segunda-feira, 22 de junho de 2026

Presidente ucraniano acusa Rússia de "assassínios injustificados"... Kiev, 22 jun 2026 (Lusa) -- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, acusou hoje a Rússia de "novos assassínios injustificados" durante os mais recentes ataques da noite e madrugada, que provocaram pelo menos cinco mortos e vários feridos.

© Lusa     22/06/2026 

Zelensky declarou que as ofensivas ocorreram no mesmo dia em que a Rússia assinala o 85.º aniversário da invasão da União Soviética pela Alemanha nazi, questionando se o regime do homólogo Vladimir Putin está a "comemorar" com bombardeamentos mortais em Sumi e Zaporijia.

O líder ucraniano especificou que na província de Sumi, três pessoas morreram, incluindo um menor, enquanto outros três membros da mesma família ficaram feridos.

Em Zaporijia, duas pessoas morreram durante os ataques da noite e Zelensky lamentou outras vítimas em Odessa, Kherson, Donetsk e Kharkiv. Em Chernihiv, registaram-se novos ataques contra instalações de produção de energia.

"A Rússia começou este dia não honrando a memória daqueles que morreram na II Guerra Mundial, nem a mostrar qualquer sinal de que pretende pôr fim à guerra, mas sim com novos assassínios injustificados", frisou.

Para Zelensky, "este é precisamente o momento do século XX que deveria ter mudado para sempre a atitude de cada Estado e do mundo inteiro em relação à vida humana... Não teria havido guerras mundiais se os líderes daquela época tivessem sido guiados pelo valor da vida humana em vez de ilusões imperialistas".


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Irão exige fim dos ataques no Líbano para avançar com acordo com EUA... O Irão condicionou hoje a continuação de negociações para um acordo de paz com os Estados Unidos ao fim dos ataques israelitas no Líbano.

© Lusa    22/06/2026 

Numa mensagem divulgada nas redes sociais após o início das conversações com os Estados Unidos, na Suíça, com mediação do Qatar e do Paquistão, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baqaei, insistiu que a base das conversações é o princípio do "compromisso em troca de compromisso".

Baqaei salientou que Teerão saudou os progressos alcançados nas negociações do fim de semana na localidade suíça de Bürgenstock, sobretudo na criação de mecanismos de controlo dos pontos do acordo preliminar que prevê a cessação das hostilidades no Médio Oriente em troca da reabertura do estreito de Ormuz.

"Foram estabelecidos mecanismos de supervisão para garantir a aplicação das disposições do memorando. Foi igualmente acordada a continuação das conversações a nível técnico e entre peritos para avançar na implementação efetiva do acordo para o fim da guerra", afirmou.

Ainda assim, o Irão sublinhou a necessidade de cumprir os pontos do acordo para continuar a avançar nas conversações com Washington.

"Em particular o ponto 1, relativo ao fim da guerra e das operações militares do regime sionista no Líbano, através da criação de um mecanismo de controlo do conflito com a participação das partes envolvidas e da República do Líbano", frisou.

O responsável destacou igualmente o ponto relativo às exportações de petróleo e produtos petroquímicos iranianos e ao desbloqueamento dos ativos iranianos congelados, medidas que aliviam a pressão económica sobre o Irão.

"Facilitarão o processo de cumprimento dos compromissos mútuos", indicou.

Neste contexto, recordou que "o princípio fundamental é compromisso em troca de compromisso".

"A República Islâmica do Irão, ao mesmo tempo que supervisiona o cumprimento das obrigações pela outra parte, utilizará todos os instrumentos ao seu dispor para garantir que esses compromissos sejam efetivamente cumpridos", resumiu.

O Paquistão e o Qatar, países mediadores nas negociações em curso entre os Estados Unidos e o Irão afirmaram na madrugada de hoje que a primeira sessão "decorreu num ambiente positivo" e resultou em "progressos encorajadores" para a aplicação do acordo preliminar.

