quarta-feira, 4 de março de 2026

Explosões foram sentidas em Jerusalém após ataques de mísseis iranianos... Várias explosões foram sentidas hoje em Jerusalém após diversos alertas aéreos também registados em Telavive, Haifa e noutras zonas do norte de Israel, no quinto dia da ofensiva israelo-americana contra o Irão.

Por LUSA 

Segundo o exército israelita, foram detetados lançamentos de mísseis iranianos em direção a Israel, tendo os sistemas de defesa aérea sido ativados "para intercetar a ameaça".

Os militares reportaram igualmente diversos lançamentos de drones a partir do Líbano, atribuídos ao movimento xiita Hezbollah, acrescentando que a maioria dos aparelhos foi intercetada.

Em Jerusalém, as sirenes de alerta soaram quatro vezes em menos de três horas durante hoje à tarde e várias explosões foram audíveis na cidade.

Na região de Jerusalém, a polícia anunciou o envio de agentes para cinco locais após alertas para a queda de destroços resultantes da interceção de projéteis, que provocaram alguns danos materiais.

As sirenes soaram também em Telavive, no centro do país, bem como em Haifa e noutras zonas do norte de Israel.

O serviço nacional de emergência médica e desastres de Israel (Magen David Adom) indicou que duas pessoas ficaram feridas sem gravidade após ataques com mísseis perto de Telavive, incluindo um homem na casa dos 30 anos atingido por destroços.

Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", tendo matado o guia supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.

O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte de Khamenei.

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

GOVERNO ADOTA MEDIDAS PARA MITIGAR IMPACTOS DO CONFLITO NO MÉDIO ORIENTE SOBRE A POPULAÇÃO

Por: Aguinaldo Ampa.  JORNAL ODEMOCRATA

O Primeiro‑Ministro, Ilídio Vieira Té, anunciou esta quarta‑feira, 04 de março de 2026, que o Executivo guineense está a acionar todos os mecanismos ao seu alcance para evitar maiores impactos sobre a população, face à subida dos preços dos combustíveis, dos seus derivados e dos produtos de primeira necessidade, em consequência do conflito envolvendo os Estados Unidos da América, Israel e o Irão.

“Neste momento, regista‑se um aumento de 10 cêntimos no preço dos combustíveis em Portugal, mas, na Guiné‑Bissau, os preços mantêm‑se. É preciso fazer tudo o que for necessário para minimizar os impactos na vida da população”, afirmou.

Ilídio Vieira Té falava aos jornalistas à margem da Jornada de Divulgação das Contas Externas de 2024, promovida pelo Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), realizada num dos hotéis da capital, Bissau.

Segundo o Chefe do Governo, o atual conflito está a preocupar a comunidade internacional, razão pela qual o Executivo, em concertação com os operadores do setor dos combustíveis, considerado um dos mais sensíveis, está a estudar mecanismos que permitam encontrar soluções adequadas para proteger o mercado interno.

Questionado sobre a existência de reservas suficientes de combustível, o Primeiro‑Ministro informou que as autoridades nacionais estão a trabalhar com os operadores do setor para avaliar se o país dispõe de stock capaz de cobrir um período de dois a três meses.

Anunciou ainda que esta quinta‑feira, 05 de março, chegará ao país uma nova remessa de combustível destinada a reforçar as reservas nacionais, o que poderá permitir ao Governo ganhar margem para procurar soluções sustentáveis.

Instado a pronunciar‑se sobre a campanha de comercialização da castanha de caju, Ilídio Vieira Té reconheceu que o país atravessa um momento de indefinição, devido às incertezas quanto às consequências do atual conflito internacional. Ainda assim, garantiu que a abertura da campanha será realizada em breve, seguindo‑se uma avaliação contínua da evolução da situação, com vista à criação de alternativas de comercialização noutros mercados interessados neste produto estratégico nacional.

“Vamos realizar uma reunião de concertação social, onde serão abordadas as questões dos combustíveis e dos produtos de primeira necessidade, com o objetivo de encontrar soluções. O Governo está preocupado com a situação atual e vai trabalhar arduamente para evitar aumentos repentinos de preços, que podem gerar pânico entre a população guineense”, sublinhou.

Ministro Florentino Mendes Pereira acompanha fase final das obras aeroportuárias

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações  04/03/2026 

No dia 04 de março de 2026, o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Sr. Florentino Mendes Pereira, efetuou uma visita de acompanhamento às obras em curso no setor aeroportuário, no quadro do seguimento das ações de modernização das infraestruturas nacionais.

