domingo, 5 de abril de 2026

Irão alerta ONU para riscos após ataque contra central nuclear... O embaixador do Irão pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que preste atenção às consequências humanitárias e à exposição à radiação, após um ataque norte-americano e israelita contra a central nuclear de Bushehr.

© Lusa   05/04/2026 

Numa carta enviada ao secretário-geral da ONU, o português António Guterres, no sábado, Amir Saeed Iravani alertou que os ataques contra instalações nucleares são ilegais e violam o direito internacional.

No documento, citado pelo jornal norte-americano New York Times, o diplomata iraniano descreveu os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra centrais nucleares como "um crime de guerra" e "um claro ato de terrorismo de Estado".

Na missiva, também dirigida ao Bahrein, que atualmente preside ao Conselho de Segurança da ONU, Iravani sublinhou ainda que a central nuclear de Bushehr é utilizada apenas para fins pacíficos.

No sábado, um ataque norte-americano e israelita causou a morte de um segurança da central de Bushehr, situada no sul do Irão, que antes da guerra contava com 600 trabalhadores.

Um projétil caiu perto da central, construída em cooperação com a Rússia, mas as instalações principais estão operacionais.

Horas depois, as autoridades russas disseram que quase 200 funcionários foram obrigados a abandonar a central.

"Cerca de 20 minutos após o infeliz ataque, os autocarros partiram da estação de Bushehr em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia. Com 198 pessoas. Esta é a maior evacuação até à data", disse o diretor-geral da agêcnia de energia atómica russa Rosatom, Alexei Likhachev, citado pela agência de notícias oficiial russa TASS.

Na quinta-feira, Alexei Likhachev tinha anunciado que a fase final da retirada dos funcionários russos da central ia decorrer na próxima semana, mas foi antecipada devido ao ataque.

A Rússia tem alertado repetidamente para o perigo que a central de Bushehr enfrenta, uma vez que já sofreu quatro ataques.

"A probabilidade de danos, de um possível incidente nuclear, infelizmente só aumenta, como confirmam os acontecimentos desta manhã [sábado]", acrescentou Likhachev.

Esta semana, a Rússia anunciou que a primeira unidade da central nuclear continuaria a operar, recorrendo a funcionários voluntários e trabalhadores locais.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que justificaram com o fracasso de negociações sobre o programa nuclear iraniano, que Teerão afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


Leia Também: Rebeldes Huthis do Iémen reivindicam ataque contra aeroporto em Israel

Os rebeldes Huthis do Iémen, aliados de Teerão, reivindicaram a responsabilidade por um ataque contra o aeroporto Ben Gurion, no centro de Israel, em retaliação pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão.

sábado, 4 de abril de 2026

Pelo menos seis explosões ouvidas em Jerusalém... Pelo menos seis explosões foram ouvidas hoje em Jerusalém, depois de Israel ter detetado mísseis lançados pelo Irão, de acordo com jornalistas da agência de notícias France-Presse (AFP).

Por LUSA 

Esta madrugada tinham sido já registados ataques com mísseis iranianos em Israel, causando cinco feridos em Telavive e no centro do país.

Esses ataques também causaram danos materiais, de acordo com a proteção civil israelita.

O Exército israelita indicou que, desde a meia-noite, Teerão lançou sete séries de ataques de mísseis dirigidos a Israel.

A 28 de fevereiro, Israel e Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, ataques contra alvos israelitas, bases norte-americanas e infraestruturas civis e militares em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além de atacar o Irão, Israel avançou com uma invasão no sul do Líbano e ataques nos subúrbios de Beirute, numa ofensiva contra o movimento xiita Hezbollah, apoiada por Teerão.

Irão: Quase 200 funcionários russos deixam central de Bushehr... Quase 200 funcionários da central nuclear de Bushehr, no Irão, foram obrigados a abandonar o estabelecimento, depois de um ataque norte-americano e israelita esta manhã, anunciaram hoje as autoridades russas.

 

Por LUSA 

"Cerca de 20 minutos após o infeliz ataque, os autocarros partiram da estação de Bushehr em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia. Com 198 pessoas. Esta é a maior evacuação até à data", disse o diretor-geral da agêcnia de energia atómica russa Rosatom, Alexei Likhachev, citado pela agência de notícias TASS.

O ataque causou a morte de um segurança da central, situada no sul do Irão, que antes da guerra contava com 600 trabalhadores.

Um projétil caiu perto da central (construída em cooperação com a Rússia), mas as instalações principais estão operacionais.

Na quinta-feira, Alexei Likhachev tinha anunciado que a fase final da retirada dos funcionários russos da central ia decorrer na próxima semana, mas foi antecipada devido ao ataque registado pela Organização de Energia Atómica do Irão.

A Rússia tem alertado repetidamente para o perigo que a central enfrenta, uma vez que sofreu quatro ataques.

"A probabilidade de danos, de um possível incidente nuclear, infelizmente só aumenta, como confirmam os acontecimentos desta manhã", acrescentou Likhachev.

Esta semana, as autoridades russas anunciaram que a primeira unidade da central nuclear continuaria a operar apesar da retirada de trabalhadores, indicando que funcionários voluntários e trabalhadores locais iam continiuar a gerir o estabelecimento.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, justificando o ataque militar com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


A Rússia condenou hoje o "ataque fatal" à central nuclear de Bushehr, no sul do Irão, onde trabalham funcionários russos, muitos dos quais tiveram de ser retirados.



Trump avisa Irão: Ormuz? "48 horas até que o Inferno caia sobre eles"... O presidente norte-americano deu hoje "48 horas" ao Irão para chegar a um acordo ou reabrir o estreito de Ormuz, dizendo que ia fazer cair o inferno sobre o país no golfo Pérsico.

