quinta-feira, 12 de março de 2026

"Estúpido". Conselheiro de Khamenei qualifica Trump de "Satanás"... Um conselheiro militar sénior do novo Líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, chamou ao presidente dos EUA, Donald Trump, "Satanás", e prometeu que o seu país destruirá Israel.

Por LUSA 

"Trump é o presidente americano mais corrupto e estúpido", afirmou Yahya Rahim Safavi na televisão estatal, chamando-lhe "o próprio Satanás."

No Médio Oriente, Israel e o Irão não podem coexistir. Um dos dois tem de ficar. O que permanecerá será o Irão, e o que será destruído é, sem dúvida, o regime sionista", acrescentou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia, entre outros.

Usa estes fones? Especialistas alertam para perigos à saúde dos ouvidos... O uso muito prolongado de fones, sobretudo os auriculares, poderá representar riscos para a saúde dos ouvidos. Um artigo do Science Alert destaca para evidências de estudos que notaram uma relação entre o uso de fones e a probabilidade de desenvolver infeções.

Por noticiasaominuto.com 

Seja a ouvir um podcast, música ou a falar ao telemóvel, muitas pessoas passam várias horas por dia com fones nos ouvidos. As recomendações de saúde no que ao uso de fones diz respeito alertam, sobretudo, para o volume do som, que poderá prejudicar a audição. 

Mas este não é o único problema. O uso de fones, especialmente os auriculares - bloqueia o canal auditivo e coloca a pele em contacto com qualquer sujidade ou bactérias que tenha. 

O que acontece quando usamos fones?

Quando usamos fones, as vibrações viajam pelo canal auditivo até chegarem ao tímpano. Ora, segundo o Science Alert, as partes mais profundas do canal produzem cera e óleos, que ajudam a manter a pele saudável, hidratada e menos suscetível a infeções. 

Existem pequenos 'pelos' no canal auditivo que ajudam a regular a temperatura e a impedir a entrada de detritos. Estes 'pelos', assim como a cera do ouvido, ajudam a reter e a remover pequenas partículas, células mortas da pele e bactérias do canal auditivo. 

A cera do ouvido é, basicamente, o método de autolimpeza do ouvido. 

Como os fones podem afetar as bactérias do ouvido

Os canais auditivos saudáveis contêm uma variedade de micróbios não nocivos, como bactérias, assim como fungos ou vírus. Estes competem por espaço e nutrientes. Esta diversidade torna difícil a permanência de quaisquer microorganismos causadores de doenças.

Os fones de ouvido poderão perturbar o equilíbrio entre as bactérias "boas" e as "más".

Um estudo realizado no ano passado apurou que o uso de fones estava associado a um risco maior de infeções no ouvido. Tal acontece porque os fones tornam o canal auditivo externo mais quente e húmido.

Uso fones, o que devo fazer?

Para aqueles que gostam de usar fones de ouvidos é importante fazer uma pausa, de forma a permitir que os canais auditivos 'respirem' em diferentes momentos do dia para não ficarem bloqueados, húmidos e quentes. 

É importante também limpar os dispositivos com frequência, pelo menos uma vez por semana, ou logo após um treino físico.

Nunca deverá usar fones quando estiver doente, pois poderão aumentar a temperatura e afetar a recuperação. 


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Estar sentado na sanita mais do que o tempo necessário é um hábito desaconselhado pelos médicos. Um novo estudo apurou que quem faz isto tem uma maior probabilidade de vir a desenvolver hemorroidas.



Explosões em Jerusalém e no Dubai, Irão diz ter atacado bases e Shin Bet... Várias explosões foram hoje ouvidas em Jerusalém, onde soaram sirenes de alerta de ataque aéreo, e no Dubai, sendo visíveis colunas de fumo, segundo relatos de repórteres da agência noticiosa francesa AFP em ambos os locais.

Por LUSA 

Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) dizem ter identificado "mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel", tendo sido ativadas os sistemas de defesa antiaérea.

As forças armadas iranianas anunciaram entretanto ter atacado bases militares e o Shin Bet (serviço de informações e segurança interna israelita).

"As bases aéreas de Palmachim e Ovda, pertencentes ao regime sionista, assim como a sede do Shin Bet, foram alvejadas por drones do exército da República Islâmica do Irão", lê-se em comunicado, difundido pela televisão estatal.

A maioria dos projéteis do Irão disparados contra Israel em retaliação à ofensiva israelo-americana, iniciada em 28 de fevereiro, tem sido intercetada, mas os destroços que caem no solo causam ferimentos e danos materiais diariamente, tendo feito já 12 mortos desde o início da guerra.