A visita contou com a presença do Diretor-Geral da ASECNA, acompanhado da sua delegação. Da parte do Ministério, integraram igualmente a comitiva o Chefe de Gabinete e o Secretário-Geral. Estiveram ainda presentes o Presidente do Conselho de Administração da Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau e o Diretor-Geral da Direção Geral de Viação e Transportes Terrestres.

As obras encontram-se em fase final de execução, registando avanços significativos, estando a entrega e inauguração previstas para o dia 13 de março de 2026.

Na ocasião, o Ministro visitou igualmente a torre da ASECNA, cuja construção também se encontra bastante avançada, refletindo o empenho do Governo no reforço da segurança da navegação aérea e na melhoria contínua dos serviços aeroportuários na Guiné-Bissau.

Pentágono confirma afundamento de navio de guerra iraniano por submarino... O Pentágono confirmou hoje que um submarino norte-americano torpedeou e afundou um navio de guerra iraniano ao largo da costa do Sri Lanka, classificando o ataque como o primeiro afundamento deste tipo desde a Segunda Guerra Mundial.

Por  LUSA 04/03/2026

"Um submarino norte-americano afundou um navio de guerra iraniano. Estava em águas internacionais e foi afundado por um torpedo", declarou o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, numa conferência de imprensa ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.

O chefe do Pentágono confirmou que a Marinha norte-americana foi responsável pelo ataque à embarcação iraniana, no contexto da operação militar lançada contra o Irão no sábado.

Hegseth descreveu o ataque como "uma morte silenciosa" e sublinhou que se trata do primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial.

Segundo o líder do Pentágono, o incidente demonstra a capacidade e a determinação de Washington para prosseguir a operação militar e vencer o conflito em curso.

A Marinha do Sri Lanka informou que 35 pessoas seguiam a bordo da embarcação iraniana que se afundou a cerca de 40 milhas náuticas (aproximadamente 74 quilómetros) a sul da ilha.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos assegurou que Washington está a "vencer decisivamente" a guerra contra o Irão.

"Os EUA estão a ganhar de forma decisiva, devastadora e impiedosa. Esta nunca foi a intenção que fosse uma luta justa", disse Hegseth, acrescentando que a operação Fúria Épica empregou "o dobro do poder aéreo" da campanha do Iraque em 2003 e tem uma intensidade sete vezes superior aos bombardeamentos realizados contra instalações nucleares iranianas em junho do ano passado.

Hegseth informou ainda que mais bombardeiros e aviões de combate estão a ser destacados para a região e que, após obter "controlo total dos céus", os Estados Unidos vão começar a utilizar bombas de gravidade de precisão guiadas por GPS e laser.

Na mesma conferência de Imprensa, Dan Caine indicou que a capacidade iraniana de lançamento de mísseis balísticos diminuiu 86% desde o início dos combates, com uma redução de 23% apenas nas últimas 24 horas.

Segundo o militar, o lançamento de drones de ataque unidirecional também caiu 73% no mesmo período.

Caine explicou que o Comando Central dos Estados Unidos passou de grandes ataques com munições de longo alcance, lançadas fora do alcance inimigo, para operações de precisão realizadas diretamente a partir do interior do Irão.

De acordo com o Pentágono, seis militares norte-americanos morreram até agora em consequência da resposta militar iraniana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva continuará durante várias semanas até que sejam destruídas as capacidades iranianas de mísseis, marinha e programa nuclear, advertindo que a "grande onda" de ataques ainda não foi lançada e poderá ocorrer "muito em breve".


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O Governo turco advertiu hoje o Irão que responderá a atitudes hostis, depois de as defesas aéreas da NATO no país terem intercetado um míssil balístico iraniano cujos destroços caíram na Turquia.


Guarda Revolucionária ameaça colapso de infraestruturas militares e económicas... A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão ameaçou hoje que o conflito provocado pelos Estados Unidos "terminará com o colapso de todas as infraestruturas militares e económicas da região".

Por LUSA 

"A continuação das intrigas e enganos dos americanos na região terminará com o colapso de todas as infraestruturas militares e económicas da região", afirmou o corpo militar de elite num comunicado divulgado pela agência Tasnim.

O Irão respondeu à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra Teerão atacando o Estado judaico, alvos dos EUA em países como a Arábia Saudita e o Bahrein, bem como instalações energéticas na região.