Por LUSA 

"Lembram-se quando dei ao Irão 10 dias para CHEGAR A UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ. O tempo está a terminar -- 48 horas até que o Inferno caia sobre eles. Glória a DEUS", escreveu Donald Trump na sua rede social, Truth Social.

A mensagem, no fim de semana da Páscoa, surgiu depois de Trump ter lançado um ultimato de 10 dias em 26 de março, na mesma plataforma.

Na ocasião, o Presidente norte-americano tinha dito a Teerão que tinha até às 20:00 de Washington, na segunda-feira, 06 de abril, para reabrir o estreito de Ormuz.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra Teerão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, via marítima fundamental para o mercado petrolífero, e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.

Os últimos desenvolvimentos da guerra no Irão (que entra na 6.ª semana)... A guerra no Médio Oriente entrou hoje na sexta semana desde o início do ataque conjunto dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images. Por LUSA 04/04/2026 

A guerra no Médio Oriente entrou na sexta semana desde o início do ataque conjunto dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.

Eis os principais desenvolvimentos das últimas horas, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP):

Irão diz ter atacado um navio ligado a Israel

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter atacado um cargueiro ligado a Israel, com drone, no estreito de Ormuz.

O cargueiro é identificado pelo 'site' Vessel Finder como um navio mercante com bandeira liberiana e o Centro de Comunicações do Bahrein não mencionou este ataque na última atualização, limitando-se a referir que "os sistemas de defesa aérea das Forças de Defesa do Bahrein intercetaram e destruíram oito drones nas últimas 24 horas".

Trinta universidades no Irão atingidas por ataques de Israel e EUA

Mais de 30 universidades no Irão foram alvo de ataques desde o início da guerra lançada por Israel e Estados Unidos, afirmou o ministro da Ciência iraniano.

Depois destes ataques, Teerão ameaçou retaliar contra as universidades norte-americanas no Médio Oriente.

Uma pessoa morta em ataques aéreos a central nuclear iraniana

Um ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e Israel atingiu a central nuclear de Bushehr, no sul do Irão, provocando a morte de um segurança daquela unidade, afirmou a imprensa estatal, que disse que o ataque não causou danos às instalações.

A imprensa iraniana noticiou também um ataque a um terminal comercial numa ligação fronteiriça entre o Irão e o Iraque, que matou um motorista iraquiano e feriu dois trabalhadores iranianos.

Incêndio atinge complexo petrolífero no Iraque após ataque de drones

Um incêndio deflagrou num complexo petrolífero de Burjesia, no sul do Iraque, onde operam empresas estrangeiras, disse à AFP fonte de segurança, referindo que o incêndio começou depois de dois drones terem atingido aquele complexo.

Subúrbios do sul de Beirute bombardeados

Os subúrbios do sul de Beirute foram bombardeados ao amanhecer, disse um jornalista da AFP que ouviu fortes explosões e fumo.

Simultaneamente, as Forças de Defesa de Israel anunciaram nas redes sociais que tinham "iniciado ataques às infraestruturas do Hezbollah em Beirute".

Mísseis iranianos disparados contra Israel

Uma salva de mísseis iranianos foi disparada em direção a Israel, anunciou o exército israelita, afirmando que os sistemas de defesa foram mobilizados para qualquer interceção.

Uma pessoa ficou ferida num ataque com um míssil balístico iraniano que lançou munições de fragmentação no centro de Israel, noticiaram os meios de comunicação israelitas.

Trump diz que queda de avião militar no Irão "não muda nada"

O Presidente norte-americano afirmou que a queda de um caça dos EUA no Irão "não muda absolutamente nada" em relação a possíveis negociações com Teerão.

Meloni discute crise energética com emir do Qatar

A primeira-ministra italiana em visita a Doha, reuniu-se com o emir do Qatar, com quem discutiu a crise energética causada pela guerra no Médio Oriente.

Giorgia Meloni chegou ao Qatar, depois de uma escala em Riad, onde se encontrou com o príncipe herdeiro e governante do reino saudita, Mohammed bin Salman, com ambos a concordarem na urgência de reabrir a liberdade de circulação no estreito de Ormuz.

Zelensky em Istambul para discutir segurança no Médio Oriente e na Ucrânia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chegou a Istambul para conversas com o homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, onde devem abordar a segurança no Médio Oriente e na Ucrânia.

Um responsável ucraniano disse à AFP que as discussões "não serão apenas sobre intercetores de drones", mas "sobre cooperação em segurança no geral".

Dois membros da oposição executados no Irão

As autoridades iranianas executaram dois homens condenados por pertencerem a um grupo de oposição proibido e por ações de desestabilização destinadas a derrubar o poder, anunciou o poder judicial.

Estas execuções são as mais recentes visando os Mujahidines do Povo (MEK), tendo outros quatro membros do grupo sido enforcados esta semana.

Estudo indica que envelhecimento pode incluir melhorias físicas e cognitivas... Cerca de 45% das pessoas analisadas com mais de 65 anos registaram melhorias físicas e cognitivas ao longo do tempo, segundo investigadores que avaliaram milhares de adultos com mais de 65 anos durante vários anos.

Por  SIC Notícias 

A investigação foi liderada por Becca Levy e Martin Slade, da Escola de Saúde Pública de Yale com base em dados do Health and Retirement Study, um projeto que acompanha indivíduos ao longo do tempo.

Os investigadores analisaram indicadores como a função cognitiva e a velocidade da marcha, considerada um sinal relevante da condição física. Os resultados mostram que melhorar com a idade não constitui uma exceção, mas uma realidade para uma parte significativa da população idosa.