Em concreto, as partes acordaram a criação de um comité de alto nível que "supervisionará politicamente a mediação" e ao qual os principais negociadores prestarão informações "periodicamente".

O objetivo é que o comité "coordene grupos de trabalho centrados em questões nucleares, sanções e um grupo de acompanhamento e resolução de litígios, para garantir a implementação efetiva do Memorando de Entendimento".

REINO UNIDO: Primeiro-ministro britânico Keir Starmer anuncia demissão... Keir Starmer anunciou a demissão do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, dando conta de que o sucessor será conhecido até ao final do verão. Num discurso visivelmente emocionado, Starmer referiu que assumir o cargo de primeiro-ministro foi dos maiores feitos da sua vida.

© Henry NICHOLLS / AFP via Getty Images    Por   noticiasaominuto.com com Lusa  22/06/2026 

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou, esta segunda-feira a sua demissão, revelando também que o sucessor vai ser conhecido até ao final do verão.

Num discurso visivelmente emocionado desde o início, Starmer falou sobre o trabalho que foi desenvolvido para dar um novo rumo ao Partido Trabalhista.

"Todas as decisões que tomei foram para colocar o país que eu amo em primeiro lugar. É por isso que me vou demitir da liderança do Partido Trabalhista", afirmou.

Sobre a sua jornada em cargos de liderança, Starmer considerou que os dois anos como primeiro-ministro foi o momento que mais o orgulhou na sua vida.

"Há seis anos, herdei um Partido Trabalhista que se encontrava em falência política, financeira e moral", considerou, dando conta de que ouviu muitas vezes que o partido "estava acabado".

"Disseram-me repetidamente que o meu partido estava acabado, que estávamos condenados a ficar na história, que era impossível obter uma maioria nas eleições gerais, quanto mais uma maioria esmagadora", apontou.

Starmer disse durante a sua comunicação ao país que iria ficar no cargo até que o processo para que um novo líder do Partido Trabalhista fosse encontrado, garantindo que "fará de tudo para garantir uma transição de poder tranquila".

"Vou solicitar ao Comité Executivo Nacional do Partido Trabalhista que estabeleça um calendário, com o início das candidaturas a 9 de julho e a sua conclusão antes das férias parlamentares de verão (16 de julho). No caso de haver uma disputa, isto garantirá que um novo líder esteja em funções antes do regresso do Parlamento em setembro", adiantou também.

O chefe do governo britânico referiu ainda, já no final do seu discurso, que vai dar o apoio necessário a quem quer que venha a suceder-lhe no cargo, referindo que este futuro responsável irá herdar um país "mais forte" do que o que o próprio herdou há dois anos. O Reino Unido está agora "mais bem preparado para os desafios que se avizinham, assim como para garantir que o Partido Trabalhista tem um segundo mandato em Downing Street.

"Quero agradecer a todos os amigos e colegas que estiveram ao meu lado nestes últimos seis anos pelo seu incrível empenho, dedicação e apoio. Quero agradecer à brilhante equipa do N.º 10 e à extraordinária função pública do nosso país, que dedica a sua vida ao serviço público", referiu.

Em jeito mais particular, rematou: "E quando deixar o maior cargo do país, vou dedicar mais tempo ao trabalho mais importante: ser o melhor marido possível para a minha fantástica esposa Vic, que tem sido um pilar ao meu lado nos bons e maus momentos, e ser o melhor pai possível para os meus lindos filhos, que são o meu orgulho e a minha alegria. Muito obrigado."

Keir Starmer, cuja impopularidade é refletida nas sondagens, estava sob intensa pressão interna para se demitir na sequência de vários erros políticos e após maus resultados nas eleições locais e regionais de maio.

Starmer indicou que falou com o Rei Carlos III esta manhã para o informar da decisão, embora a demissão de primeiro-ministro só aconteça após ser encontrado um sucessor à frente do Partido Trabalhista.

Segundo a tradição, este será chamado a formar governo enquanto líder do partido com maioria parlamentar, sem a necessidade de convocar eleições legislativas.