quinta-feira, 18 de junho de 2026

Guiné-Bissau: Morreu Armando da Costa Marna, diretor-geral do SIS

Por  Rádio Capital Fm 

O diretor-geral do Serviço de Informação e Segurança (SIS), Major-general Armando da Costa Marna, morreu esta madrugada, em Bissau, confirmou à Rádio Capital FM fontes das autoridades nacionais.

O também antigo Comandante-Geral da Guarda Nacional (GN) terá estado, recentemente, em Marrocos para tratar de problemas de saúde, tendo o processo corrido aparentemente bem e regressado a Bissau. Mas o seu estado de saúde "voltou a complicar-se" na manhã desta quinta-feira e morreu no Hospital Militar,  na capital.

Em maio de 2015, quando tinha a patente de coronel, Armando da Costa Marna foi nomeado Comandante-Geral da Guarda Nacional, uma das principais forças de segurança da Guiné-Bissau.

Em 2016, Marna foi promovido a Brigadeiro-General. Na ocasião, declarou que a promoção estava ligada à exigência legal de que o Comandante-Geral da Guarda Nacional tivesse essa patente. Em março de 2023, foi nomeado diretor-geral do Serviço de Informação e Segurança, o principal serviço de inteligência do país.

Paz entre EUA e Irão? O que está em causa no acordo e o que se segue... Os Estados Unidos e o Irão assinaram o memorando de entendimento que formaliza o fim da guerra iniciada há mais de três meses. Dos termos do cessar-fogo à reabertura do Estreito de Ormuz, eis o que se segue.

© Dan Scavino/X   Por noticiasaominuto.com  18/06/2026 

Os Estados Unidos e o Irão assinaram, na noite de quarta-feira, o memorando de entendimento para colocar fim à guerra no Médio Oriente. Os dois países chegaram a acordo no domingo passado, mais de três meses após o início do conflito, que já provocou milhares de mortos. 

O documento foi assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Palácio de Versalhes, em França, após um jantar oferecido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, segundo adiantou um responsável norte-americano.

Numa nota, partilhada na rede social X, Macron divulgou um vídeo do momento em que Trump assinou o acordo, que descreveu como "um caminho a uma paz duradoura".

"O presidente Trump assinou esta noite, em Versalhes, o acordo entre o Irão e os Estados Unidos. Este acordo abre caminho a uma paz duradoura e permite a reabertura do Estreito de Ormuz", escreveu na rede social X.

"É um passo importante na direção certa para os nossos compatriotas, que em breve possibilitará uma redução dos preços da energia", acrescentou Macron.

Posteriormente, o Irão confirmou a assinatura do acordo, acrescentando que "o texto do memorando de entendimento de Islamabad foi finalizado com as assinaturas dos presidentes" dos dois países, sendo agora "tempo de testar a implementação deste acordo".

Segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, a assinatura foi feita eletronicamente.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, tinha anunciado, na noite de domingo, que fora concluído um acordo entre os Estados Unidos e o Irão e que "as duas partes declararam o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano".

Na altura, o governante do país mediador anunciou que a cerimónia oficial de assinatura do acordo seria na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça.

No entanto, na quarta-feira, Baghai já veio dizer que a cerimónia formal de assinatura pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, parece agora desnecessária.

Afinal, o que estipula o acordo?

Eis os 14 pontos

  1. O primeiro ponto refere-se ao "cessar imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano";
  2. EUA e o Irão concordam em "respeitar a soberania e a integridade territorial um do outro e em abster-se de interferir nos assuntos internos um do outro";
  3. Os dois países comprometem-se a "negociar e alcançar o acordo final no prazo máximo de 60 dias, prorrogável mediante consentimento mútuo".
  4. Após a assinatura do memorando de entendimento, os EUA vão começar a retirar o bloqueio naval imposto e "quaisquer perturbações ou impedimentos" que tenham sido colocados nos portos iranianos.  O bloqueio terminará num prazo de 30 dias e o número de embarcações que irão passar pelos portos iranianos será proporcional ao tráfego restabelecido no Estreito de Ormuz. 
  5. O Irão compromete-se a permitir a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz, que necessita de ser desminado, "sem custos". 
  6. Os EUA comprometem-se a "desenvolver um plano definitivo e mutuamente acordado com pelo menos 300 mil milhões de dólares (260 mil milhões de euros) para a reconstrução e o desenvolvimento económico" do Irão.
  7. Os EUA comprometem-se a suspender todas as sanções contra o Irão, incluindo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, quando for assinado um acordo final.
  8. Irão "reafirma que não adquirirá nem desenvolverá armas nucleares" e aceita também diluir o seu stock de urânio enriquecido através de um mecanismo "mutuamente acordado" sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atómica.
  9. Os dois países "manterão o status quo" até que seja assinado um acordo final em relação ao programa nuclear iraniano e à postura dos EUA.
  10. Os EUA concederão isenções para a exportação de petróleo bruto iraniano, produtos petrolíferos e derivados, bem como todos os serviços associados, incluindo transações bancárias, seguros e transporte.
  11. Os EUA desbloquearão alguns fundos e bens da República Islâmica após a implementação bem-sucedida do Memorando de Entendimento.
  12. Os dois países concordam em estabelecer um mecanismo para monitorizar a implementação bem-sucedida e o cumprimento futuro do Memorando de Entendimento.
  13. Os EUA e o Irão comprometem-se a iniciar negociações sobre o acordo final exclusivamente com base nos restantes parágrafos após a assinatura do Memorando de Entendimento.
  14. O acordo final será objeto de ratificação por uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.