No centro do Dubai, onde o jornalista da AFP descreveu uma das explosões como "muito forte", foram visíveis colunas de fumo sobre uma área residencial da capital comercial dos Emirados Árabes Unidos

Os Estados Unidos e Israel, que já tinham protagonizado uma guerra de 12 dias contra o Irão em junho, lançaram esta nova onda de ataques justificada pela inflexibilidade do regime político da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão condicionou o tráfego no estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão mais de 1.200 civis mortos, entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, para cujo cargo foi entretanto escolhido o seu segundo filho, Mojtaba Khamenei.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, condenou hoje o ataque a uma base italiana em Erbil, no Curdistão iraquiano, do qual não resultaram feridos.


Moçambique ultrapassa 7.300 infetados por cólera desde setembro... Moçambique registou 63 novos casos de cólera em 24 horas, somando 7.326 infetados na atual epidemia, que totaliza 82 óbitos desde setembro, indicam dados oficiais.

Por  LUSA 

De acordo com o mais recente boletim sobre a evolução da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública e com dados de 03 de setembro a 09 de março, do total de 7.326 casos neste período, 3.207 foram registados na província de Nampula, com um acumulado de 38 mortos, e 2.625 em Tete, com 32 óbitos, além de 1.006 em Cabo Delgado, que totaliza oito mortos.

Em menor dimensão, o acumulado indica 124 casos e um morto na província da Zambézia, 106 casos e dois mortos em Manica, 256 casos e um morto em Sofala, um caso na cidade de Maputo e outro na província de Gaza.

Nas 24 horas anteriores ao fecho do boletim (09 de março), foram confirmados 63 novos casos, com a taxa de letalidade geral em Moçambique a manter-se em 1,1% e 54 pessoas internadas, não havendo registo de óbitos há mais de 72 horas. Contudo, houve declaração de surto no distrito de Doa, na província de Tete.

No surto anterior no país, entre 17 de outubro de 2024 e 20 de julho de 2025, foram registados 4.420 infetados, dos quais 3.590 em Nampula, e um total de 64 mortos, pelo que o atual já supera o número de doentes e de óbitos em menos tempo.

As autoridades sanitárias moçambicanas assumiram em 19 de fevereiro que o país enfrenta uma epidemia de cólera, com a doença então já presente em 22 distritos, avançando com uma campanha de vacinação de 3,5 milhões de pessoas.

"O país tem uma epidemia, claramente, porque temos vários surtos em vários locais. A definição de epidemia é quando temos vários surtos juntos, então sim, temos", disse o diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, numa conferência de imprensa em Maputo.

O Governo de Moçambique pretende eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, segundo um plano aprovado em 16 de setembro pelo Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).

O objetivo é "ter um Moçambique livre da cólera como problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso a água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", declarou então o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa.

Novo estudo. Café ajuda a manter o cérebro 'jovem' por mais tempo... Um estudo publicado pelo JAMA, que acompanhou um grupo de mais de 130 mil pessoas ao longo de quatro décadas, concluiu que o consumo moderado de café poderá trazer benefícios para o cérebro, evitando o declínio cognitivo e mantendo-o 'jovem' durante mais tempo.

© Shutterstock  Mariline Direito Rodrigues,   noticiasaominuto.com 12/03/2026 

Apesar do excesso de café poder levar a sintomas como o nervosismo, sono irregular e mesmo pressão alta, quando consumido em quantidades moderadas poderá trazer benefícios para a saúde. 

Conforme sublinha o jornal Huffington Post, vários estudos científicos mostraram que o consumo de café estava associado a uma melhor saúde cardíaca, maior longevidade e mesmo um envelhecimento mais saudável. 

Um novo estudo, publicado na revista JAMA, sugeriu que esta bebida pode também retardar o envelhecimento cerebral e reduzir o risco de demência. 

Porque é que o café pode ajudar no envelhecimento cerebral?

Para o estudo, os pesquisadores acompanharam 131.821 participantes ao longo de 43 anos. Nenhuma destas pessoas apresentava sinais de demência, doença de Parkinson ou cancro no início da pesquisa. 

A cada dois/quatro anos, os cientistas pediam aos participantes que partilhassem o seu consumo de café no âmbito de questionários alimentares. 

Esses dados foram devidamente analisados e cruzados com os resultados de testes cognitivos. Ao longo do período de acompanhamento, mais de 11 mil pessoas desenvolveram demência. 

