terça-feira, 9 de junho de 2026

Trump promete retaliar após abate de helicóptero em Ormuz... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que os Estados Unidos irão retaliar contra o Irão após o abate de um helicóptero militar norte-americano no estreito de Ormuz.

© Lusa   09/06/2026 

"Dois pilotos estiveram envolvidos, ambos ilesos. Ainda assim, os Estados Unidos devem, obviamente, responder a este ataque", escreveu Trump na sua plataforma, Truth Social.

A ameaça de Trump surge um dia após as forças iranianas terem abatido um helicóptero norte-americano que operava na região estratégica do estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.


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O chefe do Estado-Maior do Exército israelita, tenente-general Eyal Zamir, declarou hoje que o ataque de Israel no domingo ao Irão foi um "prelúdio para um ataque muito mais significativo"

CONSELHO DE MINISTROS APROVA REVISÃO DO ESTATUTO DOS MAGISTRADOS E MEDIDAS DE PROTEÇÃO À INFÂNCIA

Por Rádio Sol Mansi   09 06 2026 

O Governo de Transição aprovou, nesta terça-feira, uma proposta de lei de revisão do Estatuto dos Magistrados Judiciais e do Conselho Superior da Magistratura Judicial.

A decisão foi tomada durante a reunião do Conselho de Ministros presidida pelo Presidente da Transição, General do Exército Horta Inta-A. Durante o encontro, o executivo aprovou igualmente o projeto de decreto-lei sobre o Sistema Integral de Proteção das Crianças, instrumento que estabelece as regras relativas à proteção integral dos direitos das crianças no país.

Ainda no âmbito das deliberações, foi aprovado o projeto de decreto que define as atribuições, a composição, as condições de acionamento e o funcionamento da Comissão do Contencioso de Infrações à Regulamentação das Relações Financeiras Externas.

O Conselho de Ministros aprovou também o projeto de decreto que estabelece as condições de aceitação de uma transação antes da instauração de uma ação judicial.

No setor das infraestruturas e energia, o Governo aprovou a ficha de projeto para a construção de uma central elétrica de 40 megawatts em Nhacra. O Conselho deu igualmente anuência para o lançamento do respetivo concurso público, numa iniciativa que visa reforçar a capacidade de produção e fornecimento de energia elétrica no país.

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros designou Cadi Patricia Fati para o cargo de Diretora-Geral da Cooperação Internacional do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades.

Espera-se que as decisões tomadas reflitam a continuidade das reformas institucionais em curso, bem como o compromisso do Governo com o fortalecimento do sistema judicial, a proteção dos direitos das crianças e o desenvolvimento das infraestruturas estratégicas para o país.

Países nórdicos e bálticos apoiam Ucrânia na adesão à UE e à NATO... Os líderes dos países nórdicos e bálticos manifestaram hoje em duas declarações conjuntas o desejo de ver a Ucrânia integrar a UE "o mais rapidamente possível" e o seu apoio ao trajeto de Kyiv rumo à NATO.

© Lusa    09/06/2026 

"A Ucrânia é um parceiro estratégico de segurança para a NATO, contribuindo diretamente para a segurança euro-atlântica (...) Apoiamos a Ucrânia na sua marcha irreversível rumo a uma integração euro-atlântica completa, incluindo a sua adesão à NATO", afirmaram os chefes de governo dos países nórdicos e bálticos, reunidos na oitava cimeira, em Tallinn, Estónia, na presença do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Presidida pelo primeiro-ministro da Estónia, Kristen Michal, a reunião tem por foco a cooperação em matéria de segurança e defesa, o desenvolvimento da indústria de defesa, o apoio à Ucrânia, a competitividade e o avanço da inteligência artificial.

Quanto ao alargamento da União Europeia até Kyiv, os oito países, formato conhecido como NB8 (Nordic-Baltic Eight), saudaram os "progressos alcançados" pela Ucrânia neste sentido e defenderam a abertura "sem demora" de todos os dossiês de negociação com a Ucrânia entre junho e julho deste ano, considerando que "a adesão da Ucrânia à UE deverá ser concluída o mais rapidamente possível".

O líder ucraniano prometeu, por sua vez, partilhar a experiência adquirida por Kyiv no abate de drones russos a países como a anfitriã Estónia, cujo espaço aéreo é por vezes violado por drones shahed ou ucranianos desviados pelas forças russas.

"Fizemos isso no Médio Oriente e funcionou", afirmou Zelensky, referindo-se à ajuda enviada por Kyiv aos países afetados pelo conflito contra o Irão, para onde viajaram especialistas ucranianos para treinar as forças locais.

O líder ucraniano disse que a Ucrânia poderia oferecer drones intercetores de baixo custo que tem em serviço no país, de modo a construir um escudo contra os ataques de drones russos.

Adiantou que Kyiv poderia enviar especialistas aos seus parceiros europeus "a qualquer momento".

Alguns incidentes têm-se verificado nos últimos meses, com drones ucranianos a despenharem-se em países vizinhos.

No caso da Estónia, drones colidiram contra a chaminé de uma central elétrica, atingiram tanques de combustível vazios na Letónia e foram abatidos por caças romenos estacionados na Lituânia.

"Sabemos o que a Rússia está a fazer. Querem que as relações dentro da UE se deteriorem", afirmou Zelensky, referindo-se aos incidentes das últimas semanas em que drones ucranianos que se dirigiam para zonas do noroeste da Rússia foram desviados por esta --- segundo Kyiv --- através de interferências eletrónicas e entraram no espaço aéreo da Estónia e de outros países fronteiriços.

O líder ucraniano, que fez estas declarações numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente estónio, Alar Karis, reafirmou que a Ucrânia enviará equipas de especialistas em defesa antiaérea contra drones para a Estónia e para outros países vizinhos que foram afetados por estes incidentes.

Disse ainda que a forma mais rápida de os parceiros europeus terem acesso a todas as capacidades da Ucrânia no domínio dos drones é assinarem acordos de cooperação abrangentes neste domínio, semelhantes aos que foram recentemente assinados por países como a Arábia Saudita, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos.

