segunda-feira, 9 de março de 2026

Irão ataca Israel com míssil com mensagem assinada por novo líder... "Ao vosso serviço" podia ler-se num dos mísseis que foi lançado contra Israel, este domingo, naquele que foi o primeiro ataque do Irão após a eleição do novo líder do país.

Por  LUSA 

O Irão terá enviado um míssil contra Israel com uma mensagem inscrita pelo novo líder da República Islâmica do Irão.

O Irão, recorde-se, lançou no domingo a primeira salva de mísseis contra Israel após o anúncio que o 'ayatollah' Mojtaba Khamenei era o novo líder supremo do país.

Nesse ataque, terá usado um míssil onde se podia ler "Ao vosso serviço, mestre Mojtaba".

A imagem desse engenho, alegadamente com uma mensagem assinada pelo novo líder do Irão, foi partilhada nas redes sociais da página do canal oficial do Irão.

"Os mísseis de defesa iranianos respondem ao terceiro líder da República Islâmica", indicou a agência de notícias Irib na sua plataforma do Telegram.

Mojtaba Khamenei foie elito este domingo e não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.

Depois de 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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Aí está a despedida de Marcelo do Palácio de Belém... O relógio batia as 09:00 quando Marcelo Rebelo de Sousa, ainda Presidente da República, agradecida aos funcionários da Casa Civil que o acompanharam nos últimos 10 anos de mandato, e saía pela última vez do Palácio de Belém.




António José Seguro vai tomar hoje posse como Presidente da República, numa sessão solene na Assembleia da República com início às 10h00 em que prestará juramento sobre a Constituição.

Peixe raro das profundezas do mar dá à costa em praia no México... Avistamento de peixes-remo é muito raro e há quem acredite que estejam associados a fenómenos como terramotos e tsunamis.

Por noticiasaominuto.com 

Dois peixes-remo deram à costa numa praia do México. O momento consiste numa rara aparição desta espécie marinha.

Os dois peixes foram filmados por turistas que caminhavam à beira-mar e foram surpreendidos por dois peixes de comprimento longo.

Esta espécie de peixe vive nas profundezas do mar, e por norma ocupa uma das zonas menos exploradas do oceano, conhecida como a zona mesopelágica, a cerca de 1.000 metros de profundidade.

O surgimento dos dois peixes no Cabo de San Lucas, na Baja, México, pode ser, por isso, considerado um fenómeno raro.

O momento foi captado em vídeo e mostra duas irmãs a serem surpreendidas pela descoberta, achando inicialmente que o que viam não podia ser real. 

Segundo informações partilhadas juntamente com o vídeo, as duas irmãs tentaram ajudar um dos animais a regressar ao mar, momento em que percebem que há um segundo peixe, tornando a situação ainda mais rara.

Segundo o site Surfer, o avistamento destes animais é muito raro. Especialistas acreditam que estes animais estão relacionados com "terramotos ou tsunamis", estado por isso as imagens a gerar algum alarme.

“Reza a lenda que, se você vir um peixe-remo, isso é um sinal de alerta das forças superiores de que desastres como terremotos estão prestes a ocorrer... Antes do terremoto de 2011 no Japão (um dos mais catastróficos da história), um total de 20 peixes-remo foram levados para a costa", recorda a mesma publicação, salientando porém que até ao momento não foram registadas situações estranhas na costa mexicana.


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Portugal sem sistema de defesa anti-míssil de médio e longo alcance

Míssil Stinger (AP).  Por CNN Portugal

REVISTA DE IMPRENSA | País dispõe apenas de mísseis FIM-92 Stinger

Portugal continua sem capacidade de defesa antiaérea de médio e longo alcance, mantendo apenas sistemas de curto alcance para responder a ameaças vindas do ar. A fragilidade tem sido apontada há vários anos por responsáveis militares e permanece por resolver.

Segundo fontes do Exército Português citadas pelo Público, o país dispõe apenas de mísseis FIM-92 Stinger, adquiridos na década de 1990 durante o governo de Cavaco Silva. Estes sistemas, guiados por infravermelhos, destinam-se a alvos a muito baixa altitude, como helicópteros ou drones.

A atual Lei de Programação Militar prevê investimentos totais de 5570 milhões de euros em equipamentos para as Forças Armadas, valor que fica aquém das necessidades inicialmente estimadas pelos chefes militares, que apontavam para cerca de 11 mil milhões.

No curto prazo, o Exército deverá receber quatro sistemas móveis RapidRanger, dois radares terrestres de vigilância com alcance de 100 quilómetros e 35 mísseis Starstreak. Até 2030, está ainda prevista a aquisição de 16 sistemas de mísseis-canhão operados remotamente no âmbito do programa europeu SAFE.

Apesar da lacuna, a defesa aérea portuguesa integra um sistema mais amplo que inclui radares e aviões F-16 Fighting Falcon, além da integração no sistema de vigilância da NATO, que utiliza aeronaves AWACS para deteção e alerta.