Os Guardas Revolucionários também se gabaram de terem provocado "a fuga" de militares norte-americanos no Qatar e no Bahrein.

"O maior exército, o mais caro e mais convencido do mundo está a fugir da região", alegaram.

O quinto dia da guerra começou com novos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra vários pontos em Teerão, nas cidades de Shiraz (sul) e de Isfahan (centro).

Na terça-feira, Israel atacou três aeródromos no Irão, incluindo o Aeroporto Internacional de Mehrabad, que, apesar do nome, é usado para voos domésticos.

O número de mortos em solo iraniano subiu hoje para 1.045 pessoas, indicou a agência pública Fundação dos Mártires e os Assuntos dos Veteranos.

Os números continuam provisórios devido às restrições de acesso, à quase total interrupção da internet e às dificuldades na verificação independente no terreno.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão lançou ataques de retaliação contra Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas também a outros países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Chipre (membro da União Europeia) e Turquia (membro da NATO).

Teerão confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989.

Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos já fizeram mais de mil mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.


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Dois navios, um porta-contentores de bandeira maltesa e um petroleiro espanhol, foram atacados no estreito de Ormuz no âmbito da guerra entre EUA e Israel contra o Irão, anunciaram hoje as autoridades marítimas.


Quinto dia de ofensiva no Irão: Fique a par dos últimos desenvolvimentos... O Irão continua, pelo quinto dia consecutivo, sob bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel, que tornaram Teerão numa cidade-fantasma, mas reivindica o controlo do estreito de Ormuz e continua a atacar locais por todo o Golfo Pérsico.

Por LUSA 

A guerra no Médio Oriente espalha-se e aprofunda-se, à medida que Telavive avança cada vez mais no Líbano e os europeus fogem dos vários países da região onde o Irão ataca locais com ligações aos seus países agressores.

Na capital iraniana, onde os poucos residentes que ainda não fugiram permanecem confinados às suas casas, será hoje realizado o funeral de Estado para Ali Khamenei, o líder supremo do país nos últimos 36 anos e que foi morto no ataque inicial dos Estados Unidos e Israel, realizado no sábado.

Funeral do líder supremo

O funeral de Ali Khamenei, que liderou o Irão durante 36 anos antes de ser morto no sábado em ataques aéreos israelitas e norte-americanos, terá início às 22:00 de hoje (18:30 em Lisboa) e vai durar três dias.

Ali Khamenei, que morreu aos 86 anos, será sepultado na cidade sagrada de Mashhad (nordeste), o seu local de nascimento.

O ministro da Defesa de Israel ameaçou hoje quem quer que o Irão escolha para ser o próximo líder supremo do país, dizendo que será "alvo de eliminação".

Israel atacou na terça-feira um edifício associado à Assembleia de Peritos do Irão, que vai escolher o novo líder supremo.

Mercados em alerta

Face ao cenário cada vez mais crítico no Médio Oriente, os mercados asiáticos caíram hoje a pique, com a bolsa de Seul a descer 12% e a suspender temporariamente as negociações, enquanto os preços do petróleo subiam, aguardando desenvolvimentos do estratégico Estreito de Ormuz.

O tráfego marítimo na região continua paralisado, e a Guarda Revolucionária, a força responsável pelas operações externas do Irão, afirmou ter o "controlo total" do estreito, por onde transitam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

O preço do petróleo Brent subiu hoje mais de 2% na abertura, acumulando uma subida de mais de 12% nos últimos três dias de negociação.

O novo porta-voz e conselheiro sobre questões de segurança regional do Irão, Ebrahim Jabbari, prometeu "queimar qualquer navio" que tentasse atravessar o estreito, ao mesmo tempo que o conselheiro do 'ayatollah' Mohammad Mokhbar avisou que o Irão está preparado para "continuar a guerra durante o tempo que for preciso".

Destruição em grande escala

O Presidente dos Estados Unidos afirmou ter atingido, desde sábado, "quase 2.000 alvos" e "destruído tudo", além de reclamar que já matou a maioria das autoridades que estavam na sua mira.

Enquanto isso, o exército israelita também intensificou os seus ataques "em grande escala" contra "alvos do regime terrorista iraniano" e abateu um avião de guerra iraniano sobre a capital.