Por seu lado, o Presidente Alar Karis alertou para a probabilidade de que as incursões no espaço aéreo do seu país por drones utilizados na guerra na Ucrânia continuem.

Karis afirmou que o seu país tem capacidade para abater esses drones a partir de caças, mas defendeu o acesso a tecnologias ucranianas capazes de neutralizar aparelhos não tripulados de forma muito mais económica.

"Os caças são muito caros. Isso significa que temos de encontrar uma forma de utilizar o conhecimento especializado da Ucrânia", afirmou, recomendando à população "que mantenha a calma quando souber que um dos drones se perdeu e acabou por cair no território" estónio.

O N8 é constituído pelos nórdicos Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, e pelos países bálticos Estónia, Letónia e Lituânia. 

IRLANDA DO NORTE: Suspeito de ataque em Belfast é sudanês. Vítima com "ferimentos graves"... O homem detido por tentar "decapitar" um desconhecido numa rua de Belfast é um cidadão sudanês com cerca de 30 anos e autorização de residência de cinco anos. A polícia afastou, para já, ligações a terrorismo e confirmou que a vítima sofreu ferimentos graves na face e nas costas.

© Paul Faith / AFP via Getty Images   noticiasaominuto.com    09/06/2026 

O homem detido na noite de segunda-feira após tentar "decapitar" um desconhecido na via pública em Belfast, na Irlanda do Norte, tem nacionalidade sudanesa e "cerca de 30 anos".

Em conferência de imprensa, durante a tarde desta terça-feira, o chefe adjunto da Polícia da Irlanda do Norte (PSNI), Ryan Henderson, acrescentou que, inicialmente, as autoridades pensavam que o homem era somali, mas têm agora razões para acreditar que é sudanês.

O agressor "entrou na Irlanda do Norte vindo de Dublin" e depois "obteve permissão para permanecer no país". A informação foi confirmada pela vice-primeira-ministra da Irlanda do Norte, Emma Little-Pengelly, que indicou que o homem estava no país "com um visto de cinco anos".

O suspeito foi detido por tentativa de homicídio e, segundo a polícia, "uma faca de cozinha foi encontrada no local".

Henderson sublinhou afirmou que a polícia não está à procura de mais ninguém em relação ao ataque neste momento e sublinhou que não há informações de que se trate de um "incidente relacionado com terrorismo".

Já sobre a vítima, um homem com cerca de 40 anos, o responsável revelou que sofreu "ferimentos graves nas costas e na cara", incluindo nos olhos.

Recorde-se que um homem foi detido por suspeita de tentativa de homicídio após tentar "decapitar" um desconhecido na via pública, em Belfast. O incidente ocorreu na zona da Avenida Kinnaird, pouco depois das 22h30, e foi classificado como "crime grave".

Um vídeo publicado nas redes sociais, que o Notícias ao Minuto decidiu não divulgar devido à violência das imagens, mostra um homem a esfaquear outro várias vezes na cabeça com uma faca. No vídeo, é possível ouvir um dos homens a dizer: "Ele está a tentar cortar-lhe a cabeça". 

O primeiro-ministro do  Reino Unido, Keir Starmer classificou o ataque como "repugnante" e "abominável".

"O horrível ataque ocorrido ontem à noite em Belfast é repugnante. Não tolero de forma alguma cenas de violência abomináveis ​​como esta nas nossas ruas", escreveu na rede social X. "Os meus pensamentos estão, antes de mais, com a vítima, e agradeço aos socorristas e aos cidadãos que intervieram".

Já cinco dos principais partidos do parlamento da Irlanda do Norte emitiram um comunicado, afirmando estarem "unidos na condenação deste horrível incidente".

O crime, sublinhe-se, acontece numa altura de tensão no Reino Unido devido à morte de Henry Nowak, que foi esfaqueado por um imigrante e morreu enquanto estava a ser detido pela polícia.

O caso ocorreu no início de dezembro de 2025, quando Nowak foi erradamente detido e algemado pela polícia, após ser esfaqueado por Vickrum Digwa, pertencente à minoria religiosa sikh. Na altura, o homicida disse aos agentes que tinha agido uma "faca religiosa" em legítima defesa após ser alvo de insultos e agressões.  

Imagens divulgadas pela polícia de Hampshire mostram que o jovem de 18 anos alertou várias vezes os agentes que não conseguia respirar e que tinha sido esfaqueado. 

"Não consigo respirar. Fui esfaqueado", disse o jovem.

"Acho que não, amigo", respondeu um dos polícias. Os oficiais obrigam-no, depois, a sentar-se, para ser algemado.

O agressor, Vickrum Digwa, foi condenado na semana passada a prisão perpétua com uma pena mínima de 21 anos pelo homicídio.


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Uma pessoa foi alvo de um ataque grotesco, na noite de segunda-feira, em Belfast, na Irlanda do Norte. O atacante foi detido e a vítima internada em estado grave. Autoridades e políticos pedem calma e que se deixe a justiça atuar.

Rascunho de acordo de paz entre EUA e Irão enviado para administração Trump... A informação está a ser avançada pela Sky News Arabia, citando uma fonte exclusiva. A versão do acordo foi enviada à parte norte-americana para apreciação.

Por  SIC Notícias  

A Casa Branca estará prestes a receber um rascunho do acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão.

A informação foi avançada por um correspondente da Sky News Arabia. No X, adianta que a minuta do acordo foi enviada para revisão.

Não há ainda pormenores sobre as condições, mas o documento será aceitável para a administração norte-americana.

Mesmo com a quebra do cessar-fogo entre Israel e Irão, Donald Trump continua a acreditar num acordo nos próximos dias.

"Estamos a dar os últimos passos para o que será um acordo muito, muito bom", afirma Trump esta madrugada, depois de assistir ao terceiro jogo final da NBA em Nova Iorque, estimando um prazo de "dois a três dias" para que o acordo seja concluído.

Sem fornecer quaisquer detalhes sobre o motivo do novo otimismo, diz estar "muito perto de um acordo muito, muito bom, forte e poderoso".

Artigo em atualização...

