelo ficam apenas os exames de Geometria Descritiva A e de Desenho A, que não sofrem quaisquer alterações. 

A 1.ª fase dos exames nacionais decorre entre 16 e 26 de junho, começando depois a 2.ª fase, entre 16 e 22 de julho.

As notas da 1.ª fase serão conhecidas a 14 de julho e, uma semana depois, a 20 de julho, começam as candidaturas para os alunos que pretendam prosseguir os estudos.

Os resultados das candidaturas serão divulgados a 23 de agosto.

As instituições de ensino superior públicas disponibilizaram, para o próximo ano letivo, 78.283 vagas, mais 1.465 do que no corrente.

Para o Regime Geral de Acesso estão reservadas 56.790 vagas, a que se somam 21.493 através disponibilizados para os Regimes e Concursos Especiais.


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Cerca de 12,9 milhões de jovens estudantes chineses, segundo o Ministério da Educação, começaram hoje a fazer o 'gaokao', o temido exame nacional de admissão à universidade.

Londres fornecerá urânio enriquecido a Kyiv e endurecer sanções à Rússia... O Reino Unido vai fornecer urânio enriquecido a Kyiv para as suas centrais nucleares e impor novas sanções à Rússia, revelou hoje o primeiro-ministro britânico, na véspera da sessão da cimeira do G7 dedicada ao conflito na Ucrânia.

Por LUSA 

Keir Starmer, que condenou os "ataques bárbaros" da Rússia na Ucrânia, destacou que Londres pretende "dar um passo em frente" ao "sufocar os recursos que alimentam a guerra de Putin e fornecer energia à Ucrânia para os invernos que se avizinham".

Cerca de 210 milhões de libras (cerca de 243 milhões de euros) de financiamento à exportação permitirão à empresa britânica Urenco fornecer urânio enriquecido à produtora de eletricidade nuclear ucraniana Energoatom, precisou Downing Street (gabinete do primeiro-ministro) em comunicado.

"Estaremos ao lado da Ucrânia enquanto for necessário e este anúncio reforça isso", sublinhou o primeiro-ministro britânico.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, é esperado na terça-feira de manhã na cimeira do G7, na cidade francesa de Evian, para participar numa reunião de trabalho dedicada à paz e à segurança para a Ucrânia e a Europa.

O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, espera convencer o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, a exercer mais pressão sobre a Rússia durante a cimeira do G7.

"O que eu quero, no fundo, é que os americanos digam 'estamos convosco, vamos continuar a ajudar a Ucrânia, vamos exercer mais pressão sobre a Rússia'", sublinhou, numa entrevista à emissora TF1.

Já a União Europeia incluiu 34 indivíduos e 47 entidades na sua lista de medidas restritivas, no mais recente pacote de sanções dirigido contra empresas vinculadas ao complexo militar russo, a frota fantasma utilizada para contornar as sanções ocidentais e responsáveis pela perseguição, pelo envenenamento e pela morte do opositor Alexei Navalny.

Vídeos mostram destruição deixada após queda de bombardeiro nos EUA... Um bombardeiro B-52 norte-americano despenhou-se, esta segunda-feira, momentos depois de ter descolado da Base Aérea Edwards, no deserto de Mojave, na Califórnia. Nas redes sociais circulam vídeos do incidente.

Por noticiasaominuto.com 

Um bombardeiro de longo alcance norte-americano despenhou-se, esta segunda-feira, momentos depois de ter descolado da Base Aérea Edwards, no deserto de Mojave, na Califórnia. 

O aparelho aéreo militar, designado como B-52 Stratofortress, normalmente comandado por uma equipa de cinco pessoas, caiu por volta das 11h20 locais (19h24, em Portugal).

Nas redes sociais circulam imagens onde é possível ver uma coluna de fumo negro após a aeronave ter caído. A Reuters noticia inclusive, que as imagens aéreas que puderam consultar não mostram destroços visíveis.

Veja o vídeo.

Até ao momento não há indicações de feridos ou mortos. 

De recordar que a Base Aérea de Edwards, no deserto de Mojave, indicou através das redes sociais que as equipas de emergência já estão no local, mas ainda não adiantou informações sobre a tripulação.

"O espaço aéreo foi fechado e todos os voos a chegar estão a ser desviados", adiantou a base aérea, explicando que todos os esforços estão a ser dedicados às operações de emergência.

O bombardeiro B-52 Stratofortress, note-se, é descrito como um aparelho aéreo militar estratégico. É normalmente tripulado por uma equipa de cinco pessoas: piloto, copiloto, oficial de sistemas de armamento, navegador e oficial de guerra eletrónica.


A Força Aérea dos Estados Unidos adiantou que seguiam oito pessoas a bordo do bombardeiro B-52 que se despenhou na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, acrescentando que não há sobreviventes. A investigação para apurar as causas do acidente prosseguem.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Umaro Baldé terá apresentado carta de demissão da Câmara Municipal de Bissau

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Umaro Baldé, terá apresentado a sua carta de demissão junto do Ministro da Administração Territorial e Poder Local, segundo informação avançada pela TV Mais.

A carta já terá sido entregue às autoridades competentes, aguardando-se agora a posição do Governo sobre a aceitação ou não do pedido de demissão.

Até ao momento, não há confirmação oficial por parte do Governo.