Portugal aderiu também à European Sky Shield Initiative, que prevê a aquisição de novos sistemas de radar e defesa aérea para reforçar a proteção do espaço europeu. Ainda não há datas para a entrega dos equipamentos.


A petrolífera estatal do Bahrein alertou hoje para uma possível suspensão das exportações de petróleo, depois de um ataque lançado pelo Irão ter incendiado uma refinaria.


Irão será o "maior perdedor" se continuar a atacar países árabes... O Governo de Riade avisou hoje o Irão que será o "maior perdedor" se continuar a visar os países árabes, depois de novos ataques contra Kuwait, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Por LUSA 

No Bahrein, um ataque com um drone iraniano feriu 32 civis, quatro deles com gravidade, na madrugada de hoje em Sitra, segundo o Ministério da Saúde, citado pela agência de notícias oficial.

Os feridos "estão a receber tratamento" e "entre eles, quatro casos são graves, incluindo crianças que necessitaram de cirurgia", escreveu o ministério.

Uma jovem de 17 anos sofreu ferimentos graves na cabeça e nos olhos, e duas crianças, de 07 e 08 anos, sofreram ferimentos graves nos membros inferiores, disse o ministério, acrescentando que a mais nova dos feridos tem dois meses de idade.

No domingo, três pessoas ficaram feridas no pequeno arquipélago do Golfo por destroços de mísseis e uma central de dessalinização foi atingida por um ataque com um drone iraniano, segundo o Ministério do Interior.

As autoridades afirmaram que o ataque não afetou a capacidade da rede de abastecimento de água.

Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa anunciou a interceção e destruição de quatro drones que se dirigiam para o campo petrolífero de Shaybah, no sudeste do país, que também já tinha sido atacado no domingo.

Os Estados Unidos anunciaram no domingo que estavam a ordenar ao seu pessoal diplomático não essencial que abandonasse a Arábia Saudita "devido a riscos para a sua segurança".

O emirado do Kuwait sofreu na madrugada de hoje um novo ataque com mísseis e drones, no décimo dia da guerra entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, informou o Ministério da Defesa do Kuwait.

"As defesas aéreas do Kuwait enfrentam atualmente ataques com mísseis e drones hostis", anunciou o Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias kuwaitiana Kuna.

No domingo, o Kuwait já tinha sido alvo de sete mísseis e cinco drones, de acordo com números divulgados pelas autoridades.

Por outro lado, esta madrugada explosões fortes foram também ouvidas em vários pontos de Doha, no Catar.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram hoje que foram alvo de um ataque com mísseis.

"Os sistemas de defesa aérea estão a responder a um ataque com mísseis", escreveu o Centro Nacional de Gestão de Emergências e Desastres do país na rede social X.

O ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU divulgou este domingo um comunicado em que revela que a nação se encontra "em estado de defesa em resposta à agressão brutal e não provocada do Irão, que incluiu o lançamento de mais de 1400 mísseis balísticos e drones contra infraestruturas e locais civis, resultando em mortes e feridos entre a população civil".

Os EAU salientam no mesmo comunicado que "não pretendem ser arrastados para conflitos ou escaladas", mas "reafirmam o pleno direito de tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar a soberania, segurança nacional e integridade territorial, e para garantir a segurança dos cidadãos e residentes", em conformidade com o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

No domingo, Mojtaba Khamenei, filho do 'ayatollah' Ali Khamenei, foi nomeado líder supremo do Irão.

O sucessor do 'ayatollah' Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.

Mojtaba Khamenei não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.

Depois de 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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Um projétil não identificado causou a morte de duas pessoas e feriu outras doze a sul de Riade, anunciaram hoje os serviços de emergência da Arábia Saudita.


O líder do Baciro Djá, presidente do FREPASNA, já se encontra em liberdade algumas horas após ter sido detido na sua residência na noite de domingo.

 

@RTB

domingo, 8 de março de 2026

Subida do petróleo é "pequeno preço a pagar pela paz e segurança"... A subida do petróleo é "um pequeno preço a pagar pela paz e segurança dos Estados Unidos e do mundo", disse hoje o Presidente norte-americano, depois de o barril West Texas Intermediate (WTI) ter ultrapassado 100 dólares.

Por  LUSA 08/03/2026

"Só os tolos pensam o contrário", escreveu Donald Trump, numa mensagem publicada na rede social Truth Social, assegurando que os preço do petróleo "cairá rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana estiver concluída".

O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ultrapassou hoje os 100 dólares, pela primeira vez desde julho de 2022.

Na abertura da Bolsa de Chicago, o barril de WTI para entrega em abril subiu 13,84%, para 103,48 dólares.

O Brent, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subiu hoje para 101,9 dólares, um aumento de 9,2% em relação ao preço no final na sexta-feira, de 92,69 dólares.

O preço do barril de petróleo WTI subiu 36% na semana passada, enquanto o Brent registou uma subida de 28%.

A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, em 28 de fevereiro, e ao encerramento do estreito de Ormuz.

Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Hoje à noite foi conhecido o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, filho do 'ayatollah' Ali Khamenei.