MPLA? Pré-candidatos admitem impugnar candidatura de João Lourenço... Pré-candidatos à presidência do MPLA (poder em Angola) admitiram hoje impugnar a candidatura de João Lourenço (Presidente da República e do MPLA) alegando a sua validação "intempestiva", na sexta-feira, pela subcomissão de candidaturas ao congresso de novembro.

© Lusa   09/06/2026 

O engenheiro António Venâncio e o jurista José Carlos de Almeida, ambos pré-candidatos à liderança do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975), contestaram hoje a última decisão da subcomissão de candidaturas.

António Venâncio, que já manifestou intenção de concorrer à presidência do MPLA, no IX Congresso Ordinário agendado para os dias 09 e 10 de dezembro próximo, disse que a validação da candidatura de João Lourenço foi "intempestiva" por conta de uma "derrapagem" da subcomissão de candidaturas.

"Reconhecemos que houve uma derrapagem na semana passada que consistiu na validação de uma candidatura numa altura em que os calendários legais não previam, ou seja, houve um anúncio intempestivo sobre a validação de uma candidatura e nós claro reagimos ainda hoje a solicitar à subcomissão de candidaturas para repor o comboio nos carris", afirmou António Venâncio.

À Lusa, o pré-candidato recordou que os prazos de legalização das candidaturas foram previamente calendarizados (pela subcomissão de candidaturas), referindo que a sua alteração constitui uma violação.

A verificação da conformidade das candidaturas ao conclave de dezembro acontece entre 26 de outubro a 01 de novembro, a notificação aos candidatos sobre a validade ou nulidade das candidaturas de 02 a 05 de novembro e a campanha eleitoral vai decorrer entre 06 de novembro e 07 de dezembro próximo, conforme calendário apresentado em abril passado pela referida subcomissão.

No entanto, o coordenador da subcomissão de candidaturas, Job Capapinha, anunciou na sexta-feira passada a validação da candidatura de João Lourenço ao cargo de presidente do MPLA, após a aprovação de 98,10% das subscrições apresentadas, numa intervenção sem direito a perguntas de jornalistas.

Hoje, António Venâncio disse que o referido anúncio constitui uma "violação" dos estatutos do partido e ao calendário já anunciado, salientando que os estatutos do MPLA, a Constituição e a lei dos partidos políticos preveem soluções para "conflitualidade partidária".

"O organismo competente para resolver esse conflito é o TC [Tribunal Constitucional], mas é preciso antes esgotar os organismos internos e estamos a fazê-lo. Mas, se as coisas não acontecerem internamente, devemos remeter ao TC, mas creio que isso não vai acontecer, porque a subcomissão tem competências para corrigir esse erro", indicou.

Alegadas "irregularidades" na candidatura de João Lourenço foram igualmente hoje descritas pelo pré-candidato José Carlos de Almeida que, em declarações à Lusa, deu conta que vai formalizar a sua reclamação na quarta-feira junto da subcomissão de candidaturas.

Segundo o jurista, João Lourenço remeteu a sua candidatura num período de menos de uma semana "sem reunir os requisitos necessários", por isso, argumentou, o seu processo "deve ser rejeitado".

 Criticou igualmente a alegada recolha de assinaturas feitas pela candidatura de João Lourenço junto das sedes e comités provinciais e municipais do MPLA, considerando tratar-se de "injustiças" que podem levar à impugnação do congresso.

"A situação é preocupante e o TC não terá muitas formas de manobra, porque os factos são claros e isso pode acontecer, tendo em conta as irregularidades da candidatura de João Lourenço e o facto de nos impedirem de recolher assinaturas", concluiu José Carlos de Almeida.

O general na reforma e ex-governante Higino Carneiro remeteu igualmente junto da subcomissão de candidaturas um pedido de impugnação da candidatura de João Lourenço por alegadas "irregularidades" por parte da equipa de campanha do atual presidente do MPLA, noticiou na sexta-feira o Novo Jornal.

João Lourenço, que se recandidata à presidência do MPLA, está impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato como Presidente da República nas eleições gerais de 2027.

Estudo: 'Smartphones' ligados à queda das taxas de fertilidade... Dois estudos norte-americanos ligam os 'smartphones' à queda das taxas de fertilidade, sugerindo que os que possuem têm menos interações sociais e, portanto, menos relações sexuais na vida real, noticiou a agência France-Presse na segunda-feira.

© Shutterstock      Por  LUSA   09/06/2026 

Dois estudos norte-americanos ligam os 'smartphones' à queda das taxas de fertilidade, sugerindo que os que possuem têm menos interações sociais e, portanto, menos relações sexuais na vida real, noticiou a agência France-Presse na segunda-feira.

O número de filhos por mulher está a diminuir em muitos países e são vários os investigadores que analisam as causas da redução.


Nos Estados Unidos, a taxa de fertilidade diminuiu 22% desde 2007, "um declínio sustentado que não é facilmente explicado pelas condições económicas, pelo uso de contracetivos, pelos custos de habitação ou de creche, ou por outros fatores comummente referidos", consideram os autores de um estudo divulgado na segunda-feira pela organização de investigação National Bureau of Economic Research (NBER).

Os dois cientistas da Universidade de Middlebury, nos Estados Unidos, colocaram a hipótese de a queda acentuada observada desde então estar ligada à chegada do iPhone da Apple nesse mesmo ano.

Tendo em conta que, entre 2007 e 2011, o iPhone esteve disponível nos Estados Unidos através de apenas uma operadora, a AT&T, os investigadores compararam as taxas de fertilidade em áreas cobertas pela AT&T com as de áreas não cobertas.

Observaram que os condados com acesso ao iPhone apresentavam uma maior queda no número de filhos por mulher do que aqueles sem acesso, sendo a redução particularmente acentuada entre as mulheres mais jovens (entre os 15 e os 24 anos).

"A queda da fertilidade concentra-se principalmente entre os jovens e reflete-se em grande parte na diminuição dos nascimentos não planeados", escrevem Caitlin Myers e Ezekiel Hooper, citados pela AFP, sugerindo que a diminuição se deve mais à "falta de interação social e de atividade sexual", do que ao custo de criar um filho.