Por Radio TV Bantaba

PRIMEIRO-MINISTRO RECEBE FEIRANTES DO MERCADO DE BANDIM E APELA AO DIÁLOGO

Por  Radio TV Bantaba 

Largas dezenas de feirantes do Mercado de Bandim dirigiram-se hoje à Primatura em protesto contra novas orientações da Câmara Municipal de Bissau, que os impediram de montar os seus postos de venda nos passeios contíguos ao mercado.

O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, acedeu receber os representantes dos feirantes, escutando serenamente as razões da sua discordância. Durante o encontro, os porta-vozes dos vendedores expuseram as suas preocupações, sobretudo quanto ao impacto económico imediato da medida sobre as suas famílias.

Após ouvir os feirantes, o Chefe do Governo apelou à calma e defendeu que a solução deve passar por um diálogo são, construtivo e responsável entre a Câmara Municipal de Bissau e os vendedores, de modo a permitir uma melhor reorganização dos espaços comerciais e uma acomodação mais adequada dos postos de venda.

Na sequência do encontro, o Primeiro-Ministro deslocou-se ao Mercado de Bandim, onde inspeccionou pessoalmente a situação que esteve na origem dos protestos.

Ilídio Vieira Té garantiu aos feirantes que deverão aguardar pelas novas disposições a serem tomadas pelo novo Presidente da Câmara Municipal de Bissau, sublinhando, no entanto, a necessidade urgente de manter os passeios livres, por razões de mobilidade, segurança pública, higiene urbana e melhor organização da cidade.

O Primeiro-Ministro reiterou que a reorganização dos mercados deve ser feita com sensibilidade social, mas também com sentido de responsabilidade, tendo em vista conciliar o direito ao trabalho dos feirantes com o interesse público e a necessidade de ordenar os espaços urbanos da capital.


Veja Também: Mercado de Bandim: Retalhistas recorrem ao Primeiro-Ministro

Os vendedores instalados nos passeios junto ao Mercado de Bandim recorreram esta segunda-feira ao Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, para solicitar a sua intervenção face à decisão da Câmara Municipal de Bissau de os retirar do local. 

Os retalhistas consideram a medida uma ameaça à sua sobrevivência económica e, defendem que a remoção vai comprometer o sustento das famílias que dependem diariamente da atividade comercial naquela zona do mercado.

O Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, visitou o Mercado de Bandim, em Bissau, para dialogar com retalhistas e feirantes após a Câmara Municipal de Bissau ter impedido a venda de produtos nos passeios

domingo, 14 de junho de 2026

Trump confirma acordo e anuncia reabertura do Estreito de Ormuz... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou hoje que um acordo para acabar com o conflito no Médio Oriente foi "finalizado" com o Irão e anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz.

© Shawn Thew/EPA/Bloomberg via Getty Images    Por LUSA   14/06/2026  

Donald Trump anunciou também o levantamento "imediato" do bloqueio naval norte-americano.

"O acordo com a República Islâmica do Irão está agora finalizado", escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social Truth, poucos minutos após o anúncio do mediador paquistanês esta noite, madrugada de segunda-feira hora do Paquistão.

"Autorizo totalmente a reabertura do Estreito de Ormuz sem taxas de trânsito e, simultaneamente, o levantamento imediato do bloqueio naval dos EUA. Navios do mundo, liguem os vossos motores. Deixem o petróleo fluir!", escreveu Trump.

O anúncio de hoje, no dia em que Donald Trump faz 80 anos, acontece após mais de três meses de conflito.

O acordo procura pôr fim à guerra que começou a 28 de fevereiro, após a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que resultou na morte do Líder Supremo da República Islâmica, o ayatollah Ali Khamenei, que estava no poder desde 1989.

Teerão, que nomeou o filho do ayatollah, Mukhta Khamenei, como o seu novo líder, respondeu com ataques contra Israel e países da região que albergam bases americanas, além de bloquear o estreito de Ormuz.

O bloqueio causou graves transtornos económicos, dado que aproximadamente 20% do petróleo mundial passa pelo local.

Os Estados Unidos e o Irão, que acordaram um cessar-fogo em abril último, estavam a negociar um acordo nos últimos meses para pôr fim às hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz.


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O primeiro-ministro paquistanês anunciou hoje que foi concluído um acordo entre os Estados Unidos e o Irão.


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O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Kazem Gharibabadi, declarou esta noite que o acordo com os Estados Unidos trouxe "um fim imediato à guerra".

Cuba com cortes prolongados de eletricidade que afetam hoje 62% do país... Cuba volta a enfrentar hoje cortes prolongados de eletricidade, com cerca de 62% do país afetado durante o período de maior consumo, devido à crise energética que atravessa o sistema elétrico nacional.

© Magdalena Chodownik/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA    14/06/2026 

Segundo a União Eléctrica de Cuba (UNE), citada pela agência EFE, a capacidade de geração prevista para o horário de ponta será de 1.215 megawatts (MW), face a uma procura estimada de 3.100 MW, o que resulta num défice de 1.885 MW.

A mesma fonte estima que a afetação real poderá atingir os 1.915 MW, refletindo o nível de cortes necessários para evitar falhas descontroladas no sistema elétrico.

O país enfrenta uma crise energética agravada desde meados de 2024, com o Governo a classificar a situação como "crítica" e a reconhecer apagões que, em algumas zonas, ultrapassam as 22 horas diárias.