O sucessor do 'ayatollah' Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que o próximo líder do Irão "não durará muito tempo" sem a aprovação de Washington, no dia em que Teerão escolheu um sucessor para o aiatola Ali Khamenei.


EUA e Israel ponderam enviar militares para apreender urânio enriquecido... Os Estados Unidos e Israel estão a ponderar o envio de forças especiais ao Irão para apreender reservas de urânio enriquecido do país, noticiou hoje o portal norte-americano Axios, citando fontes anónimas.

Por LUSA 08/03/2026

Segundo a publicação, responsáveis norte-americanos e israelitas discutiram a possibilidade de uma operação numa fase posterior do conflito para garantir o controlo das reservas nucleares iranianas.

De acordo com quatro fontes citadas pelo Axios, a missão envolveria a entrada de tropas em instalações nucleares iranianas, incluindo infraestruturas subterrâneas.

A operação só seria considerada quando Washington e Telavive avaliarem que as forças iranianas estão suficientemente enfraquecidas e já não representam uma ameaça significativa.

O objetivo seria assegurar cerca de 450 quilos de urânio enriquecido a 60% que o Irão possui, material que, segundo autoridades, poderia ser convertido em armas nucleares "em semanas".

No sábado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que só enviaria tropas terrestres para o Irão se existisse "um motivo muito bom", sem especificar qual.

Falando a bordo do avião presidencial Air Force One, Trump disse que uma eventual operação terrestre só seria possível se as forças iranianas estivessem suficientemente debilitadas.

O presidente declarou também que as forças norte-americanas destruíram a totalidade da marinha iraniana durante a ofensiva em curso.

"O lado bom é que afundámos 44 navios deles, o que representa toda a frota", disse Trump.

Segundo um relatório divulgado na sexta-feira pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), mais de 3.000 alvos foram atingidos no Irão durante a primeira semana da ofensiva militar.


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O Governo do Kuwait informou hoje ter intercetado 212 mísseis e 384 drones iranianos desde o início da ofensiva contra o Irão, que desencadeou ataques de Teerão contra países que acolhem bases dos Estados Unidos.


Regime de Teerão entroniza filho de Khamenei como novo líder supremo... A Assembleia de Peritos, cúpula dirigente da República Islâmica iraniana, escolheu o segundo filho mais velho do anterior líder supremo, Mojtaba Khamenei, para suceder ao 'ayatollah' morto nos primeiros bombardeamentos conjuntos de Israel e Estados Unidos da América (EUA).

Por LUSA 08/03/2026

Mojtaba, nascido em Mashhad 10 anos antes da Revolução Islâmica (1979), já era tido como forte candidato ao mais alto cargo de poder do regime xiita conservador de Teerão, apesar de nunca ter desempenhado funções governativas, sendo uma figura descrita como especialista nos jogos de bastidores.

Uma biografia oficial do seu pai, Ali Khamenei, descreve um episódio no qual a polícia secreta da era do xá Mohammad Reza Pahlavi, a SAVAK, irrompeu pela casa do então opositor, espancou-o e levou-o, tendo sido contada a Mojtaba e restantes irmãos a versão de que o progenitor tinha ido de férias.

Com a subida Ruhollah Musavi Khomeini ao topo da hierarquia do atual regime teocrático, após a deposição de Reza Pahlavi, em 1979, a família de Khamenei mudou-se para a capital iraniana.

Khamenei combateu na Guerra Irão-Iraque, na década de 1980, integrado no batalhão Habib ibn Mazahir, uma divisão da Guarda Revolucionária da qual muitos membros sairam para funções nos serviços secretos e de informações.

Com a ascensão do pai Khamenei a líder supremo, em 1989, Mojtaba e a família ficaram com acesso a biliões de dólares e outros ativos e fundos que gerem empresas e indústrias estatais do Irão.

Documentos diplomáticos norte-americanos publicados pela organização Wikileaks descrevem o agora eleito 'ayatollah' como "o poder atrás da cortina", alegando-se que o próprio teria colocado o telefone do pai sob escuta e formado uma base autónoma de apoio nos corredores do poder do país.

Khamenei "é amplamente visto dentro do regime como um líder e gestor capaz e enérgico que poderá um dia suceder a, pelo menos, uma parte da liderança nacional" e "o seu pai [Ali Khamenei] também pode vê-lo dessa forma", lia-se num dos telegramas dos EUA, datado de 2008.

Mojtaba Khamenei trabalhou de perto com a Guarda Revolucionária, tanto comandantes da Força Quds quanto da Basij, grupo voluntário que reprimiu violentamente os protestos em todo o país em janeiro, segundo o Departamento do Tesouro dos EUA.

Os responsáveis norte-americanos sancionaram este novo líder supremo iraniano em 2019, no primeiro mandato do presidente dos EUA, Donald Trump, por considerarem que Mojtaba promovia "ambições regionais desestabilizadoras" e "opressão interna".