Pra o estudo, que foi publicado na revista científica Geriatrics, os investigadores acompanharam os participantes durante 12 anos, o que permitiu observar mudanças ao longo do tempo.

Becca Levy explicou que a investigação surgiu após refletir sobre exemplos de envelhecimento bem-sucedido.

“Comecei a pensar nestes exemplos de pessoas que prosperam mais tarde na vida”, afirmou.

Os dados indicam que há ainda uma ligação entre a forma como as pessoas encaram o envelhecimento e o resultados que alcançam. Participantes com crenças positivas apresentaram maior probabilidade de melhoria física e cognitiva.

No âmbito desta investigação, Becca Levy desenvolveu também uma abordagem para contrariar estereótipos negativos associados à idade, conhecida como método ABC. Esta estratégia passa por:

  • reconhecer as mensagens negativas sobre o envelhecimento;
  • perceber que nem tudo o que corre mal se deve à idade, mas sim das ideias erradas sobre envelhecer;
  • questionar e criticar crenças negativas, tanto a nível individual como social.

Louise Aronson, médica geriatra e professora na Universidade da Califórnia, em São Francisco, destacou que o envelhecimento não corresponde necessariamente a um processo de perda contínua.

“Vai continuar a envelhecer. Vai morrer. Mas pode tornar esse processo muito melhor”, afirmou.

Os autores defendem que fatores como atitude, comportamento e envolvimento social podem influenciar diretamente a evolução das capacidades físicas e mentais em idades mais avançadas.


Um estudo com dezenas de milhares de participantes concluiu que pequenos ajustes no sono, na atividade física e na alimentação podem prolongar a vida e aumentar os anos de saúde. A investigação foi liderada por cientistas da Universidade de Sidney com base em dados do UK Biobank.

Senegal suspende viagens oficiais não essenciais face ao preço do petróleo... O governo do Senegal anunciou a suspensão de todas as viagens oficiais não essenciais ao exterior devido ao aumento dos preços dos combustíveis causados pela guerra no Médio Oriente.

© Reuters    Por  LUSA  04/04/2026 

"A captação de fundos está a tornar-se cada vez mais difícil... O Senegal já se encontrava numa situação extremamente difícil, como evidenciado pela dívida exponencial que herdámos", afirmou o primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, na noite de sexta-feira, num discurso na cidade de Mbour, noticiado pela imprensa local. 

O primeiro-ministro daquele país da África ocidental alertou que o preço do petróleo no país atingiu 115 dólares (cerca de 100 euros) por barril, em comparação com os 62 dólares (54 euros) projetados no orçamento nacional para este ano, antevendo tempos difíceis para a população.

Face à situação financeira difícil, agravada agora pelo aumento do preço do petróleo, o primeiro-ministro anunciou medidas públicas de austeridade, incluindo a suspensão de viagens oficiais.

O Senegal junta-se a outros países africanos que decidiram tomar medidas para fazer face ao aumento dos custos, como a fixação de preços dos combustíveis ou a redução de impostos sobre esses produtos, por forma a tentarem proteger-se dos aumentos constantes dos preços causados pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que levou ao fecho do estreito de Ormuz.

As economias africanas são especialmente vulneráveis a crises globais, face à sua dependência de mercados externos, volatilidade dos câmbios, falta de infraestruturas e altos níveis de endividamento.

A guerra começou em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e Israel em território iraniano.

Teerão retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, via marítima fundamental para o mercado petrolífero, e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


Leia Também: HRW pede ao presidente do Senegal que não assine lei anti-LGBT

A Human Right Watch (HRW) instou o presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, a defender os direitos humanos "de todos os senegaleses" e a não assinar o projeto de lei aprovado pelo Parlamento para agravar as penas contra as relações homossexuais.

Caças abatidos? Trump tinha garantido que força aérea estava "em ruínas"... O Irão anunciou, na sexta-feira, que abateu dois aviões de combate norte-americanos, sendo que o piloto de um deles continua desaparecido. Cerca de um dia antes, o presidente dos EUA tinha garantido que a força aérea iraniana estava "em ruínas".

© Getty Images/ Shawn Thew/EPA/Bloomberg  noticiasaominuto.com 04/04/2026 

Pouco mais de um dia antes de o Irão ter abatido dois caças norte-americanos, Donald Trump tinha-se gabado do poderio militar dos Estados Unidos, afirmando que a força aérea de Teerão estava "em ruínas".

Foi no seu discurso de quarta-feira (já quinta-feira em Portugal) numa declaração à nação sobre a guerra no Médio Oriente e, em particular, no Irão, que o presidente norte-americano se mostrou extremamente confiante na ofensiva levada a cabo pelo país que lidera.

"Nós podíamos atingi-lo [ao Irão] e desapareceria, e não há nada que eles possam fazer quanto a isso. Eles não tem qualquer equipamento aéreo. O seu radar está 100% aniquilado", garantiu a partir da Casa Branca, citado pela ABC News. "Nós somos imparáveis enquanto força militar".

Nesse mesmo discurso, Donald Trump assegurou que a força aérea do Irão estava "em ruínas" e que "a sua habilidade de lançar mísseis e drones estava dramaticamente reduzida".

"Nunca na história da guerra um inimigo sofreu perdas tão evidentes e devastadoras, em grande escala, numa questão de semanas", comentou ainda Trump, informando, no entanto, que a ofensiva contra o Irão iria ser intensificada nas próximas duas a três semanas.