De acordo com a UNE, oito das 16 unidades termoelétricas do país encontram-se fora de serviço devido a avarias ou manutenção, numa rede marcada pela obsolescência das infraestruturas.

Além disso, dezenas de centrais de geração distribuída permanecem paradas por falta de combustível, uma situação que afeta de forma significativa a produção elétrica nacional.

As autoridades cubanas apontam também a escassez de combustíveis e as dificuldades de importação como fatores que agravam a crise, numa conjuntura de forte pressão económica sobre a ilha.

Estudos independentes estimam que seriam necessários entre 8.000 e 10.000 milhões de dólares para recuperar o sistema elétrico cubano.

A crise energética tem impacto direto na economia cubana, com previsões de contração do Produto Interno Bruto (PIB), e efeitos crescentes no descontentamento social, traduzido em protestos localizados nas últimas semanas.

Israel prepara-se para possível ataque iraniano "nas próximas horas"... O Exército de Israel está a preparar-se para um possível ataque ao seu território "nas próximas horas", num contexto de crescente tensão com o Irão, foi hoje anunciado.

© Lusa     14/06/2026 

As Forças de Defesa de Israel (FDI) indicaram, em comunicado, que permanecem em "alerta máximo" e preparadas para diversos cenários defensivos e ofensivos, acrescentando que o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, está a realizar uma "avaliação contínua" da situação.

"Neste momento, não há alterações nas diretrizes defensivas do Comando da Frente Interna. Caso se verifique alguma mudança, a população será informada em conformidade. As FDI não tolerarão qualquer ataque dirigido contra o território do Estado de Israel", acrescentaram.

Hoje à tarde, o Exército israelita bombardeou a zona de Dahye, subúrbios a sul de Beirute, após três drones lançados a partir do Líbano pelo movimento xiita Hezbollah terem atingido comunidades no norte de Israel, junto à fronteira.

O ataque a Beirute ocorreu num contexto de negociações entre os Estados Unidos e o Irão para um acordo de paz cuja assinatura tinha sido apontada como iminente, sem confirmação de que a eventual suspensão dos ataques israelitas no Líbano esteja incluída no entendimento.

A mais recente ofensiva israelita contra Dahye ocorreu há cerca de uma semana e desencadeou uma resposta iraniana com o lançamento de três vagas de mísseis contra território israelita, às quais Israel respondeu com ataques ao território iraniano.

Teerão tinha advertido que, caso continuassem os ataques israelitas contra o Líbano, avançaria com represálias, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos em 08 de abril incluía também o país árabe.

Esse ciclo de ataques cessou na segunda-feira, 08 de junho, após mediação do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Guerra entre Israel e o Hamas já matou 73 mil palestinianos... O número de mortos palestinianos na guerra entre Israel e o Hamas ultrapassou os 73 mil, informou hoje o Ministério da Saúde de Gaza, apesar de um frágil cessar-fogo que tem sido descrito como estagnado.

© Ahmed Al Arini / Middle East Images / AFP via Getty Images    Por LUSA   14/06/2026 

Israel continuou a atacar dentro do território, depois do acordo assinado em outubro, alegando que realiza ataques contra o Hamas e outros militantes que representam uma ameaça e em resposta a violações do cessar-fogo, incluindo ataques ocasionais. Cinco soldados israelitas foram mortos desde a trégua.

A confirmação do mais recente número de mortos palestinianos veio de Zaher al-Waheidi, chefe do departamento de registos do ministério, e de Hamza Salem, do departamento de relações públicas da tutela.

O número de mortos desde o início da guerra é agora de 73.001. Hoje, o ministério informou que houve cinco mortes: duas na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, e uma no centro, além de duas pessoas terem morrido na sequência de ferimentos anteriores.

Mais de 173.200 pessoas ficaram feridas desde o início da guerra, que foi desencadeada pelo ataque liderado pelo grupo armado Hamas, a 07 de outubro de 2023, contra Israel. Este ataque matou cerca de 1.200 pessoas e fez 251 reféns.

O Ministério da Saúde, parte do Governo liderado pelo Hamas, é composto por profissionais médicos e mantém registos detalhados considerados geralmente fiáveis ??pelas agências das Nações Unidas e por especialistas independentes. Não faz distinção entre civis e militantes, mas afirma que as mulheres e as crianças representam cerca de metade de todas as mortes.

Israel afirma que tenta evitar ferir civis e culpa o Hamas pelas suas mortes, porque os militantes operam em zonas densamente povoadas.

O acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, alcançado em outubro, encerrou as operações militares em grande escala e levou ao regresso de todos os restantes reféns.

Mas outros elementos do acordo estão paralisados, uma vez que o Hamas se recusa a desarmar e as tropas israelitas avançaram em Gaza, em vez de se retirarem. Ambos os lados acusam o outro de violar o acordo, mas afirmam que este ainda está em vigor.

O progresso em todas as outras questões --- incluindo a reconstrução, a retirada das tropas israelitas e o estabelecimento de um novo Governo palestiniano --- está a ser prejudicado pelo impasse sobre o desarmamento do Hamas, afirmou Nickolay Mladenov, o principal diplomata responsável pelo cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em Gaza.

A guerra desalojou a maior parte da população palestiniana, de mais de dois milhões de pessoas, deixou grande parte do território em ruínas e criou uma escassez generalizada de alimentos, medicamentos e outros mantimentos básicos, uma vez que as passagens fronteiriças com Gaza - todas, exceto uma, controladas por Israel - foram encerradas.