"À medida que os 'smartphones' se tornaram mais comuns, o tempo passado com amigos pessoalmente e a atividade sexual diminuíram drasticamente e aumentou o consumo de pornografia, um possível substituto para o sexo com parceiro", acrescentam.

Myers e Hooper assinalam que esta não é a única causa do declínio do número de filhos por mulher, mas sim um fator significativo sobre o qual têm pouca influência as políticas natalistas baseadas em incentivos económicos de muitos países, como a França e a Coreia do Sul.

Outro estudo, dos economistas Nathan Hudson e Hernan Moscoso Boedo, da Universidade de Cincinnati (EUA), analisa dados do Banco Mundial sobre as taxas de penetração de 'smartphones' e as taxas de fertilidade na adolescência em 128 países.

Os investigadores descobriram que o declínio das taxas de fertilidade acelerou com a adoção generalizada de 'smartphones' e que tal aconteceu em países "com contextos de saúde, sociais, económicos e culturais muito diferentes", cita a AFP.

Trata-se de um "choque tecnológico mundial comum", concluem os autores do estudo publicado em maio.

Novo Governo pró-russo da Bulgária vai suspender ajuda militar à Ucrânia... O novo Governo búlgaro, liderado pelo pró-russo e eurocético Rumen Radev, anunciou hoje que suspenderá a ajuda militar à Ucrânia para se defender da invasão russa, por considerar que só negociações solucionarão a guerra.

© Lusa   09/06/2026 

"A guerra na Ucrânia não se resolverá no campo de batalha. Estamos a assistir a uma guerra de desgaste e, por mais armamento que se acumule, o único resultado é a perda de vidas humanas. É tempo de nos sentarmos à mesa das negociações", declarou o ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, à comunicação social.

Segundo o ministro, chegou a altura de procurar o que classificou como "paz justa" para as "duas partes envolvidas no conflito".

O primeiro-ministro, Rumen Radev, um ex-militar que foi Presidente da Bulgária antes de vencer, com maioria absoluta, as eleições legislativas de abril, defendeu as negociações com a Rússia desde o início da agressão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Radev opõe-se também às sanções económicas impostas pela União Europeia (UE) à Rússia.

Stoyanov manifestou dúvidas de que a UE, da qual a Bulgária é membro, possa desempenhar um papel de mediação no conflito, uma vez que já prestou ajuda à Ucrânia.

Os anteriores Governos búlgaros contribuíram inicialmente para o esforço de guerra da Ucrânia com o envio de munições e combustível através de intermediários e, desde o final de 2022 até 2024, com pacotes de ajuda militar oficialmente aprovados pelo parlamento.

A indústria de Defesa búlgara aumentou significativamente a produção de munições de calibre soviético, utilizadas pela Ucrânia, e participa como fornecedor em iniciativas europeias para o abastecimento de projéteis.

Em 2023, o parlamento búlgaro autorizou a entrega de cerca de uma centena de veículos blindados de fabrico soviético (BTR-60PB), apesar das objeções de Radev, então chefe de Estado.

CPLP apoia novas eleições em Bissau e pede libertação de Simões Pereira... O ministro dos Negócios Estrangeiros declarou hoje à Antena 1 que a CPLP empenha-se no regresso à normalidade da Guiné-Bissau, apoiando a realização de novas eleições, e reiterou o pedido de libertação do político Domingos Simões Pereira.

© Lusa  09/06/2026 

Numa entrevista feita para o 'podcast' da Antena 1 "Política com Assinatura", o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, questionado sobre a Guiné-Bissau, respondeu que a situação está "a ser tratada em três instâncias".

"Em primeiro lugar, é um problema interno da Guiné-Bissau. E, portanto, temos que respeitar a soberania do Estado guineense. Mas, quer a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental], quer a União Africana, quer a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], têm envidado esforços, essencialmente para (...) que se possam organizar eleições - uma vez que as anteriores ficaram prejudicadas", contextualizou o chefe da diplomacia portuguesa.

"Pena, porque o processo tinha decorrido francamente bem, mas enfim, os resultados ficaram inviabilizados porque foram destruídos os cadernos eleitorais e, portanto, nós não podemos (...) regressar ao estado anterior", acrescentou o governante.

Rangel reforçou que se tem pedido às atuais autoridades guineenses que libertem o líder do histórico Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira - que está em prisão domiciliária por alegada tentativa de golpe de Estado -, e que permitam aos partidos políticos que voltem às suas sedes.

Para o ministro, em Bissau já foram dados sinais positivos, concretamente no que diz respeito ao candidato presidencial da oposição que alegadamente venceu as eleições de 23 de novembro, Fernando Dias, e ao facto de se terem marcado eleições para dezembro deste ano.

"Houve uma marcação de eleições para 06 de dezembro, mas estamos à espera de ver quais são as condições para que elas se possam desenrolar", referiu.

Por outro lado, o diplomata disse esperar que a próxima reunião da CPLP, a ocorrer em julho, em Díli, para se assinalarem os 30 anos da organização, traga "algum progresso" relativamente ao tema da Guiné-Bissau. 

Sobre as delegações da RTP e da agência Lusa expulsas da Guiné-Bissau em agosto do ano passado, o ministro respondeu que não têm existido, agora, conversações no sentido de restabelecimento dessas relações, mas salientou que essas já ocorreram no passado e que poderiam ter "dado frutos".

Para o ministro, é importante que haja abertura, em Bissau, à comunicação social que lá queira estar e que a CPLP ajude nesse sentido.

Rangel frisou ainda que o Governo português tem um respeito enorme pelo país, e pelo seu povo, e que esta nação, apesar de, pela primeira vez, estar suspensa, é um "membro imprescindível da CPLP".

"Eu acho que, (...) se forem dados sinais por parte das autoridades, nós poderemos progressivamente restaurar um diálogo frutuoso que leve a que ela [Guiné-Bissau] possa retomar a sua participação a 100% na vida da CPLP", indicou.

Sobre a CPLP, referiu que a organização é muito importante - prova disso, sublinhou, é a quantidade de países que querem ser seus observadores - e que os Estados-membros estão concertados nos seus objetivos.

A 26 de novembro de 2025, um autodenominado Alto Comando Militar tomou o poder na Guiné-Bissau na véspera da divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.