Recorde-se de que ao longo do conflito, que já se estende há mais de um mês, Donald Trump tem assegurado, reiteradamente, que os Estados Unidos estão a sair vitoriosos da guerra e que a mesma não se deverá prolongar muito no tempo. A data limite de duas semanas, aliás, já tinha sido antes mencionada por Trump - mas, até ao momento, não foi cumprida. O fim do conflito continua incerto.

A confiança no poderio militar dos Estados Unidos foi ecoado pelo secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, que precisamente há um mês, a 4 de março, afirmou que "em menos de uma semana", os Estados Unidos e Israel iam ter "controlo completo dos céus iranianos".

"Significa que vamos voar dia e noite, sem parar, localizando, destruindo e aniquilando os mísseis e a base industrial de defesa das forças armadas iranianas, localizando e destruindo os seus líderes e os seus comandantes militares, sobrevoando Teerão, sobrevoando o Irão, sobrevoando a sua capital, sobrevoando o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica", afirmou.

O controlo norte-americano não era, pelos vistos, assim tão completa quanto os líderes dos Estados Unidos queriam fazer parecer. Na sexta-feira, as forças armadas iranianas abateram não um, mas dois caças norte-americanos que sobrevoavam os céus iranianos.

O ataque desencadeou uma operação conjunta entre os Estados Unidos e Israel, de modo a resgatar os dois pilotos a bordo. Ainda durante sexta-feira foi possível localizar e resgatar um dos militares, mas o outro permanece, para já, desaparecido.

Enquanto isso, também as forças iranianas estão à procura do piloto abatido dos céus, chegando mesmo a oferecer uma recompensa pelo mesmo.

"Se capturarem o ou os pilotos inimigos com vida e os entregarem à polícia ou às Forças Armadas, receberão uma generosa recompensa", disse a polícia iraniana, numa mensagem lida durante uma transmissão da televisão estatal.

A mesma emissora partilhou imagens de aeronaves norte-americanas a sobrevoarem o Irão à procura do piloto desaparecido, que pode ver na publicação abaixo.


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A operação militar 'Fúria Épica', contra o Irão, causou até ao momento 13 militares norte-americanos mortos e 365 feridos, revelou o Pentágono.

GUERRA NA UCRÂNIA: Ataque russo faz cinco mortos e 19 feridos em mercado na Ucrânia... Um ataque com um drone russo a um mercado na cidade de Nikopol, na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste da Ucrânia, provocou esta manhã cinco mortos e 19 feridos, segundo as autoridades locais.

© Dmytro Smolienko / Ukrinform/Future Publishing via Getty Images     Por  LUSA  04/04/2026 

O responsável militar da região de Dnipropetrovsk, Oleksandr Ganzha, e a Procuradoria-Geral da Ucrânia informaram que o bombardeamento ocorreu hoje por volta das 09h50 desta manhã (07h50 em Lisboa).

"Cinco pessoas foram mortas --- três mulheres e dois homens" e 19 ficaram feridas, incluindo uma menor de 14 anos que se encontra em estado crítico, indicou na rede social Telegram o chefe da administração militar da região.

Os pavilhões comerciais e uma loja ficaram danificados, segundo informou o Ministério Público também na conta do Telegram, onde anunciou o início de uma investigação por possíveis crimes de guerra.

O Exército russo não fez comentários sobre este incidente e limitou-se a confirmar ataques contra instalações militares, industriais e energéticas ucranianas utilizadas pelas Forças Armadas da Ucrânia e aeródromos militares ucranianos, "bem como acampamentos de destacamento temporário para unidades militares ucranianas e mercenários estrangeiros" em 142 localidades do país durante as últimas 24 horas.


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Um ataque com mísseis e drones fez um morto e quatro feridos graves na região de Rostov, no sul da Rússia, na fronteira com a Ucrânia, informou hoje o governador regional.

EUA alertam para possíveis ataques contra universidades no Líbano... A Embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Beirute alertou para a possibilidade de o Irão ou grupos armados aliados atacarem universidades norte-americanas no Líbano, onde o conflito já causou 1.300 mortos.

© Lusa   04/04/2026 

Num comunicado divulgado na sexta-feira, a missão diplomática indicou que "o Irão e as milícias afiliadas podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano" e salientou que Teerão "ameaçou especificamente universidades norte-americanas em todo o Médio Oriente".

O Departamento de Estado recomendou que os cidadãos norte-americanos abandonem o Líbano "enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis", de acordo com o comunicado, que destaca a natureza "volátil e imprevisível" da situação de segurança no país.

"Instamos os cidadãos norte-americanos a não viajarem para o Líbano. Recomendamos que os cidadãos norte-americanos que se encontrem no Líbano e optarem por não sair do país elaborem planos de contingência de emergência e estejam preparados para procurar abrigo caso a situação se agrave", prosseguiu o comunicado.

O governo dos EUA alertou os cidadãos de que a Embaixada no Líbano "está a prestar serviços limitados de passaporte a cidadãos norte-americanos a título de emergência" e que "todos os serviços consulares regulares estão suspensos até novo aviso".

O alerta surge após uma recente onda de controvérsias nos círculos políticos e mediáticos libaneses, na sequência da disseminação de ameaças por parte de grupos ligados à milícia libanesa pró-Irão Hezbollah, que identificaram instituições como a Universidade Americana de Beirute e a Universidade Americana Libanesa como potenciais alvos.

O Líbano foi arrastado para o conflito em curso no Médio Oriente quando o Hezbollah lançou morteiros sobre Israel, em retaliação pela ofensiva aérea lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel sobre o Irão.

Israel ripostou com ataques aéreos maciços em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre.

