Por TV VOZ DO POVO/ FREPASNA
O líder da Frente Patriótica de Salvação Nacional (FREPASNA), Baciro Djá, foi detido na noite deste domingo (08.03) na sua residência, em Bissau, segundo informou o gabinete de comunicação e assessoria do partido.
De acordo com a nota divulgada pela formação política, a detenção foi realizada por um grupo de forças de segurança da Polícia de Ordem Pública (POP).
Segundo a mesma fonte, a intervenção das autoridades ocorreu poucas horas após a realização de uma conferência de imprensa promovida pela FREPASNA para assinalar o oitavo aniversário da fundação do partido.
Entretanto, nas declarações, Baciro Dja afirmou que o seu partido foi “a maior vítima do golpe militar” que, segundo disse, impediu a divulgação das eleições gerais de 2025 e, destacou que a FREPASNA contava com 12 deputados.
O dirigente considerou ainda que a Plataforma Republicana “não está distante” dos acontecimentos que conduziram à atual situação política na Guiné-Bissau.
Durante a intervenção, o antigo Primeieo-Ministro defendeu que o silêncio mantido pelo partido nos últimos tempos resulta de um “alto sentido de responsabilidade”, acrescentando que existem informações que não podem ser tornadas públicas para evitar o agravamento da crise política.
O antigo governante afirmou também conhecer bem as Forças de Defesa e Segurança, alertando que o país não deve aceitar que continue a ser “teleguiado a partir do exterior”.
Quanto à decisão do Comando Militar de marcar as eleições presidenciais e legislativas para 6 de dezembro de 2026, Baciro Dja declarou que a FREPASNA “só viverá na democracia”, reiterando que o poder deve pertencer ao povo.
Baciro Dja referiu-se igualmente à situação do líder do Domingos Simões Pereira, afirmando que os acontecimentos atuais “não foram por falta de aviso”. Segundo explicou, manteve várias reuniões com o dirigente do PAIGC, nas quais foram discutidas questões preventivas a porta fechada.


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