Foi também acusado de ter apoiado a eleição do presidente de 'linha-dura' Mahmoud Ahmadinejad, ainda em 2005, e a sua contestada reeleição de 2009, que desencadeou os protestos do "Movimento Verde".

Khamenei perdeu a mãe Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, um filho e a mulher, Zahra Adel, igualmente nos ataques que mataram o seu pai.


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O Exército de Israel confirmou hoje ter matado num bombardeamento no sábado o chefe do Gabinete Militar do líder supremo do Irão, que ocupava o cargo depois de o antecessor ter sido assassinado no primeiro dia da guerra.


Baciro Djá detido após conferência de imprensa

Por TV VOZ DO POVO/ FREPASNA

O líder da Frente Patriótica de Salvação Nacional (FREPASNA), Baciro Djá, foi detido na noite deste domingo (08.03) na sua residência, em Bissau, segundo informou o gabinete de comunicação e assessoria do partido.

De acordo com a nota divulgada pela formação política, a detenção foi realizada por um grupo de forças de segurança da Polícia de Ordem Pública (POP).

Segundo a mesma fonte, a intervenção das autoridades ocorreu poucas horas após a realização de uma conferência de imprensa promovida pela FREPASNA para assinalar o oitavo aniversário da fundação do partido.

Entretanto, nas declarações, Baciro Dja afirmou que o seu partido foi “a maior vítima do golpe militar” que, segundo disse, impediu a divulgação das eleições gerais de 2025 e, destacou que a FREPASNA contava com 12 deputados.

O dirigente considerou ainda que a Plataforma Republicana “não está distante” dos acontecimentos que conduziram à atual situação política na Guiné-Bissau.

Durante a intervenção, o antigo Primeieo-Ministro defendeu que o silêncio mantido pelo partido nos últimos tempos resulta de um “alto sentido de responsabilidade”, acrescentando que existem informações que não podem ser tornadas públicas para evitar o agravamento da crise política.

O antigo governante afirmou também conhecer bem as Forças de Defesa e Segurança, alertando que o país não deve aceitar que continue a ser “teleguiado a partir do exterior”.

Quanto à decisão do Comando Militar de marcar as eleições presidenciais e legislativas para 6 de dezembro de 2026, Baciro Dja declarou que a FREPASNA “só viverá na democracia”, reiterando que o poder deve pertencer ao povo.

Baciro Dja referiu-se igualmente à situação do líder do Domingos Simões Pereira, afirmando que os acontecimentos atuais “não foram por falta de aviso”. Segundo explicou, manteve várias reuniões com o dirigente do PAIGC, nas quais foram discutidas questões preventivas a porta fechada.



117 iranianos, incluindo diplomatas, retirados por avião russo de Beirute... Mais de uma centena de iranianos, incluindo diplomatas, foram retirados de Beirute na última noite a bordo de um avião russo, revelou hoje à AFP, sob anonimato, uma autoridade libanesa.

Por LUSA 

"No total, 117 iranianos, incluindo diplomatas e funcionários da embaixada, foram evacuados a bordo de um avião russo que partiu de Beirute na noite de sábado para domingo", precisou o responsável.

O governo libanês decidiu na quinta-feira proibir qualquer atividade militar dos Guardas da Revolução Iraniana e impor vistos para a entrada de iranianos no país, uma medida que visa apertar o cerco ao Hezbollah pró-iraniano.

No sábado, o exército israelita anunciou que iria lançar uma nova "vaga de ataques" contra Beirute, indicando que o alvo eram os arredores sul da capital, um bastião do movimento pró-Irão Hezbollah.

Também no sábado, as autoridades libanesas revelaram que mais de 450 mil pessoas foram deslocadas pelos ataques israelitas no Líbano, numa altura em que o país está sob intensos bombardeamentos desde segunda-feira, em retaliação a ataques do Hezbollah.

"O número total de pessoas deslocadas registadas atingiu 454.000", das quais mais de 110.000 estão alojadas em centros de acolhimento, declarou a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, durante uma conferência de imprensa.

Já o Ministério da Saúde do Líbano revelou que quase 300 pessoas perderam a vida no país, desde que foi arrastado para a guerra em curso no Médio Oriente, durante a última semana.

"O balanço da agressão israelita, desde a madrugada de segunda-feira, ascendeu a 294 mártires e 1.023 feridos", segundo um comunicado do Ministério da Saúde citado no sábado pela AFP.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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O Irão lançou 16 mísseis balísticos e mais de 117 drones em novos ataques hoje aos Emirados Árabes Unidos, anunciaram as autoridades locais.


TORNEIO REGIONAL DE LUTA LIVRE E DE PRAIA JUNTA 14 PAÍSES EM ABRIL NA GUINÉ-BISSAU

 Por: Alison Cabral    JORNAL ODEMOCRATA  08/03/2026

A Guiné-Bissau vai acolher, no mês de abril, o Torneio Regional de Desenvolvimento de Luta Livre e Luta de Praia, nas categorias sub‑17 e sénior, com a participação de 14 países da África Ocidental.