Entre os locais atingidos estavam centros de poder, como ministérios, tribunais e o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, mas também o Aeroporto Mehrabad de Teerão, que opera principalmente voos domésticos, e o histórico Palácio Golestan, uma das atrações turísticas da capital.

Avanço de Israel no Líbano

Israel também está a combater na frente libanesa, onde alargou o âmbito dos seus ataques, visando a área em redor do palácio presidencial, perto de Beirute, e noutras áreas a sul da capital, bem como bastiões do movimento xiita apoiado pelo Irão Hezbollah.

Em Hazmieh, um subúrbio cristão de Beirute junto ao palácio e a várias missões diplomáticas, imagens divulgadas pela agência de notícias francesa AFP mostraram o edifício de um hotel com quartos destruídos e feridos a receber assistência na receção.

O Líbano foi arrastado para a guerra regional na segunda-feira, depois de o movimento xiita ter lançado o seu primeiro ataque contra Israel, alegando que queria vingar a morte de Ali Khamenei.

No total, cerca de 60 pessoas foram mortas e mais de 58 mil foram deslocadas, segundo as autoridades libanesas.

Evacuações em Massa

Cerca de 9.000 norte-americanos abandonaram o Médio Oriente desde o início das hostilidades e vários países europeus -- como França, Alemanha e Reino Unido - organizaram voos para repatriar os seus cidadãos.

Milhares de voos foram cancelados e muitos turistas ficaram retidos.

Do lado iraniano, a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano anunciou na terça-feira mais de 780 mortes desde o início da guerra, enquanto o Pentágono dá conta de seis militares norte-americanos mortos.

Em Israel, de acordo com os serviços de resgate, 10 pessoas morreram devido a ataques aéreos iranianos.

No início do ataque, Donald Trump pediu ao povo iraniano que derrubasse a República Islâmica, estabelecida em 1979.

O exército israelita afirmou ter atingido uma instalação militar subterrânea secreta pertencente ao programa nuclear iraniano, localizada na região de Teerão.

Irão mantém ataques no Golfo

Teerão continua os seus ataques contra alvos norte-americanos, particularmente nos países do Golfo, e contra alvos israelitas.

Estes ataques resultaram em nove mortes nas monarquias da região, incluindo a de uma menina de 11 anos morta na quarta-feira por destroços que caíram numa zona residencial do Kuwait.

Mísseis e foguetões iranianos também atingiram embaixadas norte-americanas e causaram danos e incêndios em locais icónicos como The Palm, a emblemática ilha artificial do Dubai.

Este é um grande golpe para estes destinos, considerados entre os mais seguros do Médio Oriente e que albergam infraestruturas energéticas vitais para a produção global de hidrocarbonetos.


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O Exército israelita anunciou hoje ter abatido um caça iraniano Yak-130 sobre Teerão, acrescentando que o Irão ainda possui "capacidades significativas" para lançar mísseis contra Israel.



Moscovo acusa Kyiv de ataque a navio com gás afundado ao largo da Líbia... A Rússia acusou hoje a Ucrânia de ter atacado com drones subaquáticos um navio cargueiro russo que transportava gás liquefeito e se afundou na terça-feira ao largo da Líbia, após uma série de explosões a bordo.

Por LUSA 

Em comunicado, o ministro dos Transportes da Federação Russa declarou que o navio Arctic Metagaz foi alvejado com material pertencente a Kyiv, adiantando que todos os 30 elementos da tripulação estão sãos e salvos.

As autoridades da Líbia tinham confirmado o naufrágio em águas territoriais do país de um cargueiro com gás natural liquefeito da chamada 'frota fantasma', usada pela Rússia para contornar sanções internacionais, após um incêndio repentino.

A Autoridade Portuária e de Transporte Marítimo da Líbia disse num comunicado que recebeu um pedido de socorro do navio Artic Metagaz, que mencionava explosões repentinas seguidas de um "incêndio maciço, que acabou por provocar o seu naufrágio total".

O incidente ocorreu a 130 milhas náuticas (240 quilómetros) a norte do porto de Sirte, quando fazia a viagem do porto de Murmansk, na Rússia, para o porto de Port Said, no Egito.

O Artic Metagaz é um dos quase 600 navios sancionados pela União Europeia com a proibição de acesso a portos europeus e de prestação de uma ampla gama de serviços relacionados com o transporte marítimo.

A Rússia tem utilizado uma frota de petroleiros antigos e de propriedade obscura para contornar as restrições impostas às suas exportações de petróleo bruto após a invasão da Ucrânia, em 2022.