Estreito de Ormuz será reaberto "instantaneamente"

Para já, o primeiro-ministro paquistanês garantiu que o Estreito de Ormuz será reaberto "instantaneamente" e o bloqueio norte-americano aos portos iranianos terminará "imediatamente".

O protocolo "entrará em vigor com efeito imediato e, numa primeira fase, a República Islâmica do Irão reabrirá sem demora o Estreito de Ormuz e os Estados Unidos da América levantarão imediatamente o bloqueio naval", escreveu Shehbaz Sharif, na rede social X.

O governante paquistanês, principal mediador das negociações, confirmou ainda que se realizará na sexta-feira, na Suíça, uma cerimónia "para comemorar este acontecimento marcante e dar início às discussões técnicas", ainda que fontes iranianas e norte-americanas tenham sugerido que o encontro se tornou irrelevante.

AEROPORTO DE LISBOA: Bebé hospitalizado após mãe amamentá-lo com cocaína no organismo... Um casal foi detido na passada terça-feira, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por tráfico de droga. Com eles estava um bebé com cerca de oito meses que, sabe-se agora, terá sido amamentado pela mulher durante o voo, apesar de esta ter 110 cápsulas de cocaína no organismo.

© Getty Images     Por  Notícias ao Minuto  18/06/2026 

Um bebé com cerca de oito meses foi hospitalizado, em Lisboa, esta semana, depois de a mãe, de 23 anos, o ter amamentado, apesar de ter 110 cápsulas de cocaína no organismo

Não obstante o susto, revela o Correio da Manhã, o internamento do menino terá sido realizado apenas por precaução, uma vez que este encontra-se bem de saúde.

O caso remonta à passada terça-feira, 16 de junho, dia em que um casal foi detido pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da Polícia de Segurança Pública (PSP), no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por suspeitas de tráfico de cocaína. 

A detenção ocorreu na zona de chegadas do Aeroporto Humberto Delgado durante uma das "ações de controlo fronteiriço" da PSP, na qual os passageiros, que tinham partido do Brasil, apresentaram "declarações incoerentes quanto aos motivos e condições da viagem". 

A PSP decidiu então fazer uma revista ao casal, que confirmou que o mesmo transportava cocaína no organismo. A mulher, de 23 anos, ingeriu 110 cápsulas de cocaína e tinha vestígios da mesma droga na roupa interior, enquanto o namorado e pai do bebé, de 25 anos, ingeriu 60, antes de terem embarcado para Portugal.

Por envolver um menor, o caso levou ao acionamento da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CPCJ), de quem partiu a decisão de internamento do menino.

Também o casal detido foi transportado ao hospital, para expelir as cápsulas de droga do organismo.

O caso foi encaminhado para o Ministério Público (MP) e para a Polícia Judiciária (PJ), que prosseguirão agora com as "diligências processuais legalmente previstas".

Drones ucranianos atingem refinaria de Moscovo... Drones ucranianos atingiram a refinaria de petróleo de Moscovo pela segunda vez esta semana, lançando chamas e colunas de fumo sobre o distrito de Kapotnya, no sudeste da capital russa, na manhã desta quinta-feira.

Foto: Social Media via Reuters  Por  RTP/c/agências    18/06/2026 

O autarca da capital russa afirmou que cerca de 180 drones que se dirigiam para a cidade foram abatidos, enquanto chamas e fumo se espalham pelos arredores.

“As forças de defesa aérea continuam a repelir um ataque em grande escala. Vários drones conseguiram atingir a MNPZ", uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia, afirmou Sergei Sobyanin, presidente da câmara da cidade, acrescentando que um centro comercial também foi danificado. Afirmou que cerca de 180 drones que se dirigiam para a capital foram abatidos.

A MNPZ, situada no bairro de Kapotnia (sudeste de Moscovo), é uma refinaria pertencente à Gazpromneft, que assegura mais de um terço das necessidades de combustível da capital russa, nomeadamente para os seus aeroportos, de acordo com informações disponíveis no seu portal oficial.