Ativista condena triste e inaceitável violência xenófoba na África do Sul... A ativista Cassandra Dorasamy condenou a "triste e inaceitável" atual violência xenófoba na África do Sul e apelou ao Governo que corrija os sistemas de regulação de imigração e de pedidos de asilo.

Por LUSA 

Em entrevista à Lusa, a ativista da Amnistia Internacional na África do Sul disse que a Organização Não-Governamental (ONG) tem testemunhado, desde o início do ano, movimentos no país que têm impedido os imigrantes de aceder a cuidados de saúde e a escolas.

"É triste ver como esta xenofobia, esta violência xenófoba, tem vindo a acontecer na África do Sul", declarou, numa entrevista feita por telefone no âmbito do 50.º aniversário do massacre de Soweto, em Joanesburgo, que se assinala a 16 de junho.

A ONG condena toda a violência contra imigrantes e a retórica xenófoba, sublinhou.

A violência tem gerado "muito medo entre as pessoas que são imigrantes na África do Sul", o que "viola os seus direitos à segurança e proteção", afirmou.

Nesse contexto, apelou ao Governo sul-africano que corrija "os seus sistemas que regulam a imigração, incluindo o sistema de asilo", onde se verificam "muitos atrasos", o que deixa "as pessoas a viver num limbo", pois não vivem regularizadas.

"Portanto, há muito a fazer por parte do Governo para garantir que as pessoas que fogem dos seus países e vêm para cá em busca de asilo estejam seguras e protegidas, e também por parte do executivo para travar a violência xenófoba que está a acontecer e garantir a segurança e a proteção de todos os que vivem na África do Sul", frisou.

A Amnistia Internacional, recordou, tem vindo a alertar para o uso de imigrantes como bodes expiatórios "quando se trata de questões económicas e de acesso a serviços básicos".

Para Cassandra Dorasamy, as ondas xenófobas no país, que são recorrentes, estão relacionadas com o facto de "muitos sul-africanos não estarem a usufruir dos direitos previstos na Constituição no que toca ao acesso à habitação, ao acesso à água e ao saneamento, à segurança, à segurança económica, ao bem-estar e à proteção".

"Devido à escassez de recursos, por vezes, parece oportuno para as pessoas desviar as atenções e culpar os imigrantes por todos os problemas que as rodeiam, quando, na verdade, é responsabilidade do Governo garantir que esses direitos sejam assegurados. Portanto, tem havido decididamente uma diabolização dos imigrantes face aos problemas que enfrentamos na África do Sul", refletiu.

Por fim, frisou que a ONG defende que o Governo e a polícia sul-africana precisam de garantir a proteção dos imigrantes no país, que é vizinho de Moçambique.

"É inaceitável que a polícia permita o assédio, a intimidação e a violência contra imigrantes e não faça nada", reiterou.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul e levam frequentemente a ondas de protestos violentos, especialmente nos bairros mais vulneráveis.

Os protestos mais graves ocorreram no final de 2019, resultando na morte de 18 estrangeiros, segundo dados da organização Human Rights Watch (HRW).

Na atual onda de protestos, manifestantes anti-imigração sul-africanos deram até 30 de junho para todos os estrangeiros abandonarem o país e o Governo da África do Sul anunciou nos últimos dias restrições às políticas migratórias.

Centenas, e nalguns casos até milhares, de migrantes foram repatriadas pelos próprios países, como Moçambique (mais de 700) ou a Nigéria (mais de mil), e a África do Sul foi alvo de críticas internacionais por xenofobia.

Trump celebra hoje 80 anos: A 'festa' e o percurso do presidente dos EUA... O presidente norte-americano, Donald Trump, celebra este domingo o seu 80.º aniversário, tornando-se o segundo octogenário a governar os Estados Unidos. Para comemorar a data, o republicano irá assistir a vários combates de UFC na Casa Branca, uma organização de artes marciais da qual é fã.

@Fox News   Por noticiasaominuto.com 

O presidente norte-americano, Donald Trump, celebra este domingo o seu 80.º aniversário, tornando-se o segundo octogenário a governar os Estados Unidos. Para comemorar a data, o republicano irá assistir a vários combates de UFC na Casa Branca.

De recordar que Trump tornou-se a pessoa mais velha a tornar-se presidente dos Estados Unidos, uma vez que é cinco meses mais velhos que o seu antecessor Joe Biden. 

Outro facto inédito é que alguém condenado por um crime nunca ganhara as eleições presidenciais nos Estados Unidos.

A 'festa' de aniversário de Trump

Donald Trump começou a planear o dia de aniversário há já algum tempo. No jardim sul da Casa Branca foi construído um ringue que será palco de várias lutas de UFC. Desporto do qual o presidente norte-americano é fã.

No entanto, a organização do evento não foi vista com bons olhos. Vários cidadãos norte-americanos apresentaram um processo para impedir a realização dos combates na Casa Branca. 

Mas, na semana passada, um juiz federal autorizou o presidente a celebrar o seu 80.º aniversário e o 250.º aniversário do país com combates de UFC.

Recorde o percurso de Donald Trump

Trump nasceu no bairro nova-iorquino de Queens a 14 de junho de 1946. É o quarto de cinco filhos de um importante promotor imobiliário. A mãe era uma imigrante escocesa. 