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A embaixadora ucraniana em Lisboa defendeu hoje perante o parlamento português que a adesão da Ucrânia à União Europeia em 2027 seria "uma garantia de segurança e estabilidade", reconhecendo a necessidade de várias reformas, nomeadamente no Estado de Direito.


Timor nomeia Natália Carrascalão representante permanente na CPLP... O Presidente timorense, José Ramos-Horta, nomeou hoje a embaixadora Natália Carrascalão representante permanente de Timor-Leste na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), segundo o decreto presidencial divulgado no Boletim Oficial.

Por  LUSA 
Natália Carrascalão estava atualmente a exercer funções de assessora na Presidência timorense e substitui no cargo a embaixadora Laura Abrantes.

Timor-Leste assumiu em dezembro a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que foi retirada à Guiné-Bissau, na sequência de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo, após o golpe de Estado no país que depôs Umaro Sissoco Embaló e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de novembro.

No mesmo Boletim Oficial, foi publicado outro decreto presidencial que nomeia a atual chefe da Casa Civil da Presidência e antiga provedora dos Direitos Humanos e da Justiça timorense, Jesuína Maria Ferreira Gomes, para o cargo de vice-ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

O cargo não faz parte na atual orgânica do Governo timorense, que no caso do Ministério dos Negócios Estrangeiros inclui apenas, além do ministro, a vice-ministra para os Assuntos da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático, sigla em inglês).

A cerimónia de tomada de posse decorre quinta-feira no Palácio da Presidência, em Díli.

O Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, presidiu nesta quarta-feira (04.03) à cerimónia de abertura da Jornada de Difusão das Contas Externas da Guiné-Bissau relativas ao ano de 2024. A atividade do BCEAO tinha como objetivo apresentar os dados atualizados sobre a posição externa do país, incluindo balança de pagamentos e outros indicadores macroeconómicos, junto de membros do Governo, técnicos e parceiros institucionais.


Estados Unidos testam novo drone kamikaze em ataques no Irão... Os Estados Unidos estão a aproveitar os ataques massivos que realizam desde sábado contra o Irão para testar um novo drone kamikaze norte-americano.

Por LUSA 

O Pentágono confirmou que o drone, denominado LUCAS (Low-Cost Uncrewed Combat Attack System ou Sistema de Ataque de Combate Não Tripulado de Baixo Custo) está a ser utilizado nos ataques juntamente com bombardeiros estratégicos, caças e mísseis de cruzeiro.

O Exército norte-americano reconhece que o drone foi inspirado Shahed-136 iraniano, frequentemente utilizado pela Rússia contra a Ucrânia.

O Comando Central norte-americano (Centcom) anunciou estar a utilizar pela primeira vez na história estes drones kamikaze no mesmo dia em que os EUA, juntamente com Israel, lançaram os primeiros mísseis e drones contra alvos iranianos.

"Estes drones de baixo custo, modelados a partir dos drones Shahed do Irão, estão agora a infligir represálias fabricadas nos Estados Unidos", afirmou o Centcom nas redes sociais.

De acordo com as autoridades militares norte-americanas, o sistema faz parte de uma nova estratégia baseada em drones de baixo custo e descartáveis, que podem ser rapidamente lançados em grandes quantidades, uma tática inspirada nas lições da guerra na Ucrânia, onde milhares de drones económicos estão a ser utilizados por ambos os lados.

Nas operações na Ucrânia, a Rússia transformou o Shahed-136 no drone de ataque preferido, ao ponto de passar a produzir a própria versão da aeronave não tripulada, denominada Geran-2, com transferência de design e apoio iraniano.

As características do Shahed-136 são as que levaram tanto a Rússia como os Estados Unidos a decidirem copiar o design.

Os drones Shahed-136 são concebidos para voar até um alvo programado e detonar a carga explosiva. O aparelho mede cerca de 3,5 metros de comprimento, pesa cerca de 200 quilos e pode transportar uma ogiva explosiva com entre 40 e 60 quilos.

Com um design de asa delta, é propulsionado por um motor colocado na parte traseira e conta com uma antena para o sistema global de navegação por satélite, seja o GPS norte-americano, o russo Glonass ou o chinês BeiDou. Alguns especialistas apontam que a aeronave tem uma autonomia de até 2.000 quilómetros.