Segundo as autoridades libanesas, o conflito fez, em 30 dias, mais de 1.300 mortos e mais de um milhão de deslocados, o que representa mais de um sexto da população do país. 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

EUA e Israel resgatam um dos tripulantes do caça abatido pelo Irão... Fontes norte-americanas e israelitas disseram hoje que um tripulante de um caça norte-americano, que Teerão disse hoje ter abatido, foi resgatado.

© Getty Images   Por  LUSA   03/04/2026 

A informação foi divulgada pela agência de notícias Associated Press (AP), que citou fontes militares que falaram sob anonimato para descrever as operações, ainda em curso. 

O resgate aconteceu enquanto as forças norte-americanas conduziam uma operação de busca e salvamento, de acordo com três pessoas que falaram sob anonimato.

A operação está a ser acompanhada por forças israelitas.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse, em comunicado, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, foi informado do incidente, sem acrescentar pormenores.

Antes, a televisão estatal iraniana avançou que as Forças Armadas do país tinham abatido um caça norte-americano no sul, o que provocou uma operação dos EUA e Israel.

A emissora estatal IRIB mostrou imagens de dois supostos helicópteros dos EUA que estavam à procura dos pilotos do caça abatido, com capacidade para uma tripulação de dois elementos, indicou a agência de notícias EFE.

A agência iraniana Fars noticiou que as forças iranianas iniciaram buscas para localizar a tripulação.

Um comunicado da polícia, divulgado pelas forças de segurança iranianas, registou que o avião foi alvejado enquanto sobrevoava o centro do Irão, tendo sido abatido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste.

"Se capturarem o ou os pilotos inimigos com vida e os entregarem à polícia ou às Forças Armadas, receberão uma generosa recompensa", disse a polícia, na mensagem lida na transmissão da televisão estatal.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com ataques a alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos.

Em março, as forças iranianas anunciaram que tinham atingido e danificado um F-35 norte-americano, mas esta é a primeira vez desde o início do conflito que os órgãos de comunicação social noticiaram o abate de um caça.


A televisão estatal iraniana disse hoje que as Forças Armadas do país abateram um caça norte-americano F-15E no sul do país e que decorre uma operação para resgatar a tripulação.

Israel destruiu 70% da produção de aço iraniano, diz Netanyahu... Israel destruiu 70% da produção de aço iraniana, anunciou hoje o Governo israelita, garantindo que vai continuar as operações contra o movimento xiita Hezbollah e o Irão, em coordenação com os Estados Unidos.

Por LUSA 

"Nos últimos dias, a Força Aérea destruiu 70 % da capacidade de produção de aço do Irão. Trata-se de uma conquista tremenda que priva a Guarda Revolucionária de recursos financeiros e da capacidade de produzir armamento", afirmou o primeiro-ministro israelita, numa mensagem de vídeo publicada nos seus canais.

No vídeo, gravado depois de uma avaliação militar na base principal da unidade dos serviços secretos do Exército israelita em Telavive, Benjamin Netanyahu acrescentou ter atacado, nos últimos dias, "pontes e infraestruturas" iranianas estratégicas em operações conjuntas com os EUA.

"Em plena coordenação entre o Presidente [norte-americano, Donald] Trump e eu, entre as Forças de Defesa de Israel e as forças armadas dos Estados Unidos, continuaremos a esmagar o Irão. Este regime está mais fraco do que nunca; Israel está mais forte do que nunca", afirmou.

No Líbano, o primeiro-ministro israelita indicou que o Exército vai continuar a "alargar a cintura de segurança" para "proteger as comunidades do norte" de Israel", que já controla a zona situada a sul do rio libanês Litani, o que representa aproximadamente 8% do território do país vizinho.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou que o Exército ia iniciar a demolição de habitações em aldeias do sul do Líbano, consideradas "postos avançados" do Hezbollah, apoiado pelo Irão.

O movimento xiita libanês enfrenta Israel desde 02 de março, em apoio a Teerão, no segundo conflito armado em apenas ano e meio.

Israel mantém uma intensa campanha de bombardeamentos principalmente contra o sul e o leste do Líbano, bem como nos arredores de Beirute, enquanto desenvolve uma invasão terrestre na região mais meridional do seu território.

O Ministério da Saúde libanês elevou para mais de 1.200 o número de mortos no país devido aos bombardeamentos israelitas, desde 02 de março.

O Irão não apresentou um balanço oficial de mortos desde a primeira semana da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos, altura em que situaram o número em 1.230 vítimas mortais.

No entanto, a organização não-governamental (ONG) da oposição HRANA, com sede nos EUA, registou mais de 3.400 mortos, entre os quais mais de 1.500 civis.


Leia Também: Apreensão de munições nos portos de Cabo Verde mais do que duplica

A apreensão de munições nos portos internacionais de Cabo Verde mais do que duplicou em 2025, correspondendo a um aumento de 113,2% face a 2024, anunciou a Polícia Nacional.


VENDEDORES DE CARNE BOVINA EM BISSAU PEDEM INTERVENÇÃO URGENTE DO GOVERNO NA REGULAÇÃO DE PREÇOS

Por  RSM 03/04/2026

Os vendedores de carne de vaca nos mercados de Bissau apelam ao Governo para uma intervenção urgente na regulação dos preços praticados no matadouro, alertando que a situação atual está a afetar gravemente tanto os comerciantes como os consumidores.

A preocupação foi manifestada esta sexta-feira, durante uma reportagem da Rádio Sol Mansi (RSM), que procurou avaliar o poder de compra da população nos principais mercados da capital.