Depois de ter estudado numa academia militar e formar-se na Universidade da Pensilvânia, o atual chefe da Casa Branca entrou para o negócio da família. Em 1971, Trump assumiu o controlo da empresa familiar. 

De ntoar que o pai construía apartamentos para a classe média nos bairros nova-iorquinos de Brooklyn e Queens, mas Donald Trump preferiu mudar o rumo dos negócios e apostou em torres de luxo, hotéis, casinos e campos de golfe, de Manhattan ao Dubai.

Casou-se três vezes, com duas modelos e uma atriz. Tem cincos filhos e sete netos. É figura habitual nas páginas dedicadas a celebridades, e, ainda na década de 1980, fez participações especiais em filmes, séries e anúncios. ‘Sozinho em Casa 2: Perdido em Nova Iorque’, ‘O Sexo e a Cidade’ ou ‘O Príncipe de Bel Air’ são apenas alguns dos formatos que constam no seu currículo televisivo.

Do setor imobiliário... a político

Em 2015, num discurso proferido no edifício Trump Tower, em Manhattan (Nova Iorque), Trump decidiu avançar com uma candidatura para as eleições presidenciais, representando o Partido Republicano.

Donald Trump acabaria por vencer as eleições contra a democrata Hillary Clinton, iniciando assim o seu primeiro mandato na Casa Branco enquanto presidente dos Estados Unidos. 

Em 2020, Trump voltaria a recandidatar-se para um segundo mandato. No entanto, desta vez, não teve sorte, tendo sido vencido pelo democrata Joe Biden. 

E eis que, em 2024, volta a marcar presença na corrida das presidenciais norte-americanas. Inicialmente, tinha como opositor Joe Biden - que acabou por desistir da candidatura e foi substituído por Kamala Harris. 

Donald Trump venceu as eleições presidenciais de 2024 e tornou-se o segundo presidente norte-americano a cumprir dois mandatos não consecutivos, tendo conseguido vencer pela primeira vez o voto popular numa eleição, algo que não conseguiu nem em 2016 contra Hillary Clinton, nem em 2020 contra Biden e que os republicanos não conseguiam há duas décadas.

O presidente norte-americano terminará o segundo mandato presidencial com 82 anos.

A saúde de Trump

Recorde-se que, no final do mês passado, Donald Trump realizou o exame médico anual. O estado de saúde foi descrito como "excelente", incluindo o facto de o presidente ter um coração de uma pessoa de 65 anos. 

No relatório médico, divulgado pela Casa Branca, a saúde cardiovascular de Donald Trump foi descrita como equivalente à de uma pessoa 14 anos mais nova.

De acordo com o médico de Trump, Sean Barbabella, o presidente norte-americano tem uma "idade cardíaca" de 65 anos, apesar de no dia 14 de junho completar 80 anos. 

Quem é a jovem que morreu em salto de "bungee jumping" sem corda?... Jovem de 21 anos morreu em São Paulo, no Brasil, após ser lançada de uma altura de 40 metros durante um salto de corda. Segundo a imprensa local, a vítima não estava ligada ao sistema de segurança. Seis pessoas foram detidas após o acidente.

Por noticiasaominuto.com 

María Eduarda Rodrigues, de 21 anos, é a vítima mortal de um salto de "bungee jumping" sem corda, em São Paulo, no Brasil. 

A jovem morreu este sábado após ser lançada de uma altura de 40 metros sem cordas, em Limeira, no estado brasileiro de São Paulo.

Natural de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda era formada em Educação Física e Gestão Desportiva.

Nas redes sociais, costumava partilhar vários registos da sua rotina, além de publicações relacionadas com atividades físicas, natureza e bem-estar. Horas antes da sua morte, recorde-se, partilhara informações sobre o salto que iria fazer. 

Nas histórias da rede social Instagram, partilhou o local e as pulseiras de identificação para a atividade radical.

Numa das publicações, questionou: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???"

A queda

A jovem morreu este sábado após ser lançada de uma altura de 40 metros sem cordas, durante um salto de "bungee jumping", em Limeira, no estado brasileiro de São Paulo.

Segundo a imprensa brasileira, a empresa responsável não colocou a corda que deveria segurar a jovem. O noivo de María Eduarda, que estava no local, ter-se-á sentido mal e teve de ser assistido, refere o Globo.

O socorro foi acionado também para a mulher que foi, contudo, encontrada já sem vida.

Num vídeo, partilhado nas redes sociais e disponível aqui, é possível ver o momento em que pelo menos quatro funcionários carregam a jovem até à plataforma do salto. Depois, lançam-na e ouve-se: "a corda", "gente, a corda".

A autarquia de Limeira já anunciou que vai processar o Governo Federal por negligência na Ponte do Esqueleto, de onde a jovem saltou. Em causa está o facto de o governo ser responsável pela fiscalização, manutenção e controlo de acessos do local.

A Polícia Militar adiantou que, até ao momento, seis pessoas foram detidas. Dois homens fugiram do local após o incidente, mas acabaram por ser localizados por um helicóptero, que realizou buscas na zona. 


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Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no sábado depois de ter sido lançada de uma altura de 40 metros sem o equipamento de segurança necessário enquanto fazia "bungee jumping", em Limeira, São Paulo. O que se sabe sobre a morte da jovem?