 A competição insere‑se no quadro da preparação para os Jogos Olímpicos da Juventude (JOJ) Dakar 2026, que terão lugar no Senegal, de 31 de outubro a 13 de novembro de 2026.

O principal objetivo do torneio é reforçar a formação de jovens atletas que deverão marcar presença na quarta edição dos JOJ, a primeira prova olímpica a ser organizada no continente africano.

A informação foi avançada ao jornal O Democrata, na quarta‑feira, 4 de março, pelo presidente da Federação de Luta da Guiné‑Bissau, João Bernardino Soares da Gama, durante uma entrevista dedicada às atividades programadas pela instituição para o ano de 2026.

“Vamos acolher um torneio regional que deverá juntar 14 países da África Ocidental. Inicialmente, estava previsto para decorrer entre 23 e 29 de março, mas foi adiado para o período de 6 a 12 de abril, abrangendo as categorias sub‑17 e sénior de luta livre e de praia. Contaremos com a participação de atletas masculinos e femininos de vários países da sub‑região. Trata‑se de um torneio semelhante àquele em que a Guiné‑Bissau participou em novembro de 2025, no Benim, onde conquistámos sete medalhas e duas taças”, explicou.

Segundo o dirigente federativo, a prova decorre no âmbito da preparação para os Jogos Olímpicos da Juventude, com forte enfoque nas camadas de formação.

“O foco está essencialmente na formação, como forma de começarmos a preparar os nossos atletas e os dos restantes países da África Ocidental para os JOJ. Para isso, estamos a trabalhar em estreita colaboração com a Federação Internacional de Luta Livre (FILL)”, acrescentou.

João Bernardino Soares da Gama revelou ainda que a federação aguarda o apoio financeiro do executivo de transição, condição indispensável para a realização do torneio, numa altura em que falta cerca de um mês para o início da competição.

“Precisamos de apoio financeiro para avançarmos com a logística interna e garantirmos as condições de acolhimento da caravana internacional. A nossa expectativa está agora no Governo, para que a Guiné‑Bissau possa realizar este grande evento”, sublinhou.

Relativamente às ambições nacionais, o presidente da Federação de Luta garantiu que o objetivo da Guiné‑Bissau passa por subir ao pódio e conquistar medalhas.

Na última edição do torneio, realizada no Benim, em 2025, a seleção guineense conquistou sete medalhas : três de ouro, duas de prata e duas de bronze,  além de dois troféus: o de segunda melhor seleção de luta livre e o de melhor seleção sénior de luta de praia.

O jornal O Democrata apurou ainda que, para além deste torneio regional, a Federação de Luta da Guiné‑Bissau (FLGB) prepara a participação dos atletas nacionais no Campeonato Africano de Luta Livre, a decorrer no Egito, de 27 de abril a 4 de maio.

Nas últimas três edições do Campeonato Africano, o lutador guineense Diamantino Luna Fafé sagrou‑se tricampeão africano de luta livre, na categoria de 57 kg.

Após os títulos conquistados em 2023, na Tunísia, e em 2024, no Egito, Luna Fafé alcançou o terceiro título continental no campeonato realizado em Marrocos, em 2025. O jovem atleta voltará a competir no Egito para defender o título de melhor atleta africano da sua categoria.

A Federação de Luta da Guiné‑Bissau é considerada um verdadeiro “cartão‑de‑visita” do país, pela sua presença regular em competições internacionais, como os Campeonatos Africanos, Mundiais e Jogos Olímpicos. A entidade que tutela a modalidade tem reiterado a necessidade de maior apoio das autoridades nacionais para a consolidação e o desenvolvimento da luta no país.

Guarda Revolucionária reivindica lançamento de mísseis contra Israel... A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão reivindicou hoje o lançamento de mísseis contra alvos em Israel e contra bases aéreas norte-americanas na região.

Por  LUSA  08/03/2026

De acordo com um comunicado da organização militar divulgado por vários meios de comunicação iranianos, a operação visou a cidade de Telavive, o deserto do Negev e instalações militares norte-americanas.

A Guarda Revolucionária informou que o ataque corresponde à 29.ª vaga da ofensiva denominada Operação Promessa Honesta 4.

"A 29.ª vaga da Operação Promessa Honesta 4 foi lançada com mísseis de última geração da Força Aeroespacial da IRGC em direção a Telavive, ao deserto do Negev e a bases aéreas terroristas americanas na região", refere o comunicado.

A IRGC, considerada o braço ideológico das Forças Armadas iranianas, afirmou que os ataques foram realizados com mísseis de nova geração da sua força aeroespacial.


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O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, tenente-general Eyal Zamir, admitiu hoje que a ofensiva militar em curso contra o Irão poderá durar "muito tempo".


Ataque com mísseis deixa região russa sem luz, aquecimento e água... Ataques ucranianos com mísseis ocorridos na noite passada deixaram os residentes da região fronteiriça russa de Belgorod, junto à fronteira com a Ucrânia, sem serviços básicos, informou o governador local.