"Um maior consumo de café e chá com cafeína foi associado a um menor risco de demência a uma função cognitiva ligeiramente melhor, com a associação mais pronunciada em níveis de consumo moderados", lê-se no estudo.

Neste artigo, o consumo moderado de café correspondia a duas/três chávenas por dia ou a uma/duas chávenas de chá. 

Mesmo para aqueles cujo consumo era considerado elevado - até cinco chávenas por dia - o risco de demência revelou-se 18% mais reduzido. O declínio cognitivo, por seu turno, também se registou mais lento naqueles que consumiam café com cafeína.

Será que o café, efetivamente, diminui o risco de demência?

Vale notar que o estudo foi observacional, o qual demonstrou apenas uma ligação entre o consumo de café e a demência. 

Os pesquisadores não conseguiram provar de forma definitiva que o café, por si só, faz realmente a diferença. Fatores como a qualidade da alimentação dos participantes, medicamentos, entre outras coisas, poderão ter influenciado os resultados. 

No entanto, estes resultados não foram observados em quem não consumia café, levando os pesquisadores a concluir que a bebida, de facto, poderá ter influência.

Não resiste a um café? A regras dos "45 minutos" aconselhada por uma nutricionista

Para muitas pessoas o dia só começa ao fim de beber um café. Contudo, esta prática é desaconselhada por nutricionistas, como é o caso de Pablo Ojeda. 

Em declarações ao Cuidate Plus, o especialista sugeriu que se tivesse em conta "regra dos 45 minutos", ou seja, esperar este período de tempo após acordar antes de beber um café.

Além de evitar o desenvolvimento de azia, como quando bebe qualquer uma destas bebidas de barriga vazia, esta "regra dos 45 minutos permite que os níveis naturais de cortisol atinjam o seu pico", zelando por "uma energia mais estável e com menos quedas".

Operação "Portugal Sempre Seguro": mais de 130 detidos e 170 estrangeiros fiscalizados... Mais de 130 pessoas foram detidas e 170 estrangeiros foram fiscalizados na primeira ação da operação 'Portugal Sempre Seguro' deste ano realizada entre 2 e 8 de março, indicou esta quarta-feira o Sistema de Segurança Interna.

Por sicnoticias.pt

Em comunicado, o o Sistema de Segurança Interna (SSI) precisa que diversas polícias e entidades realizaram entre 2 e 8 de março um conjunto ações de "prevenção, dissuasão e fiscalização de práticas ilícitas com especial incidência em estabelecimentos comerciais, de venda e consumo de bebidas alcoólicas, segurança alimentar, imigração irregular e ilegal e segurança rodoviária" no âmbito da operação 'Portugal Sempre Seguro 2026'.

Na primeira ação deste ano da operação foram detidas 138 pessoas, 83 das quais por crimes rodoviários e 19 por crimes relacionados com droga, e registados 173 crimes (36 relacionados com droga, 15 com imigração ilegal e 11 por detenção ou tráfico de armas proibidas) e 1.777 contraordenações no âmbito rodoviário, económico alimentar e tributário ou aduaneiro, segundo o SSI.

O Sistema de Segurança Interna acrescenta também que foram apreendidos cinco armas de fogo e seis armas brancas, 81 munições, 35 viaturas e motociclos, 10.900 euros em dinheiro, 9.846 mercadorias no valor de 20.000 euros, 689 géneros alimentícios.

No âmbito desta operação foram ainda fiscalizados durante uma semana 779 estrangeiros fiscalizados, 72 dos quais estavam em situação ilegal e 33 em processo de regularização.

A operação 'Portugal Sempre Seguro' contou com a Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Judiciária, Polícia Marítima, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Autoridade Tributária, Autoridade para as Condições do Trabalho e Agência para a Integração Migrações e Asilo.

O SSI refere ainda que foram mobilizados mais de 3.200 meios humanos, apoiados por 927 meios auto e 30 binómios (equipas formadas por 1 elemento policial e 1 cão) que fiscalizaram 1.189 estabelecimentos, nomeadamente 330 de diversão noturna, 334 de restauração e bebidas, 303 lojas comerciais de conveniência e minimercados.

Pentágono indica que primeira semana de guerra custou 9,8 mil milhões... O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) informou o Congresso que a primeira semana da guerra com o Irão custou 11,3 mil milhões de dólares, adiantou na quarta-feira à agência Associated Press (AP) fonte ligada ao processo.

© Getty Images  Lusa  12/03/2026 

O Pentágono apresentou a estimativa de 11,3 mil milhões de dólares (9,8 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual) ao Congresso numa reunião informativa no início desta semana, de acordo com a mesma fonte, que falou sob condição de anonimato. 