O golpe interrompeu o processo eleitoral, o Presidente da República e recandidato, Umaro Sissoco Embaló, foi deposto, e os militares nomearam para chefe de Estado de Transição, o general Horta Inta-a, substituíram o parlamento, encerrado desde dezembro de 2023, por um Conselho Nacional de Transição e prenderam o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, impedido de concorrer às eleições, assim como o PAIGC, que lidera.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo que este país detém a presidência rotativa da organização desde a suspensão da Guiné-Bissau.


VOLODYMYR ZELENSKY: "Não podemos dizer que a Rússia esteja a perder esta guerra, mas..." O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou que a Rússia está isolada na Europa e que a guerra parece estar a mudar lentamente a favor de Kyiv, devido à perda de iniciativa por parte de Moscovo.

© NICOLAS TUCAT / AFP via Getty Images      Por LUSA    09/06/2026 

"Não podemos dizer que a Rússia esteja a perder esta guerra, mas podemos sim dizer que está a perder a iniciativa dia após dia", afirmou Zelensky numa entrevista ao jornal britânico The Guardian publicada hoje, citada pela agência espanhola EFE.

Na última semana, drones ucranianos de longo alcance atacaram São Petersburgo, onde se incendiaram terminais de crude, enquanto houve ataques semelhantes na Crimeia, a península ucraniana ocupada pela Rússia desde 2014.

Segundo Zelensky, o objetivo dos ataques ucranianos de longo alcance é que os residentes das cidades russas sintam o que significa a guerra.

"A vitória nesta guerra será alcançada quando a sociedade russa reconhecer que a guerra é terrível, que é uma tragédia não para alguém em algum lugar, mas para si próprios. E acredito que este é o impulso de que necessitamos", afirmou.

Zelensky disse que a Rússia tem registado baixas de 30 mil soldados por mês, incluindo cerca de 23 mil mortos e muitos feridos com gravidade, mas admitiu que o número possa ser maior.

"Em suma, é um número muito elevado. Significa que não estão a ganhar a guerra", assinalou.

Zelensky também se referiu à reação do Presidente da Rússia a uma carta aberta que lhe enviou a sugerir uma reunião para acabar com a guerra, mas que foi rejeitada e considerada indelicada por Vladimir Putin.

O Guardian referiu que a postura inflexível de Putin levou alguns observadores a questionar se o líder russo estava a delirar ou se os seus comandantes militares lhe estavam a fornecer informação errada.

Sobre tais teorias, Zelensky admitiu serem possíveis, mas desvalorizou os motivos e disse que Putin mentiu sobre a guerra desde o início, ao justificá-la com a necessidade de proteger os falantes de russo na Ucrânia.

Além da proteção das minorias russas, Putin justificou a invasão de fevereiro de 2022 com o objetivo de "desnazificar" a Ucrânia e impedir a adesão do país vizinho à NATO, entre outros motivos.

No âmbito internacional, a Rússia sofreu vários reveses políticos, como a derrota de Viktor Orbán nas recentes eleições na Hungria, enquanto as tentativas russas de apoiar candidatos pró-russos na Moldova fracassaram.

"Estão a perder influência em diferentes países", comentou Zelensky.

"Estão isolados dentro da Europa e também dos Estados Unidos. Portanto, estão sozinhos", acrescentou.

Zelensky referiu que sempre disse ao homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, que Putin mentia e jogava com a administração norte-americana, e agradeceu o "firme apoio" de Washington à Ucrânia.

Zelensky reuniu-se no domingo em Londres com os chefes dos governos britânico, Keir Starmer, e alemão, Friedrich Merz, e com o Presidente francês, Emmanuel Macron.

Numa declaração conjunta após a reunião, mostraram-se favoráveis a um cessar-fogo na Ucrânia que tenha em conta os interesses europeus.


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O Governo sul-coreano insistiu hoje na desnuclearização da Coreia do Norte após a cimeira entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o Presidente da China, Xi Jinping.

Autoridades pró-russas denunciam ataques contra a Península da Crimeia... A Ucrânia atacou a ponte Chongar, que liga a região anexada de Kherson à Península da Crimeia, controlada pela Rússia desde 2014, causando danos que obrigaram as autoridades pró-russas a condicionar o trânsito, disse o governador local, Vladimir Saldo.

© REUTERS TV via REUTERS   Por  LUSA  09/06/2026 

Através das redes sociais, o governador regional de Kherson, pró-russo, disse que a ponte Chongar foi "novamente danificada" após um ataque com aparelhos aéreos não tripulados (drones) ucranianos, tendo sido interrompida a circulação rodoviária.

A ponte já tinha sido danificada no domingo, após um ataque com um drone que atingiu a estrutura.

De acordo com o governador pró-Rússia, as defesas aéreas abateram "mais de 20 drones" ucranianos que sobrevoavam o local.

Saldo disse ainda que as forças ucranianas estão a concentrar os ataques contra a infraestrutura com o objetivo de "interromper a circulação e criar problemas à população".

Segundo o Ministério da Defesa russo, as defesas aéreas intercetaram e destruíram 140 drones ucranianos durante a noite passada sobre sete regiões russas, a Península da Crimeia e os mares Negro e de Azov.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia, e lançou em 2022 uma campanha militar de grande escala contra todo o território ucraniano.


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Ataques russos na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, causaram quatro mortos e cerca de quinze feridos, anunciaram hoje as autoridades locais.

Japão cria plano de ação para reduzir suicídio infantil... Entre as medidas aprovadas estão a criação de conselhos dos governos regionais, a colaboração entre escolas e instituições médicas, bem como o uso de IA para identificar riscos de suicídio.

Por  sicnoticias.pt  

O Governo japonês aprovou esta terça-feira um plano de ação para tentar reduzir os números recorde de suicídio infantil registados no país, incluindo medidas de conciliação familiar e uso de inteligência artificial (IA) para identificar riscos.

"O suicídio infantil e juvenil é um problema grave que deve ser levado muito a sério", declarou a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, citada pela agência local Kyodo.