Segundo os vendedores, a subida constante dos preços tem afastado clientes, numa altura em que o país enfrenta sérias dificuldades económicas. “Os consumidores já não conseguem comprar como antes”, lamentam, sublinhando que a queda nas vendas está a comprometer a sua sobrevivência.

Por sua vez, as mulheres vendedoras de legumes também se mostram preocupadas com a fraca capacidade de compra registada nos últimos meses. De forma unânime, alertam ainda para o risco de agravamento da situação devido à escassez de combustível no mercado, cenário que poderá provocar um novo aumento dos preços dos produtos de primeira necessidade.

Perante este contexto, os comerciantes defendem que uma intervenção do Governo é essencial para estabilizar os preços, aliviar a pressão sobre as famílias e garantir o acesso da população a bens alimentares básicos.

O Presidente do SINAPROF, Domingos de Carvalho, denunciou alegadas perseguições contra o coletivo de professores contratados das escolas públicas da Guiné-Bissau, durante uma conferência de imprensa realizada hoje.


‎SINAPROF DENUNCIA PERSEGUIÇÃO A PROFESSORES CONTRATADOS E ADMITE LEVAR CASO A INSTÂNCIAS INTERNACIONAIS 
O presidente do Sindicato Nacional de Professores (SINAPROF), Domingos de Carvalho, denunciou esta sexta-feira alegados atos de perseguição contra responsáveis do coletivo de professores contratados das escolas públicas.
Segundo o líder sindical, a situação surge na sequência das reivindicações apresentadas esta semana pelo coletivo, que exige o pagamento de salários em atraso há quase dois anos.
‎Falando em conferência de imprensa, em Bissau, Domingos de Carvalho afirmou que o sindicato poderá recorrer a organizações internacionais da classe docente para denunciar o que considera ser uma tentativa de silenciamento dos professores guineenses.
‎Na ocasião, o responsável apelou ainda à união e coesão entre os docentes, sublinhando a importância de uma resposta conjunta face às dificuldades enfrentadas pela classe. Dirigiu igualmente um apelo aos proprietários de escolas privadas, no sentido de demonstrarem solidariedade com o sindicato, caso venha a ser declarada uma greve no setor educativo.
‎Recorde-se que, na última terça-feira, após a entrega do caderno reivindicativo ao Ministério da Função Pública, o SINAPROF ameaçou avançar para a paralisação do ensino público, em protesto contra a situação laboral dos professores, manifestando indignação e descontentamento com as condições atuais.
RSM: 03-04-2026

O Comissáriado da Ordem Pública da Guiné-Bissau mobilizou 1936 efetivos, incluindo Polícia da Ordem Pública, Guarda Nacional, Proteção Civil e Bombeiros, para garantir a segurança durante as comemorações da Páscoa em todo o país.

Vídeo de Donald Trump a dançar com espada na mão é real?... Donald Trump volta a dar que falar nas redes sociais com a sua dança típica, mas agora com uma espada na mão. O vídeo é real ou montagem? A SIC Verifica.

MARCO BELLO/REUTERS  Por sicnoticias.pt

Nos últimos dias, tem surgido um debate nas redes sociais sobre se um vídeo viral do Presidente norte-americano a dançar com uma espada na mão é real ou se foi criado com recurso a inteligência artificial (IA).

"Por favor, digam-me que isto é IA", lê-se na legenda de uma das publicações, uma questão que se multiplica na caixa de comentários.

Será que aconteceu mesmo?

Apesar das dúvidas de muitos utilizadores, o episódio aconteceu no dia 20 de janeiro de 2025 e prova disso são os registos em vídeo das agências de notícias internacionais, como a Reuters.

O vídeo regista um momento do Commander-in-Chief Ball (Baile do Comandante-em-Chefe), em Washington, D.C., um dos eventos oficiais da tomada de posse de Donald Trump.

Nesta celebração, Trump foi surpreendido com uma miniatura em bolo do icónico Air Force One, o avião presidencial dos EUA. Com uma espada na mão para celebrar o momento - e com os seus habituais passos de dança em comícios ao som de 'Y.M.C.A.' - o Presidente dançou com uma espada na mão perante os convidados, um episódio que foi registado pelas câmaras.

A SIC Verifica que o vídeo é...

Apesar das dúvidas de muitos utilizadores das redes sociais, o momento de dança de Donald Trump com uma espada na mão aconteceu e foi registado por agências de notícias internacionais.

ARTEMIS II: NASA confirma sucesso da manobra para lançar missão Artemis II rumo à Lua... A agência espacial dos Estados Unidos NASA confirmou que foi concluída com sucesso a manobra que colocou a missão tripulada Artemis II rumo à Lua, apesar de incidentes menores que não comprometem o voo.

© Lusa  03/04/2026 

Na quinta-feira, a NASA reconheceu que, durante as fases iniciais da operação da sonda Orion, houve ajustes técnicos e uma breve interrupção nas comunicações, que já foi resolvida, mas insistiu que não há preocupações quanto à missão.

"Encontrámos alguns problemas ao longo do caminho, mas nenhum representa uma preocupação neste momento", disse Howard Hu, gestor do programa Orion, em conferência de imprensa.

A sonda realizou a chamada 'injeção translunar', uma manobra que gerou o impulso necessário para deixar a órbita da Terra e iniciar a viagem em direção à Lua, que deverá durar entre três a quatro dias, durante os quais tripulantes irão realizar mais testes e experiências científicas.

A NASA sublinhou que a manobra, que durou cinco minutos e 52 segundos, foi executada "de forma perfeita" pela equipa de controlo de voo em Houston, no sul dos Estados Unidos.