Os militares relataram ter gasto 5 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros) apenas em munições no primeiro fim de semana da guerra.

A administração Trump tinha indicado anteriormente que iria enviar ao Congresso um pedido de financiamento suplementar para a guerra, mas esta ideia parece ter arrefecido por enquanto, indicou a AP.

O senador Roger Wicker, presidente republicano da Comissão de Serviços Armados do Senado, disse na quarta-feira que não esperava o pedido suplementar este mês.

Trump tem feito declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito no Médio Oriente e defendeu na quarta-feira que os Estados Unidos precisam de "terminar o trabalho" no Irão.

"Não queremos sair antes do tempo, pois não? Temos de terminar o trabalho, certo?", declarou o presidente norte-americano durante um comício em Hebron, no Kentucky.

Horas antes, tinha sugerido que o fim da operação militar norte-americana estava próximo, afirmando que "praticamente não há mais nada para atacar" no país, numa entrevista telefónica ao 'site' Axios.

Já o Exército israelita indicou na quarta-feira que o Irão ainda possui "um vasto conjunto de alvos" a atingir, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarar que "não resta praticamente nada" para atacar e que a guerra terminará em breve.

A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou na quarta-feira com uma "guerra de desgaste" que leve à destruição da economia global, depois de ter condicionado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, fazendo disparar o preço do petróleo.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.


Leia Também: Trump defende que EUA precisam de "terminar o trabalho"

O presidente norte-americano, Donald Trump, que tem feito declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito no Médio Oriente, defendeu hoje que os Estados Unidos precisam de "terminar o trabalho" no Irão.

Ucrânia ataca fábrica de mísseis russa com Storm Shadow britânicos e faz seis mortos... Nas últimas 24 horas, o conflito entre a Ucrânia e a Rússia voltou a provocar vítimas civis em ambos os países. A Rússia acusa o Reino Unido de ter participado num ataque à região russa de Briansk.

Por sicnoticias.pt

As autoridades ucranianas divulgaram imagens depois de o presidente Volodymyr Zelensky confirmar que o exército da Ucrânia atingiu uma fábrica de produção de mísseis em território russo. Segundo Kiev, a instalação destruída tratava-se de um alvo militar estratégico atingido com Storm Shadow, mísseis de cruzeiro fornecidos pelo Reino Unido.

Nas redes sociais russas circularam também imagens que alegadamente mostram as consequências do mesmo ataque, que terá provocado a morte de seis civis.

Moscovo acusa o Reino Unido de estar diretamente envolvido na operação, afirmando que o lançamento dos mísseis Storm Shadow não seria possível sem a presença de especialistas britânicos.

Kremlin garante que continuará a "desmilitarização" da Ucrânia

O Kremlin garante que continuará a chamada "desmilitarização" da Ucrânia e, nas últimas horas, forças russas realizaram novos ataques no leste do país.

Na cidade de Sloviansk, terão sido lançadas três bombas aéreas guiadas, provocando quatro mortos e 16 feridos. Já em Kharkiv, dois civis morreram depois de um drone russo atingir um matadouro.

No plano diplomático, continuam as tensões entre a Ucrânia e a Hungria. O governo de Budapeste enviou esta quarta-feira uma delegação à Ucrânia, liderada pelo ministro da Energia, para avaliar a situação do oleoduto Druzhba, através do qual a Hungria recebia petróleo russo.

A infraestrutura está parada desde o final de janeiro devido a um ataque. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, acusa Volodymyr Zelensky de estar a atrasar a reparação do oleoduto.

Budapeste vetou novas sanções europeias contra a Rússia

Perante este impasse, Budapeste vetou novas sanções europeias contra a Rússia e bloqueou também um empréstimo da União Europeia à Ucrânia.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou que os responsáveis húngaros entraram no país sem estatuto oficial e sem reuniões agendadas. Num tom irónico, Kiev acrescentou que qualquer cidadão do Espaço Schengen pode entrar na Ucrânia, inclusive por motivos turísticos.

Tudo isto acontece numa altura em que a crise no Médio Oriente está a fazer subir os preços do petróleo e quando as eleições parlamentares na Hungria estão a pouco mais de quatro semanas de distância.


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O impacto de um drone russo contra um edifício da polícia ucraniana causou hoje várias dezenas de feridos, todos pessoal da Polícia da cidade de Shostka, na região de Sumi, no norte da Ucrânia.