O tráfego foi interrompido na circular de Moscovo, junto à refinaria, segundo informações do Ministério do Interior citadas pela emissora RIA.

O primeiro ataque, na terça-feira, já tinha paralisado as operações na refinaria, agravando os danos generalizados nas instalações energéticas russas e estendendo a crise dos combustíveis ao interior do país.

A Rússia, o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e um importante exportador de petróleo e combustíveis, deverá importar combustível por via marítima este mês, procurando fazer face à escassez de gasolina após extensos ataques de drones ucranianos contra as suas refinarias.

Na área metropolitana de Moscovo, um edifício residencial de vários andares, uma instalação industrial e várias casas particulares também foram danificados no ataque com drones, informou o governador regional.

O aeroporto de Sheremetyevo, o mais movimentado de Moscovo, suspendeu voos e retirou passageiros e pessoal dos terminais, segundo informações do aeroporto.

Pouco antes das 05h00 TMG (06h00 em Lisboa), estas medidas foram levantadas e o funcionamento do aeroporto começou a regressar ao normal, de acordo com um comunicado publicado pela infraestrutura.

Este é o maior ataque contra Moscovo em pelo menos dois anos, informou a agência de notícias oficial russa TASS.

O ataque surge quando o presidente russo, Vladimir Putin, começou a receber líderes asiáticos para uma cimeira de dois dias entre a Rússia e a Associação de Nações do Sudeste Asiático.

Moscovo afirmou que os seus sistemas de defesa aérea intercetaram e destruíram 555 drones ucranianos sobre várias regiões durante a noite. O número exato de drones abatidos não pôde ser confirmado de forma independente.

Na região fronteiriça russa de Belgorod, as autoridades disseram que um ataque com um drone ucraniano matou um homem dentro do seu carro.

Na quarta-feira, Moscovo acusou a Ucrânia de atacar um autocarro que transportava crianças bielorrussas, acusação que Kiev negou.

Na região de Rostov, no sul da Rússia, um ataque com um drone ucraniano matou uma pessoa e provocou um incêndio em dois estabelecimentos comerciais, informaram as autoridades. A Rússia e a Ucrânia negam ter atacado deliberadamente civis.

Volodymyr Zelensky considera que o ataque à refinaria de Moscovo é uma resposta “justa” aos ataques russos contra cidades ucranianas.

"Uma resposta totalmente justa aos ataques russos contra as nossas cidades e comunidades e mais um resultado importante do trabalho dos nossos soldados em instalações que prestam apoio à máquina de guerra russa", disse Zelenskiy na aplicação Telegram.

Rússia prossegue com ataques à Ucrânia

A Rússia continua a atacar a Ucrânia quase diariamente, mais de quatro anos após o início do conflito, o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que, até ao momento, parece não ter saída diplomática.

Kiev sofreu o segundo ataque aéreo desta semana, com a Rússia a lançar mísseis balísticos contra a capital ucraniana, disseram as autoridades municipais, e os residentes foram aconselhados a procurar abrigo.

As autoridades da cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia, informaram que uma pessoa morreu num ataque com um drone. Foram emitidos alertas de ataque aéreo para a maior parte do território ucraniano.

Uma pessoa morreu na cidade ucraniana de Enerhodar, onde vive a maioria dos funcionários da central nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, disse o presidente da câmara nomeado pela Rússia, Maksim Pukhov. 

Cimeira da ASEAN em Kazan

O presidente russo, Vladimir Putin, recebe os líderes asiáticos desde a noite de quarta-feira para uma cimeira Rússia-ASEAN de dois dias em Kazan, a cerca de 700 quilómetros (400 milhas) a leste da capital.

A Tailândia, o Vietname, o Camboja, o Laos, a Malásia e Singapura enviaram os seus primeiros-ministros, enquanto as Filipinas enviaram o seu presidente, Ferdinand Marcos.

Em plena guerra, a economia russa enfrenta uma inflação elevada, escassez de mão-de-obra e custos elevados de empréstimos.

O avanço das forças russas na frente ucraniana diminuiu este ano, enquanto Kiev intensificou os seus ataques em território russo.

Numa cimeira do G7 em França, no início desta semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Moscovo deveria "fazer um acordo" para pôr fim à guerra na Ucrânia.

Vladimir Putin rejeitou repetidamente as ofertas de negociações diretas com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.


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Donald Trump admite retomar as sanções à Rússia assim que o preço do petróleo estabilizar.

Irão indicou que 11 petroleiros cruzaram a zona de bloqueio... Onze embarcações iranianas atravessaram a zona do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, noticiou hoje a televisão estatal iraniana, horas depois de ter sido confirmada a assinatura do memorando entre os EUA e o Irão.