Forças britânicas intercetaram petroleiro da frota fantasma russa... As forças britânicas intercetaram hoje no Canal da Mancha um petroleiro da frota fantasma russa, anunciou o Ministério da Defesa do Reino Unido.

Por LUSA 

"Na primeira operação deste tipo liderada pelo Reino Unido, o navio SMYRTOS foi abordado por comandos dos Royal Marines e por agentes das forças de segurança especialmente formados da Agência Nacional contra o Crime, apesar dos esforços da Rússia para contornar as sanções e continuar a alimentar a sua guerra bárbara na Ucrânia", afirma o ministério em comunicado.

Segundo o Governo britânico, o navio será transferido para um ancoradouro ao largo da costa sul de Inglaterra e colocado sob vigilância.

A operação, realizada nas primeiras horas da manhã e com uma duração de seis horas, contou com apoio aéreo, nomeadamente de helicópteros Chinook, e com a colaboração de navios da Marinha, incluindo a fragata HMS Sutherland.

"A Rússia recorre à sua frota fantasma para financiar o seu conflito na Ucrânia e a nossa interceção desferiu um golpe na guerra ilegal de Putin", afirmou o ministro da Defesa, Dan Jarvis.

De acordo com o governante, a operação foi conduzida "em estreita coordenação" com os franceses.

Para Dan Jarvis, perturbar a frota fantasma com a ajuda de parceiros internacionais "permite atacar diretamente os recursos que alimentam a agressão da Rússia na Ucrânia e reduzir a sua capacidade de ameaçar a segurança na Europa e outros lugares".

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse, por seu turno, que a operação desferiu "um novo golpe contra a Rússia" e deve lembrar "aqueles que alimentam a guerra de Putin na Ucrânia que não podem esconder-se".

Londres sancionou centenas de navios suspeitos de fazerem parte da frota fantasma utilizada pela Rússia para contornar os embargos ocidentais desde a invasão da Ucrânia em 2022.

Estes navios, geralmente velhos petroleiros de propriedade duvidosa, estão proibidos de aceder aos portos e serviços britânicos.

Em março, o Governo anunciou que as forças britânicas estariam autorizadas a abordar e apreender os navios da frota fantasma que atravessassem as suas águas.


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A Ucrânia saudou hoje a interceção, no Canal da Mancha, de um petroleiro da frota fantasma russa pelas forças britânicas, em colaboração com a França, considerando-a um golpe contra a "máquina de guerra" do Kremlin.


sábado, 13 de junho de 2026

FPF lamenta morte de jogador de futsal em acidente em Mafra... A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) lamentou hoje a morte de um jovem jogador de futsal do Póvoa de Santo Adrião Atlético Clube, na sequência de um despiste de uma carrinha em Mafra.

Por LUSA 13/06/2026

"Nesta hora de dor, a Federação Portuguesa de Futebol associa-se à consternação e envia as mais sentidas condolências à família e amigos do atleta, assim como ao Póvoa de Santo Adrião Atlético Clube e à Associação de Futebol de Lisboa", pode ler-se na nota divulgada no site da FPF.

Um jovem de 17 anos morreu hoje e seis pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade, na sequência do despiste de uma carrinha de nove lugares no concelho de Mafra, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo fonte do Comando Sub-Regional da Área Metropolitana de Lisboa, o acidente ocorreu na Estrada Nacional 374, na localidade de Milharado, tendo o alerta sido dado às 13:19.

A mesma fonte especificou que deste acidente resultou um morto, um jovem de 17 anos, um ferido grave, transportado para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e cinco feridos ligeiros, encaminhados para o Hospital Beatriz Ângelo, no concelho de Loures.

De acordo com uma notícia do Correio da Manhã, o veículo sinistrado transportava jogadores de futsal do Póvoa de Santo Adrião Atlético Clube.

Nas operações de socorro estiveram envolvidos 33 operacionais, apoiados por 14 veículos dos bombeiros, do INEM e da GNR.

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia denuncia ataque ucraniano contra oficina da central de Zaporijia... A Rússia denunciou um ataque ucraniano ocorrido hoje contra a oficina de transportes da central nuclear de Zaporijia, situada no leste da Ucrânia, mas sob controlo de Moscovo, um incidente que será comunicado à agência nuclear da ONU.

© Reuters     Por  LUSA   13/06/2026 

A central reportou na manhã de hoje um ataque das Forças Armadas da Ucrânia à oficina de transportes que causou danos materiais significativos, afetando três viaturas, bombas de combustível e janelas do edifício.

Não há registos de feridos nem evidências de perigo radiológico, para já.

A última vez que a oficina de transportes foi atacada foi a 31 de maio, quando seis autocarros e dois veículos Gazelle foram destruídos.

As Forças Armadas da Ucrânia não se pronunciaram sobre o incidente na maior central nuclear da Europa, que tem sido alvo de ataques aéreos e onde são constantemente trocadas acusações de ataques diretos entre a Rússia e a Ucrânia.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), tem vindo a alertar para o enorme perigo que representam estes incidentes desde o início da invasão russa da Ucrânia.

Enquanto aguardava um pronunciamento sobre este último ataque, a AIEA confirmou hoje que a central nuclear foi reconectada à rede elétrica esta manhã, a sua principal fonte de energia, após o décimo nono apagão na noite de quarta-feira devido a danos relacionados com o conflito.