O que realmente transformou o Shahed-136 num sucesso é o baixo custo e a facilidade de produção em massa. Analistas estimam que cada unidade custa ao Irão cerca de 20 mil dólares (17,2 mil euros), muito inferior ao de sistemas não tripulados mais avançados, como o MQ-9 Reaper, norte-americano, cujo preço pode ultrapassar os 20 milhões de dólares (17,2 milhões de euros).

Esta diferença permite lançar grandes quantidades de drones para saturar defesas aéreas inimigas ou atacar vários alvos em simultâneo, uma estratégia conhecida como "massa acessível", que ganha cada vez mais peso na doutrina militar moderna.

Os Estados Unidos adaptaram esse conceito para criar o LUCAS, embora com algumas modificações, tendo o modelo sido desenvolvido pela empresa norte-americana SpektreWorks utilizando exemplares do Shahed.

O alcance e carga útil não foram revelados pelas autoridades militares norte-americanas, que, no entanto, indicaram que o custo unitário ronda os 35 mil dólares (30,2 mil euros).

O analista militar canadiano Shahryar Pasandideh destacou que o design do LUCAS é "mais modular" do que o equivalente iraniano, o que permitiria integrar diferentes cargas úteis ou sistemas de comunicações e controlo.


Leia Também: Israel anuncia lançamento de "ampla vaga" de novos ataques contra o Irão

O Exército israelita anunciou hoje à noite que lançou uma nova "ampla vaga" de ataques contra o Irão, depois de a República Islâmica ter lançado três grandes bombardeamentos com mísseis em território israelita nas últimas horas.


Cuba prolonga até abril aviso de escassez de combustível em todos os aeroportos... A situação levou ao cancelamento temporário de voos de companhias canadianas e russas, enquanto outras reduziram frequências.

Por  SIC Notícias Com LUSA

As autoridades cubanas prolongaram até 10 de abril o aviso de escassez de combustível em todos os aeroportos, devido ao embargo petrolífero norte-americano.

O aviso oficial (NOTAM) aos pilotos e controladores de tráfego aéreo difundido na terça-feira pelas autoridades cubanas especifica que a escassez de querosene afeta todos os aeroportos internacionais, sendo a notificação válida por um mês.

O anterior aviso, emitido a 10 de fevereiro, tinha a validade de um mês.

Após este anúncio, todas as companhias aéreas canadianas e russas cancelaram temporariamente os seus voos para a ilha.

As companhias aéreas espanholas, mexicanas e panamianas introduziram paragens técnicas e, em alguns casos, reduziram a frequência dos voos.

Cuba perdeu o acesso ao petróleo venezuelano em janeiro, após a captura pelos Estados Unidos do ex-Presidente Nicolás Maduro, aliado de Havana, e Trump ordenou a imposição de tarifas aos países que fornecem petróleo à ilha, agravando a pior crise económica e social que o país vive desde 1959.

No entanto, na semana passada, o Governo dos Estados Unidos relaxou o bloqueio petrolífero imposto a Cuba e autorizou a reexportação de petróleo venezuelano para a ilha, com certas restrições e através do setor privado.

O Gabinete de Direitos Humanos da ONU assinalou há alguns dias que o bloqueio dos Estados Unidos viola a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional, além de provocar o desmantelamento do sistema alimentar, sanitário e de abastecimento de água na ilha.

O Presidente norte-americano afirmou na semana passada que está a considerar uma "tomada de controlo pacífica" de Cuba, sem especificar detalhes.

"O Governo cubano está a dialogar connosco e, como sabem, enfrenta problemas muito graves. Não têm dinheiro, não têm nada neste momento, mas estão a dialogar connosco e talvez venhamos a assistir a uma tomada de controlo pacífica de Cuba", disse Donald Trump à imprensa.

"Desde pequeno que ouço falar de Cuba. Todos queriam uma mudança, e posso ver que isso está a acontecer", disse Trump, acrescentando que o secretário de Estado, Marco Rubio, "está a tratar disso".

As declarações do Presidente republicano ocorrem num contexto de fortes tensões entre Washington e Havana devido ao bloqueio de petróleo à ilha, e poucos dias após a operação realizada por Cuba esta semana contra uma lancha proveniente da Florida que supostamente violou as suas águas e contra a qual as autoridades abriram fogo, causando a morte de quatro tripulantes.

A incursão de uma lancha rápida na quarta-feira com dez pessoas armadas a bordo, foi descrita por Havana como "uma tentativa de infiltração com fins terroristas".