© Getty Images      Por LUSA    18/06/2026 

Segundo a estação de televisão de Teerão, oito navios navegaram das águas territoriais iranianas para águas internacionais, enquanto outros três entraram em águas iranianas.

As informações foram difundidas em Teerão, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado na quarta-feira que assinou o acordo com o Irão no Palácio de Versalhes, em França, sem adiantar mais detalhes.

O Irão confirmou depois a assinatura do acordo com os Estados Unidos para o fim da guerra no Médio Oriente.

O portal especializado TankerTrackers, com sede nos Estados Unidos, indicou que, pelo menos, dois navios da Companhia Nacional de Petroleiros do Irão (NITC), o "DIONA" e o "HERO2", deixaram as águas iranianas transportando um volume de 3,8 milhões de barris de crude.

Segundo o mesmo portal, que verificou os movimentos através de dados AIS --- uma tecnologia utilizada pelos navios para transmitir continuamente informação sobre posição e movimento --- e imagens de satélite, tratou-se da primeira exportação de petróleo iraniano em dois meses.

Da mesma forma, um outro petroleiro iraniano, o "STREAM", está a aproximar-se da linha de bloqueio vindo da Zona Económica Exclusiva do Paquistão, onde terá permanecido durante sete semanas à espera de condições de segurança para aceder aos portos iranianos.

O memorando de 14 pontos alcançado por Washington e Teerão estabelece um prazo de 60 dias para negociar um acordo final sobre o programa nuclear iraniano e o levantamento das sanções.

Durante o período estabelecido, o Irão tem de garantir a livre navegação através do estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos se comprometem a suspender o bloqueio naval contra os portos iranianos no prazo de 30 dias.


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O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou hoje que "já se vislumbra uma esperança de paz", mas apelou ao cumprimento dos compromissos assumidos por todas as partes, após o acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irão.

ONU: Mais de 3.000 mortos e 13 milhões afetados por fenómenos em África... Mais de 3.000 pessoas morreram e 13 milhões foram afetadas devido aos fenómenos meteorológicos e climáticos extremos em 2025 no continente africano, disse hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

© Lusa    18/06/2026 

Estes fenómenos causaram "impactos em cascata em todos os setores da economia e da sociedade" africana, com os sinais das alterações climáticas "visíveis em toda a África, desde o aumento das temperaturas e da subida do nível do mar até às cheias e secas devastadoras", disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, a propósito do relatório divulgado hoje por esta agência especializada das Nações Unidas.

"Este relatório evidencia não apenas a dimensão dos riscos, mas também a crescente importância dos alertas precoces, dos serviços climáticos e da ação coordenada para proteger vidas e meios de subsistência", sublinhou a responsável.

Segundo o relatório, que reúne contributos de dezenas de especialistas, serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais, centros climáticos e parceiros do sistema das Nações Unidas, "o continente continua a ter dificuldades em lidar com estes impactos e apenas 40% dos países dispõem de sistemas de alerta precoce multirriscos, essenciais para salvar vidas e meios de subsistência".

Ainda assim, enalteceram as melhorias no reforço da cooperação entre os serviços meteorológicos, os organismos de gestão de catástrofes e as autoridades locais, bem como os progressos nos serviços climáticos, como as previsões sazonais.

No mesmo relatório, a OMM detalhou que, em 2025, a temperatura média anual do ar à superfície em África ficou 0,51 graus centígrados acima da média do período 1991-2020.

Por outro lado, os glaciares africanos perderam mais de 90% da sua área desde o final do século XIX. No Monte Kilimanjaro, a área glaciar diminuiu de 11,4 quilómetros quadrados (km²) em 1900 para menos de 1 km² nos últimos anos.

Já o aquecimento dos oceanos prossegue em todo o continente, embora em 2025 o conteúdo térmico dos oceanos e a temperatura da superfície do mar tenham sido inferiores aos níveis recorde observados em 2023 e 2024, com a subida do nível do mar ao longo das costas africanas entre 1999 e 2025 a ultrapassar a média mundial de 3,6 milímetros por ano em várias regiões.

Quantos aos países lusófonos, foram registados totais anuais de precipitação acima da média na maior parte da África Austral em particular, Moçambique.

A agência recordou ainda que ciclones tropicais e as cheias afetaram várias zonas da África Austral no início de 2025.

"Moçambique foi atingido pelos ciclones Dikeledi, em janeiro, e Jude, em março, agravando os impactos já provocados pelo ciclone Chido, em dezembro de 2024", recordou, detalhando que "mais de um milhão de pessoas foram afetadas pela passagem do Jude em Moçambique, tendo sido registadas 16 mortes e mais de 492 mil deslocados".