Como é habitual, esta desconexão obrigou a central a utilizar geradores a diesel de emergência para fornecer a eletricidade necessária para arrefecer os seus seis reatores desligados.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (aliança do Atlântico Norte).

Estas condições para solucionar o conflito - constantes do plano de paz apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump - são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que exige um cessar-fogo antes de entabular negociações de paz com Moscovo e que os aliados europeus lhe forneçam sólidas garantias de que não voltará a ser alvo de ataque.

Irão afasta assinatura em 24 horas e prevê acordo "nos próximos dias"... O Irão prevê assinar o acordo com os Estados Unidos da América nos próximos dias, alargando o prazo inicialmente previsto pelo mediador nas negociações, o Paquistão, que tinha apontado para as próximas 24 horas.

© Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images     Por LUSA   13/06/2026 

"Temos de esperar para saber a data exata da assinatura. Não será amanhã [domingo]", disse à agência noticiosa iraniana Irna o porta-voz da diplomacia do país, Esmail Baghai, citado pela agência Fance-Presse (AFP).

Segundo o responsável, que pediu "cautela quando se fazem comentários, devido às reservas da outra parte sobre este processo", o acordo deverá ser assinado "nos próximos dias".

O porta-voz iraniano detalhou ainda que o documento se debruça sobre o fim da guerra. "Por enquanto, decidiu-se não abordar a questão nuclear", acrescentou.

Durante a manhã, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, escreveu na plataforma X (antigo Twitter) que se estava "mais perto que nunca de um acordo de paz" e que a conclusão do processo estava "prevista para as próximas 24 horas".

"Com a finalização prevista para as próximas 24 horas, o Paquistão está a preparar-se para a assinatura eletrónica do acordo de paz imediatamente a seguir, seguindo-se conversações a nível técnico na próxima semana", escreveu, então, Shehbaz Sharif na plataforma.

Na publicação, Sharif identificou as contas do Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, do vice-presidente, JD Vance, do secretário de Estado, Marco Rubio, e do enviado especial de Washington para o Médio Oriente Steve Witkoff. Além disso, identificou o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, apresentado como tendo apenas fins civis.

Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Barém, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

O Paquistão posicionou-se como um mediador fundamental no conflito que alastrou ao Médio Oriente, negociando com êxito um cessar-fogo de duas semanas entre Teerão e Washington a 08 de abril, depois várias vezes prorrogado por Trump.

O objetivo era prosseguir as conversações indiretas para alcançar o levantamento das sanções internacionais ao Irão e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares, e garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.

Por agora, Teerão mantém o bloqueio em Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, e Washington, por sua vez, impede a passagem de navios que tenham como origem ou destino portos iranianos.

Ataques aéreos israelitas atingem sul do Líbano... Ataques aéreos israelitas atingiram hoje o sul do Líbano, após um apelo israelita para a evacuação de cerca de 20 cidades e aldeias da região, incluindo a cidade de Nabatieh, informou a agência de notícias oficial libanesa ANI.

© Abbas Fakih / AFP via Getty Images        Por  LUSA   13/06/2026 

Os bombardeamentos atingiram diversas áreas, incluindo as aldeias de Rihan e Sujud, localizadas perto de Nabatieh.

Segundo a agência, foram ainda relatados disparos de artilharia dentro e à volta da cidade.

Os disparos de artilharia, que ocorreram durante a noite e hoje foram confirmados por um correspondente da AFP em Nabatieh, zona descrita como praticamente deserta.

Na sexta-feira à noite, a ANI relatou explosões e disparos de artilharia perto de colinas com vista para Nabatieh, com o Hezbollah a relatar confrontos com as forças israelitas que avançavam em direção à cidade de Majdal Zoun.

O exército israelita avisou hoje que se preparava para "tomar medidas enérgicas" contra o grupo pró-Irão Hezbollah.

O governo israelita aconselhou os residentes de 24 cidades e aldeias em Nabatieh e arredores, bem como aos mais próximos da costa, a abandonar "imediatamente as suas casas" e a dirigirem-se para norte do rio Zahrani, a cerca de 40 quilómetros da fronteira com Israel.

Hoje o Governo anunciou a interceção de uma "aeronave hostil" que tinha entrado no norte de Israel vinda do Líbano, após quatro incidentes semelhantes no dia anterior.

Nestes incidentes anteriores, alguns projéteis não foram intercetados, mas o exército afirmou que não causaram danos significativos.

O Hezbollah, por sua vez, declarou ter lançado ataques com drones contra veículos militares israelitas no sul do país.


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O exército israelita anunciou hoje que irá lançar novos ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano, após denunciar uma violação do cessar-fogo pelo movimento xiita libanês.

CONFLITOS: Desde a Segunda Guerra Mundial que não havia tantos conflitos armados... Desde o final da Segunda Guerra Mundial que não existia um número de conflitos armados entre Estados tão elevado como o registado em 2025, segundo um relatório publicado pelo Instituto de Investigação da Paz de Oslo (PRIO).

© Lusa    13/06/2026 

O relatório, intitulado "Tendências de Conflitos: Uma Análise Global, 1946-2025", indica ainda que o ano passado foi o terceiro mais letal desde 1989, com 245 mil mortes resultantes da violência relacionada com conflitos.