A dirigente presidiu a reunião do Conselho para a Promoção de Políticas para a Infância, que este ano centrou atenções na prevenção do suicídio entre menores.

Entre as medidas aprovadas estão a criação de conselhos dos governos regionais, a colaboração entre escolas e instituições médicas, bem como o uso de IA para identificar riscos de suicídio.

O plano inclui ainda incentivos às empresas que apoiem ativamente o cuidado infantil e promovam serviços de apoio às famílias.

Segundo o ministro da Infância, Hitoshi Kikawada, as medidas deverão entrar em vigor "antes do final do ano", com a cooperação entre ministérios e organismos relevantes.

De acordo com estatísticas da Agência Nacional de Polícia e do ministério da Saúde, no ano passado, registaram-se 538 suicídios entre estudantes do ensino primário, secundário e universitário, o número mais elevado desde que os dados começaram a ser recolhidos em 1980.

Guiné-Bissau: GOVERNO LANÇA MEDIDAS URGENTES PARA REFORÇAR A SEGURANÇA ELÉTRICA, PREVENIR INCÊNDIOS, COMBATER A POLUIÇÃO E DISCIPLINAR O SETOR DAS PESCAS

Por Radio TV Bantaba 

Bissau, Junho de 2026 – O Governo da República da Guiné-Bissau decidiu avançar com um conjunto de medidas urgentes destinadas a enfrentar problemas estruturais que afetam a segurança pública, o ambiente, a educação, a gestão urbana e o setor das pescas.

As decisões foram tomadas durante uma reunião de emergência presidida por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, que reuniu membros do Governo, responsáveis de instituições públicas, autoridades municipais, representantes da sociedade civil e técnicos especializados.

Rede elétrica sob forte pressão

Durante a reunião, os serviços técnicos do Ministério da Energia apresentaram um diagnóstico preocupante sobre o estado da rede elétrica nacional, alertando para a degradação das infraestruturas de distribuição, a proliferação de ligações clandestinas e o elevado risco de apagões e incêndios.

O Mercado de Bandim foi identificado como uma das zonas mais críticas do país devido à existência de instalações elétricas precárias, utilização de materiais inadequados e elevado congestionamento interno, fatores que aumentam significativamente os riscos para comerciantes e consumidores.

Perante esta situação, o Primeiro-Ministro determinou a elaboração imediata de um Plano Especial de Saneamento Elétrico do Mercado de Bandim, o reforço das inspeções técnicas em todo o território nacional e a implementação de um programa específico de prevenção de incêndios relacionados com instalações elétricas.

Governo endurece combate aos resíduos plásticos

A reunião analisou igualmente os impactos ambientais causados pela crescente utilização de sacos plásticos, sobretudo os provenientes da produção de água empacotada.

Segundo informações apresentadas pelo Ministério dos Recursos Naturais, existem atualmente 38 unidades industriais dedicadas à produção de água em embalagens plásticas.

Em resposta, o Governo determinou a aplicação imediata das medidas regulamentares já aprovadas, incluindo a reconversão progressiva das unidades industriais para soluções ambientalmente sustentáveis.

As empresas que persistirem no incumprimento das normas poderão ser encerradas, sendo mobilizadas as forças de segurança para assegurar o cumprimento efetivo da legislação.

Educação: Governo exige rigor administrativo

No setor educativo, o Primeiro-Ministro abordou a situação dos professores contratados que alegam estar sem receber salários há vários meses.

O Chefe do Governo reiterou que nenhum pagamento poderá ser efetuado sem o cumprimento das exigências legais de validação e visto prévio das autoridades competentes do Ministério das Finanças.

Foi igualmente ordenada a realização de um levantamento nacional das escolas, professores e demais recursos humanos do sistema educativo, visando atualizar a base de dados nacional e melhorar a gestão do setor.

Novas medidas para limpeza urbana

Relativamente à gestão de resíduos sólidos, o Executivo determinou a instalação de placas de proibição de depósito de lixo em zonas críticas, a reorganização dos horários de recolha de resíduos e o reforço da fiscalização municipal.

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau informou que já foi identificado um espaço alternativo para acolher temporariamente parte dos operadores do Mercado de Bandim, medida que permitirá reduzir o congestionamento e melhorar as condições de segurança.

Governo reforça controlo do setor das pescas

A Ministra das Pescas alertou para dificuldades encontradas na implementação da nova política de redução dos preços do pescado, referindo a existência de resistências por parte de alguns operadores económicos.

Foi igualmente destacada a crescente dependência do setor em relação a mão-de-obra proveniente de países vizinhos, devido à reduzida participação da juventude guineense na atividade pesqueira.

Perante esta realidade, o Primeiro-Ministro ordenou a identificação dos agentes que estejam a impedir a execução das medidas governamentais e exigiu relatórios detalhados sobre o desembarque obrigatório do pescado, o cumprimento das obrigações dos detentores de licenças, o funcionamento da cadeia de distribuição e a aplicação de sanções aos operadores incumpridores.

Interesse público acima de interesses particulares

Encerrando os trabalhos, Sua Excelência o Primeiro-Ministro reafirmou que o Governo continuará a agir com firmeza perante os problemas estruturais que afetam o país.

"O interesse público deve prevalecer sobre quaisquer interesses particulares, económicos ou políticos", sublinhou.

As medidas aprovadas marcam o início de uma nova fase de intervenção governativa orientada para o reforço da autoridade do Estado, a modernização dos serviços públicos, a proteção do ambiente, a segurança dos cidadãos e a melhoria das condições de vida da população.

O Governo acompanhará rigorosamente a implementação das decisões adotadas e exigirá resultados concretos de todas as instituições envolvidas.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Mercado de Bandim: Governo ordena elaboração imediata de Plano Especial de Saneamento Elétrico

Por  CAP-GB 

Bissau, 8 de Junho de 2026 – O Mercado de Bandim foi identificado como uma das zonas mais críticas da capital, devido às instalações elétricas precárias e ao elevado nível de congestionamento, fatores que representam sérios riscos para comerciantes e consumidores.

Em resposta à situação, o Governo ordenou a elaboração imediata de um Plano Especial de Saneamento Elétrico para o mercado, bem como o reforço das inspeções técnicas em todo o país e a implementação de um programa específico de prevenção de incêndios.