A manobra inlui a última grande queima de motor da missão, após a qual a nave espacial continuará a trajetória, impulsionada pelas leis da mecânica orbital, em torno da Lua e, mais tarde, de volta à Terra.

A agência espacial norte-americana salientou ainda que a tripulação está de boa saúde e que os sistemas da cápsula estão a funcionar conforme o planeado.

Durante o primeiro dia completo no espaço, a tripulação realizou verificações e manobras em órbita que visaram garantir a fiabilidade e a segurança da nave, que até à data nunca transportou humanos.

"Este é ainda um voo de teste (...) continuaremos a recolher informações importantes diariamente para aprender a operar esta nave espacial no ambiente espacial real", destacou Hu.

Com condições meteorológicas favoráveis, o foguetão SLS - o mais poderoso já lançado pela NASA - levantou voo na quarta-feira do Centro Espacial Kennedy, no estado da Florida, para o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, a mais de 400 mil quilómetros da Terra, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.

Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.

As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.

A trajetória seguida pela Orion é a designada de "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.

A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o que a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

Ao contrário do que aconteceu com o programa Apollo, a NASA está a colaborar agora com outros países, principalmente europeus, e com o setor privado, incluindo a SpaceX e a Blue Origin, de Elon Musk e Jeff Bezos, respetivamente, que serão responsáveis pelo desenvolvimento dos módulos de aterragem lunar.


Leia Também: O lançamento da missão da NASA à Lua... visto de um voo comercial

Passageiros de um voo comercial, que fazia a ligação de Costa Rica a Atlanta, tiveram a oportunidade única de assistir ao lançamento da missão no momento em que sobrevoavam a Florida. Momento foi captado em vídeo.

Líder da junta militar diz que povo do Burkina Faso deve "esquecer democracia"... O povo do Burkina Faso deve "esquecer a democracia", declarou Ibrahim Traoré, líder da junta militar que controla o país desde o golpe de Estado de setembro de 2022.

© Lusa    03/04/2026 

A transição política, prometida após um primeiro golpe, em janeiro de 2022, deveria ter sido concluída em julho de 2024, com eleições.

No entanto, a junta adotou uma Constituição que lhe permite manter-se no poder até 2029 e que autoriza Traoré a candidatar-se às "eleições presidenciais, legislativas e autárquicas", que estão previstas para o final desse período.

Em outubro de 2025, o regime militar dissolveu a Comissão Eleitoral Nacional Independente e, em fevereiro passado, dissolveu todos os partidos políticos, cujas atividades já tinham sido suspensas.

"Nem sequer estamos a falar de eleições... as pessoas precisam de esquecer a democracia; a democracia não é para nós", declarou Traoré na quinta-feira à noite, numa conferência de imprensa transmitida pela emissora estatal RTB.

"Não vivemos numa democracia", já tinha afirmado em 2025 o capitão.

Traoré foi questionado durante mais de duas horas por jornalistas do Burkina Faso e do estrangeiro, incluindo a emissora pública italiana Rai e o canal privado britânico Sky News --- um acontecimento raro.

Desde que chegou ao poder, o regime militar, hostil aos países ocidentais e sobretudo à antiga potência colonial França, proibiu ou suspendeu a transmissão de vários órgãos de comunicação internacionais e expulsou alguns dos seus jornalistas.

Na quinta-feira, Traoré abordou também o caso do antecessor, o ex-tenente-coronel Paul Henri Sandaogo Damiba, que chegou ao poder no golpe de janeiro de 2022.

Damiba é acusado de arquitetar várias tentativas de golpe e está a ser processado por corrupção. Foi recentemente extraditado pelo Togo para o Burkina Faso, a pedido da junta militar.

"Já foi visto por um juiz (...) Está nas mãos do sistema judicial", disse Traoré.

O Burkina Faso é assolado há quase uma década pela violência perpetrada por grupos fundamentalistas islâmicas, que já ceifou milhares de vidas.

De acordo com dados da organização Armed Conflict Location & Event Data, pelo menos 10.600 civis terão sido mortos desde 2016.

Mas a organização de defesa do direitos humanos Human Rights Watch (HRW) alertou, num estudo divulgado na quinta-feira, que o número real poderá ser superior devido à subnotificação de incidentes e à restrição da liberdade de imprensa, pois o Governo burquinense é acusado de esconder informações sobre o conflito.

O relatório acusa as forças governamentais do Burkina Faso e extremistas presentes no país desde 2016 de cometerem crimes contra a humanidade de forma generalizada e acrescenta que pelo menos 1.837 pessoas foram mortas em dois anos. 

Para a HRW, o país está mergulhado num conflito marcado por "assassínios e outros abusos graves contra civis", que estão "no cerne das táticas militares" tanto do Governo como dos fundamentalistas.

Traoré negou todas as acusações na quinta-feira, afirmando que "não há provas".

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas, citados pela HRW, cerca de dois milhões de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas devido aos combates entre o exército e o grupo extremista Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado da Al-Qaeda.

O chefe da junta indicou ainda que a aliada Rússia estava a fornecer equipamento militar , mas que "ninguém está a treinar o exército burquinense" e que "no terreno, são os soldados burquinenses que estão a combater".

quinta-feira, 2 de abril de 2026

ONU em choque com assassínio do ativista guineense Vigário Balanta... O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos declarou-se hoje "chocado" com o "assassínio brutal" do líder do Movimento Revolucionário "Pó di Terra", encontrado morto na Guiné-Bissau na terça-feira.

Por LUSA 

Em comunicado, o Alto Comissariado da ONU afirma que a morte de Vigário Luís Balanta, líder da organização da sociedade civil guineense crítica do regime militar, "ocorre num momento de uma crescente redução do espaço cívico e democrático", que se acelerou na Guiné-Bissau desde o golpe de Estado em 26 de novembro de 2025.