Petróleo: EUA vão libertar 172 milhões de barris da sua reserva estratégica... Os Estados Unidos vão libertar progressivamente 172 milhões de barris de petróleo das suas reservas estratégicas, anunciou hoje o ministro da Energia.

© Reuters   Por  LUSA  12/03/2026 

A medida é tomada no âmbito de um esforço conjunto dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) para limitar consequências económicas da guerra no Médio Oriente.

"O presidente Trump autorizou o Departamento de Energia a libertar 172 milhões de barris provenientes da reserva estratégica de petróleo a partir da próxima semana", escreveu Chris Wright, ministro da Energia, na rede social X.

"Tendo em conta as taxas de descarga previstas, a entrega levará cerca de 120 dias", acrescentou.


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Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram "por unanimidade" hoje libertar nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

Um morto e buscas em curso após ataques contra petroleiros no Iraque... Um ataque a dois petroleiros na costa sul do Iraque fez um morto, estando também a decorrer operações de busca por tripulantes desaparecidos, adiantou hoje à noite a televisão estatal iraquiana.

© Ahsan Mohammed Ahmed Ahmed/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA  11/03/2026 

A Al-Ikhbariya TV, que citou o diretor da Autoridade Portuária, Farhan al-Fartousi, transmitiu imagens de um navio no mar de onde se elevavam impressionantes bolas de fogo e colunas de fumo, noticiou a agência France-Presse (AFP). 

Além de noticiar uma vítima mortal, a estação iraquiana informou ainda o resgate de 38 pessoas, acrescentando que "continua a busca por tripulantes desaparecidos".

Na sequência dos ataques israelo-americanos contra o Irão, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou na quarta-feira com uma "guerra de desgaste" que leve à destruição da economia global, depois de ter condicionado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, fazendo disparar o preço do petróleo.

Os principais acontecimentos de quarta-feira no Médio Oriente incluíram ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e no Aeroporto Internacional do Dubai, intensificando a campanha de pressão sobre a região do Golfo, rica em petróleo, no meio das crescentes preocupações globais com a energia.

Dois drones foram abatidos na noite de quarta-feira perto de um centro de convenções e de um hotel de luxo numa zona nobre de Erbil, capital da região autónoma do Curdistão iraquiano, informou uma fonte de segurança local à AFP.

Um dos drones atingiu a fachada do Centro de Convenções Saad Abdullah --- que acolhe comemorações e importantes reuniões de líderes e autoridades curdas --- provocando danos materiais e quebra de vidros, segundo fonte da defesa civil.

O centro de convenções, localizado numa zona rica de Erbil, fica em frente à torre de um grande hotel de luxo.

"Dois drones foram abatidos e caíram perto do centro de convenções sem causar vítimas", disse a fonte de segurança, falando sob anonimato, à AFP, sem conseguir identificar o alvo do ataque.

Segundo esta fonte, os projéteis foram neutralizados pelas defesas aéreas da coligação internacional liderada pelos EUA contra os jihadistas, cujos conselheiros militares estão sediados no aeroporto de Erbil.

Noutra zona de Erbil, foram ouvidas fortes explosões perto do aeroporto, onde as defesas aéreas visavam drones, informou um correspondente da AFP.

E na região de Harir, a nordeste de Erbil, dois drones foram abatidos, disse um responsável local à AFP.

A área alberga uma base militar que já foi alvo de ataques por parte de Teerão, que afirmou que o alvo era um quartel-general de tropas norte-americanas.

Desde 28 de fevereiro, com o início da guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que o Iraque não escapa ao conflito que assola o Médio Oriente.

Diariamente, a região autónoma do Curdistão e a sua capital, Erbil (a norte), são alvos de ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais neutralizados pelas defesas aéreas. As autoridades locais registaram mais de 200 ataques até à data.

Em retaliação, os ataques aéreos atribuídos às forças armadas dos EUA estão a visar posições destes grupos armados no Iraque.

O ataque da noite de quarta-feira ocorreu poucas horas depois de um novo alerta da embaixada dos EUA em Bagdade, alertando para possíveis ataques planeados pelo Irão ou pelos seus aliados contra "infraestruturas petrolíferas e energéticas detidas pelos EUA no Iraque".

A embaixada indicou que "milícias terroristas" aliadas a Teerão "também atacaram hotéis frequentados por americanos no Iraque e no Curdistão".


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A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou hoje ter lançado um ataque em conjunto com o movimento xiita libanês Hezbollah contra alvos em Israel, a primeira ofensiva coordenada entre ambos após 12 dias de conflito no Médio Oriente.