Por LUSA 

"Houve graves danos na infraestrutura energética. Como resultado, foram registados cortes no fornecimento de eletricidade, água e aquecimento", revelou Viacheslav Gladkov, através do seu canal na rede social Telegram.

Gladkov comunicou também que, nas últimas 24 horas, a região, fronteiriça com a Ucrânia e uma das mais castigadas pelos constantes ataques aéreos, foi vítima de ataques com um total de 27 mísseis e fogo de morteiros, além de 116 drones, dos quais 69 foram abatidos.

De acordo com informações oficiais, sete pessoas ficaram feridas devido aos ataques.

No entanto, o representante da região comemorou que, apesar dos ataques, "os homens compram flores nas floriculturas" com a intenção de oferecê-las para celebrar o Dia da Mulher na Rússia.

O Ministério da Defesa, por sua vez, informou que esta noite intercetou 72 drones ucranianos que atacaram o território russo e a península ucraniana da Crimeia, anexada em 2014.

A maior parte do ataque ocorreu nas regiões de Astrajan (20 drones), Crimeia (20) e Rostov (14).

Outros oito drones foram destruídos em Belgorod, quatro em Krasnodar, três em Kursk, dois em Volgogrado e mais um foi intercetado quando sobrevoava o mar de Azov.


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O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou hoje que Pequim não permitirá que "ninguém nem nenhuma força voltem a separar Taiwan da China" e advertiu que a questão da ilha constitui uma "linha vermelha" para o país.

Irão raciona abastecimento de combustível após ataques... A distribuição de combustível em Teerão foi "temporariamente interrompida" após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana, informaram hoje as autoridades locais, que iniciaram o racionamento de gasolina.

Por LUSA 

As autoridades iranianas passaram a limitar o fornecimento de 20 litros diários de gasolina a cada pessoa, após os ataques desta madrugada contra instalações petrolíferas na capital que causaram uma nuvem tóxica sobre a capital iraniana.

Devido aos danos na rede de abastecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida", disse o governador de Teerão, Mohammad Sadegh Motamedian, citado pela agência de notícias oficial Irna.

A situação está "a ser resolvida", acrescentou.

Segundo o dirigente, o racionamento constitui uma medida provisória após os ataques da noite passada

No Irão, já existia antes da guerra uma limitação de abastecimento entre 30 e 40 litros de combustível por posto de gasolina, dependendo da zona.

Israel atacou ontem à noite quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos nas províncias de Teerão e Alborz, confirmou o diretor executivo da Companhia Nacional Iraniana de Distribuição de Produtos Petrolíferos, Keramat Veis Karami.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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Após mais de uma semana de guerra com o Irão, saíram hoje os primeiros voos comerciais do aeroporto de Ben Gurión, nos arredores de Telavive, centro de Israel, reaberto de forma parcial.

Depósitos e armazéns petrolíferos no Irão atacados durante a madrugada... Quatro depósitos de petróleo e um centro logístico de produtos petrolíferos em Teerão foram atingidos hoje de madrugada pelos EUA e Israel, anunciaram as autoridades iranianas, que contabilizam quatro vítimas.

Por LUSA 

Os cinco locais estão "danificados", mas o "fogo está sob controlo", disse, na televisão estatal, o diretor da empresa nacional de distribuição de produtos petrolíferos, Keramat Veyskarami.

Quatro funcionários, incluindo dois motoristas, foram mortos", explicou.

O fumo dos incêndios provocados por esses ataques foi visível no céu da capital iraniana durante a noite, cobrindo a cidade com uma névoa negra ao amanhecer, segundo jornalistas da AFP no local.

De acordo com o dirigente da companhia nacional, o Irão mantém reservas "suficientes" de combustível em depósitos espalhados por todo o país.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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Dia Internacional da Mulher: LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA DESIGUALDADES E PEDE AÇÃO URGENTE

Por  RSM  08.03.2026

A Liga Guineense dos Direitos Humanos assinalou o Dia Internacional da Mulher com um forte apelo à dignidade, igualdade e liberdade para todas as mulheres e raparigas na Guiné-Bissau, alertando para os graves desafios que continuam a afetar a vida das mulheres no país.

Na mensagem divulgada nesta data, a organização destacou que as mulheres guineenses desempenham um papel essencial na sobrevivência e no desenvolvimento do país.

Segundo a Liga Guineense dos Direitos Humanos, são as mulheres que sustentam grande parte da produção alimentar através da agricultura, dinamizam a economia local nos mercados e assumem responsabilidades fundamentais na educação das novas gerações e na liderança comunitária.

Apesar desse contributo decisivo, a organização alerta que as mulheres continuam a enfrentar profundas desigualdades estruturais que limitam o pleno exercício dos seus direitos.

Um dos dados mais preocupantes apontados pela organização é a baixa participação feminina na política.

Atualmente, as mulheres ocupam apenas cerca de 9,8% dos assentos no parlamento nacional, um número considerado muito inferior ao necessário para garantir uma representação equilibrada na tomada de decisões.

A organização defende que a inclusão das mulheres nos espaços de poder é fundamental para promover políticas públicas mais justas e inclusivas.