O corpo de Vigário Balanta foi encontrado na terça-feira num lugar ermo nos subúrbios de Nhacra, a 30 quilómetros da capital, Bissau.

Vigário Balanta participou ativamente da organização de um protesto popular no fim de dezembro, pedindo o retorno da ordem constitucional.

"A ONU pediu às autoridades de facto da Guiné-Bissau que investiguem, urgentemente, o assassínio de forma imparcial e que levem os responsáveis à Justiça", lê-se na nota.

O Alto Comissariado declarou que diversos membros da oposição e defensores dos direitos humanos estão a ser "detidos arbitrariamente, atacados, assediados e intimidados", acrescentando que "existe ainda uma repressão a protestos e suspensão de emissoras de rádio".

"Tais atos são incompatíveis com as obrigações internacionais da Guiné-Bissau em matéria de direitos humanos e devem cessar imediatamente, devendo ser asseguradas às vítimas todas as reparações necessárias. As autoridades de facto devem também tomar medidas urgentes e significativas para o restabelecimento da ordem constitucional", adiantou.

A associação "Firkidja di Pubis" acusou hoje o autodenominado Alto Comando Militar e o Governo da Guiné-Bissau pelo rapto, tortura e assassínio do seu secretário-geral, Vigário Balanta, declarando que este crime demonstra o "caráter (...) de guerra contra o povo" por parte do regime e das suas milícias.

Na terça-feira, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, denunciou o assassínio de Vigário Balanta, antes de apresentar o relatório da situação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau, afirmando que a execução "não é apenas um crime, é um sinal profundamente inquietante de que, na Guiné-Bissau, o exercício de direitos fundamentais pode transformar-se num ato de riscos sérios".

Bubacar Turé observou que não está apenas em causa a segurança individual de cada defensor dos direitos na Guiné-Bissau, mas "a própria essência da dignidade humana e o Estado de direito".

Ainda na terça-feira, o Governo de transição na Guiné-Bissau disse, em comunicado, ter tomado conhecimento "com profunda consternação e viva indignação" do que considera de "lamentável e condenável acontecimento", condenando a morte "em circunstâncias particularmente violentas" do cidadão Vigário Luís Balanta.

No dia seguinte, a diretora nacional adjunta da Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau, Cornélia Té, disse que "basta de homicídios de inocentes" no país e prometeu trabalhar para a descoberta dos assassinos do ativista político.

A responsável adiantou que a PJ trabalha em colaboração com a Polícia de Ordem Pública (POP) e o Serviço de Informação e Segurança (SIS) e exortou a população a prestar quaisquer informações que possam ajudar na investigação do caso.

Também na quarta-feira, o partido da oposição moçambicano Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola) repudiou o "brutal" assassínio do ativista político guineense, exigindo às autoridades da Guiné-Bissau uma investigação "célere, transparente e independente" para a responsabilização dos autores do crime.

Donald Trump demitiu a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi... O presidente norte-americano, Donald Trump, demitiu Pam Bondi do cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos. O substituto interino será Todd Blanche, que ocupa atualmente o cargo de vice-procurador-geral e é o antigo advogado pessoal de Trump.

Por  Notícias ao Minuto

O presidente norte-americano, Donald Trump, demitiu Pam Bondi do cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos, esta quinta-feira. A informação foi avançada pela CNN Internacional e, pouco depois, confirmada pelo chefe de Estado através da sua rede social.

Pam Bondi é uma grande patriota e uma amiga leal, que serviu fielmente como minha Procuradora-Geral durante o último ano. Pam fez um trabalho excecional ao supervisionar um combate maciço do crime em todo o país, com os homicídios a descerem para o nível mais baixo desde 1900", começou por escrever.

Trump continuou: "Adoramos a Pam, e vai transitar para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado, cuja data será anunciada em breve".

Pam Bondi vai para já ser substituída pelo "muito talentoso e respeitado" vice-procurador-geral Todd Blanche, também antigo advogado pessoal de Trump, no caso relacionado com os pagamentos secretos à atriz pornográfica Stormy Daniels.

Notícias ao Minuto

Segundo a imprensa norte-americana, Trump estaria a ficar frustrado com Bondi em várias frentes, nomeadamente, com a forma como tinha lidado com os documentos do caso Epstein e com o facto de não ter investigado um número suficiente dos adversários pessoais e políticos do presidente.

Na quarta-feira, Trump terá falado pessoalmente com Bondi sobre a possibilidade de ser substituída e na conversa, que uma fonte descreveu ao mesmo meio como "dura", o presidente norte-americano terá dito à procuradora-geral que receberia um cargo diferente posteriormente.

A ex-procuradora-geral da Florida, de 60 anos, tomou posse no ano passado prometendo que não faria política com o Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês), mas rapidamente iniciou investigações contra adversários de Trump, sujeitando-se a críticas de que a agência era utilizada como instrumento de vingança para promover a agenda política e pessoal do presidente. 

Bondi, refere a agência AP, subverteu a cultura de independência do DoJ relativamente à Casa Branca, supervisionando despedimentos em massa de funcionários de carreira e agindo de forma agressiva para investigar os adversários percebidos do presidente republicano.

A demissão de Bondi ocorre após o afastamento, em março, de Kristi Noem, antiga secretária da Segurança Interna , após críticas crescentes à sua liderança no departamento, a conhecida como 'Barbie do ICE' tem vindo a estar envolvida em polémica, incluindo pela condução da repressão da imigração e na resposta a catástrofes.