A decisão foi tomada durante uma reunião de emergência presidida pelo Chefe do Governo, Ilídio Vieira Té, que contou com a participação de membros do Executivo, responsáveis de instituições públicas, autoridades municipais, representantes da sociedade civil e técnicos especializados.

Durante o encontro, os serviços técnicos do Ministério da Energia apresentaram um diagnóstico preocupante sobre o estado da rede elétrica nacional, destacando a degradação das infraestruturas, o aumento de ligações clandestinas e o elevado risco de apagões e incêndios.

“O Mercado de Bandim foi identificado como uma das zonas mais críticas, devido às instalações precárias e ao elevado congestionamento, fatores que representam sérios riscos para comerciantes e consumidores”, sublinharam os técnicos do Ministério.

O Governo garantiu que irá acompanhar rigorosamente a execução das medidas adotadas, exigindo resultados concretos de todas as instituições envolvidas.

Recorde-se que o Mercado de Bandim, particularmente na zona da subida de Cabana, já foi palco de dois incêndios que provocaram elevados danos materiais. O primeiro incidente levou à demissão do então Presidente da Câmara Municipal de Bissau, José Medina Lobato. 

13 de Junho de 2026 - Lançamento do livro “Antologia Brutalista” da autoria de Ricardo Rao na Feira do Livro

Lançamento do livro “Antologia Brutalista” na Feira do Livro

Terá lugar, no dia 13 de junho, às 17 horas, o lançamento do livro “Antologia Brutalista” do autor Ricardo Rao - vencedor da 11.ª edição do “Prémio Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa” -, no Auditório Sul da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII. 

A apresentação do livro contará com a presença do autor, da editora e de membros do júri.

 Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

Avenida da Índia n.º 110, 1300-300 Lisboa, Portugal | Tel. +351 218 172 950 | 

uccla@uccla.pt | www.uccla.pt Facebook Linkedin | Youtube | Instagram | Twitter |ISSUU

@Faladepapagaio

O Governo de Transiçao da Guiné Bissau, liderado pelo Primeiro Ministro, Senhor Ilídio Vieira Té, financiou projecto para instalaçao de casas de Banho Públicas na praça e nos bairros de Bissau.

As casas de banho públicas são essenciais para garantir a saúde pública, o conforto urbano e a inclusão social. Elas permitem que qualquer pessoa satisfaça necessidades fisiológicas básicas fora de casa, evitam a contaminação do ambiente e apoiam diretamente o turismo, o comércio e a mobilidade das cidades.

Por O homem novo

Israel anuncia lançamento de mísseis iranianos contra o seu território... O Exército israelita identificou hoje o lançamento de mísseis do Irão contra o seu território e garantiu estar "a operar para intercetar a ameaça", acrescentando que foram enviados alertas de precaução para os telemóveis das áreas possivelmente afetadas.

© Mostafa Alkharouf/Anadolu Agency via Getty Images    Por LUSA   08/06/2026 

O Exército israelita anunciou ainda ter intercetado esta madrugada um míssil lançado do Iémen. O lançamento ocorreu uma hora e meia depois de Israel ter anunciado que atacou "alvos militares" no oeste e no centro do Irão, em resposta ao ataque da República Islâmica como retaliação aos ataques israelitas contra o Líbano.

As sirenes soaram em todo o território de Israel e as forças armadas israelitas anunciaram que um míssil lançado do Iémen tinha como alvo o país, sem fornecerem mais detalhes. Os serviços de emergência de Israel afirmaram que não havia relatos de vítimas nem de impactos decorrentes do lançamento a partir do Iémen.

Pouco depois do alarme, que soou em Jerusalém, Telavive e outras zonas do centro de Israel, o Exército informou que os abrigos podiam ser abandonados, porque a ameaça tinha passado, e confirmou à agência EFE que o míssil tinha sido intercetado.

O Iémen é o lar dos rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão. Os Huthis dispararam mísseis contra Israel durante a guerra entre Israel e o Hamas e posteriormente, mas não se envolveram totalmente na guerra com o Irão. Os Huthis não reivindicaram este ataque.

O Irão lançou na noite de domingo um total de onze mísseis contra Israel, na sequência do ataque israelita contra dois apartamentos nos subúrbios meridionais de Beirute, conhecidos como Dahye, onde, pelo menos, duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas este domingo. Israel assegurou que se tratou de uma operação contra um quartel do grupo xiita Hezbollah.

O Irão já tinha antecipado que, se os ataques de Israel contra o Líbano continuassem, retaliaria, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos em 08 de abril inclui a nação árabe.

O Exército israelita afirmou ter intercetado todos os mísseis lançados pelo Irão.

Além de Israel e Irão, também na Arábia Saudita as sirenes de alerta de mísseis soaram esta madrugada na zona onde se situa uma base aérea que acolhe forças norte-americanas.

A comunicação social estatal saudita noticiou o alerta na província de Al Kharj, onde se encontra a Base Aérea Príncipe Sultan. O alerta surgiu na sequência dos ataques de Israel ao Irão. Pouco depois, a Arábia Saudita afirmou que o perigo de mísseis na zona tinha passado, sem dar mais pormenores.

A Casa Branca não comentou até agora os ataques israelitas contra o Irão esta madrugada, incluindo a questão de se saber se foram realizados em coordenação com os Estados Unidos, avançou a agência de notícias Associated Press (AP).

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse este domingo à Fox News que queria que os iranianos parassem de disparar mísseis e regressassem à mesa de negociações. Também afirmou que os ataques de Israel no Líbano no início do domingo não foram coordenados com os Estados Unidos. "Não estou contente com isso", sublinhou Trump.

Um alto funcionário norte-americano, citado pela AP, afirmou que Trump tinha ligado ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para o exortar a não retaliar imediatamente ao ataque com mísseis iraniano. O funcionário, que falou sob condição de não ser identificado para descrever uma conversa telefónica privada, disse que Trump acreditava ter convencido Netanyahu a esperar.

Trump "conseguiu que Bibi [Netanyahu] adiasse a resposta por enquanto", afirmou o funcionário, que não revelou outros detalhes sobre o telefonema.

