Por LUSA
De acordo com a agência espanhola de notícias, a EFE, Sissoko, que terá ainda de pagar um milhão de francos CFA, o equivalente a cerca de 1.500 euros, foi condenado por um tribunal responsável pela luta contra a cibercriminalidade no Mali.
A sentença surge na sequência de um julgamento pela publicação de um artigo que criticava declarações do chefe da junta militar do Níger, Abdourahamane Tiani, e que as autoridades do Mali consideraram constituir crime de difusão de notícias falsas, dano à reputação do Estado e ofensa a um chefe de Estado estrangeiro.
O Ministério Público tinha solicitado uma pena de até cinco anos de prisão e o tribunal proferiu uma sentença menor, que foi criticada por organizações de defesa da liberdade de imprensa.
Os advogados de Sissoko anunciaram que irão recorrer, argumentando que o artigo constituía um exercício legítimo de jornalismo de investigação.
Várias organizações internacionais, como a Federação Internacional de Jornalistas, criticaram o processo e exigiram a libertação imediata de Sissoko.
A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) exigiu a libertação do jornalista, a retirada das acusações e o fim da repressão contra os meios de comunicação no Mali, Níger e Burquina Faso, países que compõem a Aliança dos Estados do Sahel (AES), sob o controlo de ditaduras militares.
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Cerca de 200 alegados terroristas foram libertados no Mali, a semana passada, após um acordo entre Governo e rebeldes para o fim dos ataques a camiões-cisterna que transportam combustível, avançou hoje a agência de notícias France-Presse (AFP).


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