A mensagem também destaca desafios sérios no campo da educação e da economia.

Segundo os dados citados, cerca de dois terços das mulheres adultas no país são analfabetas, situação que limita significativamente o acesso ao emprego, à autonomia económica e à participação cívica.

A pobreza também afeta grande parte da população, atingindo de forma particularmente severa as mulheres, muitas das quais dependem de atividades informais para sustentar as suas famílias.

Outro ponto crítico destacado pela LGDH é a violência baseada no género, que continua a ser uma realidade preocupante no país.

Muitas mulheres enfrentam violência física, psicológica e sexual, frequentemente sem acesso adequado à proteção e à justiça.

Dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos MICS 2019 indicam ainda situações alarmantes, apontando que mais de metade das mulheres na Guiné-Bissau foram submetidas à mutilação genital feminina, cerca de 37% das raparigas casam antes dos 18 anos.

Essas práticas são consideradas violações graves dos direitos humanos e continuam a representar um grande desafio para a proteção das mulheres e raparigas.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos alerta também que a instabilidade política recorrente e as fragilidades na governação têm agravado as desigualdades, dificultando a implementação de políticas públicas eficazes para promover a igualdade de género.

A organização sublinha que nenhuma sociedade pode alcançar desenvolvimento sustentável, justiça social ou democracia plena enquanto metade da sua população viver em condições de desigualdade.

Neste Dia Internacional da Mulher, a organização prestou uma homenagem especial às mulheres da Guiné-Bissau, reconhecendo a coragem, a resiliência e o trabalho que realizam diariamente para sustentar a vida económica, social e comunitária do país.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos reafirmou ainda o seu compromisso de continuar a denunciar todas as formas de discriminação e violência, mobilizar a sociedade e defender políticas públicas que garantam dignidade, segurança e igualdade de oportunidades para todas as mulheres e raparigas.

A mensagem termina evocando o pensamento de Amílcar Cabral, lembrando que nenhum povo pode ser verdadeiramente livre enquanto as suas mulheres continuarem privadas de igualdade, dignidade e direitos fundamentais.


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Bahrein: Estação de dessalinização de água danificada por drone iraniano... Uma estação de dessalinização de água do mar no Bahrein foi danificada hoje por um ataque com drone iraniano, anunciaram as autoridades do pequeno arquipélago do Golfo.

Por LUSA 

"A agressão iraniana atacou indiscriminadamente alvos civis e causou danos materiais a uma fábrica de dessalinização de água na sequência de um ataque com drones", indicou o Ministério do Interior do Bahrein num comunicado divulgado na rede social X.

No sábado, o Irão afirmou ter atacado a base norte-americana de Juffair, no Bahrein, alegando que esta tinha sido usada anteriormente para lançar um ataque contra uma fábrica de dessalinização iraniana.

Um ataque norte-americano atingiu uma fábrica de dessalinização de água doce na ilha de Qeshm, no Irão, interrompendo o abastecimento de água em 30 aldeias, sublinhou o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, citado pela agência Iran International.

"Atacar a infraestrutura do Irão é uma ação perigosa com graves consequências. Os EUA criaram esse precedente, não o Irão", disse o responsável numa publicação na rede social X, classificando a ação como um "crime flagrante e desesperado".

A maioria dos países do Golfo depende em grande parte, da água dessalinizada para o consumo dos residentes, sublinhou a emissora Al Jazeera.

Javier Blas, um colunista da Bloomberg, coautor de "The World for Sale: Money, Power and the Traders Who Barter the Earth's Resources" (O mundo à venda: dinheiro, poder e os comerciantes que trocam os recursos da Terra), dava conta na passada quarta-feira que a inteligência norte-americana considera há décadas a água potável uma "mercadoria estratégica" no Médio Oriente, onde os países dependem de unidades de dessalinização para o abastecimento de água.

Estas fábricas são vulneráveis a ataques e a sua destruição pode ter consequências graves, colocando os países do Golfo Pérsico numa situação impossível, o que faz da água um bem geopolítico potencial no conflito.

Cerca de 100 milhões de pessoas vivem nos países pertencentes ao Conselho de Cooperação do Golfo - Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã - todos agora sob ataque iraniano.

"O Kuwait, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos são, para todos os efeitos práticos, completamente dependentes das fábricas de dessalinização, particularmente para metrópoles como Dubai. A Arábia Saudita, e especialmente a sua capital, Riade, também depende fortemente delas", nomeadamente da unidade de Jubail, escreveu Blas.

Como sublinha o analista, apesar das unidades de dessalinização serem protegidas pelo direito internacional, quando os mísseis "começam a voar" as convenções de Genebra desaparecem dos radares. O Irão atacou na semana passada uma central elétrica em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, que mantém em funcionamento uma das maiores instalações de dessalinização do mundo e no Kuwait, os destroços de um drone interceptado causaram um incêndio numa destas instalações do país.