Antes, porém, do ataque israelita, numa entrevista com o jornal britânico Financial Times, Trump insistiu que ditou as condições a Netanyahu sobre a forma como a guerra deveria ser conduzida. "Ele não terá escolha", afirmou Trump ao jornal numa entrevista por telefone. "Sou eu quem toma as decisões. Sou eu quem toma todas as decisões. Não é ele [Netanyahu] quem toma as decisões", insistiu.

Não houve qualquer comentário imediato por parte do gabinete de Netanyahu.

Os ataques ameaçam ainda mais os esforços para alcançar um cessar-fogo permanente na guerra entre o Irão e os Estados Unidos e aumentam a possibilidade de um regresso a combates intensos, complicando os esforços de mediação para pôr fim à guerra.


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Autoridades regionais iranianas confirmaram hoje um ataque do exército israelita contra o complexo petroquímico de Mahshahr, que causou "danos parciais", informaram os meios de comunicação oficiais do Irão.

CHINA: Xi declara que amizade entre Pequim e Pyongyang "perdurará para sempre"... O Presidente chinês defendeu hoje a continuidade da aliança entre China e Coreia do Norte e apelou ao reforço da coordenação face "à hegemonia" e "política de força", num artigo no jornal norte-coreano Rodong Sinmun.

© Lusa     08/06/2026 

O texto, divulgado também pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua, foi publicado por ocasião da viagem de Xi Jinping à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, e no ano em que se comemora o 65.º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre os dois países.

Xi afirmou que a relação bilateral se encontra num "novo ponto de partida histórico" e sustentou que Pequim pretende "impulsionar o desenvolvimento" dos laços com Pyongyang.

Isto após anos em que as relações arrefeceram devido aos ensaios nucleares norte-coreanos e num momento em que Pequim procura preservar a influência face à crescente aproximação da Coreia do Norte à Rússia.

O líder chinês salientou que a "amizade tradicional" entre os dois países "perdurará para sempre" e recordou que se reuniu seis vezes com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, nos últimos anos.

Xi defendeu também que Pequim e Pyongyang preservem o sistema internacional centrado nas Nações Unidas e a ordem baseada no direito internacional, ao mesmo tempo que se opõem "à hegemonia" e à "política da força" .

O dirigente chinês condenou ainda qualquer tentativa de "reavivar o militarismo", uma expressão que as autoridades chinesas têm usado de forma reiterada nos últimos meses em referência ao Japão.

O artigo não menciona a desnuclearização da Coreia do Norte, um assunto que Pyongyang voltou a descartar no domingo, ao afirmar que o estatuto nuclear do país é irreversível.

A visita do líder chinês ocorre em pleno reatamento dos contactos entre Pequim e Pyongyang, após uma reunião que Xi e Kim mantiveram em setembro de 2025 em Pequim, uma visita do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, à Coreia do Norte em abril e o reinício, em março, das ligações ferroviárias e aéreas de passageiros entre ambos os países, após seis anos de suspensão.


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O Presidente chinês, Xi Jinping, chegou hoje a Pyongyang para uma visita de Estado de dois dias à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, durante a qual deverá reunir-se com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Zimbabué repatriou 74 cidadãos devido a violência xenófoba na África do Sul... Um primeiro grupo de 74 cidadãos do Zimbabué chegou ao seu país domingo, após ter sido repatriado da África do Sul devido à onda de ataques xenófobos que tem abalado aquele país, confirmou o Governo zimbabueano.

© Lusa    08/06/2026 

Segundo explicou à agência espanhola EFE o ministro dos Negócios Estrangeiros, Amon Murwira, os repatriados chegaram de autocarro ao posto fronteiriço de Beitbridge, numa viagem organizada pela Embaixada do Zimbábue em Pretória. 

"O Governo do Zimbabué está a acompanhar de perto os acontecimentos que estão a ocorrer na África do Sul, com ataques xenófobos contra cidadãos estrangeiros, e aconselha os seus nacionais a contactarem a nossa Embaixada caso se encontrem em perigo ou desejem regressar a casa", declarou o ministro.

Após a chegada, os repatriados estão a ser assistidos pelo Departamento de Assistência Social, antes de se reunirem com as famílias, explicou, referindo que o Governo do Zimbábue está em contacto com o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Nos últimos meses, um movimento anti-imigração sul-africano convocou protestos, por vezes violentos, contra migrantes irregulares, a quem atribui a culpa pelos problemas económicos do país, pela prestação deficiente de serviços públicos ou pelas elevadas taxas de criminalidade.

Grupos anti-imigração exigiram mesmo que certos grupos de estrangeiros abandonassem o país antes do próximo dia 30 de junho e chegaram ao ponto de impedir que migrantes africanos tivessem cuidados de saúde e educação em instalações públicas.

Esta situação levou o Gana, no passado dia 07 de maio, a solicitar à União Africana (UA) que abordasse os ataques xenófobos e enviasse uma "missão de investigação" à África do Sul.

Com a chegada domingo de 169 cidadãos moçambicanos, incluindo 16 menores, provenientes das localidades de Mossel Bay e Hermanus, na província do Cabo Ocidental, Moçambique fez já o repatriamento de 714 cidadãos na sequência de ataques xenófobos na vizinha África do Sul.

Já o Governo nigeriano informou que cerca de 130 compatriotas solicitaram ser repatriados após os ataques.

Tal como a Nigéria, também a Guiné-Bissau convocou o embaixador sul-africano no seu território.

Também o Gana e o Maláui repatriaram centenas de cidadãos, enquanto o Quénia, o Maláui e o Lesoto emitiram alertas de segurança para os seus cidadãos na África do Sul, cujo Governo condenou estes ataques, embora tenha reivindicado o seu direito de travar a imigração irregular.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul, que acolhe quase três milhões de estrangeiros, dos quais 90% são originários de outros países africanos.

Esta circunstância tem dado origem a ondas de protestos violentos, especialmente nos bairros mais vulneráveis, tendo os mais graves ocorrido no final de 2019, com 18 estrangeiros mortos, segundo dados da ONG Human Rights Watch (HRW).