O documento registou oito conflitos interestatais em 2025: a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o conflito entre a Índia e o Paquistão, os combates entre o Afeganistão e o Paquistão, os confrontos entre a Tailândia e o Camboja e múltiplos conflitos interestatais ligados ao conflito no Médio Oriente, incluindo os que envolveram Israel, o Irão, o Iémen e os Estados Unidos.

"O ressurgimento de conflitos interestatais a esta escala é profundamente preocupante", salientou Siri Aas Rustad, diretora de investigação do PRIO e principal autora do relatório, que salientou que "durante décadas, as guerras civis dominaram os conflitos globais".

Durante o lançamento do relatório, que se baseia em dados do Programa de Dados sobre Conflitos de Uppsala (UCDP), afirmou: "Estamos agora a assistir a um perigoso ressurgimento de confrontos diretos entre Estados, impulsionados por rivalidades geopolíticas, disputas fronteiriças e escalada regional, particularmente no Médio Oriente".

Estes números refletem as 245 mil mortes em incidentes relacionados com batalhas, um número resultante de três conflitos: a invasão russa da Ucrânia, a guerra no Sudão --- incluindo os massacres perpetrados pelo grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) em El Fasher, no Darfur --- e o bombardeamento israelita da Faixa de Gaza.

O PRIO observa que o elevado número de mortes é frequentemente impulsionado por alguns conflitos de grande escala e sublinha que, embora antes de 2020 fosse comum a ocorrência de um destes conflitos de cada vez, nos últimos anos tem-se verificado uma acumulação destes conflitos em simultâneo.

O aumento do número de mortes entre 2024 e 2025 --- passando de 188.000 para 245.000 --- deve-se principalmente à violência no Sudão, com cerca de 60.000 mortos na última semana de outubro de 2025 pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) em El Fasher, segundo dados da UCDP.

O número de mortes quase duplicou na República Democrática do Congo (RDCongo), principalmente devido à ofensiva lançada no início do ano pelo grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23).

A UCDP esclarece que o número de mortos inclui aqueles que morreram em combate --- o que engloba mortes em conflitos ou ataques, tanto de combatentes como de civis --- mas exclui um "número enorme" de mortes indiretas devido à falta de infraestruturas e instalações de saúde, insegurança alimentar e aqueles feridos em ataques que posteriormente sucumbiram aos ferimentos.

Por isso, sublinha que, embora os números reflitam o nível de conflito em todo o mundo, são estimativas conservadoras, especialmente porque o número de mortes indiretas é difícil de verificar "devido à falta de dados fiáveis" que permitam uma estimativa aproximada.

O relatório indica que 2025 registou também o maior número de conflitos estatais desde 1946, com 65 conflitos --- mais seis do que o recorde anterior --- e cerca de 153 mil mortes, um número apenas superado pelos documentados em 2021, 2022 e 2024.

Dados que representam um nível persistentemente elevado de violência estatal, com mais mortes nos últimos cinco anos do que nos 20 anos anteriores a 2021.

Durante 2025, estes 65 conflitos foram documentados em 35 países, um aumento em ambas as áreas em comparação com 2024.

Além disso, na última década, a diferença entre o número de conflitos e o número de países em conflito aumentou, indicando um aumento no número de países que experienciam múltiplos conflitos simultâneos --- como Myanmar, com cinco, e Israel, com dois conflitos civis e três internacionais.

A lista de países com múltiplos conflitos inclui ainda o Afeganistão, os Camarões, o Mali, a Nigéria e o Paquistão, com três cada, enquanto 16 dos 35 países têm apenas um conflito.

Este facto "reflete também uma crescente complexidade na dinâmica dos conflitos, com mais atores envolvidos", como explica o PRIO, que sublinha que este tem "implicações importantes para a forma como estes conflitos são analisados ??e abordados".

Rusted salientou que "os conflitos hoje estão cada vez mais interligados" e acrescentou que "envolvem mais atores, frentes sobrepostas e maior abrangência regional".

"Isto torna-os muito mais difíceis de resolver e aumenta significativamente o risco", disse.

ÍNDIA: Avião da Força Aérea Indiana despenha-se na Índia e mata cinco militares... Um avião de transporte da Força Aérea Indiana despenhou-se hoje durante uma aterragem na base de Jorhat, no nordeste da Índia, matando cinco militares, informou aquele ramo das Forças Armadas.

© X/W0lverineupdate     Por  LUSA   13/06/2026 

"A Força Aérea Indiana lamenta profundamente a morte de cinco dos seus soldados no acidente do [Antonov] An-32 em Jorhat", informou a instituição em comunicado, citado pela agência de notícias francesa AFP.

Segundo a mesma fonte, foi determinada a abertura de um inquérito para investigar as causas do acidente.

Vários meios de comunicação indianos transmitiram imagens de uma densa coluna de fumo negro a sair da base de Jorhat e, em seguida, de destroços do avião, cercados por militares.

O An-32 é uma aeronave bimotora de fabrico russo e, em 2019, um outro avião deste modelo que partiu da base de Jorhat tinha-se despenhado perto da fronteira entre a Índia e a China, matando 13 passageiros e tripulantes, refere a AFP.

No total, a Força Aérea Indiana dispõe de cerca de cem An-32.

 


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Três pessoas seguiam a bordo do aparelho que se despenhou este domingo em Loiret, França. Uma pessoa morreu e outras duas estão em estado critico.