O ataque direto dos Estados Unidos na ilha de Qeshm e a resposta iraniana de hoje no Bahrein às unidades de dessalinização de água elevam a guerra a um novo patamar.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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Países do Golfo Pérsico condenam "ataques nefastos" ao Kuwait e Bahrein... O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), aliança dos seis Estados mais ricos da Península Arábica, condenou hoje os ataques iranianos contra o Kuwait e o Bahrein, no âmbito da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.

Por LUSA 

O secretário-geral da organização, Jasem Mohamed Albudaiwi, condenou, em comunicado, "os nefastos ataques iranianos contra infraestruturas" do Kuwait e do Bahrein, acrescentando que refletem a "escalada de violência" seguida por Teerão para "desestabilizar a segurança e a estabilidade na região".

Integrado por Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar e Bahrein, além da Arábia Saudita, o CCG afirmou ainda que os ataques contra "instalações vitais e infraestruturas civis" são uma violação das normas internacionais.

As Forças Armadas do Kuwait denunciaram que hoje uma onda de drones entrou no espaço aéreo do país e atacou infraestruturas críticas, como o Aeroporto Internacional do Kuwait.

O Ministério da Informação do Kuwait afirmou na rede social X que os bombeiros estavam a trabalhar para controlar incêndios no aeroporto e na sede da Instituição Pública de Segurança Social.

Além disso, o Ministério do Interior indicou num comunicado que dois militares morreram "enquanto cumpriam o seu dever nacional no âmbito das tarefas de segurança", embora não tenha fornecido detalhes sobre o que aconteceu nem mencionado o Irão.

O Bahrein, por sua vez, deu conta de ataques iranianos perto de uma base militar norte-americana. "A agressão iraniana tem como alvo uma instalação perto de Mina Salman", porto que abriga uma base militar norte-americana, disse o Ministério do Interior do Bahrein também na rede social X.

"A Defesa Civil está a tomar medidas para controlar o incêndio", acrescentaram as autoridades.

A agência Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica, informou sobre o lançamento de uma nova onda de ataques contra Israel e ativos norte-americanos no Médio Oriente.

A base norte-americana localizada em Arifjan, no Kuwait, foi atingida por mísseis de precisão, acrescentou o meio de comunicação.

Estas incursões ocorrem no meio da escalada regional resultante da guerra iniciada há uma semana pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, um conflito que se alastrou a vários países do Médio Oriente e que incluiu ataques com mísseis e drones contra bases e instalações na região.

Depois de, no primeiro dia da guerra, ter sido confirmada a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o grupo xiita Hezbollah juntou-se à escalada - que já se havia propagado a vários países vizinhos do Irão -, atacando o norte de Israel em retaliação.

Os ataques com mísseis causaram 10 mortes em Israel no âmbito da guerra iniciada, segundo fontes oficiais, sem confirmação independente.

De acordo com o Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram nos ataques, mais uma vez, segundo fontes oficiais, não confirmadas.

No Líbano, o total de mortos ascendia a 217, segundo o ministério libanês da Saúde na sexta-feira, sendo que, pelo menos, 41 pessoas terão perdido a vida na noite deste sábado durante uma incursão do Exército de Israel na aldeia de Nabi Chit, no Vale de Bekaa, de acordo a agência de notícias oficial libanesa NNA, que cita o Ministério da Saúde.


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Arábia Saudita, Qatar e Kuwait alvo de ataques com drones e mísseis... Catorze drones foram destruídos no sábado pela Arábia Saudita, enquanto o Qatar foi alvo de 12 mísseis e os reservatórios de combustível do aeroporto do Kuwait foram também alvo de um ataque com drones, revelaram as autoridades daqueles países.

Por  LUSA 

"Oito drones foram intercetados e destruídos após entrarem no espaço aéreo" e outros seis foram neutralizados "a leste de Riade", anunciou o porta-voz do Ministério da Defesa saudita na rede social X, citado pela agência de notícias Agence France-Presse (AFP).

Já o Qatar foi alvo de 10 mísseis balísticos e dois mísseis de cruzeiro iranianos, segundo o Ministério da Defesa do país, que indicou que oito foram intercetados.

"As Forças Armadas do Qatar, pela graça de Deus, intercetaram com sucesso seis mísseis balísticos" e os mísseis de cruzeiro, segundo um comunicado do Ministério.

Ainda segundo o Ministério da Defesa do Qatar, dois mísseis balísticos "caíram nas águas territoriais" do país e outros dois "numa área desabitada, sem causar vítimas",

Também no sábado à noite, o Ministério da Defesa do Kuwait informou que os reservatórios de combustível do aeroporto internacional foram alvo de um ataque com drones.

"As Forças Armadas do Kuwait responderam a um ataque de drones hostis que invadiram o espaço aéreo do país. Os tanques de combustível do aeroporto internacional do Kuwait foram atacados por drones", escreveu um porta-voz do Ministério na rede social X, falando numa operação contra "uma infraestrutura essencial".

Alguns minutos após a publicação da mensagem do porta-voz do Ministério, o exército revelou na mesma rede social que estava a enfrentar "ataques de mísseis e drones", sem quantificar.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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